quarta-feira, 27 de maio de 2020

O Caso da Mulher Pelada na Capa de um Jogo de Mega Drive


“Amber, este é mais um artigo de incel punheteiro?”

Não! Eu juro que não!

“Mesmo?”

Sim, eu só quero contar uma história que mostra como nossas percepções de mundo diferem quando somos crianças e como mesmo uma bobagem pode ser tornar algo capaz de nos marcar pelo resto da vida.

Prometo!

Em 1990, eu e minha mãe mantínhamos um hábito que era repetido com devoção religiosa todo o sábado a noite: Íamos buscar uma pizza na tradicional pizzaria do bairro. Crianças, era uma tremenda pizza, massa grossa, MUITO queijo e tão oleosa que com certeza contribuiu para a eventual derrocada de minha vesícula.

Acima da pizzaria havia uma Progames, talvez a rede de locadoras de videojogos (o pá) mais popular daquela década. O ritual que eu e minha mãe realizávamos era simples: Chegávamos a pizzaria, ela faria o pedido, encontraria alguma conhecida (pois aparentemente, toda Guarulhos comprava pizza no mesmo lugar) e eu subiria até a Progames, onde aguardaria até a hora de irmos embora.

Agora, para aqueles jovens demais para terem vivido a era das locadoras, digo a vocês que eram lugares mágicos.Naqueles tempos, games não eram algo popular, as crianças dividiam-se em dois sectos:As que gostavam de games, e as que batiam nas que gostavam de games, embora também gostassem, só não deixassem ninguém saber. Para alguém que era impiedosamente aloprado pela sua paixão por Double Dragon e Mega Man, uma locadora de games era um santuário onde podíamos falar abertamente sobre nossas paixões, sem medo de represálias. Claro, a molecada se dividia em turmas como os donos de Mega Drive e de Super Nintendo, mas não era uma rivalidade retardada como o pessoal da Xbox Mil Grau e os Sonystas fazem hoje em dia.


Dito isso, cada moleque tinha seu próprio ritual ao entrar em uma locadora. O meu consistia de ir até a prateleira de jogos do Nintendinho, observar todos os títulos como se conhecedor de vinhos analisa uma safra, então partir para as prateleiras de consoles que eu não tinha, Super Nintendo, Master System, Game Boy, Game Gear e Mega Drive, nesta ordem. Após vistoriar todas as prateleiras, eu ia assistir a partida de algum garoto aleatório que havia pago pra jogar por uma hora e cujos pais também estavam esperando pela pizza no andar de baixo (o que sempre terminava com o menino reclamando que ainda tinha quarenta minutos de partida quando os adultos vinham buscá-lo), em seguida indo olhar o balcão da loja, que tinha jogos exclusivos para a venda.

Os jogos colocados no balcão de vendas não eram títulos bons, muito pelo contrário, jogos ruins, estranhos ou japoneses demais para darem lucro constante através de locações eram colocados a venda. A ideia era convencer algum garoto desinformado que o título que ele estava prestes a comprar era um diamante bruto, quando na verdade era bosta fossilizada. Normalmente eu não dava bola para os games a venda, os via apenas como uma curiosidade... Mas tudo isso mudou quando a Nação do Fogo atacou.

Uma bela noite, um game específico me chamou a atenção. Ele pertencia a categoria “japonês demais”, e em sua capa podíamos ver um jovem monge usando todas as forças para criar uma esfera de ki, enquanto soltava um grito mantido inaudível pelas pobres capacidades sonoras do papel. Ao fundo, um bigodudo que era o óbvio vilão do jogo, ria do rapaz e de sua incapacidade de conjurar um Hadouken decente.


Não havia nada de especial na imagem, mas ela me chamou a atenção por ser em estilo Mangá. Quadrinhos e desenhos japoneses ainda não haviam explodido no ocidente, estávamos há quatro anos de distância da chegada dos Cavaleiros do Zodíaco, e qualquer material oriundo do japão era extremamente raro. Eu já tinha fascínio por tais artes, principalmente porque os adultos dos anos 1980 pareciam desgostar coletivamente de Animes. Lembro de minha mãe os descrevendo como sendo “um horror, cheios de morte e violência”, e como todo bom pré-adolescente, eu era fascinado por qualquer coisa que chocasse meus progenitores.

