domingo, 13 de setembro de 2015

Os Melhores Games do Neo Geo


Analisando com seriosidade, os anos 1990 foram a melhor época que alguém podia escolher para ser um Gamer. Claro, falando assim, parece qe estou enxergando a época através de um caleidoscópio de nostalgia, mas asseguro-lhes que este não é o caso.

Embora eu tenha tido uma infância muito melhor que a de qualquer um de vocês. Nhé-nhé-nhé-nhé-nhéeeeeeeeeeeee!

Mas os anos 1990 tiveram duas guerras entre consoles bastante distintas. Na primeira metade da década, o Super Nintendo e o Mega Drive estavam trocando socos como se fossem Brock Lesnar e Undertaker em um Pay-Per-View decepcionante e demasiadamente caro da WWE. Na segunda metade, tinhamos o Playstation e o Nintendo 64, se engalfinhando como se fossem Brock Lesnar e Cain Velasquez, após o primeiro decidir participar de um esporte que não exigisse que ele enfrentasse feiticeiros satânicos em uma base semanal.

Mas em ambos os casos, havia sempre um terceiro console, que se mantinha distante do conflito principal, sem nunca tomar lados. E que a sua maneira, angariava sua própria legião de seguidores.

Durante a época do Playstation e Nintendo 64, este posto pertenceu ao Saturn, que queria TANTO ser parte da guerra, mas nunca foi, porque ninguém dava a mínima para ele. Então ele teve de se contentar em ter o melhor game de bombeiros de todos o tempos e eventualmente virar um console de nicho, apreciado apenas por otakus masturbadores crônicos, graças a sua notável coleção de games eróticos.

Mas quando o Super Nintendo e o Mega Drive faziam seu melhor para dramatizar o desembarque nas praias da Normandia, o garotão que observava a treta de longe, bem confortável em uma torre de marfim, era o Neo Geo.

O Neo Geo era produzido pela SNK, uma gigante dos arcades no Japão, e embora fosse um console de 16 bits, ele estava tão acima de seus rivais em termos de potência que chegava a ser ridículo. Era como comparar o Gérso da padaria com o Rocco Sifredi.

E eu não sei como o Neo Geo funcionava exatamente, mas suspeito que ele lia as placas que a SNK colocava em seus fliperamas. Porque seus cartuchos eram ridiculamente grandes e sempre traziam conversões perfeitas daquilo que encontrávamos nos arcades.

Ninguém da minha geração tinha este console, porque ele era obscenamente caro. A única chance que tinhamos de ganhar o Neo Geo era sermos atropelados por um caminhão e irmos parar na U.T.I, cagando pedaços de nossos pulmões. Neste caso, o Neo Geo seria uma última tentativa desesperada dos nossos pais de nos convencer a não caminhar para a luz. Nada além de trauma físico letal os convenceria a sacrificar seis meses de aluguel na compra deste aparelho.

Mas tudo bem, porque os maiores sucessos do Neo Geo receberam conversões para seus colegas de 16 Bits menos caros. A qualidade destas conversões oscilava entre “merda” e “menos merda”, mas nos virávamos como podíamos.

Mal sabíamos que todos os games de Neo Geo com os quais tanto sonhamos nos anos 1990 eventualmente seriam lançados em coletâneas espetaculares para o Playstation 2.

Espetaculares e desnecessárias, pois no momento que chegaram as lojas, estávamos todos exaustos de jogá-las em emuladores.

A vida dá voltas.

Assim, vamos dar uma olhada em alguns de meus jogos favoritos do Neo Geo, que me fizeram inalar muito mais cheiro de sovaco do que eu gostaria, enquanto eu desperdiçava minhas tardes nos fliperamas da vida.

E sim, a maior parte do artigo será com games de luta. A SNK tinha sérios problemas para tentar sair de sua zona de conforto.


10º Lugar – World Heroes 2

Aqui, conhecemos o Dr. Sugar Brown, cujo nome indica uma carreira anterior no ramo da pornografia, sem dúvida para pagar pelo seu doutorado.

