quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Crítica do Amer: Hokuto no Ken: Shin Seikimatsu Kyūseishu Densetsu


Sei o que alguns de vocês devem estar pensando: “Amiba, mais um review de Hokuto no Ken? Por que isso? Não tem outros games dos quais você preferiria falar?”

No momento, não. Estou em uma fase de apreciação de Hokuto no Ken, em que fico assistindo os longa metragens da série repetidamente e mando vídeos com os melhores momentos da saga para meus amigos, para que também desfrutem de toda a MASCULINIDADE SUPREMA que é esta obra.

E que culpa eu tenho se a série gerou games para praticamente todas as plataformas existentes? Existem jogos de kenshiro e seus amigos desde o Nintendo 8 Bits, passando pela geração 16 Bits e chegando até os dias atuais.

Diabos, aposto minha barba que ainda teremos games de Hokuto no Ken quando Bleach e One Piece tiverem se tornado mera memória residual na cabeça dos Otakus!!!

Assim sendo, resolvi escrever a respeito de mais um game de Hokuto no Ken, aquele que foi lançado para o Mega Drive. E querem saber o mais bonito disso tudo? Vocês provavelmente já jogaram este game e querem um review dele há tempos!

Duvida de minha palavra? Pois contemple!!!


Por essa você não esperava!


Pois é, Hokuto no Ken foi lançado para o Mega Drive bem no início de sua vida, com certeza foi o primeiro game que muitos jogaram assim que ganharam seus reluzentes consoles naquela distante era em que olhávamos para um console de 16 Bits e imaginávamos “O que mais falta inventar?”

O enredo segue a segunda etapa da série, que começa alguns anos depois do confronto final entre Kenshiro e Raoh. Os dois órfãos de quem o herói cuidava (Bat e Lynn) estão crescidos já e lideram o “Exército da Ursa Maior”.

Kenshiro reencontra seus antigos parceiros mirins e os ajuda a derrotar o exército do Imperador Celestial, que como podemos deduzir, é um canalha opressor. Após o duelo entre os dois grupos, Lynn é seqüestrada e levada para a Terra de Shura, Kenshiro vai ao seu resgate, e encontra os guerreiros do Hokuto Ryu Ken, um estilo de luta que é uma versão distorcida de seu Hokuto Shin Ken.

A história é bem mais profunda do que eu fiz parecer, confie em mim.

O game foi transformado em “Last Battle” no Ocidente porque na época, Hokuto no Ken não era muito conhecido nos Estados Unidos. Mesmo já tendo sido lançado com o nome de “Fist of the Northstar”, ele nunca alcançou o mesmo sucesso que M.U.S.C.L.E. (Kinnikuman) e outros Animes conseguiram na terra de Steve Rogers.

Por estranho que possa parecer, os balões de diálogos do jogo foram traduzidos de forma quase literal e não fazem o menor sentido na maior parte das vezes. Na versão original, eram transcrições de falas da série e podiam ser compreendidas dentro do contexto da história, algo que não acontece na versão Americana.

E sem o enredo original, todos os personagens se tornam meio genéricos. Uma coisa é ver o bombado da tela e saber que ele é o Kenshiro, outra é chamá-lo de “Aarzak” e tentar entender quem é o monte de gente aleatória que ele encontra pelas fases.

A violência também foi removida, os inimigos normais não explodem na versão Americana, apenas voam longe. Chefes que explodem ao morrer tiveram suas cores alteradas para não parecerem com humanos, pois aparentemente, só monstros podem ter morte violenta em games desta época.

Localização: nem sempre ela acaba bem.


Tecnicamente, o game tem seus altos e baixos.


Os gráficos são muito bons, os personagens são grandes e bastante fiéis ao traço original do Manga. A animação dos modelos no entanto não é das melhores, a maioria dos personagens possuem poucos quadros de animação, o que torna a sua movimentação pouco natural.

Kenshiro é razoavelmente bem animado, mas isso ao longo do game isso se torna uma desvantagem muito clara (explicarei em mais detalhes daqui a pouco).

Os cenários não são muito variados, temos cidades devastadas, áreas rochosas, labirintos, planícies, arenas e demais localidades típicas de histórias em que o mundo foi devastado. Isso não é culpa do game, a série não tem uma grande variação de localidades e os programadores trabalharam com o que estava disponível. Mesmo assim, os cenários são apenas competentes, nenhum é impressionante.

O áudio é o típico amontoado de ruídos brancos tão característicos da primeira geração de games do Mega Drive.

O som dos ataques de Kenshiro é meio genérico e não passa a força que seria adequada ao herói, o mesmo pode ser dito dos sons que os inimigos geram ao ser derrotados, que não saem das variações de “BONG”, “SHHH” e demais efeitos sonoros que eram reutilizados a exaustão na época.

A trilha sonora é composta de quatro ou cinco músicas que são repetidas a exaustão a cada área nova que é visitada. Infelizmente, as canções não são exatamente bem compostas ou executadas e perdem totalmente o impacto após algum tempo de jogo.

