terça-feira, 6 de maio de 2008

Alternativas para o NES!


E agora, um artigo rápido para a semana.

Hoje vamos relaxar e relembrar um pouco dos velhos tempos, pois como dizia o poeta: "recordar é viver".

Qual foi o primeiro videogame que você ganhou?

Vamos lá, pense um pouco!

No meu caso foi um Nintendo 8 Bits, não tive Atari e embora o primeiro console que oficialmente tenha chegado aqui em casa seja o Odissey, ele era do meu irmão, o Nintendo foi dado diretamente a mim.

Mas como todas as crianças do nosso país, eu não tive um NES original.

Não sei se você se lembra (ou se era nascido na época), mas no fim dos anos 80 e início dos 90, quando os games chegaram ao nosso país, a Nintendo ainda não possuia uma representante oficial como a Sega, isso só aconteceria no meio dos anos 90 quando a Big N e a Gradiente uniriam forças.

Antes desta época, tivemos muitos consoles compatíveis com o Nintendo 8 bits e é deles que lembraremos um pouco hoje.

E um agradecimento ao meu chapa Walmir, que deu a idéia deste artigo.



Bem, este era o NES oficial da Nintendo.

Um console de design simples e bastante agradável ao olhar. O cartucho ficava dentro do aparelho, em um mecanismo de encaixe muito semelhante ao de um video-cassete.

Não sei vocês, mas eu me sentiria o maior se meu videogame dos anos 80 tivesse uma semelhança tão gratuita com um video-cassete. Você sabe, criança sempre quer ter alguma tralha tecnológica parecida com a do papai, não importa quão idiota seja.



Este aqui também é um NES oficial.

Perto do fim da vida do aparelho (quando a única empresa que ainda lançava algo para o aparelho era a Capcom), a Nintendo decidiu revitalizar o visual de seu consolezinho, para lhe dar mais alguns anos de vida e assim nasceu o Control Deck.

Esse aqui eu acho que chegou a ser lançado pela junção Nintendo-Gradiente, mas não tenho muita certeza pois na época eu tava mais interessado em torrar fichas e mais fichas no fliperama jogando Marvel Super Heroes.

Nunca usei drogas, mas gastei fortunas com Marvel Super Heroes, eu te digo.

O fato é, ninguém mais estava interessado em Nintendo 8 bits quando este modelo saiu e no Brasil muito menos, pois a garotada já havia jogado títulos do NES até o cu fazer bico.

E nós jogavamos em consoles como este:



Phantom System, da Gradiente!

Ahhhhh sim, este era o console que nove entre dez moleques queriam. Ter um Phantom System na época era quase como ter um Xbox 360 nos dias de hoje: garantia de que você teria muitos amigos!

Uma coisa interessante sobre o Phantom System é que seu joystick era exatamente igual ao do Mega Drive, mas como o controle do NES só possuia dois botões de ação, o local da tecla "C" era usada para alocar o botão Start.

Eu não sei, mas acho que até se acostumar com essa disposição dos botões, o garoto devia cometer muita cagada enquanto jogava.

Bem, considerando tudo, o Phantom System é um tremendo clássico e aquilo que vem a mente de muitas pessoas quando perguntamos a elas qual o primeiro videogame que ela teve.

Ainda mais pessoas lembram do Atari, mas não eu... não tive Atari!

E até hoje não joguei Decathlon!

...

É... eu sei... que vergonha...

E por falar em Atari...



... não vamos esquecer do Dynavision!!!!!!

Da Dynacom!!!!

WA-TCHAAAAA!!!

O Dynavision foi um console que veio em uma tonelada de encarnações, a primeira mostrada acima, se não me engano era compatível com o Atari.



A segunda encarnação por sua vez, era compatível com Nintendo 8 Bits, mais especificamente o formato Japonês de 60 pinos.

Lembra? Formato americano tinha 72 pinos e japonês 60.

Ahhhhhh, bons tempos em que nossa preocupação era o número de pinos e não firmware... como a vida era simples...

Eu não conheci ninguém que tivesse um Dynavision 2 e credito isso ao terrível controle do aparelho.

Eram os anos 90! Não queriamos controles que simulassem masturbação! Queriamos direcionais e botões de fácil acesso!!!

A Dynacom corrigiu este erro com os consoles seguintes, acredito que o Dynavision III já tinha um controle mais decente e a par daquela época, além de ser compatível com cartuchos de 72 e 60 pinos.

