sábado, 4 de março de 2017

Os melhores cenários de campanha para Dungeons & Dragons


“Ameríndio! Estou chocada!”

Que foi?

“Você? Escrevendo sobre RPG?”

Pois é, quem diria?

“Eu pensei que você odiava RPG.”

Não, não, não. Você confundiu as coisas. Eu não odeio RPG, odeio RPGistas.

“Oh?”

Sim. Aqueles sujeitos que parecem o Faustão após ter engolido o Jô Soares, ou que tem a forma física do Anthony Perkins em seus últimos dias, que sofrem de calvície aos 19 anos e que abandonaram toda e quaisquer forma de higiene pessoal! Vestem capote e coturno num sol de 40 graus em Niterói porque são “Tremere”, que se orgulham de terem decorado todas as regras de dano da alabarda e tratam como escória qualquer um que não tenha feito o mesmo, e que são completos selvagens com qualquer ser do sexo feminino e depois vão no 4Chan se lamentar por não terem namorada... OOOOOOHHHHHH, COMO EU OS ODEIO!!!

“Mas percebe que essa descrição... Tirando a parte do capote e coturno... Pode ser aplicada a qualquer nerd?”

Sim, eu odeio nerds em geral.

“O que é um problema, porque você escreve sobre nerdices.”

Bah! Se eu estivesse nessa pelo sucesso, já tinha transado com jornalista nerd famoso. Funcionou pra...

“HEY!!! OLHA O PROCESSO!!!”

OH!!! Ok, obrigado pelo aviso.

“Tudo bem.”

...

“...”

E aí, como tá a vida?

“Me diz você. Eu não existo, sou apenas a voz que existe em sua mente e que expressa ideias que você de outra forma não conseguiria.”

Verdade.

“Então... Por que tá escrevendo sobre RPG?”

Eu gosto de RPG, joguei muito quando era mais jovem. De fato, acho que é uma excelente forma de se passar o tempo e treinar a imaginação. E mesmo pra quem não joga, mas tem aspirações literárias, cenários de RPG podem ser uma fonte valiosíssima de inspiração. Assim, por que não debater um pouco sobre meus cenários de campanha favoritos de Dungeons & Dragons?

“Legal.”

E eu pretendia escrever uma crítica de Rogue One, mas o momento já passou. Todo mundo já assistiu e sabe que o elenco inteiro morre no final... Esse artigo seria um exercício de futilidade.

“SPOILERS!!!”

Mas se as pessoas ainda quiserem saber minha opinião sobre o filme, tenho certeza de que elas se manifestarão nos comentários.

“Claro.”

Claro.

“Acho que você já enrolou o suficiente. Que tal falar de Dungeons & Dragons?”

Boa. Volte pra sua jaula, que eu deixei um Chandelle lá pra você.

“HOORAAAAAAAY!!!”

E quanto a você, querido leitor... Ou leitora... Ou leitorx... Ou seja lá qual for seu pronome... Acompanhe-me em uma viagem mágica rumo ao mundo que Gary Gygax criou para todos os virgens antissociais do mundo.

“AMERÍNDIO, ESPERA!!!”

O que foi agora?

“É que você não explicou o que é um cenário de campanha.”

Sim. Tem razão.

“Ok, explique enquanto eu me masturbo pra Blaire White, usando o Chandelle como lubrificante.”

QUE???

*Sons indescritíveis*

Certo... Tá... Então... Cenários de campanha são os mundos onde a aventura acontece. D&D tem como cenário principal o Forgotten Realms, mas os jogadores podem comprar livros que trazem novos cenários, criaturas, equipamentos e afins, que podem ser utilizados para enriquecer as tardes de jogatina da molecada. Basicamente são como o DLC em um video game, mas que trazem satisfação ao invés de um buraco imenso em sua alma.

*Silêncio*

Ok, acho que não vou mais ser interrompido. Adiante então com o D&D.


Ravenloft

Permitam-me começar com o livro mais fraco dentre todos os que falarei hoje: Aquele cujo título está logo acima, e que repetir após os dois pontos seria uma tremenda redundância.

