domingo, 27 de setembro de 2009

Um desabafo sobre a morte dos desenhos animados.

Ok, o artigo de hoje não será tão dramático quanto o título faz parecer, mas eu queria usar a imagem acima e ela não teria o mesmo sentido se eu batizasse este texto como “uma análise do mercado atual de animação.”

Mas enfim, qualquer um que freqüente o blog há algum tempo sabe que eu adoro desenhos animados.

O quanto eu adoro desenhos animados? Eu adoro pra cacete!

De fato, eu passo um bom desenho animado na frente de qualquer outra coisa, nunca assisti um episódio sequer de LOST (que eu sinceramente acho uma série super valorizada demais) mas tenho orgulho de dizer que assisti TODOS os episódios dos Simpsons feitos até hoje.

Sem brincadeira, eu vi tudo.

Então não deve ser surpresa pra vocês que meus canais favoritos sejam justamente os de animação. A minha televisão (quando não estou jogando nada) fica permanentemente ligada em algum lugar onde uma criatura de acetato esteja se movendo.

Mas há algum tempo eu tive uma epifânia.

Eu estava em casa, num Sábado à noite, zapeando canais enquanto enchia a cara de Strogonoff e Fanta Uva, quando de repente percebi que estava passando Hey Arnold na Nickelodeon.

Pra quem não está familiarizado, Hey Arnold é esse desenho aqui:

Pois bem, é um daqueles desenhos com a básica premissa de colocar crianças em situações do dia a dia com os devidos exageros que só podem existir em uma série animada. As crianças se enfiam em alguma enrascada, saem dela e ao fim do dia aprenderam algo valioso sobre sí mesmas ou sobre o mundo.

Não é uma premissa zero quilômetro, mas como eu sempre digo: não importa se a idéia é um clichê, o que importa é sua execução.

Histórias sobre pessoas presas em ilhas existem desde sempre, mas LOST fez de um jeito diferente e é por isso que você gosta tanto desta série.

Mas enfim, abri um sorriso, pois fazia MUITO tempo que eu não assistia Hey Arnold, de fato, eu ainda fazia cursinho na época em que sentei pra ver este desenho pela última vez.

Então meditei sobre o ocorrido. A Nickelodeon não exibe desenhos a noite, reservando este horário da programação para Os Monstros, A Feiticeira e outras séries da época em que o mundo era em preto e branco. Acreditei que a exibição súbita de Hey Arnold era um tapa buraco de última hora.

Exceto que em seguida passou Rocket Power.

Então percebi que ao invés de exibir seriados do tempo em que os bichos falavam, a Nickelodeon decidiu guardar o horário dos fins de semana a noite para passar alguns de seus clássicos desenhos da década de 1990.

Que glória!

De repente eu podia assistir não apenas Hey Arnold, mas A Vida Moderna de Rocko, Invasor Zim (que só aprendi a gostar depois de velho), Ren & Stimpy e o já mencionado Rocket Power.

Curioso com a grade de programação, chequei até que horas tais desenhos seriam exibidos e vi que As Told by Ginger voltaria a ser exibido as 5:30 da manhã!

Diabos! O Batman passa a noite em claro, eu também posso.

Pra quem não sabe, Ginger é este desenho:

E resumindo monstruosamente, é uma história de amadurecimento que lida com diversos problemas do crescimento de uma forma extremamente madura para um desenho animado.

Por exemplo, Ginger (a ruivinha que está ao meio) é filha de pais separados e embora ela tente manter seu pai dentro da família, seu irmão caçula Carl tem ódio do velho.

E não falo daquele ódio de anime do tipo: “Meu pai me abandonou e hoje me obriga a pilotar um robô gigante, além de que ele clonou minha mãe em uma porrada de meninas depressivas por quem sinto tesão! Odeio ele e vou bater uma punheta em cima da Asuka enquanto ela está em coma!”

Não, este tipo de ódio só é possível em um país onde robôs gigantes tem desejos sexuais reprimidos.

O irmão da Ginger tem um ódio que vem da mágoa por se sentir abandonado pelo pai, que deixou a família pouco depois dele ter nascido e nunca esteve presente em sua vida até ele ficar velho demais pra quere-lo por perto.

De fato, em um episódio ele chama o novo namorado de sua mãe de “pai” bem na frente do seu pai de verdade, só pra deixar bem claro o que sente.

Heavy Metal, heim? One Tree Hill, nem O.C, nem nenhuma dessas séries adolescentes de merda tem uma carga emocional tão forte.

De fato, As Told By Ginger foi indicado a vários Emmy’s por episódios que tratavam de forma bem madura de problemas como angústia adolescente ou das já mencionadas questões de relacionamento familiar.

Então, pode ter sido o fato de que eu estava acordado as cinco da manhã, mas algo me ocorreu enquanto eu revia Ginger após cinco anos: porque estou virando a noite pra assistir a este desenho? Por que ele não passa na grade de programação normal?

Simples, porque os dias de semana da Nickelodeon exibem coisas como isso:

Que mal eu fiz a Deus?

A Nickelodeon tem desenhos maravilhosos, capazes de deixar inúmeras séries “adultas” no chinelo em termos de maturidade e inteligência... e somos obrigados a agüentar uma programação cheia de seriados que tentam fazer comédia pra crianças?

