sábado, 26 de fevereiro de 2011

Grandes Momentos de Tristeza nos Games!

Ahhh, Video Games! A melhor invenção da história da humanidade.

Eu disse uma vez e direi de novo, nada consegue ser melhor que Video Games, nem mesmo sexo. E para todos os que estão fazendo “Meh” para esta afirmação, sexo não dura 40 horas, Mass Effect 2 sim.

Enfim, sou uma daquelas pessoas que consideram Games uma forma de arte. Como? Veja você, uma das definições de arte é que qualquer trabalho que consiga evocar emoção daqueles que a observarem, pode ser considerado como a mesma.

Você lê um livro e ele te faz refletir? Arte! Você assiste um filme e ele o deixa tenso? Arte! Você assiste Patrice O'Neal e ele te faz escangalhar de rir? Arte! Você escuta música e ela te faz chorar? Arte!

Acho que já me fiz entender.

E games são capazes de tudo isso, podem nos fazer refletir, nos deixar tensos, nos fazer rir e até mesmo chorar. De fato, muitos games tem o poder de destruir nosso fim de semana de forma absoluta. E não me refiro apenas a aqueles que nos matam impiedosamente, não senhor.

Alguns enredos de games são escritos de maneira a nos fazer chorar feito um bando de lanfranhudos azuis! E não só games recentes, não senhor! Falo de jogos lançados desde a época do Super Nintendo e é sobre alguns deles que falarei hoje.

E não, a morte de Aerith não conta neste artigo. Sejamos francos, Aerith já apareceu tantas vezes desde Final Fantasy VII (Crisis Core, Kingdom Hearts, aquela merda de Advent Children) que seu falecimento perdeu todo valor que poderia ter. Um sacrifício não conta se o herói continua aparecendo depois dele, uma lição que Marvel, DC e Animes nos ensinam quase diariamente.

Aliás, o artigo de hoje está cheio de SPOILERS, SPOILERS, SPOILERS, SPOILERS! Assim sendo, se não jogou nenhum dos games aqui descritos e não quer estragar sua diversão futura, recomendo que viaje cuidadosamente a partir deste ponto.

Agora, siga-me, peregrino!

Cyber-Lip

É difícil acreditar, mas houve uma época em que a SNK não produzia apenas games de luta. Nestes dias tão distantes, foi lançado o game Cyber-Lip.

Creio que a maioria de vocês jamais jogou este título, então deixem-me pintar uma imagem: pensem em Contra e Metal Slug, agora, retire a boa jogabilidade, capacidade de atirar em diagonais, boa trilha sonora, armas interessantes e tudo mais que torna estes games interessantes, seu resultado é Cyber-Lip.

E foi por isso que as pessoas passaram a prestar atenção em Fatal Fury e Art of Fighting.

Ok, o que nos interessa de fato é a história. Pois bem, alienígenas do mal atacaram a Terra, BOOOO! Então, os humanos criaram um super computador inteligente para que este os defendesse dos extraterrestres, YAAAAY! Então, o computador bancou o Skynet e lançou um ataque contra a raça humana que praticamente a dizimou, BOOOO! Foi quando o PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS chamou dois cara de colete e rayban e os ordenou que destruíssem o computador e salvassem o que restou do planeta.

Pois eis que você chega a fase final e encontra o dito computador, que não passa de uma boca gigante (“Cyber-Lip”, sacaram?). O bicho diz que não é perverso, apenas que foi programado para o mal... não que isso importe, seu destino é A MOOOOOOOORTE!!!

Após destruir o bicho, o PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS aparece mais uma vez e nos congratula pelo genocídio bem executado. Então ele declara que uma vez que as defesas da Terra foram destruídas, ele e seus subordinados agora podem invadir o planeta...

Parabéns! Você foi enganado por um alienígena disfarçado de PRESIDENTE e que ele e sua raça estavam por trás dos ataques de Cyber-Lip. Agora, graças a seus esforços, o planeta está sem defesa e todos os órfãos e cãezinhos da Terra serão transformados em sanduíches pelos invasores.

Agora, imagine isso em 1990, época em que TODOS os games do mundo terminavam em final feliz, com o resgate da princesa ou da namorada.

E ainda estamos só no começo.

Breath of Fire II

Disparado, Breath of Fire é uma de minhas séries de JRPG favoritas. O fato da Capcom tem assassinado a franquia em seu quinto jogo e nunca mais ter se dado ao trabalho de tocar no assunto é algo que me enche o ravióli até hoje.

Bom, talvez não me encha tanto quanto a tentativa de fazerem um Sephiroth de bosta no quarto jogo, mas isso não importa agora.

O fato é que Breath of Fire II é um dos games mais pesados que já experimentei. Seus produtores parecem ter feito hora para criarem o produto mais capaz de estragar o dia de seus jogadores.

Ok, o herói mora em uma vila próxima a uma montanha onde dorme um dragão. Uma bela tarde, ele dormiu perto do mesmo e quando acordou, seu pai e sua irmão haviam desaparecido e ninguém em sua vila se lembrava dele. Assim, só lhe restou fazer amizade com um órfão e sair do lugar... para ser quase morto por um monstro abominável pouco depois.

O herói e seu amigo crescem, passam por dezenas de aventuras e fazem novos amigos, incluindo uma menina gato, um tatu humanóide imenso, uma garota com asas e um padre... é quando descobrem que DEUS é um super vilão e precisam destruí-lo se quiserem que o mundo viva em paz.

Ok. Aí as coisas começam a dar errado.

Somos obrigados a matar o padre, pois ele tem de defender sua fé e seu deus, mesmo sabendo que ambos estão errados. O tatuzão humanóide? Ele segura uma parede para que o grupo possa avançar por um castelo, mas quando ela estava prestes a esmagá-lo... sua mãe surgiu, o empurrou para fora da armadilha e morreu em seu lugar.

Calma, fica pior.

A menina com asas? Bem, Ela decide se sacrificar para se transformar em um pássaro gigante, mas sua irmã caçula aceita tomar seu lugar... contra sua vontade e apesar de seus gritos de protesto. Diga-se de passagem, o ritual de transformação não podia ser revertido e aparentemente apagava a humanidade daqueles que se sujeitassem a ele.

Calma, tem mais.

Eventualmente, descobrimos que o dragão adormecido que guardava a montanha na vila do herói, ERA SUA MÃE!!! A montanha ficava sobre uma gigantesca torre subterrânea, onde residia o clã Black Dragon, de pessoas com a capacidade de se transformarem em dragões que permaneciam em constante vigilância para impedir que DEUS e seus asseclas saíssem dela e destruíssem o mundo.

A mãe do herói optou por abandonar seu marido e filhos para se transformar e guardar a montanha eternamente.