Não me entendam errado, eu adoro Ravenloft. Mas comparado aos demais módulos sobre os quais falarei hoje, é como se ele fosse um DLC de video game daqueles que ninguém gosta, mas que todo mundo compra, só pra ter o jogo completo. Fallout 3 tinha Operation Anchorage, Skyrim tem Hearthfire, e Castlevnia: Lords of Shadow 2 tem... Bom, o game inteiro pode ser considerado um DLC desnecessário, que pela xoxota de Judas, ô joguinho pestilento!

E já que eu falei em Castlevania, esta é a melhor maneira de definir Ravenloft: É como Castlevania pro D&D.

Não, sério! Até os logos dos dois jogos se parecem. Aqui o de Castlevania:


E o de Ravenloft:


No caso, Castlevania foi lançado em 1987, e Ravenloft em 1990. Assim, fico muito surpreso em saber que a ex-casa do Kojima não violou o ânus da TSR até o Solid Snake sair pela boca e disparar o Liquid Snake na cara do Presto.

É.

Ravenloft existe em uma dimensão paralela, fora dos limites físicos do mundo de D&D. A única maneira de se viajar até lá, é sendo envolvido pelas névoas místicas originárias do local. E elas podem surgir a qualquer momento, e em qualquer lugar.

Então imaginem a cena: Nossos heróis estão lá, celebrando sua vitória sobre uma selvagem família de goblins. Eles mataram a mãe e os filhos e agora forçam o pai a dançar para seu entretenimento, e lhe dão golpes de pá a cada passo errado. Sim, nossos heróis nobres e que lutam pela justiça, porque os jogadores nunca jogam de acordo com seu alinhamento. Filho da puta faz um personagem ordeiro e neutro e joga como se fosse o esperma de Satã, só fode a vida de todo mundo que encontra. Enfim, estão lá, decidindo se matam o pai goblin de forma rápida, ou se enfiam um espeto em seu cu e o assam letamente na fogueira, quando SUBITAMENTE AS NÉVOAS DE RAVENLOFT SURGEM E ENGOLEM TODO MUNDO... E nossos heróis se vêem em um cenário que mais parece saido de um filme do Tim Burton, com um vampiro de dois metros e meio olhando pra eles como se estivesse pensando na forma mais eficiente de fazer uma guirlanda com os intestinos do grupo. E o pobre pai goblin, em seu último suspiro, mostra o dedo do meio pra todos eles antes de falecer de exaustão.

OOOOOHHHHHHHHH, SIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM!!!

E as névoas de Ravenloft podem surgir em qualquer lugar MESMO! Até no espaço sideral.

“Espaço?”

Já terminou o que estava fazendo?

“Sim, sim... Mas... Espaço? Ah não, Abner! Não me diga que...”

Digo sim! Vai ser o último item da lista, E NÃO HÁ NADA QUE VOCÊ POSSA FAZER QUANTO A ISSO!!!

“Mas Planescape é muito melh...”

Shiu!

“Mas...”

SHHHHHHHHHHIIIIIIIIIIIIUUUUUUUUUUU!!!

“Já percebeu que estes diálogos internos são apenas uma maneira artificial de alongar estes artigos?”

Sim, em 2008.

Mas voltando a Ravenloft, este é um mundo opressor, controlado pelos “Senhores das Trevas”, monstros de grande poder, que dedicam sua existência a atormentar os camponeses e aventureiros que cruzam seu caminho. Por sua vez, os Senhores das Trevas são atormentados pelas “Forças Sombrias”, entidades indescritíveis e responsáveis pela criação desta dimensão. É como uma Matryoshka da dor.

Matryoshka. São aquelas bonecas russas idiotas que... Ahhhh, quer saber? Joga no Google! Tou cansado de ter de explicar tudo pra vocês, seu monte de badernistas católicos!!!

Ravenloft é o cenário perfeito pro mestre que passou o fim de semana assistindo filmes de terror, e agora quer colocar os jogadores pra enfrentarem monstros que não são encontrdos nos cenários tradicionais de D&D. Claro, a ambientação remete ao clima gótico dos filmes da Hammer, mas sejamos honestos aqui, a maioria das pessoas ia dar um jeito de enfiar um Jason ou dois em sua campanha. Ou talvez o Michael Myers.

