segunda-feira, 1 de março de 2010

Mês do Sakaguchi: A história de Final Fantasy - Parte 1

Mais um dia, mais um dólar.

...

Seria melhor dizer "mais um mês e mais um tema". Sem dúvida seria muito mais inteligente.

Enfim, Março de 2010 é um mês bastante aguardado pelo público fã de games, pois é o mês de lançamento de Final Fantasy XIII no ocidente.

Sim, concordo que nem todo mundo que curte games é fã de Final Fantasy, que a série teve um certo declínio com o passar dos anos e que FF XIII tem sido bastante criticado pela imprensa especializada. Isso não significa que não seja um título esperado.

Em comemoração a este fato, decidi fazer um mês temático em homenagem a saga de Final Fantasy. Muitos leitores já me pediram para escrever a respeito da série e não consigo imaginar um momento melhor para fazer isso do que agora.

Talvez no lançamento de Final Fantasy XV, mas muitas coisas podem acontecer até lá. É melhor eu escrever esta série de artigos hoje para estar preparado em caso de morte súbita.

Antes de continuar, 97% das imagens que ilustram este artigo (e que ilustrarão os próximos) vieram do site Socks Make People Sexy, mais precisamente da série de artigos The Rise and Fall of Final Fantasy, um dos melhores apanhados sobre a série que eu já vi, provavelmente O MELHOR!

De fato, vocês ganharão muito mais lendo a série de artigos deste site do que a que eu pretendo escrever. Vão até lá, leiam e não se preocupem em voltar! Eu ficarei bem.

Agora que a totalidade dos meus leitores se foram e só um velho louco e caolho chamado “Biriba” continua aqui, vamos colocar a mão na massa e descobrir o que torna esta franquia tão especial.

Nossa história começa em 1983. Masafumi Miyamoto fundou a produtora Square como uma subsidiária da empresa Denyüsha Electric Company e empregou diversos rapazes recém saídos da faculdade e que buscavam um emprego na área dos games.

Um destes rapazes foi Hironobu Sakaguchi, retratado acima e dono de um dos mais invejáveis bigodes da Terra do Sol Nascente.

A Square eventualmente se tornou uma empresa independente, contratou Sakaguchi em tempo integral e começou a disparar jogos para MSX, PC’s e para o Famicom. Muitos de seus títulos eram games de Action RPG como Dragon Slayer e King’s Knight e nenhum se tornou um sucesso estrondoso.

Logicamente, isso não fez bem para a Square, que após amargar um game medíocre após o outro, estava reduzida a seus últimos centavos. Em 1986, cabia a Sakaguchi resolver a situação e imagino que sua solução surgiu em um diálogo parecido com este:

Sakaguchi: Muito bem, temos dinheiro o bastante para um game só. Depois disso a empresa vai falir e teremos de arranjar empregos na indústria farmacêutica ou nos prostituir. Alguma idéia?

Assistente Jaspion: Vamos torrar esse dinheiro em cocaína!

Sakaguchi: Eu estava pensando em usá-lo de forma mais produtiva e que nos beneficie no futuro.

Assistente Jaspion: ... heroína?

Sakaguchi: Não, vamos lançar um game que tire nossa empresa da merda! Eu estava checando o mercado e vi que o título Dragon Quest da Enix, é insanamente popular.

Assistente Jaspion: E daí?

Sakaguchi: Daí que devemos jogar Dragon Quest até nossos olhos sangrarem e nossas mãos caírem. Então costuramos nossas mãos de volta com os dentes, enxugamos os olhos e pensamos tudo que achamos de bom e ruim no game. Mantemos o que for bom e retiramos ou modificamos o que for ruim.

Assistente Jaspion: Isso não é anti ético, senhor?

Sakaguchi: Possivelmente, mas aposto que farão muito pior no ano 2000 (Nota do Amer: Sim, fizeram, basta olhar o que GTA gerou).

Assistente Jaspion: E como batizaremos este game, senhor?

Sakaguchi: “Final Fantasy"! Pois é minha última esperança de trabalhar em uma indústria que permite o livre pensamento e a criatividade antes de ser forçado a seguir para o opressor e castrador mundo corporativo, onde ganharei milhões que de nada servirão uma vez que eu me torne amargo e deprimido... ou eu posso me prostituir, como era meu plano inicial.

Assistente Jaspion: Muito bem senhor, vou comprar cópias de Dragon Quest e um pouco de cocaína...

Sakaguchi: Sem cocaína. Se o game der certo nos drogaremos a vontade, mas agora não é hora.

Assistente Jaspion: Sim senhor.

Sakaguchi: E chame Yoshitaka Amano. A arte dele é foda, aposto que se ele fizer o design de personagens em nosso game, irá valorizá-lo ainda mais.

Assistente Jaspion: Sim, e talvez ele tenha alguma cocaína...

Sakaguchi: Se falar em cocaína mais uma vez eu juro que dou um tiro no seu cu, seu filho da puta!

É, deve ter sido mais ou menos assim. E por mais improvável que possa parecer, o título “Final Fantasy” realmente representava a esperança final da empresa de emplacar algum sucesso e de Sakaguchi fazer carreira no ramo.

A equipe do game foi reunida e trouxe indivíduos que permaneceram nela por muitos anos vindouros.

Yoshitaka Amano já havia trabalhado na produção de alguns Animes (como Speed Racer e Gatchaman) e durante a década de 1980 era o ilustrador dos livros do autor Hideyuki Kikuchi. Ele criou o visual dos personagens da série Vampire Hunter D e Demon City Shinjuku, só pra mencionar algumas.

O responsável pela trilha sonora seria Nobuo Uematsu, que já trabalhava na indústria há algum tempo e se tornaria o principal compositor da franquia.

... e ele é fã do Elton John.

Pois é.

Enfim, em 1987, sem muita celebração e com nenhuma expectativa do mercado (bem diferente de hoje) Final Fantasy foi lançado para o Famicom. Uma versão para o NES seria lançada três anos depois.

Agora quero fazer um comentário, Final Fantasy é de facto uma cópia descarada do Dragon Quest original. Se colocarmos os dois jogos diante de um imbecil sem o pré conhecimento de qual é qual e pedirmos para que ele os identifique, há grandes chances de que ele sufoque com a própria saliva antes de elaborar uma resposta.

Mas Dragon Quest era notoriamente difícil e por motivos bastante injustos se vistos com uma ótica atual. Logicamente isso afastou inúmeros jogadores que Final Fantasy recebeu de braços abertos.

Um problema presente até hoje na saga da Enix é o quanto ela obriga os jogadores a fazerem “Grinding”. Para quem não conhece o termo, ele representa todo o tempo que somos obrigados a passar matando inimigos comuns para ganhar experiência e dinheiro e fortalecer nossos personagens.

Se chegar em um chefe com um grupo fraco, ele não terá piedade em chutar sua bunda, limpar o chão com ela e chutá-la mais uma vez só pra deixar bem claro quem manda. O jogador só ganha o direito de se divertir com o game após passar 5 horas trabalhando na evolução de seu grupo, a diversão é a recompensa por seu esforço.

Algo tão cretino que me faz ferver o sangue! Se eu quisesse trabalhar, não jogaria um game, eu trabalharia! Essa obrigação de dar duro em um jogo para só então poder aproveitá-lo é uma imbecilidade que impede muita gente de gostar de JRPG’s.

Eu só consegui aproveitar Dragon Quest VIII utilizando um Pro Action Replay e ativando códigos que me permitiram evoluir até o Level 99 em uma luta.

Sou um trapaceiro sujo, mas pelo menos admito isso.

Final Fantasy permite ao jogador sentir a experiência do jogo em sua própria velocidade, preocupando-se em explorar o mundo, decidir quais itens e magias comprar para sua equipe e tudo mais. Há mais liberdade no game e o prazer em aproveitá-lo se torna maior.

Então, foda-se Dragon Quest, bem no ouvido!!! Exceto a parte VIII, que tem a Jessica e... é... pois é...

