sábado, 7 de novembro de 2015

Crítica do Amer: Divine Sealing


Atenção: Este artigo tem imagens de nudez. Se você estiver no trabalho, ou for apenas um chato puritano, não leia. Se ler, não venha encher meu saco depois.

Como já discutimos antes, videogames nos anos 1980 e 1990 eram direcionados principalmente a crianças e suas famílias. E como tal, eles eram mantidos os mais assexuados possíveis.

Exceto pelas eventuais cenas de sexo em Golgo 13. Porque até a Nintendo sabe que não deve mexer com Duke Togo.

Mas uma vez a cada muitas luas, um japonês frustrado com o mundo quebrava seu cofre porquinho e gastava todas as economias na criação de um título para adultos. Cheio de nudez e...

...

Bom, o orçamento dava só pra nudez. Então o resto do jogo tinha tanto conteúdo quanto uma edição da revista Star Virgem.

Sim, existiu uma revista com esse nome. Vá pesquisar.

Divine Sealing é um destes games. Ele foi lançado para o Mega Drive em 1991 e era tão raro que logo uma geração inteira de adolescentes estava tão obcecada por ele quanto costumava ficar pelos filmes da Emanuelle.

E por algum motivo, muita gente me pediu para escrever sobre este game com o passar dos anos. Pois bem, aqui está.

Mas já aviso que não há muito o que explorar aqui.

É só ladeira abaixo daqui pra frente, crianças.

Pois bem, falemos de sua história. Pois se há uma coisa que aprendemos com Hentai, é que japoneses não conseguem alcançar o orgasmo sem que um bom desenvolvimento de personagens esteja envolvido.

Aqui, o jogador assume o papel de Falchion, orgulhoso membro da Força de Defesa Espacial, e piloto da nave Divine. Fico imaginando quem ele irritou para acabar no leme de uma nave batizada que foi batizada por John Waters.

Seja como for, um dia Falchion estava vagando pelo espaço, postando no Facebook porque Pinecest é totalmente aceitável, quando o computador da Divine detectou um pedido de socorro vindo de um planeta próximo.

O pedido vinha de Elias, uma linda garota de longos cabelos azuis, apesar de ter nome de tiozão com camiseta do Corinthians que passa o dia inteiro no bar, rendendo a mesma garrafa de Skol.

Então, o planeta que a menina governa foi tomado pelas FORÇAS DO MAL™, e em um momento de desespero, ela buscou a ajuda da Força de Defesa Espacial. Como Falchion era o agente que se encontrava mais próximo, ele voou até lá com sua nave, bombardeou os vilões na cara, salvou Elias e assim que a encontrou, arrancou sua roupa!!!

...

É.

Então ele descobriu que todo o sistema solar havia sido tomado pelas FORÇAS DO MAL™. Tomado pelo altruísmo que apenas um herói conhece, Falchion visitou cada planeta, os libertou dos vilões que lhes afligiam, então encontrou-se com suas líderes e ARRANCOU A ROUPA DELAS TAMBÉM!

Dub... Hã... É.

Então, basicamente, a história aqui se resume a: “Hey, eu sou uma gostosa espacial. Salve meu planeta e eu te mostro a xoxota.” E esta simples promessa é suficiente para fazer nosso herói enfrentar uma legião de horrores, pois aparentemente ele passou os últimos seis meses a deriva, com apenas uma bola de boliche como companhia.

Assim, sempre que terminar uma fase, o jogador assiste a um breve slideshow onde uma das garotas remove a roupa peça por peça. O único problema é que na maioria das vezes elas não parecem ter prazer com isso. Suas expressões de terror e desaprovação dão a impressão de que Falchion está arrancando suas roupas a força.

Mas lembremos que este game foi feito no Japão. E lá, pornografia não é completa se uma mulher não estiver chorando, morrendo, ou sofrendo convulsões enquanto tem diarreia explosiva.

Considerando que nudez é o máximo com o que esse game se arrisca, acho que todos saímos ganhando.

Chefão: Sua nave não é páreo para... Espere... Você sumiu! Onde está?
Falchion: EU NÃO SEI! SOCORRO!!!

Uma vez que Divine Sealing foi produzido com o dinheiro que era pra comprar o Vick Vaporub da vó, não é uma surpresa que sua apresentação seja basicamente uma bosta.

Quero que vocês dêem uma boa olhada para a imagem acima. Olhem bem para esse padrão de cores. Horrível, não? Arde na vista.

Agora imaginem essa desgraça em movimento.

Pois é!

Eu joguei este game para escrever a crítica, e já estava com uma dor de cabeça terrível na luta contra o primeiro chefe. Sem brincadeira. E todas as fases têm fundos de tela tão ruins ou PIORES do que esse, o que torna a tarefa de terminá-lo muito mais dolorosa do que devia ser.

Mas quando não tenta ser o melhor simulador de Tetsuo já criado, Divine Sealing possui gráficos extremamente medíocres. Os cenários são apenas variações banais do tema Ficção Científica, e os inimigos parecem rascunhos rejeitados de um Anime genérico lançado no mercado de vídeo.

Mesmo a arte das garotas possui qualidade irregular. Em algumas imagens elas estão bonitas, enquanto em outras, se mostram completamente desproporcionais. Sealing, a última personagem do jogo é a principal vítima disso, e parece ter sido desenhada por um artista amador para as primeiras páginas do fanzine que ele tanto sonha vender na Anime Friends.

