terça-feira, 30 de março de 2010

Mês do Sakaguchi: A História de Final Fantasy - Parte 5


Finalmente chegamos ao fim do mês, hooray!!!

Sim, porque não agüento mais falar de Final Fantasy. Adoro a série e minha cabeça provavelmente foi colocada a prêmio por eu ter elogiado o 13º game da franquia, mas há mais na vida além de Tifa e seu sutiã tamanho 90.

Pois bem, o que falta para se falar? Os spin-offs, é claro!

Para quem não está familiarizado com o termo, Spin-Off é um produto derivado de outro mais famoso e conhecido. Quando Friends acabou, a Warner achou que seria uma boa idéia lançar uma série apenas com o Joey, que era uma diarréia imensa, mas é também é um exemplo perfeito para se demonstrar o significado do termo.

Foram-se os tempos em que a Square podia lançar um Final Fantasy por ano. Na era do Super Nintendo e PsOne, grupos de 20 pessoas eram mais que o suficiente para produzir aqueles games simples em 2D, mas atualmente, as produções tem orçamentos estratosféricos e requerem muito mais trabalho.

Infelizmente, os japoneses ainda acham que equipes maiores do que duas dúzias de pessoas são um exagero, não é porque Halo 3 teve uma equipe de 600 pessoas que o mesmo deva ser feito no Japão. Ora, esses Ianques e seu desconhecimento das horas extras forçadas e da mão de obra semi-escravizada.

Desta forma, enquanto a equipe principal da Square trabalha nos games da cronologia central de Final Fantasy, a empresa delega responsabilidades para as outras equipes, afinal de contas, a vaca deve ser ordenhada. Isso gera uma tonelada de Spin Offs, para as mais diversas plataformas e com qualidade bastante oscilante.

Antes de prosseguir, vou dizer que não joguei muitos destes games, desta forma, minhas impressões a respeito deles são mais baseadas em especulações e no que ouvi falar a respeito deles do que em fatos.

Mas acredito que nenhum de vocês vai morrer se eu criticar um jogo que adoram, não é mesmo?

E caso isso aconteça, sempre há Phoenix Down...



E já começamos com aquele que é considerado a ovelha negra da família por muitos fãs da série. Se bem que outros fãs consideram FF II, a ovelha negra, enquanto vários pensam assim do III. FF IX é execrado por muita gente e nem vou começar a falar de todo o desprezo que o XI recebe.

Desta forma, sempre que um fã de Final Fantasy se referir a um game como “a ovelha negra” da série, dê uma surra nele e roube seus doces. Assim ele aprende a não ficar enchendo o saco de pessoas trabalhadoras e cumpridoras da lei.

Seja como for, há uma história bastante interessante por trás da existência deste game e eu a contarei para vocês, simplesmente porque não o joguei e não tenho como falar a seu respeito sem ser um babaca mentiroso.

Pois vejam bem, Mystic Quest foi a maneira que o Japão encontrou de chamar os jogadores ocidentais de burros de uma forma passivo agressiva.

Bom e velho Japão... ninguém supera sua educação e seu gosto por colegiais estupradas.



Em 1992, a Square estava coçando a cabeça sobre qual seria o motivo que impedia seus JRPG’s de fazerem no ocidente o mesmo sucesso blenorrágico que faziam no Japão.

Diabos, Dragon Quest vendia tantas cópias e causava tantas filas no Japão, que surgiu uma lenda urbana dizendo que a Enix passou a lançar os games novos da série apenas aos finais de semana, para evitar que dois terços dos alunos Japoneses matassem aula em busca de sua dose de JRPG.

Já nos Estados Unidos, cópias de Dragon Warrior (a versão gringa de Dragon Quest) eram dadas como brinde com a revista Nintendo Power, de outra forma, ainda menos gente as jogaria.

Um pouco discrepante, não?

Aqui no Brasil, muitos gamers daquela época simplesmente fugiam de qualquer coisa que se assemelhasse a um JRPG, o que é compreensível devido a barreira do idioma. Já nos Estados Unidos não havia este problema, então o que mais poderia ser?

Arrisco dizer que era tudo uma diferença cultural. Nós ocidentais gostamos de ter recompensas imediatas com nossos games e títulos como Castlevania, Contra, Shinobi e Alexx Kidd, que dependem de reflexos e coordenação motora, preenchem muito bem os requisitos necessários para isso.

Imagine-se enfrentando um chefão especialmente difícil, você está focado no game, com frio na barriga, pois sabe que se morrer, terá de refazer a fase inteira de novo. Seus movimentos são calculados passo a passo, você esquiva magistralmente dos ataques do chefe, o golpeia quando tem a chance, ATÉ QUE FINALMENTE... ele é derrotado.

E você fica cheio de adrenalina, grita coisas como “Vai pro saco, seu filho da puta” e tem aquela sensação de satisfação que era sua primeira motivação para jogar.

Pois bem, é assim que jogamos aqui no ocidente.

Já os japoneses são educados desde pequenos a dar valor ao trabalho duro. Um japonês médio acredita que se não se esforçar 140% e não sofrer estafa de tanto trabalhar, ele não merece recompensa alguma.

Desta forma, não é surpresa que os games de maior vendagem no Japão sejam aqueles que exigem dedicação de seus jogadores a fim de se conseguir o melhor resultado. Simuladores de encontro por exemplo, necessitam de muitas e muitas jogadas do começo ao fim, de forma que seja possível conquistar todas as garotas disponíveis no título da forma mais perfeita possível.

Imagine então um game cheio de números e variantes como Dragon Quest. Eu usei Pro Action Replay e entupi meu jogo de Dragon Quest VIII de cheats e mesmo assim, levei mais de uma semana para terminá-lo.

Enfim, uma mera diferença cultural, ocidentais gostam de tiros e explosões e japoneses gostam de estratégias e de encher cadernos de anotações. Ninguem está certo ou errado.

Mas não foi assim que a Square viu as coisas. Para eles, Final Fantasy não vendia no ocidente porque nós Gaijins éramos burros demais para aproveitar algo tão “intelectualizado” quanto um RPG para o NES.

Claro, eles esqueceram que os RPG’s nasceram nos Estados Unidos, com o bom e velho Dungeons N’ Dragons, mas vamos deixar isso de lado por enquanto.

Desta forma, a Square produziu Final Fantasy Mystic Quest, como uma ferramenta para ensinar a nós, ocidentais neandertalizados, a apreciar games mais focados ao raciocínio do que aos reflexos.

Ahhh Square, se eu pudesse socava seu nariz... filha da puta condescendente...



E o que torna este game tão ruim? Bem, a Square removeu absolutamente TUDO que torna Final Fantasy interessante em primeiro lugar.

Não há desenvolvimento de personagens, o protagonista simplesmente vai de um lugar ao outro matando monstros e espalhando a justiça... “porque sim”, as dungeons são fácies, com inimigos tão fracos e incompetentes que um sujeito em coma conseguiria completá-las, não há um mapa para se explorar, a aventura é absurdamente linear e o jogo é curto demais, podendo ser terminado em oito horas ou menos.

Aliás, só é possível jogar com o protagonista e um parceiro, que é controlado pelo computador e nunca pode ser customizado, o que é muito broxante para fãs do estilo. Por outro lado, o herói do game aprende todas as habilidades do jogo e quando chega ao final da aventura, está mais poderoso que o Galactus.

Tudo só coloca sal na ferida, porque tecnicamente, Final Fantasy Mystic Quest não é ruim. Seus gráficos são agradáveis para a época (embora os inimigos e dungeons não sejam nada inspirados) e sua trilha sonora é agradável, com um pouco mais de trabalho e um pouco menos de arrogância, a Square poderia ter lançado um Final Fantasy bastante adequado para introduzir a série para crianças pequenas.

O game fracassou em vendas e deixou a Square ainda mais confusa. Se os games oficiais vendiam pouco e este aqui vendeu menos ainda, o que poderia fazer os gamers ocidentais gostarem de JRPG’s?

Resposta: bons jogos e tempo. Breath of Fire e Phantasy Star não foram sucessos estrondosos no ocidente, mas conseguiram um bom número de seguidores fiéis, o que demonstra que o público só precisava de tempo para se acostumar a mais um estilo de jogo.

Provavelmente, a Square aprendeu esta lição e lançou Final Fantasy VI do jeito que este veio ao mundo e houve muita alegria.

... uma pessoa reclamou de Final Fantasy VI na verdade, mas ela foi assada e comida, então sim, houve muita alegria.



Este game foi lançado no Japão como Final Fantasy USA – Mystic Quest, e imagino que muitos jogadores nipônicos riram de nós ocidentais enquanto soltavam frases como “Gaijin tudo buro pa carario, né! Jogo faciru pa pôra esse!!”

Mas compensando a quantidade incrível de piadas que nós ocidentais fazemos as custas do Japão (como a que escrevi no parágrafo acima) é justo que eles nos zoem um pouco também.

E vamos agora para um game bom de verdade!