E quando descobrimos esta verdade, o que acontece? Uma reunião cheia de lágrimas entre o herói e sua mami perdida? NÃO!!! Ela dá sua vida para quebrar o selo da montanha mais uma vez e assim seu filho e amigos poderem descer até seu ponto mais baixo e poderem matar DEUS!!!

Calma, fica PIOR AINDA!

Após matar DEUS! Achamos que tudo ficará bem e que a ação heróica do protagonista trará alegria para você e o vovô. Então ele chega a conclusão que o mal verdadeiro não pode ser destruído... eis que ele se transforma em um dragão e se põe em guarda sobre a montanha, exatamente como sua mãe fez... enquanto seus amigos desesperados olham a cena e não sabem como reagir.

Pois é.

E querem saber o pior? O jogo tem um final feliz, mas é tão retardado e faz tão pouco sentido com o resto da história, que mais vale matar o pai do herói para chegar ao final triste.

Ah sim, esqueci de falar, o pai desaparecido do herói? Temos de matá-lo durante o jogo ( o que leva ao final ruim) ... ou poupar o velho e usá-lo como bateria viva para nossa fortaleza voadora (o que leva ao final bom).

Com mil diabos, Capcom!

Phantasy Star IV

Muitos de vocês talvez conheçam Phantasy Star apenas em suas versões Online ou nos jogos para PSP que tentam (com variado grau de fracasso) simularem uma experiência Online. Mas o fato é que houve uma época em que esta série era o carro chefe de JRPG’s da Sega, capaz de fazer frente a Final Fantasy ou Dragon Quest sem problemas.

Embora cada jogo pudesse ser aproveitado como uma aventura separada, havia uma continuidade muito pesada envolvendo a série toda. Fatos relevantes de Phantasy Star I poderiam refletir na história do IV e diversos personagens longevos apareciam em diversos pontos da série.

Por algum motivo, a série nunca emplacou como seus rivais para Super Nintendo. Phantasy Star tem uma base de fãs bastante devotada e furiosa, mas nunca alcançou o mesmo patamar de Link, ou Cloud e seus amigos pululantes.

Irônico, pois Phantasy Star IV fez uma cena de morte muito melhor do que a presente em Final Fantasy VII.

Ok, largue esse martelo. Vai, você tá fazendo um papelão com isso. Mesmo que bata em seu monitor com ele, não vai conseguir me machucar. Coloca isso no lugar que eu explico porque acho Phantasy Star IV superior a Final Fantasy VII.

Nossa história começa com Alys e Chaz, caçadores de recompensa contratados para investigar o problema de monstros no sub-solo de uma universidade. Como uma bio-cultura de monstros não é algo muito comum de se aparecer em instituições de ensino, um professor do lugar estica o contrato dos dois, a fim de descobrir a verdade por trás de tudo.

Nossos heróis então atravessam o planeta, fazem novos amigos, encontram máquinas mirabolantes, oriundas de uma civilização antiga há muito esquecida e descobrem eventualmente que o responsável por tudo que há de errado no mundo é a Dark Force, o mal ancestral que causa todos os problemas na série desde o primeiro game.

Eis que nos deparamos com Zio, um sacerdote da Dark Force e grande vilão do primeiro ato da história. Durante o combate, nenhum dos ataques do grupo é capaz de lhe fazer mal, eis que ele dispara uma rajada de energia das trevas contra Chaz... quando este é empurrado por Alys, que sofre todo o impacto do ataque.

A moça é levada até uma vila, onde ninguém pode fazer nada para salvá-la. O resto do grupo corre então atrás de um artefato que pode destruir a barreira ao redor de Zio, pois matá-lo parece ser a única opção para salvar Alys.

Infelizmente, o grupo não é rápido o bastante e a moça morre antes que tenham a chance de espancar o vilão até ele aparecer na próxima Terça Feira.

E por que você deveria se importar? O que torna esta cena mais impactante do que a morte de *GLUP* Aerith?

Primeiro, Alys é a líder do grupo durante todo o Ato I do game, Chaz pouco faz, exceto ser o parceiro mirim que chega a conclusões óbvias e dispensa carinho a menina gato do jogo. Quando Alys é ferida, Chaz relutantemente toma seu lugar como líder da equipe, é o momento em que ele abandona sua infância e assume as responsabilidades de um adulto.

Em Final Fantasy VII, Cloud não evolui de fato com a morte de Aerith, ele apenas a usa como pretexto para ser mais emo. Não é até quase o fim do Disco 2 (e claro, somente com a ajuda de Tifa) que ele supera todos os seus problemas e se torna um líder eficaz para sua equipe.

Segundo, Alys é mostrada como uma caçadora de recompensas linha dura, que não tem problemas em extorquir um professor de seus fundos de casamento, ou de intimidar qualquer um que a deixe infeliz. Seu sacrifício mostra que ela tinha um carinho praticamente maternal para com Chaz, uma vez que ela não pensou duas vezes em tirar o menino do perigo quando a situação apertou. O momento que a firma como uma pessoa mais calorosa do que seu exterior demonstrava, também é o momento de sua morte.

Você pode argumentar que Aerith se sacrificou pela humanidade, mas ficar parada em um pedestal enquanto Sephiroth a transformava em Shish-Kebab não é uma demonstração muito eficiente disso. Morrer pra salvar uma pessoa querida por um puro instinto materno é algo muito mais plausível do que fazer o mesmo para “salvar a humanidade”.

Finalmente, o jogo deixa bem claro que a equipe mordeu mais do que podia mastigar ao enfrentar Zio. Até este ponto na história, o grupo tem apenas ataques especiais básicos e equipamento pouco melhor que um estilete. Enfrentar o sumo sacerdote do mal é uma PÉSSIMA idéia, mas os heróis vão assim mesmo e em sua arrogância, pagam caro. A perda de Alys ajuda todos a amadurecerem e avaliarem melhor suas alternativas diante de obstáculos futuros.

Ok, Sephiroth é apresentado como um COMPLETO MONSTRO quando mata Aerith, mas sejamos francos... quantas abominações gigantescas Cloud e sua trupe enfrentaram até o final do Disco 1? Até este ponto no jogo, Aerith podia ter controle sobre seu Limit Break de nível 4, capaz de restaurar toda a energia do grupo e os deixar invencíveis por um certo limite de tempo.

Sem mencionar que até o momento da morte de Aerith, o grupo possivelmente já tinha controle sobre UMA PORRA DE UM DRAGÃO (Bahamut, pra quem não sabe). É difícil acreditar que gente com um potencial de poder tão grande não podia fazer nada contra um cabeludo armado com um espeto de churrascaria glamourizado.

