Finalmente chegamos ao fim do mês, hooray!!!Sim, porque não agüento mais falar de Final Fantasy. Adoro a série e minha cabeça provavelmente foi colocada a prêmio por eu ter elogiado o 13º game da franquia, mas há mais na vida além de Tifa e seu sutiã tamanho 60.
Pois bem, o que falta para se falar? Os spin-offs, é claro!
Para quem não está familiarizado com o termo, Spin-Off é um produto derivado de outro mais famoso e conhecido. Quando Friends acabou, a Warner achou que seria uma boa idéia lançar uma série apenas com o Joey, que era uma diarréia imensa, mas é também é um exemplo perfeito para se demonstrar o significado do termo.
Foram-se os tempos em que a Square podia lançar um Final Fantasy por ano. Na era do Super Nintendo e PsOne, grupos de 20 pessoas eram mais que o suficiente para produzir aqueles games simples em 2D, mas atualmente, as produções tem orçamentos estratosféricos e requerem muito mais trabalho.
Infelizmente, os japoneses ainda acham que equipes maiores do que duas dúzias de pessoas são um exagero, não é porque Halo 3 teve uma equipe de 600 pessoas que o mesmo deva ser feito no Japão. Ora, esses Ianques e seu desconhecimento das horas extras forçadas e da mão de obra semi-escravizada.
Desta forma, enquanto a equipe principal da Square trabalha nos games da cronologia central de Final Fantasy, a empresa delega responsabilidades para as outras equipes, afinal de contas, a vaca deve ser ordenhada. Isso gera uma tonelada de Spin Offs, para as mais diversas plataformas e com qualidade bastante oscilante.
Antes de prosseguir, vou dizer que não joguei muitos destes games, desta forma, minhas impressões a respeito deles são mais baseadas em especulações e no que ouvi falar a respeito deles do que em fatos.
Mas acredito que nenhum de vocês vai morrer se eu criticar um jogo que adoram, não é mesmo?
E caso isso aconteça, sempre há Phoenix Down...
E já começamos com aquele que é considerado a ovelha negra da família por muitos fãs da série.
Se bem que outros fãs consideram FF II, a ovelha negra, enquanto vários pensam assim do III. FF IX é execrado por muita gente e nem vou começar a falar de todo o desprezo que o XI recebe.
Desta forma, sempre que um fã de Final Fantasy se referir a um game como “a ovelha negra” da série, dê uma surra nele e roube seus doces. Assim ele aprende a não ficar enchendo o saco de pessoas trabalhadoras e cumpridoras da lei.
Seja como for, há uma história bastante interessante por trás da existência deste game e eu a contarei para vocês, simplesmente porque não o joguei e não tenho como falar a seu respeito sem ser um babaca mentiroso.
Pois vejam bem, Mystic Quest foi a maneira que o Japão encontrou de chamar os jogadores ocidentais de burros de uma forma passivo agressiva.
Bom e velho Japão... ninguém supera sua educação e seu gosto por colegiais estupradas.
Em 1992, a Square estava coçando a cabeça sobre qual seria o motivo que impedia seus JRPG’s de fazerem no ocidente o mesmo sucesso blenorrágico que faziam no Japão.
Diabos, Dragon Quest vendia tantas cópias e causava tantas filas no Japão, que surgiu uma lenda urbana dizendo que a Enix passou a lançar os games novos da série apenas aos finais de semana, para evitar que dois terços dos alunos Japoneses matassem aula em busca de sua dose de JRPG.
Já nos Estados Unidos, cópias de Dragon Warrior (a versão gringa de Dragon Quest) eram dadas como brinde com a revista Nintendo Power, de outra forma, ainda menos gente as jogaria.
Um pouco discrepante, não?
Aqui no Brasil, muitos gamers daquela época simplesmente fugiam de qualquer coisa que se assemelhasse a um JRPG, o que é compreensível devido a barreira do idioma. Já nos Estados Unidos não havia este problema, então o que mais poderia ser?
Arrisco dizer que era tudo uma diferença cultural. Nós ocidentais gostamos de ter recompensas imediatas com nossos games e títulos como Castlevania, Contra, Shinobi e Alexx Kidd, que dependem de reflexos e coordenação motora, preenchem muito bem os requisitos necessários para isso.
Imagine-se enfrentando um chefão especialmente difícil, você está focado no game, com frio na barriga, pois sabe que se morrer, terá de refazer a fase inteira de novo. Seus movimentos são calculados passo a passo, você esquiva magistralmente dos ataques do chefe, o golpeia quando tem a chance, ATÉ QUE FINALMENTE... ele é derrotado.
E você fica cheio de adrenalina, grita coisas como “Vai pro saco, seu filho da puta” e tem aquela sensação de satisfação que era sua primeira motivação para jogar.
Pois bem, é assim que jogamos aqui no ocidente.
Já os japoneses são educados desde pequenos a dar valor ao trabalho duro. Um japonês médio acredita que se não se esforçar 140% e não sofrer estafa de tanto trabalhar, ele não merece recompensa alguma.