Você sabe o que é “comédia infantil”, é um programa escrito por adultos que acham que sabem o que uma criança considera divertido. Eles enchem uma série com um humor extremamente idiota e empurram garganta abaixo das crianças.

A garotada não tem muita escolha exceto aceitar estes seriados, especialmente porque seus pais devem aprovar o gosto por programas com pessoas “reais” muito mais do que o por desenhos.

Vocês sabem como é, muitos pais adoram transformar seus filhos em adultos em miniatura e nada é mais imaturo que assistir desenho animado.

Ok, vou admitir que Drake & Josh é bastante engraçado, mas é porque a série não era escrita pra ser uma "comédia infantil" mas simplesmente uma comédia, além de que contava com um bom elenco.

ICarly... não sério... é pra acreditar que a Miranda Cosgrove é uma maluquinha adorável e não uma patricinha grotesca como aquelas que encontramos aos montes em nossas salas de aula e shopping centers?

Alguém que é maluco e espontâneo morderia um CD assim?

Pois é!

Miranda Cosgrove, você tem tanto talento quanto uma craca!!!

Quando escrevi isso em um fórum de animação gringo, o povo me aplaudiu. Não estou sozinho em minha luta!

Mas ICarly não é o pior. A Nickelodeon ainda exibe Zoey 101, série protagonizada pela irmã vagabunda da Britney Spears que engravidou aos dezesseis anos e saiu dizendo que isso era OK, mesmo sabendo que tem uma base de fãs infantis IMENSA.

Isso aí, meninas de nove anos! Promiscuidade é tudo de bom e engravidar aos dezesseis anos é coisa que as BFF's compartilham! Viva!!!

De repente, as lições de moral do He-Man na década de 1980 não parecem mais tão ruins, não é verdade?

E claro, não posso esquecer de Isa TKM.

Basicamente, é uma mistura Chilena de Carrossel com Malhação e o resultado é tão bom quanto vocês podem imaginar.

Admito que as atrizes da novela são exageradamente lindas, por exemplo...

É... pois é...

O que me deixa feliz é saber que esta garota já deve ter uns vinte e dois anos e segue a lei de Luke Perry: “Você pode interpretar um adolescente até os 36 anos, depois precisa começar a interpretar jovens adultos ou virar dublador caso se torne muito feio e acabado.”

Desta forma, não me sinto um pedófilo por achá-la linda quando interpreta uma personagem que está na quinta série...ou sei lá em qual ano ela está.

Enfim, fico puto por perceber que aos poucos a Nickelodeon limou os desenhos animados de sua programação e os substituiu por séries adolescentes que parecem ser escritas e produzidas por pessoas que sofreram dano cerebral.

Reconheço que tais séries são uma benção para os donos do canal, pois com certeza custam muito menos para serem feitas que um desenho animado.

Por exemplo, manter Tom Kenny fazendo a voz do Bob Esponja deve custar muito mais que manter Miranda Cosgrove no papel principal de ICarly.

Então algum cético diz: “Ora Heimstall, você é louco? Nunca que um mero dublador custaria mais que um ator de verdade! Rio de sua cara, pois sou um gênio, desenho animado é doentil e luta livre é marmelada!”

Bom, um dublador não custa caro aqui no Brasil, mas lá fora o papo é outro.

Pra começo de conversa, os dubladores nos Estados Unidos são chamados de “Voice Actors” que traduzido literalmente significa “atorez de voz.”

Em outras palavras, Tom Kenny é reconhecido tanto quanto Tom Cruise lá fora. Ambos são profissionais e colegas e tenho certeza que caso se conhecessem, Tom Cruise ficaria maravilhado de finalmente estar conversando com “o cara que dubla o desenho animado que seus filhos adoram.”

Aqui os dubladores não são respeitados porque demoraram muitas décadas pra começarem a agir como profissionais. Claro que o pessoal que dublava desenhos na década de 1980 era maravilhoso (troco cinco Guillerme Briggs por um Newton da Matta em qualquer dia da semana), mas a dublagem das séries e desenhos era levada a sério por todos menos pelos profissionais que as faziam.

Lembra quando mudaram a voz de todo o elenco dos Simpsons? E lembram como os coadjuvantes de Cavaleiros do Zodíaco mudavam de voz quase que diariamente?

E o Toguro teve três vozes, lembra disso? Não chamavam o dublador oficial dele caso o personagem tivesse menos de dez falas em um episódio.

Pois é, demoraram pra se profissionalizar e agora tem de correr atrás do prejuízo.

Mas estou divagando. O negócio é que se Miranda Cosgrove decidir bancar a diva e exigir um salário melhor pelo que faz, a Nicklelodeon simplesmente a chuta, vai até o armário onde guarda adolescentes com personalidades intercambiáveis e lança uma série nova chamada “IJenna” ou “IBrianna.”

E Miranda Cosgrove vai amargar uma “carreira” típica de celebridades falidas Norte Americanas, inaugurando super mercados, apresentando Telethons e aparecendo em Reality Shows da VH1 que colocam seres dessa classe social em situações esdrúxulas.