Chegamos agora ao game que muitos de vocês pediram ao longo do mês: Final Fantasy Tactics. Um dos melhores jogos disponíveis no PsOne, definitivamente.

FFT não é um JRPG apenas, mas também um game estratégico. As batalhas não acontecem da mesma forma que nos games tradicionais da série, elas tomam parte em cenários onde os membros do grupo podem se movimentar livremente e o posicionamento das unidades e raciocínio do jogador são tão vitais para o sucesso quanto bom equipamento e Level avançado.

Isso pra não falar de sua história, que é uma das melhores já criadas para um game.



O enredo toma parte no reino de Ivalice, que também seria o cenário de Final Fantasy XII. Não apenas isso, mas tudo aqui foi inspirado na história da Europa medieval da vida real, com um pequeno toque de fantasia, pra dar gosto.

O poder em Ivalice é dividido em castas, com famílias nobres como a Casa Beoulve dominando províncias inteiras e mandando em todos os camponeses e plebeus que lá residem. Mas assim como na Europa de nosso mundo, o real poder está no clero, aqui representado pela Igreja Murond Glabados, que está semeando o caos e a discórdia pela terra para gerar conflitos entre as famílias nobres.

Claro, a igreja tem uma intenção real muito sombria e terrível. Após jogar este game, é difícil olhar para o Papa da mesma forma.

... se bem que... é difícil ter alguma confiança no atual Papa Palpatine XVI. É só uma questão de tempo até ele nomear Darth Maul como cardeal ou coisa assim, marquem minhas palavras.

Enfim, o game segue dois personagens, Ramza e Delita, amigos de infância que inicialmente lutam em nome da Casa Beoulve, em nome da família. Após participarem de uma batalha onde a irmã de Delita é morta de forma cruel apenas para facilitar a vitória dos Beoulve, os dois amigos se separam.

Delita faz um juramento de nunca mais ser manipulado pela casta nobre a fim de trazer benefício para outras pessoas e inicia sua própria campanha de maquinação e trapaça a fim de se tornar rei, enquanto Ramza se torna um pária, passa a viver pelos próprios valores e aos poucos se molda em um herói que protege os mais fracos do abuso das castas mais altas.

A história é cheia de traição, morte, maquinações e violência, que aliás, é muito mais real e em maior nível do que nos acostumamos a ver em games da série. Não é incomum demônios abissais (falei que a igreja num tava fazendo coisa boa) massacrarem regimentos inteiros e Ramza e seus companheiros serem obrigados a atravessar cenários cheios de cadáveres e soldados agonizantes antes de confrontarem os chefes.

Final Fantasy Tactics contou com uma das piores traduções já feitas em um game antes do mesmo ser lançado no ocidente. “Fire Breath” por exemplo foi traduzido como “Fire Bracelet” em um erro de interpretação dos ideogramas japoneses que eu não consegui entender até hoje.

E mesmo com essa tradução abaixo do nível Pink n’ Blue, quem jogou não esquece o enredo e de seus personagens, prova cabal da qualidade da história presente neste game.

Pena que a Square não seguiu o próprio exemplo quando criou Final Fantasy X-2.



Mas uma das coisas mais atraentes de Final Fantasy Tactics é seu potencial de apelação infinito.

O Job System de Final Fantasy III e V está de volta, com quase todas as profissões do passado e mais algumas novas. Todas as classes possuem habilidades específicas, que uma vez aprendidas, podem ser utilizadas com qualquer outra classe de personagem selecionada.

Suponhamos que você esteja jogando com um Ninja e aprenda a habilidade “Two Swords”. Agora você pode equipar uma espada em cada mão, se escolher a classe Knight, equipar a Excalibur (que lhe dá o status “Haste” e acelera a velocidade permanentemente) em uma das mãos e a Ragnarok na outra, poderá chutar mais bundas do que imaginava ao começar o game.

Agora, imagine este mesmo personagem, utilizando a habilidade “Teleport”, aprendida como Time Mage. Você terá um Knight, carregando uma espada imensa em cada mão, que é capaz de se teletransportar pelo cenário e pegar qualquer um por trás.

Como eu disse, potencial de apelação infinito, e olha que eu nem estou me esforçando muito pra pensar em formas de como abusar do poder.

Claro, chegar a este nível de poder absurdo requer tempo e dedicação absurdos por parte dos jogadores. Para se ter uma idéia do quanto um sujeito se devotou a evolução de sua equipe, basta olhar no calendário interno do jogo.

Embora não tenha um tempo definido para ser terminado, o game possui um relógio interno que mostra o tempo passando e os personagens envelhecendo (apenas em seus perfis, não há nenhuma mudança estética ou em termos de jogo quando ficam mais velhos). Ramza começa a aventura com 17 anos e alguns jogadores só completaram a batalha final após o herói passar dos 40.

No meu Save, Ramza chegou aos 31 anos e já me dei por satisfeito. Neste mesmo Save existem quatro personagens que batizei com os nomes dos personagens de Cowboy Bebop, porque na época eu estava assistindo esse Anime.

Aposto que muitos de vocês tem saves de games com personagens batizados com os nomes dos Cavaleiros do Zodiaco ou do povo de Yuyu Hakusho. Todos fizemos isso em algum momento de nossas vidas.

Bons tempos... bons tempos...



Final Fantasy Tactics foi lançado para o PSP também, com o sub-título “War of the Lions”. O game é uma reprodução fiel da versão de PsOne, mas com algumas coisas a mais, como a presença de Balthier, de Final Fantasy XII, como personagem secreto e opcional.

Aliás, Cloud de FF VII também dá as caras aqui. Ele é um dos personagens mais fracos do game, mas é impossível não colocá-lo no grupo uma vez que o recrutamos.

Infelizmente, a versão de PSP roda mais devagar que a de PsOne. Não tenho idéia de porque isso acontece, mas enche um pouco o saco de quem se acostumou com a versão original. Só que não é nada com o qual não possamos nos acostumar com o tempo.

E um game desta magnitude e que exige tanto tempo é perfeito para um portátil. Nada como ganhar alguns níveis com Ramza para ajudar a sobrevivência durante uma aula de História da Arte.

Quem já estudou isso sabe.

Aliás, Final Fantasy Tactics eventualmente ganhou seu próprio Spin Off...



... em Final Fantasy Tactics Advance, para o Game Boy Advance.

Que fique claro que apesar de se passar no mundo de Ivalice, este game não é uma continuação do anterior. De fato, os dois não possuem nenhuma ligação e este título deriva muito mais de Final Fantasy XII do que do Tactics original.

Por exemplo, as cinco principais raças aqui são as mesmas de FF XII: Humes, Moogles, Bangaa, Nu Mou e Viera. Sim, é possível ter um exército só com lindas mulheres negras e curvilíneas com orelhas de coelho... serei errado por ter pensamentos impuros neste momento?

Mas então, o que posso dizer sobre este game?


Não muito, eu nunca o joguei.

Ao longo de minha existência, existiram alguns consoles que eu não fiz a menor questão de ter e o Game Boy Advance foi um deles. Sei como é a vida de um portátil: as empresas os anunciam, fazem um tremendo auê, o lançam, todos compramos e seis meses após seu nascimento, as produtoras param de lançar bons jogos para ele, nos restando jogar eternamente os cinco títulos iniciais do aparelho, que prestam porque tinham a função de empurrá-lo para o consumidor.

Se acha que estou exagerando pense no PSP e me diga doze bons jogos que foram lançados em 2009.

E eu digo, jogos BONS DE VERDADE, nada daquela desculpinha de "ahh, mas eu gostei!"

Que porra é essa? As produtoras acham que dono de portátil não é jogador hardcore? Que são só desocupados que querem usar o DS pra jogar Brain Age e Nintendogs e o PSP pra jogar... seja lá o que for que o PSP tenha de casual! Que merda embriocada do cacete é essa? Malditas produtoras!!! Jogadores de portátil são hardcore também!!!

Mas novamente estou divagando, o que mais posso falar deste jogo?



Bom, ele é muito bonito para um título de GBA e parece bastante desafiador e interessante. Nesta era de emuladores eu não tenho muito mais desculpa para não jogar, então talvez o faça eventualmente.

Aliás, FF: TA gerou algumas continuações próprias... sobre os quais não falarei por pura preguiça. Não se preocupem, não estão perdendo muita coisa até onde eu sei.

Agora partirei para outro game que também saiu para portátl, mas este muito mais pesado e primitivo.



Final Fantasy Adventure, que foi lançado para o Game Boy original. Velhos como eu devem se lembrar dele, o console portátil da Nintendo, com telinha monocromática em tons de verde e amarelo e tanto poder de processamento quanto uma samambaia.

Aliás, o Game Boy original parecia um tijolo e pesava o suficiente para causar traumatismos cranianos em desavisados.

Claro, seu tamanho era relativamente pequeno quando comparado ao Game Gear, Virtual Boy e outros aparelhos "portáteis" lançados ao longo da história que não podiam ser carregados em nada menor que uma valise.

Mas vamos ao jogo em questão!