Desta forma, não é surpresa que os games de maior vendagem no Japão sejam aqueles que exigem dedicação de seus jogadores a fim de se conseguir o melhor resultado. Simuladores de encontro por exemplo, necessitam de muitas e muitas jogadas do começo ao fim, de forma que seja possível conquistar todas as garotas disponíveis no título da forma mais perfeita possível.
Imagine então um game cheio de números e variantes como Dragon Quest. Eu usei Pro Action Replay e entupi meu jogo de Dragon Quest VIII de cheats e mesmo assim, levei mais de uma semana para terminá-lo.
Enfim, uma mera diferença cultural, ocidentais gostam de tiros e explosões e japoneses gostam de estratégias e de encher cadernos de anotações. Ninguem está certo ou errado.
Mas não foi assim que a Square viu as coisas. Para eles, Final Fantasy não vendia no ocidente porque nós Gaijins éramos burros demais para aproveitar algo tão “intelectualizado” quanto um RPG para o NES.
Claro, eles esqueceram que os RPG’s nasceram nos Estados Unidos, com o bom e velho Dungeons N’ Dragons, mas vamos deixar isso de lado por enquanto.
Desta forma, a Square produziu Final Fantasy Mystic Quest, como uma ferramenta para ensinar a nós, ocidentais neandertalizados, a apreciar games mais focados ao raciocínio do que aos reflexos.
Ahhh Square, se eu pudesse socava seu nariz... filha da puta condescendente...
E o que torna este game tão ruim? Bem, a Square removeu absolutamente TUDO que torna Final Fantasy interessante em primeiro lugar.
Não há desenvolvimento de personagens, o protagonista simplesmente vai de um lugar ao outro matando monstros e espalhando a justiça... “porque sim”, as dungeons são fácies, com inimigos tão fracos e incompetentes que um sujeito em coma conseguiria completá-las, não há um mapa para se explorar, a aventura é absurdamente linear e o jogo é curto demais, podendo ser terminado em oito horas ou menos.
Aliás, só é possível jogar com o protagonista e um parceiro, que é controlado pelo computador e nunca pode ser customizado, o que é muito broxante para fãs do estilo. Por outro lado, o herói do game aprende todas as habilidades do jogo e quando chega ao final da aventura, está mais poderoso que o Galactus.
Tudo só coloca sal na ferida, porque tecnicamente, Final Fantasy Mystic Quest não é ruim. Seus gráficos são agradáveis para a época (embora os inimigos e dungeons não sejam nada inspirados) e sua trilha sonora é agradável, com um pouco mais de trabalho e um pouco menos de arrogância, a Square poderia ter lançado um Final Fantasy bastante adequado para introduzir a série para crianças pequenas.
O game fracassou em vendas e deixou a Square ainda mais confusa. Se os games oficiais vendiam pouco e este aqui vendeu menos ainda, o que poderia fazer os gamers ocidentais gostarem de JRPG’s?
Resposta: bons jogos e tempo. Breath of Fire e Phantasy Star não foram sucessos estrondosos no ocidente, mas conseguiram um bom número de seguidores fiéis, o que demonstra que o público só precisava de tempo para se acostumar a mais um estilo de jogo.
Provavelmente, a Square aprendeu esta lição e lançou Final Fantasy VI do jeito que este veio ao mundo e houve muita alegria.
... uma pessoa reclamou de Final Fantasy VI na verdade, mas ela foi assada e comida, então sim, houve muita alegria.
Este game foi lançado no Japão como Final Fantasy USA – Mystic Quest, e imagino que muitos jogadores nipônicos riram de nós ocidentais enquanto soltavam frases como “Gaijin tudo buro pa carario, né! Jogo faciru pa pôra esse!!”
Mas compensando a quantidade incrível de piadas que nós ocidentais fazemos as custas do Japão (como a que escrevi no parágrafo acima) é justo que eles nos zoem um pouco também.
E vamos agora para um game bom de verdade!
Chegamos agora ao game que muitos de vocês pediram ao longo do mês: Final Fantasy Tactics. Um dos melhores jogos disponíveis no PsOne, definitivamente.
FFT não é um JRPG apenas, mas também um game estratégico. As batalhas não acontecem da mesma forma que nos games tradicionais da série, elas tomam parte em cenários onde os membros do grupo podem se movimentar livremente e o posicionamento das unidades e raciocínio do jogador são tão vitais para o sucesso quanto bom equipamento e Level avançado.
Isso pra não falar de sua história, que é uma das melhores já criadas para um game.
O enredo toma parte no reino de Ivalice, que também seria o cenário de Final Fantasy XII. Não apenas isso, mas tudo aqui foi inspirado na história da Europa medieval da vida real, com um pequeno toque de fantasia, pra dar gosto.
O poder em Ivalice é dividido em castas, com famílias nobres como a Casa Beoulve dominando províncias inteiras e mandando em todos os camponeses e plebeus que lá residem. Mas assim como na Europa de nosso mundo, o real poder está no clero, aqui representado pela Igreja Murond Glabados, que está semeando o caos e a discórdia pela terra para gerar conflitos entre as famílias nobres.