Enfim, o bom doutor decidiu que era hora de responder a uma das mais antigas duvidas da humanidade: Quem venceria uma luta entre Joana d’Arc ou Bruce Lee? Para isso, ele construiu uma máquina do tempo, sequestrou diversas figuras históricas de seus respectivos períodos e as convidou para participar de um torneio de luta, que todas prontamente aceitaram.

Digo, a reação mais normal seria se começassem a gritar: “AAAAAAH, O QUE VOCÊ FEZ? MINHA COMPREENSÃO LIMITADA DA REALIDADE NÃO CONSEGUE LIDAR COM O CONCEITO DE VIAGEM NO TEMPO! MEU DEEEEEEEEUUUUUUUSSSSSSSSS!!!”

Isso antes de sofrerem um aneurisma e o doutor ter de lidar com as devidas consequências que matar figuras históricas teria para o contínuo do espaço temporal.

Seja como for, a fábrica da realidade não se altera e temos o nosso torneio. De fato, World Heroes 2 retrata a segunda tentativa do doutor açúcar de realizar sua desejada competição, uma vez que o primeiro game da série foi interrompido por Geegus, um alienígena do espaço criado por um designer que tinha ereções toda vez que pensava no T-1000.

World Heroes foi produzido pela ADK, uma das poucas third parties que trabalharam com o Neo Geo, e verdade seja dita, não era muito memorável. Sua jogabilidade não era tão refinada e estava bem atrás dos verdadeiros medalhões do console. Além disso, World Heroes se levava a sério demais para um game que dava ao público a oportunidade de colocar Hulk Hogan (na verdade, um facsimile dele) para lutar com o Rasputin.

É. AQUELE Rasputin. Do desenho da Anastásia, isso mesmo.

Bom, World Heroes 2 corrige estas falhas. Com seis novos lutadores (que incluem um jogador de futebol americano e um capitão pirata) e removendo toda a dignidade dos demais, a continuação finalmente entendeu que deveria ser uma comédia se quisesse se destacar no seu meio.

Uma das inovações que a série trouxe ao gênero, foi a introdução das Death Matches, em que as lutas eram travadas em cenários especiais com todo tipo de perigo, como minas terrestres, ringues eletrificados e por aí vai. World Heroes 2 pegou este conceito e o aperfeiçoou, transformando-o em um verdadeiro destruidor de amizades.

Aqui, os lutadores dividiam uma única barra de energia, dividida em duas cores, cada uma representando seu personagem. Quanto mais um batesse no outro, mais sua cor preencheria a barra, e mesmo que um deles fosse levado a nocaute, ele teria uma contagem de dez segundos para se levantar e tentar de novo.

Se você convidasse um amigo para jogar, tirasse o tempo e resolvesse competir na Death Match, uma única luta poderia durar até DEZ MINUTOS... Que era o quanto iria durar sua amizade também. Nenhum relacionamento aguentava um investimento emocional desses seguido de uma derrota estrondosa.

Mas quem precisa da amizade do Tiaguinho, não é mesmo?

Aquela puta ingrata.


9º Lugar – Art of Fighting 2

Eu sempre pensei que se Fatal Fury é o Sylvester Stallone dos games do Neo Geo, então Art of Fighting era o Arnold Schwarzenegger da empresa... Estou feliz comigo mesmo ao reler “Schwarzenegger” e ver que escrevi certo na primeira tentativa.

Digo, ambos podiam ser rivais, mas se complementavam em sua necessidade de transformar o ato de espancar estranhos em uma forma de arte pós-moderna. Quase como a relação que Virtua Fighter e Fighting Vipers tinham no Saturn.

... E é a segunda vez que menciono o Saturn neste artigo. Melhor começar a preparar algo sobre ele também...

Agora, para ser muito sincero, eu sempre nutri uma relação de amor e ódio com Art of Fighting 2, pelo motivo deste game ser um maldito trapaceiro da porra.

Veja bem, eu falei “trapaceiro”. Não “difícil”.