E ainda digo mais, Aerith é praticamente esquecida após sua morte (exceto por jogadores que passaram 36 horas a evoluindo), a única menção a ela é quando a vemos de relance cultivando flores em sua cidade natal, em uma cena tão rápida que pode ser confundida com um bug de programação do jogo.

Em Phantasy Star IV, Alys é enterrada na vila onde passou seus últimos e agonizantes dias e Chaz pode visitar seu túmulo sempre que quiser dar uma choradinha. Mais ainda, podemos visitar a casa onde Chaz e Alys moravam, e mexer nas coisas da garota após sua morte traz uma sensação de perda incrível.

Square Enix, ainda estou esperando vocês fazerem melhor.

Suikoden II

A série Suikoden é uma espécie de Phantasy Star da Konami. Os jogos são divinamente bem escritos e possuem um elenco fantástico, mas nunca conseguiram brilhar como Final Fantasy ou Dragon Quest, provavelmente pela ausência de CG’s mirabolantes ou Akira Toriyama.

Basicamente, cada game da série mostra um período de crise em um reino e a guerra que consequentemente acontece. O jogador guia um herói escolhido pelo destino para ser o líder de um exército que trará paz a terra.

O negócio é que Suikoden muitas vezes pinta a história em tons de cinza e o exército inimigo não é necessariamente composto de vilões sanguinários. Salvo algumas exceções, são apenas pessoas com um ponto de vista diferente, que decidiram utilizar de meios mais drásticos para vencer o conflito.

Suikoden II é um exemplo perfeito disso.

A história começa com Riou e Jowy, amigos de infância que unem-se ao exército e partem para lutar em uma guerra que não entendem direito. Eventualmente, os oficiais decidem sacrificar seu pelotão, para usá-los como mártires, o que supostamente serviria como exemplo para as demais tropas.

Riou e Jowy descobrem o plano, soltam um sonoro “vá se foder” e desertam. Os dois se separam, mas eventualmente voltam a trabalhar juntos, desta vez com um grupo de mercenários que pretende colocar abaixo a tirania de seu reino.

Em meio a guerra presenciamos inúmeras atrocidades. Luca Blight, o insano líder do exército inimigo, executa camponeses sem nenhuma cerimônia. De fato, ele faz uma mulher andar de quatro e roncar como um porco, só pelas risadas que isso traria, antes de executá-la.

Há também Pilika, a menininha que se torna amiga de Jowy após seus pais o salvarem. Em um ponto da história, o exército de Luca Blight atravessa a vila de Pilika e executa a todos que encontra, a menina escapa, mas antes de ser encontrada pelos heróis, tenta acordar seus pais que de acordo com a descrição da menina, estavam “desmaiados em cima de uma coisa vermelha viscosa, que não parava de sair deles”.

Pilika tem entre 4 e 5 anos. Acredito que sua reação é bastante adequada pra idade.

Riou e Jowy aliás, se vêem em lados diferentes da guerra. Jowy se enfiltra no exército de Luca Blight e aos poucos sobe hierarquicamente, até que finalmente torna-se rei. Ao fazê-lo, ele não acaba simplesmente com o conflito, mas finalmente entende o ponto de vista daqueles que costumavam ser seus inimigos e prossegue com a batalha, o que o coloca em rota de colisão com seu antigo melhor amigo.

Riou ainda tem uma irmãzinha hiperativa e fofinha, Nanami, que não larga de seu pé em momento algum da história. Pois bem, próximo do fim do game, ela é ferida mortalmente em batalha e dependendo das ações do jogador (por exemplo, se recrutou todos os 108 personagens de seu exército), ela pode ter uma morte agonizante e horrível, ou pode ficar melhor depois.

E o jogador também tem a opção de matar Jowy com as próprias mãos em um conflito final.

Claro, estas opções acontecem no final ruim, mas a menos que jogue com um detonado do lado (FRACO) não há como saber disso e é possível deixar passar algumas das coisas que levam ao final bom.

Considerando o tanto de gente que fez finais horríveis e tristes em Suikoden, por não ter a menor idéia de como chegar ao final bom, não é de se espantar que a série seja tão pouco conhecida hoje em dia.

Chrono Cross

Chrono Cross é a segunda continuação do icônico Chrono Trigger. A primeira foi Radical Dreamers, game sobre o qual escrevi há MUUUUUUUUITO tempo, quando ainda era jovem e o peso do mundo não tinha destruído o meu espírito.

Pois bem, Chrono Cross é um dos games mais queridos do PsOne até hoje. Prova disso é a quantidade de gente que me pede para escrever um review a seu respeito, o que só não aconteceu ainda porque não tive tempo de rejogá-lo recentemente.

Mas bem, Chrono Cross tem uma história complexa e absurdamente rebuscada, que mesmo pessoas que já o tenham terminado doze vezes não entenderam o enredo em todos os seus aspectos. Qualquer um que diga o contrário está mentindo e deveria ser estuprado pelo Belo Ursinho Fritz depois de ser espancado feito uma putinha banguela.

O jogo tem diversos momentos tocantes, mas a história gira ao redor de Kidd, uma loirinha gatinha com uma personalidade tão explosiva quanto um Irlandês e com a pronuncia tão boa quanto um Australiano.

O negócio é que Kidd cresceu em um orfanato. Lembram de Lucca, a nerdzinha bonitinha de Chrono Trigger e que todos queríamos que fosse o par romântico do herói? Digo, ok, Crono ficou com a princesa Marle no fim, mas ela tinha tanta personalidade quanto uma piriguete viciada em descongestionante nasal! Porque a garotinha inteligente de óculos fundo de garrafa não tinha o mesmo apelo diante das gônadas do herói?

Se bem que psicologicamente falando, existe uma teoria de que pessoas de sexos opostos que passem os primeiros seis anos de vida juntos ficam dessensibilizados para a presença um do outro e na maioria dos casos são incapazes de sentir atração quando crescem. Crono e Lucca são amigos de infância, então...

...

...

...

Por que raios estou explicando a dessensibilização sexual de personagens de um game com mais de 15 anos de idade? Jesuis, acho que despiroquei de vez.

ENFIM, após o fim de Chrono Trigger, Lucca abriu um orfanato e Kidd foi a primeira criança que ela adotou. Por que uma cientista de repente resolve ser mãe de uma centena de crianças, jamais entenderei, mas aplaudo sua decisão.

O negócio é que Lynx, o vilão do game, decidiu uma noite incendiar o orfanato e matar a todos que lá residiam, provavelmente porque perdeu um capítulo de Jersey Shore e precisava arranjar uma maneira construtiva de ocupar sua Sexta Feira. É esse ato de vilania que motiva Kidd a crescer para ser uma menina durona, que quer arrancar os olhos de Lynx por sua uretra.

