domingo, 14 de outubro de 2007

Mês das Bruxas: Splatterhouse


Prosseguindo com a temática de terror neste mês, vou falar de um dos primeiros games de terror que presta: A Casa do Splat!

Tradução bem livre da minha parte.

Splatterhouse foi lançado em 1988 para arcades e posteriormente para PC Engine (Turbografix 16 na America) em 1990. Tratava-se de um Side-Scrolling misturado com beat'em up e uma temática sensacional de terror gore, que é o motivo pelo qual este game é venerado por tantas pessoas.

Este não foi o primeiro game a usar terror como tema, Castlevania já havia sido lançado dois anos antes, mas imagino que Splatterhouse foi o primeiro a mostrar violência explícita. Embora eu ache que Castlevania originalmente mostrava uma cena de sacrifício humano em sua abertura.

Preciso investigar isso depois.

Mas vamos falar um pouco da história de Splatterhouse:



Tudo se passa nas proximidades da West Mansion, antigo reduto de um cientista louco que desapareceu misteriosamente.

Um casal de parapsicólogos, Rick e Jennifer decide ir até a mansão para descobrir o que aconteceu com o cientista... ou pelo menos é o que o manual de instruções nos diz...

Eu pessoalmente acredito que eles estavam indo até a mansão pra dar umazinha em paz, afinal tem gente que se excita em transar em lugares isolados e inóspitos.

Tenho meus motivos para sustentar essa teoria, como veremos a seguir.



No meio do caminho, seres das trevas seqüestram Jennifer por nenhum motivo específico e matam Rick, deixando-o no meio do bosque para ser comido pela fauna local.

E essa é a prova da minha teoria anterior: Pessoas que praticam sexo acabam sempre se dando mal em histórias de terror! Assista os filmes do Jason e verá que quase sempre é a virgem que sobrevive aos massacres do maníaco, ou Hellraiser onde as pessoas que evocam os Cenobitas são sempre indivíduos que tem sexo como força motriz!

Siga meu conselho então, caso um dia esteja envolvido em uma história de terror, não faça sexo, não bata uma no banheiro com a Playboy da Barbara Paz e nem sequer pense em coisas impuras que envolvam aquela sua vizinha ruiva e gostosa.

Se seguir essas regras você ficará vivo enquanto seus amigos serão abatidos feito porcos! Acredite em mim!

Mas voltando ao jogo, Rick convenientemente descobre a "MÁSCARA DO TERROR" que confere grandes poderes a aquele que a usar e não pensa duas vezes: Veste a máscara sem se importar com onde ela possa ter estado e sai massacrando monstros até encontrar sua namorada.



E massacrar monstros é o que ele faz!



Muitas e muitas vezes!

É nesse ponto que Splatterhouse se diferencia de outros side-scrollers/beat'em up's da época como Bad Dudes, pois a violência deste game é assombrosamente alta, ou pelo menos era em 1988.

E aposto que a essa altura você já deve ter reparado na semelhança de Rick com Jason Vorhees. Embora ninguém afirme, isso é claramente proposital. Algo que tentava explorar a então ultra-popularidade do herói de Crystal Lake.

Aliás, o cenário do jogo é a West Mansion, que algumas lendas afirmam ter vindo de um conto de H.P Lovecraft. Não conheço muito da obra do escritor, portanto se alguém tiver alguma informação a esse respeito, por favor divida conosco.

O maior problema de Splatterhouse é sua dificuldade brutal.

Diferente de um Ninja Gaiden Black, que é difícil pra burro mas te deixa instigado a tentar de novo toda vez que morre, Splatterhouse tem aquela dificuldade frustrante, onde se perde vidas em trechos onde simplesmente NÃO DÁ pra se evitar certos ataques, ou onde é preciso uma precisão cirúrgica para isso... algo difícil de conseguir com a precisão bem menos do que perfeita dos controles.

Os perseverantes (ou aqueles que jogam com emuladores hackeados) são recompensados com alguns dos mais únicos chefes de fase já exibidos em um game:



Biggyman por exemplo, o chefão da terceira fase que se tornou um dos personagens mais populares entre os fãs da franquia.