O enredo gira ao redor da Árvore de Mana, que...

...

Espera aí, Árvore de Mana? Com licença um minutinho, sim?

...

...

MAS ISSO AQUI NÃO É FINAL FANTASY PORRA NENHUMA!!! ISSO AQUI É SEIKEN DENSETSU!!!

Aliás, Seiken Densetsu é conhecido no ocidente como Secret of Mana e poucos jogos da série (que é muito boa no Super Nes) foram lançados fora do Japão. Que fique claro que nada tenho contra Secret of Mana e um de seus títulos apareceu na minha lista de melhores games do Super Nes.

Mesmo assim... DESGRAÇADOS MALDITOS, COMO SE ATREVEM A BATIZAR UM GAME DE OUTRA SÉRIE COMO FINAL FANTASY PARA ENGANAR O CONSUMIDOR???
FINAL FANTASY LEGENDS, COMA MERDA!!! COMA MERDA E MORRA, SEU JOGO FILHO DA PUTA DA PORRA!!!


ISSO MESMO, WILLY MALDITO! MORRA!!!

E aproveitando que fiquei muito puto, vou falar de outro game da franquia que me parece uma piada de mal gosto com os fãs.


Antes de começar a falar mal, quero dizer que entendo as forças inexoráveis que forçaram a Square a lançar este game.

Em primeiro lugar, a empresa estava num mato sem cachorro na época, com um rombo de quase 100 milhões de dólares causado pela bomba cinematográfica The Spirits Within. Ninguem, seja a Square ou o Scarface, se recupera do dia pra noite de um fracasso destes.

Final Fantasy XI rendeu um bom dinheiro, mas muito menos que o necessário. Final Fantasy XII sofria com colapsos nervosos de seus produtores, equipes pouco capacitadas sendo chamadas no último instante para resolverem os problemas e ainda demoraria algum tempo até ficar pronto.

Kingdom Hearts foi um sucesso imediato, o que deve ter feito os chefões da empresa darem piruetas de alegria, mas mesmo assim, não conseguiria sozinho consertar o estrago feito pelo filme.

Foi então que a presidência da Square (sem Sakaguchi, que na época já havia “se demitido”) decidiu seguir pelo mesmo caminho fácil que já foi trilhado por muitos diretores de Hollywood: criar uma sequência.

Que fique bem claro que não tenho nada contra sequencias. Acho Predador 2 melhor que o primeiro (e acredito que Predadores será ainda melhor que o clássico com o Arnold) e considero Rambo IV um dos melhores filmes de guerra de todos os tempos.

Também adoro Karate Kid IV... mas isso tem mais a ver com o fato da protagonista ser uma Hillary Swank bem novinha que passa metade do filme com camiseta folgada e sem sutiã...

E eu poderia citar dezenas de games que são continuações vastamente superiores aos jogos originais: Super Mario Bros 3, Sonic 2, Phantasy Star IV, Megaman 2, Street Fighter II, Tekken 3, Teenage Mutant Ninja Turtles IV, Grand Theft Auto IV, God of War II e por aí vai.

Também não me incomoda o fato de 90% dos cenários do jogo serem reciclados. Final Fantasy X-2 não é feio, muito pelo contrário, ele é esteticamente muito agradável.

E o jogo faz uso do Job System novamente, embora bastante adaptado e com menos potencial apelativo que em Final Fantasy III, V e Tactics, é legal poder novamente mudar a profissão dos personagens ao nosso bel prazer.

Mas já que reconheço todos estes fatores como positivos, o que me incomoda tanto em Final Fantasy X-2?

Simples, sua história é retardada.



Digam o que quiserem, mas 50% de um RPG é sua história. Claro que evoluir o grupo é parte da brincadeira, mas sem um bom enredo, tudo que temos são um amontoado de números e habilidades que nem sempre mantém a graça do jogo após algumas horas de partida.

Vide Borderlands, por exemplo.

Tudo que fizeram em Final Fantasy X, foi pegar as duas principais (entenda-se: mais jovens) personagens de FF X, injetar uma dose imensa de J-Pop nelas e as colocar em uma aventura sem muito sentido.

Acredito que a reunião entre os criadores do game foi mais ou menos assim:

Produtor Jiban (promovido após a demissão de Sakaguchi): Muito bem pessoal, precisamos criar uma continuação de Final Fantasy X pra gerar alguma grana. Reaproveitaremos os cenários e tudo que pudermos da jogabilidade, só precisamos de uma história. Idéias?

Assistente Spielvan: Que tal colocarmos Yuna, Lulu e Wakka viajando por Spira e destruindo qualquer cria de Sin que possam encontrar? Isso pode gerar reviravoltas bem dramáticas.
Produtor Jiban: Não gostei. O que mais vocês tem?
Assistente Metalder: Podemos trazer de volta o Job System, isso vai camuflar o quanto o jogo é uma reciclagem magra de FF X.
Produtor Jiban: Muito bom! Alguém tem mais alguma idéia?
Assistente Anri (que foi contratada pela Square e chutou o Sakaguchi depois que ele foi demitido): Que tal usarmos Yuna e Rikku, criarmos uma terceira personagem da mesma idade delas, adicionarmos uma dose do J-Pop que a garotada de hoje ouve e colocarmos as protagonistas em roupas bastante reveladoras, mas ainda decentes o bastante para que possamos vendê-lo para a molecada de treze anos?
*Enquanto falava tudo isso, Anri discretamente acariciava a virilha do produtor Jiban por debaixo da mesa*
Produtor Jiban: EXCELENTE IDÉIA!!! Spielvan, Metalder, vão para casa e elaborem um enredo em cima disso! Anri e eu faremos serão!
*Spielvan e Metalder vão embora resmungando, porque tinham mais idéias que consistiam de copiar Devilman, Macross e Doraemon*
Produtor Jiban: Muito bem Anri... você tem se depilado?
Assistente Anri: Não...
Produtor Jiban: EXCELENTE!!! Deixe-me ver!

Enfeitei um pouco, mas acredito que deve ter sido assim.

E enquanto Anri e Jiban experimentavam todas as idéias que aprenderam assistindo Bible Black, Milk Junkies e Dirty Laundry, Spielvan e Metalder foram para casa, assistiram horas e mais horas de shows de J-Pop na televisão, seguidos de uma maratona de Meninas Super Poderosas no Cartoon Network.

O resultado dessa torrente de informação é um game que exagera tanto na dose de GIRL POWER, que faria a mais ardente feminista projetar vômito pela sala assim que o visse.

Mas muito bem, ainda não falei da história. Vamos a ela.


Yuna não é mais uma sacerdotisa, pois o mundo de Spira não mais necessita de gente que se sacrifique para destruir Sin. A menina então colocou shorts curtinhos, uma blusa reveladora e tornou-se uma Sphere Hunter.

“Spheres”, são globos com gravações em vídeos gravadas e a razão pelo qual Yuna decidiu seguir nesta carreira é porque ela encontrou um vídeo de Tidus em uma delas. Decidida a encontrar todas as Spheres possíveis para ver se havia como trazer seu amado loirinho de volta a vida (oooops, spoilers), Yuna chamou sua priminha Rikku e Payne, uma garota gótica que brotou do nada, e partiu com elas em uma viagem que pode ser descrita como Três Amigas e um jeans Viajante... COM MÁGICA!

Se acha que eu estou exagerando, é porque não jogou esse game.

Outros personagens do game anterior fazem pontas aqui. Kihmari se tornou o líder de sua tribo, Wakka e Lulu se casaram e esperam um filho...

... espera aí, Wakka e Lulu se casaram? Garotas góticas lindas se sentem atraídas pro grandalhões abobalhados??? DEUS DO CÉU, AINDA EXISTE ESPERANÇA PARA MIM!!!

...

*ARRAM*

Eventualmente, Yuna e suas miguxas descobrem que o cara nas imagens que encontraram não é Tidus porra nenhuma, mas um sujeito que existiu milhares de anos antes e quase trouxe o fim do mundo. Graças aos poderes da conveniência, ele ganha uma nova chance de destruir a humanidade no presente e cabe a Yuna e suas amigas o deterem em nome do amor e da justiça.

Oh, como eu queria estar brincando...

E o game possui quatro finais e três deles envolvem Yuna superando sua paixão por Tidus e decidindo deixá-lo descansar em paz, o que AUTOMATICAMENTE DESVALIDA TODA A MOTIVAÇÃO QUE A FEZ ATRAVESSAR OS OBSTÁCULOS DESSE MALDITO JOGO!!!

Miserável! Final Fantasy X-2 não vale nem o tempo que passei me masturbando para a Rikku!

...

Eu falei isso ou só pensei?

...

Opa...



Agora, Final Fantasy X-2 foi muito elogiado pela crítica e pelo público. Recebeu notas bastante altas em sites especializados como Gamespot e IGN, e acredito que é considerado o melhor game da série por muitos fãs.

Mas este game não me desce, simplesmente não me desce. FF X-2 é muito constrangedor, eu prefiro que minha mãe me pegue assistindo isso do que isso.