Mas antes disso, ela era uma menininha normal e tão sensível quanto qualquer outra.
Caso em questão: em um momento da história, o heróis Serge tem a opção de voltar no tempo, exatamente para a noite do grande incêndio no orfanato. Nessa hora, ele resgata Kidd e foge com ela para um morro próximo, onde a menina vê sua casa e família queimarem, sem poder fazer nada a respeito.

Lógico, ela chora e ganha um abraço do herói... que desaparece logo em seguida, pois precisa voltar ao seu tempo. Neste momento, Kidd tem um chilique e grita “Não, não me deixe você também! Por favor! Eu não quero ficar sozinha!”

Claro, ao voltar para o presente, o herói reencontra a versão adolescente de Kidd, mas é difícil não pensar na tristeza e desespero da menina, na noite em que perdeu tudo e a única pessoa que parecia se preocupar com ela simplesmente desapareceu no ar.

E assim ficamos mais motivados ainda em transformar Lynx em sarapatel. Boa cartada, Squaresoft, bons tempos que vocês podiam lançar games novos e criativos, e não prostituiam o elenco de Final Fantasy VII indefinidamente pra descolar um troco fácil.

Eu gosto de Final Fantasy VII, eu juro.

Persona 4

Definitivamente, Persona 4 é um dos meus games favoritos de todos os tempos. Um dos últimos títulos de peso a serem lançados para o Playstation 2, em uma época em que todo mundo se preocupa cada vez mais com alta definição, gráficos imbecis e orçamentos milionários, Persona 4 nos mostrou que sem uma grande história, nada disso realmente importa.

Aqui, o jogador guia um rapaz que vai morar com seu tio em uma cidade do interior. Tudo muito bom, tudo muito bem, até que ASSASSINATOS MISTERIOSOS COMEÇAM A OCORRER NA REGIÃO!!! OHHHHHH, OS MEUS SAIS!!!

A polícia nada pode fazer, pois uma força sobrenatural está por trás dos crimes. Resta ao protagonista e seus amigos (que tem poderes, não tão convenientemente assim) investigarem os acontecimentos e tentarem resolver o mistério, antes que seja tarde demais.

O herói (que aliás, você nomeia) também precisa fazer malabarismo e equilibrar o dia-a-dia com a resolução do mistério. Ele não pode descuidar da escola, de sua vida social ou da familiar e é aí que entra Nanako.

Já falei dela aqui, Nanako é a menina mais adorável da história dos games e grande parte disso se deve ao potencial de “ooohhhh, quero cuidar dela e lhe fazer cafunés” que a personagem apresenta.

Pra começar, Nanako é órfã de mãe. Quando era menor, sua mãe foi atropelada enquanto ia lhe apanhar na escolinha infantil, seu pai policial ficou tão estressado com o acontecimento, que esqueceu da filha... que passou o dia inteiro na escolinha, esperando pela mãe que não mais podia ir buscá-la.

Então, Nanako cresceu e aos poucos seu pai se distanciou dela. Em parte porque se afundou no trabalho e queria encontrar o responsável pela morte da esposa, mas também, porque não sabia como lidar sozinho com a filha.

Graças a isso, Nanako assumiu responsabilidade pela casa, passou a cozinhar, lavar e fazer compras. A relativa indiferença de seu pai também a tornou introspectiva, Nanako não tinha amigos de sua idade e passava todo seu tempo livre assistindo televisão.

Eis que o protagonista entra na vida da menina e passa a tratá-la como a irmãzinha que nunca teve, ele assiste televisão com Nanako, a leva para passear com sua turma de amigos (que a “adota” de imediato e tem um tremendo xodó por ela), a ajuda com a lição de casa, cuida dela quando ela fica doentinha e supre boa parte da ausência que a família faz na vida da pequena.

Nanako por sua vez, fica apaixonada pelo protagonista e sempre o recebe com um caloroso “Bem vindo de volta, irmãozão!” quando este chega da escola!

Fala a verdade, você quer apertar as bochechas da menina!

Então O MAL ATACA!!! E Nanako é vítima do assassino misterioso da cidade. O herói e seus amigos a salvam, mas não rápido o suficiente e Nanako fica em coma, e é aí que Persona 4 começa a estragar seu dia.

Você pode visitar Nanako todos os dias no hospital, mas não há o que fazer, sua situação piora a cada momento que passa. Mais ainda, quando a menina está no hospital, não há ninguém em casa para recebê-lo após a aula e sem o “bom dia irmãozão” de Nanako, a sensação de solidão na casa do herói é quase insuportável.

E ainda tem mais. Se tomar as decisões erradas, Nanako tem uma morte terrivelmente agonizante no hospital, que você testemunha em primeira mão. Sim, finais ruins são uma constante neste artigo, mas Persona 4 praticamente nos joga em direção do final ruim, é muito difícil ignorar nossos instintos e tomar as decisões erradas, motivados pela vontade de punir quem fez mal a nossa fofinha.

Exato, DOIS finais bons! E da primeira vez que jogar, é quase certeza que você deixará Nanako morrer.

Acho que poucos games se esforçam tanto para nos fazer sentir culpa quanto esse.

Gears of War 2

Gears of War é possivelmente a série mais DE MACHO da história dos games. Acredito que seus criadores tem pôsteres do Manowar cobrindo as paredes de seus escritórios, pois este tipo de série só nasce em um ambiente infestado de testosterona, com bombados semi nus fazendo pose por todos os lados.

De acordo com meu raciocínio, Gears of War poderia ser criada em uma boate gay de strip tease... devo guardar este raciocínio para pesquisas futuras.

Enfim, os fãs da série são igualmente cheios de testosterona e a defendem como se fosse a melhor coisa desde o surgimento do pão enlatado. De facto, quando escrevi um review do jogo, muitas pessoas me xingaram nos comentários enquanto outras acharam que podiam me ensinar a fazer meu trabalho.

Mais de facto ainda, o povo do Portal Xbox criou um tópico só pra me xingar e à meu review. Alguns dos membros do site até se questionaram “quanto a Sony me pagou para eu criticar Gears of War”.

Eu juro, queria viver no mesmo mundo que esses orangotangos. Pelo menos eu seria bem pago pra escrever sobre games.

Mas deixando meu pití de lado, Gears of War é uma boa série. Ela só tem um fiapo de história, mas a ação compensa por isso... não que precisemos de uma grande motivação para atirar na cara de um alienígena DO MAL com uma espingarda quando a chance aparece.

Gears of War 2 tentou ir um pouco mais fundo com o enredo e colocou a trama romântica na história. Um dos membros do pelotão de heróis, Dom, teve a esposa seqüestrada pelos alienígenas DO MAL durante o dia da invasão, ou bem perto disso. Como resultado, ele não vê sua mulher há 11 anos.