Um game difícil é aquele que chuta sua bunda daqui até o estado do Acre, mas que pode ser vencido, se o jogador for perseverante e tiver a dose certa de Jesus Cristo em seu coração. Castlevania no NES é uma série de jogos difíceis. Ninja Gaiden, em qualquer uma de suas encarnações, é difícil. Onechanbara... É estúpido e você não deveria jogar.

Agora, Art of Fighting 2 é um daqueles games que só pode ser terminado quando o jogador explora falhas na programação. Do tipo “o computador não bloqueia as voadoras se eu apertar o botão de chute quando estiver a exatos quatro pixels de distância do meu oponente.”

A maioria de nós nunca aprendia esse tipo de gambiarra. Assim, não era incomum um garoto torrar todas as suas fichas, não conseguir passar da primeira luta, e então voltar para casa, espancar a irmãzinha e enfiar o Rancho dos Sonhos da Barbie ™ no cu dela para aliviar um pouco a frustração.

Mesmo assim, acho que Art of Fighting 2 é um jogo necessário a qualquer coleção de Neo Geo que se preze, porque foi ele que estabeleceu que os games da SNK existiam em um universo compartilhado.

Terminando o game sem perder nenhum round (o que é possível com cheats ou fazendo um pacto com Belzebu) o jogador enfrenta o chefe secreto, que é ninguém menos que Geese Howard, o vilão principal de Fatal Fury.

Mas mais importante, enquanto em Fatal Fury o pilantra já tem uns 40 anos, aqui ele é um garotão de no máximo 25. Assim, Art of Fighting 2 não apenas une as duas franquias, como também cria uma linha do tempo para elas.

Claro, Fatal Fury Special foi lançado um ano antes e já trazia Ryo Sakazaki como personagem secreto... Mas o dito game é um “Dream Match", que não tem história e não conta dentro do cânone de sua franquia... Como metade dos títulos estrelados por Terry Bogard.

Ou pelo menos, foi o que me ensinaram no catecismo.

E lógico, depois veio The King of Fighters, que colocou a galera de todos os games no mesmo balaio e sem nenhuma diferença de idade. E quando os fãs ficaram confusos, a SNK declarou que KoF se passa em uma continuidade diferente daquela em que Fatal Fury e Art of Fighting acontecem... Apesar de ambas terem os mesmos personagens.

E no momento glorioso que isso aconteceu, todos os fãs de jogos de luta souberam como é ser um leitor da DC Comics.


8º Lugar – King of the Monsters 2

O Neo Geo não era o melhor console do mundo para quem gostava de Beat’em Ups. De fato, a tentativas da SNK no gênero eram como perder a virgindade com sua prima: A experiência era boa enquanto durava, mas depois você teria a certeza que aproveitaria muito mais se tivesse se agarrado com uma de suas colegas de classe.

Agora imaginem Capcom e Konami com uniformes do colegial e esta analogia horrenda estará completa.

King of the Monsters 2 é um estranho híbrido entre Beat’em Up e game de luta, sem jamais se comprometer totalmente com um dos gêneros. E talvez seja isso que o torne tão memorável.

Aqui, mexicanos do espaço decidem invadir a Terra. É quando três monstros gigantes recebem ordens do presidente Donald Trump para proteger o planeta e a todos os seus habitantes, derrubando o máximo de prédios e esmagando todos os civis que puderem.

E os monstros são Neo Geon, a versão mais esbelta e modelete do Godzilla, Cyber-Woo, um gorila mecânico e Astro Guy, a versão gay do Ultraman.

... O que é um pleonasmo, porque os Ultra já são incrivelmente gays.

Agora, a forma como este game se desenrola é bastante única. Seu monstro entra na fase, o chefe dela aparece e diz: “Hey, eu estou aqui seu paquiderme pedófilo! Venha me pegar! Ablué, ablué, ablué!” Então ele foge e o jogador precisa persegui-lo. Quando se encontram, eles saem na porrada, porque só pode haver um.