Ou a fusão mágica dos dois: JACHAEL VOOYERS!!!

Isso soou muito mais engraçado na minha mente, eu juro.

Pessoalmente, eu criaria uma aventura onde o lorde vampiro Chupagato constrói um exército de feras construidas com partes de animais e humanos, e reanimadas através da CIÊNCIA, e as usa para tentar derrubar os demais Lordes das Trevas e tomar todo o território de Ravenloft. Superados em número , força bruta e poder de fogo, os heróis teriam de apelar para o instinto de auto-preservação dos demais lordes, para tentarem conseguir ajuda na luta contra o grande vilão. Mas e se conquistassem a vitória? Seriam eles corrompidos pela aliança forjada com este representante das trevas, ou manteriam-se puros como Nicolas Cage ao fim desta saga?

... Olha, escrevi o parágrafo anterior na esperança de fazer uma piada ao fim dele, mas acabei bolando uma idéia ótima pra uma campanha em Ravenloft? Olha só!!! EU SERIA UM MESTRE FODA... Se tivesse amigos pra jogar RPG...

...

Bom, aos dois RPGistas que estão lendo este artigo, sintam-se a vontade para elaborar esta ideia e transformá-la em uma partida. Depois me contem como foi.

E me contem como é ter amigos... Ser querido... Sentir que se você morrer, não será esquecido...

... Ai ai...


Kara-Tur

“ABORUVA, SEU PUTA!!!”

Você é uma voz diferente... O que quer?

“O CENÁRIO DE CAMPANHA SE CHAMA ORIENTAL ADVENTURES, NÃO KARA-TUR! KARA-TUR É O NOME DO CONTINENTE! VOCÊ NÃO ENTENDE NADA DE D&D!!! NUNCA MAIS ESCREVA SOBRE RPG NA VIDA E APAGUE ESTE SITE, PORQUE VOCÊ NÃO MERECE ESTAR NA INTERNET!!! #MITEI #BOLSOTRON 2240 #MAISLOKOQUEOBRADDOCK”

Sim, voz em minha cabeça que representa os inseguros da internet, eu sei que o cenário se chama Oriental Adventures, mas não gosto desse nome. Ele soa demais como aqueles pornôs dos anos 1990 que focavam em asiáticas. Lembram deles? Da época em que asiáticas eram consideradas exóticas? Hoje você joga “asian” no Xvideos ou Pornhub e pipocam 700 mil milhões de vídeos, mas naqueles tempos a coisa era diferente. Lançavam fitas de 90 minutos “só com asiáticas”, mas dois terços das meninas não chegavam nem perto dessa descrição. Stephanie Swift sempre aparecia nesses filmes e ela é ¼ filipina... O que era suficiente pra ser considerada “oriental” antes do fim do milênio, aparentemente... E agora estou pensando em um filme com ela e outra atriz, que era oriental mesmo, e onde as duas transam com uma dupla de xerifes. O ator mais velho e pançudo conseguia gozar três vezes seguidas na mesma cena, o que era extremamente impressionante, e eu devia estar falando de Kara-Tur ao invés de filmes estrelados por seres que hoje devem ter a foto impressa ao lado da palavra “herpes” no dicionário.

Pois bem.

Kara-Tur foi o que aconteceu quando alguém chegou em Gary Gygax e gritou: “MAISIUSNINJACARAIO???” O que inspirou o velho a criar todo um continente inspirado nas nações asiáticas do mundo real. Temos análogos do Japão, China, Coréia e senhor Takeshi.

A coisa mais legal de Kara-Tur é o óbvio contraste que cria com o mundo de D&D. Tudo que existe no cenário tradicional do jogo é baseado na história e folclore Europeus, com seus cavaleiros, magos, dragões e raparigas peitudas que servem cerveja na taverna e realizam favores especiais no beco por uma moeda de ouro. Duas, se for pra engolir.

Mas sim, eventualmente toda essa mitologia Chris Hemsworthiana se torna cansativa, e logo você se pega desejando uma rapariga de olhos amendoados e com proporções menos avantajadas, que acaba acidentalmente sufocada no beco, pois sua boca e garganta não foram projetadas para aguentar a potência nórdica em toda sua glória.