A história do game... se é que a podemos chamar assim, é bastante simples: quatro “Light Warriors” surgem no reino, portando os “Light Crystals”. De acordo com a profecia de um velho desocupado chamado Luhkahn, eles trariam a paz ao reino.

Não há heróis buscando vencer seus demônios interiores para então salvarem o mundo, nem romances, nem vilões ambíguos, nem nada do que se tornaria a marca da série nos anos vindouros. O Final Fantasy original é bastante simples e isso é mais um ponto a favor do que contra.

Os Light Warriors são criados pelo jogador, que escolhe os nomes e as profissões do grupo.

O Fighter é o porradeiro do grupo e é quase impossível terminar o game sem um deles na equipe. Ele bate forte, aguenta uma boa surra e pode equipar toneladas de equipamentos que o tornam mais letal que um Bruce Willis cheio de anfetaminas.

O Monk funciona como um Fighter, só que sem a possibilidade de equipar itens. Em level avançado, ele possui um poder destrutivo absurdo, mas sem a capacidade de equiparo boas armaduras, os inimigos finais do game podem chutar sua bunda sem problemas.

O Thief é uma versão pior do Fighter e... bah.

A White Mage é especializada em magias de cura e de ataque capazes de limpar a tela em caso de uma enxurrada de zumbis. Ela normalmente é a primeira a morrer em combate, o que impede que sua equipe possa se curar em batalhas longas e te fode violentamente nos duelos com os chefes.

O Black Mage parece o Gorpo e aprende magias destrutivas que Harry Potter e seus amigos bichas não seriam capazes de dominar nem em um milhão de anos. Ele normalmente é o segundo a morrer em batalhas longas, o que também te fode legal em alguns momentos.

Finalmente, o Red Mage pode equipar as mesmas tralhas que o Fighter e aprende as mesmas magias que a White e o Black Mage. Uma vez que tenta fazer de tudo um pouco, ele não consegue ser bom em nenhuma área e o único motivo que vejo para jogar com ele é seu chapéu de cafetão da década de 1970.

É possível transformar os personagens em versões mais poderosas. Basta levar o Rat's Tail para Bahamut como prova de heroísmo (sim, porque heróis saem por aí recolhendo caudas de roedores) e ele promoverá os Light Warriors. Fighter vira Knight, Thief vira Ninja, todos ganham gráficos de batalha melhores e você pode se cumprimentar por ter um grupo que parece bem mais foda que no começo do game.

É bastante comum encontrar saves recentes deste game em que seus jogadores batizaram os heróis de Cloud, Yuna, Vivi e Sabin, em homenagem aos heróis que vieram depois e que tem um pouco mais de personalidade do que era requerido em 1987.

A história se resume a viajar até uma cidade, resolver os problemas do lugar, ganhar um item e seguir para outra cidade, onde o artefato recém recebido será utilizado (de forma direta ou não) para ajudar com as atribulações do lugar e assim por diante.

Eventualmente, o grupo tem de viajar até os domínios das quatro entidades elementais DO MAL e derrotá-las para trazer o equilíbrio de volta ao mundo. Logicamente, derrotar estes quatro seres não é o suficiente e os heróis precisam se aventurar em uma ultra fortaleza final para então destruir o vilão supremo que ameaça toda a existência com um plano que só faz sentido para ele.

Embora seja mais fácil que Dragon Quest, Final Fantasy não é nenhum passeio no parque. Para os padrões atuais, o game pode ser exageradamente difícil.

Por exemplo, o consumo de magias é medido ao estilo Dungeons N’ Dragons, onde o jogador tem uma quantidade específica de feitiços que podem ser usados. O número de magias aumenta conforme se sobe de Level, mas é um sistema bem menos eficiente do que se usar MP.

Os combates possuem uma falha bastante prejudicial, onde não há um reajuste automático da mira dos personagens. Se um membro do grupo for programado para atacar um inimigo e o mesmo morrer antes disso, ele desperdiçará um ataque em um espaço vazio.

Finalmente, os itens de cura perdem sua eficiência ao longo do game e nunca os temos em quantidade suficiente no final do jogo.

Logicamente, todas estas falhas foram corrigidas nos remakes do game, lançados para Game Boy Advance e PSP, o que torna a versão do NES como uma pérola destinada apenas aos Gamers ultra hardcores.

A molecada de hoje reclama da dificuldade de certos RPG’s, pois eu os queria ver jogarem o Final Fantasy original. Iriam chorar lágrimas de fezes, eu garanto!

Tecnicamente, Final Fantasy também foi muito marcante. Seus programadores aproveitaram bem a capacidade do NES na época e produziram um game com visual e audio capazes de se destacar naqueles tempos.

Não vou rasgar seda para o jogo e declarar o quanto ele é lindo até os dias de hoje, ele envelheceu notavelmente, assim como vários títulos de sua época. Mas ainda hoje, é bastante fácil se impressionar com os monstros, que são réplicas exatas da arte de Yoshitaka Amano usando as limitadas cores que o NES disponibilizava.

O áudio era fantástico para seu tempo e já demonstrava o gênio que Nobuo Uematsu é. Com o hardware limitado do console de 8 Bits da Nintendo, ele foi capaz de compor o tema de abertura e o tema de vitória que foram usados por quase toda a série.

E quando percebemos que estas músicas foram muito pouco modificadas mesmo em vinte anos de avanços tecnológicos para consoles, vemos que ele criou obras atemporais e imutáveis com um aparelho com pouco mais poder de processamento que uma panela de feijão.

Independente de você gostar ou não, é preciso admitir que o sujeito tem de ser bom para realizar um feito desses.

O game vendeu pra diabo em seu lançamento, por volta de 400 mil cópias. Alguns críticos acreditam que foi este game que ajudou a trazer o gênero dos RPG’s para o Ocidente, mas eu discordo.

Todos sabemos que as coisas mudaram de verdade com Final Fantasy VII... mas isso é assunto pra daqui a dois artigos.

As opiniões são divididas em relação a Final Fantasy I, muitos amam este game como uma pérola atemporal, enquanto outros o acham simplesmente injogável. Eu pessoalmente o acho um misto dos dois, com uma jogabilidade extremamente envelhecida e desagradável em alguns pontos, mas com um simplicidade cativantes que pode render dias de diversão até hoje.

Para não mencionar o fator histórico do game. É interessante ver como certas coisas começaram na série, a primeira aeronave, a primeira aparição de Bahamut, os cristais que seriam pivotais no enredo de vários games seguintes da franquia e por aí vai.

Eu pessoalmente recomendo o remake para o PSP, é a melhor maneira de se aproveitar este game.

Final Fantasy rendeu uma caralhada de grana, a Square tirou o pé da merda e Sakaguchi junto de seu assistente Jaspion, pode uma mansão e uma mercedes além de bastante cocaína.

Graças a este game, a Square não era mais uma empresa medíocre de games que se tornaria uma mera lembrança embaraçosa assim que a geração dos 16 Bits acabasse (estou olhando pra você, Data East). A empresa estava trilhando o caminho para se tornar uma das produtoras mais grandiosas do Japão e sua série se tornaria um dos três principais RPG's do país.

Dragon Quest e Shin Megami Tensei são as outras duas, caso esteja se perguntando.

E todos sabemos o que acontece sempre que um game da indústria faz sucesso e deixa seus criadores ricos...

Em 1988, a Square lançou Final Fantasy II, criado e produzido por praticamente a mesma equipe responsável pelo primeiro.

O game original logicamente lançou a série, mas foi Final Fantasy II que a refinou. Não tecnologicamente, pois ele não é muito mais avançado que seu antecessor (foi lançado apenas um ano depois, caçamba) mas por criar paradigmas e tradições que seriam seguidos por praticamente todos os outros games da série.

Enquanto o primeiro game deixava o enredo de lado e se focava na jogabilidade, Final Fantasy II trouxe uma história bem mais rebuscada, com desenvolvimentos de personagens, motivações para os mesmos e elencos primários e secundários que serviam para enriquecer a trama.