Se Tom Kenny resolver sair de Bob Esponja... QUE DEUS TENHA PIEDADE DE TODOS NÓS!!!

Você acha que os dubladores Americanos dos Simpsons ganham um milhão de dólares por episódio por quê?

Tem mais, fazer uma série que se passe eternamente em quatro cenários com certeza custa muito mais barato que fazer um desenho.

A medida que a animação em 3D fica mais barata, a animação em 2D se torna cada vez mais cara. Eu tenho certeza que os donos da Nickelodeon estavam arrancando os cabelos na hora de preencher os cheques para produzir ISSO:

Por que vocês acham que a terceira temporada demorou tanto pra sair?

Já falei muito de Avatar em outro artigo e não vou elaborar mais, mas é óbvio que é uma série cuja sobra da produção era mais que o suficiente para contratar o Mercenário para matar todo o elenco de ICarly.

Ó doce mundo de ilusão...

Então você diz: “Baldur, você tá exagerando! Só porque a Nickelodeon fez essa cagada com a programação não quer dizer que os desenhos animados estão perdendo seu espaço!”

Não? Pois eu pergunto, você se lembra do Boomerang, aquele canal irmão do Cartoon Network que exibia desenhos clássicos e tinha um logotipo assim:

E que tinha uma vinheta linda com crianças vestidas como adultos paradas com olhar estupefato em frente as tevês que exibiam desenhos antigos e que diziam ao final: “Boomerang: sua infância de volta.”

Lembra?

Pois é, e o que o Boomerang exibe hoje? Novelas adolescentes como Meninas Sereias, Dance Dance Dance (que pra mim só não consegue ser uma tragédia pior que Chernobyl) e Bratz.

Sim, Bratz, aquele desenho que ensina que as meninas devem crescer para serem vagabundas consumistas!

E Orson Welles teve a pachorra de criticar Transformers por ser um "desenho sobre brinquedos fazendo coisas horríveis com outros brinquedos!"

Mas claro, sempre temos o Cartoon Network! O melhor lugar para Cartoons, certo?

Você já viu o filme Live Action de Ben 10?

Eu gostava tanto desse desenho... eles tinham que transformar em filme e colocar o Homem de Seis Milhões de Dólares pra fazer o vovô Max.

Sim, é o Lee Majors, pode checar.

Aliás, está pra estrear (ou já estreou, não sei ao certo) um canal chamado CN Real nos Estados Unidos... um Cartoon Network que só exibe proogramação em Live Action.

Alguém precisa explicar pra esse povo o que “Cartoon” significa.

E antes de concluir o texto, vou colocar uma imagem dos Rugrats, por nenhuma razão exceto que eu adoro Rugrats.

Ver que os desenhos animados estão sendo sistematicamente substituídos por seriados adolescentes ruins me dói um bocado. Eu cresci devorando desenhos animados como um garoto gordo devora bolacha escondido.

O que é uma analogia conveniente, porque sempre fui um gorducho devorador de bolachas. Mas essa não é a questão.

Eu não tinha muitos amigos na infância e passava boa parte do tempo sozinho. Minha mãe trabalhava quase o dia inteiro, meu irmão tinha a vida dele pra cuidar (sempre fomos antagonicamente diferentes em nossos pontos de vista) e minha avó, apesar de me fazer bastante companhia, também tinha seus afazeres pra cuidar.

Não me entendam mal, eu era um moleque incrivelmente chato, o que sem dúvida não ajudava na questão de fazer amigos, mas eu compensava minha solidão devorando desenhos conforme eles eram exibidos na tevê.

Minha vida pode ser definida por uma linha do tempo que começa com He-Man e Thundercats, passa por Animaniacs e Batman do Futuro e chega a contemporaneidade, com Transformers Animated e... só.

E sinto pena da molecada de hoje por que aos poucos perdem a oportunidade de ter uma infância como a minha.

Não vou dizer que os desenhos oitentistas eram melhores que os atuais, de jeito nenhum. Transformers da década de 1980 só são legais pelo fator nostalgia, porque fora isso, o desenho é uma diarréia relâmpago universal.

Transformers Animated é infinitamente superior e qualquer um que discorde é um fode-tio fanático, trans-puta de merda! Vocês me dão nojo, seus desgraçados!

Enfim, os desenhos da minha infância não são melhores que os de hoje, mas as oportunidades eram. Raios, eu podia ficar o dia inteiro assistindo desenhos animados quando entrava em férias, mas a molecada hoje em dia com três canais de desenhos em casa, tem cada vez menos coisa pra ver.

Entendo que é preciso renovar a programação e criar novos produtos, mas o dia tem vinte e quatro horas, o que é mais do que o suficiente para acomodar ICarly e Os Thornberries.

O pior é que a grande maioria destas séries que tanto adoro não saíram em DVD no Brasil. Se um dia eu quiser que meus filhos assistam Os Thornberries (que é uma série maravilhosa, diga-se de passagem) eles vão ter de aprender Inglês pra ver pela internet ou madrugar no Sábado e Domingo, pois passa antes de Ginger.