Claro, a igreja tem uma intenção real muito sombria e terrível. Após jogar este game, é difícil olhar para o Papa da mesma forma.
... se bem que... é difícil ter alguma confiança no atual Papa Palpatine XVI. É só uma questão de tempo até ele nomear Darth Maul como cardeal ou coisa assim, marquem minhas palavras.
Enfim, o game segue dois personagens, Ramza e Delita, amigos de infância que inicialmente lutam em nome da Casa Beoulve, em nome da família. Após participarem de uma batalha onde a irmã de Delita é morta de forma cruel apenas para facilitar a vitória dos Beoulve, os dois amigos se separam.
Delita faz um juramento de nunca mais ser manipulado pela casta nobre a fim de trazer benefício para outras pessoas e inicia sua própria campanha de maquinação e trapaça a fim de se tornar rei, enquanto Ramza se torna um pária, passa a viver pelos próprios valores e aos poucos se molda em um herói que protege os mais fracos do abuso das castas mais altas.
A história é cheia de traição, morte, maquinações e violência, que aliás, é muito mais real e em maior nível do que nos acostumamos a ver em games da série. Não é incomum demônios abissais (falei que a igreja num tava fazendo coisa boa) massacrarem regimentos inteiros e Ramza e seus companheiros serem obrigados a atravessar cenários cheios de cadáveres e soldados agonizantes antes de confrontarem os chefes.
Final Fantasy Tactics contou com uma das piores traduções já feitas em um game antes do mesmo ser lançado no ocidente. “Fire Breath” por exemplo foi traduzido como “Fire Bracelet” em um erro de interpretação dos ideogramas japoneses que eu não consegui entender até hoje.
E mesmo com essa tradução abaixo do nível Pink n’ Blue, quem jogou não esquece o enredo e de seus personagens, prova cabal da qualidade da história presente neste game.
Pena que a Square não seguiu o próprio exemplo quando criou Final Fantasy X-2.
Mas uma das coisas mais atraentes de Final Fantasy Tactics é seu potencial de apelação infinito.
O Job System de Final Fantasy III e V está de volta, com quase todas as profissões do passado e mais algumas novas. Todas as classes possuem habilidades específicas, que uma vez aprendidas, podem ser utilizadas com qualquer outra classe de personagem selecionada.
Suponhamos que você esteja jogando com um Ninja e aprenda a habilidade “Two Swords”. Agora você pode equipar uma espada em cada mão, se escolher a classe Knight, equipar a Excalibur (que lhe dá o status “Haste” e acelera a velocidade permanentemente) em uma das mãos e a Ragnarok na outra, poderá chutar mais bundas do que imaginava ao começar o game.
Agora, imagine este mesmo personagem, utilizando a habilidade “Teleport”, aprendida como Time Mage. Você terá um Knight, carregando uma espada imensa em cada mão, que é capaz de se teletransportar pelo cenário e pegar qualquer um por trás.
Como eu disse, potencial de apelação infinito, e olha que eu nem estou me esforçando muito pra pensar em formas de como abusar do poder.
Claro, chegar a este nível de poder absurdo requer tempo e dedicação absurdos por parte dos jogadores. Para se ter uma idéia do quanto um sujeito se devotou a evolução de sua equipe, basta olhar no calendário interno do jogo.
Embora não tenha um tempo definido para ser terminado, o game possui um relógio interno que mostra o tempo passando e os personagens envelhecendo (apenas em seus perfis, não há nenhuma mudança estética ou em termos de jogo quando ficam mais velhos). Ramza começa a aventura com 17 anos e alguns jogadores só completaram a batalha final após o herói passar dos 40.
No meu Save, Ramza chegou aos 31 anos e já me dei por satisfeito. Neste mesmo Save existem quatro personagens que batizei com os nomes dos personagens de Cowboy Bebop, porque na época eu estava assistindo esse Anime.
Aposto que muitos de vocês tem saves de games com personagens batizados com os nomes dos Cavaleiros do Zodiaco ou do povo de Yuyu Hakusho. Todos fizemos isso em algum momento de nossas vidas.
Bons tempos... bons tempos...
Final Fantasy Tactics foi lançado para o PSP também, com o sub-título “War of the Lions”. O game é uma reprodução fiel da versão de PsOne, mas com algumas coisas a mais, como a presença de Balthier, de Final Fantasy XII, como personagem secreto e opcional.
Aliás, Cloud de FF VII também dá as caras aqui. Ele é um dos personagens mais fracos do game, mas é impossível não colocá-lo no grupo uma vez que o recrutamos.
Infelizmente, a versão de PSP roda mais devagar que a de PsOne. Não tenho idéia de porque isso acontece, mas enche um pouco o saco de quem se acostumou com a versão original. Só que não é nada com o qual não possamos nos acostumar com o tempo.
E um game desta magnitude e que exige tanto tempo é perfeito para um portátil. Nada como ganhar alguns níveis com Ramza para ajudar a sobrevivência durante uma aula de História da Arte.
Quem já estudou isso sabe.
Aliás, Final Fantasy Tactics eventualmente ganhou seu próprio Spin Off...
