quinta-feira, 18 de março de 2010

Mês do Sakaguchi: A história de Final Fantasy - Parte 3


Será que o Pikachu tem um gosto bom?

Digo, será que algum Chef no mundo de Pokémon já matou um Pikachu e o serviu? Nunca vi uma vaca no desenho e de algum lugar deve vir a comida dos personagens, não? Duvido que todo o elenco da série seja composto de Vegans.

Quando falo de vacas, me refiro a aquelas do nosso mundo. Não à Miltank ou algum outro Pokemón que se pareça com uma vaca, mas que seja adorável demais para alguém ter coragem de matar.

Não se preocupem, é só minha mente divagando. Tenho andado inacreditavelmente ocupado nos últimos dias e nessas horas minha mente viaja pelas grandes questões do universo. Mas bem, vou tentar me focar enquanto escrevo este artigo.

Enfim, chegamos agora na era que muitos de vocês estavam esperando. Não por ter sido a melhor (embora isso seja discutível), mas por ser aquela que apresentou Final Fantasy a um público enorme: a era do PsOne.

Antes de começar a narrar as aventuras de Cloud, Squall e Zidane, quero falar um pouco do fim do casamento entre Nintendo e Square, e quem sabe, esclarecer essa história para quem estiver lendo.

Até Final Fantasy VI, a Square produzia seus games exclusivamente para os consoles da Nintendo. Muitos acreditavam que isso se manteria nas gerações de consoles posteriores aos 16 Bits, mas não foi o que aconteceu.

Existem rumores de que a Square estava produzindo um novo capítulo de Final Fantasy para o Nintendo 64. De fato, acredito que muitos de vocês já viram esta imagem:



Algumas pessoas acreditam até hoje que esta é uma imagem do “Final Fantasy perdido” que seria lançado para o Nintendo 64, mas esta não é a verdade.

Em 1995 (ou 1996, não há muita certeza sobre a data) a Square produziu uma Demo em CG usando o Hardware Silicon Graphics, a mesma Engine gráfica utilizada pelo Nintendo 64. A intenção da produtora queria testar a eficiência desta ferramenta e decidiu utilizar personagens de sua franquia mais famosa para isso.

Qualquer um pode perceber que os personagens desta imagem são parte do elenco de Final Fantasy VI e não gente nova. Mesmo em modelos com baixa contagem de polígonos, Terra, Locke e Shadow são inconfundíveis.

Mesmo assim, a dúvida permanece: por que diabos a Square se afastou da Nintendo e lançou o sétimo Final Fantasy para o Playstation?

Em primeiro lugar, a relação entre as duas empresas trazia mais vantagens para a Nintendo do que para a Square. Por exemplo, em 1991, a empresa queria lançar o game Romancing Saga para Super Nintendo e pediu a empresa a permissão para usar cartuchos de 12 Mega, para que com o espaço adicional, pudessem consertar bugs e dar um melhor acabamento para o jogo.

A Nintendo fez um “Nhão” para a Square, que precisou se virar com o que tinha e cortou parte do jogo para evitar problemas.

Alguns meses depois, a Nintendo deu sinal verde para a produção de cartuchos de 12 Mega, e o primeiro jogo a usar tal capacidade foi Dragon Quest V, da Enix... então rival da Square.

Um chute nas Dragon Balls, como podem ver.

A Nintendo também era dona de parte das ações da Squaresoft e mandava um bocado nas decisões da empresa. Em uma determinada época, a Nintendo atacou a Squaresoft por produzirem 700 mil cópias de seus jogos para o lançamento ao invés do tradicional um milhão. A casa do Mario alegava quebra de contrato e era bem claro que eles estavam abusando um pouquinho demais da amizade neste ponto.

A Square também perdeu um bocado de dinheiro com a produção de jogos para o Super Nintendo CD-Rom. O game Secret of Mana (Seiken Densetsu 2, no Japão) foi inteiramente produzido para o aparelho, até que a Nintendo deu para trás e cancelou suas negociações com a Sony para lançar o periférico.

Só restou a empresa reproduzir o game INTEIRO para o formato cartucho e lançá-lo para o Super Nintendo. Só Deus sabe quanta grana eles perderam no processo e o que foi cortado na versão final.

Eventualmente, a Nintendo cometeu a idiotice de vender as ações que tinha da Squaresoft para a Sony, que ofereceu acordos muito melhores para a empresa. Por exemplo, eles custeariam a produção inicial e a distribuição dos Cd’s de Final Fantasy VII.

Para colocar em termos simples, a Squaresoft era uma moça bonita que estava nas mãos de um namorado cretino que a agia como se ela fosse lixo, então terminou o relacionamento e encontrou um cara muito legal que a tratava como merecia.

Pelo menos, até 2010, onde ela passou a ter um relacionamento bígamo em que enfiou a Microsoft... mas hoje em dia a Squaresot se fundiu a Enix e se tornou uma aberração de duas cabeças, assim sendo, vou parar com esta analogia antes que eu comece a falar de gêmeas siamesas transando com um Americano e um Japonês.

Não que gêmeas siamesas sejam aberrações, não quis dizer isso em momento algum.

...

Bom, talvez só um pouquinho.

Mas falemos agora de Final Fantasy VII.



O ano era 1997 e muitas coisas aconteciam pelo mundo.

Bill Clinton iniciou seu segundo mandato enquanto frequentemente furava o bolo da Monica Lewinski, o Papa João Paulo II visitou o Brasil pela terceira e ultima vez antes de ser substituído por Palpatine XVI e a Tasmania se torna o último estado na Austrália a descriminalizar o homossexualismo, o que permitiu ao Taz e o Hortelino assumirem o romance que mantiveram por anos.

Os gamers da época estavam se deliciando com Castlevania: Simphony of the Night e Megaman X4, quando de repente FINAL FANTASY VII É LANÇADO E PEGA TODO MUNDO DE CALÇA ARRIADA!!! KA-POW!!!

E na época, enquanto estávamos acostumados com os visuais abomináveis de Toshinden e ainda nos impressionávamos com a corrida de caixas de sapato que a Sega batizou de Daytona USA, os gráficos de Final Fantasy VII fizeram todos cagarem nas calças de emoção e estupefação.

Lembremos que Legend of Zelda – Ocarina of Time e a versão doméstica de Tekken 3 ainda não haviam sido lançadas, então pouca coisa ainda tinha tido a chance de nos surpreender.

Isso pra não falar das CG’s. As pessoas juntavam grana, compravam horas de Play Game em locadoras e cercavam a televisão sempre que entrava no ar uma das famosas cenas em computação gráfica que ajudava a contar a história do game.

Claro, os mais cínicos (e mais babacas) hoje vão apontar que “O GRÁFICO DE FINAL FANTASY VII É UMA MEEEEEEEEERDA”, mas sinceramente, esse é o tipo de pessoa que compara o visual de Super Mario Bros 1 com Gears of War, diz que o primeiro tem um visual ruim e acha que está fazendo uma colocação inteligente.

Pessoas assim não valem bosta de pelicano.

Pra época em que foi lançado, pro hardware que o comportou e como primeiro grande projeto em 3D de uma empresa até então atolada no 2D, Final Fantasy VII é excelentemente lindo.

E quem discorda pode chupar um cavalo!

Vou admitir que a trilha sonora precisava de um pouco mais de atenção. A Squaresoft ainda usava ruídos brancos como sons ambientes, o que inadmissível para um game em mídia CD, mas tudo bem, a trilha sonora mais do que compensou por isso.

Seja como for, o game era tão impressionante que centenas de pessoas decidiram jogá-lo EM JAPONÊS!!! Confiando em Detonados e revistas especializadas, toda essa gente chegou ao final do game sem sequer saber porque picas os personagens lutavam.

Pois é. Aposto que muitos de vocês fizeram essa cagada.

Não finja que não é com você! Eu sei que você fez isso! Tolo, impúbere e elástico!!!



Final Fantasy VII segue a linha estabelecida pelo game anterior e traz um enredo bastante maduro. Nada de cristais nem de fantasia medieval, o game começa em um ambiente urbano, e um bastante poluido, depredado e perigoso, uma cidade grande como as que temos na vida real.

A história inicia seguindo as aventuras do grupo “Avalanche”, que destrói Reatores de energia Mako espalhados pela metrópole de Midgard. Os reatores pertencem a mega corporação Shinra, que está drenando as energias do planeta e faturando uma grana violenta em cima disso.

Aliás, Mako é a força vital do planeta, supostamente gerada pelos espíritos de todos os que viveram nele e de todos os que ainda viveriam.

Agora vamos analisar esta situação por um minuto: uma mega corporação está drenando os recursos naturais do planeta, gerando muita grana e tornando o mundo um lugar pior por causa disso.

Hmmmm, parece uma companhia de petróleo, não?

E um grupo de desajustados destrói os reatores responsáveis por isso por uma causa em que somente eles acreditam?

Parece terrorismo, não? Eco terrorismo, sim, mas com uma pitada de fundamentalismo religioso.

Pois é, nas primeiras horas, o game coloca o jogador no controle de um grupo de terroristas. Pior, o protagonista está cagando e andando pra causa deles, mas os segue simplesmente porque será pago.

Uau! Que mudança desde os tempos de Cecil, seu complexo de culpa e sua metamorfose em Paladino emo, não é verdade?

Não apenas isso, mas o game traça alguns paralelos bem assustadores com a realidade, como por exemplo a cidade de Gongaga, onde um reator Mako funcionou mal e explodiu, tornando o lugar um pesadelo radioativo inabitável.

Lembra Chernobyl, não? Pois é.

Final Fantasy VII também tem um “twist” digno de M.Night Shayamalan, isso é... da época que ele não era um ególatra psicótico que coloca a si mesmo na história como o cara que vai salvar o mundo.

Enfim, aqui temos Cloud, o herói de cabelo espetado, que tem um histórico com Sephiroth, o super vilão supremo do game. Os dois tramparam juntos até o momento de um conflito decisivo na cidade natal de Cloud quando ambos eram mais jovens e onde nossa querida Tifa quase morreu.

Então, descobrimos que Cloud nunca viveu nada disso, ele estava contando a história de Zack, seu amigo da época em que os dois eram soldados da Shinra. Ele se projetou na história de seu camarada, porque com ele morto, ninguém poderia contestá-lo.

Exceto Tifa, que quase o faz em um momento do game.

Comigo contando não há muito impacto, mas imagine que você passou 60 horas jogando, acreditando que o protagonista é o que ele diz ser, de repente você descobre que ele tem mais memórias falsas que o Wolverine e a Elektra juntos.

Pois é, na época foi um chute nas bolas e ajudou este game a se tornar ainda mais inesquecível. E já que toquei no assunto, deixa falar um pouco do elenco.



Final Fantasy VII possui um EXCELENTE elenco. E não me refiro apenas aos protagonistas, mas aos personagens de apoio também.

Cloud é o primeiro herói da série a não ser um bom moço do tipo que todas as mães querem para suas filhas, ele é agressivo, mau humorado e de alguma forma (provavelmente por ser agressivo e mau humorado) consegue ser o objeto de desejo tanto de Aerith quanto de Tifa.

Aerith é a menina manhosa, meio chatinha e com manias irritantes que todo homem já namorou algum dia (aposto que os rapazes se lembraram de alguém muito específico agora), Barret é o mais próximo que um personagem de JRPG já chegou de ser o Mr.T, Cid é o tio desbocado, misógino e fumante compulsivo que todos gostaríamos de ter, Yuffie é a Japonesinha que nutriu milhares de fantasias sexuais adolescentes por anos e por aí vai.

Concordo que as descrições acima são bastante... incompletas, mas se eu fosse descrever cada personagem em detalhes, passaria o resto da vida escrevendo sobre Final Fantasy VII e sinceramente, não estou pronto para abandonar Transformers como tema de meus artigos. Apenas direi que o desenvolvimento de personagens é fantástico e que o game realmente faz com que nos importemos com seu elenco.

Não há como esquecer dos Turks, que são os agentes de campo da Shinra e que funcionam como uma versão mais elegante da Equipe Rocket: eles aparecem, soltam algumas frases de efeito, tomam uma surra violentíssima depois se mandam, somente para voltarem a aparecer e serem surrados mais uma vez.

A Shinra funciona bem como vilã do primeiro ato da história. Por mais que estejamos acostumados a ver heróis enfrentando impérios do mal, é mais fácil entendermos seu dliema quando combatem algo tão moderno e palpável para nós quanto uma mega corporação corrupta.

