domingo, 2 de novembro de 2008

Crítica do Amer: Ikki Tousen: Eloquent Fist


Ikki Tousen é um mangá da autoria de Yuji Shiozaki. Ele conta a história de sete escolas no distrito Japonês de Kanto que estão em guerra umas com as outras.

Escolas em guerra?

Calma, fica melhor!

Aparentemente, todos os alunos de todas as escolas são reencarnações de guereiros da era dos Três Reinos da China, que você talvez já tenha ouvido falar, graças à série de games "Romance of Three Kingdons" que diga-se de passagem, é uma franquia sobre eu qual nunca vou escrever aqui.

Então, são sete escolas com alunos treinados nas mais milenares artes de combate que travam uma guerra eterna, repetindo os conflitos violentos que suas vidas anteriores na China o fizeram?

Aparentemente sim, mas calma que fica melhor ainda!

99% do corpo estudantil da escola é composto de aluna impossivelmente gostosas, que quando entram em combate, acabam sempre semi-nuas, pois suas roupas aparentemente são feitas de papel e açúcar e se desmancham com a menor lufada de vento.

De fato, a série é conhecida pela sua quantidade burlesca de fan-service. Tanto que os otakus desvairados do Japão estão aguardando a nova série em OVA, que os produtores já prometeram, terá cenas de nudez frontal completa das meninas.

O que me faz perguntar... por que raios não transformam logo isso em hentai? Pouparia muito trabalho!

Enfim, apesar de ser um desenho que nenhuma pessoa normal gostaria de assistir na presença dos familiares ou amigos, Ikki Tousen se mostrou popular o suficiente para gerar games e este é um deles.


Ikki Tousen: Eloquent Fist é um beat'em up.


Caso não esteja familiarizado com o termo, beat'em up são aqueles games em que você seleciona um entre vários tipos de personagem e sai espancando uma esbórnia de gente enquanto atravessa diversos cenários.

Como em Final Fight e Double Dragon. E se você nunca jogou estes jogos, me pergunto o que diabos está fazendo em um blog de games.

Há dois modos de jogo aqui: Story e Arcade.


No primeiro, o jogador escolhe uma de três escolas e deve atravessar fases intercaladas por cutscenes, como a mostrada acima.


Durante o modo Story, você joga com todos os alunos da dita escola e acaba enfrentando os personagens das outras como chefes de fase. Esta alternação de uso dos personagens ajuda bastante em manter o jogo variado e ao mesmo tempo lhe dá a oportunidade de testar todos os personagens e decidir qual se adequa melhor ao seu estilo de jogo.

Já no modo arcade, é possível escolher qualquer personagem do game, incluindo alguns que só aparecem como chefes no modo Story. Uma vez selecionado o lutador, é hora de atravessar sete fases enfiando porrada na quantidade obscena de gente que aparece na tela.

E verdade seja dita, este game mostra o monstro que o PSP é para gerar gráficos em 2D, pois há momentos que tem bandidos cercando seu personagem por todos os lados. Não cheguei a contar o máximo de gente que aparece na tela, mas são comuns os momentos em que você está cercado por pelo menos cinco bandidos.

Diga-se de passagem, os gráficos deste game são espetaculares. Apesar de estarem na telinha do PSP, eles são em alta resolução, ou pelo menos parecem ser, com uma limpeza e nitidez muito similar à Guilty Gear.

Repare que o tapa olho da personagem Ryoumou Shimei permaneçe sobre seu olho esquerdo, independente de para qual lado ela estiver virada. Coisa muito difícil de se encontrar em games 2D.

O som não é nada de especial, não atrapalha mas também não é memorável. Claro, as personagens são dubladas pelas atrizes que emprestam suas vozes na animação, fator que conta muito para os fãs.

Disparado, o ponto alto deste game é sua jogabilidade, que é simples e bem fácil de se aprender, como deve ser em um beat'em up. Os personagens tem combos bastante legais (cuja eficiência varia de um para outro), o indispensável golpe especial de controle de multidões, que acerta todo mundo que o cerca e um ataque super especial capaz de matar todos que estiverem em frente à seu personagem e arrancar um belíssimo bife da energia dos chefes.