Aliás, peço desculpas, mas não consegui nenhuma imagem do Dynavision III.



Mas aqui está o Dynavision X Super Foxtrot Turbo Thermal Detonator Bahamut Vortex!!!

A Dynacom lança seu console até hoje, mas faz um bom tempo que parei de acompanhar sua evolução e não sei com o que ele é compatível hoje em dia.

Talvez com NES, talvez com Mega Drive ou talvez com o Microoondas ou sei lá... se um indivíduo conectar esse aparelho na bunda é capaz de ser compatível também.

Bem, avancemos para o Hi-Top game.



Esse aqui quem teve foi um amigo meu, o irmão mais velho deu de presente pra ele e eu fui o primeiro a saber.

Maldito sortudo... eu ainda levaria um ano até ganhar o meu.

O negócio é, não sei se este era o mesmo modelo que ele tinha, pois só passei a freqüentar a casa dele quando ele não mais se interessava por games e estava em sua fase "death-metal-punk-satan-scorn-vomit-omega-rocker", mas se bem me lembro, o controle original do Hi-Top Game era em manche, como o do Dynavision II.

Se o console dele tinha os joysticks da imagem acima ele deu sorte, pois eram iguais aos do "Nintendo" que eu tinha, com botões turbo.

Vou te contar, controle turbo salvou minha vida em inúmeros jogos.

O Hi-Top Game foi lançado pela Milmar, uma empresa qe até onde sei era muito competente na fabricação de triciclos e brinquedos genéricos de plástico.

Considerando que meu amigo nunca reclamou de mau funcionamento em seu videogame, acho que eles eram bons também na produção de consoles compatíveis com Nintendo.



Falemos agora do Supercharger, um dos primeiros compatíveis a aparecer em nosso país e fazer as crianças dizerem "Caralho! Que porra é essa? Tem gráfico muito mais fudido que aquela merda do Atari! Porra, chupa meu pau!"

É, pois é, desde a minha infância que as crianças falam como estivadores.

Mas eu me lembro nitidamente de ter uns 9 ou 10 anos e ver o comercial do Supercharger no intervalo do programa do Fofão.

Lembra? O programa do Fofão passava na Bandeirantes durante a hora do almoço e fazia propaganda do chocolate Porsche da Dizioli, além de passar o desenho do Turboman.

Puxa vida... bons tempos!

Eu nunca vi um Supercharger de perto, pois não conheci ninguém que o teve.

Acredito que a maioria das pessoas não se interessou por ele, uma vez que era bem feinho, o Phantom System começou a chamar a atenção com seu visual de "aparelho futurista direto do planeta Vulcano".

Por sinal, o Supercharger "inspirou" (pra não dizer que copiou na caradura) no Famicon, que nada mais era que o console Nintendo 8 bits japonês.

Aliás, Famicon é uma amálgama das palavras usadas no termo "Family Computer", assim como NES é sigla de "Nintendo Entertainment System".

Será que alguém no mundo não sabia disso?

Ah, bem...

E eu não faço idéia de qual empresa lançou o Supercharger no Brasil, caso você possua esta informação e queira dividi-la, fique a vontade.



Bem, tivemos um console com visual QUASE igual ao do NES original também, que no caso foi o Bit System, da Dismac.

Fora o fato de ter um controle sem fio que parece o de Mega Drive, eu não tenho muito mais a dizer sobre este aparelho.

Sério... nada me ocorre.

E então você pergunta: "Amer, me diga, qual desses consoles você teve?"

Ao que eu respondo: Nenhum!

Tive um Micro Genius.

Micro Genius era uma espécie de Dynavision chinês, saia um diferente a cada ano e sempre com algumas coisas a mais.

Não consegui nenhuma imagem dele, mas o aparelho era idêntico ao console NES original e tinha joysticks exatamente iguais aos do Hi-Top Game mostrados acima.

E vou te dizer, ele foi um dos meus melhores amigos enquanto eu crescia, além de muito compreensivo, pois sempre aguentou os espancamentos impiedosos a que eu o submetia quando morria nos games que estava jogando.

Sim... eu abusava de meu Nintendo... que vergonha...

Mas acho que toda criança obesa, isolada, de óculos que sofria bullying na escola descontava a raiva em seus brinquedos.

Obrigado Micro Genius! Você sempre estará em meu coração!!!!

