quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Crítica do Amer: Dragon Age Origins


RPG’s são um dos meus gêneros favoritos de games.

Passar dias em um mundo digital, conhecendo tudo que ele tem a oferecer e desvendando todos os seus mistérios nos mínimos detalhes é uma das experiências que eu mais valorizo em um vídeo game.

E vou te contar, a safra de RPG’s atuais está se saindo cada vez melhor. Hoje é possível escolher entre mundos pós holocausto nuclear infestados de monstros e organizações para militares, fuzileiros espaciais enfrentando uma grande invasão de outra galáxia e até mesmo os bons e velhos JRPG’s com suas histórias lineares e previsíveis e personagens que deixam de ser interessantes assim que saímos da adolescência.

Dragon Age Origins segue a linha de aventura de fantasia, e parece uma grande mistura de Dungeons N’ Dragons (o jogo de mesa, não o filme com Marlon Wayans) e Senhor dos Anéis, com batalhas épicas, feitiços burlescos e personagens com o qual é muito fácil se identificar.

E onde mais você tem a chance de dar uma sapecada em uma sensual bruxa do pântano?

Pois é, não é?


O enredo de Dragon Age: Origins é bastante simples a primeira vista.


Basicamente, seu personagem começa como uma pessoa normal em um ambiente diário, até que se torna um Grey Warden, membro de uma ordem de cavaleiros que possui a missão de combater a “Blight”, uma invasão de demônios dos subterrâneos e que ameaça exterminar toda a vida como a conhecemos.

Após uma grande batalha que acaba muito mal, você se vê como um dos últimos Grey Wardens e tem a tarefa de unificar os quatro maiores povos do reino (Humanos, Anões, Elfos e Magos) para ter alguma chance de sobreviver ao avanço da Blight..

De fato, o enredo não é nem de longe complexo e cheio de reviravoltas como um Final Fantasy (o que é um grande alívio, se me perguntar), mas existem fatores que modificam um bocado a experiência da história.

No início do jogo, você pode escolher a raça de seu personagem e sua origem. Pode ser um Humano da nobreza, um Elfo urbano, um Anão da casta mais baixa possível e por aí vai. A origem de seu personagem influencia como os coadjuvantes que serão encontrados ao longo da história irão reagir a sua presença.

Se escolher a origem de um Elfo da floresta, será mais bem recebido em uma tribo deste povo do que se jogasse com um humano, da mesma forma, se jogar com um mago, muitas pessoas o receberão com desconfiança, uma vez que feiticeiros não são inteiramente bem vistos neste mundo.

A possibilidade de escolher a origem de seu protagonista aumenta muito o fator replay do jogo. Cada classe de personagem possui uma introdução diferente, que dá o tom para o tipo de pessoa que seu protagonista pode ser. Não há uma origem definida como canônica e oficial para o herói do game e explorar as diversas variantes sem dúvida dá um sabor especial ao jogo.

É muito interessante também revisitar certas locações com um personagem diferente. Pessoas que você possa ter ajudado ao jogar com um humano podem ser parentes de seu personagem caso jogue com um elfo, o que muda drasticamente a percepção que você tinha destas pessoas ao encontrá-las pela primeira vez.

Dragon Age Origins é aquele game que assim que derrotamos o chefe final, já estamos pensando em recomeçar com um novo personagem e ficamos elucubrando quão diferentes serão suas interações com o demais elenco da história.

Ora, vida social é algo superestimado!


A apresentação do jogo tem seus altos e baixos.


Os gráficos são bons, mas poderiam ser melhores. Os modelos de personagens são bem construídos, mas possuem texturas simples e que não fazem jus a geração atual. Um avaliador mais mal humorado pode dizer que o Xbox original seria capaz de reproduzir os gráficos apresentados aqui e não estaria muito longe da verdade.

Também não existem muitas opções de customização para criar os personagens e muitas vezes seu protagonista pode acabar parecido com certos coadjuvantes. É um problema pequeno de fato, mas não deixa de ser desconfortável ver que o herói que você construiu não consegue ser muito diferente do Zé da cidade que vende armas de segunda mão.

Claro que existem detalhes bem interessantes no visual, os cenários são grandiosos, as roupas e armaduras possuem texturas bastante interessantes e únicas e o detalhe do grupo ficar sempre coberto com respingos de sangue ao final de uma batalha é bem bacana, mas depois dos gráficos quase fotorrealistas de Mass Effect, é meio difícil olhar para Dragon Age e não achar que seu visual poderia ter recebido um pouco mais de atenção.

O áudio no entanto, compensa todas as falhas do visual. A trilha sonora é impactante e épica e passa a impressão perfeita para uma aventura de fantasia medieval. Tenha em mente que não são as canções que depois cantarolamos no chuveiro, mas o game não seria a mesma coisa sem elas.