E quer saber o que mais? Se um chefe for derrotado com o tal golpe especial, vemos uma animação de sua roupa rasgando!

Mais ou menos assim:


Viu?


Na maioria das vezes isso é muito legal, mas uma das personagens parece ter uns doze anos de idade e tem dois homens no elenco, o que pode tornar esta finalização especial um pouco incômoda.

Mas considerando o teor da série original e o seu país de origem, acho que devemos ficar felizes por nenhum dos chefes ser um demônio/robô/mutante com o poder de atacar com tentáculos.


O maior problema deste game (se é que podemos chamar e problema) talvez seja o fato de que os personagens sobem de Level. A única inconveniência disso é que nas primeiras vezes que se joga, eles estão muito fracos e você vai tomar muito game over antes que eles fiquem em um nível decente que lhes permita avançar duas fases sem perder todas as vidas.


Claro, isso depende muito do jogador. Algumas pessoas vão odiar o fato de precisarem jogar as mesmas fases inúmeras vezes para evolouir os personagens, enquanto outras verão isso como algo que aumenta a vida útil do título, ou seja, se é um problema ou não, depende unicamente de seu gosto pessoal.

Ikki Tousen é bastante divertido e viciante. Melhor de tudo, é um game bom para partidas rápidas ou longas sessões de jogo, o que prova a versatilidade dos beat'em ups e me faz perguntar por que não se lança mais títulos do gênero no aparelho.

Lógico, mais dia menos dia, um outro game da série será lançado para o PSP, mas não custava fazerem um novo Double Dragon ou Final Fight para o console.

Não faço questão que todos os beat'em ups tenham peitudas cuja roupa rasga caso alguém olhe feio pra elas.

...

Não que eu vá reclamar se lançarem mais games assim...

Cheers!!!

6 comentários:

Thyago disse...

eu me interessaria se eu tivese um psp...

Bruno disse...

Olá Amer.

Não tinha nada para fazer então resolvi postar. Mas isso não importa.

Bom, esse jogo é um daqueles onde se passa fases matando todos, e sinceramente, não vejo mais grça nesse gênero.

Esse foi o primeiro game que você analisou que eu não gostei.

R.N.Coldheart disse...

Grande Amer!

Adoro jogos no estilo beat'em up!

E pela sua análise parece ser bem interessante. Bem que eu etava sentindo falta de um beat'em up para o PSP.

Atualmente só tenho jogado RPGs Táticos no console portátil da Sony (que também é gênero que eu também gosto muito).




Vou procurá-lo. Valeu pela dica!

BAH disse...

Cool! Um beat´em up hentai!!! Vou procurar!

Agora, o fato do texto estar todo em japonês compromete a diversão no modo "story"?

Deus me livre de jogar "River City Ransom" e qualquer outro jogo Kuniokun em japa.

Amer H. disse...

bNa verdade, o game não é hentai. Não há penetração, tentáculos, meninas chorando enquanto são violadas e cobertas de gosma branca ou menores de idade semi-nuas.

Bom, menores de idade semi-nuas tem...

Mas enfim, as garotas nem ficam totalmente peladas aqui, então não é um hentai.

É uma "porradaria sensual", por assim dizer.

E a dificuldade em se entender Japonês vai durar por dez minutos, que é o tempo que você vai levar pra descobrir o que é o que no menu inicial do game.

Leandro" Leon Belmont" Alves the devil summoner disse...

Ikkitousen é um piores animes já feitos. sério, tem que estar com muito hormônios em fúria para curtir a bagaça. a história do anime não faz sentido algum. se as meninas são reincarnação de algum guerreiro chinês, porque diabos a trama se passa no japão??? e nenhuma personagem se salva. eu até queria jogar esse jogo a principio, mas já vi as quatro temporadas dessa !@!#$ de anime ruim e me desinteressei. sou mais Hokuto no Ken mesmo