Aliás, não tenho nada contra J-Pop, pelo contrário, eu gosto bastante, mas tudo que é demais se torna uma overdose. E Yuna bancando a Lara Croft japonesa é uma das dez coisas que eu poderia ter passado minha vida inteira sem ver.

Goatse é outra delas.

Seja como for, Final Fantasy X-2 vendeu 4 milhões de cópias, rendeu uma medalha ao produtor Jiban e ajudou a Square a sair um pouco mais do buraco financeiro, pelo menos até Kingdom Hearts se estabelecer como uma franquia.

Mais do que isso, este game mostrou a empresa o lucrativo mundo das sequências diretas. Se você já tem todo um universo criado e desenvolvido e fãs dispostos a pagar boas quantidade de dinheiro por mais um vislumbre daquele mundo pelo qual se apaixonaram, por que investir tempo e dinheiro em produtos inéditos?

E adivinhem qual jogo a Square passou a ordenhar depois?



Exato, Final Fantasy VII.

E decidiram fazer isso com uma trilogia de games, o primeiro deles sendo este, que foi lançado apenas para celulares no Japão e nunca viu a cor do dia no Ocidente.

Basicamente, é um Action RPG original, e sua história se passa seis anos antes de Final Fantasy VII, após o período em que a Shinra e a tribo Wutai guerreavam e a empresa conseguiu o monopólio da energia sobre o mundo com seus reatores Mako.

O enredo se foca nos Turks e o jogador controla um deles e...



... Tifa aparece com sua roupitcha de Cowgirl em uma cena (HOORAY)...


... e o visual não é ruim para um game de celular.

Novamente, não joguei este game e não posso falar a respeito dele. Até onde sei, haviam planos para que ele fosse lançado no ocidente, mas a localização foi subitamente interrompida.

Acredito que a Square percebeu que as pessoas que jogam games de celular no ocidente estão acostumadas demais a Luxor e jogos de Quiz e não se interessariam por Final Fantasy.

Ao invés disso, a empresa decidiu prosseguir com sua nova trilogia através de um game de ação para o Ps2...



... com Dirge of Cerberus - Final Fantasy VII, o game solo de Vincent Valentine.

A primeira vista, Dirge of Cerberus parece um excelente jogo. O visual é muito bom, as cenas em CG são estupendas (do mesmo nível visto em Advent Children) e o protagonista e Vincent Valentine, provavelmente um dos personagens mais queridos de toda franquia Final Fantasy.

Diga-se de passagem, diferente de Advent Children, Vincent não usa batom e parece muito mais macho, o que sem dúvida são pontos a favor deste título.

Infelizmente, a ação do game prova a inexperiência da Square em trabalhar com games do tipo. As lutas são maçantes, o game é lento e há espaços enormes de cenário em que absolutamente nada acontece, antes que perceba, você estará bocejando e desejando uma dose de Final Fantasy X-2.

E a história não ajuda muito neste caso, sendo mais um derivado sem criatividade de Final Fantasy VII, que tenta sobreviver as custas de ligações suficientes para causar sentimentos nostálgicos nos fãs deste título.



Aqui, um grupo de Soldiers (o grupo de guerreiros de elite da Shinra do qual Sephiroth e Zack faziam parte) ressurge dos escombros de Midgar, que foi destruida no desfecho de Final Fantasy VII.

Ninguem nunca tinha ouvido falar destes caras até o momento, mas acho que eles sofrem da mesma continuidade retroativa que acrescentou sobreviventes Sayajins em Dragon Ball mesmo quando ouvimos inumeras vezes que "ninguém escapou da destruição do planeta Vegeta".

Por nenhum motivo claro, exceto que são um bando de cuzões, eles decidem despertar o Omega Weapon antes do tempo, para que ele destrua o mundo. De alguma forma, Vincent está ligado a evocação do monstro e resolve combater os lazarentos para restaurar a paz no mundo.

Digo, se ele é necessário para despertar Omega, não seria melhor se manter o mais longe possível dos vilões enquanto seus amigos igualmente (ou até mais) capacitados dão um jeito neles? Só pra garantir!

Mas mesmo com a história idiota e ação imbecil, Dirge of Cerberus deve ter feito bastante sucesso...



... porque gerou uma continuação também para celulares.

Que mania essa dos japoneses de lançar games em celulares! Por que não lançam no PSP? Não é como se o portátil da Sony estivesse sobrecarregado de bons jogos e pudesse passar sem um Final Fantasy.

Eventualmente, a Square (então já fundida com a Enix) aprendeu como um JRPG de ação deveria funcionar e viu que games para celulares eram uma boa bosta. Armados de bom senso pela primeira vez em anos, os chefões da empresa então lançaram uma prequel decente para Final Fantasy VII.



Crisis Core – Final Fantasy VII foi recebido com grande celebração pelos fãs da série e não é pra menos, este é um dos melhores derivados já feitos da franquia.

Aqui acompanhamos Zack, o SOLDIER que teve sua identidade usurpada por Cloud em FFVII e acompanhamos sua vida até poucos momentos antes do início da história em que este jogo foi baseado.

O enredo de Crisis Core é bastante ambicioso e narra sete anos da existência de Zack antes do fim da história. A narrativa no entanto é tão sutil e fluida que não temos a impressão de que tanto tempo passou.

E mais, muitos personagens de Final Fantasy VII dão as caras aqui: Sephiroth, Cloud, Hojo, Tifa (novamente com sua roupa de Cowgirl adolescente, HORAAAAAAAAAAY) e Aerith tem papéis de bom destaque aqui.

Aerith mais do que qualquer um, recebeu tratamento especial em Crisis Core. O game mostra claramente que ela e Zack estavam namorando, e a vendedora de flores é extremamente manhosa com seu rapaz, do mesmo jeito que muitas meninas são com seus cônjuges na vida real.

E vou confessar, é muito difícil não gostar da menina ao vê-la com características tão reais e presenciando Zack passar por situações tão familiares a tantos de nós.

Claro, não vou dizer que o roteiro do jogo é perfeito, ele exige uma suspensão da crença violenta por parte dos jogadores.

Dois personagens são introduzidos na trama: Angeal e Genesis, e o jogo tenta nos convencer de que mesmo que nunca tenhamos ouvido falar deles antes, ambos são tão importantes para a história de FF VII quanto Sephiroth e Cloud.

Retcon é uma merda.

Não que isso prejudique Crisis Core, ele ainda é um dos melhores títulos disponíveis no PSP. Seu visual é estupendo, sua trilha sonora é fantástica (passei semanas correndo atrás dos CD’s até conseguir) e a dublagem americana é fenomenal.

E a jogabilidade não é nada ruim também. Um pouco confusa talvez, mas não ruim.



O jogador controla Zack diretamente durante a batalha e ordena a ele o que fazer durante a luta, seja atacar, usar magias ou itens. É extremamente simples, mas requer bom uso de estratégia também.

Há um caça níqueis no canto da tela, que permanece ativado a batalha inteira. Se combinações de números específicos forem alcançadas, Zack ganha benefícios aleatórios, como invencibilidade temporária ou MP infinito.

Se o caça níqueis alinhar três imagens do mesmo personagem no entanto (que varia entre Cloud, Sephiroth, Angeal e demais membros importantes da história) Zack usa um Limit Break poderoso o bastante para eliminar todos os inimigos da tela ou mandar um chefe para o C.T.I no mínimo.

O caça níqueis no entanto funciona de forma aleatória e utilizar estes ataques depende apenas de sorte. Pode ser que você passe o game inteiro sem evocar um Bahamut...

E também há maneiras de evoluir as Materias que Zack equipa, a fim de torná-las mais poderosas e apelonas. Combinar itens é uma arte muito exigente e somente os jogadores mais insanos e sem medo de perder 200 horas de sua vida com um portátil em suas mãos poderão aproveitá-la.



Crisis Core prova que um bom orçamento, níveis toleráveis de fanservice e uma boa dose de retcon pode agradar os fãs e render muito dinheiro aos seus cofres.

Sinceramente, este é um dos melhores motivos para se ter um PSP, juntamente de Metal Gear Solid – Portable Ops.

E já que uma pequena dose de fanservice deu certo, por que não tentar uma dose massiva e nada saudável disso?



Dissidia – Final Fantasy é um dos produtos mais descaradamente lançados para aproveitar-se da dedicação dos fãs. Enquanto Crisis Core trazia fanservice óbvio e inegável, pelo menos nele, foi criada uma história cativante e bem feita, que nos motivava a continuar jogando.

Aqui, nem mesmo foi feita uma tentativa.

Basicamente, temos dois deuses: Cosmos (que é uma gostosa celestial) e Chaos (o último chefe do Final Fantasy original). Os dois estão tretando há séculos e decidiram acabar com essa briga de uma vez por todas.

Como? Cada um evocou dez campeões e os botaram pra lutar. Claro que estes campeões são os protagonistas e antagonistas dos dez primeiros jogos de Final Fantasy.