Não apenas isso, mas Final Fantasy II marca a primeira aparição de um Dragoon (aquela classe de personagem com a incrivelmente útil/irritante habilidade de saltar para atingir o inimigo) e de um engenheiro que cria aeronaves chamado Cid.

Sim, o primeiro Cid de todos aparece aqui! E ele morre!

E você achando que a morte da Aerith tinha sido um momento ultra inovador e inédito da história dos games, heim? Final Fantasy já mata gente desde a época em que as pessoas eram sprites de 8 Bits e não polígonos.

...

Não começa a reclamar. Você teve desde 1988 pra jogar este game. Se não o fez até hoje, perdeu todo o seu direito de espernear sobre Spoilers.

Enfim, vamos dar uma olhada no enredo do game, aproveitando que desta vez a história a ser contada não pode ser resumida em um único parágrafo.

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Talvez três, mas definitivamente mais do que um.

A história começa com os protagonistas Firion, Maria, Guy e Leon fugindo das tropas do reino de Palamecia, sua vila já foi destruída e eles correm por suas vidas. Logicamente, eles não conseguem escapar e tomam uma surra digna de Wrestlemania dos soldados.

Firion, Maria e Guy são resgatados pela princesa Hilda, que (Obviamente) se opõe a tirania do Imperador e tem sua própria aliança rebelde, como as princesas costumam fazer quando não trabalham para a Disney.

Os heróis se aliam a princesa na ingrata tarefa de derrubar o império e começam uma longa jornada para vingar a destruição de seu lar e encontrar Leon, que desapareceu após o ataque no início da história.

Agora me diga se já viu este enredo em algum lugar.

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POIS É O MESMO ENREDO DE QUASE TODOS OS DEMAIS GAMES DA SÉRIE!!!

Não literalmente, lógico, mas deste ponto em diante na franquia, a jornada dos heróis sempre se foca em enfrentar um império maligno, ou uma corporação corrupta, ou um governo deturpado que prejudica o equilíbrio do mundo.

Claro, os mais cínicos podem entender isso como “uma demonstração clara de como o modo Japonês de contar histórias é inferior ao modo ocidental”, mas tais pessoas depois dizem que Fallout 3 é um game literário com um enredo marcante e apaixonante.

Sim, recolher latas e explodir a cabeça de Super Mutants é de um valor literário digno de Olavo Bilac.

Eu entendo que este método de narrativa usado em Final Fantasy nada mais é que a versão japonesa da Jornada do Herói. Para quem não sabe, esta foi uma teoria criada pelo antropologista Joseph Campbell no livro O Herói de Mil Faces.

Basicamente, Campbell determinou que os heróis da cultura ocidental seguem sempre um padrão: um jovem que é chamado pela aventura por um velho mestre. O velho mestre morre em um ponto da história e o jovem é obrigado a se tornar um adulto, para então virar um herói.

Diabos, Star Wars e Senhor dos Anéis seguem esta teoria, com Luke e Frodo no papel do jovem que recebem o chamado para a aventura de um mestre mais velho (Obi Wan e Gandalf, respectivamente) e após a morte do mesmo, seguem sozinhos em suas aventuras até se tornarem adultos e heróis ao final delas.

Em Final Fantasy, temos jovens heróis que fazem parte de um mundo oprimido por um mal titânico ao extremo. A jornada dos personagens para se tornarem heróis consistem de enfrentarem este mal, serem derrotados por ele em algum momento, reavaliarem sua existência e amadurecerem, para então se tornarem os heróis que estão determinados a serem e adquirirem a capacidade necessária para destruir um mal ainda pior que lança sua sombra sobre o mundo eventualmente.

Eu poderia ficar divagando a respeito, mas pretendo guardar tais elucubrações para quando fizer meu mestrado (Amer dando aula em universidade? Nada de bom virá disso). Por hora, digo apenas que a cultura Ocidental e a Oriental tem pontos de vista muito diferentes sobre um mesmo assunto e este seria apenas mais um deles.

Apesar da premissa interessante na história, Final Fantasy II traz três mecânicas que prejudicam muito sua jogabilidade e o tornam um dos games mais detestáveis de toda a franquia.

Lembremos sempre que se um game não traz uma jogabilidade funcional, todo o conceito artístico dele perde sua importância. Games não são experiências passivas como filmes, mas atividades interativas. Se a interação não funciona tão bem quanto a história, a mesma se perde.

A primeira mecânica questionável de jogo, é o modo como ele progride. A maior parte das missões parecem mais tarefas de Office Boy do que qualquer coisa.

Primeiro, Hilda lhe dará uma missão: ir até um lugar e encontrar um certo indivíduo. Lá vai o grupo, atravessar o mapa e encontrar o lazarento com quem a princesa quer que falemos. Após uma hora e meia de jogo, encontramos o safado e aprendemos uma palavra nova com ele, então é necessário dizer esta palavra a princesa.

E lá vamos nós voltar.

Chegando a Hilda, dizemos a palavra que foi aprendida e ela nos dá uma nova missão: encontrar outro lazarento que nos dará acesso a uma caverna e a um metal precioso.

E lá vamos nós de novo, até a caverna, falar com o outro lazarento, lhe dizer a palavra que foi aprendida com Hilda e ganhar acesso a caverna para adquirir o metal precioso.

Uma vez que se tem o metal, volta-se até Hilda e então é preciso fazer MAIS UMA TAREFA de localizar um novo lazarento e lhe dizer a nova palavra que foi aprendida, além de lhe entregar o metal precioso.

Final Fantasy II parece menos uma jornada épica e mais um período trabalhando como estagiário.

E esse sistema de diálogo, onde é preciso aprender certas palavras ao longo do game (felizmente, há uma ferramenta que salva as palavras importantes para o jogador) e as recitar para os demais personagens para ver no que dá é tão imbecil e maçante que é difícil entender como foi aprovado.

Outro sistema mal usado no game é o de personagens diferentes que entram no grupo.
Firion, Maria e Guy são permanentemente parte da equipe, mas a quarta posição está sempre vaga. Ela pertencia a Leon, que separou-se da equipe logo no inicio da história e volta apenas no final.

Nesse meio tempo, diversos personagens ocupam a vaga e emprestam seus dons para a equipe.

Legal, né?

Não, não é!

Imagine que você passou um bom tempo evoluindo Layla, a pirata gostosinha (ou tão gostosinha quanto um sprite de animação de Famicom pode ser). Lá está você, há cinco horas jogando, deixando a moça mais forte do que o Lou Ferrigno, capaz de pegar um Behemoth pelos chifres e enfiá-lo no cavidade anal do Bahamut.

Então, um belo dia, ela desaparece do grupo e nunca mais volta... assim como todas as mulheres que você conheceu já fizeram.

E lá se foram cinco horas de evolução de personagem... tempo que teria sido usado de forma mais útil se você tivesse feito um suflê, assistido a uma maratona de Fresh Prince of Bel-Air ou pensando em maneiras de convencer sua melhor amiga a tirar sua virgindade (o que nunca dá certo).

O quarto personagem muda constantemente ao longo do game e é sempre preciso evoluí-lo para que o miserável consiga sobreviver a um combate sem foder com a vida dos demais personagens. Mas de que adianta passar um tempo burlesco ganhando Level para um sujeito que fica no grupo por menos de duas horas?

Por que este game não usa um sistema de troca de personagens eu não sei, acredito que o Famicom poderia lidar com tal mecanismo na época. Se Double Dragon III permitia a troca de personagens, porque Final Fantasy II não podia fazer o mesmo?

E já que falei da evolução do grupo, é melhor falar desta que foi a pior idéia já criada para um RPG em todos os tempos.

Os produtores do game decidiram abandonar o sistema de evolução via ganho de experiência e Level, que sempre fizeram parte da série (exceto por Final Fantasy X) e geraram um mecanismo tão incrivelmente doloroso que eu acredito que devem haver tratados internacionais contra ele em alguns lugares.

Pois bem, os personagens evoluem habilidades específicas conforme as usam. Para a época, foi uma iniciativa ousada e inovadora, mas funcionou muito mal. De fato, comer bolo de chocolate enquanto se veste um terno todo branco tem menos chances de acabar em tragédia.

