terça-feira, 11 de março de 2008

Teenage Mutant Ninja Turtles III - O game mais esperado de 1992!


Eu prometi o artigo sobre Turtles III para o fim de semana, mas mudei de idéia e resolvi fazê-lo agora!

Sei que vocês não vão ligar!

Enfim, hoje em dia existe a internet e milhares de sites dedicados a games. Se quiser saber se um determinado título vai ter continuação, basta visitar alguns sites e em meia hora você terá a data precisa do lançamento.

Em 1992, não tinhamos esta boiada. Comprávamos revistas especializadas, conversavamos com pessoal de locadoras e praticamente tudo que conseguiamos eram especulações. Ninguém jamais tinha certeza sobre quando um game muito aguardado iria sair, isto é, SE saísse.

Logicamente, Turtles III era muito esperado, afinal as tartarugas ainda teriam uns bons dois anos de popularidade antes de seus fãs crescerem por completo e passarem a se interessar mais pelas aventuras de Asia Carrera que pelas de Leonardo e seus irmãos.

Bom, um belo dia quase sem anúncio, este game chegou as locadoras e crianças ao redor do mundo tiveram ataques epiléticos enquanto outras cagaram na calça de emoção! As crianças que não sofreram nem um ataque nem o outro aproveitaram a distração das outras e levaram este game para casa.

Mas a espera valeu a pena? Turtles II é um game lendário e tinha um deixado um belo legado! Estaria Turtles III a sua altura?

É o que vamos descobrir!!!


A abertura do game era ótima, imitava a abertura original do desenho e mostrava gráficos bastante superiores aos do jogo anterior.

Claro, morando no Brasil nunca vimos a abertura original já que a Globo fazia o favor de cortar, portanto perdemos uma boa chance de pagar pau pro NES quando jogamos este game pela primeira vez.

Parabéns, Rede Globo! Espero que um urso te estupre!!!

Bom, qual era o enredo desta vez?



As tartarugas estavam de férias na Flórida, aproveitando o sol e o mar quando resolveram ligar no noticiário para ver sua repórter ruiva favorita: April o'Neil.

De repente o Destruidor seqüestra April e faz a ilha de Manhattan sair voando e é aí que nossos heróis entram, pois tem de salvar a amiga e restaurar a cidade a sua antiga glória!

E é interessante ver como este game muda um detalhe importante da franquia ao colocar as tartarugas de férias em um local público, pois no desenho elas viviam se escondendo do grande público como se fossem foras da lei.

Mas ok, suspensão da crença em nome de um bom game, eu posso lidar com isso.



Eu mencionei que os gráficos são melhores que em Turtles II e você pode confirmar.

O interessante é que mesmo com gráficos superiores, os personagens estão mais feios. Nem as tartarugas ou seus inimigos estão muito semelhantes a suas contra-partes do desenho animado.

Os soldados Foot por exemplo tem a cabeça redonda, enquanto no desenho tinham a cabeça alongada, exatamente como forma retratados em Turtles II. Krang aqui não é cor de rosa, parece ser de uma tonalidade vinho ou coisa assim e as tartarugas... são feias que dói, parecem o Moe.

Bom, eu pelo menos acho isso. Nunca encontrei ninguem que concordasse, o que pode significar que tenho um olho clínico pra arte dos games ou tenho tempo livre demais, deixo a resposta a seu critério.

Enquanto em Turtles II do NES as tartarugas eram iguais, aqui ela eram extremamente diferentes, tanto que se tornou um dos pontos de venda do game:



Não apenas elas tinham atributos diferentes, como também cada uma ganhou um golpe especial próprio.

Leonardo era o equilibrado do grupo, e seu ataque especial era um giro com as espadas, golpe que se tornaria sua marca registrada nos futuros games da franquia.

Donatello era novamente o mais lento porém o que tinha o maior campo de ataque e seu golpe especial era uma cambalhota com múltiplos hits do bo. Em outras palavras, ele roubou a roladiça que Raphael usava na versão arcade do game anterior

Raphael era o mais rápido e fraco. Seu ataque especial era um parafuso com a cabeça, parecido com o do Dhalsim e que ele voltaria a usar somente na série Tournament Fighters.