...

Nossa, não teve uma palavra de macho nessa frase.

Enfim, ainda tenho meu Micro Genius em perfeito estado de funcionamento e um dia, quando tiver uma estante grande o suficiente para deixar TODOS os meus consoles a disposição e prontos para serem usados, ele terá um lugar de honra!

E antes de acabar, tem mais duas coisas que quero mostrar.



Este o Polystation! Uma das maiores patifarias da história.

Eu não consigo deixar de imaginar que o Polystation é uma mera piada de mau gosto. O sujeito quer sacanear o filho, compra um desses pra ele, o menino pensa que é um PsOne e quando abre o presente... decepção...

... pura e colossal decepção...

E quero lhe afirmar que sim, existem pais desgraçados o suficiente pra fazer uma piada cruel dessas com os filhos.

Se não acredita, veja isso.

É sem exagero que digo que este é um dos videos mais cruéis que já tive o desprazer de ver. Qualquer pessoa que faça isso com seu pimpolho merece a pena de morte!!!!!

E antes de encerrar, uma coisa bacana.



Este é o Powerpak e além de ter uma cor mais artificial que a Angela Bismarck, ele funciona como um daqueles cartuchos de milhões de jogos, tão populares na era dos 8 bits.

Você conecta ele a seu computador, transfere as roms dos games de Nintendo que quer jogar e pronto! Coloque o cartuchão sabor morango em seu NES e jogue como se fosse o game original!

O que eu não daria por um treco desses...

E por falar nisso, você já pensou quais seriam os melhores games feitos para o Nintendo 8 bits?

Eu já!

Quer saber quais são?

No próximo artigo.

Cheers!!!

32 comentários:

Walmir disse...

Heeey, Grande Amer!
Valeu pela menção aí em cima, meu camarada.

Mais um artigo nota mil, hein? Vamos lá.

Então... o Supercharger era de uma tal IBCT. Sem mais detalhes dela. (uma rápida pesquisa no Google e você vai encontrar "Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia" ou "Igreja Batista Central de Taguatinga". Confira).

O Phamtom System... que coisa linda. Eu jogava Ghostbuster, Top Gun, Predator, Contra e Gauntlet. Sonho de consumo na época. Curioso que a Atari ia lançar um novo modelo de seu aparelho, que tinha a exata aparência do Phamtom! Desistiram. No outerspace tem as fotos do projeto original.

O Micro Genius eu nunca vi por aqui. Mas o Polystation é campeão de vendas na Santa Ifigênia. Certa vez fiz um campeonato de games em casa, e o prêmio de consolação era um traste desses. O cara que ganhou adorou! Disse que curtiu muito. Era pra ser uma piada...

Esse vídeo do moleque sendo "torturado" pelos pais é fantástico. Mostra bem o que acontece com adolescentes parricidas. Talvez a Suzana Richtoffen tenda sido enganada com uma gravata ao invés da Barbie ariana que tanto queria.

A CCE cometeu um crime ao lançar em 1989 o TOP GAME, que tinha o pior controle da galáxia. O design não era ruim, apenas não funcionava direito!

E eu joguei muuuito Atari. Vi quase todos os tipos de consoles "piratas" desse sistema. O Dactar era meu preferido, porque tinha um logotipo grandão na frente, em relevo. Quase um símbolo Autobot.

Amer... outra sugestão de pauta. Já que estamos falando de jogos...
História das revistas de games no Brasil. Desde as matérias tímidas na revista A Semana em Ação, da Abril (que depois daria lugar a famosa Ação Games, até os dias de hoje, com a GameMaster,EGM e outras.)Tenho muita coisa sobre isso, se precisar, tamos aí.

Valeu!!

Amer H. disse...

Revistas de games no Brasil?

Hmmmmmm...

*Esfrega a barba digna do marinheiro Brutus e pondera a respeito*

Smile Time disse...

Eu também tinha um Phantom System (com cartuchoa dapatdor para fita japonesa, jogava Turtles 2 nela!)
E um amigo tinha um tal de turbo ggame

Amer H. disse...

Yeah, Turbogame... esqueci dele.

doggma disse...

Mais um ótimo post! E óóótimas considerações do Walmir! Grandes posts trazem grandes comments!

Ps.: espero que aqueles pais do vídeo vão pro inferno serem sodomizados pelo Saddam Hussein de South Park.

BAH disse...