A fantasia nos ensina que poucos heróis podem derrubar um império do mal, mas vemos corporações diariamente em nossas vidas e sabemos que um sujeito de cabelo espetado acompanhado de uma peituda lutadora e uma florista não conseguiriam fazer muitos danos a Nike (por exemplo) se invadissem e atacassem a sede da empresa.

Claro, tem o Sephiroth, mas dedicarei um parágrafo inteiro a reclamar dele mais adiante, então segurem suas calças um pouco.

Enfim, na época de FF VII, Yoshinori Kitase (o diretor do jogo, que assumiu pra Sakaguchi, que apenas produziu) e sua equipe estavam com a criatividade transbordando. Alguns personagens são menos úteis que os outros (cof cof *Cait Sith* cof cof), mas todo o elenco é dotado de incrível carisma.

Mas não, eu não chorei com a morte da Aerith. A Sega já havia partido meu coração com a morte de Alys em Phantasy Star IV e eu sou homem de uma mulher só.

...

Que foi?



Os sistemas de jogo não mudaram muito, exceto que este é o primeiro game da série em que o grupo é composto de apenas três personagens. Alguns fãs mais radicais dos games antigos acreditam que isso matou as batalhas, mas estas pessoas são retardadas.

Digo, eu também gostava de grupos de quatro membros, mas um a menos não faz diferença. Se você ganha uma caixa de bombons e falta um Sonho de Valsa, você vai até a internet fazer petições desejando a morte da Lacta... ou Nestlé... ou Polenguinho, seja lá quem faz Sonho de Valsa? Não, você come o resto dos chocolates e aproveita a diarréia que isso vai causar, FF VII deveria ser aproveitado do mesmo jeito.

Especialmente porque recebemos um dos sistemas mais sensacionais de todos os tempos para compensar o membro a menos (uau, isso soa mais estranho a cada vez que eu falo), Materia!!!

Materias são pedrinhas que quando encaixadas nas armas dos heróis, lhes dão a habilidade de usar magias, Summons, habilidades especiais e por aí vai. Um jogador especialmente paciente e habilidoso pode criar apelações tão supremas que Sakaguchi e Kitase ficariam envergonhados de não terem feito um game mais difícil.

Mas a maior inovação no combate foram os Limit Breaks, ataques especiais que os personagens podem utilizar após receberem um certo dano e que mais do que fazem os inimigos se arrependerem de ter nascido. Qualquer jogador que consiga o Omnislash de Cloud (talvez o ataque mais brutal de toda franquia) praticamente terminou o jogo.

FF VII é desafiador sem ser difícil. Na maior parte do tempo, seu grupo estará no nível correto para enfrentar os inimigos, mas o Grinding é estimulado, a fim de que seus personagens possuam melhores magias e habilidades conforme avançam. FF VII usa o melhor que os games clássicos da série tem a oferecer e o une com tecnologia muito mais avançada do que tinham em sua época. O resultado final é impecável.

Sério, vá jogar se ainda não o fez.

E agora, vou falar mal do Sephiroth.



Pra falar a verdade, não odeio o Sephiroth, até gosto dele e acredito que ele faz um bom papel como vilão. Ele é muito melhor que o Kuja por exemplo (já já eu chego nele).

Os problemas com Sephiroth são as formas como ele é mal interpretado. Diariamente, milhares de fãs se derretem pelo personagem sem entender direito o que raios ele significa. Eu poderia fazer um puta manifesto aqui, mas vou me apegar a apenas uma característica mal interpretada, pois este artigo já vai ficar longo demais do jeito que está.

Sephiroth não é um vilão trágico.

Muitos fãs adoram dizer que ele é um personagem dramático e que sua história demonstra o quanto suas motivações são válidas para todo o mal que ele causa.

Hmmmm, nhão.

Um vilão trágico é alguém que não consegue lutar contra características que fazem dele o que é. Ele pode ser um indivíduo de nobreza, que é arruinado justamente por se manter leal a ideais que não percebe estarem errados, ou alguém que mesmo com grandes falhas de caráter, tenta fazer a coisa certa, mas não tem a determinação para isso.

O melhor exemplo de um vilão trágico que consigo pensar é Darth Vader. Um sujeito tão apaixonado por uma mulher e com tanto medo de perdê-la, que não hesitou em destruir tudo e todos que conhecia pela ínfima chance de poder protegê-la de uma morte prematura.

Claro, posso citar também Raoh, de Hokuto no Ken... mas não falarei nada a respeito dele. Clique no Kenshiro na lateral e leia o Manga que você eventualmente me dará razão.

Sephiroth é apresentado desde o início da história como uma força da natureza, um ser mítico que não pode ser destruído por meios comuns. Raios, ele empala uma cobra gigante que dá uma puta canseira no grupo caso o jogador decida enfrentá-la.

Mesmo os flashbacks não o ajudam a parecer mais humano, pois quando o vemos no passado, ele mata UMA PORRA DE UM DRAGÃO! Sinceramente, se eu quisesse fazer um personagem ser mais humano aos olhos do público, o faria ajudar a mãe a lavar a louça.

Sephiroth lavando louça pra Mãephiroth... porque nenhum cosplayer pensou em fazer esta cena?

Enfim, ele não é um personagem trágico, Crisis Core só ajudou a acentuar o mito ao seu redor. Sephiroth é um super vilão e os fãs fariam muito bem em se informarem antes de começarem a debater um drama que não existe.

Outra coisa que estraga o personagem é sua super exposição. Digam sinceramente, qual personagem recebeu o maior destaque na mídia desde o lançamento do game? Pois é, Sephiroth aparece mais que Cloud, o herói do jogo. É o mesmo que fazer Lex Luthor aparecer mais que o Superman.

Sinceramente, Sephiroth tinha que aparecer em Advent Children? Claro que não, aquilo foi fanservice, puro, simples, descarado e desavergonhado.

Prefiro meu fanservice com mais decotes e calcinhas enfiadas, muito obrigado!

Sephiroth não é o pior vilão da série tampouco é o melhor. Ele é um bom vilão e tudo mais é hype.

Mardição!



Eu poderia ter falado muito mais de Final Fantasy VII, mas desde seu lançamento ele é debatido a exaustão por todos que o jogaram e por muita gente que sequer tocou nele. Eu não estaria dizendo nada que já não foi repetido a exaustão por centenas de fontes diferentes.

Vou encerrar dizendo apenas que este game merece cada gota de admiração que recebe.

Hoje em dia, as pessoas adoram malhar FF VII. Caras que se mataram jogando a versão japa e depois rejogaram tudo na versão americana, que tinham sonhos eróticos com a Tifa durante a aula e não viam a hora de descolar um Chocobo Dourado, hoje criticam o jogo com os argumentos mais cretinos que conseguem arranjar. Um deles é comparar FF VII a Fallout 3 e Mass Effect e tentar demonstrar matematicamente o quanto estes últimos são melhores.

Novamente, eu poderia fazer um enorme discurso aqui provando o quanto essa comparação é imbecil, mas sei que o ser humano tem o hábito de preferir o hoje ao ontem. Nos próximos dez anos, essas mesmas pessoas vão diminuir Fallout 3 e Mass Effect quando os compararem com os games que tivermos no futuro.

Mas bem, só vou dizer que se não fosse por Final Fantasy VII, talvez você não tivesse Fallout 3 e Mass Effect em seu console. FF VII abriu as portas do ocidente para Rpg’s, e não falo apenas de Jrpg’s, mas de Rpg’s como um todo. Graças a ele, os jogadores perceberam que outros gêneros além de Street Fighter e Winning Eleven podiam ser divertidos.

De fato, sem Final Fantasy VII, é capaz que Fallout 3 e Mass Effect nunca tivessem sido lançados para consoles e você nunca os tivesse jogado. Tais títulos ficariam eternamente nos Pc’s... e sabemos do abismo quase intransponível que existe entre jogadores de PC e de console.

Pois é. Você nunca tinha pensado nisso, não é verdade, seu ser de carne imprestável!

Enfim, Final Fantasy VII perdeu parte de seu charme tecnológico com o tempo, mas permanece como um dos melhores games já feitos. Se eu fizesse uma lista sobre isso (o que eu não farei) pode ter certeza de que FF VII estaria entre as dez primeiras posições, com FF VI, Chrono Trigger, Metal Gear Solid 3 e Street Fighter IV.

Jogue se ainda não o fez, e será uma pessoa melhor ao final da jornada.

Faltou dizer alguma coisa?

Ah sim...



Tifa...

...

Ahhhhhh, Tifa...

...

Hmmmmmm...

...

Hmmmmmmmmmmmm...

...

Hmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm...

...

Ufa...

Então ok, vamos para o próximo game da série.



E a primeira coisa que me vem a mente quando penso em Final Fantasy VIII é “caos”. Mais preciso seria dizer “total e completo caos”.

O jogo é uma bagunça dos infernos, armas e equipamentos se foram, os personagens equipam magias, sua equipe recebe um salário em momentos específicos do jogo, ao invés de juntar grana matando monstros, inimigos ganham Level conforme seu grupo evolui, o que tira um pouco o sentido de grinding, a maior parte do combate se foca no uso de Summons (aqui chamadas de Guardian Forces) e por aí vai.

E a história... meu Deus, a história... é uma bagunça dos Infernos. Juro que até hoje, é a única história de um game da série que eu não entendi e ao qual não faço questão de jogar outra vez para tentar entender.

Mas vou bancar o advogado do diabo aqui e defender Sakaguchi e todos os seus lacaios da Squaresoft, e me usarei como exemplo nessa defesa.

Ok, eu atualizo o blog uma vez por semana (mais ou menos) e não sou uma mega corporação Japonesa. Sou só um maluco que resolveu escrever sobre assuntos que gosta.

Agora, eu tenho que conciliar as atualizações do blog com meu trabalho como Jornalista (o que me permite comprar Transformers e pagar massagens tailandesas) e minha agitada (pfffft, he-he) vida pessoal. As vezes, estou monstruosamente exausto, mas sento em frente ao PC e só saio depois que atualizei o blog.

Por que? Porque tenho um público que prestigia meu trabalho e devo a eles um mínimo de respeito, na forma de atualizações razoavelmente constantes. Só deixo o blog parado quando estou atarefado demais ou a beira de um colapso nervoso, como aconteceu em Dezembro passado.

Ou seja, em alguns momentos sinto uma pressão monstruosa na hora de atualizar o blog, pois preciso me esforçar para os artigos saírem com um mínimo de qualidade. Há muitos artigos que eu acho uma bosta, mas que acabo colocando no ar por não ter energia para aperfeiçoá-los mais.

Agora imagine uma produtora de games, que precisa lançar a continuação de um game que REVOLUCIONOU a indústria?

Um pouco mais de pressão do que atualizar um blog, não é verdade?

E vamos lembrar que os gamers são um bando de putas e adoram malhar games como se fossem grandes autoridades em alguma coisa.

Vejamos God of War 3 por exemplo. O jogo é sensacional (não farei review dele, não tenho Ps3 e não posso jogá-lo a fundo, então não me peçam), mas já vi pessoas reclamando que “é igual aos outros dois games da série.”

E COMO A PORRA DO JOGO DEVERIA SER? UM MUSICAL??? SE O JOGO FUNCIONA BEM COMO ESTÁ, POR QUE PRECISA SER MUDADO?

Agora, se os produtores tivessem alterado totalmente o jogo, os gamers reclamariam que ele está "diferente demais" e "não lembra o God of War que tanto adoram".

Ou seja, a Squaresoft estava entre a cruz e a espada e tentou agradar todos os públicos. Eles entupiram o jogo de coisas experimentais e ao mesmo tempo criaram uma das produções mais tecnologicamente ambiciosas de todos os tempos.

No fim, a crítica e o público elogiaram o game, mas recebemos a criatura de Frankenstein no processo, cheio de partes mal costuradas umas nas outras.

Vejamos então a história.



Na verdade, foda-se isso! Eu nunca consegui entender a história de Final Fantasy VIII e não vou tentar de novo agora.

Digo, temos uma base flutuante enorme que na verdade é uma escola dirigida por mais um Cid, que desta vez se parece dom o Robin Williams. Aqui, o mais bem sucedido aluno é Squall, que é um cretino admirado por todos. Squall tem um rival, na figura de Seifer, que teria um momento muito humilhante como coadjuvante de Kingdom Hearts no futuro.

Eventualmente, descobrimos que todos os alunos dessa escola (que se chama Garden, por sinal) são treinados para matar montros e fazerem demais serviços de mercenários. Squall conhece Rinoa, a Japonesinha mais sem sal e sem gosto que eu já vi em um JRPG, ele decide que a ama, embora ache que ela é uma retardada irritante, acontece um monte de coisa e tem uma bruxa no meio dessa zona.