Pois bem, lá estava eu com a caixa do game em mãos e decidi olhar o verso, para ver se havia alguma foto com o game rodando... E foi quando eu a vi pela primeira vez... A MULHER PELADA!!!


Você pode clicar na imagem (depois clicar nela de novo e abri-la em nova aba, porque o Blogspot é idiota) para vê-la em um tamanho maior.

Meus olhos se arregalaram quando vi aquela moça desnuda e olhei ao redor para me certificar de que não havia um adulto por perto, pronto a tirar o jogo de minhas mãos quando notasse que ele era “inapropriado”. Não foi a nudez que mexeu comigo, de forma alguma, como qualquer criança dos anos 1980, eu já tinha visto mais mulheres peladas aos dez anos de idade do que qualquer geração que viera antes de mim, graças a filmes como Férias do Barulho, Férias da Pesada, Porky's, Vingança dos Nerds e A Volta dos Mortos-Vivos, PRINCIPALMENTE A Volta dos Mortos-Vivos. Um par de peitos não me abalava mais a essa altura... Se fosse de carne e osso, isso é. Peitos animados ainda eram um tabu.

Vejam, naqueles tempos, desenhos animados eram coisas intrinsecamente associadas a crianças. Adultos normais não assistiam desenhos e qualquer garoto que quisesse ser levado a sério após uma certa idade, abandonaria as animações em prol de coisas mais “adultas”, como o álbum de figurinhas do Freddy e Jason.

Não, sério. Freddy e Jason tiveram um álbum de figurinhas. Vocês perderam a melhor década pra se fazer a transição de criança pra pré-adolescente.

Enfim, desenhos eram uma zona de conforto infantil, onde todos os conflitos terminavam com o He-Man rodopiando seu inimigo em uma poça de lama, e onde os heróis sempre encerravam sua aventura gargalhando de algo que não faria nem um recém-nascido rir. Não havia espaço para violência ou sexo aqui, essas eram coisas de adultos, e graças a essa lógica, a imagem daquela moça semi-nua ficou comigo. Era como ver o Papai Noel comendo a empregada, duas coisas tão conflitantes que meu cérebro infantil não era capaz de processar. Este era o motivo que tornava Animes tão fascinantes para mim, pois eles borravam a linha divisória de “infantil” e “adulto” como nada mais era capaz de fazer. Eram desenhos com nudez, violência, onde heróis partiam vilões ao meio de forma gráfica e grotesca, depois eram seduzidos por mocinhas sem nenhuma peça de roupa, com a pele ainda reluzente pelo banho que acabaram de tomar. Era como ver algo puro da infância ser corrompido e se tornar proibido, e era absolutamente fascinante.

O jogo eventualmente desapareceu da Progames, diabos, a Progames eventualmente desapareceu, mais precisamente durante a geração dos 32 Bits, quando nenhuma locadora era capaz de concorrer com o “dois jogos por dez reais” tão perpetuado pelas barraquinhas de jogos piratas do centro de Guarulhos. Mas a imagem daquela garota nua na capa do jogo de Mega Drive me perseguiu por anos. Que jogo era aquele? Qual era sua história? Quem era aquela garota? Ela também aparecia pelada dentro do game?

Só descobri as respostas para tais perguntas décadas depois, com o advento da internet.


O cartucho adornado pela loira pelada era Mystic Defender, ou Kujakuō 2: Geneijō, como é conhecido no Japão. O game é um sidescroller medíocre lançado para o Mega Drive em 1990, e que eventualmente seria esquecido, exceto pelos mais ávidos colecionadores de jogos do 16 Bits da Sega, e quarentões obcecados por tetas de Anime com quase três décadas de idade.

Kujakuō 2: Geneijō é baseado no mangá homônimo, criado por Makoto Ogino e lançado em 1985. na história, acompanhamos um monge novato chamado Kujaku em diversas aventuras espirituais, onde ele viaja por aí ajudando os necessitados, mas como isso não vendia, a série eventualmente se tornou um mangá tradicional com porrada, ação e teta.

Lembra o que fizeram com YuYu Hakusho? Parecido.