Suponhamos que o grupo esteja usando espadas. Quanto mais golpearem os inimigos com este tipo de arma, mais habilidosos eles ficarão em usá-las e mais dano causarão com elas.

Até aqui tudo bem.

De repente, você chega em uma nova cidade, com novas lojas e armamentos. “Estou usando estas espadas há algum tempo”, você pensa, “hora de comprar equipamento novo para minha equipe. É então que você constata com horror que as lojas da cidade só vendem machados.

O que fazer? Continuar com as espadas que já estão ultrapassadas há tanto tempo e arriscar prosseguir no jogo com elas, ou comprar os machados e começar a evoluir o grupo de novo?

Calma, porque piora.

De repente você descola uma magia, suponhamos... Ice. É preciso usá-la inúmeras vezes nos inimigos até que ela evolua e se torne mais poderosa. O mesmo vale para as magias de cura e outros elementos.

Quando eu digo inúmeras vezes, é por volta de 100 a 200 usos em batalha.

Imagine quando você consegue a magia suprema de ataque, Ultima, pouco antes da batalha final. É uma sensação agridoce quando você pensa que tem a melhor magia do game, mas precisa evoluí-la, não?

E para aumentar o HP, é preciso tomar porrada dos inimigos em batalha. Se Maria estiver com o HP baixo, é necessário deixá-la apanhando dos oponentes encontrados ao longo do jogo e torcer para ela sobreviver ao fim da batalha, onde pode ou não ganhar a melhoria que tanto deseja.

Uma técnica muito usada pelos jogadores é eliminar os inimigos em batalha deixando apenas um, então se concentrar em fazer os personagens atacarem uns aos outros. Isso evoca imagens desconfortáveis a minha mente, uma vez que muita gente deve ter feito Firion e Guy darem surras homéricas em Maria para que o HP da moça subisse de forma decente.

Este sistema de evolução horrendo impede que Final Fantasy II seja jogável nos dias de hoje. Eu sinceramente acho que Sakaguchi deixou o Assistente Jaspion encarregado desta parte do game para ter uma noite livre e poder comer a Anri em paz.

Não é como se o Assistente Jaspion fosse ligar.

Final Fantasy II não foi lançado para o NES no Ocidente. Sua tradução começou a ser produzida, mas com o lançamento iminente do Super Nintendo, os responsáveis acharam melhor cancelar o projeto e se dedicarem ao novo console da empresa.

Sejamos francos, as garotada da época já pagava seus pecados com Castlevania III e Battletoads. Não precisavam de Final Fantasy II para aumentarem ainda mais seu desgosto pela vida.

Mas o jogo foi traduzido por fãs e pode ser tranquilamente rodado em emuladores. A primeira vez que Final Fantasy II viu um lançamento oficial no Ocidente foi com Final Fantasy Origins do PsOne, eventualmente ele também foi lançado em uma edição de aniversário para o PSP.

Infelizmente, ambos os remakes não melhoram o terrível sistema de evolução do game e jogá-lo continua sendo uma tortura. Se mesmo assim quiser experimentar, eu novamente recomendo a versão do PSP.

Digo, você vai perder a fé em Deus, na vida e na Grazi Massafera... mas pelo menos os gráficos são bonitos.

Enfim, ainda temos mais um game a ser debatido antes de encerrarmos por hoje, então vamos a ele. Minhas Tortillas estão esfriando e eu quero tentar dormir cedo ao menos uma vez na vida.

No início da produção de Final Fantasy III, Sakaguchi sentou em sua poltrona e se colocou a pensar, da mesma forma que Conan fez ao final de seu filme.

Deixar o Assistente Jaspion encarregado do sistema de evolução de Final Fantasy II foi uma péssima idéia e ele precisava dar um jeito para que o rapaz não mais interferisse em seus projetos. Para isso, ele colocou uma bomba na Miya e mando o Jaspion em seu resgate, a bomba explodiu, matando ambos e Sakaguchi estava livre e desimpedido para criar Final Fantasy III.

E para comer a Anri.

Mas enfim, Sakaguchi decidiu que a melhor coisa a fazer aqui seria voltar as origens. Desta forma, o doloroso sistema de evolução de Final Fantasy II foi varrido do universo para sempre e o velho e querido sistema de experiência e Level voltou.

Não apenas isso, mas os heróis eram novamente personagens genéricos, criados pelo jogador e que poderiam carregar os nomes que ele achasse melhores. O que me faz quantos jogadores Japoneses batizaram seus personagens com palavrões como nomes, tanto em FF III quanto em FF I.

Lembra, nas casas de fliperamas da década de 1990? Sempre tinha um High Score em Street Fighter com o “Cu” como nome do jogador. Duvido que fosse um fenômeno exclusivamente Brasileiro o de colocar palavrões em games.

Isso supostamente representava um retrocesso para a idéia de se contar histórias com os games, mas era um progresso para a jogabilidade. E como já falamos, sem uma jogabilidade decente, game nenhum se sustenta.

E havia um enredo interessante por detrás do game, apesar de tudo. Há muito tempo atrás, uma civilização tentou utilizar o poder dos Light Crystals em benefício próprio e quase destruiu o mundo com isso. Graças aos Dark Crystals (equivalentes aos Light Crystals, só que DO MAL) quatro heróis puderam recuperar o equilíbrio do mundo. Eventualmente, os quatro Dark Crystals começaram a ter seu poder explorado da forma errada e aí entram os novos Light Warriors genéricos, que precisam recuperar o equilíbrio do mundo mais uma vez.

Não ganha nenhum Oscar, mas quebra um galho.

E não foi só isso que Final Fantasy III trouxe, ele também foi o primeiro game da franquia a trazer o Job System! O que vem a ser isso? Vem comigo que eu explico!

Imagine que você tem um grupo formado por um Knight, um White Mage, um Black Mage e um Monk.

Fazem 10 horas que estes personagens estão em seu grupo, você não aguenta mais olhar pra cara quadriculada deles e está com uma arma na mão, pensando em dar um tiro em sua cara e colocar um fim a todo este sofrimento de uma vez.

Seria bem mais simples trocar de cartucho, mas eu não vou interferir em uma tentativa de suicídio. Elas costumam gerar resultados hilários.

Então, você percebe que Final Fantasy III tem o Job System, que lhe permite mudar os empregos de seus personagens como e quando bem entender. Isso permite uma liberdade quase infinita de customizações de sua equipe.

Quer ter uma equipe de pedreiros pra simplesmente varrerem os inimigos com porrada? Basta montar um time com um Warrior, um Monk, um Knight e um Ninja.

Chegou em um chefe resistente a ataques físicos e que encher o rabo dele de magias? Mude as profissões de seu time para White Mage, Black Mage, Summoner e Sage.

Cansou de brincar e quer montar um time com as classes mais Overpower do jogo? Dois Ninjas e dois Sages darão conta do recado.

Jogadores apelões, que gostam de criar grupos poderosos o bastante para pulverizar o último chefe sem esforço sem dúvida adorarão todas as possibilidades que a troca de profissões permite.

Nem todas as profissões são úteis e algumas se tornam obsoletas ao longo do game. Por exemplo, um Sage tem domínio sobre todas as magias Brancas e Negras do jogo e com muito mais poder do que um White Mage ou um Black Mage, o que torna estas duas classes inúteis em trechos avançados do game.

Claro, não se começa a aventura com uma profissão fodônica dessas, o jogador precisa ralar feito um cão sarnento pra ter acesso a ela. Eis que entra um dos maiores empecilhos para que este game seja bem aproveitado: sua dificuldade.

Para exemplificar toda a brutalidade contida neste game, permitam que eu conte uma história.

Eu nunca joguei Final Fantasy III. É o único game da série principal de Final Fantasy que eu não passei horas desbravando. Embora não tenha sido lançado no Ocidente, ele também foi traduzido por fãs e pode ser encontrado com razoável facilidade para ser rodado em emuladores.

