quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Crítica do Amer: Streets of Rage 2


Sempre que uma empresa consegue emplacar um sucesso, a coisa mais certa do mundo é que lançarão tantas sequências quanto puderem deste game. Afinal de contas, o nome de uma série muitas vezes é um fator decisivo para a venda de um jogo, muito mais que sua qualidade.

Dê uma olhada nos seus games e veja quantos deles são a parte 2, 3 ou 4 (ou o Vice City ou San Andreas) de uma série conhecida.

Pois é.

Muita gente acha que isso é uma saída fácil, mas eu pessoalmente acho que é o caminho mais difícil que uma empresa pode tomar. Um game que traga um nome conhecido precisa no mínimo ser tão bom quanto o original e mesmo assim, ele recebe críticas se “não inovar em nada na fórmula original.”

Por essa lógica, é fácil entender porque Grand Theft Auto faz tanto sucesso, uma vez que a série reinventa muitos de seus aspectos em cada game que é lançado.

Assim sendo, quando a Sega decidiu lançar a continuação de Streets of Rage, um de seus maiores “hits” (uau, falei como um típico babaca dos anos 90), a empresa precisou se virar do avesso pra entregar uma experiência que compensasse todo o “hype” dos fãs.

E atingiram sucesso inquestionável com Streets of Rage 2, o que mostra que de fato houve uma época em que a Sega tinha mais coisas em mente além de prostituir o Sonic. Sei que é difícil acreditar, mas é verdade.

Como os tempos mudam...


O enredo continua de onde o game anterior parou.


Adam, Axel e Blaze derrotaram o mal, afastaram o temporal e voltaram a suas vidas civis sem empolgação: Axel voltou a tentar terminar Street Smart com um crédito só, Blaze voltou a praticar lambada (Lembra? O hobbie dela era lambada!!!) e Adam ganharia vida nova como personagem do Mugen.

Então, O MAAAAAAAL voltou à cidade, na forma de Mr. X... que pode ou não ser o mesmo mafioso do game anterior, não faço idéia pra ser sincero.

Enfim, Mr. X começou a espalhar O MAAAAAAAL pela cidade e seqüestrou Adam, pois acreditou que sem um dos membros da turma, Blaze e Axel seriam incapazes de derrotar o crime na cidade sozinhos.

Um erro básico, se Mr. X lesse Batman, saberia que uma única pessoa pode devastar o crime todas as noites. Jason Todd morreu e isso não abalou nem um pouco o Cruzado Embuçado em sua missão.

Claro, Jason voltou... o que abalou muitos leitores antigos e os fez gritar “SHENANIGANS!!!”

Pois é...

Mas enfim, Axel e Blaze decidem fazer como qualquer amigo de bêbado e não deixam seu camarada na mão. Claro, sua equipe ficou desfalcada sem Adam, então os dois reuniram Max, um lutador profissional capaz de dar uma canseira no Zangief e Skate (ou Sammy, na versão Japonesa), irmão caçula de Adam e um dos personagens mais desnecessários da história dos vídeo games.

Não, sério.

Enfim, os quatro guerreiros partem em busca de justiça e lutam para salvar seu amigo seqüestrado das... RUAS DA RAIVA!!!

Ah sim, tempos saudosos que não voltam mais. Nada de invasão de Locusts, nem de Metal Gears ou rolos com a Máfia Russa, só a boa e velha amizade.


Beat’em ups tem o mal da reciclagem. Muitas vezes a continuação usa praticamente os mesmos gráficos da versão anterior, com alterações mínimas como um novo par de botas para um dos heróis, peitos maiores e um decote melhor para a heroína e um rabo de cavalo para o grandalhão.


Streets of Rage 2 recebeu um banho de loja extremo, nenhum gráfico do game anterior foi reutilizado. Todos os personagens foram refeitos e os sprites deste game são GRANDES, praticamente o dobro do tamanho dos personagens do game anterior.

Não apenas os personagens, mas os cenários foram mais trabalhados também e ficaram bem mais detalhados e bonitos, algo que sempre impressiona quando estamos falando do Mega Drive e sua quantidade limitada de cores simultâneas na tela.

O frame rate também melhorou muito e as animações do jogo correm de forma bem mais fluida que na versão anterior.

E quanto à trilha sonora? Lembremos que este era um dos principais pontos de venda do game anterior: a capacidade de nos fazer ficar ouvindo o Sound Test por horas e horas seguidas.

Bem, Yuzo Koshiro novamente assumiu o leme como produtor musical e temos em mãos uma trilha tão fantástica e inesquecível quanto a anterior. As músicas são em sua maioria baladas e temas pop ou dance e casam muito bem com a ação do jogo.

Para ser muito sincero, algumas canções já mostravam a mudança de direção que a trilha sonora tomaria em Streets of Rage 3. Tais músicas soam menos melódicas e um pouco mais eletrônicas, sem chegar a ser música Techno mas um misto estranho entre este estilo e Dance.