Ou melhor, duas bruxas.

...

Na verdade, três.

A primeira, Edea, parece uma versão mais sexy da Rainha Má da Branca de Neve, mas com mais poderes além de envenenar uma maçã e se transformar em uma baranga.

A Segunda, Ultimecia, quer destruir a existência e o continuum do espaço temporal porque... hã... lucros... talvez.

A terceira, que talvez não seja uma bruxa e eu simplesmente tenha entendido errado, é Ellone, que tem o poder de mandar a consciência das pessoas para o passado, para quem possam ver o mundo através dos olhos de outrem.

Nesse meio tempo, descobrimos que há uma grande fábrica de monstros na Lua, que se torna a parada final dos heróis, para derrotarem Ultimecia e cessarem com a chuva de criaturas que o satélite causa na Terra e...

...

... ah Deus, está saindo sangue dos meus ouvidos de novo...

Outro problema do jogo são seus heróis. Final Fantasy VIII tem o grupo de personagens menos interessante de toda a série.

Digo, Zell é divertido, Selphie é adorável e Quistis é a professora que abastece as fantasias eróticas de milhares de tarados ao redor do globo, mas o casal de protagonistas é simplesmente o pior já criado em Final Fantasy e talvez em muitos outros Jrpg’s.

Squall é um cretino. Sakaguchi e seus servos devem ter ficado tão felizes com a boa recepção de Cloud, que decidiram aumentar o coeficiente de cuzãozisse de seu novo protagonista a nona potência.

Cloud é grosseiro e agressivo por boa parte do jogo, mas ele é um cara traumatizado. Ele passou por uma experiência terrível em sua juventude e precisou bloquear as memórias dela para conseguir viver de forma razoavelmente decente. Logicamente, uma cicatriz emocional tão profunda criou nele uma personalidade que repele as outras pessoas sempre que pode.

Já o Squall é simplesmente um babaca. Ele não possui nenhum trauma de infância, mas trata a todos como se fossem algo inferior as fezes de um participante do Big Brother, e mesmo assim, somos levados a crer que deveríamos estar torcendo por ele, uma vez que é a sua cara que estampa este game.

Seu par romântico é Rinoa, que como eu disse antes, é uma ofensa a todas as japinhas do mundo. Ela é feliz, otimista e trata todos bem, ela é o polar oposto de Squall.

Mas qual o polar oposto de morrer congelado? Morrer queimado! Nenhum extremo é bom.

Assim, temos o herói, que odeia todo mundo e quer ser deixado em paz e a heroína, que ama todos e quer mostrar como a vida é boa, e linda, e cheia de glacê.

E temos que engolir que estes dois vão superar suas diferenças e se apaixonar? Qual é? A Rinoa é tão acesa que precisa tomar Ritalina, ela se apaixonaria por um par de chinelos se a chance aparecesse. Mas é difícil de engolir que um sujeito tão intragável como o Squall possa se apaixonar por algo que não seja sua própria amargura bicha de adolescente.

Laguna é um personagem muito melhor.



Pois bem, lembra que eu falei que Ellone (DEUS EX MACHINA) tem o poder de enviar a consciência das pessoas através do tempo? Ao longo do game, Squall perde os sentidos em vários momentos e de repente começamos a jogar com Laguna.

Basicamente, Squall está vendo a vida de Laguna através dos olhos dele. É mais ou menos isso.

E o caso é que Laguna é um personagem MUITO MAIS INTERESSANTE que Squall... e que qualquer outro membro da equipe principal, pra dizer a verdade.

Ele é um ex-soldado que sonha em ser um jornalista famoso (ele não faz idéia de quão mal pago é um jornalista, disso eu tenho certeza), mas enquanto isso não acontece, ele se enfia em uma tonelada de aventuras com seus inseparáveis camaradas, Kiros e Ward.

Laguna é o polar oposto de Squall, mas não tão oposto que se torna irritante como Rinoa. Ele é um cara bem intencionado, meio bobão, gentil e divertido... como o protagonista de um game com mais de cem horas de duração deve ser. As etapas de jogo onde controlamos ele tem o espírito dos games clássicos da série, despreocupados e divertidos além da conta.

De fato, a menos que eu esteja muito enganado, parece que Final Fantasy VIII foi desenvolvido tendo Laguna como protagonista. As primeiras imagens que vi do jogo na época traziam ele e não Squall como o herói.

Se realmente ele foi projetado como o protagonista original, só posso imaginar que foi substituído por Squall porque Sakaguchi e seus seguidores acharam que ele não era cheio de angústia o suficiente. Mesmo assim, a equipe de produção não conseguiu se livrar de um personagem tão bom e o costuraram mal e porcamente na já incompreensível história do game.

Aliás, Laguna é o pai do Squall. O game não revela isso diretamente, mas solta pistas o suficiente para que qualquer um que não tenha déficit de atenção consiga chegar a esta conclusão.

A mistura de genes realmente gera resultados impressionantes.

Mas calma que ainda fica pior, vou agora explicar como funciona o sistema de Junction, que é uma das maiores cagadas da história dos Jrpg’s.



Aqui as magias não funcionam como nos demais games da série, onde você usa MP, dispara umas bolas de fogo no inimigo, usa um Ether e está pronto pra calcinar o rabo dos outros novamente. Não senhor, aqui elas funcionam como se fossem itens.

É! Você acumula magias como se fossem Gatorade!

Pra conseguir as ditas magias, é preciso roubá-las dos inimigos. Em batalha, há um comando chamado “Draw”, que permite aos personagens visualizarem quais magias os inimigos possuem. É possível então roubar as magias dos inimigos, usá-las de imediato, ou guardá-las para depois.

Agora, eu falei de “equipar” as magias quando comecei a falar deste game, pois bem, esse é o sistema de “Junction”.

Suponhamos que você esteja com a força de um dos personagens um pouco baixa. Ele tem 99 Ultimas acumuladas e você decide fundi-las a força do sujeito para ver se tem nele o mesmo efeito que os esteróides tinham no Arnold na década de 1980. Você vê que sim, fica feliz, faz um Toddy e se masturba pensando na Tifa pra comemorar.

Nem pra abastecer uma bronha a Rinoa presta, pelo amor de Setzer...

Então, você chega a um inimigo bem poderoso e a melhor forma de derrotá-lo é utilizando Ultima, então separa-se a magia do atributo, usa-se ela em combate e o inimigo morre. Tudo bem até aqui.

Mas agora você tem 85 Ultimas e elas não aumentam sua força como antes, é preciso voltar ao inimigo que carregava esta magia e roubá-la de novo e de novo e de novo até se ter 99 mais uma vez.

E é assim que se usa as magias em Final Fantasy VIII.

Muita gente prefere utilizar unicamente as GF’s em batalha, pois seu uso é tecnicamente ilimitado e extremamente eficiente. De fato, o uso de GF’s torna todos os outros tipos de ataque totalmente obsoletos então... acho que nada do sistema de combate foi muito bem planejado.

Tem também um jogo de cards que é praticamente obrigatório para se conseguir os melhores itens e magias do game... mas quanto menos eu falar dele, melhor.

“Mas Atari”, você me pergunta, “se o jogo é tão torto, porque é tão adorado?”

Bem, tecnologicamente ele é impressionante até hoje e isso conta MUITO a seu favor.


Final Fantasy VIII custou 10 milhões de dólares. Hoje em dia, com games que chegam a casa dos 100 milhões, esta soma não parece muito impressionante, mas acredite em mim, foi um tapa na orelha na época.

E este dinheiro foi muito bem empregado, o enredo do game pode ser mais enrolado que Evangelion e mais vazio que Yugi-Oh, mas seu visual faz com que não larguemos o controle um segundo sequer. Continuamos jogando para ver como será o próximo ataque especial dos protagonistas, queremos ver qual será a aparência do próximo chefe, imaginamos como será a animação do ataque especial da próxima GF que os personagens irão adquirir, queremos ver com o que se parecerão os próximos cenários, qual será a cara de Omega e assim vai.

Quando achamos que nada mais nos deixará embasbacados, aparece uma cena em CG (como essa), e ficamos de queixo caído mais uma vez.

Final Fantasy VIII é um caso de beleza sobre substância. Nada de bom se aproveita de seu enredo, mas a beleza estonteante do game mais do que compensa por isso.

É mais ou menos como se casar com uma robô com a aparência da Grazi Massafera, mas com a personalidade da Sonia Abrão. Dois minutos de conversa com ela fazem qualquer um querer se matar, mas sua beleza infinita mais do que compensa por isso.

Ahhhh, Robo-Grazi... quanto mais terei de esperar pra ter uma dessas?



Concluindo, Final Fantasy VIII não é o melhor jogo da série, mas também não é o pior.

Enxergo este game como um estágio intermediário, onde a série entrou em um casulo, para em seguida se transformar em uma borboleta...

... uau, isso foi gay, mas sim, é assim mesmo que vejo Final Fantasy VIII.

A partir deste ponto, a série mudou. A beleza cosmética da série se tornou mais importante que seu conteúdo e embora ainda tenham surgido games com bons enredos e personagens, nunca mais a franquia chegou ao nível de Final Fantasy VI e VII.

Sem contar que os protagonistas deixaram de ser cavaleiros, soldados geneticamente alterados e mercenários traumatizados para se tornarem seres que encontraríamos facilmente em catálogos de moda japoneses.

Malditos sejam, Rinoa e Squall! E malditos sejam todos os que fazem cosplay deles!

Antes de prosseguir, quero contar uma história. Estava eu e dois amigos uma vez na finada loja Animanga. Sentados, ponderando sobre os segredos da vida e enrolando pra não voltarmos pra casa, pois era sábado e chegar em casa com dia claro em um sábado é sinal de derrota.

Pois bem, estávamos lá, morgando, quando passou por nós uma japinha que em um passado até então não muito distante, havia feito cosplay de Rinoa.

Por algum motivo inexplicável, nós três começamos a tossir. Não uma tosse cômica ou feita pra caçoar da menina, mas uma tosse genuína, que começou assim que ela entrou em nosso campo de visão e se foi junto da garota. Foi algo tão estranho que olhamos uns para os outros em choque e comentamos este fato nos anos vindouros.

Fato verídico esse, meu amigo Nando (que deveria estar lendo este artigo, mas está trabalhando, pois é responsável ao contrario do Amer) pode confirmar.

Essa história prova que a Rinoa é tão podre, que sua existência causa problemas de saúde em pessoas reais. Claro que a japinha em questão era um ser repelente e isso provavelmente não ajudou, mas enfim.

Antes da série se tornar a monstruosidade destinada ao público otaku que é hoje, seus criadores decidiram se despedir de suas raízes com um game muito bom e que eu considero extremamente injustiçado.



Final Fantasy IX não é impressionante como a parte VIII. Se colocarmos as duas lado a lado, o nono game da série parece um pouco feio quando comparado a aventura de Squall, mas isso é culpa única e exclusiva de sua equipe de produção.

Pra começo de conversa, FF IX foi produzido juntamente das partes X e XI. Na época, o PsOne estava em seu crepúsculo (o fim de sua vida, e não o filme sobre vampiros emos reluzentes), então é natural deduzir que as atenções da Squaresoft estavam mais voltadas aos games que seriam lançados para o Ps2 do que para o título que sairia para um console moribundo.

FF IX também foi planejado como um Spin Off, em outras palavras, não recebeu o mesmo orçamento que seu antecessor. A Squaresoft decidiu lança-lo como parte da série principal por motivos claros apenas a ela, Sakaguchi e ao assistente Jiban.

Com menos grana e sendo produzido por uma equipe menor e apenas quando estes tinham tempo livre, é lógico que Final Fantasy IX não chega nem perto do espetáculo que a parte VIII foi.

Mas continua sendo um game muito bom mesmo assim. Muitos fãs da série odeiam este título (ou o ignoram) pois acham que ele “turva” a evolução da franquia. Tinhamos um universo que tinha evoluído da fantasia medieval para o Steampunk e então para o Cyberpunk quando de repente... tudo volta a fantasia medieval.

Na época pareceu um passo pra trás de fato, mas os mesmos gamers não reclamam de Final Fantasy X ou XII, que definitivamente não continuaram com a já mencionada evolução tecnológica do universo da série. Hipocrisia rulz!

O enredo é menos cheio de angústia e personagens cheios de crises internas e segue um caminho mais ingênuo, com princesas, cavaleiros, magos, dragões e um vilão que deve ser derrotado antes que destrua o mundo.