Nos anos 1990, Kujakuō transformou-se em um OVA cheio de sanguinolência, como era moda na época. A animação foi dirigida por Ichirō Itano (Angel Cop, Violence Jack: Evil Town) e foi lançado na Trumpolândia com o nome de Peacock King: Spirit Warrior, em mais um caso de canibalização de um nome japonês por um tradutor americano que não sabia o que fazia.

Lembra como YuYu Hakusho virou “Poltergeist Report” na terra de Trump? Parecido.

Nunca assisti o OVA, antes que me perguntem, MAS OLHA SÓ QUEM APARECE BEM NA CAPA!!!


A LOIRA... Que você pode ver em tamanho maior se clicar na imagem... PELAAAAADA!!!

Aliás, ela se chama Asura e é a namorada do protagonista. Tanto no game quanto no Anime, a menina era sequestrada por Oda Nobunaga, que pretendia usá-la em se plano nefasto para despertar um demônio ancestral e condenar a humanidade a mil anos de trevas.

Já repararam que o “libertar um demônio ancestral” é basicamente o “vou criar uma arma biológica que só obedece a mim”, dos vilões da antiguidade? E normalmente, liberar um bicho profano do inferno costuma terminar tão bem quanto aquela vez que o Wesker soltou o Tyrant de sua cápsula. passam os séculos e os vilões não aprendem.

Aliás, e o Nobunaga? Imaginem trabalhar a vida inteira para se tornar um dos senhores feudais mais poderosos do Japão, apenas para a história transformá-lo em vilão de Anime fuleiro quatro séculos depois.

Após descobrir qual era este game que me assombrou por tantos anos e quem era a moça com total desprezo por roupas que ilustrava sua caixa, só ficou uma dúvida: Ela também aparecia pelada no game? Sim senhor, aparecia! Assim que a resgatávamos das garras do velho Oda, Asura aparecia em toda sua glória despida:


As primeiras cópias da versão ocidental também mostravam a menina como veio ao mundo, mas isso foi corrigido nas levas seguintes do cartucho.


Se acham que a censura na versão americana foi ruim, é porque não viram a versão coreana, onde colocaram ainda mais roupas na menina.


Enfim, é isso. Essa é a história da misteriosa mulher pelada na capa de um jogo do Mega Drive.

Por que eu me dei ao trabalho de escrever sobre isso? Bem, uma das coisas das quais sinto mais saudade da infância, era a capacidade de me maravilhar com qualquer coisa. A medida que crescemos nos tornamos mais cínicos, cansados, a vida nos molda e faz com que seja cada vez mais difícil nos surpreendermos com algo. De certa forma isso é positivo, acredito que adultos saudáveis não devem sair pululando de alegria ou terror sempre que algo diferente acontece no seu dia-a-dia. É totalmente normal um adulto ficar radiante de felicidade ao ver sua filha se formando na faculdade, mas se a pessoa demonstra o mesmo tipo de alegria ao ver o trailer de um filme, acredito que tem algo de muito errado com este indivíduo. Não falo com desdém, falo como alguém que já esteve afundado em uma depressão incrivelmente sombria, enquanto cercado de pessoas tóxicas. Um trailer de um novo filme ou game era o único raio de luz que eu tinha nesses momentos, o que apenas reforçava o quanto minha vida estava seguindo pro lado errado.

Seja como for, perdemos essa capacidade de maravilhamento conforme crescemos, e embora eu julgue algo necessário, também é algo que torna o mundo muito menos mágico. Quando raros são os eventos que nos causam deslumbramento infantil, mais comuns tornam-se as coisas passageiras da vida. Por isso acho importante preservarmos a inocência das crianças e permitir que elas também tenham as experiências que levarão consigo pelo resto da vida.

Eis que me pergunto, será que elas ainda tem essas experiências? Molecada que hoje cresce com tablets, celulares, internet, que devora informação e a regurgita numa velocidade incrível, para quem aquilo que aconteceu na semana passada já é velho, e que sempre tem de correr para estarem por dentro das últimas tendências, será que elas possuem tempo para o maravilhamento infantil que a vida lhes permite ter por um período tão breve? Nesse mundo onde tudo é descartado de forma tão feroz, será que elas terão lembranças que as acompanharão bem em suas vidas adultas, tornando-se pequenos oásis de alegria dentro de uma rotina mundana e esmagadora?