Então, em Gears of War 2, Dom passa TODO seu tempo livre dizendo o quanto ama sua mulher, o quanto ela é cheirosa e linda, o quanto tudo será perfeito quando ele a resgatar, como terão filhos loiros de olhos azuis e como aos domingos toda a família irá deitar junta na cama e rir das tiras de Calvin no jornal.

Ok, eu sou um romântico incorrigível (meu artigo passado prova isso), mas não entendo como o pelotão de Dom não encheu seu rabo de balas e o jogou em uma vala. Pelo amor de Deus, tudo tem limite, até romance!

Mas então, eis que próximo ao fim da história, Dom reencontra sua amada! OH!!! QUE LINDO!!! O AMOR TRIUNFA AFINAL! VIVA! HURRAH! BAZINGA!!!

Exceto que Gears of War foi desenvolvido para agradar adolescentes cheios de hormônios que se acham durões e não adultos. Lógico que a história não teria um final feliz, ou milhares de moleques de 14 anos ao redor do mundo teriam ataques histéricos.

Pois quando Dom reencontra sua amada esposa, ela está esmilinguida e catatônica e não se lembra mais dele, pois acabou de passar uma década sendo torturada e experimentada pelos alienígenas DO MAL que a capturaram. A Dom só resta UMA coisa a fazer, enfiar uma bala na testa da esposa e partir em busca de vingança, o que provavelmente ainda será sua motivação em Gears of War 3.

Os jogadores de Gears of War aprendem então uma valiosa lição sobre a vida: amor é supervalorizado e perde sua importância quando temos a oportunidade de balear coisas na cabeça.

Por algum motivo, acho que Charlton Heston concordaria com esta lógica.

The Last Guardian

The Last Guardian sequer foi lançado, mas é no momento um dos games mais aguardados para o Playstation 3. E como não seria? Está sendo produzido pela mesma equipe responsável por Ico e Shadow of the Colossus.

Aqui, veja o trailer! Não é adorável?

Mas sejamos muito sinceros, este game só pode acabar de um jeito: o menino ou o bebê grifo, um deles vai morrer.

De fato, o site Penny Arcade até fez uma tira reconhecendo estas duas possibilidades.

Então... é, tou deprimido com este game desde já.

Dead Island

E mais um game que ainda não foi lançado, o que fará este artigo parece inacreditavelmente ultrapassado ano que vem, quando este título já estiver velho e sua continuação cada dia mais próxima.

A história do jogo foca-se em uma ilha paradisíaca de férias, que de repente se torna cenário de um apocalipse zumbi. Os sobreviventes precisam dar um jeito de afastar as hordas de mortos vivos e saírem inteiros do lugar. O diferencial é que não haverão armas de fogo dando sopa como em outros títulos do gênero. Um hotel em uma ilha tropical não é o lugar mais propício do mundo para armas e munições pipocarem inexplicavelmente.

“E o que isso tem a ver com games tristes, Amakusa?” Bem, o trailer de lançamento do game consegue estragar o dia de qualquer um.

Heim! Heim! Que tal? Sentiu um aperto no peito?

Não?

Bem, então lamento informar, mas você deve ser o Dr. Mengele!

SEU MONSTRO!!!

Kana’s Little Sister

E para encerrar, temos um game Hentai...

“HENTAI!!! VOCÊ É LOUCO, AMATERASU??? COMO SE ATREVE A COLOCAR UM GAME PORNÔ EM UMA LISTA DE JOGOS MELANCÓLICOS??? COMO??? COMO??? ESPERO QUE O URSINHO FRITZ...”

CALE-SE!!! VOCÊ NÃO ESPERA NADA!!!

O Ursinho Fritz trabalha pra mim, não se atreva a tentar usá-lo contra minha pessoa.

E olha só, diferente da cultura Ocidental, que faz a associação “Sexo=Pecado” os Japoneses não vêem muito mal em produções adultas. Pra eles é só mais um gênero e muitos caras graúdos da industria dos Animes já trabalharam com desenhos Hentais.

Diabos, a Enix lançava games eróticos antes de emplacar Dragon Quest!!! Como se atrevem a me julgar?

Harunf, harunf!!!

Enfim, Kana’s Little Sister foca-se em Kana a “little sister” do título, que tem uma doença terminal horrenda e que mantém uma relação incestuosa com seu irmão adotivo, como é tradição no Japão.

Vou ser muito sincero, não joguei este game por completo e não tem nada a ver com o fato de ter pessoas constantemente atrás de mim enquanto uso o computador (INFERNO DE VIDA!!!). O negócio é que os primeiros cinco minutos de jogo me deixaram tão deprimido, que achei melhor desligar o PC e fazer algo mais animado, como assistir A Lista de Schindler.

A melhor descrição de Kana’s Little Sister veio do meu amigo Nando: “Esse jogo é tão depressivo, que depois que eu fiz o primeiro final ruim, eu precisei jogar o game inteiro de novo, só pra fazer o final bom e me sentir menos mal.”

Pois é.

Então joguem até o final e depois me digam o que acharam, de preferência antes de ingerirem um vidro inteiro de tranqüilizantes.

E por hoje eu fico por aqui. Sim, sei que não falei de Metal Gear Solid, mas aquela série tem tantos momentos depressivos que merece um artigo só seu.

Antes de ir, quero que visitem o site do Projeto Oban, mantido por um grupo dedicado de fãs da série Oban Star Racers, um dos Animes mais brilhantes que tive o prazer de assistir nos últimos anos. Dêem uma olhada, eu acho que vocês vão gostar.

Agora eu fui. Volto um dia desses.

Cheers!!!

65 comentários:

Jack, The Ripper disse...

First

O Jogador disse...

Amer, COMO ASSIM VOCÊ NÃO COLOCOU SHADOW OF THE COLOSSUS NESSA LISTA?

Jack, The Ripper disse...

Bem, nunca tinha dito isso antes nesse blog e eu odeio os babacas que só comentam para dizer "fisrst!" - mas agora eu sou um deles.

Devo dizer que eu só li o começo desse texto, pois de resto só haviam jogos que eu nunca joguei e, talvez, um dia eu queria jogá-los (menos o com temática sexual, pois não curto ver desenhos animados transando), portanto não queria saber de nenhum spoiler. Mas de qualquer forma, a parte que eu li estava bem escrita, e é isso que importa (ou não).

Nappa_ disse...

É, dessa lista só joguei o Breath of Fire II, mas concordo com as escolhas da lista visto a carga dramática que todos esse jogos carregam.

Hehehe, Amer não se apetece apenas com ruivas bonitas e testosterona aos borbotões como em Hokuto no Ken, mas também com as coisas importantes da vida como romance e sacrifício altruísta. =D

Blog do Sybão! disse...