Mesmo Meninas Super Poderosas, Laboratório de Dexter e outros Cartoon Cartoons clássicos só são exibidos em horários proibitivos. Por que ao invés de reprisarem Naruto sete vezes por dia, o CN não redistribui os horários de forma que acomodem seus desenhos clássicos, Bakugan (Argh) e os produtos novos?

A Nickelodeon também podia fazer isso. É cada vez mais difícil localizar Bob Esponja na programação do canal, que transborda Miranda Cosgrove e a irmã cheia de gonorréia da Britney.

Claro que eu sempre posso procurar estes desenhos que tanto amo pela internet. Já peguei algumas séries inteiras e pretendo ir atrás de mais algumas.

Aliás, coisa que eu não precisaria fazer se as ditas séries fossem lançadas corretamente em DVD no Brasil. Como isso não acontece, o deus da Internet é meu pastor.

Mas a net deveria ser apenas uma solução para isso e não a única.

É...

Enfim, era tudo que eu queria dizer. Lamento se você veio aqui procurando material cômico e deu de cara com um desabafo, mas eu precisava dizer isso.

E sei que muitos de vocês sentem o mesmo que eu, gostaria que comentassem a respeito.

Por hoje é só, semana que vem: Mês das Bruxas.

Acho que o primeiro artigo de Outubro vai arrepiar a nuca de vocês.

Não, não é sobre Enigma de Outro Mundo.

Cheers!

domingo, 13 de setembro de 2009

Os Melhores Games do Dreamcast!

Ah sim, estava eu de férias de blog, aproveitando o sol do Alaska, com diversas moças em trajes sumários sofrendo hipotermia, me fazendo massagens com final feliz e servindo churrasco no canudinho, quando algo me fez sair de meu repouso.

O Sega Dreamcast completou dez anos de idade! Mais precisamente, semana passada, dia 9 de Setembro.

Há uma década, a Sega lançava seu último console, o primeiro 128 bits da história, feito para chutar o rabo da Sony, Nintendo, Atari e do Pastor Zangief.

Mas... não deu muito certo e a Sega teve de ser relegada ao papel de softhouse, dando a vitória definitiva da guerra dos consoles dos anos 90 a Nintendo.

Maldito seja Miyamoto! Maldito seja você e o cavalo que o trouxe!!!

Mesmo sendo o último fôlego de vida da Sega como uma empresa de verdade (sim, porque hoje ela é mais fraca que as piadas do Tom Cavalcante), o Dreamcast permanece como um dos consoles mais queridos de todos os tempos. Ele durou relativamente pouco se comparado ao NES, Super Nintendo ou Mega Drive e o mero fato de ser um console cultuado até hoje mostra o quão incrivelmente foda ele é.

Assim sendo, darei um tempo em minhas férias para enumerar os melhores games que este aparelho tão fantástico nos deu sem nunca pedir nada em troca!

...

O Dreamcast nunca quis nada de nós, a Sega que o fazia pegar nosso dinheiro.

...

A Sega era o cafetão do console!!!

Maldita!

Enfim, vamos em frente!

10° Lugar – House of the Dead 2

Existem algumas verdades universais no mundo.

Morenas de óculos, com sotaques exóticos e vestindo calças de couro sempre são sensuais, alunos de publicidade adoram dizer que são faz de Woody Allen (mesmo que nunca tenham visto um filme sequer dele), atores que interpretam personagens que sejam gays sempre vão ganhar o Oscar e meter balas em zumbis nunca perde a graça.

Baseando-se nesta última verdade inegável, a Sega criou um dos games mais divertidos da história.

Claro, porque um game baseado nas outras provavelmente não daria muito certo.

Mas enfim, House of the Dead 2 é tudo que um game de tiroteio precisa ser: ágil, cheio de interpretações cafonas, com milhares de coisas na tela pra enfiarmos bala e muitos e muitos pedaços de inimigos voando.

Há um certo prazer sádico em ver que podemos desmembrar os zumbis pouco a pouco neste game. Admita que você adorou ver que podia arrancar os braços da maioria dos zumbis antes de mandá-los definitivamente pros quintos dos infernos.

Pois é!

E que outro game lhe permite mandar balas em criancinhas?

Sim!!!

De vez em quando, alguma criança tonta aparece fugindo dos zumbis e corre bem na sua direção. Que tipo de cretino acha que a melhor maneia de fugir de mortos vivos é correr pra cima de um homem que está atirando como se não houvesse amanhã?

Claro, baleando o moleque você perde uma vida... mas de alguma coisa as pessoas tem de morrer, não é verdade?

Aliás, já assistiram House of the Dead do Uwe Boll?

É interessante ver o logo da Sega e um display do Sonic em meio a um monte de garotas bêbadas mostrando os peitos numa rave.

Como os tempos mudaram...

9° Lugar: Project Justice

Posso ouvir a maioria de vocês dizendo: “O quê? Mas que Porra de jogo é esse?”

Então, na época que Street Fighter Alpha começou a fazer sucesso entre s otakus, a Capcom decidiu lançar uma série voltada unicamente para eles. Usando a desculpa que no mundo de Street Fighter, qualquer um com um mínimo de treinamento pode soltar Hadoukens, eles juntaram um exército de esteriótipos, os colocaram na escola e os fizeram sair na porrada.

Pois é.

