quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Mês das Bruxas: 25 Clássicos do Terror - Palhaços Assassinos


Se há uma coisa que eu nunca entendi, é medo de palhaços.

Claro, todo mundo tem direito a ter uma fobia, mas palhaços? Pelo amor do Gatorade, eles são inofensivos!

Palhaços são só caras com mais maquiagem que atrizes pornô, sofrem de depressão absoluta e tentam te fazer rir com um arsenal de piadas tão ruins que fariam o Marcelo Adnet parecer o Mel Brooks em comparação.

Você não tem que ter medo se estiver andando na rua e um palhaço vier na sua direção. A menos que seja o Coringa. Aí sim pode ser que seja um problema.

E se for o Heath Ledger, então temos problemas muito maiores do que simples palhaços para lidar.

Seja como for, eu nunca tive medo de palhaços.

Eu tenho ódio.

Ódio!

ÓDIO!!!


Se pudesse, eu cravaria picaretas nas cavidades oculares de todos os palhaços do mundo! OOOOOH, COMO EU OS ODEIO!!!

Não sei de onde veio todo esse ódio, mas isso não importa agora. Vamos prosseguir com nossa maratona de filmes de terror, e hoje falaremos de Palhaços Assassinos.

...

Huh! De repente tudo faz sentido. Minha psicóloga vai ficar muito feliz com isso.

"Doutora, tudo começou em 1988, com um filme sobre palhaços..."
"Meu Deus, tudo com você começa em um filme! Não foi pra isso
que eu fiz faculdade, sabia?"

Nossa história começa no mirante de uma cidadezinha estadunidense. Aqueles lugares a beira de uma colina, onde rapazes levam suas namoradas para tentar convencê-las a brincar de “esconder a salsicha”. Aqui, temos uma fileira de carros estacionados lado a lado, e todos contendo jovens (de 30 anos, como é comum nesses filmes) cheios de intenções não cristãs para com suas moçoilas.

Sério? Eles todos querem encaixar o LEGO como se estivessem em uma cena de Debbie Does Dallas, e não ligam do quão próximos estão uns dos outros? O que eles planejam? Atrair Cthulhu com impulsos pélvicos grupais e ritmados?

Não importa. O que importa é que nosso casal de protagonistas imbecis Mike Tobacco (Grant Cramer) e sua namorada Debbie Stone (Suzanne Snyder) avistam um cometa que cai em uma clareira próxima. Como sexo é super valorizado em nossa sociedade, eles decidem abandonar suas atividades pecaminosas para ver o que encontram no local onde o corpo celeste aterrissou.

Mas ao chegar lá, eles encontram uma tenda de circo gigante. Como não há absolutamente nada de suspeito em um curci gigante que se materializa na floresta no meio da noite, a dupla resolve entrar no lugar. E lá fazem uma descoberta tenebrosa: Palhaços Assassinos do espaço estão colhendo seres humanos e os aprisionando em casulos de algodão doce. E quando as pessoas estão “maduras” o suficiente, os facínoras as bebem!

Então, nossos heróis tem de avisar as autoridades, representadas pelo xerife Dave Hanson (John Allen Nelson), ex-namorado de Debbie, porque isso é importante para o enredo, e Curtis Mooney (o veterano John Vernon), o policial cretino que quer prender todo mundo na cidade, porque com certeza tem um pinto pequeno.

Enquanto nossos heróis tentam notificar a polícia, os exército e os Autobots, os palhaços fazem a limpa pela cidade E como este é um filme de terror dos anos 1980, pelo menos uma garota aparece vestindo uma camisola semi-transparente.

Se olhar com afinco, quase dá pra ver... AH, QUE SE DANE! NUDEZ FRONTAL
COMPLETA NO MEU PRÓXIMO ARTIGO! PRONTO!

Agora, alienígenas de dois metros e meio de altura, parecidos com palhaços, que vieram a Terra para “colher” a raça humana e que resolvem matar de formas engraçadas todo mundo que não vão comer... Mas é uma premissa absurda!