Não é só um “Jogo de Mega Drive com uma Mulher Pelada na Capa”, é a memória de um momento único, de descobrimento, onde as minhas percepções de mundo foram desafiadas, e é algo que ficou para sempre comigo.

As crianças de hoje terão isso? Me dói o coração imaginar que talvez não tenham.

Cheers!!!

21 comentários:

Geovane Sancini disse...

Amer, Kujaku-Oh literalmente significa Peacock King em inglês.

Lembra da forma Tajadoru em Kamen Rider OOO? (Taka, Kujaku, Condoru/ Falcão, Pavão e Condor... Parando pra pensar, em português Tajadoru seria Fapador Aich.)

Claro, que como distribuidoras americanas acham que o público é burro, tinham que enfiar o Spirit Warrior no título pra dizer: Olha, isso lida com misticismo.

Amer H. disse...

Aprendi algo hoje!

zeindarch disse...

Se esse jogo aparecer na minha frente por um bom preço, é coleção na certa! E o testo ficou muito divertido!

Leandro"ODST Belmont Kingsglaive" Alves the devil summoner disse...

Boa hora vinda esse texto Abner.

Já dei uma jogada nesse Kujaku-oh ou Spellcaster e até que é um bom jogo, uma pérola do Mega que é subestimada. Sem ser você, não vi mais ninguém dar relevância a esse game, o que mostram que são um bando de incultos.

Sim, vivi a época desse álbum do Jason e do Freddy, meu irmão menor tinha esse e os amigos da minha turma também... eu nao tinha e ficava julgando de longe de quando me dizem que tudo que o Griffith fez com o bando do falcao no sacrifício é justificado...

E sobre as experiências Amer, concordo. Não acho que essa juventude regada a Peppa Pig e Steve Universe vai ter a sensação de ter a inocência sendo surrupiada por causa de garotas de anime peladas. Acho que no meu caso foi com o terceiro filme do Fatal Fury, onde a Sulia, a garota que move a trama desse longa, ela tira a roupa e deita em cima do Terry com a intenção de "aquecer" o corpo frio dele numa igreja abandonada após lutar contra um dos asseclas de Marte. E não mostrou nada, mas depois eles deram a entender que "Algo Aconteceu" naquele recinto.

Pode ser algo besta, mas para um garoto de 10 anos descobrir ou mesmo imaginar que personagem de vídeo game ou anime também fazem coisas não cristãs (só ia descobrir Hentai e ficar traumatizado com Bible Black com meus tenros 16 anos) era algo impensável para a minha mente juvenil processar na época.



Deserttrunade disse...

Amer um canal até famoso no meio retrogamer brasileiro e também muito legal chamado velberan ( esse cara é bem legal mesmo) fez uma gameplay desse jogo e já taz tempo, e sabe quem aparece na thum do vídeo o herói do jogo segurando a donzela desnuda em uma excelente qualidade e desenhada pelo seu amigo o sano ! .

Gabriel disse...

Bom a forma final do OOO é o PUTOtyra
Então fapador virando putotyra era normal

Gabriel disse...

Quem surrupiou a minha inocência foi a antiga Locomotion q minha irmã olhava direto e sempre tinha uma coisa dark e loka no meio, msm hj em dia sendo lixo
E meu pai por assistir pornô na sala

Gabriel disse...

No fim só cresci um tarado

Bia Chun-Li disse...

Eu lembro dessa fita. Uma locadora que tinha lá em São João de Meriti, tinha ela. :v

Dood disse...

Gostei do texto.

Ricky-Oh disse...

Boa reflexão, Amer.
Olha, é complicado essa coisa das crianças de hoje estarem mais "duras" do que até nós mesmos quando éramos crianças, e eu acredito que isso se deva muito ao fato de que muitos da nossa época já estejam com filhos, que também já estão tendo filhos e sem ter tanta maturidade para isso. Acho que a cobrança para crescer e amadurecer está lentamente sufocando tudo, e cada vez menos as pequenas descobertas tem feito sentido até mesmo para as crianças (desenhos infantis não são mais tão infantis, e pior, ensinam as crianças a serem adultos em miniatura).
Acho que as pessoas precisam desacelerar em vários aspectos, assim como rever alguns conceitos, pensando em um mundo mais saudável emocionalmente falando.
É sempre legal quando você divide suas experiências de quando era criança, faz a gente se lembrar também da nossa época com carinho e saudade =D Obrigado por ainda escrever!
PS: Penso que você pode ser um excelente escritor... Já vejo seu primeiro título sendo uma trilogia TOP 10 de mais vendidos da SARAIVA ou AMAZON XD

Thiago da Silva disse...