A dublagem é o grande chamariz aqui. Ao longo da aventura, será preciso conversar com uma tonelada de gente, por um bom tempo e todos tem muita coisa pra te dizer. Os personagens em sua quase totalidade possuem vozes muito bem escolhidas e os dubladores fazem ótimas interpretações, é possível aprender muito sobre a personalidade daquele com quem se está conversando só de prestar a tenção ao seu timbre e a forma como conversa.

Morrigan possui um tom de voz sedutor, mas ao mesmo tempo decidido e inflexível, que mostra a personalidade forte da feiticeira. Já Wynne possui a voz calma e ponderada, o que combina com sua experiência de vida e grande sabedoria.

Outro toque que torna a dublagem única é o uso de sotaques em determinados personagens. Leliana possui um leve sotaque Francês, que transmite uma certa inocência da personagem, assim como romantismo inerente a sua personalidade. Zevran por outro lado possui sotaque Espanhol, o que cai como uma luva ao seu jeitão de "amante Latino".

O diálogo é muito bem escrito e as longas conversas raramente se tornam cansativas. Na maior parte do tempo, temos vontade de esticar os diálogos pelo máximo de tempo possível e descobrirmos mais sobre nossos colegas e demais integrantes do elenco.

Um bom uso da dublagem são os momentos em que seus colegas de equipe conversam entre si. Tais conversas acrescentam bastante tridimensionalidade ao grupo e quebram aquele estigma de que seus amigos só mantem diálogo com você e ignoram um ao outro o resto do tempo, algo que as vezes se torna muito aparente em RPG's.

E é sempre divertido ver Morrigan e Leliana discutindo para ver qual das duas irá arrastá-lo para dentro de sua barraca primeiro...


A engine de jogo é muito parecida com Star Wars: Knights of the Old Republic e Jade Empire. Os pontos fortes destes games foram transcritos para Dragon Age Origins, assim como seus pontos fracos.


A maior parte do tempo você visitará localidades específicas e terá de auxiliar o grupo que lá reside para forjar uma aliança com eles. Normalmente, cada povo está com algum tipo de problema que eles não conseguem resolver sozinhos e é aí que você entra.

Mas nenhum problema possui uma forma específica para ser resolvido. Por exemplo, os Elfos da floresta estão sendo atacados por lobisomens (de verdade, não do tipo "Lua Nova") e suas opções aqui são atacar e exterminar os lupinos, aliar-se aos lobisomens e matar os Elfos, ou encontrar uma solução pacífica que beneficie a todos. As decisões tomadas não influenciam apenas o decorrer da história, mas também afetam a aprovação do grupo em relação a você.

Cada um dos seus companheiros tem uma opinião a seu respeito e dependendo de suas atitudes, eles podem admirá-lo ou desprezá-lo com o passar da história. Altos níveis de aprovação farão com que seus colegas tenham um desempenho muito melhor nas batalhas e abre a possibilidade de romances com alguns deles, mas se tomar muitas decisões ruins, alguns de seus companheiros podem abandonar o grupo ou tentar matá-lo em certos momentos da história.

Diga-se de passagem, na primeira vez que se joga Dragon Age Origins é bastante difícil terminar sem que um de seus amigos se rebele ou abandone o grupo, o que se torna um ótimo estímulo para rejogar o game inteiro e tomar as decisões certas para manter a equipe unida.

Agora falemos do sistema de combate, que é o ponto fraco do game.

As batalhas aqui funcionam como em KOTOR, você decide qual ação o personagem sob seu comando irá tomar e ele a executa. Se decidir atacar um inimigo, o personagem avançará contra o oponente mais próximo, o golpeará até que ele morra e então irá aguardar sua próxima ordem para continuar a luta.
Inicialmente não parece um problema, mas este sistema é bastante primitivo para os dias atuais. Muitas vezes seu personagem ficará parado no campo de batalha, recebendo dano dos inimigos até que você o ordene especificamente a atacar.

A inteligência artificial que controla seus amigos também deixa muito a desejar. Mesmo que estejam em alto nível e possuam os ataques especiais mais fortes do jogo, na maior parte das vezes eles se limitarão a enfrentar os inimigos com movimentos básicos e sem nenhuma estratégia. A menos que o jogador individualmente controle cada um deles ou os programe para usar ações determinadas em momentos específicos, eles pouco ou nada farão de útil nas batalhas.

Finalmente, os combates são bastante difíceis. Grupos de inimigos tem o péssimo hábito de atacar um único personagem em bando e muitas vezes você será cercado por quatro ou cinco oponentes e será massacrado sem pena, o que torna os combates em determinados pontos muito frustrantes e enfadonhos.