Acho essa uma boa mudança. Gosto de enredos complexos e sérios, mas vez ou outra, é bom acompanhar uma fantasia simples e com um final feliz.

Aposto que metade das pessoas que discordam disso assistiram O Senhor dos Anéis e adoraram.

Pois é.

Não é como se Final Fantasy IX não tivesse suas falhas, o game definitivamente as tem. Mas acho que as pessoas que o malham deveriam experimentá-lo de novo, só para confirmar se suas críticas tem alguma base, ou se são reclamações formadas por uma personalidade dez anos mais jovem e com menos senso crítico.

Mas chega disso, falemos da história.



Aqui, temos um grupo de bandidos que se disfarçam de teatro itinerante (ou que talvez sejam um teatro itinerante mesmo, mas que faz bandidagens as vezes) e que planejam seqüestrar a adorável Princesa Garnet do reino de Alexandria para... sei lá, pedir um resgate, provavelmente.

Destacado do grupo de é Zidane Tribal, um rapaz que tem rabo de gato... ou de macaco, não sei bem, e que se oferece para invadir o castelo e sequestrar a princesa.

Mal sabia ele que na verdade, a princesa se deixaria ser levada, unicamente para poder sair do castelo, conhecer o mundo, viver aventuras e possivelmente, perder a virgindade.

Pois como diria o Batimã: “Essa juventude de hoje está muito mudada...”

No meio do caminho, Garnet descobre que sua mãe, a rainha Brahne, está determinada a dominar o mundo e a transformar em empadinha qualquer um que se oponha a ela. Para isso ela conta com um exército de Black Mages, autônomos capazes de utilizar magia (algo raro neste mundo, por incrível que pareça), e com Summons, tudo sempre coordenado por Kujah, seu fornecedor de armamentos.

Eventualmente, o grupo precisa se opor a Brahne, Kujah, a seu exército de Black Mages e lutar pela justiça, verdade, honra e lealdade. Membros da equipe amadurecem, resolvem seus problemas pessoais, bla bla bla, Super Capsula, lucros.

Nada de novo, definitivamente, mas o enredo infantil deste game é uma lufada de ar fresco em comparação ao anterior. Sim, parece que seu enredo foi tirado de um rascunho rejeitado para FF V, encontrado acidentalmente por Sakaguchi nos arquivos da Square, mas pelo menos é possível acompanha-lo sem ter uma embolia.

E o elenco de personagens é decididamente melhor que o de Final Fantasy VIII.



Começando pelo protagonista, Zidane Tribal, o já mencionado menino de rabo. Ele é otimista, divertido e sempre decidido a ajudar aqueles que precisam.

Claro, ele também está perpetuamente cheio de tesão e tenta arrancar as calcinhas reais da princesa Garnet a cada cinco minutos. Em uma cena em particular, Garnet cai de bunda sobre o rosto de Zidane, e ao invés dele dizer “ai” ou se preocupar com um nariz quebrado ou concussão, o rapaz simplesmente diz “ohhh... que macio.”

...

Minha nossa, há um limite pra perversão! E olha que eu tenho Hentai de garotas robôs transando com vampiras!

... eu provavelmente não deveria ter contado isso, mas agora já foi.

Outro membro importante do jogo é Vivi, o Black Mage que é praticamente o garoto propaganda do game. Vivi é um autômato, como todos os demais seres de sua espécie e sabe que sua existência tem um tempo muito limitado, o que faz questionar a validade de sua vida.

Final Fantasy IX pega este personagem que é uma criança gentil, carinhosa, tímida e adorável e o faz encarar sua própria mortalidade. Se isso não é sofisticação, eu não sei o que pode ser.

É interessante notar também a relação de irmão mais velho que Zidane tem com ele. O menino macaco (ou gato) faz todo o possível para que Vivi sinta-se melhor e encontre seu lugar no mundo. A cena em que Zidane o ensina a “deixar as preocupações irem embora” enquanto ambos fazem xixi na beira de um barranco é engraçada e comovente ao mesmo tempo

Temos também a princesa Garnet, que mistura determinação e doçura ao mesmo tempo. Ela quer fugir de sua vida de prisioneira no castelo, mas é bastante insegura e precisa de alguém que a guie o tempo todo. Pode soar machista (e de fato, é um pouco, considerando que este game veio do Japão), mas ninguém que passe a vida enclausurado consegue tomar decisões sem o apoio de alguém, pelo menos não no início de sua vida fora do aprisionamento.

Há também Steiner, um cavaleiro gordinho, queixudo e obstinado que vive dando comidas de rabo em Zidane, somente para ter o seu rabo comido por Garnet em seguida. Ele é o alívio cômico e funciona muito bem assim.

Aliás, lembra quando você montava seus bonecos dos Cavaleiros do Zodiaco, os colocava em pé, toda a armadura se soltava e era preciso agüentar aquele som horrível de metal batendo sobre uma superfície sólida? Steiner faz este som o tempo todo enquanto caminha.

É muito foda!

Finalmente, temos Freya, uma garota humanóide-ratinha extremamente adorável e a melhor personagem feminina que Sakaguchi já criou. Ela é forte, determinada, mais capaz que todos os homens do grupo juntos e não tem peitão, bundão, nem nenhum tipo de fanservice criado para apetecer aos fãs de Furries.

Deus a abençoe.

Tem outros três personagens (Eiko, Amarant e Quina), mas eles são bem menos interessantes então... não vou falar deles.

Vá jogar se quiser conhecê-los.



O combate é uma volta as raízes também. Não apenas temos MP e magias de verdade de volta, como o grupo de batalha acomoda quatro personagens novamente.

Hooray!!!

O sistema de evolução é simples, você ganha Level conforme junta experiência e diferentes peças de equipamento ensinam habilidades distintas aos personagens. Ao contrário de Final Fantasy VI, onde todos os personagens aprenderiam exatamente as mesmas magias equipando os Magicites, o elenco aqui aprende perícias razoavelmente diferentes.

Zidane, Steiner e Freya aprenderão habilidades focadas em combate físico, como Dragon Killer, Bird Killer e Insect Killer, enquanto Vivi e Garnet aprenderão Half Mp use e coisas que tornem seu uso de magia mais eficiente.

Claro, ter as habilidades não é o suficiente, é preciso equipá-las. Cada personagem tem um número limitado de “Magic Stones” que devem ser encaixadas ao lado de quaisquer uma dessas habilidades que o jogador queira usar. Elas aumentam conforme se ganha Level, mas mesmo assim não é possível ter o suficiente para ativar todas as habilidades, é preciso escolher sabiamente quais usar e qual o melhor momento pra isso.

Cada membro do grupo também possui uma habilidade especial, Zidane possui habilidades de ladrão como Steal, Garnet pode usar Summons e Vivi possui obviamente o Black Magic.

Quando os personagens atingem o estado de Trance (o Limit Break desta versão) suas habilidades naturais se modificam e ficam mais poderosas. As perícias de ladroagem de Zidane se tornam ataquem ultra poderosos, Steiner fica todo blindado e bate mais forte que o Devastador, Freya some da tela e dispara lanças sobre a cabeça do inimigo enquanto está bem longe de seu alcance e por aí vai.

O combate de Final Fantasy IX é bastante básico, sem grandes firulas e remete muito ao que nos acostumamos com os jogos de Super Nintendo. Novamente, muita gente pode não ter gostado, mas acho ótimo poder jogar ao estilo da velha escola com uma tecnologia mais moderna.

Que ERA mais moderna, pelo menos.



Quando falei do Sephiroth lá em cima, mencionei que ele é um vilão muito melhor que o Kuja e agora chegou a hora de falar deste gajo.

Kuja, como já mencionado, era o fornecedor de armas da rainha Brahne e principal responsável por todo o caos que a velha estava espalhando no mundo. A primeira vista, temos a impressão que ele é um agente do caos, espalhando a destruição por puro gosto, mas aos poucos vemos que não é bem assim.

Acontece que Kuja é um autômato criado por Garland (um vilão que aparece por cinco minutos e que não merece uma menção maior), justamente para causar destruição no mundo, a fim de que ele possa ser assimilado e repopulado por uma raça cujo planeta foi destruído muito tempo antes.

Infelizmente para Garland, Kuja tem uma excelente noção de sua individualidade e rebela-se contra seu destino. Ele toma para si a meta de destruir o mundo e erradicar a todos, simplesmente por não se conformar de seu curto tempo de vida e sua existência destinada unicamente a servir o propósito designado por outra pessoa.

Sua proposta é nobre, mas a execução é uma cagada, a começar pela sua aparência. Não tenho nada contra personagens andróginos, mas Kuja força a amizade.

Um fio dental? Sério, é pra levar a sério um sujeito que usa fio dental, plumas no cabelo e ri de forma afetada?

Desculpa, mas não dá.

O desenvolvimento do personagem não ajuda também. Kuja não é apresentado como um vilão trágico, mas como uma porra de um moleque mimado.

Imagine um grupo de crianças que se reuniram para brincar de Liga da Justiça, todos levam seus bonecos e cada um brinca com seu herói favorito.

Um dos garotos não se deu ao trabalho de levar um boneco então precisa brincar com aquele que seus amigos o fornecerem. Ele recebe o do Aquaman, que se você me perguntar, está de ótimo tamanho para alguém que precisa de um brinquedo emprestado pra tomar parte na brincadeira.

Mas o garoto não quer o Aquaman, ele quer o Flash. Os outros meninos dizem que o garoto que trouxe o Flash vai brincar com ele e nada mais justo, mas o moleque mimado não quer saber, ele começa a gritar, chutar os brinquedos dos amigos, xingá-los e chorar, até que um adulto apareça, tome suas dores e force os outros meninos a curvarem-se a sua vontade.

Kuja é esse garoto que fez o escândalo e o brinquedo que ele pretende chutar pra conseguir o que quer é o mundo.

Sério, não tem como levar um indivíduo desses a sério. Um vilão de verdade como o Kefka o comeria vivo! De fato, depois de escrever este artigo, vou jogar Final Fantasy Dissidia, escolher o Kefka e passar umas boas duas horas chutando o rabo com fio dental desse filho da puta.

Pederasta mimado do caralho!



Eu acredito que um game só pode ser avaliado com justiça um ou dois anos após seu lançamento. Após este tempo, não há mais expectativas sobre ele, e vamos concordar que no final da década de 1990, todo mundo colocava expectativa demais em Final Fantasy.

Acreditavamos que seriam games perfeitos, imaculados, que nos dariam fama, fortuna, imortalidade e as calcinhas da Bulma. Quando recebíamos menos que isso, o desapontamento era inevitável.

Hoje não há mais expectativas sobre este game (embora ainda haja um bocado sobre a série Final Fantasy) e podemos apreciá-lo por seus méritos. Como um game que tenta reproduzir jogabilidade Old School com tecnologia mais avançada, FF IX executa um trabalho muito melhor que games mais modernos como Blue Dragon, e só por isso merece uma segunda jogada.

Não é um título perfeito, mas sejamos francos, quase nenhum game é.

Antes de terminar, mais duas coisas.



Moogles!!!

Kupopo!



E não posso deixar de mencionar que Garnet tem... hãããããã... como colocar isso em termos não muito grosseiros?

Bom, ela tem uma bunda muito bem trabalhada!

Pronto, falei.

De fato, Garnet tem a bunda mais bem feita e bonita mostrada em um game até o surgimento de Bayonetta. A quantidade enorme de Hentai com a personagem demonstra que não sou o único a ter percebido isso.

E com este comentário horrendo, acredito que deixei minhas leitoras ainda mais irritadas. Não se preocupem meninas, sei que vocês estão putas da vida comigo desde meu artigo sobre garotas sensuais dos games, mas pretendo compensá-las assim que este mês temático acabar.

Novamente, todas as imagens do artigo vieram da série The Rise and Fall of Final Fantasy. Passem por lá pra prestigiar o trabalho do menino Pat.

Agora, se me dão licença, vou jogar duas horas de Dissidia e em seguida, finalmente começarei a jogar Final Fantasy XIII.

Sim, falarei dele no próximo artigo e pretendo não demorar tanto pra atualizar dessa vez.

Me aguardem.

Cheers!!!

82 comentários:

Johnny Von Arthoneceron disse...

Hey Amer!

Vale ressaltar que em Final Fantasy IX temos a bizarrice do Alexander que dá um pau federal no Bahamut, o (imaculado pra alguns, odiado por outros tantos) rei dos dragões.

Sobre Final Fantasy VII, nada posso dizer, a não ser que foi com ele que eu deixei a minha ignorância Nintendistica e abracei os consoles da Sony com todo o meu coração.