Explorou pouco Chrono Cross, Amer! hahah

Ta perdoado!! E Dead Island responde só com o trailer.

Sala de Leitura disse...

Levando em conta os reviews que você escreve em seu blog de games, me causa estranheza que não tenha colocado Nier na lista. Fiz o "final B" hoje de tarde, e me senti um cara bem desgraçado e miserável...

Matheus White disse...

Caramba... esse trailer de Dead Island é bem forte!

Gostei da lista, Suikoden II e Persona 4 foram os que me afetaram com mais força.

Metal Gear também, mas como você mesmo disse, precisaria de um post só para ele.

Eu também adicionaria alguns momentos de Phoenix Wright. Não vou dar spoilers aqui, mas ele consegue ser bem depressivo em alguns momentos.

Matheus White disse...

Ah, e Nier, é claro!

Eu busquei jogar este jogo unicamente pelo seu review e, caramba, como eu não me arrependo.

Alguns finais dele conseguem de deixar para baixo o resto do dia.

Superspider disse...

Maravilhoso texto. Joguei Chrono Cross e é um game muito bom e a história dele é simplesmente colossal.

Não cultuo tanto assim Final Fantasy 7, prefiro a história do FF8. A considero sublime. E o ar de romance que envolve Squall e Rinoa pra mim é um dos melhores já criados.

A morte de Aerith foi digamos, estranha, pois é como você disse, com tudo que eles dispunham no momento era possível de ser evitada.

Luiz disse...

Ummm...
finalmente alguém que disse que queria que o Crono cassase com a Lucca.

Era por isso que quando joguei, no final do jogo, a Marle estava no nível 45 e a Lucca estava no 70 ou 75 (não me lembro direito).

Quem precisa de magias de cura e gelo, se posso ter fogo e uma garota de óculos bonitinha :3!

Ciro "Kite" disse...

Ótimo texto, Amer.

Você só esqueceu de comentar sobre o passado do heroi de Chrono Cross, sobra a "cidade fantasma" que tem no meio do game, dos personagens de Chrono Trigger que aparecem mortos e de muitos outros pontos tristes do jogo. T_T
Adoro esse jogo.

Agora que eu descobri que a Nanako é atacada, preciso tomar extremo cuidado com meu save no Persona 4, quero ela viva. T_T

Acho que todo mundo terminou esse texto com lagrimas nos olhos.

Nanako Chan disse...

Amaterasu ... eu acho que cheguei a brilhante conclusao que eu devo ser alguma criatura analiticamente desumana, cruel, sanguinaria e que só nao matou os proprios pais por ter alguma programação impedindo isso.

Mas apos ter chorado com muitos games(nenhum da lista acima, que nao fizeram nem cócegas) eu só posso mesmo chegar a conclusão de que eu limpei a bunda com o resto de humanidade que eu tinha (de acordo com o seu maravilhoso post)

Mais um excelente trabalho. Preciso jogar mais jogos que me emocionem ... tá em falta isso... really.

Jean zord disse...

Eu sou uma das poucas pessoas do universo que prefere Chrono Cross a Crono Trigger.

ABAIXA ESSA ARMA!

E... Nossa, a Nanako me deixou tenso quando ela morreu, aí eu fiquei revoltado, peguei um save na net e fui pro final bom, dormi feliz!

Oras Batman, se o Amer ficou sem as bolas após jogar Contra e agora usa cheats, porque eu não posso perder mais uma jogatina maravilhosa de Persona só pra ver a Nanako viva?

Amer, agora cê vai me deixar com a imagem mental daquele cara da foto de Cyber-Lip (e olha que nem joguei), TÁ FELIZ?

Lance Sonovavish disse...

Cara eu m/ao senti pena nenhuma da Aerith quandoe la morreuO.o

Tipo...TIFA...Tifa...Aerith....pra que me importo com o Aerolito se eu tinha a Tifa?ME RESPONDAM!!!!

No mais..eu ri na Lista de Shingler...mas choro em desenhso da disney´[:P]

Cara o last Guardian aind anão foi lançado?
Faz anos que não ouço falar dele.

Lance Sonovavish disse...

Pera...acabei de voltar no tmepo e li a matéria do RD...Amer seu viado você não falou nada d ahistória do jogo!

Elees resgatam a burra d amãe do Chrono ou não?

Amer H. disse...

Verdade, esqueci de Nier!!! MAS COMO???

Shadow of the Colossus estava no primeiro rascunho do artigo, mas o removi por motivos ainda não muito claros para mim.

Mas estes dois jogos podem entrar em um segundo artigo sobre games dramáticos. Há muitos dos quais ainda não falei.

Raimann R3 disse...

Só joguei Chrono Cross dessa tua lista....

Mas sinceramente não entendo como Valkyria Chronicles não tá ai

Vc não jogou né Amer?

Sem muitos spoilers, mas no primeiro jogo os japoneses malditos da sega me fizeram chorar que nem uma guriazinha na frente do videogame.

no VC2 morrem mais 2 personagens importantes

Tenho até medo de jogar o 3...
Infelizmente ainda não saiu a versão americana...

Marcus VBP disse...

Amer, bom texto, mas você devia parar de falar destes jogos de menininha, como FFVII e outros JRPG e falar do final de Half Life 2 Episode 2, um final que realmente chocou e me deixou bem triste.

Warndarius disse...

*snif snif* pobre baby grifo *snif snif* pobre garotinha do dead island...*ora no altar da na Nanako*abençoe as criancinhas boas no mundo e ajude os jogadores a fazerem bons finais

Ikari disse...

Eu lembro que uma vez achei uma fita de BoF II para comprar, mas resolvi comprar Cold Shadow... Sim, eu sou um herege! u.U Mas joguei pelo emulador, séculos atrás e por sinal, baixei de novo BoF II mês passado. To terminando de ler/assistir coisas que estão numa lista antes de cair de cabeça em um RPG fodão! =D
Morra Capcom por BoF IV e V
¬¬ \m/

Gostei a lista, apesar de ter jogado pouco desses que vc citou.
Shadow of the Colossus poderia ter entrado. Por sinal, vc nunca fez um review sobre o jogo, se não me engano. Deveria, no estilo '10 motivos para se assistir Avatar-A Lenda de Aang', porque tem muita gente com PS2 que nunca jogou. Sempre encontro um infame desses e o obrigo a jogar.

=D

God Save the Amer
o/

matheus disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
BAH disse...

Quando comecei a ler o artigo, logo me lembrei de Final Fantasy.

Da cena do trem em FFVI, é claro! Aerith é o cacete.

Fran disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paulo disse...

Senti falta da cena da Lisa em Silent Hill.

Até hoje foi a cena que mais me deixou deprimido em um jogo.