Por fim, Mike era como sempre o personagem sem nenhum atributo especial. Parecia equilibrado como Leonardo mas com alcance menor. Sua única compensação era que seu especial (um coice de mula, por assim dizer) o colocava longe do inimigo após atingi-lo.

Pra ser sincero, eu só conseguia terminar o game porque o especial de Michelangelo tinha esta peculiaridade, então vou assumir que era o melhor.


As fases eram bastante variadas, ao invés de uma etapa com skate tinhamos uma de surf!

...

Não, eu não estou sendo sarcástico!

As fases eram bem diferentes das de Turtles II, mesmo emprestando algumas mecânicas do game anterior. Afirmo isso porque a fase do surf apesar de divertida, era muito mais irritante que a do skate jamais conseguiria ser.



E foi neste game que os fãs conheceram alguns dos mais irritantes inimigos da franquia de games das tartarugas: os Stone Worriors!

Aliás, o game escrevia o nome deles como "worriors" mesmo! Um erro que continuaria em Turtles IV, mas que pelo menos não é ruim como o texto do final de Ghostbusters pro NES.

Mas enfim, os "worriors" (come out and playaaaaaaaayh) são alguns dos inimigos mais intragáveis da série. Batem forte, são mais resistentes que uma barata com esteróides e conseguem te acertar antes que você diga "Santa tartaruga".

Isso não mudaria muito nos games seguintes, para irritação geral da nação gamer.



O game tinha muitas animações cômicas para quando as tartarugas se dessem mal. Embora já houvesse um certo humor no game anterior para quando as verdinhas passassem desta para melhor, aqui ele foi elevado ao cubo.

As tartarugas podiam ser amassadas, carbonizadas, eletrocutadas, esmagadas, esganadas, transformadas em filhotinhos e por aí vai.

Tudo para botar um sorriso em nossos rostos enquanto víamos nossos personagens serem mortos cruelmente na tela, que maneira inteligente de se amenizar um trauma!

Espero que quando eu morrer seja como Donatello morreu na foto! Aposto que vou causar grandes gargalhadas em meu funeral se precisar ser enrolado como um poster para caber no caixão, ah se vou!!!



E eu não poderia escrever um artigo sobre Turtles III sem mencionar uma de minhas fases favoritas: o elevador!

Nove entre dez crianças que jogavam beat'em ups no NES (ou que já haviam migrado para o Mega Drive) adoravam arremessar in imigos em precipícios quando a chance aparecia.

Vamos lá, pergunte a qualquer um que tenha jogado Double Dragon II ou Streets of Rage I até a fase do elevador!

Claro, aqui tinhamos o pequeno problema de aparecerem bolotas enormes que explodiam e liberavam milhões de Mousers na tela. E infalivelmente caíamos no precipício umas duas ou três vezes enquanto tentavamos acertar os canalhinhas com voadoras!

Bom, nada é perfeito.

Mas falemos dos chefes de fase:


O game tem Rocksteady? Tem sim senhor!!! Primeiro chefe, como de praxe!



O game tem Bebop? Tem sim senhor!!! Nenhum idiota faria um game das tartarugas com o Rocksteady e sem o Bebop!

Ou será que ...?



O game tem Groundchuck??? Tem sim sen... peraí... quem caralhos é Groundchuck???

Nunca ví este personagem no desenho e nem faço idéia de que diabos ele seja. Parece um touro, mas sendo cor de rosa eu não posso afirmar.

Groundchuck tem a peculiaridade de ficar puto após tomar uma certa quantidade de dano e arrancar um cano da parede pra afundar o crânio das tartarugas depois disso.

O curioso é que ele é bem mais perigoso antes de arrancar cano.

HA-HA!

Outro chefe que aparece neste game e que eu nunca ví no desenho era Dirtbag, um ratão minerador que era o inimigo final da fase do metrô.

Sério, custava usar o Rei Rato ou alguem que tivesse aparecido na série animada?



Turtles III também marcou a estréia de Slash nos games.

Pra quem não sabe, Slash era a tartaruguinha de estimação de Bebop que um dia nadou em mutagênio e virou uma tartarugona homicida e mais do que capacitada a matar os heróis do desenho.

E uma vez que eu sei a história dele, podemos deduzir que Slash teve pelo menos um episódio inteiro dedicado a sua pessoa.