E aqui temos os típicos esteriótipos que já cansamos de ver em animes, desde Japonesinhas fofoletes e pululantes, até a menina alta e forte que é complexada por isso e chegando a menina que se disfarça de menino pois é insegura.

Claro, tem também a professora que é a personagem mais gostosa do elenco, mesmo que esteja beirando os quarenta anos e tenha de competir fisicamente com meninas de dezoito anos.

Certos clichês nunca morrem.

Mas por incressa que parível, mesmo com essa overdose de personagens prontos e um enredo que não faz o menor sentido (controlar as mentes dos alunos com uma flauta e usá-los para dominar o Japão? MAS COMO???) o game é perturbadoramente divertido.

A movimentação pela tela é em 3D, mas a jogabilidade e totalmente 2D! Com direito a Hadoukens, Shoryukens e tudo mais!

Só que ao invés de pular por cima, você podia desviar dos ataques com um passinho para o lado, o que com certeza deve deixar seu oponente se sentindo muito mais idiota que o normal.

E a trilha sonora é composta quase que unicamente por riffs de guitarra e se assemelham muito às músicas de filmes de ates marciais da década de 70.

E se isso não o fizer gostar deste game... nada mais fará...

Bom, talvez a professora gostosa... todo mundo gosta de mulheres mais maduras, não?

...

Não?

Melhor! Sobra mais pra mim!

8° Lugar: Jet Grind Radio

Imagine os games da série Tony Hawk.

Imagine todas as manobras, piruetas, rodopios, deslizes por corrimões, saltos anti gravitacionais e outras firulas que podem ser feitas em tais games.

Agora imagine que há uma razão para você querer fazer tudo isso.

Sim, porque o único motivo de existirem games do Tony Hawk é pra deixarem a conta bancária do sujeito anda mais gorda.

Mas enfim, em Jet Grind Radio você faz parte de um grupo de resistência underground que enfrenta o governo facista da cidade de Tóquio!

E como você faz isso?

Correndo de patins, despistando policiais, fazendo manobras e grafitando a cidade!

...

Só no Japão mesmo...

...

E na História sem Fim 2.

Lembra que o viadinho do Sebastian deseja uma lata de Spray pra enfrentar um dos primeiros monstros do filme? Por que não pediu um lança chamas, uma serra elétrica ou o Batman?

Mas estou divagando... onde eu estava? Ah sim, Jet Grind Radio e combater o sistema!

Então, o game é uma correria só e usar aquele excesso de movimentos que mencionei para fugir dos gambés é extremamente divertido.

E mais, este foi um dos primeiros games a usar Cel Shading em toda a história!

Sim senhor!!!

E mesmo que tecnologicamente esteja um pouco ultrapassado, todo o colorido da tela combina muito bem com a temática pop do game. Uma recriação bem divertida da moda Japonesa no auge de sua... criatividade... por assim dizer...

É... pois é...

Nada mais tenho a dizer.

7° Lugar: Samba de Amigo

Sabe Guitar Hero e Rock Band? Aqueles dois games que te fazem pagar um mico danado com os amigos enquanto você finge que sabe cantar e tocar e se sente um pouco menos nerd do que o que realmente é?

Pois bem, se não fosse por Samba de Amigo, você não poderia ficar tocando Ziggy Stardust na sala de estar enquanto sua avó olha e pensa “aonde esse mundo vai parar?”

Claro, games musicais já existiam, mas Samba de Amigo foi um dos primeiros a lhe permitir usar um controle especial pra joga e fingir que entendia alguma coisa de música.

Ao invés de uma guitarra, aqui se joga com um par de maracas.

MARACAS!!!

E era preciso agitá-las a uma altura certa do chão para cada nota que o jogo te apresentasse.
Não bastava apertar botões de acordo com as notas, mas mover as maracas conforme o ritmo e na altura mostrada pelo jogo!

MARACAS!!!

E por mais que eu ame Rock Clássico e a seleção de músicas dos games do gênero atuais, Samba de Amigo me permite brincar com a Soul Bossa Nova (a música do Austin Powers, seu inculto) e músicas dos Gipsy Kings!!!

...

Vá se foder, Gipsy Kings é do caralho!

Pra finalizar, o game também tem o tema de Rocky Balboa em sua lista.

E isso faz de Samba de Amigo o melhor game musical da história do universo.

Não discorde de mim, eu sempre tenho razão em tudo.

6° Lugar: Phantasy Star Online

Ahhh MAHMORPAGAHS, como eu odeio MAHMORPAGAHS.

Jogos como World of Warcraft, Ragnarok e tantos outros... que fazem das pessoas animais grotescos...

Já falei sobre isso em outra ocasião, portanto não me aprofundarei no tema novamente, mas houve um MAHMORPAGAH que eu amei... sim... houve...

Era uma noite normal de fim de semana, eu tinha ido visitar meu amigo (Nando, sei que você está lendo e que se lembra disso) e ele me apresentou Phantasy Star Online. Eu nunca havia dado bola para jogos do tipo, mas me encantei com este.

Joguei em rede por algumas horas, então jantamos, bebemos um pouco de vinho e compartilhamos da intimidade que apenas os apaixonados conhecem.

E no dia seguinte... Phantasy Star Online havia partido...