... Uau, essa piada se deteriorou rápido...

Pois então, Kara-Tur funciona como um episódio de Avatar (o do Aang, não o do James Cameron), pois seu território é dividido em nações que não passam de versões fictícias de Japão, China, Coréia boa e Coréia ruim. E os jogadores tem total liberdade pra fazerem apropriação cultural e criarem quantas cópias eles quiserem do elenco de Samurai Shodown.

MAS NEM MINTA, SEU SAFADO!!! Eu sei que o primeiro personagem asiático que você criou com Kara-Tur foi uma cópia do Haohmaru! Ou do Genjuro! Provavelmente Genjuro, porque você queria pagar de machão pros seus amigos! Machão que joga comendo bolinho e biscoitinhos que a mamãe passou a manhã de sábado fazendo pra sua partida! SEU FORNICADOR DE CABRAS!!!

Enfim, nas mãos de um mestre talentoso (e ainda existem dois ou três no mundo), Kara-Tur pode render aventuras fantabulosas, especialmente se elas forem concebidas por alguém que entenda de história.

Duas palavras: Genghis Khan.

...

Não, não o grupo musical... MAS QUE PORRA, SEU ANIMAL IGNORATÁRIO!!! TOU FALANDO DO CONQUISTADOR!!!

Agora imaginem um sujeito ao estilo Genghis Khan no mundo de D&D. Camarada tem um exército imenso, conquistou territórios com humanos, elfos, orcs, dragões, Decepticons e todas as outras raças de D&D pra quem ninguém liga. Agora ele tem toda essa gente sob seu controle e planeja estender seu império para as terras loiras e de bochechas rosadas habitadas por nossos heróis arianos.

E aí? O que fazer?

POIS É!!! FIQUEI ATÉ DE PAU DURO IMAGINANDO NAS POSSIBILIDADES!!!

Na verdade, ainda estou pensando nas pornografias com asiáticas, e me questiono se existem filmes de creampie envolvendo Mimi Miyagi ou Kobe Tai. E bom, já tenho o que fazer quando terminar este artigo.

Sim, eu curto atrizes pornô Old School. Me processem.


Dark Sun

Ok, vamos colocar assim: Dark Sun é o amigo adolescente niilista de Dungeons & Dragons. Aquele que mal saiu da puberdade, foi criado a pão-de-ló mas age como se tivesse sobrevivido a um campo de extermínio, e que faz longos discursos sobre como o genocídio e o caos são as únicas leis que regem a humanidade... Ou alguma bosta do tipo.

Conheci um assim quando fazia cursinho. Moleque pregava que o canibalismo era “o único real equalizador”, e que os humanos deveriam adotá-lo, como uma forma de *BLÁ-BLÁ-BLÁ-QUANDO NIETZCHE CHOROU*

Não me refiro aos góticos. Esses são um bando de loucos que acham aceitável fazer cosplay de Gomez e Morticia Addams no meio de Ipanema na quinta-feira. Eles podem ser bem divertidos se lhes dermos a oportunidade, e muitas meninas góticas são extremamente gostosas, especialmente depois de irem ao forno por 45 minutos, e temperadas com sal e limão.

... E após concluir esta piada, percebi que fui extremamente hipócrita em julgar meu colega de cursinho por todos estes anos...

Mas enfim, Dark Sun foi criado com base no gênero Dying Earth, que eu tenho certeza possui um nome adequado e específico em português, ao qual não me dei o trabalho de pesquisar. Fiquem a vontade pra me xingar nos comentários.

Pra quem não conhece (como eu, duas horas atrás), Dying Earth é o primo pessimista das histórias pós-apocalípticas. Se fossem pessoas, os contos pós-apocalipse seriam o moleque chato que prega o canibalismo como solução pros problemas do mundo, e o Dying Earth seria igual a ele, só que ouvindo Depeche Mode. Ambos são parecidos em temática, com uma hecatombe destruindo a civilização como a conhecemos, a grande diferença é que histórias pós-apocalípticas geralmente mostram seus sobreviventes tentando reconstruir a sociedade a partir de seus escombros (com resultados variáveis), enquanto no Dying Earth a merda não tem conserto, e nossos heróis nada podem fazer exceto esperar pelo fim.