E é isso. O game não tenta cativá-lo com um enredo minimamente bem construído e conciso, ele apenas pega fanservice concentrado, o coloca em uma seringa e o injeta diretamente em sua corrente sanguínea, enquanto você delira com todas as possibilidades de Dream Matches entre os personagens.

E seus criadores sabiam exatamente o que estavam fazendo. Logo na abertura vemos Squall e Sephiroth duelando com suas espadas, algo que deve ter causado ejaculação massiva em muitos fãs de FF VII e VIII.

Eu fico satisfeito em espancar o Kuja com o Kefka, vocês já sabem disso.

Mas e a jogabilidade? Ela é boa?



Sim, é.

Não vou descrever como as lutas funcionam, pois isso demoraria demais e eu já estou cheio de Final Fantasy. Apenas aceite que o jogo é competente e não te irrita pelos motivos errados e vá jogar se está curioso em saber mais.

Ele também é muito bonito, com gráficos excelentes para o PSP e trilha sonora boa. A dublagem também é muito bem feita, embora seja um pouco menos estelar que em Crisis Core.

E nada mais tenho a dizer, um dia escrevo um review de Dissidia e tudo fica bem.

Ah sim, tenho mais uma declaração sobre este game.



Qualquer game que me deixe jogar com a a versão Esper de Terra merece o selo de qualidade do Amer.

E assim termino de falar sobre todos os jogos da série lançados para consoles da Sony. Ou todos os que importam, pelo menos.

“Amblin, você não tá esquecendo de nada? A Square fez as pazes com a Nintendo eventualmente, não?”

Sim, acredito que Miyamoto teve de enviar um caminhão de atrizes pornôs para a Square a fim de conseguir esta trégua, mas sim, novos games de Final Fantasy eventualmente foram lançados para os consoles da Nintendo.

Final Fantasy III e IV foram refeitos e lançados para o Nintendo DS, com gráficos poligonais e... é, acho que só isso. Não peguei imagens dos dois por pura preguiça, mas sei que minha palavra basta pra vocês.

Todos os títulos do Super Nes foram relançados para o Game Boy Advance com acréscimos a jogabilidades, novas Dungeons e chefes para alegria dos fãs mais antigos.

E uma continuação de Final Fantasy IV foi lançada para celulares e eventualmente portada para o Wiiware.



O jogo possui visual muito parecido com os games do Super Nintendo, o que é um ponto a favor para um saudosista imundo como eu.

Ele também foi lançado no formato de capítulos, com cada um focando-se em um personagem. Um deles é dedicado a Yang, outro a Rydia, Palom e Porom ganham capítulos individuais e por aí vai.

E... não tenho mais nada a dizer, porque também não joguei este título.



Mas este não foi o único game totalmente novo lançado para um console Nintendo. O Gamecube recebeu a série exclusiva Final Fantasy: Crystal Chronicles alguns anos antes.

Novamente, é uma série que não joguei e portanto não posso opinar a respeito. No entanto, Crystal Chronicles tem uma característica que sempre me deixou um tanto quanto... chocado.



Todos os personagens se parecem com crianças... mas algumas das meninas aqui presentes tem peitos imensos enquanto outras usam calcinha fio dental tremendamente enfiada na bunda.

E se você não acha isso perturbador, com certeza vai gostar muito de Kiss Players.

Canalha...

E aqui encerro minha série de artigos sobre Final Fantasy. Antes que alguém reclame, não falei de Kingdom Hearts pois não considero esta série um derivado de Final Fantasy.

Tampouco falei dos filmes porque queria dedicar este mês apenas aos jogos. Falo das produções para cinema em outra ocasião.

E novamente, parte das imagens vieram da série de artigos The Rise and Fall of Final Fantasy. Vão lá depois, se sua fome pela criação de Sakaguchi ainda não tiver sido saciada.

Enfim, espero que tenham se divertido com este mês e ganho Level ao fim dele.



A seguir, voltaremos a nossa programação normal.

Aliás, após um bom tempo parado, atualizei meu Outro Blog. Dêem um pulo lá depois.

Cheers!!!

59 comentários:

Rafael disse...

achei F F Tactics um jogaço e acho q deveriam fazer outro no mesmo estilo de tabuleiro e varios jobs para os consoles atuais.
e Orlandu rlz!

Scariel disse...

Crisis Core é um que tenho muita vontade de jogar,só me falta um PSP.
Esse mês foi bom, valeu Amer!

Caioken disse...

Poxa Amer, falto falar do FF tatics A2 pro ds, e do ff12 pro ds e alguns outros spin-offs

Se bem que é tudo ruim mesmo, então foi melhor não ter falado!

Sobre o Crisis Core, só tenho uma coisa a dizer:
ZAAAAAAAAAAAAAAAACK T_______T

Rodrigo disse...

Otimo artigo Amer, Sou muito fã de uma serie Spin off de outra franquia (CofCof...Persona...Cof...), mas não pude deixar de admirar o Final Fantasy Tactics. No post passado você falou sobre perder a sua vida em um jogo... Eu tive um exercito com todos os jobs full, obviamente a maior parte deles chegou ao final do game com lvl maximo, tinha um chocobo vermelho, bem raro se formos contar que eu tive paciencia de esperar um nascer com as caracteristicas desejadas. Eu só não tive a oportunidade de evoluir o Cloud, primeiro, porque ele é um saco... E fraco. Segundo porque nunca gostei muito do VII...
Wathever...

Black Barth disse...

Muito bom, apesar de um pouco corrido... faltou os final fantasies do DS da série Crystal Chronicles...

Guidcs disse...

Sobre os final fantasys nao posso falar nada pq parei no 6, mas o post ótimo como sempre (quase me fez comprar o dead or alive pra xbox 360 =P).

Avalanche(Lance) disse...

to com sono...ó.ò

Dak'kon disse...

A tradução do FFT - War of the Lions tá ESBUGALHADORAMENTE superior À original, e as cenas animadas são muito bonitas. E além do Balthier tem também o Luso, protagonista inútil, feio e cocozento de FFT Advance.

Crisis Core é bem bacana, principalmente pelas cgs caralhisticamente bem feitas.

E achei Dissidia extremamente entediante. Entrei no game, peguei a Terra, bati no Tidus algumas vezes enquanto sacava a jogabilidade e nunca mais joguei.



E sobre Crystal Chronicles, não joguei porque essa "obrigação" de games de Wii e DS terem personagens em sd me irrita profundamente.

Gabriel \õ/ disse...

bah amer sempre preferi o vincent ao cloud...
eu sei q vc devem querer saber onde eu moro pra vim me surrar a pau
mas nao é q eu nao goste do cloud
PREFIRO o vincent
alias amer eu ADORO FF Dirge Of Cerberus
eu sei q é meio chatinho mas é bem massa!!
ei amer quanod vai ser o proximo mes tematico???

Cassio disse...

Sem muitos comentarios desta vez,apenas digo o óbvio:
Ótimo post Amer!

E apesar de FFX-2 ser uma dirréia imensa pelo menos colocaram uma música de J-pop boa na abertura,não lembro o nome só sei que é da Koda Kumi.

Continue com seus ótimos posts.

PS:quando vai sair outra Old Gamer?

Pedro "Hipérion" disse...

WOW, kra vc esqueceu de alguns spin-offs lançados para DS muito bons como o FF TA2 e o FF XII Revent Wings(ou algo assim)
Se alguem quiser me doar um PSP eu aceito, certo...
Comente no meu blog(na verdade é um tabalho de escola, mais vale nota então...)
Cheers!

Pedro "Hipérion" disse...

Inteligencia rara né, pede pra comenta e nao coloca o endereço, ta ai:
http://thepedroworld.blogspot.com/
VLW!!

Thyago disse...

pow amer, o nintendo ds é um verdadeiro deleite para gamers bardcore como eu e vc. claro, ele teve varias e varias versoes recauchutadas, mas os jogos q ele tem sao simplesmente ótimos.

eu vou agora mesmo listar uns jogos must-buy do nintendo ds

-LEgend of Zelda - Phantom Hourglass
-Legend of Zelda - Spirit Tracks
-New Super Mario Bros
- Mario e Luigi: Bowser Inside Story
- Mario e Luigi: Partners in time
- Avalon Code
- Contra 4
- Professor Layton and the diabolical box
- Phoenix Write (todos da série)
- Castlevania: Order of Ecclesia
- Dementium: The Ward
- Dementium 2
- Dragon Ball DS 1 e 2

Aliás, quer saber? Olha essa lista aqui:

http://gamehall.uol.com.br/ndsbrasil/forum/index.php?showtopic=40659

E eu devo terminar te dando os parabens por este excelente artigo. Tá mais do que de parabéns por ele. Tem jogo aí que nunca nem ouvi falar XD

Thyago disse...

Agora eu tenho que falar de X-2.
Realmente, o jogo é ruim demais por conta da maldita história dele. Eu peguei ele emprestado de um amigo e não consegui terminar. Nao suportava tanta babaquice e um enredo tão ruim.

Nappa_ disse...