... em Final Fantasy Tactics Advance, para o Game Boy Advance.
Que fique claro que apesar de se passar no mundo de Ivalice, este game não é uma continuação do anterior. De fato, os dois não possuem nenhuma ligação e este título deriva muito mais de Final Fantasy XII do que do Tactics original.
Por exemplo, as cinco principais raças aqui são as mesmas de FF XII: Humes, Moogles, Bangaa, Nu Mou e Viera. Sim, é possível ter um exército só com lindas mulheres negras e curvilíneas com orelhas de coelho... serei errado por ter pensamentos impuros neste momento?
Mas então, o que posso dizer sobre este game?
Ao longo de minha existência, existiram alguns consoles que eu não fiz a menor questão de ter e o Game Boy Advance foi um deles. Sei como é a vida de um portátil: as empresas os anunciam, fazem um tremendo auê, o lançam, todos compramos e seis meses após seu nascimento, as produtoras param de lançar bons jogos para ele, nos restando jogar eternamente os cinco títulos iniciais do aparelho, que prestam porque tinham a função de empurrá-lo para o consumidor.
Se acha que estou exagerando pense no PSP e me diga doze bons jogos que foram lançados em 2009.
E eu digo, jogos BONS DE VERDADE, nada daquela desculpinha de "ahh, mas eu gostei!"
Que porra é essa? As produtoras acham que dono de portátil não é jogador hardcore? Que são só desocupados que querem usar o DS pra jogar Brain Age e Nintendogs e o PSP pra jogar... seja lá o que for que o PSP tenha de casual! Que merda embriocada do cacete é essa? Malditas produtoras!!! Jogadores de portátil são hardcore também!!!
Mas novamente estou divagando, o que mais posso falar deste jogo?
Bom, ele é muito bonito para um título de GBA e parece bastante desafiador e interessante. Nesta era de emuladores eu não tenho muito mais desculpa para não jogar, então talvez o faça eventualmente.
Aliás, FF: TA gerou algumas continuações próprias... sobre os quais não falarei por pura preguiça. Não se preocupem, não estão perdendo muita coisa até onde eu sei.
Agora partirei para outro game que também saiu para portátl, mas este muito mais pesado e primitivo.
Final Fantasy Adventure, que foi lançado para o Game Boy original. Velhos como eu devem se lembrar dele, o console portátil da Nintendo, com telinha monocromática em tons de verde e amarelo e tanto poder de processamento quanto uma samambaia.
Aliás, o Game Boy original parecia um tijolo e pesava o suficiente para causar traumatismos cranianos em desavisados.
Claro, seu tamanho era relativamente pequeno quando comparado ao Game Gear, Virtual Boy e outros aparelhos "portáteis" lançados ao longo da história que não podiam ser carregados em nada menor que uma valise.
Mas vamos ao jogo em questão!
O enredo gira ao redor da Árvore de Mana, que...
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Espera aí, Árvore de Mana? Com licença um minutinho, sim?
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MAS ISSO AQUI NÃO É FINAL FANTASY PORRA NENHUMA!!! ISSO AQUI É SEIKEN DENSETSU!!!
Aliás, Seiken Densetsu é conhecido no ocidente como Secret of Mana e poucos jogos da série (que é muito boa no Super Nes) foram lançados fora do Japão. Que fique claro que nada tenho contra Secret of Mana e um de seus títulos apareceu na minha lista de melhores games do Super Nes.
Mesmo assim... DESGRAÇADOS MALDITOS, COMO SE ATREVEM A BATIZAR UM GAME DE OUTRA SÉRIE COMO FINAL FANTASY PARA ENGANAR O CONSUMIDOR???
FINAL FANTASY LEGENDS, COMA MERDA!!! COMA MERDA E MORRA, SEU JOGO FILHO DA PUTA DA PORRA!!!
ISSO MESMO, WILLY MALDITO! MORRA!!!
E aproveitando que fiquei muito puto, vou falar de outro game da franquia que me parece uma piada de mal gosto com os fãs.
Antes de começar a falar mal, quero dizer que entendo as forças inexoráveis que forçaram a Square a lançar este game.
Em primeiro lugar, a empresa estava num mato sem cachorro na época, com um rombo de quase 100 milhões de dólares causado pela bomba cinematográfica The Spirits Within. Ninguem, seja a Square ou o Scarface, se recupera do dia pra noite de um fracasso destes.
Final Fantasy XI rendeu um bom dinheiro, mas muito menos que o necessário. Final Fantasy XII sofria com colapsos nervosos de seus produtores, equipes pouco capacitadas sendo chamadas no último instante para resolverem os problemas e ainda demoraria algum tempo até ficar pronto.
Kingdom Hearts foi um sucesso imediato, o que deve ter feito os chefões da empresa darem piruetas de alegria, mas mesmo assim, não conseguiria sozinho consertar o estrago feito pelo filme.
Foi então que a presidência da Square (sem Sakaguchi, que na época já havia “se demitido”) decidiu seguir pelo mesmo caminho fácil que já foi trilhado por muitos diretores de Hollywood: criar uma sequência.