Os demais efeitos sonoros são os típicos ruídos brancos de jogos do Mega Drive e as vozes digitalizadas tem a rouquidão característica dos games do console também. Em minha humilde opinião, isso não chega a ser um problema, é de fato parte do charme dos títulos de Mega.

Vai me dizer que você não acha isso também?


A jogabilidade é a maior diferença deste game para o anterior.


Streets of Rage é um clássico, mas sejamos francos... os três personagens são praticamente iguais. Adam é o mais forte, Blaze é a mais ágil e Axel é um meio termo entre os dois, mas a lista de movimentos dos três é praticamente igual.

Com exceção das animações diferentes para sequência de socos e joelhadas, a experiência de jogar com todos é exatamente igual: soco, soco, soco, agarrão, joelhada, joelhada, pulo por cima do inimigo e suplex.

Pois é.

Aqui, podemos perceber uma notável influência de Street Fighter II, uma vez que os quatro personagens possuem listas de movimentos totalmente diferentes da dos outros.

Blaze é como o Cody (exceto que ela é uma morena maravilhosa ao invés de um caipira loiro) e faz as vezes de personagem equilibrado do grupo. Ela possui boa velocidade e bom ataque, além de uma lista de golpes bem eficazes que fazem uso de todos os seus atributos sem focar demais em nenhum.

Skate é o personagem ágil de baixa resistência, ele é muito eficiente se você agarrar os inimigos, jogá-los longe e se afastar o mais rápido possível. Caso os inimigos o cerquem, será seu fim... o que é uma boa oportunidade para se trocar de personagem, pois Skate é tão útil quanto uma hemorróida.

Só estou pensando em voz alta.

Max é exageradamente forte e lento, ele se move com a velocidade de um personagem da Marvel em um desenho dos anos 60, mas só tem golpes de extremo impacto. De fato, a O.N.U passou um decreto há alguns anos deixando claro que jogar com o Max equivale a armazenar armas de destruição em massa e qualquer um que o use pode ter sua casa invadida pelo exército Americano.

Na época do Bush pelo menos... não sei como Barack Obama reage a isso.

Já o Axel é um faz-tudo e especialista de nada. Ele possui golpes de alto impacto, mas não tão ALTO IMPACTO quanto os de Max, seus ataques causam vários hits de acerto como os de Skate, mas sem a mesma velocidade e possui um certo equilíbrio entre sua força e agilidade, mas não tanto quanto Blaze. Estas diferenças acrescentam um valor de replay bem alto ao game. Normalmente, personagens de beat’em ups são intercambiáveis, ou seja, são muito pouco distintos entre si.

Se você estiver acostumado a jogar com o Haggar em Final Fight, não precisa reformular todo seu estilo caso opte por utilizar Guy, vai ter que se adaptar a causar menos dano e ter mais agilidade para se mover, mas isso é tudo.

Em Streets of Rage 2, caso se acostume a jogar com Blaze (oh Deus, que morena... QUE MORENA!!!) e decida mudar para Max, vai ter de reaprender o A B C, pois os dois personagens são diferentes como o dia e a noite.

Devo dizer aliás que os programadores sem querer criaram um dos personagens mais exageradamente poderosos de todos os tempos ao fazerem Max.

Sem brincadeira.

Mesmo sendo tão ágil quanto o Antônio Fagundes, Max é um monstro abissal com golpes desequilibradamente poderosos. Seu agarrão simples (demonstrado em uma das fotos acima) consiste em segurar o inimigo e apertar sua cabeça inúmeras vezes e sem chance do meliante se defender ou se soltar, o que MATA rapidamente a maioria dos inimigos normais e causa um dano absurdo em chefes.

Ele também é o único personagem com arremessos aéreos, um quando se agarra o inimigo pela frente e o outro por trás. O arremesso aéreo dianteiro causa um dano ofensivo a qualquer inimigo e o traseiro... bem... vamos dizer que causa um dano tão embasbacante que eu poderia fazer muitas piadas a respeito da hombridade de Max graças a ele.

De fato, o sujeito é tão poderoso e desequilibra tanto o jogo que os produtores enfraqueceram dramaticamente o “fortão” de Streets of Rage 3, possivelmente com medo de criar um segundo filho bastardo da união do Fanático com a Mulher Hulk.

Porque sinceramente, não consigo pensar em outra explicação para a existência do Max.


Sinceramente falando, Streets of Rage 2 é um dos melhores games de toda história. Ponto!


Sua ação é despreocupada e divertida e serve tanto para uma jogatina de cinco minutos quanto uma sessão de duas horas. Ao mesmo tempo, existe profundidade o suficiente no uso dos quatro personagens disponíveis para manter um jogador entretido por dias.

Streets of Rage 2 é a prova de que um beat’em up pode ser tão melhorado de uma versão para outra quanto qualquer outro estilo de game. Que pena que a maioria das produtoras nunca aprendeu essa lição e o gênero acabou caindo no ostracismo.