E seu único obstáculo é o exército, que o ataca com naves, tanques e submarinos, e tenta impedi-lo de cumprir seu sagrado dever de salvar o mundo. Ao longo da fase você também pode destruir todos os prédios e monumentos que quiser, em busca de preciosos power ups ou pontos.

Imagine Final Fight, mas ao invés de bater no Andoré, você soca o World Trade Center bem na cara, NA CARA!

E de repente, a presença do exército faz muito mais sentido. Deixar os invasores realizarem sua conquista em paz provavelmente causaria menos dano do que as tentativas do jogador de detê-los.

Agora, eu sei o que vocês estão pensando: “E quanto ao primeiro King of the Monsters? Pode falar um pouco dele?”

Não. Não posso.


7º Lugar – NAM-1975

É raro que um game da primeira leva de títulos de um console torne-se um dos mais memoráveis. Por outro lado, Super Mario World, F-Zero, Pilotwings, Actraiser e praticamente todos os jogos que foram lançados com o Super Nintendo tornaram-se clássicos atemporais, então este parágrafo não passa de um amontoado de bosta.

NAM-1975 conta a história de um soldado americano que cumpriu seu dever na Guerra do Vietnã e foi mandado de volta para casa. Infelizmente, um cientista americano foi capturado pelas forças inimigas, então não resta opção ao exército exceto chamar de volta o protagonista e enviá-lo em uma missão solo (ou em dupla, se você jogasse com um amigo) para se infiltrar secretamente no território inimigo e resgatar o Dr. Goe. N. Reia.

Claro, de acordo com a SNK, “se infiltrar secretamente” envolve metralhar centenas de soldados, derrubar aviões, demolir prédios e carbonizar tropas inteiras com um lança chamas.

Obviamente, este não é um game de Hideo Kojima.

Se fosse, ele teria 80 horas de duração, 77 delas ocupadas por cutscenes que insistem em contar toda a história da humanidade até o presente momento, porque é preciso relacionar o reinado do faraó Ramses II com a necessidade dos soviéticos de construirem robôs gigantes.

A jogabilidade é simples. Você controla o soldado na parte de baixo da tela, pode atirar, jogar granadas e correr de um lado pro outro. Sempre que segura o botão de tiro, o personagem permanece imóvel, e você pode então mover a mira para melhor assassinar todos os comunistas que se colocam entre você e seu objetivo. É uma diversão só.

NAM-1975 se parece muito com o clássico Cabal. De fato, imagino que seus criadores passaram uma noite jogando Cabal no NES, depois assistiram Nascido para Matar, e resolveram misturar os dois pra ver se dava certo. Então eles chuparam o pau um do outro por farra, e passaram o resto do ano sem se falar no trabalho, o que gerou todo tipo de fofoca nos corredores da SNK.

Jogos da SNK eram notoriamente difíceis. Mesmo na dificuldade mais baixa, eles ainda iriam tratar o jogador como se ele fosse uma criança órfã em um romance de Charles Dickens. Mas NAM-1975 eleva a crueldade a um ponto que chocaria até mesmo Bill Sikes.

A razão disso é simples: Assim que o jogador chega no último chefe, NAM-1975 come todos os seus créditos, e não é possível mais usar continues. Você pode depositar quantos créditos quiser, mas o game simplesmente não irá aceitá-los, se chegar na batalha final com uma vida e uma granada, é tudo que você tem para derrotá-lo. E se fracassasse, nada restava a fazer exceto voltar ao quarto da sua irmã e ver se ainda havia espaço dentro dela para abrigar o Castelo de Cristal™ da She-Ra.

O Neo Geo ensinou a toda uma geração de meninas que sempre vale a pena ter um frasco de KY a mão.

Não sei quem foi o sádico que decidiu que a batalha final de NAM-1975 deveria ser assim. Talvez fosse um vidente que previu que um dia teríamos emuladores onde desfrutaríamos de créditos infinitos, e ele quis estragar a diversão dos badernistas do futuro. Seja lá qual for  razão, ainda estamos falando deste game 25 anos após seu lançamento, então, esta canalhice serviu a um propósito.