Dark Souls é um exemplo de Dying Earth, porque a história deixa claro que não importa o quanto os heróis de se esforcem, eventualmente toda a realidade será destruída devido a entropia natural que a envolve.

VIU QUE LINDO???

E no mundo de Dark Sun, a magia fodeu com tudo. Basicamente, existiam nove reinos governados por reis feiticeiros. Um dia, todos decidiram declarar guerra a todos, e começou a treta das magias selvagens. Um tirava um coelho da cartola e atirava no outro, o outro fazia um tigre desaparecer e reaparecer dentro da privada do um, aquele lá que ninguém tava olhando conseguia um contrato vitalício pra se apresentar em Las Vegas, era uma barbaridade!

O caso é que este uso excessivo de magia drenou as energias do mundo, que transformou-se em um grande deserto em expansão. Metade dos reinos foram engolidos pela areia, o que deve ter feito seus cidadãos se questionarem se não deveriam ter formado uma cooperatica autônoma antes de todos os monarcas do planeta decidirem destruir tudo com Kamehamehavadakedavras, e os que sobraram correm eterno risco de sofrerem o mesmo destino, enquanto seus governantes continuam brincando de Kim Jong Il da magia.

Dark Sun oferece um cenário próprio, com raças novas (ou devidamente adaptadas do D&D básico) e tudo que o jogador precisa para sobreviver em Athas e dizer “que bela bosta” todo dia, assim que acorda e olha pela janela de seu quarto. Mas pessoalmente, acho que este mundo funciona melhor como um obstáculo novo para os heróis tradicionais do jogo.

Imaginem o grupo pão com ovo típico de toda partida de D&D, com seu guerreiro, o mago, o clérigo, o ladrão e o bardo. Bardo este controlado por um jogador arrependido, que achou que jogar com esta classe e chamar seu personagem de Bono Vox seria divertido por cinquenta sessões.

Na terceira ele já tinha percebido o tamanho da cagada.

Qualquercaminho, o bando retorna de uma aventura gloriosa, onde derrotaram os tritões da melancolia em nome das ninfas de água doce. E agora eles esperam receber a recompensa adequada de tão distintas damas, e eu planejava fazer uma piada de sexo anal aqui, e como deve ser fácil deslizar pro interior de uma ninfa de água doce, mas é previsível demais, então não.

Ao invés disso, direi que elas deveriam recompensá-los com o boquete mais molhado do mundo.

Ninfas de água doce!!!
HEIM! HEIM! ENTENDERAM??? VOCÊS ENTENDERAM??? HEIM??? HEEEEEEEEEEEEIM???????

Mas eis que... Ela nos traiu! Ao invés de ganharem prazer oral sem precisarem gastar as tradicionais duas moedas que a rapariga da taverna cobra, nossos heróis são premiados com uma orbe negra QUE SE EXPANDE E OS ABSORVE E OS FAZ DESAPARECER PARA SEMPRE!!! OHHHHHH, A HUMANIDAAAAAAADE!!!

Considerando o quanto eu uso Caps em meus artigos, eu acho que deveria receber comissão da Associação Internacional de uso do Caps. Digo, deve existir essa comissão, não? Se tem uma associação de gordos da porra que inventaram regras pra se comer 100 nuggets do McDonald’s de forma competitiva, então deve... Ohhh, esse parágrafo foi uma perda de tempo. Peço desculpas a qualquer pessoa que esteja fazendo quimioterapia e que tenha desperdiçado minutos preciosos de sua existência lendo esta bobagem.

Seja como for, imaginem este bando reluzente de aventureiros de repente indo parar no mundo de Dark Sun, onde só tem areia e selvagens. Digo, o lugar é basicamente a Austrália, só que menos hostil. A primeira coisa a acontecer seria que o mago acabaria sendo assado e comido pelos nativos, pois por motivos óbvios, os residentes de Athas não nutrem muita simpatia por discípulos de Criss Angel.

Este novo mundo poderia trazer muitos novos dilemas para nossos badernistas medievais. Eles podem tentar ficar e consertar Athas (Spoilers: Não tem como), ou lutarem para encontrar uma forma de retornar a seu mundo de origem, ou podem desistir de tudo, socar o mestre por tê-los atirado naquilo que é basicamente o Kobayashi Maru dos RPG’s de mesa, e depois irem jogar Tekken, O CÉU É O LIMITE!!!