E que pena maior ainda que a Sega não possui mais as bolas do passado e não lança mais nada que preste hoje em dia.

Digo... até lança, mas acha melhor não trazer para o ocidente, preferindo localizar o novo Golden Axe, que mesmo tendo uma amazona escultural semi nua como protagonista... não consegue gerar mais que um suspiro de decepção deste que vos fala.

Mas isso é uma outra história a ser contada.

Cheers!!!

13 comentários:

Avalanche(Lance) disse...

Porra só pq eu virava o jogo com o Skate-_-'


E na boa, o max causava um bom dano,mas apanhava mais que filho no Alabama.

Paulo_HT disse...

Amer, que droga esses reviews de mega drive..
a cada review me da mais raiva da minha mãe por ela ter DADO o meu mega drive PRO FILHO DA EMPREGADA!

...enfim, esse jogo era muito massa, mas infelizmente eu nunca achei pra comprar então tinha que gastar toda a minha mesada alugando.

Amer, quando vai sair a análise de marvel ultmate alliance 2?

Amer H disse...

Não sei se vou fazer review de Marvel Ultimate Alliance 2, mas se você gostou do primeiro, vai gostar desse. É mais do mesmo.

Quanto ao Max, ele tinha testosterona pra aguentar a surra e é isso que importa.

evil monkey disse...

o que eu gosto nesse jogo é diferença grande que tinha em relação a final Fight.quer dizer final fight se resume principalmente a metralhar o botão de ataque e dar uns combos quando você agarrar alguém(nada contra final fight eu adoro jogar de vez em quando no emulador).em streets of rage 2 técnica é essencial!eu não tenho boas lembranças desse jogo porque eu era um garoto de oito anos que herdou o mega drive do irmão muuuuito tempo depois que a guerra dos consoles havia acabado e jogos com técnicas eram muito frustrastes pra mim,mas hoje eu gosto desse jogo e acho o segundo melhor do gênero(depois de tmnt 4 é cláro)

Avalanche(Lance) disse...

E do GOlden Axe 3?

Sempre quis saber daone veio aquele homem-Pantera e o Hulk.

evil monkey disse...

olhando bem a capa de streets of rage é...é...uma merda

bem...grade jogo capa horrível certo!?

bons eram os tempos em que as empresas não gastavam um tostão furado com um designer de capa...
...

Marcelo Maciel disse...

É o melhor do genero junto com Turtles IV do SNES pro meu gosto... zerei ele a pouco tempo coma minha patroa e ela adorou inclusive! Hehehehehe

Otávio disse...

Esse aí, como disseram, só podermos comparar se for contra Turtles IV.

Pq quem ama Final Fight (mesmo de fliperama) nunca jogou SoR2...

E Amer! Tb era fanático com o Max! Na mão de quem sabe jogar com ele, ele é perfeito! Melhor ainda se o outro player é o Axel e um cobre as fraquezas do outro!

evil monkey disse...

mer,eu tenho uma pergunta,um pedido e uma obrigação pra você...

pergunta:vai mesmo lançar metal gear solid 4 pra xbox 360?

pedido:você fará o review dele e de metal gear Solid rising?

e por fim a obrigação,se lançar mgs 4 pra 360 você tem que fazer o review ,é sua obrigação como gamer e escritor de blog de games!

eu sei que eu falo muito de metal gear solid,mas fazer o que eu estou entusiasmado com minha breve compra de ps3,não da pra evitar.
...

evil monkey disse...

correção!!!!!
foi mal o a não saiu,a frase certa seria:
"amer,eu tenho uma pergunta,um pedido e uma obrigação pra você...

essa porr de a numc funcion,né!?

Hikaruon Dekabase disse...

Nossa eu jogava com o MAX, kra, como apelava com ele, o transformava ossos em pó! e aço em papel alumínio SÉRIO!, há por curiosidade pretende fazer revisões sobre fan games? Street of Rage Remake entre outros?

Leandro" Leon Belmont" Alves the devil summoner disse...

um dos melhores briga de rua já feito. e foi o primeiro Street of Rage que zerei e com alguém me ajudando...bons tempos de locadoras ou não. embora tinha o Axel e a Blaze, não tem o Adam....(imperdoavel!!!) colocando aquele irmão dele que ninguém jogava...eu ia com o Max, com a força brutal dele tornava o game mais fácil. muito mais fácil eu diria. mesmo lento como uma placa tectônica, só o agarrão dele que aperta a cabeça do inimigo, derrota muitos meliantes sem sequer suar e em chefes é uma maravilha. pena que o tiraram de Street of Rage 3, para colocarem aquele Zan...que é tão interessante quento um pacote de Dorittos vazio.

e Skate....ele servia pra alguma coisa???

SKATE SUCK BALLS!

Unknown disse...

disclaimer: sou a terceira pessoa depois de ninguem , mas só leio os comentários que o amer responde