Cara, esse mês foi sensacional. Nada como uma boa dose massiva de FF para dar uma revigorada no velho espírito RPGístico. E fiquei sabendo coisas sobre a história de alguns jogos que eu não sabia. Só posso parabenizar, obrigado por nos presentear com tudo isto.

Renan Noceti disse...

Pois é, há controvérsias com relação ao FFT... eu praticamente aprendi a jogar RPG com ele, e adorei na época. Embora o enredo seja envolvente, com um final emocionante, li uma crítica certa vez com a qual fui obrigado a concordar: aquele livro gigante de histórias dentro do menu inicial do jogo, o esquema de signos do zodíaco e toda aquela epopéia por poder são simplesmente um saco. Enredo envolvente, porém história megalomanica que passou do ponto.

Com relação ao sistema, sim, dá para apelar, mas eles erraram feio na matemática da engine de batalha em vários pontos. Lancers, archers e até mesmo knights se mostram completamente inúteis. Ao passo que monks bem treinados chutam muitas bundas.

O FFTA eu joguei e digo o seguinte: o enredo e a história são fraquíssimos. No entanto, tudo que eles erraram no sistema de batalha de FFT eles acertaram nesse. É perfeito! Genial mesmo. Única coisa que falha é que depois do grinding você pode fechar o jogo muito fácil. O GBA oferece, no entanto, a opção de você conectar com o console de um amigo e chutar o rabo da party dele. Joguei no emulador e não cheguei a testar, mas...

Parabéns pelo mês Final Fantasy! Um dia ainda vou jogar o FF VI! =D

Marcelo Maciel disse...

Enquete maldite que só me dá uma opção...

Gosto de Chrono Trigger e de Shin Megami Tensei, poxa!

E bah, os dois graças ao velho Amer, sem ler sobre esses jogos aqui, eu sequer teria assistido a algum trailer deles...

Rodrigo Narcizo disse...

Ótima série de artigos, Amer!

Em relação ao FFT (um dos melhores jogos que eu já joguei na vida e que despertou em mim a paixão por SRPG – RPGs estratégicos) eu gostaria de fazer uma menção ao “pai” dele, um dos jogos mais injustiçados no Ocidente: Tactics Ogre: Let Us Cling Together.

Antes de ser contratado pela Square (em 1995), Yasumi Matsuno e sua equipe desenvolveram jogos para a Quest, incluindo Ogre Battle: March of Black Queen (em 2003 para o SNES), um jogo de estratégia com elementos de RPG. Apesar da boa recepção do jogo no Japão a versão americana teve apenas 25.000 cópias distribuídas e quase ninguém jogou este jogo na época.

Em 1995 foi lançado (apenas no Japão) para o Super Famicon um novo capítulo da “Ogre Battle Saga”, Tactics Ogre: Let Us Cling Together. Este jogo representou uma mudança nos SRPG apresentando várias inovações que foram incorporadas e aprimoradas no FFT, além de apresentar uma história espetacular focada em guerras, traições e reviravoltas. Também não era pra menos: ambos os jogos foram dirigidos por Yasumi Matsuno.

O contexto histórico era a guerra civil entre três grupos pelo domínio da ilha de Valéria: Gargastan, Walstanian e Bacrumese. A situação fica ainda mais tensa com a intervenção do Holy Empire of Lodis no conflito. O protagonista era o jovem Denim Powell que ao lado de sua irmã Kachua e de seu amigo de infância Vice buscam vingança contras os Cavaleiros Negros de Lodis depois que a sua cidade é massacrada.

A história conta com muitas reviravoltas e revelações ao longo do desenrolar da guerra. Um aspecto inovador é a presença de vários finais a partir de decisões-chave que você toma ao logo do jogo. Por exemplo: no fim do capítulo I, você é enviado pelo Duque Ronwy para libertar a cidade de Baramus (que está ocupada pelas forças de Gargastan) e convencer o povo a se rebelar contra os opressores. Após libertar a cidade você descobre que ela está cheia de idosos e enfermos e que eles não querem tomar parte na guerra. Então, um dos soldados do Duque lhe repassa a seguinte missão: você deve se disfarçar com soldado de Gargastan e massacrar a cidade inteira! Se você aceitar a ordem e massacrar civis inocentes, você ficará bem com o Duque, porém ganhará novos inimigos. Se você decidir não tomar parte do massacre, será perseguido como traidor.

Eu poderia discorrer enormemente sobre o jogo e sobre seus momentos marcantes, mas há pelo menos dois momentos que são especialmente marcantes: o suicídio de Kachua (que pode acontecer ou não de acordo com suas decisões) e o estado do paladino Lans Hamilton após ele ser capturado e brutalmente torturado pelas forças de Lodis.

Este jogo teve ports para o Sega Saturn (também restrito ao Japão) e para o PSOne. A versão para PSone foi lançada nos EUA em 1998...

... depois do lançamento de FFT.

Obviamente, TO:LUCT não tinha como competir com o seu “filho” que tinha gráficos muito melhores (afinal FFT foi feito para usar as capacidades do PSOne enquanto TO:LUCT era um port de um game do SNES) e um gameplay bem mais refinado e evoluído. Pior que o desconhecimento do jogo é que ainda existem pessoas que acham que TO:LUCT veio depois de FFT e insistem em comparar os jogos a partir deste princípio. Hereges!

Ironicamente, a Square adquriu a Quest em 2002 e, pelo visto, não tem o menor interesse de continuar a “Ogre Battle Saga”...

Desculpe-me pelo post gigantesco, mas é eu realmente adoro Tactics Ogre, assim como também adoro Final Fantasy Tactics. Eu não tenho paciência para descobrir todos os segredos, armas, matar todos os chefes secretos ou maximizar todos os personagens em jogos de RPGs (odeio gastar horas e mais horas “grindando” para progredir no jogo). Porém TO:LUCT e FFT foram os dois únicos jogos que fiz questão de jogá-los até o limite tamanho é o amor que tenho por eles.

Hideto disse...

Muito obrigado novamente, Amer. Fantástica série de posts.

Gostaria de destacar que eu, como muitos, sou um órfão do gênero Tactical RPG, do qual FFT e a série Ogre Battle são integrantes.

A palavra "épico" está prostutuída entre os gamers hoje em dia, mas o enredo de FFT é uma das poucas coisas que verdadeiramente merece essa palavra. Para mim, é um jogo supremo, talvez o segundo ou terceiro melhor game já criado na história. Um jogo eterno.

Hoje, porém, nos resta contentar em jogar FFT, único na série (FFTA foi um sonho ruim que nunca existiu), e os Tactics Ogre, como o Let Us Cling Together e The Knight of Lodis - jogos antigos. Não há nada de novo (e DECENTE) saindo no gênero Tactical RPG (me informem se eu estiver errado; aliás, adorarei estar errado).

Black Barth disse...

Existem SRPGs bacanas, mas nada que supere os antigos. Jogos para DS como Knights in the Nightmare, FFTAdvance 2 (esse é mto superior ao primeiro). E para PSP tem um muito bom mas meio fácil Jeanne D'arc.

Rodrigo disse...

Up no coment Thyago! Eu tenho um Ds e esses jogos são realmente otimos! Mas você esqueceu os outros dois Castlevania, inclusive um dele é a continuação do Aria of Sorrow e se chama Down of Sorrow, nesse você usa o Alucard!(Poderoso Alucard!) E mata o demo! Pedro o Amer comenta do Spin off XII para DS apesar de não falar dele, eu não joguei, não gostei no do jogo pro play quem diria o do DS... Eu já joguei os Final fantasy Remake para DS... É MUITO BOM!

Rodrigo disse...

Realmente ele não fala do Spin off do XII para ds... Devo ter ficado doidão com o uso excessivo de refrigerante sabor maçã... Ou não...

BAH disse...

Estava querendo um jogo de PSP para ocupar meu tempo no trânsito agora que fechei Dante´s Inferno e quando achei que finalmente iria jogar FFVII me interessei pelo "Final Fantasy Tactics".

Me interessei mais ainda por saber que o “War of the Lions” é um remake e não vou precisar adaptar a versão do PSOne! Danke!

FFVII fica para uma outra vez. Crisis Core? Quem sabe um dia...

E continuo com FFIV After Years no WiiWare (gostando muito). Mas sou suspeito por ter jogado exaustivamente o jogo original no meu Super Nes.

Rodrigo Narcizo disse...

Hideto,

Infelizmente, não há mesmo muitos SRPGs no mercado. No que tange ao PSP, há Jeanne D’Arc (mencionado pelo Black Barth), cujo enredo mistura elementos reais da vida da Jeanne com uma história carregada de elementos de fantasia envolvendo demônios, animais antropomórficos e transformações. De fato, não é um jogo difícil e seu gameplay não ter muitos elementos inovadores ou infinitas possibilidades de personalização.