Dragon Age Origins não sabe brincar. Não é incomum precisar diminuir a dificuldade para "Casual" somente para poder derrotar um inimigo específico e conseguir avançar na história.


Dragon Age Origins possui falhas bastante notáveis em sua jogabilidade e que prejudicam um pouco a experiência do jogo, mas mesmo assim, este é um dos melhores RPG’s da atualidade.


As inúmeras possibilidades de se conduzir o roteiro, as Quests específicas que o ajudam a descobrir mais sobre seus colegas e a enorme extensão territorial a ser explorada criam uma experiência única, com pontos positivos que superam de longe os negativos.

O jogo tem seus problemas, claro, mas Gears of War também e isso não impediu a formação de um culto de nerds ao seu redor, que acreditam que bons jogos dependem de rifles com serras elétricas embutidas, barbas mal feitas e heróis que falam arrotando.

Eu prefiro meus games com menos Marcus Fenix e mais Morrigan, muito obrigado.

Cheers!!!

25 comentários:

João Luiz disse...

João Luiz disse...

após brincar de primeiro...
venho acompanhando seu blog (ambos) já faz um tempo e criei uma pequena legião de seguidores passando seu link para amigos.
Ainda não joguei o Dragon Age Origins mas pelo o que eu vi certas magias afetam seus companheiros de grupo tmbm, isso chega a atrapalhar em uma luta? (meu amigo que comprou o jogo não possui corrones suficientes para jogar com isso habilitado ou algo do tipo)

continue o bom trabalho ^^

MaxiM disse...

Interessante mas o tipode jogabilidade estilo Final Fantasy 12 me irrita....como aquele jogo me irrita...a porra do 10 me irrita também

Aiai como eu morro de vontade de comprar um xbox só para poder jogar algumas pérolas ...

Enquanto isso eu aproveito meu ps2 e meia tonelada de jogos que eu ercem descobri e.e

Hey Amer voce recomenda Drakengard e Romancing Saga???

Amer H. disse...

Nunca joguei Drakengard ou Romancing Saga. Tem muita coisa da geração Ps2 que acabou passando batido, porque eu no tive tempo de jogar tudo.

Até agora tou tentando dar um jeito de jogar Rule of Rose.

Quanto ao "fogo amigo" de Dragon Age Origins, sim, existe a opção, mas a mantive desligada. O jogo já é difícil o suficiente sem que eu precise me preocupar se meus ataques matarão meus colegas.

evil monkey disse...

eu estou em dúvida quanto ao jogo, por um lado, parece que a versão de pc é ótima, e tem como escolher o inimigo que vai atacar, além de uma tela tática que você pode usar para olhar a batalha por vários ângulos.

por outro lado, com gráficos ruins ou não eu duvido que o meu pc consiga rodar.

então eu lhe pergunto amer, que tipo de pessoa deve comprar esse jogo, será que vale a pena comprar esse jogo para o ps3(que eu vou adquirir em fevereiro)?

é um daqueles rpg's lentos onde se gasta horas "upando"(como persona).Ou é um daqueles ágeis onde você não precisará se preocupar tanto com lével e só os monstros que você matar pelo caminho já serão suficientes para você continuar jogando(como chrono trigger)?

e tem aqueles momentos de WTF eu faço agora que alguns rpg's tem?

dependendo das repostas pode ser o jogo perfeito pra mim ou o jogo no qual eu vou cuspir na locadora...
...

Scariel disse...

Tava de olho nesse jogo.Mas acho q vou começar com Fallout 3.RPG medieval tem de sobra por ai.
Como sempre ótimo review.

Agronopolos disse...

nagens masculinos irem pra barraca e só aparecerem no dia seguinte com sorrisos no rosto

Cá entre nós eu pensei que ia ser censurado isso pela EA games...

Sasoriman disse...

Rule Of Rose não fez meu estilo de jogo... Criançinhas + sistema de combate ruim + tentativa de horror = Fail. A história é boa... ):

Anyway, vou checar Dragon Age Origins... Depois de Mass Effect e Fallout 3.

Godiles disse...

caraca vc deve amar gears of wars...de 200 reviews 180 vc cita ele!