Que fique bem claro que não tenho nada contra sequencias. Acho Predador 2 melhor que o primeiro (e acredito que Predadores será ainda melhor que o clássico com o Arnold) e considero Rambo IV um dos melhores filmes de guerra de todos os tempos.
Também adoro Karate Kid IV... mas isso tem mais a ver com o fato da protagonista ser uma Hillary Swank bem novinha que passa metade do filme com camiseta folgada e sem sutiã...
E eu poderia citar dezenas de games que são continuações vastamente superiores aos jogos originais: Super Mario Bros 3, Sonic 2, Phantasy Star IV, Megaman 2, Street Fighter II, Tekken 3, Teenage Mutant Ninja Turtles IV, Grand Theft Auto IV, God of War II e por aí vai.
Também não me incomoda o fato de 90% dos cenários do jogo serem reciclados. Final Fantasy X-2 não é feio, muito pelo contrário, ele é esteticamente muito agradável.
E o jogo faz uso do Job System novamente, embora bastante adaptado e com menos potencial apelativo que em Final Fantasy III, V e Tactics, é legal poder novamente mudar a profissão dos personagens ao nosso bel prazer.
Mas já que reconheço todos estes fatores como positivos, o que me incomoda tanto em Final Fantasy X-2?
Simples, sua história é retardada.
Digam o que quiserem, mas 50% de um RPG é sua história. Claro que evoluir o grupo é parte da brincadeira, mas sem um bom enredo, tudo que temos são um amontoado de números e habilidades que nem sempre mantém a graça do jogo após algumas horas de partida.
Vide Borderlands, por exemplo.
Tudo que fizeram em Final Fantasy X, foi pegar as duas principais (entenda-se: mais jovens) personagens de FF X, injetar uma dose imensa de J-Pop nelas e as colocar em uma aventura sem muito sentido.
Acredito que a reunião entre os criadores do game foi mais ou menos assim:
Produtor Jiban (promovido após a demissão de Sakaguchi): Muito bem pessoal, precisamos criar uma continuação de Final Fantasy X pra gerar alguma grana. Reaproveitaremos os cenários e tudo que pudermos da jogabilidade, só precisamos de uma história. Idéias?
Assistente Spielvan: Que tal colocarmos Yuna, Lulu e Wakka viajando por Spira e destruindo qualquer cria de Sin que possam encontrar? Isso pode gerar reviravoltas bem dramáticas.
Produtor Jiban: Não gostei. O que mais vocês tem?
Assistente Metalder: Podemos trazer de volta o Job System, isso vai camuflar o quanto o jogo é uma reciclagem magra de FF X.
Produtor Jiban: Muito bom! Alguém tem mais alguma idéia?
Assistente Anri (que foi contratada pela Square e chutou o Sakaguchi depois que ele foi demitido): Que tal usarmos Yuna e Rikku, criarmos uma terceira personagem da mesma idade delas, adicionarmos uma dose do J-Pop que a garotada de hoje ouve e colocarmos as protagonistas em roupas bastante reveladoras, mas ainda decentes o bastante para que possamos vendê-lo para a molecada de treze anos?
*Enquanto falava tudo isso, Anri discretamente acariciava a virilha do produtor Jiban por debaixo da mesa*
Produtor Jiban: EXCELENTE IDÉIA!!! Spielvan, Metalder, vão para casa e elaborem um enredo em cima disso! Anri e eu faremos serão!
*Spielvan e Metalder vão embora resmungando, porque tinham mais idéias que consistiam de copiar Devilman, Macross e Doraemon*
Produtor Jiban: Muito bem Anri... você tem se depilado?
Assistente Anri: Não...
Produtor Jiban: EXCELENTE!!! Deixe-me ver!
Enfeitei um pouco, mas acredito que deve ter sido assim.
E enquanto Anri e Jiban experimentavam todas as idéias que aprenderam assistindo Bible Black, Milk Junkies e Dirty Laundry, Spielvan e Metalder foram para casa, assistiram horas e mais horas de shows de J-Pop na televisão, seguidos de uma maratona de Meninas Super Poderosas no Cartoon Network.
O resultado dessa torrente de informação é um game que exagera tanto na dose de GIRL POWER, que faria a mais ardente feminista projetar vômito pela sala assim que o visse.
Mas muito bem, ainda não falei da história. Vamos a ela.
Yuna não é mais uma sacerdotisa, pois o mundo de Spira não mais necessita de gente que se sacrifique para destruir Sin. A menina então colocou shorts curtinhos, uma blusa reveladora e tornou-se uma Sphere Hunter.
“Spheres”, são globos com gravações em vídeos gravadas e a razão pelo qual Yuna decidiu seguir nesta carreira é porque ela encontrou um vídeo de Tidus em uma delas. Decidida a encontrar todas as Spheres possíveis para ver se havia como trazer seu amado loirinho de volta a vida (oooops, spoilers), Yuna chamou sua priminha Rikku e Payne, uma garota gótica que brotou do nada, e partiu com elas em uma viagem que pode ser descrita como Três Amigas e um jeans Viajante... COM MÁGICA!