Thyago disse...

Eu gostei do artigo Amer, entretanto...

Eu não sei se já comentaram, mas me lembro que a um tempo atrás você dizia, no seu blog de games, que não considerava os games ainda uma arte. Não me lembro em que review foi. Isso foi a muito tempo até (acho que já faz mais de um ano), mas tenho quase certeza que você disse isso.

Que bom que você mudou de opinião.

Sim, eu sou mais um daqueles leitores que mal aparecem nos comentários, mas toda semana aparece por aqui pra ver se o blog foi atualizado.

Ah sim, quanto ao artigo, excelentes escolhas, pena que você dedicou duas das suas indicações a games que ainda não saíram. Fico com a impressão que você pensou nesse artigo enquanto via o trailer de Dead Island ou ao menos o trailer de Dead Island foi o incentivo que lhe faltava para escrever este artigo que já estava na sua cabeça a algum tempo.

E sei lá, o artigo me pareceu bastante incompleto. Tive a impressão, lendo ele, que você queria ter falado de outros games e, provavelmente por falta de paciência e tempo para escrever, postou este aqui.

Não que ele esteja ruim.

E se você já tivesse jogado inFamous, com certeza teria colocado aí. Sério, a história do game já é meio "climão de aventura com toque deprê", mas nas partes finais do game... DAMN. Eu me lembro de jogar e ficar repetindo "não... puta merda... não..."

Outro game que teria sido legal você ter comentado sobre era Red Dead Redemption. Nem preciso falar a razão.

Amer H. disse...

Yep, eu mudei de opinião. O artigo que falo que games não são arte é justamente o de Mass Effect 2, que linkei no começo deste artigo.

Como as coisas mudam em um ano, non?

Kyrie disse...

Como ousa falar mal de um dos personagens de BOF IV?

Enfim, vai ver e porque eu me mantive longe de FF7 durante tanto temo que quando a Aerith morreu eu apenas falei "piff, morreu a healer".

Enfim, mais um ótimo artigo, apesar de não ter falado de nenhum dos jogos que mais me emocionaram como BoF IV e Legend Of Mana. Mas bem vai de cada um.

Guilherme disse...

Amer, eu não costumo postar aqui, e em blog nenhum, na verdade, mas eu leio sempre e várias vezes seus artigos, muito bons, parabéns!

Quanto a este, você gosta de aviões? Se sim, jogue Ace Combat 5. Não é o maior drama do mundo, mas certa hora o jogo fica bem emocionante!

Eu joguei Persona 4 e Persona e FES. Particularmente, eu prefiro o Persona 3 FES, que inclusive eu tinha certeza que ia ser citado neste artigo! Fica para o próximo?

Abraço

Igor PhOeNiX_H disse...

Excelente artigo como sempre, Amer!

Mas me diga uma coisa: você não achou o final de Fallout 3 triste? Quer dizer, da no minimo agonia da cena final e tal. De boa que o Broken Steel detonou tudo isso, mas eu prefiro até desconsiderá-lo.

E Thyago levantou um bom ponto: você realmente não só falava que não considerava games como arte como também insistiu nesse ponto em diversos outros reviews. Bom saber que mudou de opinião.

Cheers!

André disse...

Eu ainda acho que games não são arte
e provavelmente nunca vão ser.
E eu gosto bagarai.
Mas o artigo está muito bom Amer! =)

fg disse...

leia esse texto avindo essa musica:
http://www.youtube.com/watch?v=w2pAnF1o_JY

Vicentinho disse...

BOF2 e PS4 tinham q estar nesse post, e estavam! Muito bom, como de costume...

Sasoriman disse...

O único pedaço de história que o universo de Gears Of War tem, fica nas HQ's. Se bem que, as únicas HQ's de Gears que gostei foram a que contam a história do Tai e a da Fazenda de Mulheres. ._.

Enfim...

Esse é o único artigo do seu blog que não li inteiro. E não me arrependo.

Bernardo disse...

Persona 4 tem uns momentos tensos, mas Persona 3 é mais tenso ainda... É mais fácil citar os personagens que sobreviveram no final do que os que morreram...

Quem sabe na proxima?

Reinaldo disse...

Muito foda esse artigo! Adoro historias tristes. Persona 4 me fez ficar muito mal nessa parte da Nanako, fiquei indignado ao ponto de procurar um faq pra ver se tinha um final bom, depois daquilo .Pra minha sorte, tinha DOIS, hehehe
E esse The Last Guardian... vai ficar divino. Esse ,game promete muita sensibilidade pelas imagens

Rael XX disse...

Se eu te contar que não joguei metade desses jogos e só terminei um deles você vai mandar o ursinho Fritz atrás de mim?

Kabral disse...

Eu... preciso dizer: sua comparação de Phantasy Star IV com Final Fantasy VII foi... ABSOLUTAMENTE GENIAL.


Você simplesmente prestou uma homenagem mais que devida a todos nós, jogadores veteranos nascidos na década de 80.


Adoro adoro a série Final Fantasy, mas Phantasy Star foi magnífico e até hoje me pergunto porque não vingou.


Ah, Alys...

BIEL !!! disse...

Cara! Achei que só eu tinha me sentido mal com a morte de Alys no Phantasy Star IV,realmente muito forte!Como fã da saga,incluindo o PSIII,gostei bastante da menção

Rodrigo disse...

Chorei lendo o paragrafo sobre a Nanako. Serio, A primeira vez que eu joguei foi exatamente como vc descreveu... VINGANÇA! Na segunda eu consegui fazer o final super secreto fodão e abri o persona maximo. mas isso não vem ao caso... NANAKO É O MAXIMO! E isso é o que importa!

Warnius! disse...

dead rising 2 pode acabar com teu dia todos os finais menos o S podem acabar com teu dia

lilycarroll disse...

Tem ficado cada vez mais chato deixar comentario usando o login do LJ...

Bem, eu sempre fiquei mais triste com a "morte" do Cait Sith do que da Aeris ...cretido, eu sei, não tenho nada a dizer em minha defesa.

E o trailer de Dead Island tb acabou com meu fim de semana. Que coisa mais assustadoramente triste ;__;

Pedro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pedro disse...

Nossa, Amer!

Sou um fã há, relativamente bastante tempo.Na verdade, eu acompanho seu blog há mais de um ano e já li quase todos os seus artigos, mas nunca comentei por vergonha, mas dessa vez eu precisava vir aqui falar.

Meu deus, joguei "Kana's Little Sister" e é realmente deprimente.Não recomendo pra ninguém.Apesar de belo, é fodidamente depressor.