Eu sendo um fã Old Scholl da franquia preciso perguntar: você vai falar da merda foda chamada Final Fantasy XI?

Scariel disse...

Já posso até imaginar os seguidores do Sephiroth te xingando xD.
Eu pensei que você fosse falar muito mal da série na era do PSOne.mas acho que você foi bem justo.
Eu zerei foi Xenogeras em japonês... pelo menos ele é mais facíl que a versão americana.
Tem um glitch no FF8 que se vc ficar apertando triângulo (se eu não me engano),sem parar no meu de batalha,do nada vai aparer Limit pra vc usar,quando descobri isso fiquei muito feliz xD.
Esses artigos tão me animando a fazer uma maratona de Final Fantasy,só me falta tempo...
Encerrando, ótimo artigo como sempre Amer!
Perguntinha básica,o review do FFXIII sai aqui ou no blog de games?

PS-Obrigado,por não falar muito mal do FFIX xD

Scariel disse...

Mais uma coisa(no estilo Tio do Jackie Chan)
Nenhuma menção ao RedXIII?

vD disse...

Dessa vez eu não vou comentar nada. Falar sobre as mortes de FFIV é uma coisa, mas discutir à exaustão sobre o tanto que FFVIII é um jogo muito melhor do que você acha - e eu até acho que eu te convenceria - iria me deixar cansado demais e gastaria muito do meu tempo.

Talvez seja por isso que tanta gente ache o jogo ruim.

Hideto disse...

Parabéns ao Amer por mais este post e mais esta incrível série.

Fiquei feliz em ver seus comentários sobre Final Fantasy VII. Hoje em dia surgiu uma "modinha" de querer ser hardcore falando mal de FFVII. Sim, muito fácil falar mal de um jogo que não é mais um primor de tecnologia. Mas podem observar que todos os críticos de FFVII simplesmente não têm argumentos. E isso só tem um motivo: o jogo é excelente (não vou argumentar, para leiam o post do Amer).

Quanto ao Sephirot, concordo. De fato, a marca de grande vilão do FFVII deveria ser da J-E-N-O-V-A! Um alien milenar que viaja de planeta em planeta, matando seus seres e se alimentando de seu Lifestream (Lovecraft, alguém?). Isso sim é um vilão. Mas infelizmente o time de produção acabou se esquecendo dela conforme o game progrediu, tranformando-a em uma simples ferramenta de Seph, e os fãs elevaram isso à >9000º potência, com o hype referente ao cabeludo.

Sephiroth não é um vilão ruim. É um ótimo vilão, muito bem trabalhado. Mas não merece o título de melhor da série, nem o hype que recebe. JENOVA talvez tivesse gabarito para destronar Kefka, mas Seph, infelizmente, não tem.

Enfim, quem ler este meu comentário pode visitar diariamente este post e reparar. Aparecerão dezenas de Jorges spammando "HURRR DURRR FFVII popzinhu stragou a série", "lixo com cabeludo emo blah blah Sephiroth gay blah blah, o VI é melhor", e coisas do tipo. Mas são todos uns mentecaptos, não tenham dúvida; não apresentarão um argumento sequer. Pode apostar que a maioria sequer jogou o VI.

FFVII é o ápice, o clímax natural da série, e dali adiante começou sua derrocada, pois o VII trouxe FF para um público maior, e a equipe foi obrigada a começar a tomar decisões comerciais e agradar a um público mainstream (de agora em diante, cada jogo da série será cada vez mais assim, salvo algum spinoff focado a um público específico "OLD SCHOOL").

Que saudades dos RPGs antigos...

Michel de Oliveira disse...

Eu só quero saber porque o cara dali de cima acha o FFXI uma merda foda, Gostaria de um argumento melhorzinho pra que eu possa mandá-lo decentemente para o inferno.

Paradiddle disse...

"...O ser humano tem o hábito de preferir o hoje ao ontem."

Hum, tenho que discordar em alguns termos. Não sei porque raios, o "Old-Schoolismo" virou uma moda desgraçada no ramo dos RPGs eletrônicos. Como nosso colega Hideto falou muito bem, depois que FF 7 explodiu ainda mais com seus inúmeros spin-offs, encontrei um bando de antigos adoradores falando mal do FF 7 ORIGINAL, e que os primeiros seriam muito melhores. Falta de personalidade? Sem dúvida.


"A maioria dos gamers odeia este título (FF 9)......acham que ele “turva” a evolução da série."

Também estranhei um pouco isso. Pra ser sincero, tenho visto BASTANTE gente falando muito melhor de FF 9 ("só pra quem é fã DE VERDADE e adora a essência do verdadeiro FF") do que do 8 ("Ah, é emu. Emu viadu, tem que se fude").


Sabe de uma coisa? Odeio modismo. FF 8 foi o primeiro FF que joguei( junto com o 5) e achei um clássico. Infelizmente, depois que EMO virou moda, encontrei um monte de gente enchendo o saco por causa disso.

Assim como o Amer não gosta de pressão pra escrever, faça isso você também quando for jogar um game, rapaz que está lendo meu post. Não crie expectativas e principalmente, não leve em conta (a princípio) a opinião dos outros. O ser humano em geral segue tendências, e o "teste cego" é a melhor forma de ter certeza que seus gostos e personalidade serão as únicas formadoras da SUA opinião. Já encontrei montantes de "opiniões decoradas" de gente que se diz fã da série e isso me deixa puto.


Grande Amer. Desculpa ter escrito demais.

Marcelo Maciel disse...

Bah, sempre tive vontade de jogar FFIX, vou fazer isso em breve...

E estou ancioso pela próxima parte, aonde vai ter sobre FFX, que eu também nunca joguei, mas é o único que tenho vontade de jogar dos últimos...

Não gostei do modo como são as lutas no XII, acho que o legal de RPGs é poder jogar com calma até nas lutas... =/

Pedro disse...

Tanto as sephiretes deslumbradas quantos os haters pseudo-old school tornam bem difícil falar sobre os FFs do VII pra frente ~.~

Enfim, acho o VII bem legal, não consigo simpatizar com os chars e enredo do VIII e acho o sistema de magias ridículo, e só fui jogar o IX recentemente, quando já tava saturado de combatezinho por turno e estilo "clássico", achei entediante pra caralho.

IMO os rpgs mais legais dessa geração tão em outras franquias, tirando FFT que é o melhor jogo com FF no nome e o segundo melhor jogo do PS1.

Johnny Von Arthoneceron disse...

O motivo de eu não gostar de Final Fantasy XI é o mesmo do Amer de não gostar de games online, em que você não tem tempo de jogar decentemente e um monte de adolescentes de merda que joga 20 horas por dia te dá uma surra federal.

Tecnicamente, Final Fantasy XI é quase perfeito, mas isso não muda a minha opinião de que o game é uma merda foda.

Vai dizer que você gostou do gameplay de Final Fantasy XII, tendo jogado o Final Fantasy VI?

Pedro disse...

Final Fantasy XII é o meu preferido da franquia principal, e joguei uns oito meses de XI.

Nenhum preconceito contra jogos novos, mmos ou qualquer coisa do gênero. E se o jogo é bem feito o fato de tu não ser melhor que um adolescente sem vida não bloqueia a diversão. O fato de eu não jogar doze horas por dia nunca me impediu de gostar dos jogos, sempre encontrei gente no meu nível pra pvp, raid e afins.

Avalanche(Lance) disse...

Cacete pq eu fui ficar curioso e ver fotos do Kuja na net?


Pois bem...Amer aqui os links do Spoony fazer um review do Final Fantasy 8.

http://thatguywiththeglasses.com/bt/spoonyone/final-fantasy-viii

quem mais quiser ver lembra que o link só aparece completo se vc olhar a pagina da matéria.

Rodrigo disse...

Há uma tendência seguida pela maior parte das pessoas de julgar um personagem por sua aparência ou pelas suas características mais visíveis, em vez de por sua personalidade e motivação. E estranho que o Kefka se vestir como um palhaço onde quer que vá não incomoda ninguém.
Até onde eu percebi, Kuja tem bem melhor motivação para o mal que Kefka (que não tem nenhuma) e Sephiroth.
Kefka, então, é um melhor vilão porque ele destroi tudo? Ele sequer é um personagem real, que não tem passado ou mesmo personalidade além de ser mau (porque o jogo precisava de um vilão).
De qualquer forma, Amer é o segundo crítico que eu respeito a dar a Final Fantasy IX esse tipo de tratamento. Não estou tentando puxar uma briga, mas estou decepcionado de forma sincera.

Pedro disse...

Opinião é opinião, cara.

E não é só pela motivação "existir", tem a ver com desenvolvimento do personagem ingame, como a história é contada, se realmente fazem notar e coisa e tal. O tratamento é tão importante quanto os "fatos" do personagem.

Kefka é idolatrado mais por ter efetivamente vencido os heróis do que por ser "bem construído". Um babaca vestido de palhaço que conseguiu foder a porra toda merece respeito simplesmente pelo fator awesomeness, não importa se ele foi abusado sexualmente na infância, é psicótico ou quanto sentido as motivações dele têm. Coringa também não tem nenhuma motivação específica e nem por isso deixa de ser foda =)

Pedro disse...

E pelo menos pra mim, a qualidade do review / crítica tem mais a ver com a apresentação e qualidade do texto e capacidade do cara demonstrar a experiência que teve com o jogo do que o quanto a opinião dele bate com a minha.

Tenho 98% de certeza que o Amer vai meter o pau no meu FF favorito, mas nem por isso deixo de achar divertido ler os artigos.

evil monkey disse...

Hey amer, é verdade que tem todos os FF de psone para psp?
Eu ainda não tenho um, mas logo...loooogo....

Bem, ótimo artigo, aliás, melhor que os anteriores!

E só pra saber, FF VII ainda é ótimo e envolvente mesmo com os spoilers?

Quer dizer, eu sei da morte da Aerith ha muitos anos, isso estraga alguma coisa?
...

Amer H. disse...

Curiosa essa menção ao Coringa, pois acho que ele e Kefka tem bastante em comum.

Considero o Kefka um vilão melhor por sua simplicidade. Ele começa o jogo como alívio cômico, um vilão de segunda que reclama de seu trabalho e é constantemente zoado.

Mas isso é apenas uma fachada, ele é astuto, ardiloso e aproveita a primeira chance que tem para usurpar o poder de seu imperador e destruir o mundo com o poder das três estátuas. Ele faz isso por pura perversão, por pura maldade.

Agora, grande parte dos crimes e atos de violência da vida real não são causados por grandes motivos, mas por egoísmo, loucura ou simples crueldade.

O cara que matou o Glauco e seu filho não tinha grandes planos, ele era simplesmente um louco que decidiu matar os dois a troco de nada.

Isso torna Kefka um vilão tão bom, ele simplesmente é perverso e megalomaníaco... como uma pessoa real pode ser. E isso é muito mais assustador que um cara cheio de fru-frus como o Kuja.

Agora, eu entendo que a aparência de Kuja pode ter apelo para o público japonês, mas isso não quer dizer que eu precise gostar dela.

Amer H. disse...

Não, pra PSP tem remakes de Final Fantasy I e II. Fora os spin off Crisis Core e Dissidia.

Pode jogar FF VII sem medo, o jogo ainda é bom. Todo mundo sabia o final de Titanic, mas isso não impediu o filme de se tornar um dos maiores sucessos de bilheteria da história.

Pedro disse...

"Hey amer, é verdade que tem todos os FF de psone para psp?
Eu ainda não tenho um, mas logo...loooogo...."


Oficialmente só o VII, VIII e tactics, mas dá pra jogar todos os outros emulados. Dê uma googlada por popsloader que tu acha tutoriais pra rodá-los e tal.

Pedro disse...

Tem FFVII e VIII nas versões oficiais da PSN Amer, sem precisar de plugin ou emulador "externos".

lilycarroll disse...

Acredito que pior que esse pessoal que vem malhando FF7 por pura farra é a galera que não jogou o game original e conhece o enredo e personagens atravez do Advent Children, Crisis Core e Dirge of Cerberos .... serio, o que é aquela versão J-rock do Sephiroth? ( foge para não ser morta pelas fãs do Gackt).

Céus .... fazia seculos que não encontrava alguém que frequentava a Animangá XD

Amer H. disse...

Esqueci de mencionar o Tactics para PSP. Sim, também tem ele.

Hmmm, num sabia dessa das versões da PSN. Vivendo e aprendendo.

Sim, eu frequentava a Animanga. É parte de um passado inglório como fã de anime...

Michel de Oliveira disse...