Não há vozes digitalizadas, exceto pelo icônico grito “AH TAH” que Kenshiro solta sempre que inicia um capítulo ou fulmina um chefe de fase.

Eu gosto de ouvir “AH TAH” quando tenho a chance, mas um grito de vitória não é o suficiente para compensar todas as demais falhas que este game traz no departamento sonoro.


Agora, este é um game bastante difícil, mas pelos motivos errados.


Lembra que eu disse que Kenshiro é o personagem com melhor animação? Pois bem, isso se torna uma desvantagem, pois ele é mais lento que os inimigos que possuem animação menos detalhada.

Isso é um enorme problema, pois posicionamento é tudo neste game. O jogador precisa estar em um ponto específico para acertar cada inimigo sem sofrer dano. Um centímetro a mais para o lado e não só se erra o golpe como também se é atingido pelos vilões.

Ao logo das fases, um medidor de “Power” é preenchido na parte de baixo da tela a cada inimigo derrotado, chegando em um certo nível, Kenshiro arrebenta a camisa e seus golpes se tornam muito mais velozes. Embora pareça benéfico, nem sempre é uma vantagem, pois alguns oponentes são bem mais vulneráveis aos ataques normais do herói.

Cada capítulo possui um mapa e o jogador pode decidir qual cenário visitar conforme avança. O mapa porém passa uma falsa sensação de controle, pois não é possível prosseguir para o próximo capítulo sem visitar todas as áreas e é preciso seguir uma ordem específica para se abrir o duelo contra o chefe do capítulo.

Por exemplo, é preciso falar com Bat em um ponto do mapa, mas ele só aparecerá lá se um chefe em outro ponto do mapa for derrotado primeiro. Há uma área com inimigos entre o local com Bat e a tela do chefe, se chegar a área com Bat antes de matar o chefe, precisa passar pelo local com os inimigos e matar todos para chegar a tela com o chefe. Depois que matar o chefe e for ao encontro de Bat, precisa passar pela área com inimigos normais MAIS UMA VEZ antes de alcançar seu objetivo.

E como o jogo não dá a menor pista de em qual ordem as telas devem ser visitadas, prepare-se para passar pelos mesmos locais e enfrentar os mesmos inimigos de novo e de novo e de novo...

Assim que enfrentar todas as fases e encontrar todos os personagens com os quais precisa conversar, será necessário atravessar um longo labirinto antes de ganhar o direito de lutar contra o chefe do capítulo. Não existe mapa, nem nenhuma indicação de para onde seguir, o que faz com que seja muito fácil se perder nestes locais.

Os chefes de fase são o insulto final. Eles possuem movimentos específicos, mas não um padrão de movimentação específica.

Você pode aprender que um chefe específico dispara raios de energia, ataca com voadoras e chutes longos, mas ele não usa nenhum padrão que possa ser memorizado. Desta forma, é muito fácil ser vítima de ataques aos quais você sabe evitar, mas não estava preparado para fazê-lo.

Aliás, uma vida e nenhum Continue (a menos que se use truque após morrer).

Pois é... só machos do nível de Kenshiro podem terminar este game.

Não, um pouco demais... nível Falco já é bom o suficiente pra se chegar ao fim desse cartucho.


HnK para o Mega Drive não é um grande game, definitivamente.


Claro, vale como uma pérola nostálgica para todos que cresceram com um Mega Drive em casa e é bastante interessante para fãs da série, uma vez que usa o enredo da segunda fase do Manga, que é pouco conhecido mesmo entre os seguidores de Kenshiro.

Também é uma experiência bacana para quem só jogou a versão Americana. Ver inimigos explodindo ao invés de voando longe é sempre legal.

Mas é muito difícil recomendar este game para qualquer pessoa que não se encaixe nos dois perfis acima.

Gostaria de poder falar mais, mas nada me ocorre no momento, assim sendo, terminarei o artigo de hoje com uma frase de efeito da série:

“VILÕES NÃO PRECISAM DE TÚMULOS!!!”

E não se espantem se mais jogos de Hokuto no Ken pipocarem por aqui.

Cheers!!!

20 comentários:

Cosmão disse...

Joguei muito no Mega, mas infelizmente a maldita versão americana, toda picada e mal feita pra caralho. A versão japa é linda, com sangue, e mais fiel ao anime.
Mas o jogo é difícil pra burro mesmo! Nunca avancei muito, a fase onde espetos aparecem quase sempre acaba com minhas vidas...

OFF - legal saber que vc curte Cheers, eu era viciado nesse seriado quando eu era mais novo e meus pais podiam pagar tv à cabo com mais canais....assistia todo dia, Cheers seguido de Seinfeld :D !

evil monkey disse...

É, eu lembro dos meus tempos de mega drive(o qual eu herdei do meu irmão quando já existia o psx)e como eu era péssimo jogando.