E em uma nota pessoal, se as crianças da Caverna do Dragão tivessem caído neste mundo ao invés do tradicional de Dungeons & Dragons, elas não teriam durado nem até o primeiro comercial do primeiro episódio da série.

Exceto a Diana. Ao fim da primeira semana, ela seria líder do seu próprio grupo de saqueadores e estaria planejando derrubar um dos reis sacerdotes, tomar seu poder e usá-lo pra voltar à Guarulhos, de onde queria nunca ter saído.

A Diana era foda. Você só preferia a Sheila porque é racista.

Maldito membro da Juventude de Hitler!!!


Spelljammer

Finalmente, chegamos a Spelljammer, um dos mais polêmicos cenários de D&D. Porque jogos de tabuleiro criados para entreter adolescentes com sobrepeso é o tipo de coisa criada pra gerar polêmica. Não é a corrupção na política, a violência inerente a sociedade, ou a incapacidade do ser humano em se entender para rumar em direção a um futuro melhor... Não, polêmica é UMA PORRA DE UM JOGUINHO MEDIEVAL TER NAVES ESPACIAIS E VIAGENS INTERPLANETÁRIAS!!! PORQUE É ISSO QUE IMPORTA NA VIDA!!!

Mas sim, esse é o foco de Spelljammer, pegar seus bárbaros, magos, anões, elfas ninfomaníacas que obviamente são controladas por jogadores homens que nunca conversaram com uma mulher, e tascar toda essa gente num galeão que pode voar e atravessar o espaço, rumar a novos planetas, descobrir novas formas de vida, e ir audaciosamente aonde nenhum cimeriano xenofóbico jamais esteve.

TÚ-RUUUUUUU-TU-RU-RU-RU-RUUUUUUUUUUUUU!!!

E no tempo que eu comprava revistas de RPG e frequentava o Encontro Internacional do RPG no Galpão sem Ar Condicionado no Meio do Verão Paulistano, uma das coisas que eu mais via eram fãs de D&D reclamando deste cenário. O ódio tinha muitos motivos, mas o mais comum era o fato de que “Spelljammer não era realista.”

...

Pois é, em um mundo com UMA PORRA DE UMA RAÇA DE DRAGÕES, onde muitos deles COSPEM RELÂMPAGOS ENCARALHADOS, alguém decidiu que viajar pelo espaço com navios mágicos era “forçar demais a barra”. Claro, esta mesma pessoa deve ter jogado toda série Final Fantasy, e nunca viu problemas com os títulos da série que tascavam o jogador na lua pra enfrentar o grande vilão. Porque hipocrisia é o feijão com salame da raça nerd.

Mas o que me faz amar Spelljammer mais do que meus filhos ainda não nascidos, é o fato de que este cenário fornece um meio canônico para os aventureiros viajarem entre os diversos mundos de D&D. De fato, ele complementa os demais cenários, quase como um menino gordo que coloca catchup na pizza.

Por exemplo, imaginem o grupo de heróis que agora a pouco foram parar em Dark Sun, como xavascas eles vão fazer pra voltar ao seu mundo de origem, onde as refeições consistem de comida de verdade ao invés de areia e lágrimas? Simples, só dizer a eles que tem uma nave espacial em algum lugar deste mundo, e que esta é sua melhor chance de voltarem ao lar. Isso pode criar até mesmo um dilema moral, pois nossos heróis podem se sentir compelidos a salvar o máximo de pessoas que puderem desta terra inóspita... Mas se o fizerem, como saber se elas irão se adaptar ao novo mundo, ou se trarão novos problemas a ele?

Nossa, tou criando aventuras fodas pacaralho hoje, heim? Mas vocês SONHAM em poder mestrar como eu!

Não apenas isso, mas Spelljammer é a desculpa perfeita pros mestres que gostam de criar novas raças, que não se adequam completamente aos cenários tradicionais de D&D. Mas sejamos sinceros, a maioria só vai copiar e colar aquilo que viu em Dr. Who e Mass Effect. Antes que percebam, suas campanhas estarão cheias de Asaris que fornicam com Daleks.