Cara, eu jogo FFXI e não vejo muitos moleques que sabem mais que você nele. Ao contrário, toda hora tenho que parar porque alguém precisa cuidar do filho...

O jogo é muito bom, e o que eu sei que atrapalha muita gente a jogar é a dificuldade insana do mesmo e o fato do jogo já ser velho, o que te torna um merda no meio dos hi-levels. Mas fora isso, é perfeito pra mim.

matheus_schroeder disse...

Realmente o Kuja é uma bichona.Eu não vejo muita graça no Kefca pois ele quer destruir tudo porque...é um doido-maniaco-psicopata.Eu não gosto desse tipo de vilão.O Sephiroth é legal porem os fãs putinhas fazem ele perder a graça.Pra mim o melhor vilão de final fantasy é o Seymour do Final Fantasy X.

Fabricio disse...

belo pot...muito engraçado...mas vamos-lá as criticas:

1º Final fantasy VIII é um dos melhores rpgs já feitos, se vc parasse de usar detonados e games-sharks para chegar ao final saberia disso!

2ºSquall é foda e muito superior ao Cloud...mas concordo com vc Tifa é a melhor personagem feminina de todos FF...

3º O FFIX, cumpre muito bem opapel que lhe foi proposto, e graficamente é superior sim ao FFVIII, tem personagens muito carismaticos e diverditos, é um game extremamente viciante..

E depois eu volto para escrever mais...

Amer H. disse...

Sim, eu uso Gameshark sempre que posso. Tinha esquecido que esta é a base com o qual se julga o valor de uma pessoa.

E eu não disse que a Tifa é a melhor personagem feminina já criada pela Square, dei tal honra a Freya.

Tifa é a mais boazuda, mas se quiser uma garota criada como um personagem de real valor e não como um instrumento de fanservice, irei direto a Freya.

Cristiano G. disse...

Senhor, tende piedade dos Trolls. Tem que comprar uma água benta contra essa gente.

Mas enfim!

Concordo com tudo que foi escrito no post de hoje! Ótimo artigo, Amer!

Fico triste vendo essa garotada "next-gen" malhando o FFVII porque "é modinha".

Ridículo, parece coisa de fã bitolado de Heavy Metal!

E FFIX pra mim é um dos melhores da franquia, jogava MUITO ele na casa de um amigo, que é um completo viciado em FF!

Aliás, uma coisa que eu não tinha atentado no artigo passado: Amer, você não falou do FF Mystic Quest!

Não que vá fazer falta, era uma merda atômica, mas ia ser engraçado você comentando a respeito da grande mancha no currículo de FF!

E é isso. No aguardo da próxima parte da matéria!

Abraço!

Marcelo Maciel disse...

Eu sempre fico salivando com as possibilidades que o gameshark me dá de conhecer coisas de uma game qu eue jamais veria se dependesse da minha obstinação, mas daí faço e enjôo do jogo muito rápido e não consigo mais jogar sem usar...

=/

Estraguei alguns bons jogos assim...

Amer H. disse...

No ultimo artigo do mês, falarei de todos os Spin Offs da série. Crisis Core, Dirge of Cerberus, Tactics e Mystic Quest entrarão aí.

Paulo_HT disse...

que droga, nunca joguei nenhum desses..
eu fui uma das 7 crianças que nao teve PsOne (até o filho da minha empregada tinha).
eu passei direto do snes pro ps2.
a unica coisa que eu sinto falta é dos RPGs mesmo, porque o resto eu jogava tanto na casa de amigos que nem precisava comprar.

o que mais gostei mesmo foi o XII, que ao contrario do universo eu gostei do sistema de batalhas, por que ja tava cheio do sistema paradao dos outros RPGs. eu tenho o X aqui em casa e nunca tive paciencia de jogar.. quem sabe depois do proximo artigo.

Sasoriman disse...

...Bem, eu não gosto de Final Fantasy, não a série principal. Não é pela história, gráficos mas é que eu fui cercado por fanboys de Final Fantasy e isso encheu o saco, ficou difícil dar uma chance.

Mas os Spin-Offs, boa parte deles, são fodônicais! Vai falar deles? E quanto a FFXIII(Que eu ouvi falarem mal dele.), vai rolar review?

Ah, o quanto a frase do God Of War... Sim, eu uso o comentário: "É igual aos outros dois" para justificar porque não compro GoW 3, mas no caso, eu queria mudanças, não iria reclamar. e-e

Enfim... Bom artigo.

The Jack disse...

Eu nunca tive interesse em FF, já ouvi falar MUITO sobre isso, mas me contentei na série Shin Megami Tensei, mas acho que vou começar a procurar os FF para jogar =P

Seus três blogs são fodas, Amer.

Nappa_ disse...

Cara você deixou de mencionar o Summon de Moogle que tem no jogo, acho que a Eiko que usa.
Muito bom o artigo e muito bons os FF até aqui, mas detesto todos os FF de PS2.

AntiVida disse...

Respeito quem gosta de FFVIII, mas ao meu ver, esse jogo não passa de uma modelo bonita.

Fazendo uma comparação esdruxula, um jogo sem enredo é como uma mulher sem atrativos físicos (sem bunda e sem peito), um jogo sem personagens decentes é como uma mulher sem personalidade, vazia, o que sobra em FFVIII é o visual, gráficos e CGS belissimos, isso corresponderia ao rosto de uma mulher.

Ou seja, FFVIII é igual uma modelo bonita, sem quaisquer atrativos, seja fisicos ou intelectuais, é apenas um rosto bonito, em uma época que beleza era raridade.

Avalanche(Lance) disse...

Eu passei do Snes pro PS2 também...

Esse só veio quando eu arrumei emprego.

Phantom X disse...

Desses 3 aí, meu preferidos são o VII, que foi meu primeiro RPG, que, como no artigo, iniciou uma galera nesse mundo.
O outro é o IX, com tipo de história que estava fazendo falta, além de ter Vivi e Steiner.
O VIII joguei muito, mas é um dos últimos que lembro de todos os FF pós PSX...

Rodrigo disse...

Amer, o Kuja também não tinha razões complicadas para matar um monte de gente. Ele se via como superior a todos, e não via valor na vida de outros seres. Era anormalemnte egoísta e cruel assim como o Kefka.
Acho, porém, que numa obra de ficção uma explicação para tal personalidade egoísta e cruel conta muito no valor de um personagem.
Acredito que a retratação do Kuja como um narcisista ambicioso é, no mínimo, tão boa quanto a caracterização de kefka como um maníaco homicida.
Estou dizendo que o Kuja é um bom personagem e antagonista, com um motivo sólido para se opor ao grupo principal e que a qualidade da sua representação não deve ser negada por sua aparência ser andrógina.
Acho que Final Fantasy IX, como um todo e não apenas Kuja, recebe atenção negativa baseada mormente em suas opções estéticas, e é uma pena ue as pessoas se detenham tanto em detalhes assim.

fernando disse...

"Enfim, aqui temos Cloud, o herói de cabelo espetado, que tem um histórico com Sephiroth, o super vilão supremo do game. Os dois tramparam juntos até o momento de um conflito"

cara, o sono está tão grande que quando eu li esse trecho, eu não li tramparam. já deu pra imaginar o que eu li, que acho que não deve ser dificil ter ocorrido entre os dois mesmo...

Avalanche(Lance) disse...

Cara, o Amer não curtiu o Kuja pq ele parece uma bicha afrescalhada saida da Gala Gay do rio de Janeiro.

E o Kefka é legal por que ele é o Coringa que depois vira uma analogia ao esp[irito humano e um vilão de Shin Megami.

Rodrigo disse...

Fico em pé e bato palmas. Apesar de ser um grande fã do senhor Leon eu concordo que ele é muito mais cretino que o nescessário... Mas você é a primeira pessoa além de mim e mais dois amigos que eu vejo dar o credito merecido de FFIX. Alias, Zidane tem um rabo de macaco, é possivel confirmar isso, pois em uma cena an qual eles pega carona numa Airship que transporta os magos entre os paises, Steiner tenta dar um golpe nele e ele se pendura pelo rabo, como um macaco. Poderia ter dito algo a mais sobre o Amarant e a Eiko, Amarant foi vilão por quase 90% do jogo e Eiko tem o passado ligado com Garnet, se bem que até agora não entendi se são irmãs ou só conhecidas... Que seja. Parabéns e continue assim!

Gabriel \õ/ disse...

bah amer achei q tu ia falar dos spin-offs
Mas otimo post

Fabricio disse...

Cara eu não gosto da Freya
(personagem é muito estranha) claro que é fanservice! quem gosta de uma personagem de video-game pela sua personalidade, é logico que é pela aparencia...
E eu não julguei o valor de sua pessoa(longe de mim fazer isso, se você entendeu assim, desculpe!) só acho que usar de "trapassas" pra chegar ao final do jogo, desmerece muito o fator diversão e desafio...

E por favor, não demore demais para escrever o próximo post...

Samuel disse...

Porra, Amer, não recomende um jogo e dê spoilers duas linhas depois!

Amer H. disse...

Fabricio, você disse que Squall é um personagem muito melhor que o Cloud, mas agora vem declarar que "não é possível gostar de um personagem por sua personalidade, claro que é a aparência".

Então... você prefere o Squall porque acha ele mais bonito que o Cloud?

Se você realmente acredita que não dá pra se afeiçoar a um personagem pelo que ele representa, então precisa ler meu artigo de Janeiro sobre paixões fictícias.

E pesquise o termo "fanservice", pra entender porque eu disse que a Freya é uma das poucas personagens da série que não foi criada com tal fim.

Finalmente, cada um se diverte a sua forma. Usar Gameshark, Pro Action Replay ou algum outro artefato não estraga a diversão de quem usa... senão estas pessoas não o usariam.

Avalanche(Lance) disse...

Notícias de ultima hora.

A Câmara...de alguma coisa...de tóquio está reunida para decidir uma censura nos ANimes, em especial as tomadas semi-eróticas de calcinhas e peitos.

Parece esse o crepúsculo do Fanservice...e na boa espero que isso ajude o mercado Japones a voltar a ser criativo.

evil monkey disse...

Vão acabar com fanservice nos animes?! agora que bleach está fudido...

Por um lado é bom, pois tirando o fanservice da equação os animes vão ter que arrumar outros atrativos, tais como uma coisa bobinha e inútil chamada HISTÓRIA!

Além disso, o fanservice passa a tornar o personagem menos gostável
(o fanservice sacana, só pra deixar claro)

Algo que muitos animes vem esquecendo...

Por outro lado, censura é censura, e isso é muito prejudicial de qualquer modo...

Ok, não colou, eu GOSTO de ver "a beleza interior" das garotas.

Me processem!

(garotas, eu respeito a todas, só estou me referindo às garotas de anime).

Eu estou em cima do muro quanto a essa...

Paradiddle disse...

Ih, Amer....

Esse lance de Gameshark é realmente um ponto interessante, daria até pro seu "Outro blog"...

Eu vou ser sincero, acho muito ruim esse lance de "códigos ilícitos" (diabos, odeio até detonados!).
Não que você tenha que se confessar ou cometer harakiri pra poder ir pro céu depois que usa o Gameshark, mas acho que quando fazemos isso, de certa forma desrespeitamos o game e seus criadores.

Principalmente no que diz respeito a RPGs, os programadores dão duro pra caramba pra "balancear" tudo que é sistema, as materias, junctions, dinheiro, EXP, e todos os outros elementos que influenciam na dificuldade, pros gamers chegarem depois e ignorarem tudo com um cheat?

Como você disse, isso não diminui a diversão de quem o faz, e é justamente esse o papel dos games: divertir!
Ainda assim, conservo um conceito de que devo jogar o jogo como seus criadores querem que eu faça. Se aquele chefe cuzão do "SMT:Nocturne" te mata em 1 rodada, é por algum motivo, concorda?

Pelo menos pra mim, a dificuldade pode ser o fator que diferencia um péssimo jogo de um ótimo. Se eu não consigo passar de alguma parte de um devido game, eu não uso códigos. Simplesmente digo pra qualquer um que me perguntar que o jogo é MUITO FODA e que não vale a pena ser comprado. E que a produtora faça melhor na próxima.


Sem querer desrespeitar ninguém, é só o que eu acho. Abraço a todos!



P.S.: Ja´que descobri sua opinião na polêmica dos FFs, será que rola um Trigger X Cross? :D

Dak'kon disse...

Depende do player. Se eu tivesse usado gameshark em vez de grindar ferrenhamente teria passado por muita coisa da mesma forma mas sem gastar tanto tempo ingame.