Sobre o Dynavision II, ele foi lançado um pouco antes do Phantom com duas vantagens: uma cacetada de jogos no mercado (ao contrário do Phantom com meia dúzia de títulos) e adaptador para 72 pinos. Só não tive um Dynavision porque 2 amigos meus tinham e sofriam quebrando os controles (era recomendável sempre ter um em estoque). Optei por um Phantom e, até que os bons games do Nes chegassem por aqui, fui muito menosprezado pelos vizinhos que possuíam Master System e sua vasta coleção de jogos lançada pela Tec Toy.

Eu gosto tanto da geração 8 bits que tenho até hoje meu Phantom System e dezenas de fitas (algumas originais). Embora ele ainda funcione, foi aposentado depois que eu descobri o ImbNes.

Amer H. disse...

O que seria um imbNes?

BAH disse...

O ImbNes é um emulador de NES para o Playstation que permite você montar um disco com suas roms favoritas.

Em casa eu tenho salvo um link com um tutorial que saiu no forum do Baboo. Assim que eu encontrar posto aqui. Horas de diversão garantida (pelo menos para os saudosistas como esse que aqui escreve).

BAH disse...

Achei:

www.babooforum.com.br/forum/index.php?showtopic=246671

Question Your Truths disse...

mto bom teu site e tenho dois links q podem te ajudar me futuros artigos de games:

http://snes-classics.blogspot.com/

http://www.haznosblog.kit.net/2008/videogame/


vc deveria colocar uns menus e buscadores no teu blog dai ficaria melhor. da uma olhada depois no meu blog quem sabe nao te inspira alguns dos nossos menus?

Amer H. disse...

Yeah, bacana o visual do seu blog de GTA.

E como você colocou aquela barrinha de busca na lateral? Tou querendo fazer isso há milênios!

Question Your Truths disse...

ai amer é so entrar em layoutnas config do blog seu e colocar uma html



eu tentei colocar aqui no comentario mas nao permito pq involve codigo html


me passa teu email q te mando

Amer H. disse...

hammerhx@gmail.com

Mas não me mande pornografia!

Já tenho demais...

joão disse...

O meu era o Hi top game e os controles da foto são originais e ainda vinha com adaptador 60/72 pinos
Mas o direcional era de plástico duro e deixava o polegar em carne viva.
Para ver as revistas "Videogame" antigas vou deixar os links

http://www.datacassete.com.br/revistas/videogame.htm

A nº 03 foi minha primeira revista de videogame, mais minha mãe em um ataque de pelanca, jogou ela fora.

Hammer, vô deixar um sugestão q acho q todo mundo vai gostar:
Lendas Urbanas de Fliperamas como:
1 - Deixa eu pegar um Round tio?
2 - no 6º round do street fighter vem um cara e bate nos 2 lutadores
3 - Mãe bater de cinta no filho dentro do fliperama
4 - pivete com um braço só jogar street e apertar os botões com o cotoco!!!
FLW

Amer H. disse...

DiaboS!!! É 60 pinos e não 68!!!

Vou resolver isso já e peço desculpas a todos pelo engano!

Amer H. disse...

E aliás, bra! Eu não conhecia nenhuma dessas lendas!

Papo sério!

E a videogame n°3 era a com Dragon's Lair na capa, não? Foi a primeira revista de games que eu tive também.

Rodrigo Jeferson Damasceno disse...

depois os psicologos ficam se perguntando por que aumento os crimes cometidos por crianças...., esse video da um bom motivo.

joão disse...

Putz, bem q achei estranho 68/72 pinos, mais não caiu a ficha na hora.
A videogame era essa mesma. Na época só tinha um Odyssey Quebrado (porra, 2 coincidências? mais uma e eu devia ganhar um pêmio!)e ficava vendo as fotos e imaginando como seriam os jogos. isso em 91 + ou -.
semprei procurei essa revista, e ano passado de bobeira na Net, achei esse site com a revista digitalizada.
Meu, quando vi a revista voltei pra 91. lembrei de como ficava na cama sonhando acordado com os jogos, quando eu ia na locadora só pra ver as fitas......meu muito loco.
Vô parar por aqui, se não eu vou chorar............
Essa revista era a melhor de todas, seguida de perto pela Ação Games.
FLW.

Amer H. disse...

Yeah... passei por tudo isso também, bra!

Damn, bons tempos, é o que eu digo!