Busquei por muito tempo um outro MAHMORPAGAH que me completasse como este, mas não tive sorte e como a última pá de cal... a Sega tirou os servidores de Phantasy Star Online do ar.

Hoje, vago sozinho por um mundo de incertezas e mesmo sabendo que amar e perder é melhor do que nunca ter amado, nada pode acalentar o vazio que sinto em minha alma.

...

Talvez alguns Waffles com bastante mel e um copão de Ovomaltine.

...

...

...

Ahhhhhh, bem melhor. Estou acalentado!

Vamos em frente!

5° Lugar: Skies of Arcadia

Vou ser muito sincero, joguei este game há sete anos atrás e não me lembro da história dele.

Digo, o enredo gira em torno de Vyse, um gurizinho bacana que sempre anda com a bonitinha Aika e que pode se tornar o maior de todos os piratas se você fizer tudo direitinho e que se torna o líder de uma bela tripulação que irá ajudá-lo a destruir um império do mal.

Este é um Jrpg, o que mais os heróis poderiam enfrentar?

O mais legal deste game no entanto, é montar sua própria cidade de piratas.

Em um determinado momento você vai descolar sua própria ilha partícula e pode dirigi-la como bem entender, mandando os carpinteiros construir as casas do lugar de um determinado jeito, decidindo qual vai ser o formato do chafariz no meio da cidade e por aí vai.

E cada membro novo recrutado de sua tripulação possui uma habilidade única, que pode ser muito útil nos combates entre navios.

Sim, você vai tretar com navios inimigos muitas e muitas vezes, em momentos que são disparados, os mais legais do jogo.

Mas a melhor coisa de Skies of Arcadia é que ele foi lançado para Game Cube.

O que isso tem de bom?

É um motivo plausivel pra se comprar o Game Cube! Pra que mais você ia querer um vídeo game que se parece com o fogãozinho da Barbie?

Zelda e Smash Bros? Sem essa! Vocês Nintendistas vem dando essa desculpa desde o Nintendo 64! Inventem uma nova, ok?

Aliás, Vyse e Aika aparecem em Valkyria Chronicles para o Ps3.

E agora, os fãs de Skies of Arcadia tem um motivo a mais pra comprar o console da Sony!

Como é bom fazer as pessoas torrarem dinheiro a toa, puxa vida!

4° Lugar: Sonic Adventure 2

Houve uma época, um tempo quase imemorial, antes mesmo dos Cavaleiros do Zodíaco, em que bons games com o Sonic eram lançados.

Sim, verdade!

O auge da série foi no Mega Drive, lógico, mas mesmo no Dreamcast, Sonic anda era capaz de fazer bem seu trabalho e dar muita diversão para os fãs.

Ambos os games do ouriço no Dreamcast eram fantásticos, com correria de primeira, dublagens mal feitas como manda o figurino (porque Sonic bem dublado não tem a mesma graça) e músicas cantadas que conseguiam ser inacreditavelmente bregas e terrivelmente cativantes ao mesmo tempo.

Então tive de escolher entre Sonic Adventure 1 e 2 e decidir qual entraria na minha lista.

...

Por fim, votei em Sonic Adventure 2 e pelos mesmos motivos que o Screwattack o fez.

Primeiro, não tem aquele maldito, desgraçado e lazarento do Big the Cat. Jesus, quando esse personagem pareceu ser uma boa idéia?

Segundo, foi o game que apresentou Rouge the Bat.

Sim, pois é!

Hmmmm... morceguinha sexy...

...

Pare de me olhar assim! Até parece que é o primeiro artigo meu que você lê!

...

Se for o primeiro artigo meu que você lê... bom, hã... pare de me olhar assim!!!

...

Diabo de gente moralista...

Enfim, Sonic Adventure 2 é prova de que algumas coisas hoje em dia não mais são tão boas quanto no passado.

Claro que hoje em dia não precisamos mais agüentar as músicas de Vanilla Ice ou filmes da Angélica, mas ainda há coisas que eram melhores no passado.

Por que diabos o Sonic se transforma em um “Were-Hog” hoje em dia? Por quê? É só fumar crack que o sujeito ganha uma posição entre os diretores da Sega?

Pelo amor de Michael Jackson!!!

3º Lugar: Marvel VS Capcom 2

E chegamos ao ponto que mais interessa: as conversões de fliperama!!!

Ou se você for chique, as conversões de "arcade."

Pois bem, na geração 16 Bits, o Super Nintendo e o Mega recebiam muitas conversões de games que originalmente haviam nascido nos fliperamas. Tais jogos matavam nossa vontade de jogar por exemplo... King of the Monsters (sim, eu sei) em casa e nos impediam de infernizar nossos pais pra ganharmos um Neo Geo.

Mas tais conversões nunca eram grande coisa. Os jogos da SNK sempre eram uma tristeza (só acertaram na conversão de Fatal Fury 2, sejamos francos) e raramente tínhamos em casa um jogo que realmente equivalia ao original.

Não no Dreamcast.

Todas as conversões de fliperama eram idênticas as versões originais, senão melhores!

Caso em questão, Marvel VS Capcom 2!