Mesmo assim, optei por não jogá-lo, e isso se deve a interferência de dois amigos.

Veja bem, estes dois amigos são Gamers Ultra Hardcore da velha guarda, um deles é capaz de terminar Super Ghouls N’ Ghosts do Super Nintendo na maior dificuldade (Igor e Tulio, se estiverem lendo isso, é de vocês mesmo que eu estou falando), algo capaz de colocar Jack Bauer em coma por várias semanas.

Mesmo assim, eles se mostraram temerosos para me recomendar Final Fantasy III, quando declarei meu interesse no jogo.

Consegue imaginar a dificuldade deste game para intimidar caras que não temem mesmo desbravar as aventuras do Rei Arthur? Pois então!

Um exemplo notório da dificuldade do game é a Cave of Darkness. Aqui, qualquer inimigo atingido com um ataque físico que não o mate instantaneamente fará com que ele se divida em dois. Não parece tão mau, exceto que os oponentes deste local podem devastar sua equipe com meia dúzia de golpes.

Agora imagine inimigos que continuam se multiplicando e que aos poucos arrasam com as resistências de sua equipe. Quando finalmente o combate acaba, o grupo está dizimado, exceto por um personagem, que tem apenas 10% de seu HP e precisa agüentar a viagem de volta ao lado de fora do lugar, para tentar chegar a uma cidade e recuperar seu grupo.

Ah sim, esqueci de mencionar que é praticamente impossível fugir de batalhas aleatórias. Se tentar, sua defesa cai para zero e os inimigos podem currar sua equipe como um bando de putinhas de prisão. Se encontrar uma batalha, a melhor opção é encará-la.

E calma, a fase final é mais que o suficiente para fazer um veterano de Super Contra assumir posição fetal e chorar enquanto clama pela ajuda do Pedro de Lara.

De acordo com os relatos dos fãs pela internet, a última etapa de Final Fantasy é inacreditavelmente brutal, provavelmente desenhada pelo Diabo em pessoa e dada para um sádico a programar em um cartucho.

Quem quer que Sakaguchi tenha contratado para tomar o lugar do Assistente Jaspion, com certeza não foi entrevistado com a atenção que era devida.

O jogador precisa inicialmente escalar uma torre e enfrentar um chefe bastante difícil ao seu final. Depois disso ele é transportado para o mundo onde o ultimo inimigo vive, mas não ganha o direito de enfrentá-lo logo de cara, nada disso. É preciso encarar outros quatro chefes horrendamente fortes antes.

Após derrotar os ditos chefes, só então o jogador ganha o direito de enfrentar o inimigo final do game... que prontamente o exterminará com um peido.

Agora, sabe quando você joga um JRPG e logo que derrota um chefe na fase final, tem logo em seguida um Save Point para tomar fôlego e recuperar as energias? Pois é, essa mamata ainda não existia aqui. É preciso encarar duas dungeons exageradamente difíceis, mais cinco chefes que intimidariam até o Wagner Montes de uma vez só.

E mais, o jogador só tem direito a usar os itens com os quais chega nesta etapa. Não há como repor o inventário.

É por essas e outras coisas que eu acho que éramos um bando de masoquistas mirins naqueles tempos. Tantos gamers falam de forma tão nostálgica da era 8 Bits, mas sinceramente... quem se divertia com provações diabólicas como essas?

Mass Effect não me obriga a jogar uma dungeon de 40 minutos sem a oportunidade de pausas só pra me matar ao final dela e me obrigar a fazer tudo de novo, enquanto crio um ódio indelével pelo jogo, desconto minha raiva no Joystick e passo horas e horas sem dormir pelo simples desejo obsessivo de terminar este game que ocupou tanto tempo de minha vida.

Agora vejo que minha infância se tornou pior a partir do momento que ganhei um NES...

Final Fantasy III, assim como seu antecessor, permaneceu no Japão. Possivelmente pelos mesmos motivos que impediram o lançamento do II por aqui: dificuldade absurda e a iminência do lançamento do Super NES.

O game foi refeito para o Nintendo DS, com gráficos 3D e personagens com nomes e histórias ao invés dos quatro guerreiros genéricos do game original. De resto, o game parece ser praticamente igual, exceto que a dificuldade foi bem amenizada.

Antes que eu me esqueça, Final Fantasy III também trouxe novidades que se tornariam presenças constantes na série, como as magias de evocação e seus astros mais famosos: Ifrit, Shiva, Ramuh, Odin e Bahamut.

E além disso...

... este foi o primeiro game da série a trazer Moogles!!!

Kupi-Kupopo!

É isso que Moogles dizem! Não é fofo?

...

Bah, você não sabe de nada, seu boshta!

Isso cobre os games lançados para o NES que iniciaram a série. A seguir, falarei dos títulos do Super Nes, e é aí que a diversão vai começar de verdade!

E se tudo correr bem, esta será uma série de cinco artigos! Final Fantasy até os olhos saltarem das órbitas!!!

Kupopo!!!

Cheers!!!

61 comentários:

Vagabundo da Lei disse...

Bem, eu naum curto muito Final Fantasy, mas amanhã eu lerei o texto, agora estou com sono xD.

Mas discordo de vc em uma coisa, esse mês vai ser foda para os gamers devido ao GOD OF WAR III.

OH MY FUCKING DIARREAH SHIT.

André disse...

3 da manhã
tenho aula no dia
não consigo dormir, ligo o pc e acesso o blog, achando que chances são que o Amer não tenha atualizado
mas ele atualizou! E com um artigo longo pra cacete! E sobre games!
Epic win.
Adorei o artigo, mas só comecei a jogar FF a partir do SNES, então vou aproveitar melhor o próximo, acho.

Frodo disse...

Apesar de achar que Final Fantasy vai passar o resto de sua vida sendo uma sombra do que foi, gostei do artigo e da explicacao de cada jogo, nao tive oportunidade de jogar essas coisinhas quando crianca (eu nao sabia ingles e gostava de ganhar ulceras jogando ninja gaiden)

Bom artigo e ansioso pelo proximo!

beijos e abracos para quem fica!

Hideto disse...

Final... Fantasy.
Obrigado, Amer.

Marcelo Maciel disse...

Bah! Excelente.

Sabe, Elmer, esta é uma franquia que eu fui descobrir MUITO tarde, só no remake de FFIII para Nintendo DS, graças aos inúmeros fãs putinhas que me faziam ter nojo do game sem ter jogado ele.

Quando joguei o 3, foi uma surpresa agradabilíssima. Sabe quando se está estagnado sem a menor idéia do que irá te agradar com um video game pelos próximos meses e se "descobre" uma franquia já classica mas a qual tu simplesmente nunca tinha dado a atenção merecida? Então, foi assim que eu me senti...

E como te considero um amigo, te dou esse conselho, consiga um DS emprestado (acredito não ser tão difícil pra ti) e jogueo este FFIII, é ótimo cara, impressionante, bom demais, maravilhoso, é um jogo que não dá aquela sensação de "preciso terminar", dá aquela sensação de "tomara que não termine logo", porque é muito agradável de se jogar.

Ah, e se seguir o conselho, já aproveite pra jogar o Castlevania Order of Ecclesia, tenho 95% de certeza que tu vai gostar muito.

Marcelo Maciel disse...

E quanto ao comentário do Vagabundo da Lei.

Sinceramente, eu acho hype demais pra um smash button... acho que a galera vai enjoar de GOW 3 mais rápido do que esperava, mas não v ai admitir isso tamanha a propaganda que está sendo feita em cima do game...

Acredito que vá ser um jogo muito bom, mas na minha mão não vai durar mais do que 2 semanas...

Paradiddle disse...

Ei Amer!

Ô rapaz, Final Fantasy! Admito que conheci a série tardiamente, mas mesmo assim curti à beça seu texto.

Só estranhei realmente uma coisinha:
"Todos sabemos que as coisas mudaram de verdade com Final Fantasy VII...".
Sem sarcasmo nem ironia, você acha que FF 6 ou Chrono Trigger já não mudaram a visão do povo ocidental sobre os RPGs tempos antes? Ou todo esse sucesso já conhecido entre os RPGistas ficou só no Japão na época?