Se acha que eu estou exagerando, é porque não jogou esse game.
Outros personagens do game anterior fazem pontas aqui. Kihmari se tornou o líder de sua tribo, Wakka e Lulu se casaram e esperam um filho...
... espera aí, Wakka e Lulu se casaram? Garotas góticas lindas se sentem atraídas pro grandalhões abobalhados??? DEUS DO CÉU, AINDA EXISTE ESPERANÇA PARA MIM!!!
...
*ARRAM*
Eventualmente, Yuna e suas miguxas descobrem que o cara nas imagens que encontraram não é Tidus porra nenhuma, mas um sujeito que existiu milhares de anos antes e quase trouxe o fim do mundo. Graças aos poderes da conveniência, ele ganha uma nova chance de destruir a humanidade no presente e cabe a Yuna e suas amigas o deterem em nome do amor e da justiça.
Oh, como eu queria estar brincando...
E o game possui quatro finais e três deles envolvem Yuna superando sua paixão por Tidus e decidindo deixá-lo descansar em paz, o que AUTOMATICAMENTE DESVALIDA TODA A MOTIVAÇÃO QUE A FEZ ATRAVESSAR OS OBSTÁCULOS DESSE MALDITO JOGO!!!
Miserável! Final Fantasy X-2 não vale nem o tempo que passei me masturbando para a Rikku!
...
Eu falei isso ou só pensei?
...
Opa...
Agora, Final Fantasy X-2 foi muito elogiado pela crítica e pelo público. Recebeu notas bastante altas em sites especializados como Gamespot e IGN, e acredito que é considerado o melhor game da série por muitos fãs.
Mas este game não me desce, simplesmente não me desce. FF X-2 é muito constrangedor, eu prefiro que minha mãe me pegue assistindo isso do que isso.
Aliás, não tenho nada contra J-Pop, pelo contrário, eu gosto bastante, mas tudo que é demais se torna uma overdose. E Yuna bancando a Lara Croft japonesa é uma das dez coisas que eu poderia ter passado minha vida inteira sem ver.
Goatse é outra delas.
Seja como for, Final Fantasy X-2 vendeu 4 milhões de cópias, rendeu uma medalha ao produtor Jiban e ajudou a Square a sair um pouco mais do buraco financeiro, pelo menos até Kingdom Hearts se estabelecer como uma franquia.
Mais do que isso, este game mostrou a empresa o lucrativo mundo das sequências diretas. Se você já tem todo um universo criado e desenvolvido e fãs dispostos a pagar boas quantidade de dinheiro por mais um vislumbre daquele mundo pelo qual se apaixonaram, por que investir tempo e dinheiro em produtos inéditos?
E adivinhem qual jogo a Square passou a ordenhar depois?
E decidiram fazer isso com uma trilogia de games, o primeiro deles sendo este, que foi lançado apenas para celulares no Japão e nunca viu a cor do dia no Ocidente.
Basicamente, é um Action RPG original, e sua história se passa seis anos antes de Final Fantasy VII, após o período em que a Shinra e a tribo Wutai guerreavam e a empresa conseguiu o monopólio da energia sobre o mundo com seus reatores Mako.
O enredo se foca nos Turks e o jogador controla um deles e...
... Tifa aparece com sua roupitcha de Cowgirl em uma cena (HOORAY)...
... e o visual não é ruim para um game de celular.
Novamente, não joguei este game e não posso falar a respeito dele. Até onde sei, haviam planos para que ele fosse lançado no ocidente, mas a localização foi subitamente interrompida.
Acredito que a Square percebeu que as pessoas que jogam games de celular no ocidente estão acostumadas demais a Luxor e jogos de Quiz e não se interessariam por Final Fantasy.
Ao invés disso, a empresa decidiu prosseguir com sua nova trilogia através de um game de ação para o Ps2...
... com Dirge of Cerberus - Final Fantasy VII, o game solo de Vincent Valentine.
A primeira vista, Dirge of Cerberus parece um excelente jogo. O visual é muito bom, as cenas em CG são estupendas (do mesmo nível visto em Advent Children) e o protagonista e Vincent Valentine, provavelmente um dos personagens mais queridos de toda franquia Final Fantasy.
Diga-se de passagem, diferente de Advent Children, Vincent não usa batom e parece muito mais macho, o que sem dúvida são pontos a favor deste título.
Infelizmente, a ação do game prova a inexperiência da Square em trabalhar com games do tipo. As lutas são maçantes, o game é lento e há espaços enormes de cenário em que absolutamente nada acontece, antes que perceba, você estará bocejando e desejando uma dose de Final Fantasy X-2.
E a história não ajuda muito neste caso, sendo mais um derivado sem criatividade de Final Fantasy VII, que tenta sobreviver as custas de ligações suficientes para causar sentimentos nostálgicos nos fãs deste título.
Aqui, um grupo de Soldiers (o grupo de guerreiros de elite da Shinra do qual Sephiroth e Zack faziam parte) ressurge dos escombros de Midgar, que foi destruida no desfecho de Final Fantasy VII.