E tenho certeza que alguém já desenhou esta cena e a colocou na internet. Ontem recebi uma imagem onde o Groot comia todas as meninas da franquia Avatar (de novo, a do Aang) simultaneamente, então não duvido mais do poder de putaria da rede mundial de commuitadores.

Ainda digo mais, sempre que penso em Spelljammer, lembro da musiquinha de viagem espacial de Phantasy Star IV. Então imagino o quão incrível seria mandar um grupo de heróis feudalísticos a uma estação espacial, e confrontá-los com um andróide, que lhes oferece  a chance não de salvar uma vila ou cidade, MAS UM SISTEMA ESTELAR INTEIRO!!!

...

Sério, eu preciso de um grupo de RPG. Tou começando a ficar frustrado com esse monte de ideias pra campanha que brotam cada vez que eu limpo o nariz, e as quais ninguém pode apreciar.

E por hoje chega! 

Agradecimentos ao nobre Karl Felippe por me explicar a diferença entre os gêneros pós-apocalipse e Dying Earth, porque a merda do Wikipedia não me ajudou em nada.

NADA!!!

MALDITO!!!

DESPUDORADO!!!

JURADO DO SHOW DE CALOUROS!!!

CHEERS!!!

31 comentários:

disse...

Penso mais ou menos parecido: adoro RPG, apenas detesto as pessoas que jogam ele. No dia que a tecnologia puder recriar o RPG (de verdade, não o que se chama de RPG nos videogames) sem a necessidade de pessoas será a glória. A glória, eu te digo. Mas até o momento a tecnologia está falhando conosco.

Lance "Avalanche" disse...

Me chama de racista por gostar da Sheila... mas a Diana namorou um nazista original ¬¬

Galomortalbr disse...

Amer mais e o 3D&T? cade o apoio pelo Rpg nacional?

Kerlyston Farias disse...

Amer, preciso jogar RPG um dia contigo! Cada história épica que tu cria, bem diferente de 99,9% dos mestres de RPG atuais, que, além de fazer histórias super toscas, ainda dão um jeito de se colocar na história como o mais foda do universo (mas que não faz nada para mudar aquele universo).

E...
...
...
...
...
como dizer...
Fiquei interessado na imagem, sou um ser terrível.

Matheus Morais disse...

Obrigado pelas ideias do spelljamer vou aplicadas na melhor oportunidade :)

Aliás sr. Amer tem alguma previsão de quando pode sair o seu post sobre como seria o seu filme dos transformers?

Edalmir Biscaia das Neto disse...

Espero saber como seria um RPG de transformers...

Edinei Nascimento disse...

Pqp puta artigo foda pra caralho!

Rauldouken Holz Lokschin disse...

Venha jogar/narrar rpg aqui em SLS \o

Alex Souza disse...

Excelente artigo Amer!!!

Diogenes Joao disse...

Amer, tu já chegou a jogar alguns jogos inspirados em campanhas de D&D?
Tipo, Baldur's Gate, Neverwinter Nights, Planescape: Torment, etc

Bier disse...

Tá aí uma coisa que eu não achava que ia ler.
Obrigado, Amer. Pelas risadas, por compartilhar idéias e conhecimento.

Diogo Lopes Bastos disse...

Ótimo artigo Amer e eu também sempre tive vontade de jogar RPG de mesa, mas assim como você me faltavam amigos com interesse em participar, devo dizer que fiquei surpreso com a quantidade de cenários que podem ser jogados.
PS: Eu quero um artigo sobre o Rogue One.

Oni disse...

Nossa, quanta saudade de um artigo seu. E ainda mais sobre RPG!!! Já estou iniciando as campanhas com suas ideias hehehehe

Quero o do Rogue One e qualquer outro artigo que passe pela sua mente

Leandro"ODST Belmont" Alves the devil summoner disse...

Belo artigo Almerindo. É gostei da explicação da "terra morta".

btbruno disse...

Só eu fiquei pensando em uma aventura inspirada em Star trek utilizando o Spelljamer
E otimo artigo

Felipe Mescouto disse...