O controle é perfeito (mesmo no joystick do Dreamcast, que embora eu ame, poderia ser usado como mangual medieval), os gráficos em nada devem ao jogo original e a velocidade muito menos, pra finalizar, o áudio também é perfeito.

E eu adoro a trilha de Jazz de MvsC2. Se você não gosta, vá transar com a cadela do demônio!

Mas amo este game acima de tudo porque ele me livrou de um amigo chato.

Veja bem, um dia eu estava jogando MvsC2 com um cara que era meu camarada... mas que era também intragavelmente insuportável.

Pois bem, ele me atacou com um especial de trio e eu saltei por cima do ataque dele, parando em suas costas. Quando os três personagens dele estavam feito tontos na tela, atacando o vácuo, eu usei meu especial triplo contra ele.

Meu time era composto de Cable, Homem de Ferro e Megaman e... você já pode imaginar o estrago que eu fiz no sujeito.

...

Combo de mais de 200 hits e nocaute no time inteiro dele com um único ataque meu.

Eu sei, eu sei, sou foda! As mulheres fazem fila para serem cortejadas por mim e os bardos cantam músicas a meu respeito!

Como resultado, este amigo chato (que fazia piadas do tipo “O Rolento é tudo, menos lento”) passou a frequentar cada vez menos a minha casa e hoje não passa de um eco distante do passado.

Obrigado, MvsC2.

2º Lugar: Street Fighter III - Third Strike

Sejamos muito honestos, ninguém deu valor a este game na época de seu lançamento. Estávamos mais preocupados em choramingar “SFIII não tem Guile, nem Zangief, nem Cammy e eu sou uma putinha remelenta que não gosta de mudanças.”

Os poucos que se deram ao trabalho de experimentar este título perceberam que ele era INFINITAMENTE superior a Street Fighter II e todas as suas versões, mesmo que alguns de seus personagens fossem péssimas idéias.

Enfim, à medida que nos aproximamos da segunda década deste milênio, os games de luta 2D se tornam cada vez mais uma relíquia do passado. O que não chega a ser surpresa com toda a babação de ovo sobre a Unreal Engine (que eu não entendo, pois faz com que todos os personagens pareçam ter sido passados em um ralador de queijo antes do jogo) e realismo e físicas e Marcus Fênix e lutadoras com peitos imensos e realisticamente gravitacionais.

Enfim, SF III Third Strike é o auge da evolução dos games de luta 2D. Os personagens são enormes e possuem uma animação estupefante (a viradinha que revela o bundão da Chun Li na foto acima é a prova disso) e que o Diabo me carregue, a jogabilidade é perfeita.

E mais, é um game que prega a união entre os povos com seu arquivo de Save.

Veja bem, inicialmente eu tinha a versão Japonesa deste game e eu me acabei de jogar e liberei tudo que era possível nela.

Então, minha cópia do game morreu e eu fui forçado a providenciar outra. Não encontrei a versão Japa então me conformei com a Americana.

Oh dia, oh azar, eu teria de jogar tudo de novo e liberar Gill e as opções secretas mais uma vez.

E qual foi minha surpresa ao ver que o game Americano reconhecia o Save Japonês e eu não precisaria jogar tudo novamente!

HOORAY!!!

Depois disso, joguei uma partida com o Ryu e guardei meu game para nunca mais brincar com ele.

...

Porra, eu já tinha destravado tudo! Pra que continuar jogando?

1º Lugar: SoulCalibur

Não há como negar, todos jogávamos SoulEdge (ou SoulBlade, caso preferisse a versão Americana) unicamente para assistirmos sua abertura inacreditavelmente brega.

Não consegui um link do vídeo pra colocar aqui, mas todos nos lembramos do refrão “TO SHINE.”

Enfim, foi só quando o Dreamcast apareceu com SoulCalibur que começamos a levar esta franquia mais a sério e percebemos que um jogo de luta com armas podia ser melhor que um jogo de luta sem armas, o que fazia SoulCalibur imediatamente superior a Tekken.

Enfim, SoulCalibur tinha tudo que um game de luta precisava: gráficos e animação sensacionais, uma trilha sonora grandiosa, uma porrada de personagens e todos indubitavelmente carismáticos e uma caralhada de segredos que nos motivariam a ficar rejogando por noites a fio este game.

Claro, não podemos esquecer da Ivy.

Ahhhhhh... Ivy...

Claro que após a primeira versão, SoulCalibur passou a ter seus altos e baixos (Link na versão Gamecube de SC2? Darth Vader em SCIV? Pelas barbas de Bud Spencer!) mas a versão original do Dreamcast continua como um dos games de luta mais supremos de todos os tempos.

De fato, era isso que a maioria das pessoas que havia comprado o Dreamcast em seu lançamento ficavam jogando.

E muitos continuaram jogando SC até o amargo final do console alguns anos depois.

Hoje em dia, SC é uma série que vende basicamente por permitir que os jogadores criem seus próprios lutadores... ou melhor, lutadoras.

Se um cara tem a oportunidade de criar uma mulher com peitos imensos e a colocar pra lutar de lingerie, ele irá aproveitá-la.

Diabos, meu Save de SoulCalibur IV tem 25 personagens femininas que são basicamente as encarnações de todos os meus fetiches.