Ninguem nunca tinha ouvido falar destes caras até o momento, mas acho que eles sofrem da mesma continuidade retroativa que acrescentou sobreviventes Sayajins em Dragon Ball mesmo quando ouvimos inumeras vezes que "ninguém escapou da destruição do planeta Vegeta".
Por nenhum motivo claro, exceto que são um bando de cuzões, eles decidem despertar o Omega Weapon antes do tempo, para que ele destrua o mundo. De alguma forma, Vincent está ligado a evocação do monstro e resolve combater os lazarentos para restaurar a paz no mundo.
Digo, se ele é necessário para despertar Omega, não seria melhor se manter o mais longe possível dos vilões enquanto seus amigos igualmente (ou até mais) capacitados dão um jeito neles? Só pra garantir!
Mas mesmo com a história idiota e ação imbecil, Dirge of Cerberus deve ter feito bastante sucesso...
... porque gerou uma continuação também para celulares.
Que mania essa dos japoneses de lançar games em celulares! Por que não lançam no PSP? Não é como se o portátil da Sony estivesse sobrecarregado de bons jogos e pudesse passar sem um Final Fantasy.
Eventualmente, a Square (então já fundida com a Enix) aprendeu como um JRPG de ação deveria funcionar e viu que games para celulares eram uma boa bosta. Armados de bom senso pela primeira vez em anos, os chefões da empresa então lançaram uma prequel decente para Final Fantasy VII.
Crisis Core – Final Fantasy VII foi recebido com grande celebração pelos fãs da série e não é pra menos, este é um dos melhores derivados já feitos da franquia.
Aqui acompanhamos Zack, o SOLDIER que teve sua identidade usurpada por Cloud em FFVII e acompanhamos sua vida até poucos momentos antes do início da história em que este jogo foi baseado.
O enredo de Crisis Core é bastante ambicioso e narra sete anos da existência de Zack antes do fim da história. A narrativa no entanto é tão sutil e fluida que não temos a impressão de que tanto tempo passou.
E mais, muitos personagens de Final Fantasy VII dão as caras aqui: Sephiroth, Cloud, Hojo, Tifa (novamente com sua roupa de Cowgirl adolescente, HORAAAAAAAAAAY) e Aerith tem papéis de bom destaque aqui.
Aerith mais do que qualquer um, recebeu tratamento especial em Crisis Core. O game mostra claramente que ela e Zack estavam namorando, e a vendedora de flores é extremamente manhosa com seu rapaz, do mesmo jeito que muitas meninas são com seus cônjuges na vida real.
E vou confessar, é muito difícil não gostar da menina ao vê-la com características tão reais e presenciando Zack passar por situações tão familiares a tantos de nós.
Claro, não vou dizer que o roteiro do jogo é perfeito, ele exige uma suspensão da crença violenta por parte dos jogadores.
Dois personagens são introduzidos na trama: Angeal e Genesis, e o jogo tenta nos convencer de que mesmo que nunca tenhamos ouvido falar deles antes, ambos são tão importantes para a história de FF VII quanto Sephiroth e Cloud.
Retcon é uma merda.
Não que isso prejudique Crisis Core, ele ainda é um dos melhores títulos disponíveis no PSP. Seu visual é estupendo, sua trilha sonora é fantástica (passei semanas correndo atrás dos CD’s até conseguir) e a dublagem americana é fenomenal.
E a jogabilidade não é nada ruim também. Um pouco confusa talvez, mas não ruim.
O jogador controla Zack diretamente durante a batalha e ordena a ele o que fazer durante a luta, seja atacar, usar magias ou itens. É extremamente simples, mas requer bom uso de estratégia também.
Há um caça níqueis no canto da tela, que permanece ativado a batalha inteira. Se combinações de números específicos forem alcançadas, Zack ganha benefícios aleatórios, como invencibilidade temporária ou MP infinito.
Se o caça níqueis alinhar três imagens do mesmo personagem no entanto (que varia entre Cloud, Sephiroth, Angeal e demais membros importantes da história) Zack usa um Limit Break poderoso o bastante para eliminar todos os inimigos da tela ou mandar um chefe para o C.T.I no mínimo.
O caça níqueis no entanto funciona de forma aleatória e utilizar estes ataques depende apenas de sorte. Pode ser que você passe o game inteiro sem evocar um Bahamut...
E também há maneiras de evoluir as Materias que Zack equipa, a fim de torná-las mais poderosas e apelonas. Combinar itens é uma arte muito exigente e somente os jogadores mais insanos e sem medo de perder 200 horas de sua vida com um portátil em suas mãos poderão aproveitá-la.
Crisis Core prova que um bom orçamento, níveis toleráveis de fanservice e uma boa dose de retcon pode agradar os fãs e render muito dinheiro aos seus cofres.
Sinceramente, este é um dos melhores motivos para se ter um PSP, juntamente de Metal Gear Solid – Portable Ops.
E já que uma pequena dose de fanservice deu certo, por que não tentar uma dose massiva e nada saudável disso?