Também cabe destacar a série Disgaea (os dois primeiros jogos da série tiveram remakes para o PSP). Ela tem idéias bem interessantes como os “Geo Panels”) e o Item World (mapas aleatórios que você deve completar para evoluir itens), além de mapas adicionais que podem ser destravados na “Dark Assembly”, o que proporciona um grande fator replay. Existem um grande número de classes de personagens, além da chance de jogar com monstros e criaturas cada qual com seus poderes e habilidades específicas.

Os jogos também são conhecidos pelo tom bem-humorado e por seu “anime style” (tanto no character design quanto nos ataques especiais e até mesmo em determinados clichês presentes nas histórias). O enredo de ambos os jogos é bem simples e por vezes “clichêzão”.

Pessoalmente, eu recomendo o primeiro jogo que possui um elenco de personagens muito legal (tanto o trio principal – Laharl, Etna e Flonne, quanto coadjuvantes como o Captain Gordon), apesar de estereotipado (com certeza você vai se lembrar de algum mangá/anime que tenha semelhança de personalidade com algum personagem do jogo), e possui diálogos engraçados e muito, muito bem dublados, inclusive na versão americana.

Finalizando, eis um comentário sobre Final Fantasy Tactics Advance. A história pode ser resumida assim: “Turminha encontra livro mágico e se envolve em altas aventuras no mundo de Ivalice!” Com o progredir do jogo ela se torna um pouco mais sombria e triste, mas termina com um final que traz aquelas lições de vida do tipo “por pior que seja a sua vida no mundo real ela é melhor do ser personagem de um spin-off do FFT!”. Ou seja, comparada com a “War of Lions”, a história é ridícula. Mas o sistema do jogo é muito bom e eu acho um passo à frente em relação ao FFT original.

Fabricio disse...

Rááááá...eu joguei FF mistic quest....tudo bem, isso, não é motivo de orgulho...Agora finlmente concordamos com alguma coisa Amer, FF X-2 é a maior merda que a Square já fez, ô joguinho chato pra cacete meu, porra não há ser humano que aguente aquela história de menininhas mimadas...No mas,parabéns novamente ótimo post...

Paulo_HT disse...

muit bom artigo, ja joguei alguns desses e são um bom acréscimo à série principal.

e voce devia jogar FFTA o quanto antes. o jogo é muito bom, apesar da historia meio fraca.ele tem a mesma jogabilidade do primeiro mas algumas coisas melhoradas e o legal é que são armas diferentes de ensinam novas skills aos personagens, assim se voce achar uma espada com Double-Sword (acho que é esse o nome) alem de economizar horas de grinding voce pode ensinar a skill pra todos os seus personagens (se eles forem humanos ou vieras, que sao os unicos que podem ser ninja).

outra coisa.. eu ODEIO o visual dos final fantasy do gamecube e wii. uma vez um amigo meu (nintendista que nunca tocou num FF) viu um video de um FF pra gamecube e me falou com ar de riso "é isso que tu e metade do mundo consideram um dos melhores jogos ja feitos?" sim, por 15 segundos eu me senti envergonhado por gostar de final fantasy, até que me recuperei e expliquei pra ele que a culpa nao é do jogo, e sim da síndrome de Peter Pan da Nintendo.

e Hideto: tem Disgaea pra ps2 e ps3 (que inclusive está na enquete)

Doofie disse...

"Sei como é a vida de um portátil: as empresas os anunciam, fazem um tremendo auê, o lançam, todos compramos e seis meses após seu nascimento, as produtoras param de lançar bons jogos para ele, nos restando jogar eternamente os cinco títulos iniciais do aparelho, que prestam porque tinham a função de empurrá-lo para o consumidor."


Pelo visto você teve um pensamento errôneo do GBA, pois, junto ao SNES, PSOne e PS2, ele é considerado como uma das plataformas com melhores títulos já lançadas.

E sim, eu posso te fazer uma lista imensa se você quiser.

Anyway, vou continuar lendo. Parei aqui pois precisava dizer isso. :s

The Jack disse...

Belo mês de FF, me deixou interessado... Pelo menos no Tactics porque o FF X2 foi o único que eu joguei e me fez chorar sangue...

E de pensar que gastei 15 reais nele...

Aliás, você já jogou Onimusha, Ammer?

Hideto disse...

Rodrigo Narcizo et al,

Obrigado pelas indicações. Darei uma olhada nesses jogos futuramente.

Do Disgaea eu já tinha ouvido falar bastante, mas não sabia que seguia o estilo tactical. Surpresa agradável; com certeza jogarei.

O jogo da Joana D'Arc arriscarei, mesmo com gameplay fácil. É que sou apaixonado pela história da guerra dos 100 anos.

O Knights in the Nightmare eu não me animo a testar pois sei que faz parte da série do Riviera (GBA), jogo que, sinceramente, eu achei truncado e tedioso. Caso eu esteja sendo preconceituoso em relação a esse jogo, por favor, me informem.

Mas sinto falta mesmo é de jogos como FFT e TO:LUCT. E temo que jogos assim, com um gameplay complexo e fascinante, conjugado a uma epopéia de fantasia medieval que não passaria vergonha se adaptada a um romance literário, JAMAIS serão feitos novamente. E o motivo eu já comentei várias vezes: o mercado de hoje, inclusive de RPGs e Final Fantasies, é voltado para gamers casuais, e têm de agradar o público como um todo. Simplesmente não é mais rentável produzir um jogo complexo para agradar a um punhado de fãs fiéis do estilo.

E, Amer!

Graças a você iniciei minha cruzada Final Fantasy. Comecei pelo I (escolhi o Dawn of Souls do GBA, para não sofrer tanto). Já estou em uma cidade de elfos, onde o príncipe dorme há 5 anos por causa de uma maldição. Hoje, assim que voltar do trabalho, tentarei ajudar o pobre elfo, hahahaha.

E lanço uma pergunta ao pessoal: usar o fast forward (frame skip, acelerador, etc) do emulador par grindar pode ser considerado cheat?

PS: Já fiquei sabendo que existe na internet um patch para aplicar ao ISO de FFT, o qual deixa o jogo bem mais difícil e desafiador. Alguém já ouviu falar dele?

Unknownuser2 disse...

A vá... vá...

Também o GBA não foi tão ruim assim, LOL

Pelo menos tudo o que eu pude joga emulado, rodou muito bem, e isso inclui Final Fantasy, hehehe...

Tá certo, não comprei o dito, mas well Ameridallas, as roms dele foram o troco pelos anos de fidelidade a Nintendo.

E sempre tive originais até a época do GBC.

Obs. Olha que eu posto 10 ótimos games de GBA, Hein !!!

Fabio Rodrigues disse...

Blz Amer?
Gostaria de bater um papo com você sobre uma possível parceria.
Me mand aum email.

Abraços
Fábio

Rafael disse...

Dead Fantasy tu conhece esse projeto Amer? Procura no youtube
FFTadvance Lixo mesmo
Agrias' Lover

Paradiddle disse...

1- Joguei Mystic Quest até o fim, e na época me diverti tanto quanto poderia num FF de SNES...

2- Nunca batizei personagens com nomes de personagens de anime. Acho que não tive infância...

3- FFT Advance não chega no nível do original. Eu sei que pode até parecer "Síndrome de Odeio FFs novos", mas é minha opinião verdadeiramente imparcial.
Esqueça os assassinatos, traições, e maturidade de enredo do 1º. A sequência simplesmente não tem aquela cara de campanha militar, nem parece que se trata de guerra de fato...
Joguei até o fim e me diverti, mas tenho consciência de que só se trata de um FFT para menores de 12 anos.

4- Fico feliz em saber que nosso colega Amer gosta de Secret of Mana. Clássico supremo!!

P.S.: Pra quem não sabe, o game "Sword of Mana" pra GBA é simplesmente o remake do Final Fantasy Legends, só que agora com o nome verdadeiro da série a qual o jogo pertence!

5- Que pergunta da semana é essa, rapaz!
Como qualquer nerd digno de seu título, joguei quase todas as séries citadas e fica muito difícil decidir uma "preferida". Além do que, não tem SEIKEN DENSETSU lá. Será que sou o único fã da saga?


Abraço a todos!

Matheus.Teixeira disse...

crisis core eh um dos melhores games que jah joguei...agoora citar KH e nao falar dele foi mancada!!!

RF Victor disse...

Eu lembro das propagandas de Mystic Quest atrás dos gibis dos X-men americanos que eu lia. Elas diziam:

"BRAIN TRANSPLANT: $39.99"

Quando o jogo apareceu na minha locadora, aluguei. Lembro que ao invés de encontros aleatórios os inimigos ficavam parados no mapa, e a luta acontecia se você enconstasse neles. E praticamente qualquer uma era vencida com attack > attack > attack > attack...

Mas experimentei o transplante mesmo com Final Fantasy 7... meu corpo gaijin rejeit...

* * * * * * * * * * * *
ÉÉÉÉÉÉÉÉUUUUUM!!
((BATTLE MUSIC))
attack
(miss)
attack
(miss)
attack
(130)
magic
(38)
magic
(miss)
attack
(339)
UUUUUUUÓÓÓN
* * * * * * * * * * * *

...como estava dizendo, meu corpo g...