Sou menino... não posso evitar...

Mas sempre terei respeito pelo primeiro SoulCalibur, pois era um game bom de verdade e não capitalizava em imensos magumbos sacolejantes para chamar a atenção do público.

...

Ok, não capitalizava UNICAMENTE nisso.

E o game de Dreamcast supremo de todos os tempos é: Shenmue

O que eu posso falar de Shenmue que já não tenha sido dito?

De fato, já fiz um review enorme de Shenmue em outra ocasião, que pode ser lido bem aqui.

Acho que a única coisa que posso falar de Shenmue é sobre a imensa nostalgia e vazio que este game me traz.

Nostalgia porque tenho uma saudade imensa da época em que o joguei pela primeira vez. Eu estava fazendo cursinho pra prestar o vestibular de Jornalismo e passava meu tempo livre jogando Shenmue ao invés de estudar.

Aliás, entrei na faculdade de Jornalismo em 2004. Um ano depois de ter comprado meu Dreamcast.

Vejam vocês, comprei o aparelho MUITO DEPOIS de sua morte (por míseros 300 Reais, gostaria de acrescentar) e mesmo já sendo dono de um Ps2 na época, o console da Sega me divertiu o suficiente ao ponto de me fazer suspirar de nostalgia quando penso nele.

Que coisa não?

E Shenmue me traz um grande vazio pois sei que a série nunca será terminada, algo que me impede de terminar Shenmue II, pois sei que a dor no saco será legendária se eu fizer isso.

Ahhhh Sega, nos deu tanta alegria e ao mesmo tempo tanta dor. Graças a vocês, agora eu sei o que é ser casado!

Não sei se os saúdo ou se mando o Ursinho Fritz os estuprar. Na dúvida, vou xingar o Miyamoto de novo.

Maldito seja Shigeru Miyamoto! MALDITO SEJAM VOCÊ E SUA PROLE!!!

Menções Honrosas:

Crazy Taxi

Crazy Taxi só não entrou na lista porque é um Top 10.

Se fosse um Top 20, Crazy Taxi seria o número 11.

Capcom vs SNK 2

Capcom vs SNK 2 seria o número 12.

Power Stone 2

E Power Stone 2 seria o número 13.

Space Channel 5

Assim como Samba de Amigo, Space Channel 5 é um dos avós do gênero de games musicais da atualidade.

E também foi o último game a conter a ilustre presença de Michael Jackson.

Mas infelizmente, Space Channel 5 se torna infernalmente difícil conforme o final se aproxima e jogos estressantes não são minha idéia de diversão.

Acho que isso ficou bem claro com o artigo passado.

Illbleed

Illbleed é um Survival Horror bem interessante. O jogador precisa salvar os amigos desaparecidos de Eriko (a moça de cabelo roxo acima) de um parque de diversões DO MAAAAAAAAAL!

Mas o interessante mesmo é que cada vez que Eriko não conseguir salvar um dos amigos, ela perde uma peça de roupa.

Assim sendo, se deixar todo mundo morrer, você confrontará o chefe final jogando com uma MULHER PELADA!!!

Claro, com rastros de sujeira cobrindo pontos estratégicos do corpo, mas pelada mesmo assim.

E... hãããããã... não tenho mais nada a dizer sobre este game então... é.

Segagaga

Este game é o sonho molhado dos fanboys da Sega. Seu objetivo é salvar a empresa de um MAAAAAAL supremo que visa destruí-la e durante a missão, você receberá a ajuda de um sem número de personagens da empresa.

Diabos, uma das armaduras é a jaqueta de Ryo Hazuki de Shenmue!

E descobrimos que depois que Sonic se tornou a estrela máxima da Sega, Alex Kidd teve de amargar um emprego de balconista em uma das lojas da empresa.

Pois é!

Infelizmente o game não saiu no Ocidente (como diria o Batman: “Não é surpresa.”) e eu sinceramente já passei da fase de jogar game em Japonês mesmo sem entender picas do diálogo, “porque sim.”

Eu não fiz isso na época de Final Fantasy VII, por que faria hoje?

E é isso! Estes são os melhores games do Dreamcast na opinião inigualável do Amer.

Antes de encerrar, eu gostaria de fazer um desabafo.

Na época do auge do console, muita gente o chamava de “DreamQuest.”

...

QUAL O PROBLEMA DESSAS PESSOAS??? BANDO DE SACRIPANTAS ANIMALESCOS DE MERDA! CRETINOS PURULENTOS, ESPERO QUE SEUS CUS CAIAM E QUEBREM E DEPOIS VOCÊS SEJAM ESTUPRADOS PELO BELO URSINHO FRITZ ENQUANTO LEVAM UMA SURRA DE PAU DO VALDEMAR!!! EMBRIOCADOS DO CARALHO!!!

...

Ufa!

Guardei isso em meu peito por dez anos, como é bom colocar pra fora.

Enfim, voltarei as minhas férias antes que as garotas de biquíni acabem perdendo os membros por causa do frio.

E voltarei novamente antes do fim de Setembro pra fazer um desabafo sobre algo que acredito, muitos de vocês compartilham sentimentos parecidos com os meus.

Me aguardem.

Cheers!!!

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