Dissidia – Final Fantasy é um dos produtos mais descaradamente lançados para aproveitar-se da dedicação dos fãs. Enquanto Crisis Core trazia fanservice óbvio e inegável, pelo menos nele, foi criada uma história cativante e bem feita, que nos motivava a continuar jogando.
Aqui, nem mesmo foi feita uma tentativa.
Basicamente, temos dois deuses: Cosmos (que é uma gostosa celestial) e Chaos (o último chefe do Final Fantasy original). Os dois estão tretando há séculos e decidiram acabar com essa briga de uma vez por todas.
Como? Cada um evocou dez campeões e os botaram pra lutar. Claro que estes campeões são os protagonistas e antagonistas dos dez primeiros jogos de Final Fantasy.
E é isso. O game não tenta cativá-lo com um enredo minimamente bem construído e conciso, ele apenas pega fanservice concentrado, o coloca em uma seringa e o injeta diretamente em sua corrente sanguínea, enquanto você delira com todas as possibilidades de Dream Matches entre os personagens.
E seus criadores sabiam exatamente o que estavam fazendo. Logo na abertura vemos Squall e Sephiroth duelando com suas espadas, algo que deve ter causado ejaculação massiva em muitos fãs de FF VII e VIII.
Eu fico satisfeito em espancar o Kuja com o Kefka, vocês já sabem disso.
Mas e a jogabilidade? Ela é boa?
Não vou descrever como as lutas funcionam, pois isso demoraria demais e eu já estou cheio de Final Fantasy. Apenas aceite que o jogo é competente e não te irrita pelos motivos errados e vá jogar se está curioso em saber mais.
Ele também é muito bonito, com gráficos excelentes para o PSP e trilha sonora boa. A dublagem também é muito bem feita, embora seja um pouco menos estelar que em Crisis Core.
E nada mais tenho a dizer, um dia escrevo um review de Dissidia e tudo fica bem.
Ah sim, tenho mais uma declaração sobre este game.
Qualquer game que me deixe jogar com a a versão Esper de Terra merece o selo de qualidade do Amer.
E assim termino de falar sobre todos os jogos da série lançados para consoles da Sony. Ou todos os que importam, pelo menos.
“Amblin, você não tá esquecendo de nada? A Square fez as pazes com a Nintendo eventualmente, não?”
Sim, acredito que Miyamoto teve de enviar um caminhão de atrizes pornôs para a Square a fim de conseguir esta trégua, mas sim, novos games de Final Fantasy eventualmente foram lançados para os consoles da Nintendo.
Final Fantasy III e IV foram refeitos e lançados para o Nintendo DS, com gráficos poligonais e... é, acho que só isso. Não peguei imagens dos dois por pura preguiça, mas sei que minha palavra basta pra vocês.
Todos os títulos do Super Nes foram relançados para o Game Boy Advance com acréscimos a jogabilidades, novas Dungeons e chefes para alegria dos fãs mais antigos.
E uma continuação de Final Fantasy IV foi lançada para celulares e eventualmente portada para o Wiiware.
O jogo possui visual muito parecido com os games do Super Nintendo, o que é um ponto a favor para um saudosista imundo como eu.
Ele também foi lançado no formato de capítulos, com cada um focando-se em um personagem. Um deles é dedicado a Yang, outro a Rydia, Palom e Porom ganham capítulos individuais e por aí vai.
E... não tenho mais nada a dizer, porque também não joguei este título.
Mas este não foi o único game totalmente novo lançado para um console Nintendo. O Gamecube recebeu a série exclusiva Final Fantasy: Crystal Chronicles alguns anos antes.
Novamente, é uma série que não joguei e portanto não posso opinar a respeito. No entanto, Crystal Chronicles tem uma característica que sempre me deixou um tanto quanto... chocado.
Todos os personagens se parecem com crianças... mas algumas das meninas aqui presentes tem peitos imensos enquanto outras usam calcinha fio dental tremendamente enfiada na bunda.
E se você não acha isso perturbador, com certeza vai gostar muito de Kiss Players.
Canalha...
E aqui encerro minha série de artigos sobre Final Fantasy. Antes que alguém reclame, não falei de Kingdom Hearts pois não considero esta série um derivado de Final Fantasy.
Tampouco falei dos filmes porque queria dedicar este mês apenas aos jogos. Falo das produções para cinema em outra ocasião.
E novamente, parte das imagens vieram da série de artigos The Rise and Fall of Final Fantasy. Vão lá depois, se sua fome pela criação de Sakaguchi ainda não tiver sido saciada.
Enfim, espero que tenham se divertido com este mês e ganho Level ao fim dele.
A seguir, voltaremos a nossa programação normal.
Aliás, após um bom tempo parado, atualizei meu Outro Blog. Dêem um pulo lá depois.
Cheers!!!

















Pois bem, não joguei este game e todas as minhas opiniões a respeito são baseadas no que li em relatos de outras pessoas.



É possível terminar o game com um Level razoavelmente decente, mas quem quiser completar 100% e enfrentar todos os chefes mais poderosos não precisa apenas de habilidade, mas uma boa dose de sorte também.