Mas saindo do foco, rola uw review se mass efect 2 quando chegar aqui?

Mesmo eu tendo um ps3 eu acho que eu vou jogar para computador.
Esse é provavelmente o jogo que eu mais sinto pena de não poder jogar no ps3.

Maldita seja você bioware!

Malditaaaaaaaaaa....
....

Darsh Arts disse...

"Você já está morto!!"

Só terminei esse jogo graças ao savestate do emulador...

UnderHell86 disse...

"Só terminei esse jogo graças ao savestate do emulador..."[2]

Jogo divertido, mas realmente é difícil pra caramba. O progamador deve ter sido o próprio Kenshiro!

E será que veremos mais um game de Hokuto no Ken por aqui, Amer?

Rodrigo disse...

Tem uma coisa que eu sempre digo desde que Blood Rayne foi lançado... Explodir e retalhar inimigos nunca é demais. É nessas horas que eu lamento profundamente por ter tido um Phanton game (Lendário! O primeiro da Gigante Nintendo!) oa invez de ter tido um Mega Drive. Quem sabe não foi isso que me tronou um pouco menos insano nos dias de Hoje? É duro saber que eu poderia Jogar Com "O Guerreiro da Estrela Polar" (old times xD) enquanto eu estava jogando usando um encanador bigodudo e suado que corre atrás de uma vadia loira... É...

Sasoriman disse...

O Amer começa a falar de Hokuto No Ken... QUANDO EU COMEÇO A LER O MANGÁ! LOL!

Aliás, uma sugestão para o outro blog: Rola review quadro por quadro do filme Live-Action de Hokuto No Ken? lol.

Godiles disse...

hum...esta na lista, jogarei apos terminar a série Splatterhouse

;X

Sasoriman disse...

"Amiba" não é o "cientista" louco que se passou pelo Toki?

Sasoriman disse...

...Aliás, estou na parte após o Souther, mereço palmas! \o/

Amer H disse...

E eu achando que ninguem ia entender a referência do Amiba.

Vagabundo da Lei disse...

Ótimo review Amer, vou ver se pego o Mangá pois adoro coisas pós apocalipticas.

Já q estamos falando do fim do mundo [modo propagando on] por q vcs naum dão uma visitada no meu blog? Ele também trata desse assunto, mas é uma história. Se vcs pudessem ver qualquer dia desses eu ficaria agradecido [modo propaganda off].

Sasoriman disse...

Foi uma das poucas referências que entendi até agora. ._.

...E devia ter um jogo de luta do Hokuto No Ken com o Amiba, eles botam o King Of Hearts, o cara que morreu com 3 golpes, e não botam o Amiba, o cara que deu um trabalho do cassetaralho!? E_E

Jack, The Ripper disse...

"Só terminei esse jogo graças ao savestate do emulador..."[3]

Thiago disse...

Amer, você tá animando e muito a ler Hokuto no ken (quando fui ler parei no volume 5).
E embora eu não tivesse conhecido este jogo no mega, e sim no emulador lembro muito bem dele. Desisti rapidim pois eu achei ele meio durão, mas que era legal os inimigos explodindo em sangue, isto era.
O Hokuto no ken do mastem system (black belt) também é lendario.

Lezard valeth disse...

Alguem conhce um site bom pra baixar os episodios ja procurei em varios mas todos dao erro



Ps eu nunca vi esse anime,sim eu sei mereço ser queimado no fogo do inferno por muitos milenios


mas se algum souber aonde posso baixar eu nao vou pro inferno hahahah

crisgunnm disse...

Nossa eu joguei este game antes, mesmo de conhecer a serie eu até curtia mto e achava engraçado na versão americana quando vc dava os golpes no inimigos fracos eles saiam voando,até mais pra frente eu jogar a versão japa e esquecer a versão americana.ptz grila !!!AARZAK ninguem merece!reamente é um AARZA,quem não jogou a versão japa ou pior quem numca assistiu o anime ou leu o mangá que é mto foda!!!

Leandro" Leon Belmont" Alves the devil summoner disse...

"Só terminei esse jogo graças ao savestate do emulador..."[4]

Martin disse...

É um dos melhores jogos que eu conheço. Amanhã eu tenho o aniversário do meu primo em hideki. Estou planejando para dar a este jogo, porque eu sei que ele vai adorar.Beijos

Mauricio Assis disse...

muito bom cara sou fã de HNK e gostei muito dos seus posts sobre o mesmo ^^

gostaria de falar sobre outro jogo de HNK de PS2 ele é o Sega Collections vol.27 acho enfim eu gostaria que você analisasse ele e lembrando agora o PS1 tem dois jogos de HNK procura lá ^^

Israel Damasceno disse...

Eu aéreo a versão japonêsa(nem chego perto daquela ofensa americana)a uns meses,atrás na raça sem cheat trapasa nem nada e devo dizer,que chefe fácil esse do final,o último chefe é mais fácil que os inimigos normais.