* * * * * * * * * * * *
ÉÉÉÉÉÉÉÉUUUUUM!!
((BATTLE MUSIC))
attack
(miss)
attack
(miss)
attack
(miss)
magic
(333)
magic
(299)
attack
(339)
UUUUUUUÓÓÓN
* * * * * * * * * * * *

....ENFIM!! meu-corpo-de-gaijin-rejeitou-o-cérebro-japonês!!! CONSEGUI FAL...

* * * * * * * * * * * *
ÉÉÉÉÉÉÉÉUUUUUM!!
((BATTLE MUSIC))
* * * * * * * * * * * *

PAUSE > MENU > QUIT

http://www.nooooooooooooooo.com/

Franco disse...

Gente para que tanta briga, no mundo o ser humano e assim mesmo não tem como dizer qual e melhor ha somente os seus preferidos.

No meu caso FFT e simplesmente o FF que mudou tudo serio depois dele vcs conseguem ver qualquer jogo parecido com ele com o mesmo respeito ?,tem um samurai que e foda e tem ninjas, alias tem tudo como não da para gostar disso ?

Ahhh amer por que vc me mostras essas imagens de Final fantasy para wiil totalmente remake assim eu fico doido e acabo comprando um...

Os rekames do Ds são fodas e os do gba tambem tem muita coisa escondida e isso e muito legal ainda nao achei emulador de PSP para poder contemplar os remakes dele mais um dia ...um dia....

Joguei mist quest em um periudo da minha vida e sabe na real parece um jogo feito na quele programa de fazer jogos o nome eu nao me lembro agora mas era alguma coisa maker.

DROGA amer os graficos da ultima imagem aaa são tão lindos por que por que aHHH

A nitendo sabe fazer coisas boas.

evil monkey disse...

é, eu não joguei nenhum dos desses jogos.

então eu não tenho nada pra dizer...

deixe-me só sair por aqui...
...
...
...
...
er, não tem saída desse lado...
...
...
...
#son de sirene#
...
ACHEI A SAÍDA DE INCÊNDIO

se você não entendeu essa piada você não assiste family guy.

Pyro_DarkNicto disse...

FFT:A foi quase um pesadelo pra mim. Detesto aquelas regrinhas, um tactics pra mim não tem que ser mais complicado que xadrez e aquilo avacalha.

Queria um PSP só pra jogar Dissidia. Eu me encaixo no grupo de fãs que tiveram orgasmos múltiplos quando viram o Squall lutando com o Sephiroth em alta velocidade, e em um grupo ainda mais seleto de fãs que quase choraram de emoção ao ver Kefka num Final Fantasy em 3D e com uma risada que não parece unhas arranhando papelão *exagero*

Joguei o Legends pelo celular... não é só os olhinhso puxados que tem coragem pra isso. :D

Comecei a jogar o Mystic Quest, mas...
mas...
bom, vamos parar no comecei.
Ah sim, "ISSO MESMO, WILLY MALDITO! MORRA!!!"?
What the fuck Amer, raramente eu rio tanto XDDDDDDDDDDDD

Pyro_DarkNicto disse...

@Paradiddle, duvido que tu vá ler isso, mas enfim: Você não é o único fã de Seiken Densetsu. O 3 tá numa listinha de RPGs favoritos ainda não positivada.
Porém, se eu tivesse que escolher, seria Chrono Trigger > Seiken Densetsu > Breath of Fire > SMT > Blabla.
Chrono Trigger forevis no topis.

ChuckNoia disse...

ADOREI o post

principalmente FF tatics

e venho lhe recomendar um jogo

ja ouviste falar de Disgaea?

Eh basicamente oq aconteceria se tiracem o limite de lvl do FF tatics (e consequentemente grande parte do balanceamento do jogo)

Leandro disse...

Amer você assistiu ao Wrestlemania XXVI?
Shaw Michaels... foi do caramba a luta dele

Paradiddle disse...

@Pyro_DarkNicto:

Que isso, cara. É claro que eu ia ler!

Realmente, a série Chrono também é um páreo duro. Mas joguei Secret of Mana antes de Chrono Trigger, então a nostalgia é maior ainda com a série SD. E quando chegou a era PS, adivinha o que eu mais joguei? Isso mesmo, Legend of Mana e Chrono Cross!

Engraçado também citar SD 3... Estou jogando ele esses dias! O desgraçado é o mais difícil dos Seikens, sem dúvida...


Melhor para por aqui, antes que eu acabe ameaçando o Amer pra ele fazer posts sobre todas essas outras séries. Afinal, nem todo mundo é fã de RPG...

Amer H disse...

A todos, conheço Disgaea, a série Chrono, a série Mana e tudo mais e prometo que falarei delas conforme for possível.

Mas não prometo meses temáticos, vejam bem.

Aliás, a próxima atualização vem na Sexta Feira... quando começarei um novo mês temático com um dos meus assuntos favoritos.

Tentem adivinhar qual.

Rodrigo disse...

Imagino que seja algo sobre os Simpsons, afinal dia 20 começã a nova temporada na FOX! Estou certo? Estou errado? Sou um panaca? Quantas questões...

evil monkey disse...

transformers?

Gabriel \õ/ disse...

ou é transformers ou sao games antigos
ou..........
PUTZ!!

Leandro disse...

ou vai ser Wrestle ou vai ser Transformers. Mas sei lá Amer, se você continuar fazendo muitos meses temáticos de uma vez vai começar a ficar sem graça

Rafael disse...

http://www.omelete.com.br/cinema/classico-da-troma-vingador-toxico-sera-refilmado/

Esperando o Review(capaz de nem sair o filme mas OK!)

mutooliveiradesouza@hotmail.com disse...

o amer ja fez um review de "o vingador tóxico"
eu li até
PUTZ!!

Rafael disse...

Vc leu a noticia?
Eles vao refilmar
E eu so postei aqui pq sabia que do review do original
(y)

Phanie Lanes disse...

Adorei seu blogger estou te seguindo

evil monkey disse...

Eu gosto dos meses temáticos, maior parte deles é sensacional!

Eu sou contra que TODO O SNTO MÊS seja temático, mas na quantidade que o Amer tá fazendo tá ótima!

SIM PARA O MÊS DE TRANMSFORMERS, JOGOS ANTIGOS, WRESTLING OU SEJA LÁ O QUE FOR!

ganonlink disse...

Amer.. é altamente frustrante hypar um jogo logo depois de ler sua sinopse para então se deparar com alguns spoilers escrotos e malignos.

Adoro seus blogs e tudo, mas será que dava pra tomar mais cuidado com isso da próxima vez? Nem precisa deixar de escrever nada, só coloque um aviso ou algo assim para que eu e quem mais se importa pular as partes amaldiçoadas. Ficaria muito grato.

Frodo disse...

Puxa, alguem que tem a mesma opiniao que eu sobre FFT (Pyro_DarkNicto)

Acho muito complicado pra mim... nao tenho poder para jogar aquilo...

Um dos assuntos favoritos do Amer no proximo tematico? huuummm moogles? Mega Drive? Ruivas Roboticas?

Eu chuto Luta Livre...

abracos a todos!

Vergan disse...

Interessantíssima matéria Amer,mesmo eu não curtindo muito FF (:P).

Mesmo eu não sendo muito chegado a FF,me interessei pela história do VI,talvez um dia eu ainda jogue no meu emulador depois de zerar Banjo-Kazooie(to na fase do pântano, que é IMPOSSÍVEL).

Queria saber se por acaso você poderia me dar uns conselhos, ou até seguir o meu blog, nele eu falarei sobre filmes,animes,música ,videogames e talvez livros.

O link é: http://blogdovergan.blogspot.com/

Da uma mão ai se puder, porque não quero ser o único seguidor do meu blog.Você me inspira cara,mas não quer dizer que serei igual a você,não se preocupe com nada XD.

Nisnast disse...

FF TA é bem legal até,a história lembra um conto de fadas em que um garoto amigos do personagem principal compra um livro,durante a noite a magia do livro "desperta"e ele e seus amigos vão para Ivalice.

juubi o primeiro de dez disse...

GTA: Chinatown Wars.
PixelJunk Monsters Deluxe
LittleBigPlanet
LocoRoco 2
Patapon 2
Half-Minute Hero
Disgaea 2: Dark Hero Days
FIFA Soccer 10
Resistance: Retribution
Blast Off
Tekken 6
Tetris.

Doze bons jogos para PSP lançados em 2009. Como se pode ver, não é a tóa que o Nintendo DS é melhor, já que eu tive que incluir Tetris para completar a lista.

juubi o primeiro de dez disse...

Final Fantasy Adventure foi o primeiro Legend of Mana, então acho que não foi necessária uma reação tão furiosa, já que a série ainda não existia para já estar sendo nomeada com o nome de outra.

Leandro" Leon Belmont" Alves the devil summoner disse...

Final Fantasy Tatics é um dos captulos mais maduros da franquia. sem mais

Orlandu,Agrias e Meliadoul RLZ!