Agora vou tentar o final bom ( que só pode ser conseguidos depois dos dois finais ruins) pra ver se me anima um pouco (embora eu já tenha lido na net que é tão deprimente quanto, só que diferente.Isso pra não dar spoilers pra ninguém que por ventura decida ler esses comentários e veja isso).

De qualquer forma, obrigado pelo ótimo trabalho pelas ótimas risadas que eu sempre tenho lendo os seus artigos e por essa experiência que.Sério, sem você eu nunca teria conhecido o jogo!Apesar de tudo gostei bastante dele.

Continue sempre com o ótimo trabalho!

Cheers!

Renan Petta disse...

Olá amer, achei que caberia nessa lista uma menção a valkirie profile, esse jogo é foda, nunca vejo voce fazer nenhum comentario a respeito? tem muitas cenas tristes e melancólicas, o que voce acha do jogo? abraços e parabens pelo blog!!

Lord Seph disse...

agora fiquei triste... vou jogar de noivo só para ver a Nanako Morrer hahahahah... agora sobre Cyber Lip... nada mais justo, porque os aliens tem sempre que serem os vilões na historia.

Diogo Dornas disse...

Cara, kembro que no primeiro save quando a Aerith morreu eu chorei, chorei pq eu só tava upando ela, o Cloud e a Tifa e não tinha NINGUEM n grupo forte o suficiente para colocar no lugar dela nauele momento, o que atrasou meu game bastante porque tive que "grindar" uns levels com alguns personagens diferentes kkkkk.

Acho que com tanta coisa emocionante nos jogos citados não deu para falar de todos os momentos barra pesada deles mas vale lembrar que no BoF II a Nina, alem de perder a própria irmã sofria um preconceito pesado porque as cores de suas asas eram vistas como um sinal de má sorte.

Rafael Sampaio disse...

Bom artigo Amer,MAS PORQUE DIABOS TU NÃO COLOCOU FINAL FANTASY VI NA LISTA???

Win Win disse...

Amer case comigo e vamos ter nossa filha? :3

Rodrigo Narcizo disse...

Boa lista, Amer!

Gostei muito de você ter lembrado do Phantasy Star IV. De fato o momento citado é marcante, mas para mim o momento mais triste da quadrilogia clássica do PS foi a morte da Nei no PS II. Aliás, PS II é o jogo mais depressivo da série, incluindo o seu final ambíguo que dá a impressão que todos morrem...

Kaique Lucas disse...

Quando eu joguei Persona 4,acabei matando a Nanako.Na minha opinião,esse é o game mais triste da história da humanidade.

blogdagabi disse...

amer qd vc vai atualizar o outro blog do amer, faz eras q vc não atualiza!

Rafael Sampaio disse...

Ei Amer!Aqui vai uma pequena sugestão para um novo artigo:

Q tal fazer uma lista dos melhores jogos do PsOne?

Foi um console classico e mereçe uma homenagem aqui no blog!

Adelheid K. disse...

Amer, você esqueceu de colocar a cena final do Altered Beast do Ps2

chorei muito nessa parte T-T

Marcos disse...

Seu blog continua otimo, cara. Falando em finais que fazemos sem querer, finalmente zerei o chrono trigger, e sem querer, sem querer mesmo nao coloquei o Magus no meu grupo. Lembro de um texyo que vc que ninguem nunca fez isso, ou um cara fez e aconteceu algo. xD Acho que ninguem faria isso em sã consciencia.

João Romão disse...

Cara, achei teu blog buscando por Guiodai e acho que achei finalmente um blog bacana de ler.

Tua narrativa é ótima, teus comentários excelentes (eu devo estar dizendo isso pq eu concordo com a maioria deles, but, who cares?). Thanks mate!

De qualquer forma, achei a cena do Gears bacana. Achei o 2o jogo bem inferior ao primeiro em piadinhas (no 1o as piadas eram engraçadas, sarcasticas, no 2o são forçadas).

E sobre Last Guardian CERTEZA que um deles morre. CERTEZA. CERTEZA!

Um abração!

Phinderblast disse...

Oh noes! Onde está Tales of Phantasia? T___T

De resto, ótemo artigo, Amer, like always! Continue escrevendo sempre.

PS: Também tive minha ruivinha *Preguiça de mandar outro review em outro post*

rakuscat disse...

Keep posting stuff like this i really like it

online pharmacy

Henrique disse...

excelente, só que faltou comentar Mother 3!
Talvez você nunca tenha jogado... Se gosta de RPGs tristes, recomendo!
No primeiro capítulo do jogo sua mãe morre, e no final do jogo você mata seu próprio irmão (ou pelo menos ajuda o mesmo a descansar...)
Isso sem falar nos momentos de agonia que o jogo trás, como ver seus amigos sendo consumidos pelo capitalismo, ou a pequena vila mudando pra cidade grande.

E se não jogou ainda, Earthbound é a primeira opção!

Mattias Neelson disse...

Amer

Poderia ter incluído aí também acecombat zero

tem uma estória bem escrita,e um final bem interessante também

Guilherme disse...

Muito raramente leio posts tão grandes, mas o seu me prendeu já no primeiro parágrafo. Ri demais e acho que vou ler outras coisas no blog. Parabéns pelo ótimo texto (apesar de eu discordar sobre muito do que foi dito sobre Gears of War).

PS: Faltou citar os games da saga Halo. Não tem sequer um jogo dessa franquia que não seja um mar de melancolia e perdas sentidas entre o elenco principal

Leandro" Leon Belmont" Alves the devil summoner disse...

cadê Shadow of Colossus?

тσяgσlα disse...

Estou mais atrasado que o Slowpoke para comentar esse post, mas enfim, esqueceu de mencionar um detalhe sobre o Lynx que apimenta ainda mais a história dele: ele é o pai de Serge, o protagonista de Chrono Cross.

E só pra avisar, Lynx atacou o orfanato com a intenção de matar Kid (persuadido por Harle (a Harlequin)). Harle é o último dragão por dentro, ela e Serge são o mesmo dragão de mundos diferentes. Ela precisava eliminar Kid por que ela sabia que Serge poderia usar o amuleto que ela possuia para fugir quando a hora chegasse. Como você disse, é um jogo bem complexo.

Ev3rm00n disse...

Faltou Mother 3, aquele jogo... cara, aquele jogo tem um visual fofo e infantil, mas foi o único jogo que me arrancou lágrimas até hoje.

GJ Jorge disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
GJ Jorge disse...

Como não colocou meu favorito, fodástico jogo na lista? Não admito!!! Brincadeira :)

Acho interessante não ter tido nenhum flame war por tudo que você falou sobre Deus em Breath of Fire II. Pode me chamar de herege, mas esse jogo é o pior da seria. Não pelo que você falou, que para mim é a parte boa do jogo, mas por outros detalhes que estou sem saco de explicar agora.

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