No fim depende mais de onde vem a sensação de "conquista" do player e do que ele quer do jogo.

Rake-Ryu disse...

Bem explicando porque a princesa Garnet do FF IX foi sequestrada, é bem simples o Cid que parece ser tio dela(hã?) mandou os ladrões sequestrarem ela por saber dos planos da mãe adotiva dela

Cassio disse...

Grande Amer!

Adorei o post,mesmo não concordando.

Ao contrario de muitos,adoro o 8.
Já tinha jogado o 7,mas sei lá,me envolvi mais com o 8.
Inclusive eu gosto também do sistema dele e acho que é um jogo muito mais mal-falado hoje em dia do que o 9.

Como você bem disse,tecnicamente ele ainda é fantástico,melhor até do que o 9.
E sei lá achava muito maneiro o jeito que o Squall destratava as pessoas,era um verdadeiro mala no pior sentido da expressão.

Mas enfim,gosto não se discute.

PS:Graças a vocÊ eu li Hokuto no Ken inteirinho....
..EM DOIS DIAS!!!
E devo dizer,você está certissimo que manga sensacional,estou lendo de novo,obrigado pela dica!

Rodrigo disse...

Paradiddle, acho que certos jogos em que o Amer afirma haver feito isso não são tão bem planejados assim.

Dragon Quest é muito esforço repetitivo. Tira toda a diversão.

Windyz disse...

Eu concordo no que disseram que destratam mais o VIII do que o IX.

Eu passo longe de discussões do 8 por causa disso, qualquer pessoa que tente defender ele acaba sendo tachado de troll se não souber especificar tudo minunciosamente e não manjar da arte do português povão.

Mas quem nunca fez uma piada de emos que jogue a primeira pedra =P

O IX eu vejo pessoas dos dois lados, mais ou menos balanceado.

Mas eu nem deveria estar falando de jogos que eu ainda nem joguei.
Pelo menos eu já tô no início do VI \o/ /o/

Frodo disse...

Sobre God Of war: eu nao compraria pq ele e igual aos outros, mas so vejo isso como uma desvantagem pq eu nao gosto dess estilo de jogo (e eu detesto GoW)

Lendo os comentarios me fizeram lembrar do pq eu nao gosto de Final Fantasy em geral...

Sobre o artigo: excelente! apesar do artigo ser grande, o jeito em que ta escrito te faz ler a materia toda com muita facilidade!

Essa materia em particular eu gostei pq Os unicos FF que eu tive as manhas de terminar foram o 7 e o 9. E o 7 eu tenho um certo carinho por ser uns dos primeiros jogos que me fizeram gostar de RPG.

Sobre gameshark e afins: eu DUVIDO que alguem descobriu sozinho como passar do Psicho Mantis...
E apenas minha opiniao, mas cada jogador se diverte como achar melhor, entendo que irrita alguem "trapacear" num jogo online, pois estraga a diversao de outras pessoas, mas reclamar de uma pessoa que esta jogando SOZINHO, um jogo que e DELE, parece mais desculpa de quem se sente tolo por ter gasto 35 horas de sua vida "upando" um personagem...

E se alguem acha isso ofensivo para as empresas, com todo o respeito, acho mais ofensivo jogar um jogo pirata, coisa que 98% das pessoas aqui fizeram quando jogaram o FF 8.

Sem mais e desculpas se ofendi alguem (caso alguem se sentiu ofendido, pode falar que eu apago o post)

Unknownuser2 disse...

Já fui viciado em FF, pena que com o tempo a coisa desgringolou e perdí muitos games da série.

Ótimos posts como sempre...

Quero ver quando a sessão nostalgia voltar nos filmes dos anos 80 como "Adventures in Dinosaur City", hehehe...

Paradiddle disse...

Vixe, vejo que o lance de Gameshark se espalhou... Ainda bem que ficou no nível maduro da coisa!

@FRODO: Pois é, cara. Mas essa é a questão! Embora em diferentes proporções, acho que ambas significam coisas semelhantes.
Sim, joguei jogos piratas e isso é mesmo muito ruim pra empresa, mas só porque fiz uma coisa errada não justifica fazer outra. Se um cara compra o original, isso lhe dá o álibi pra cheatear o game?
Um bando de gente vai dizer: "Viu? O Parad jogou pirata! Perdeu a razão! Pseudo-moralista!". Isso não muda o fato de que acho que usar cheats é ruim. Se "upar" não vale a pena, simplesmente esteja ciente de que acha isso um saco e não jogue jogos assim!

Eu não quero fazer tempestade em copo d'água, nem quero fazer parecer que o gamershark é coisa de gente imoral que merecia ser morta por isso, mas como falei, sempre penso que devo experimentar o jogo como seus criadores querem que eu o faça.
Acho que vai mesmo da personalidade. Eu só abusei de códigos "ilícitos" em um game apenas, GTA. O resultado é que em 20 minutos tudo perdeu a graça. Talvez isso não aconteça com outra pessoa, mas acontece comigo. Então não gosto!
No fim, acho que só deve ser feita uma pergunta: Você se diverte mesmo com gameshark? Se sim, divirta-se.

Vou terminar porque já poluí demais esse tópico bacana do Amer. O tema é FF então falemos disso. Desculpas a todos pelo desvio.



P.S.: Achei mais um que não gosta de GoW! É nóis!

Otto disse...

Assim, eu só li até a parte do Final Fantasy VII porque eu ainda não salvei o VIII e IX e você deu um estupendo spoiler do 7 e preferi não arriscar o resto. Mas, esse foi o artigo mais fidedigno que eu poderia encontrar sobre FF7 porque se por um lado temos os fãboys que ficam maravilhando demais o jogo, do outro lado tem os que ficam irritados com isso e criticam só porque é uma moda.

Você falou do jogo como ele é, o que é uma coisa uma rara, bem rara, de se ver.

Eu tô com uma tremenda vontade de jogar meu Final Fantasy IX, mas com trabalho e faculdade isso não vai ser possível. Também tô totalmente zerado pra comprar um PSP (até porque eu só poderia jogar piratas, e PSP é chato ter que ficar hackeando o tempo todo, além do fato que ônibus não é lugar de se jogar, pois a não ser que você tenha 1,90m e músculos de Kenshiro, você vai ser roubado).

E... Eu espero muito a época que eu tenha tempo e dinheiro pra poder comprar jogos originais e jogá-los porque tô com o final de semana lotado de coisas pra fazer e nem sei porquê estou aqui procrastinando.

Ah, sim, na falta de tempo eu não paguei o domínio da Infopix então o link ali do lado está desatualizado. Eu não sei se perco todas as visitas que tenho e recomeço ou compro o endereço de volta. Acho que semana que vem te dou uma resposta melhor.

Pra finalizar recomendar pra você e pros que lerem meu comentário, o canal do PC Siqueira, que é muito legal, e vou recomendar em especial esse vídeo dele que fala sobre Transformers:

http://www.youtube.com/watch?v=j8hJ4MVKxvE

Windyz disse...

Vendo os comentários sou obrigada a comentar... O FF 8 é o Avatar dos jogos XD

James Cameron tem suas inspirações...


Pelo menos pelo que estão dizendo '-'

Frodo disse...

Paradiddle: so para avisar, respeito perfeitamente sua opiniao e ate concordo com ela, e fico feliz com a discussao madura e interessante! =P

E desculpa qualquer coisa!

Eu particularmente nao curto jogo com muito grinding e por isso perco otimos jogos como SMT =/

evil monkey disse...

@Paradiddle, tal como frodo eu respeito a sua opinião, mas como eu acho esse tipo de conversa interessante eu resolvi participar...

Bem, Eu por exemplo ODEIO grinding, mas eu AMO jogos com história, portanto eu sempre tenho que achar rpg's que sejam como chrono trigger, o que não é exatamente fácil.

Mas com coisas como gameshark eu não tenho esse problema, vou jogando, curtindo a história sem precisar fazer algo que eu quero.

Eu só estou dizendo isso pois eu não acho muito justo comparar pirataria (algo que realmente prejudica a indústria) com algo como gameshark, que de certa forma até ajuda, pois quanto mais rápido se zerar um game mais rápido se compra para o próximo.

Mas tem razão em algo (aliás, em várias coisas, mas isso não vem ao caso), é sempre bom moderar, as vezes você perde muito do game se você não fizer por si mesmo.

Aquela sensação de realização que você tem ao matar aquele boss impossível...

evil monkey disse...

Ops, pequeno erro, ou melhor, dois.

"Mas com coisas como gameshark eu não tenho esse problema, vou jogando, curtindo a história sem precisar fazer algo que eu quero."

Deveria "ter sido fazer coisas que eu NÃO quero"

o segundo foi:

"(...)com algo como gameshark, que de certa forma até ajuda, pois quanto mais rápido se zerar um game mais rápido se compra para o próximo."

eu quis dizer foi:

"com algo como gameshark, que de certa forma até ajuda, pois quanto mais rápido se zerar um game mais rápido se compra O próximo."

#Nota, revisar mais os comentários...#

Paulo_HT disse...

Amer, ja que parece estar faltanto assunto pro outro blog (ou tempo talvez) o que acha falar sobre trotes de faculdade?
é um assunto facil que nao precisa pesquisar e nem elaborar muito.

paulo disse...

amer,... "por favor,me aceita como teu escravo!"

Avalanche(Lance) disse...

"Bem, Eu por exemplo ODEIO grinding, mas eu AMO jogos com história, portanto eu sempre tenho que achar rpg's que sejam como chrono trigger, o que não é exatamente fácil."

Me too.


Por isso sou o único fã de Septerra Core do Brasil XD

Paradiddle disse...

@FRODO e EVIL MONKEY:

Valeu caras! Fico feliz em ver o nível dos leitores do Amer, se fosse em alguns fóruns aí afora eu já tinha sido apedrejado por muita gente...
O respeito prevalesce aqui. De todos os lados!

Está aí outro tema clássico em que eu gostaria de ouvir o Amer: pirataria. Eu sei que é muito delicado e até batido o assunto, mas seria legal ver o que o homem tem a dizer em detalhes sobre isso. Fica a sugestão...


E pra quem gostou da história do Trigger, eu recomendaria SIM o Cross. Realmente não há os personagens clássicos e tudo é diferente do antecessor, além da complexidade excessiva do enredo. Mas se você não levar isso tanto em conta, vai viajar legal no que pra mim é o MELHOR RPG DA HISTÓRIA.

E pode esperar uma bela fadiga mental enquanto tenta entender a trama!

Abraço a todos!

Unknownuser2 disse...

Em termos de games com história eu sou suspeito...

Comecei a gostar disso jogando Full Throtle no pc...

Daí para FF, C.Trigger e outros foi um pulo...

Agora vai a pergunta de "Um Milhão":

O que é pior, Cheats ou Walkthroughs?

"Pois se a graça é terminar no braço." hehehe...

Frodo disse...

Paradiddle: como eu disse meu bom rapaz, e questao de opiniao, vc respeitou a nossa, nos respeitamos a sua. Ninguem e crianca aqui =P

Na verdade eu queria ser, mas ta dificil!

E ate concordo contigo em alguns pontos. Eu fico realmente feliz quando termino algum jogo "na raca", da um certo orgulho...

Mas tem alguns jogos que sao impossiveis para mim, que jogo mal pra diabo.

Fabricio disse...

Já que o assunto descambou pro uso de gameshark...bem eu sinceramente odeio usa-lo, e por causa disso acabo menosprezando quem o faz (sim sou um verme, orgulhoso, me desculpem!). Por exemplo conheço pessoas que usavam códigos para atravessar paredes no Resident evil, agora qual é a graça de se poder terminarum jogo em 20 minutos? Claro, eu sei que não são todos que tem tempo e paciência de salvar um FF em 50h, mas como já disseram nos coments acima, o uso do gameshark, diminui muito o fator diversão, desaFio, replay e principalmente a satisfação de conseguir passar aquele dito mestre "impossivel"(pelo menos para mim)...

E Amer..eu gosto do Squall pela sua aparencia sim..(acho o visual dele foda demais!)e quanto a personalidade, talvez eu me indentifique mais com ele( frio, calado e até meio solitario) e quanto a freya é questão de gosto mesmo eu prefiro mais ter um postêr no meu quarto de uma mulher digamos mais "dotada", do que o de uma rata...mas enfim, espero pelos próximos posts...

Dak'kon disse...

Já fui orgulhoso por grindar bastante e ser bom em videogames também.


Aí a realidade bateu.

jairo_bilaa disse...

Amer ja tem 3 artigos seguidos que você toca no nome de mass efect entao porque vc n faz um artigo sobre ele??