Hoje em dia a criançada não pensa Como as crianças de antes pensavam, estamos numa época q as informaçoes fluem mais rapido.coisas q antes so se aprendiam quando adultos, hoje aprendem quando querem, o gigantesco acesso a informaçoes amadurece elas mentalmente mais rápido

Thiago da Silva disse...

Homen serio por fora, taradão Feliz por dentro.

Dood disse...

Olha, é complicado essa coisa das crianças de hoje estarem mais "duras" do que até nós mesmos quando éramos crianças, e eu acredito que isso se deva muito ao fato de que muitos da nossa época já estejam com filhos, que também já estão tendo filhos e sem ter tanta maturidade para isso. Acho que a cobrança para crescer e amadurecer está lentamente sufocando tudo, e cada vez menos as pequenas descobertas tem feito sentido até mesmo para as crianças (desenhos infantis não são mais tão infantis, e pior, ensinam as crianças a serem adultos em miniatura).
Acho que as pessoas precisam desacelerar em vários aspectos, assim como rever alguns conceitos, pensando em um mundo mais saudável emocionalmente falando.

- Aproveitando o texto do colega, o que acontece por percepção é que entretenimento para jovens hoje em dia é muito mais fácil. Morreu um pouco aquele espírito idealista e isso se reflete no entretenimento também assim como em nós mesmos.

E é esse idealismo que nos empolga, essa descoberta. Hoje tudo tem que ser dito o quanto antes a uma criança, seja ela pela educação e o entretenimento e acaba com a fase da descoberta o que é fundamental para qualquer indivíduo.

hanzowh disse...

@Geovane Sancini mas Peacock King soa muito tosco, é tipo chamar Captain Tsubasa de Super Campeões.

E animes polêmicos até hoje existem e sempre vão existir pra nossa alegria, problema são alguns estúdios como a Trollei querendo agradar os SJWs ocidentais.

Lui Belmont disse...

Eu entendo bem quando vc diz que perdemos a capacidade de maravilhamento conforme crescemos, a vida é dura as coisas nunca são do jeito que a gente quer. Muitas vezes somos obrigados a aceitar certas coisas que não queremos, mas não dá pra mudar o mundo e muito menos as pessoas. Os momentos magicos vão ficando cada vez mais raros e os desapontamentos mais frequentes.
Eu assisti centenas de filmes durante anos, talvez milhares e eu não consigo mais gostar dos filmes novos, muitas cenas em cg, sempre os mesmos cliches, sempre as mesmas historias repetidas, por exemplo nesse ultimo filme de Star Wars A Ascensão Skywalker, onde usam a Estrela da morte pela 4° vez ( dessa vez são naves que tem canhões que destroem planetas, mas é a mesma coisa de novo ). Filmes de terror, que são os meus preferidos, então há tempos que não tem algo realmente bom.
Acho que quando envelhecemos ficamos cada vez mais criticos e isso acaba estragando um pouco as coisas

Unknown disse...

Sempre achei que o boneco do jogo era uma mulher. Foi o primeiro jogo de mega drive que joguei.

C L O V I S disse...

Rapaz, na época da Locomotion eu tinha 5 anos de idade e assistia só conteúdo apropriado para a idade: Bob e Margareth, Duckman, Alexander, Aeon Flux, Saber Marionete J, e um anime escatológico que falava em porno-peido-etc.

C L O V I S disse...

Muito legal a postagem. Boa crônica.

Victor Castilhos disse...

Fantástico texto, Amer!
É incrível como uma pequena memória trouxe toda uma reflexão sobre uma geração! Sinto que os teus textos estão mais leves também, tem o tom de reflexão, análise, crítica mase humor sem o amargor do velho Abner.
Teu blog é um alívio nesses tempos de quarentena! Um abraço!

Luis paulo S.M disse...

Qual é a desse porno peido?