E querem saber? Funciona. Palhaços Assassinos é um filme extremamente divertido. Seja pelas atuações péssimas do elenco, seja pra ver John Vernon atuando em um filme desses pra poder pagar o aluguel, ou pelos palhaços aterrorizando a cidade, este é um daqueles longas que nunca se torna chato. E se querem saber, não existe coisa pior do que um filme maçante.

Eu seria capaz de perdoar todas as falhas da Saga Crepúsculo, a falta de personalidade de Bella, a incapacidade do Cedrico de atuar e mesmo o enredo que vai do nada à lugar algum... Se fossem filmes divertidos. Mas o caso é que eles são chatos.

MUITO chatos.

Mais chatos do que uma missa de domingo com um padre que possui as habilidades comunicacionais de um ventilador.

Este é um filme bobo, e que se orgulha disso. Sabe aquele cara que sai por aí sendo propositalmente bobo, contando piadas bestas de Fandangos (“o que é um pontinho amarelo no alto do prédio?”), mas que está curtindo tanto sendo ele mesmo que não tem como não se divertir junto dele?

Palhaços Assassinos é a versão cinematográfica desse cara. Tanto que tem uma aprovação de 71% no site Rotten Tomatoes.

Isso mesmo, Rotten Tomatoes. Aquele site que reune as notas dos críticos de cinema e tira uma média delas.

Isso mesmo, críticos de cinema! Aquela corja de gente arrogante que adora se gabar sobre o quanto gosta de O Poderoso Chefão, e que se puderem, atacam Minions se este não trouxer uma crítica clara a classe média paulistana.

Até essa raça miserável  consegue encontrar um lugarzinho em seus corações para Palhaços Assassinos.

Seus corações sujos e grotescos como poços de piche...

... Ou casulos de algodão doce...

O longa foi produzido e dirigido pelos irmãos Chiodo (Stephen, Charles e Edward), especialistas em efeitos visuais que já trabalharam em diversos filmes como Criaturas, As Grandes Aventuras de Pee Wee e Um Jantar para Idiotas.

Eles também são especialistas em claymation, (a querida “animação com massinha”) e foram responsáveis por todos os segmentos dos Simpsons que usaram este tipo de técnica.

Sendo profissionais experientes, eles mesmos criaram todos os palhaços da história, e com isso economizaram uma fortuna do orçamento de US$ 2 milhões da produção.

Metade dessa grana deve ter sido usada pra custear a birita de John Vernon, que devia estar usando whisky para esquecer dos bons tempos em que trabalhou em Dirty Harry e Clube dos Cafajestes...

Enfim, os irmãos mandaram muito bem, pois os palhaços são sensacionais. Todos têm sua própria identidade visual e de uma forma bizarra, são muito carismáticos. É difícil não gostar destes monstros eternamente sorridentes que atiram tortas ácidas e pipocas canibais nas pessoas.

Mas que te levam chocolate também. Porque não se
mata uma pessoa sem um pouco de romance antes

Palhaços Assassinos não foi um sucesso quando lançado nos cinemas, mas tornou-se um Cult quando chegou ao mercado de vídeo. E sua popularidade nunca parou de crescer. Hoje ele é exibido em sessões da meia-noite por diversos cinemas, onde os fãs se reúnem, atiram pipoca na tela quando vêem uma cena favorita, e recitam em voz alta com os personagens, todas as falas que decoraram ao longo dos anos.

E esta é a melhor maneira de celebrar esta obra. Com os amigos, de forma despreocupada, rindo alto e aproveitando cada minuto.

Se nunca fez isso, tente assim que tiver a oportunidade. Tenho certeza que todos terão uma noite épica.

Cheers!!!

3 comentários:

Leandro" Leon Belmont" Alves the devil summoner disse...

Me lembro ter visto esse filme no Cine Trash, Pena que só vi uma única vez.

Anderson "ANDF" Ferreira disse...

Devo ter visto num domingo a noite e foi na BAND, mesmo.

Diogo Batista disse...

Um dos meus filmes favoritos dos bons tempos de Cine Trash!!