Também estou ancioso para saber SUA opinião sobre o caminho que a série tomou. Não quero começar discussões, mas tenho certas dúvidas sobre a masculinidade da série agora que Hironobu, Nobuo e Jaspion vazaram...

Valeu Amer! Um abraço pra você e para o Biriba!



P.S.: Só pra constar, a Atlus ainda adora torturar seus fãs, alguém concorda? Assim que li sobre o FF 3 lembrei na hora de SMT: Nocturne, o jogo é do Diabo (no puns intencted)!

Avalanche(Lance) disse...

Nunca gosteid e jogar esses jogos, mas gosto de ver jogarem^^

por isso volta e meia olho os videos dos caras jogando os JRPG na net, recomendo verem o Sponney jogando o FF8, mas já virei uns como o Chrono Trigger, aliás sempre preferi os jogos que dava pra esquivar dos inimigos.

paulo disse...

caro mestre, prefiro ler seu artigo mesmo do que o outro oficial e eu não me chamo Biriba e nem sou velho.








ps: tbm não sei ler ingles e to com preguiça de jogar no google tradutor.

fernando disse...

Amer, bom artigo esse. joguei esses três e posso te dizer, jogos da era SNES nem se comparavam à dificuldade desses, imagine os atuais.
o FF1 era dificil mesmo, e volta e meia levava uma surra grande mesmo no começo do jogo.
já o FF2 eu gostei, esse sistema de evolução foi usado novamente na série SaGa e também foi o FF que iniciou essa onda de mortes dos personagens.
quanto ao FF3, bem, mais dificil que o FF1, com muitas surras tomadas. tenho trauma da ultima dungeon (não são três chefes fodas, são QUATRO!!! equivalentes aos quatro dark cristals) e da Cloud of Darkness e seu unico ataque, o wave flame, que quase matava os personagens com um unico ataque.
pra quem gosta de desafio e dificuldade, esse é talvez o melhor.

BAH disse...

Joguei o FFI tardiamente (em meados da década de 90) graças a um cartucho de Nes comprado de uma locadora moribunda.

Como já tinha jogado o 2 (ou IV) do Super Nes, achei interessante apenas por apresentar alguns elementos que viriam a ser repetidos no jogo do SNes.

Uma curiosidade para quem não viveu a época era o save, realizado segurando os botões power e reset do videogame. Para quem tinha um Phantom System (como eu), o momento do save era mais tenso que os combates com os chefes do jogo.

Nanda disse...

Final Fantasy!!!! \o/

Que legal, Halley!!! ^__^
Agora tenho que correr pra minha aula de Fisiopato!! hahahahaha!

Beijo!

Guilherme Marques Sabio disse...

A primeira vez que joguei um final fantasy foi pra super nitendo,que tinha um cavaleiro com amardura negra,esqueci qual,mas final fantasy é bem legal,mas eu tenho um poblema grave de enjoar de rpg...
Poste bem legal,comtinue assim!!!

Fabricio disse...

Hoje em dia esses caras são uns choroes, antigamente é que os jogos eram dificeis...tá eu assumo, desses três fantasys, eu só salvei o II ( a versão ps1),eu tentei jogar o I, mas cheguei a uma parte muito dificil, e etão desisti, mas me orgulho de nunca ter usado o Game-shark, em nenhum rpg...

Ps.Belo post, muito bom mesmo...no aguardo pelo próximo...

Lezard valeth disse...

quando o post sobre o 7 aparecer eu me manifesto,o melhor da serie.


a notei quwe o pessoal na enquete votou mais no 8 pobres coitados nao sabem de nada hahahahaha




abraços

Ton-Kun disse...

Conheci Final Fantasy pelo VIII na época em que começava a jogar RPG´s no meu recém-comprado PlayStation. Achei curioso que um game se chamasse Fantasia Final e tivesse oito edições, mas fui na fé por uns amigos da loja onde comprei que disseram que o game não era uma continuação de nada. E lá fui eu.
Só pelo CG no início do jogo e a primeira dungeon envolvendo um Ifrit e vários Bombs já fiquei maravilhado com a série. E foi assim que começou. Sinceramente, nunca joguei muito o Final Fantasy VII (acho que por causa do excesso de Vibe), mas reconheço que tem uma história legal, apesar de que o VIII continua como meu favorito supremo. Joguei os IX e X e sofri com o sistema de evolução baseado em Orbs (QUEPORCARIADOSINFERNOS), mas reconheço que desde o X não tive nenhuma grande surpresa com a série... Ao menos até ler um pouco do XIII e ficar interessado. Quem sabe...
Ah sim... Tatics é o melhor Spin Off de FF EVER!

André Bacil disse...

Lindo o artigo!

Eu tive o desprazer de jogar FFII. Joguei 2 horas até perceber que eu não ganhava nível e larguei...

ps: não acredito que o VIII foi o mais votado até agora como o favorito da série...

Paulo_HT disse...

muito bom artigo, principalmente pra mim que comecei pelo FFIV (o remake de gba), e nao sabia nada sobre os anteriores.
e realmente a dificuldade desses jogos era uma merda.. eu parei no meio do FFIV porque cheguei numa caverna em que os bichos eram oito vezes mais fortes que o ultimo chefe que eu tinha lutado e pra piorar o chão da caverna causava o status poison em todo o grupo (quando isso pareceu uma boa ideia!?). ainda bem que do quinto em diante a dificuldade passou a ser acessível para as pessoas sem o sobrenome Norris.

ah, e a parte dos palavrôes nos highscores me lembrou de um episódio de Friends em que o Chandler faz uma pontuaçao enorme numa máquina e coloca um palavrão (nao lembro qual) como nome, e entao eles tem que passar o dia inteiro tentando bater o recorde porque o filho do Ross ia chegar pra jogar.

joão disse...

Eu joguei quase todos, mas gostei mesmo até o VII, o VIII era bonito e fraco mas aceitável, o IX nem me interessei nem sei o motivo, e depois do X perdi o interesse de vez.
Pra mim FF perdeu o foco.
Antes eram histórias messiânicas, salvar o mundo e tals e hoje são uma mistura de personagens andróginos + histórinha de amor adolescente + gráficos belos e só.
Até o sistema de batalha e magias muda pouco de uma versão para outra.
Não que a franquia esteja em decadência por isso, mas é que já passou o auge dos rpg's.
Saudades de Breath of Fire, Phantasy Star, Star Ocean, Legend of Legaia, Wild Arms, Xenogears e outros.

Zigga disse...

Olha, sempre meio que caguei e andei pra Final Fantasy. JRPGs não me agradam muito, e apesar de reconhecer a importância da série no mundo dos games, nunca cheguei a jogar muita coisa. Só o que eu sabia vinha de matérias de sites/revistas de games e fanboys irritantes.

Não tenho nada a dizer sobre o artigo, só que (como sempre) está informativo e engraçado.

E o bigode de porteiro do senhor Sakaguchi é hipnotizador...

Phinderblast disse...

Sacanagem Amer, cadê o FFT na enquete? :C Ele que tem a melhor jogabilidade, história e tudo mais, ao meu tendencioso e questionável ver.

Mas o artigo está incrível, como tudo o que escreve. Ri demais, como sempre xD E eu ja zerei o II, um fato interessante é que eu fiquei preso logo no começo do jogo. Emulador de GBA na mão, acelerador... Logo upei meus chars até o 99 de AGI em três horas, nos goblins ._. Então consegui destravar e o resto do jogo ficou ridiculamente fácil, eu apenas esquivava, fui levar um dano lá no terceiro ou quarto chefão.

Scariel disse...

Muito bom Amer!Ficou ótimo!
Meu primeiro contato com Final Fantasy foi o Anthology para o PSOne.
Meu preferido é o IX.
De todos os Final Fantasy que joguei o único que me desanimou mesmo foi XII.
Pena eu não ter um PSP pra jogar esses FFs antigos vou ter que recorrer ao emulador de NES.
God of War 3 provavelmente vai ser o melhor da série, mas essa hype toda deve matar o jogo mesmo...