O som é uma sacola de sortidos. A trilha sonora, embora não seja terrivelmente melodiosa,  utiliza muito bem os recursos de áudio do Mega Drive, e impressiona para um título não licenciado de 1991.

Pena que a música desaparece debaixo dos tenebrosos efeitos sonoros, que mais parecem um gato usando suas unhas para não escorregar sobre uma lousa que foi besuntada com manteiga.

Adorável!

Soil: Sou a governante de um planeta e exijo respei...
Falchion: Shiu! Peitinho! Shiu!

Como todo Shooter, Divine Sealing é mais difícil do que fazer a própria circuncisão. Mas por todos os motivos errados.

Os inimigos seguem um padrão de movimento bastante simples. Com cinco minutos de jogo, você já saberá qual a melhor maneira de evitá-los, ou preferivelmente, matá-los a fim de engordar sua pontuação.

Infelizmente, os mesmos gráficos que fazem parecer que seus olhos saltarão a qualquer momento das órbitas, também fazem com que seja muito difícil enxergar o fogo inimigo. Na maioria das vezes você irá perder uma vida desviando de um tiro, e indo de encontro a outro que era praticamente impossível de ser visto.

É como vendar os olhos e sair pulando amarelinha em meio a um campo minado. Só que muito menos satisfatório.

Desafio do Amer: Tente encontrar todos os tiros presentes nesta imagem,
antes dos seus olhos trincarem.

E como a cereja do bolo de bosta, Divine Sealing tem o sistema de Power Up mais imbecil que eu já vi na vida.

Ok, como fazemos pra deixar uma nave mais poderosa num Shooter? Apanhando itens pela tela. Exato. Seja Gradius, R-Type, Axelay ou Parodius, todo game do gênero usa o exato mesmo sistema de Power Up, porque ele é simples e eficiente.

Exceto por Divine Sealing. Aqui, não existem itens que aumentam o poder de fogo de sua nave, ao invés disso, ela recebe um Upgrade automático sempre que o jogador atinge uma pontuação de 10.000 pontos.

É! ISSO MESMO! SUA PONTUAÇÃO INFLUI NO PODER DE FOGO DA NAVE!!!

Verdade seja dita, se conseguir atingir um Score de 50.000 pontos, a Divine vai atirar para todos os lados e em uma velocidade absurda. Fora isso, dois balaços irão circular as laterais da nave e protegê-la de qualquer inimigo que porventura se aproxime. A partir deste momento, o único desafio real serão os chefes, pois a maioria dos inimigos comuns são desintegrados assim que entram na tela.

Mas claro, todo esse armamento vai pras cucuias assim que o jogador perde uma vida. E como é praticamente impossível passar dois minutos sem levar um balaço nos cornos, o jogador dificilmente verá o poder máximo da Divine.

De fato, graças a este mecanismo de evolução cretino, surgiu a crença de que não existem Power Ups 

Quem quer que tenha tido essa ideia de gerico, espero que seja jogado em uma convenção de fãs de Xbox, vestindo nada exceto uma camiseta escrito: “PC MASTER RACE”.

É. Isso vai ensiná-lo!

Chilly: Viu... Não devíamos estar lutando contra as Forças do Mal?
Falchion: Shiu! Peitinho! Shiu!
Chilly: Mas eu...
Falchion: Shiu! Peitinho! Shiu!

Divine Sealing é mal produzido, desleal em sua dificuldade e capaz de fazê-lo sentir como se comer uma tigela de leite com Tylenol pareça uma boa idéia. Seu único real valor é para colecionadores de cartuchos do Mega Drive, para os quais uma peça tão esquiva pode enriquecer um bocado seu acervo.

Mas se mesmo assim você se sente na obrigação de jogar esta batida de trem, aqui vai uma dica que pode minimizar sua dor: Assim que o nome do game aparecer na tela, aperte ao mesmo tempo e repetidamente, os botões A, B e C do controle. Continue fazendo isso até a partida começar para ter invencibilidade.

Pronto.

E não diga que eu nunca fiz nada por você.

Cheers!!!

6 comentários:

Leandro" Leon Belmont" Alves the devil summoner disse...

Já joguei esse game no Mega Drive a muitas luas atrás e tipo.... aquele Steam hearts do saturn era melhor no quesito "cenas de XXX" mesmo as cutscenes não fazendo sentido. algum.

Israel Damasceno disse...

A última garota da imagem,eu chegei na que vem depois SEM CHEATS,se não for incômodo faz uns comentários sobre 'summer carnival Recca 92'um jogo de NES que é EXTREMAMENTE RÁPIDO E TEM EFEITOS VISUAIS QUE EU SÓ VI NO SUPER NINTENDO.

jose disse...

Eu era mais feliz antes de ter clicado no link do "pinecest"

Rafael M. disse...

EU QUERO VER AS TETA AS TETA. QUERO VER AS TETA TETA TETA. QUERO VER AS TETA TETA...

Franci23 disse...

Pelo jeito é tão ruim quanto uma diarréia em publico mas tem peitos, o que me faz ter vontade de jogar.

Franci23 disse...

Pelo jeito é tão ruim quanto uma diarréia em publico mas tem peitos, o que me faz ter vontade de jogar.