As vezes eu tenho a impressão de que suas fidedignas e pormenorizadas descrições de nerds são na verdade autobiográficas. Ótimo texto aliás, como de costume.

Leo D'Leon disse...

otimo artigo Amer, mesmo que meus conhecimentos sobre RPG seja tao ínfimo que devo ter adquirido com aquele filme Zero Carisma e assistindo o Caverna do Dragão. Mesmo nao sabendo nada do conteúdo, ainda assim gosto de ler o que você escreve.
PS: Lance seu desaparecido, a Diana não namorou um Nazista, mas sim o primo pobre do barão vermelho (da 1° guerra).

rgiostri disse...

Nem terminei de ler o artigo para não me perder...escreva sobre Rogue One xerife, você é bom nisso!

MasteRaveN disse...

Primeiro...rogue one...artigo já...dane se o filme uma critica bem construida e humorada abre horizontes...e opção numero b...artigo daora sempre achei rpg maneiro mas como o pessoal num tem imaginação pra jogar...

rgiostri disse...

Beleza de artigo Amer...sempre que leio ou ouço “TAL COISA FANTÁSTICA não era realista.” é um momento mágico.

Já pensou em escrever sobre o filme LOGAN? O momento tá ai, se essa é uma preocupação que te aflige.

Ivan da Silva Oliveira disse...

Tzzz...

Os spoiler's ultimamente estão sendo espelidos por você como espirros, muito obrigado.

Ivan da Silva Oliveira disse...

Aaah já ia esquecendo, seria muito bom se possível (eu agradeceria, obrigado), se você fazer uma crítica de Mid-Earth Shadows of Mordor ou sobre Mafia III...

Ou qualquer game que lhe der na telha, já serve também.

Vinicius Farias disse...

Amer, seu lindo que saudade de você! Por favor que venha rogue one e mais artigos de rpg porque eu adoro o assunto e amei seu artigo.Eu não tenho uma conta mas não quero ficar como um anônimo. Portanto: Meu nome é Vinícius Farias Barbosa e sou um grande fã seu, grande abraço e um apertão nessa sua bunda, ansioso para os próximos artigos

Leo disse...

Vai sair o artigo de Rogue One?

Álvaro Freitas disse...

Como trabalhador dessa incrível e maravilhosa indústria do RPG؟, fico muito feliz de vê-lo representado aqui no melhor blogue do mundo.

Sério.

Agora...

Amer Icanoide......

A gente podia fazer uma mesa online e um streaming de brinde ...........

Só dizendo.............................................................................

Zweist disse...

Rpgistas..... como detesto esse termo. Jogadores, catso de asa. E Spelljammer era legal mesmo. Só que as porqueras das naves eram apenas barcos escrotos. E eu devia ser morto pela hipocrisia, fã de Yamato que sou.

James Hatter Rem disse...

Ótimo artigo, embora minha vida com RPG seja feita de eventos dramáticos que sei la porque ainda não desenvolvi total aversão a eles.
Planescape, embora eu nunca sequer tenha visto nem foto das capas dos livros, sempre me chamou a atenção a beça.

Ah... fugindo de D&D, apesar de toda aversão que tenho tido à RPG, ainda sonho em jogar Shadowrun tendo uma médicas das ruas.

E valeu mesmo por me fazer lembrar de Phantasy Star do Mega Drive.

Franci23 disse...

Esperando o texto sobre Star Wars Rogue One agora. Voz na cabeça do Hammer, leia isto e o avise.

Leandro disse...

mais Amer, são tudo cenários de D&D 2º edição !!!
já estamos na 5º edição !!! embora eu hoje em dia prefira pathfinder de qualquer forma........ ¬¬

Mr. Zark disse...

Amer, você que gosta de jogar RPG e sente uma grande vontade, existem meios online de se jogar RPG. Claro, não tem toda aquela parte legal de poder dar um socão no mestre, mas pode-se organizar fichas, juntar uma equipe, e fazer tudo online, através de texto ou voz. O programa que eu mais lhe recomendo seria o RRPG Firecast.

Pedro Caetano disse...

Hoje em dia dá pra jogar online com programas tipo o roll20. Se você tiver interesse, duvido que seus fãs não atendam ao chamado.