Michel de Oliveira disse...

Interessante o texto, Amer. Muito legal o seu jeito de contar sobre o jogo. Eu sou fã da série, joguei todos os títulos e estou na pilha por FFXIII e FFXIV. Mas tem uma mancha em meu ser que não consigo retirar. EU NÃO SUPORTO OS FFs 1 e 2!!! São intragáveis pra mim.

Quanto ao FF3, eu joguei mesmo só no DS. E digo que mesmo facilitado é bem difícil. Só não é mais difícil que FF4, também do DS. Aquilo sim é um passeio no inferno.

Mas fazer o que? Fã de Final Fantasy tem um tesão desgraçado pela dificuldade no jogo. Mais até do que pela Megan Fox de lingerie.

Os jogos posteriores foram um desastre nesse quesito.

Isso até lançarem o famigerado FFXI, no qual você precisa de literalmente um exército pra eliminar um moleque de tapa olho. Sim, o jogo é um inferno tão grande que faz o Arnold chorar.

Quando falar do FFXI dê um toque que ajudo no que puder. Sou viciado nele. O único MMO que eu jogo.

Unknownuser2 disse...

Joguei muito Final Fantasy, no passado...

Mas com o tempo passando, acabei perdendo alguns capítulos da série, e junto o interesse.

Mas ele é digno de uma menção honrosa, hehehe...

Hoje estou tentando finalizar alguns clássicos do Snes e Nes.

Vide foto: http://www.imagebam.com/image/914b6870186567

Igor Chacon disse...

5 artigos? isso quer dizer algo sobre ff8?? OMG! *--* um sonho que se torna realidade!

Zigga disse...

Ei, gente.

Mudando totalmente o assunto, viram o caso dos PS3 com bug do milênio hoje? Parece que todos os Grills não-slim abriram uma mensagem de erro ao ser ligados hoje... Creepy stuff.

Já tem gente reclamando em tudo quanto é site de games e um cara que parece um Boomer xingando a Sony no Youtube...

Amer H. disse...

A Sony já disse que amanhã terá uma correção que poderá ser baixada pela PSN.

Gamer é um povo fresco. Dá um problema no console, o cara não espera aparecer uma solução, ele bota a boca no trombone e acha que tem razão indelével em malhar tudo e todos.

:: Luthy Lothlorien :: disse...

FUKING HOLY SHIT!!!!

Eu ri HARD com este artigo!!! Detalhe: estou morrendo, me contorcendo, caindo pelo ladrão, de cólicas... Problemas de meninas... E AINDA CONSEGUI RIR!!

O doálogo entre o autor de FF e o Assistente Jaspion me fez engasgar de saliva...

Okey... Agora direi algo que você vai se surpreender: Você me conhece, a gente sempre conversa, você sabe que eu sou gamer, mas não ultra super mega hard geek nerd 5.0 e mesmo assim... Já joguei Final fantasy III! O_O... É um inferno, sim, concordo com você, prefiro sentir as cólicas que estou sentindo agora do que jogar aquilo de novo...

Muito bom o artigo, Amer! Vou indo nessa pra descansar, me livrar dessa dor, ir trabalhar e na volta continuar a fazer meu cosplay do vilão emuxo gatinho peidão do qual você falará daqui a dois artigos =D

Beijos =***

daniel disse...

Fiz uma cruzada no passado para terminar todos os FFs. Atualmente estou jogando o X, terminei do 1 ao 9 e alguns tipo o adventure e tactics etc. Detesto o 2, é com certeza o pior dentre todos. O III eu joguei no emulador traduzido para o inglês, é difícil mas pra mim menos que o primeiro no remake ps1, pois no III por jogar no emulador podia dar save states.

Agent13 disse...

Sobre o final fantasy III do DS, notei que os chefes são mais dificeis que a versão original do NES. Percebi que no DS, os chefes atacam bem antes de você(dando a impressão que ele atacou duas vezes)
Mais uma coisa: o último chefe ficou bem dificil no DS. No NES matei ele na primeira tentativa...

AntiVida disse...

Muito maneiro o artigo, sempre tive vontade de jogar os mais antigos da série, mas sempre faltou coragem. Talvez agora possa joga-los.

Quanto a série em si, acho que o ápice foi o 7 mesmo, todos os outros que se seguiram não conseguiram captar a magia de Final Fantasy...

Dragon Quest VIII e até mesmo o VI dá um banho em jogos como FF8 e FF10, na minha opinião é claro :D

brjcweb disse...

Eu tive sorte, meu PS3 FAT não teve problema nenhum. E olha que entrei na PSN pra baixar o demo de GOW 3 e tudo.

Pedro "Hipérion" disse...

Muito bom esse artigo, apesar de j saber a historia de FF foi bom ler de novo.
Na esperança pelos proximos artigos sobre a serie.

evil monkey disse...

ok, ok, vou esquecer a preguiça e comentar...

Eu só adiei tanto porque eu não sou um grande fã de FF.

só joguei o 3 de super nintendo, quee não fez muito o meu estilo e o 12, mas ai eu ganhei um ps3, então ele está pendente.

Um dia eu completo...
um dia...

GuilhermeKinni disse...

Os primeiros Final Fantasy que eu joguei foram o 1 e o 2, com o Final Fantasy origins que os meus amigos tinham, eu venci os dois, depois joguei outros, eu terminei o final fantasy 3, mas eu não recomendo, eu perdi uns 15 anos de vida fazendo isso.

J_arikado disse...

bela postagem amer,nossa o sistema de evolução do final fantasy 2 é ruim assim?e eu achava que o do 8 era ruim...prlo menos da pra se virar
quanto aos final fantasys mais novos não joguei nenhum mais por falta de play 2 que paciencia comento mais no final fantasy 7 e 8 que foram os unicos que zerei...

Pedro disse...

Falta o Tactics na listinha, mas na ausência dele vai o XII. Matsuno, Sakimoto e Yoshida são imbatíveis.

E porra, eu gosto de grindar, mesmo quando não é muito necessário.

Enfim, FF é uma franquia bacana, até hoje só não gostei do VIII e não joguei o X-2. Tirando XII e Tactics não são exatamente meus jrpgs preferidos ( Megami Tensei me agradam bem mais e tal ), mas não são tão ruins quanto muita gente gosta de dizer por aí.

Pedro disse...

E falando em Sakaguchi, Lost Odyssey foi uma PUTA DECEPÇÃO.

Nâo sei se é pelo fato de não ter mais saco pra jrpg genérico, mas porra, não consegui sair nem do primeiro disco dele. Fraco demais ~.~

vD disse...

Um excelente começo de mês, Américo. Não imaginei que o senhor fosse fazer um mês de Final Fantasy aqui no blog. Diabos, eu nem achei que você gostasse de Final Fantasy!

Só uma coisa: Quando chegar a hora, não trate a Rinoa mal. A coitada não tem culpa de ter sido escolhida para a sucessão de (B)Witches.

BetaTesterZER0 disse...

Td bom Amer???

esse comment ñ tem nd haver com o post, é q eu vi um negócio na net e achei q vc iria gostar:

http://superscans.net/gi-joe-vs-transformer-iii-the-art-of-war-comandos-em-acao-vs-transformers-iii-a-arte-da-guerra/


[]'s

Edson disse...

U-hu! Até que enfim vou poder entender a série Final Fantasy desde o início! Valeu aí Amer!

Desde garoto, nunca curti muito RPG´s (principalmente porque meu inglês nunca foi lá essas coisas e não manjo nada de japonês), por isso me concentrava em jogos de aventura ou beat´ups.

Mas mesmo assim sempre quis saber mais sobre o jogo que tornou esse tipo de game popular e vou acompanhar com interesse os demais posts sobre o tema.

Frodo disse...