Oo

ok agora sobre o jogo, peguei o de pc e achei o jogo muito bom, na parte do Role Playing o game concertesa mereçe 10, a parte grafica do jogo tambem me agradou bastante os detalhes das armaduras ficaram perfeitos, pra min os 2 unicos pontos que me fizeram meio que deichar o jogo de lado e me viciar em outro jogo (borderlands no caso , depois que li sua review peguei e o jogo e des de então não consigo largar =P) são os dialogos, por parte eles são otimos + tem uma hora que vai enchendo o saco é MUITA coisa, sempre gostei de ler os dialogos e talz, + em dragon age sempre perco a paciencia e vou pulando algumas falas, as vezes penseo estar lendo um livro ao inves de jogando um jogo, e o outro tambem citado é a dificuldade, mesmo no nivel "normal" o jogo é abusivamente dificil, e combinando os 2 pontos negativos o jogo deixa muito a desejar (por exemplo: voce espera 2 horas de dialogo pra entrar em uma boa e velha luta de espadas e quando chega a hora de arrancar algumas cabeças voce é totalmente massacrado!)

minha opinião! [=

ps: uma duvida vc usa emulador pra jogar os jogos de SNES que faz review ou vc tem 1?

;*

Amer H disse...

Ainda tenho meu Super Nintendo.

De fato, nunca me desfiz de nenhum dos consoles que adquiri ao longo de minha existência bem vivida.

Mas também faço uso de emuladores, para aqueles games que simplesmente não há como se ter em casa. Jogos de fliperama que nunca receberam uma conversão doméstica, por exemplo.

E só cito Gears of War pra irritar os fanboys da série.

Eu! disse...

Amer, não jogue Rule of Rose...

The Sandman disse...

Woot, o Amer já postou coisa nova? Tinha esquecido de falar de um detalhe interessante em Sunset Riders. O carinha da diagonal direita na fase dos Wright Bros. está... bem... fazendo aquilo.

Godiles disse...

vc disse que não se desfes de nenhum de seus consoles...e sobre o Dreamcast?

AHAN! GOTYA!

Amer H. disse...

Ainda tenho o Dreamcast também. Por que me desfaria dele?

Godiles disse...

no review do shenmue (se não me engano)se me recordo bem vc citou algo sobre ter se desfeito do console...

faz tempo que eu li amnha lerei novamente + por enquanto fica ai meu coment.

Fernando disse...

Q rulez
tava esperando vc comentar sobre esse jogo.
to jogando ele a algum tempo (PC)
e ja estava querendo indicar ele para a sua avaliação

bom trabalho

abraço

sergio disse...

caramba, é muita coincidência, assim que eu conheci o jogo vc comenta sobre ele...

The Sandman disse...

Cara, eu acho que ele tava falando do jogo, eu também me desfaria se soubesse que era uma trilogia que nunca iria ter final a não ser que uma empresa desse uma de "Bethesda Game Studios". Hmmm.

Amer H. disse...

Tampouco me desfiz do jogo. Nunca me livro de jogos, por piores que sejam.

The Sandman disse...

Então você é incrível, eu me desfaço com uma facilidade incrível. Eu simplesmente jogo da sacada sem me preocupar com o meio ambiente e as chamas na água que a merda do jogo vai causar.

Pedro disse...

Joguei um pouco a versão de Xbox e detestei os gráficos e a jogabilidade, mas no PC todos esses defeitos são inexistentes =)
Meu PC não é nem tão forte e roda o game com tudo no máximo e resoluções altas.

E quem tiver original pode usar o toolset pra criar e modificar praticamente tudo dele, dá pra adicionar mapas, quests, classes, skills, etc.

Atualmente to jogando pela terceira vez, com um lobisomem como char principal e um mod que aumenta dificuldade.

Fortemente recomendado pra quem puder jogar no PC, nota 10.

Pedro disse...

E evil monkey, upar não altera tanto a dificuldade do jogo, os inimigos são gerados de acordo com o seu lvl.

Mas ele é BEM difícil no começo, é diferente de jrpgs, você realmente tem que pensar no posicionamento dos chars e na estratégia em cada luta, mesmo contra inimigos fracos. E nos bosses ação fica ainda mais frenética, tu tem que pausar toda hora e controlar cada ação dos chars precisamente pra não perder.

Enfim, o jogo não tem grinding, mas é BEM hardcore.

Thyago disse...

tem acontecido uma coisa q tenho notado bastante: a geração atual já chegou no auge dos seus gráficos desde 2008. de lah para k, nao tivemos nada q REALMENTE desse um banho nos nossos olhos.

desde 2007, os pc's tem mostrado q na parte técnica eles enrabam os consoles bonito. pena q tem tido muitos games ótimos saindo soh para consoles, como bayonetta

Fernando disse...

O que me decepcionou no jogo foi a jogabilidade

O combate é terrivel, a AI é é muito fraca =P


Mas o jogo parece realmente fantástico, se eu tivesse pegado ele na época que eu tinha febre por rpgs teria jogado muito mais xD

No mais to preferindo jogos de estratégia mesmo xD

Gabriel // zGABRIELz disse...

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