David disse...

Pô, puta artigo Amer.bem nostálgico!
É sempre bom lembrar dessa época, quando tudo era mais simples.ou então eu era muito pequeno e não percebia a complexidade das coisas!
Agora sobre as lendas urbanas eu já testemunhei a 1, a 3 e a melhor de todas, a 4!
Esse cara até hoje joga, mas passou a jogar King of Fighters.
Posse dizer que o cara é o bicho!!!
Ah, minha primeira revista foi essa com Dragon's Lair na capa.Fiquei doido pra jogar o jogo na época.Bons tempos...
abraços

david disse...

Sobre o Supercharger li algo sobre uma tal de IBTC, mas não explica se realmente era a importadora ou o fabricante ou os dois.
Propagando do pro System:
"è um barato, até na hora da compra."
Esse jogo com as palavras conquista qualquer um,né?
abraços

Felipe disse...

A citada Semana em Ação tinha uma página dedicada a videgames, e outra a gostosa da semana! Uma das maneiras de se ver mulher pelada na pré adolescência pela desculpa de que queria ler a coluna dos games

BAH disse...

Muito bom esse link da revista Videogames!

Acho que tenho as primeiras edições até hoje (guardadas no sotão), mas nada melhor que ler no trabalho.

(No aguardo do top top nintendinho)

Walmir disse...

Hey, muito bacana esse link com as revistas antigas.
Ainda tenho muitas edições dessas, guardei todas as "primeiras".

Saudades dessa época, viu?
Jogava Teenage Mutant Ninja Turtles arcade no Shopping Center Norte. Tem Simpsons. Mechanized Attack (esse é raridade) e Stun Runner (jogo com visual incrível pra época).

Edson disse...

Amer, seria legal fazer um artigo sobre a história da Nintendo. É muito bacana (e desconcertante)!

Algumas curiosidades:

1. Até a Yakuza teve participação importante para que a antiga fábrica de baralhos se tornasse o gigante que é hoje!! :P

2. Quando a Atari faliu, a palavra "videogame" se tornou um palavrão nos EUA e, se hoje os games se popularizaram mundialmente, isso se deve às visionárias idéias de marketing do sr. Yamauchi e Cia.

3. Você sabia que a idéia da Nintendo era criar uma rede de entretenimento semelhante à Internet, mas com os NES e as TV´s?

Esses e outros casos são contados no livro "Os Mestres do Jogo" de David Sheff, que é considerado a "bíblia" da Nintendo.

Tem um link sobre o livro aqui:

http://www.gamecultura.com.br/component/option,com_booklibrary/task,view/catid,115/id,43/Itemid,64/lang,pr-BR/


Se interessar e precisar de material, eu tenho esse livro e posso te emprestar.

E se você já leu o livro e sabe tudo que eu falei, desculpa aê!! :P

Abraço!

Amer H. disse...

Boa sugestão, chefe!

Sabia algumas de suas informações, mas não todas e também não lí o livro, é uma boa idéia.

Um artigo desses é cool, mas vai precisar de uma pesquisa animal, vou fazer assim que concluir de vez a facul!

Sempre bom te ver por aqui! Abração!

RF Victor disse...

Eu tive um Phantom, que lá pelo final de sua vida útil funcionava só em Preto e Branco na metade das vezes em que eu o ligava (e dá-lhe ligar e desligar a coisa até o jogo aparecer colorido...).

Depois, em um campeonato de games em uma locadora -- com jogos de SNES, e quando 16 bits já era o padrão -- eu fiquei em primeiro lugar e ganhei um Hi Top Game. Duh. : p

Mas enfim, tenho boas memórias do meu Phantom. Os controles do Mega Drive, para mim, sempre serão "Controles do Phantom"... cara, quando eu ganhei o Phantom eu não sabia o que diabos era "Nintendo", acredita?

BAH disse...

Essa história do Phantom P&B me fez lembrar de um amigo que também tinha um Phantom System que, sei lá o motivo, era tão sensível que podia ser ligado/desligado com um SOPRO!

Isso mesmo! Um sopro!

Uma vez o poodle dele deu uma cheirada no aparelho quando estávamos bem avançados em "Ninja Gaiden" (chegando no chefão final) e o troço desligou. Quase linchamos o pobre poodle que fugiu apavorado.

Hoje em dia é engraçado lembrar, mas na hora...

Amer H. disse...