Ou o grotesco último chefe, que parece uma... coisa horrorosa que veio direto... dos quintos dos infernos...

Outros chefes incluem uma versão falsa de Jennifer que se transforma em uma criatura abominável, uma cruz invertida com cabeças decapitadas flutuando ao seu redor e um útero gigante (???) que é o responsável pela criação de todos os seres horrendos dessa história e que reza a lenda, é o adversário mais difícil do jogo.

Como eu disse no começo, Splatterhouse foi convertido para Turbografix 16, o videogame da Nec que merece crédito por ser o primeiro console da história a usar CD's, embora estranhamente muitos de seus jogos viessem em cartões de memória com capacidade de armazenamento igual ou inferior a um cartucho de Mega-Drive.

De qualquer forma, Splatterhouse é um dos melhores títulos para o console, juntamente de Devil Crush, Snatcher e Castlevania X.

Quando o sistema foi lançado nos Estados Unidos, Splatterhouse aparentemente foi um de seus jogos mais divulgados e que recebeu uma propaganda muito bizarra na forma de uma história em quadrinhos de duas páginas:



A propaganda acima era veiculada em quadrinhos da época. Eu tenho uma revista americana velha do Homem Aranha que comprei num sebo e que veio com essa história promocional que conta de forma imbecil e mal desenhada a saga de Rick e Jennifer.

Destaque para a versão de Jennifer nessa história, que tem uma tremenda cara de adolescente burra e que consegue tudo que quer por ser uma tremenda vadia.

Tipo líder de torcida.

E o jeito adolescente dos dois nessa história só reforça minha teoria de que eles foram até a mansão pra dar uma trepada. Claro que uma líder de torcida imbecil e vadia e um atleta semi-retardado e bombado (como se uma líder de torcida fosse se interessar por alguém diferente) teriam a idéia imbecil de escolher uma mansão assombrada como local para HOT MONKEY SEX!

É, típico...

Aliás, é só clicar na imagem pra ver uma versão grandona e legível da história.



O quadrinho acima serve para mostrar também que a máscara de Rick foi bastante alterada para que não mais lembrasse a máscara do Jason, provavelmente porque a Namco não queria ser processada pela Paramount.

Aliás, a Paramount não é mais a dona do Jason, os direitos do personagem são da New Line agora.

Apesar de tudo, Splatterhouse se mostrou popular o bastante para ganhar duas continuações, ambas para Mega Drive e tremendamente superiores, de que pretendo falar até o fim do mês.

Se tiver curiosidade em conhecer, Splatterhouse pode ser facilmente encontrado em emuladores de arcade (Mame é uma boa pedida) ou nos raros emuladores de Turbografix 16. O jogo não envelheceu tão bem quanto suas continuações, mas ainda é um título bastante interessante.

As fotos deste artigo vieram de West Mansion, o site mais especializado em Splatterhouse que tem pela net e que pode ser acessado bem aqui.

E depois eu volto com mais.

Cheers!!!

4 comentários:

Felipe disse...

Belo post, eu me lembro do jogo, provavelmente de alguma versão do Mega-Drive, pelo que eu me lembre o
único West em H.P Lovecraft é o Herbert West de Re-Animator, fato confirmado pela minha irmã que leu toda a obra.

Ian disse...

Hahauha, essa HQ realmente é sofrível XD
Mas fique feliz que eles não resolveram botar o Johnny Turbo no meio =p
Anyway, acho que vale a pena mencionar que a versão de TG16 foi portada pra Wii no Virtual Console recentemente =p

Amer disse...

Verdade!

O Wii tem então 4 jogos que prestam.

Mas se considerarmos jogos exclusivos, acho que esse número cai.

E aliás, acho que a mansão é do Herbert West sim, pelo menos de acordo com os idealizadores do jogo.
ok que eles "adicionaram" um pouco ao personagem de Lovecraft, mas pelo menos eles escolhem bons escritores como inspiração.

viciado em psp... disse...

Sobre esse jogo, axo que joguei sua continuação no megadrive, lembro que era um cara bombadão, pra caral** e tinha uma mascara a la jason!