Dak'kon disse...

Tem no gameblog do Amer artigos sobre ME1 e 2 já.

Mr. Nice Bobby disse...

TIFAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

...



TIFAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA



...



Garneeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeet



Amer, já que você se expõe o tempo todo em seus artigos, acho que vou me expor nesse comentário. Vou ter que confessar que só joguei FFVII e FFIX pq me apaixonei perdidamente pela Tifa e pela Garnet, respectivamente.

E sim, parei de jogar Chrono Cross pq, me apaixonei pela Kid e descobri que ela morre.

Sim, eu sou um ser patético também.

Ou não.





De qualquer forma, você escreve bem pra caralho, pago pau infinito pros seus textos e rio baldes sempre que os leio. Keep up the good work.


Sephiroth de cu é rola, o melhor vilão de fato é o Kefka. O Kuja é realmente gostosa e ...

pronto. Me expus demais.

Abraço, cara... espero que você mencione FFTactics, aquele que ocupa a santíssima trindade no primeiro lugar de todos os FFs. (Se você quiser eu posso até escrever a respeito... O:) )


Só por curiosidade, em termos de história, personagens, vilões e principalmente sistemas de jogo... o top 3 é FFVI; FFVII e FFTactics.

E não me venha com "Tactics Advance" ou qualquer outra dessas bostas.

Keep up the good work, Amer!

Amer H. disse...

A Kid volta a vida mais pra frente no jogo.

Oooops... spoilers...

Mr. Nice Bobby disse...

Eu sabia desse spoiler em específico...

Mas pelo que eu tinha ouvido falar na realidade você recruta a Kid da outra dimensão... e não a guria que fala "I'm gonna kick your arse so hard you're gonna kiss the moons"...

Nanda disse...

Eu gosto muito (MUUUUITO) do FF VIII! E adoro aquele jogo de cartas! hahahahahahahaha! Acho muito divertido!
E gostei bastante do IX, apesar do VIII ser meu preferido de longe!

Enfim! Não joguei o VII, mas joguei os outros dois, então esse foi o post que mais me identifiquei!
E também acho que você foi meio injusto com o Kuja (não acho que ele seja O MELHOR VILÃO OMAHGAWD! mas acho que ele é um grande vilão!), mas perto de todo o resto do post, a gente perdoa isso!! =]

Beijo!!

Edmilson disse...

Comentário nada a ver com o texto, mas interessante.

Digitei no firefox blogdohammer e esperei que redirecionasse direto pra cá. Mas foi parar no metal-archives.com na página da banda Bloodhammer. Que trata sobre satanismo, blasfêmia e perversão. Foi coincidência, mas foi engraçado. E estranho.

Abraço

Caioken disse...

Hey Ammer, queria te manda um e-mail pra agradecer algo.
Alguém ai tem o e-mail dele? Ou o msn?

Evandro de Freitas disse...

cara por favor me add no msn que eu preciso falar com vc: evandromms@msn.com []s

Himiko disse...

Um lindo dia, veio um estraga-prazeres logo quando comecei a jogar e me disse todo alegre: "A Aerith morre no final! E blá blá blá... " e eu: "Nossa, jura, obrigada por me contar praticamente a história inteira, pois agora que NÃO zero esse jogo mesmo!" E confesso, Final Fantasy VII foi um dos únicos que não terminei, birra? É, pode ser.

Fora que o modismo e o fanatismo de alguns fãs me deixaram, digamos assim, mais enojada com relação a esse sétimo jogo. E sei que Final Fantasy VII é um ótimo game, ninguém precisa me dizer, mas respirar a cada segundo sobre esse jogo, aí já é demais.

Até tinha comprado aquele detonado completíssimo, cena por cena, quase perfeito, acho que era da revista GAMERS se não me engano (essa editora ainda existe falando nisso?), uma relíquia hoje em dia.

Bom, sei que a maioria são comentários masculinos, mas... mesmo eu sendo mulher, nunca entendi aquelas fanáticas e doentes que poderiam morrer de infarte se o Sephiroth saisse da televisão.

E eu, ao contrário de muitas garotinhas que se diz "fã da série" só porque zerou o Final Fantasy VII e VIII porque os personagens eram um pouco "fofis". Na minha adolescência, sempre passei bem longe disso graças a Deus. Aliás, eu jogo desde o Final Fantasy IV até o XII, restou apenas o XI (por ser online) XIII como pendentes.

Tanto é que depois que a Squaresoft vendeu sua alma e virou Square-Enix, comecei a sentir falta de algo essencial (para mim), enredo bem elaborado. Sou daquelas que prefiro uma história bem envolvente do que gráficos mirabolantes.

Não. Eu que devo ter ficado mais velha, crítica e chata do que naquelas bons tempos. (Ok gente, não sou uma velhaca de cinquenta anos, mas também não tenho mais quinze aninhos).

Sobre o Final Fantasy IX o que vi em alguns comentários, concordo com o Amer, ele é infinitamente melhor do que o seu antecessor.

Bom, queria comentar mais (mais?), mas agora realmente vou ter que sair.

Parabéns pelo post!

Jacqueline (Himiko)

Leandro" Leon Belmont" Alves the devil summoner disse...

eu sou um dos caras que malham Sephirot. mas como você mencionou num post sobre os maiores vilões, o povo endeusa tanto o cara que já encheu o saco. e o cara era um soldado classe S ou qualquer coisa maior do que isso. e surta ao saber que é um monstro...

AH VÁ MANOLO!

se eu estivesse no lugar dele...também ia ficar indignado,com raiva do mundo,quebrava tudo e xingava Deus e a Xuxa. mas numa hora, ia ter que baixar a bola e não enlouquecer. tipo: não deixarei que mais ninguém saiba disso e incendiaria as provas e se precisasse, apagaria quem mais soubesse disso e ficaria por isso mesmo. ele ainda estaria vivo e podia ser ainda ser amado como um dos herois com um profile realmente trágico.

e Cloud...eu não acho que o cara tem essa banca toda, o cara tem a Tifa....(argh! rampeira oferecida) aos seus pés e ainda pensa na falecida Aeris, que essa já passou pelo Zack.(o único personagem no jogo que eu considero um nice guy) apesar de eu não gostar dele, detesto admitir que em termos amorosos, o cara é macho.

eu achava Cloud idiota por ter a Tifa caída por ele e não a @#@$#@ como ela queria. mas prefere aquela florista que parecia arrastar um bonde pelo namorado morto. e o único que embora mulheres rebolem para ele e o assediem, ele apenas pensa no amor de sua vida e o resto é rampeira...exemplo

Kenshiro por Yuria...(o resto é mais tímido que um nerd, ou é pegador ou é bichinha mesmo)

Cloud por Aeris...só nesse requisito passei a respeita-lo...um pouco.

e a Tifa....Amer, se você odeia a Rinoa, eu odeio a Tifa. prefiro a Lightning e a Princesa Ashe...e a Fran. essas três na minha imaginação pervertida fariamos loucuras que Deus duvidaria:

uma soldado durona de cabelos rosados...

uma princesa lourinha de saia curta...

e uma mulher coelho...

NHAM,NHAM...Hmmmmmmmmmmmmmmmmm....

sonhar é de graça

Hee-Hoo!!

juubi o primeiro de dez disse...

"Uau! Que mudança desde os tempos de Cecil, seu complexo de culpa e sua metamorfose em Paladino emo, não é verdade?"

Seria se essa fosse a história real; a Shinra mandou a democracia para o espaço, destruiu qualquer oposição e ainda construiu uma arma gigante quase tão devastadora quanto o próprio Meteoro. Isso se escreve "império do mal", não "companhia de petróleo.
Evolução foi o vilão principal ser uma mistura de orca, vespa, e polvo ( o tempo inteiro, não somente para a batalha final). Ou ser um bebê chorão que quer morrer.

Leandro" Leon Belmont" Alves the devil summoner disse...

não achei justo o que você falou sobre FFVIII, o game tem lá seus defeitos. mas não chega a ser a bomba que foi dito. eu passei um ano e meio jogando FFVIII, e detalhe: eu sequer tinha PS1. eu jogava nas locadoras com 1 real a hora. e para completar, eu só podia jogar apenas no domingo e somente 60 minutos de jogatina na maioria das vezes. eu me diverti a cada momento, desde que grindava(quando descobri anos depois que não precisava de tanto) até fazer uma porrada de quests. indo procurar itens que podiam ser uteis ou não para a batalha final até os GFS(que mais simples do que chamar de Summons) e fazendo as armas supremas para os personagens.

Lionheart detona!!!

e dos chefes, Ultimecia foi a que mais penei para matar, eu levei 3 MALDITAS HORAS PARA MANDA-LA PARA O INFERNO!!! e detalhe: foi de primeira, sequer dei game over para ela. e ainda tive bolas para matar Omega Weapon, o maior desafio desse game.

bolas de aço alguns dizem ter após zerar Contra? RÁ! eu tenho é CULHÕES DE ADAMANTIUM!!! e que brilham até hoje. e como o Fabrício falou: Final fantasy VIII é um dos melhores rpgs já feitos, se vc parasse de usar detonados e games-sharks para chegar ao final saberia disso!

não digo mais nada.

e se é tal moda falar mal do FFVII, também é modinha atualmente esculhambar o FFXIII, um bom game que graças a revistas e sites, destroçaram o game. e muitos que desceram o pau, sequer o jogaram.

FFVII me marcou, pois foi o primeiro RPG que zerei.


tá certo que acho Squall e Rinoa um casal de aborto, mas o triangulo Tifa,Aeris e Cloud também é idiota.

para começar, Cloud é hipócrita. além de tomar a identidade do amigo, disse ter feito todas aquelas proezas e ainda queria encaixar o Lego na Aeris. Squall é um babaca, mas ele não tomaria o lugar de ninguém para isso.

sem falar naquela noite fatídica onde ele fura o bolo da Tifa antes de enfrentar o Sephirot. tá, eu achei que depois de enfrentar o mal e espantar o temporal, todos que viram o final, pensaram que Cloud e Tifa ficariam juntos e teriam uns bebezinhos de cabelo espetado...

beleza...

MAS, de acordo como o filme Advent Children, Cloud sequer a namora e sempre a vê com cara de constipação. como se ela não fosse mais do que merda para suas botas.

eu não sei, se eu dormisse com uma mina a fim de mim aos montes do juízo final e tudo se resolvesse, eu ficaria com ela. mesmo não achando a Tifa grande coisa, ela é bonita. só um cego acharia que não.

e tenho 26 anos, é preciso mais do que um par de peitos para idolatrar uma garota final fantasy, Lightning mesmo sendo reta e não tendo bunda, já ocupa esse lugar. seguida de Ashe e Fran de FFXIII.

voltando, mas ele nem sequer a ama ou pelo menos tenta...o que faz dele um canalha de primerríssima linha, diga-se de passagem.

ou ele é um tremendo gay, dependendo do ponto de vista.

a Tifa é idiota ou submissa. pois ela almejava o amor de Cloud, mesmo sabendo que ainda arrastava um bonde por Aeris. mas no filme de FFVII ela AINDA esmola o seu amor...mesmo depois do Cloud espirrar maionese na sua esfiha. se ela tivesse um pouco de amor próprio, arrumaria outro cara para xavecar e mandaria o lourinho enfiar o dedo no rabo e assoprar para ver se explode.

era o que qualquer garota faria, mas para ela, tudo bem o seu alvo de afeto a trata-la como lixo. bom para ela.

e Aeris...ah, deixa pra lá. já cansei de falar do FFVII, só posso dizer que vou joga-lo novamente e zera-lo. ele tem a sua importância para os Rpgs,admito. mas o quarteto maravilha: Cloud,Tifa,Sephirot e Aeris são um saco. e os fãs os deixam mais chatos ainda.


e concordo que FFIX é bem injustiçado. talvez o zere depois de Persona 4, já que o seu post me atiçou a joga-lo.

e Kuja...bom, quando eu jogar o game vejo isso.

Felipe F. disse...

Sinceramente, Final Fantasy é a série mais superestimada de todos os tempos! Games repetitivos com enredos horríveis, cheios de clichês e com falta de desafio é marca registrada da série. Basta ver aquela tosqueira que é o FFXIII e aquela novelinha mexicana de m* que é o FFVIII.

Os únicos que eu consegui gostar foram o o VI, o VII e o XII. Mas são no máximo bons jogos. Longe de serem bons quanto Chrono Cross, Persona 3, Legend of Dragoon ou Suikoden 2. Eu não sei oq diabos as pessoas veem de tão incrível nessa série.