Se eu falar que eu acho que os RPGs ocidentais estao dando um banho de qualidade em cima dos RPGs orientais, alguem aqui vai me bater? =P

Avalanche(Lance) disse...

Frodo

Eu te dou razão, mas no geral poucos RPGs são realmente RPGs, Baldurs Gate e seus afiliados, dão um pouco de liberdade, mas considero o unico rpg mesmo o Fallout 2.

Nesse jogo você poderia matar todas as pessoas que vc encontrasse e mesmo assim não atrapalharia a história inicial.

Pedro disse...

"Se eu falar que eu acho que os RPGs ocidentais estao dando um banho de qualidade em cima dos RPGs orientais, alguem aqui vai me bater? =P"


São muito melhores desde os tempos que Black Isle / BioWare nasceram.

Rake-Ryu disse...

Coincidencia comecei a zerar Final Fantasy 9 denovo essa semana xD

E espamos que o FF XIII seja tão bom quanto os outros (exeto o 2)

Kleber disse...

Putz!Detesto Final Fantasy!Tipo, os fãs dessa porra,conseguem ser piores até do que aqueles fãs mais chatos de Legião Urbana.

Nunca fui fã de JRPG, sempre aquelas historinhas nipo-mediaveis do heroizinho que salva mundo de uma corporação do mal ou esses mais novos cheio de personagens EMO/Andróginos/J-Rockers com crises existenciais.Um asco, nojo absoluto!

O mais perto que eu tive de gostar MESMO de um JRPG, foi com o Chrono Trigger de SNES, mesmo assim procurei não jogar muito para evitar ataques epiléticos ou um envelhecimento precoce...

Gabriel disse...

Cara, e eu que nunca fui muito fã de FF... o único que eu já jgoeui ,zerei e ADORO é o 6 - vilão Mais MOTHERFUCKER que o Kefka não há!

Mas tô vendo que devo minha vida ao primeiro Final Fantasy. por ter tirado o pé da Square, por que se não.... MEEEEEU DEUS, UM MUNDO SEM CHRONO TRIGGER, SEM SECRET OF MANA??? NÃÃÃÃÃO!

Questão disse...

Lance, também acho legal o estilo de Fallout 2, essa coisa de ser um RPG meio sandbox e pá... mas inegavelmente, Baldur's Gate, Neverwinter Nights e afins são RPGs bem raíz também, D&D total. Não é pelo fato de serem menos abertos que são "menos RPG" que outros jogos.

Franco disse...

Posso dizer que tenho um Boa historia com Final fantasy so por causa do 1,4,7,8,tatiqs.

Para mim o 1 do ps one foi inesquecivel como primeiro rpg jogado por mim juntamente com o zelda de link of past.

No poste vc poderia ter colocado algumas imagens da galeria do jogo de ps1 que era do caralho, mas agora ja foi, quem tiver a oportunidade de ver lá tem coisa muito boas.

Sobres os fãs putinhas nunca intendi bem as razãoes deles(a) mas fazer o que fã é fã né vai saber.... so estragão uma coisa que eles tentão promover.

Sobre os remakes só não joguei o 1 de PSP por falta de um os outros ja tive o prazer de apreciar o do 4 para GBA tem um extra no final bem legal.

Sobre as historias eu gostava mais quando eram só 1 paragrafo antes do jogo começar quem diabos precisa de um motivo para salvar o mundo ? que droga.

Agora estou nostalgio lembrando os meus tempos de Ps1 T____T

Franco disse...

Q droga esqueci de falar eu era muito viciado no joguinho de cartas que tinha no FF8, alias pena que a moda de colocarr um joguinho de cartas caiu distraia ver os personagens do do jogo nas cartas ...

Avalanche(Lance) disse...

Quenstão^^

Cara neverwinter e Baldurl's são ótimos RPGs, e sim eles são D&D na raiz pq literalmente são D&D, isso é inegável inclusive eles possuim uma ótima liberdade(meu personagem no baldur's era um ladrão, e eu me metia em cada canto do cenário...

Mas sim, o Fallout2 é um RPG melhor, um RPG é medido pelo máximo de opções que o jogador pode ter ou sendo explicito, pelo máximo que ele pode interpretar.

Final Fantasy você literalmente é um personagem numa linha reta, pode escolehr se fica mais forte ou não(você sempre é o mesmo personagem e no máximo escolheu o nome), inclusive a série da um final só pra cada jogo.

Baldur's Gate você tem uma missão principal por mais que você mude seu personage e as missões secundárias(e no Baldur's 2 você pode ser um senhor feudal) a missão principal ainda exige e semrpe está presente.

No Fallout2 você pode simplesmente matar todo mundo que enxerga pela frente em todas as cidade e terminar o jogo.

Vergan disse...

Gostei do artigo, mesmo eu detestando jogar Final Fantasy.

Queria saber uma coisa, porque ultimamente você tem demorado mais para publicar suas postagens?

Nos ultimos anos você tinha uma frequência de umas 7 no máximo de postagens por mês, mas era bastante, agora temos sorte se você faz 3.

Não pretendo ofender nem nada, é só uma curiosidade, pois você foi uma inspiração para eu criar o meu blog(mesmo eu não tendo seguidores,só eu mesmo :/).

qualquer coisa ta o link ai:http://blogdovergan.blogspot.com/

Espero ter tanto sucesso quanto você(ou mais hehehe).

Amer H. disse...

É por falta de tempo e bastante cansaço, meu caro.

Estou tentando organizar meus horários pra voltar a ter a disposição do passado, pois também sinto falta de postar uma cacetada de textos todo mês.

Talvez uma dose de radiação me ajude, vou testar e aviso dos resultados depois.

pandoso.k disse...

É.. eu realmente devo ser a única pessoa no mundo que gosta de FFII

Victor Hugo disse...

Fantástico o post.
Nostálgico, divertido e com CONHECIMENTO de causa. Só um veterano para saber dessas coisas, comentários aborrescentes de pessoas que começaram a jogar com GOW e acham que sabem qualquer coisa são irritantes aos extremo.

Blog favoritado :)

Rodrigo Ribeiro Baptista disse...

Parabéns pelo artigo! Muito bem escrito e engraçado pra caramba...hehehe...

jairo_bilaa disse...

Desculpa pela ignorância mais oq e spin off?

Carlos disse...

Não sei porque tantos consideram o II tão ruim, só porque os personagens não tem leveis ? mas da pra subir de nivel das armas e das magias. =D

Eu joguei o remake do II para PS1 e achei demais. joguei mais de 100 horas... era vicio...

É... eu realmente devo ser a única pessoa no mundo que gosta de FFII[2]

Veja Pandoso, você não é a unica pessoa. =D

Mas pelo visto... pessoas com esse pensamento estão extintas. XD

Sirlon Hayate disse...

Nossa, os três primeiros Final Fantasy's da franquia, que hoje em dia eu sou muito fã. Naquela época mau se pensava nos pequenos erros cometidos pela série, como repetição no termo de história, eles arriscavam tudo ! Adorei a matéria, mas não certos comentários bobos.

Leandro" Leon Belmont" Alves the devil summoner disse...

grande matéria Amer.

FF1 é muito bom, mas joguei a versão PS1. zerei uma pancada de vezes, o Monk em níveis avançados era nível Raoh de força.

Chaos virava uma putinha nas mãos do meu grupo, bons tempos.

FF2.... olha, eu confirmo tudo que você falou. é um parto joga-lo, talvez um dia, beeeem distante, arrume coragem para joga-lo.

e FF3 mesmo você me dando avisos sobre a dificuldade do game, acho que vou encara-lo, depois de zerar Castlevania 3 e alguns games do NES.

baixei games demais...nesse fim de semana, vejo se zero um ou dois.

dskvc uidf nkldfnbcndg ljnfgnbo disse...

Terminei do 1 ao 12, mas confesso que apanhei muito para finalizar os 3 primeiros, são muito foda,em compensação os remakes ficaram muito mais fáceis (menos o do III).
Concordo que o sistema do FFII ficou muito sem noção, mas deixa o jogo muito mais díficl e divertido ao meu ponto de vista.

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