Viu Konami? Não é difícil usar personagens que os fãs conheçam, é?

E não sei quem tirou a foto acima, mas é uma das imagens mais legais já feitas deste game! parabéns, seja lá quem for!



Aqui também tinhamos a primeira aparição de Leatherhead!

No desenho, ele era um crocodilão mutante que se vestia igual o Crocodilo Dundee e que tinha por meta caçar as tartarugas e fazer troféus com elas.

Aqui ele é o chefe mais difícil do game e dá aos jogadores a maior canseira da vida deles. Tanto que um detonado da época dizia apenas "Aqui não tem dicas, quem bater mais chora menos" quando chegava o trecho que descrevia como vencer este chefe.

E o pior é que eles tinham razão...

Só pra constar, no desenho novo Leatherhead é um crocodilo inteligente e cientista que veste jaleco.

...

Se é pra ver um crocodilo usando roupas, que sejam as de um personagem de cinema dos anos 80!



E aqui está o Destruidor, com April amarrada ao fundo da tela e observando o duelo final entre Leonardo e seu maior inimigo!

Na verdade, esta batalha acontecia no meio do game e portanto não era duelo final porra nenhuma. Era preciso vencer o lanfranhudo mais uma vez no final, só que desta vez ele comia o Ooze e se transformava no Super Destruidor.

E embora eu não tenha imagens pra provar (desculpem, mesmo problema de Turtles II), o game mostrava que SIM, ao final de Tartarugas Ninja II - O Segredo do Ooze, o Destruidor comia o último frasco de mutagênio!

Como isso transformou sua armadura também, eu jamais irei saber, mas que liga pra lógica? É o Super Destruidor, pelo amor de Deus!!!

E já que eu falei em Ooze, Turtles III tem a primeira aparição gamística de Tokka e Rahzar, os monstrões que apareceram no segundo filme da série. Quando joguei a primaira vez e ví Rahzar, dei um salto mortal de satisfação, pois era muito legal ver um personagem do filme em um dos games das tartarugas.

No entanto, eu ficaria bem menos empolgado ao ver Tatsu em um futuro game da série. Acho que pela falta de mutagênio nele.

Antes que eu me esqueça, devo falar de Hamato Yoshi e como ele não foi vítima de Oroku Saki desta vez...



... pois ficou em casa contando os continues que restavam para seus filhotes adotivos.

E o final do game, como era?



As tartarugas destruiam a nave do Destruidor, faziam com que a ilha de Manhattan voltasse a seu estado original...



... e faziam COWABUNGA, com direito a voz digitalizada e tudo!

Após ver tudo isso, Turtles III é melhor que Turtles II?

Na minha humilde opinião, não. Ambos são excelentes games de luta e se equivalem, pois tem seus pontos fortes e fracos, que impedem um de superar o outro.

Mas o III é bem mais fácil que o II, isso é um fato.

Aliás, vocês sabiam que a versão japonesa deste game tem uma tela de opções? A versão americana não possui tal artifício, mas tem uma tela de cheats que pode ser acessada via código na tela de apresentação.

E já que eu falei da versão japonesa, vocês já viram a caixinha dela?

Aqui:



No Japão, este é considerado o segundo game das tartarugas.

Isto porque o primeiro game da série foi chamado de "Fierce Turtle Ninja Legend" (Gekikame Ninja Den, no idioma nativo de lá) e assim sendo não é considerado parte da franquia na terra de Jaspion.

As melhores piadas se escrevem sozinhas!

E por falar nisso, eis aqui um cartucho pirata de Turtles III:



"Turtles III: Super batalha fantástica contra o Destruidor nas Olimpíadas!!!"

Humor de primeira, é o que eu digo!

E no próximo artigo, a cereja do bolo dos games das tartarugas!

Cheers!!!

3 comentários:

Victor R. Fernandes disse...

Puuuuuuutz, eu não lembrava desse até ler este artigo!! O.O Muito bom :)

Smile Time disse...

Ei Amer, faça mais artigos sobre wrestling, podia falar da luta foda do Mankind e Taker no Hell in a Cell. ia ser bacana ver sua analise disso eheh

Amer disse...

Eventualmente eu vou fazer. É que meio ando desencantado de wrestling no momento.