Mah Gawd... quantas lembranças...

Bons tempos... bons tempos...

Victor, esse torneio foi o que você me contou que o cara disse que você tinha trapaceado, por já conhecer o game que iam jogar?

Leandro" Leon Belmont" Alves the devil summoner disse...

grande post Amer.

meu primeiro game foi um N64 que tenho até hoje, mas já joguei desde Oddysey ao NES na minha infância.

e sobre o vídeo, que triste. não culparia o garoto se no futuro ele virasse um psicopata, com uns pais troladores desses. era melhor não ter dado nada

Raimundo Poeta disse...

Rapaz... que viagem no tempo! Eu convivi com a maioria destes clones do NES, já que a maioria dos meus colegas de colégio e eu tivemos. Só dois que tinha Master System e um que tinha SNES. Isto em idos de 1991, 1992, por aí.
Bom, vamos lá:

1) Bit System: eu e meu irmão tivemos um, meu pai comprou em outubro de 1990 (dia das crianças). Vinha com o cartucho "Duck", um jogo legalzinho que você tinha que ajudar um pato a levar o ovo para a casa (?). Também ganhamos o Arkanoid e, tempos depois, 1942 (o primeiro jogo que zerei) e Road Fighter. Era fabricado pela extinta Dismac e era muito bom mesmo. Só a fonte que era um lixo e, na primeira batida, quebrava. E custava um tiro uma nova;
2) Hi-Top Game e Hi-Top Turbo: a Milmar era uma importadora de produtos da China que tentava rivalizar com a Tec Toy. Tanto que a maioria de seus produtos tinha uma caixa bem parecida com as da Tec Toy. O Hi-Top era um bom videogame, só o direcional era meio duro, mas se você comprasse um outro controle compatível, resolvia o problema. Ele pegava tanto 72 quanto 60 pinos;
3) Turbo Game: só tinha propaganda e era videogame de menino amarelo. O controle era péssimo, pouco ergonômico e quebrava muito fácil. Tive um colega que tinha um, um cara idiota, se achava porque foi o primeiro da turma a ter um NES bi-compatível. Até hoje eu acho que ele é bissexual;
4) Supercharger: um colega teve um, era de uma tal de IBTC, uma das muitas empresas que surgiam na época da "reserva de mercado" para copiar software estrangeiro e dizer que era produto nacional. O videogame era ruim, foi o primeiro NES que vi dar problema no conector de cartuchos;
5) Micro Genius: era fabricado por uma empresa de nome meio chinês. Fazia muita propaganda na revista Videogame entre os anos de 1991 e 1992. Tinha vários modelos, o mais famoso era um que imitava o Famicom. Foi responsável por também lançar um videogame chamado "Geniecom", que tinha o Game Genie incorporado, aquele quebrador de códigos para fazer trapaças no jogo;
5) O Dynavision III era todo preto e estiloso. o mais bonito de todos os clones, além de ter uma carta de jogos imensa fabricados pela própria Dynacom - porém todos em 60 pinos. Um colega teve e tirava a maior onda por ele ser o mais caro;
6) O Phantom System tinha uma péssima fama de esquentar pra dedéu. E era verdade! Um outro colega nosso, cujo o nome curiosamente era Sanyo (acredite, o pai botou nome de equipamento eletrônico no filho), teve um e o bicho, depois de duas horas, dava pra fritar um ovo. Mas era apenas característica dele, pois até hoje tem vários funcionando e bem;
7) Bom lembrar também que, além dos videogames, os cartuchos também eram clonados por aqui. Além das fabricantes dos clones de Nintendinho, haviam várias empresas que copiavam para cartuchos vagabundos a rom original e vendiam. Eu me lembro de uma que tinha uma capa genérica com cenas de jogos e que vinha o nome numa etiqueta. Outra copiada as capas dos cartuchos do Master System, mas com um desenho bem pequeno dos cartuchos. Eu tive um Bartman Meets Radioctive Man (The Simpsons III) desta série. E, mesmo sendo piratas, estes cartuchos custavam pequenas fábulas.

É isto, meu velho! Parabéns pelo artigo e pela excelente lembrança destas máquinas que nos acompanharam tanto em tempos tão difíceis!

Leandro" Leon Belmont" Alves the devil summoner disse...

e sim, já tive o NES original na minha tenra infância, com Gradius 2 e o Street Fighter 2...bons tempos