Em outras notícias, a SNK merece um tapinha nas costas por ter a coragem de lançar um game situado na Guerra do Vietnã, um dos momentos históricos que os americanos quase sempre evitam quando resolvem lançar um game belicista. Talvez o povo de Obama ache de mal gosto basear videogames em uma guerra que seu país tenha sido derrotado, e prefira focar a atenção em conflitos dos quais tenham saído vitoriosos, como a Segunda Guerra Mundial e a trilogia Star Wars.

A SNK também lançou um game baseado na revolução cubana dos anos 1950, no qual podíamos jogar com Che Guevara e Fidel Castro. O que me faz pensar que alguém dentro da empresa tinha orgasmos massivos sempre que criava um game capaz de aterrorizar os responsáveis pelas localizações americanas.


6º Lugar – Kizuna Encounter: Super Tag Battle

Acho que sei o que muitos de vocês estão pensando ao verem este game na lista:

“O que é Kizuna Encounter?” “Por que nunca ouvi falar deste título?” “Porque este monte de merda gorda colou um guaxinim atropelado no peito?” “Oooooooh, a humanidade!”

Eu sei que deve ser difícil controlar esta ejaculação de emoções, mas todas as suas dúvidas serão devidamente respondidas.

Kizuna Encounter é a continuação de Savage Reign, outro game para o qual a maioria de vocês não dava a mínima. Se estão se perguntando, lembram quando vocês estavam no fliperama, jogando Darkstalkers, ou Marvel vs. Capcom, de repente escutavam uma máquina gritando “AAAAAAAHHHHH!” a plenos pulmões? Era Hayate, protagonista de Savage Reign, tentando afirmar sua masculinidade no berro, aquele inseguro.

Em Savage Reign, um lazarento conhecido como King Leo organizou um torneio, e ofereceu fama e fortuna a quem o derrotasse. Então, ele foi derrotado. Porque é isso que acontece se você é um vilão e decide que é uma boa ideia virar para todos os artistas marciais do mundo e falar: “Pega eu aê!”

Kizuna Encounter mostra o retorno de King Leo, que organiza UM NOVO TORNEIO, para se vingar daqueles que o humilharam no game anterior. Mas desta vez, modifica as regras do evento, para que ele seja um torneio de duplas.

Claro, porque se você foi derrotado por um único adversário no passado, suas chances de vitória aumentam se você resolver enfrentar duas pessoas de uma vez.

Acredito que Savage Reign e Kizuna Encounter eram feitos com o que sobrava do orçamento anual da SNK. A empresa produzia, lançava e divulgava novas versões de seus jogos mais populares (normalmente, King of Fighters e Fatal Fury) e com o que restava, produziam um game inédito. Se desse certo, ótimo. Se não, pouco se perdia.

Não perdemos muita coisa ao ignorar Savage Reign, mas Kizuna Encounter é um jogo muito bom, que merecia mais reconhecimento do que teve.

A forma como os combates funcionam é bem interessante. Se um dos personagens for nocauteado, sua dupla perde a batalha. E só é possível trocar de lutador em áreas específicas do cenário. Assim, mover a tela para manter o inimigo longe da área dele, ou para poder utilizar a sua quando a situação aperta, adiciona um elemento de estratégia bastante interessante a equação.

Kizuna Encounter também introduz dois dos personagens mais legais que a SNK já criou. O primeiro é Kim Sue II, um descendente de Kim Kaphwan, de Fatal Fury. Esqueci de mencionar que Savage Reign e Kizuna Encounter se passam em South City, a mesma cidade que é palco para as histórias de Fatal Fury e Art of Fighting, décadas após o tempo de Terry Bogard e Ryo Sakazaki.

UNIVERSO COMPARTILHADO, BITCHES!!!

A segunda personagem é Rosa, uma latina que desfila por aí com uma katana, usa uma faixinha de Rambo na cabeça, e que carrega uma perpétua expressão de saco cheio no rosto. É incrível como um design tão simples pode torná-la tão badass.

Infelizmente, X-Men vs. Street Fighter foi lançado 11 dias antes de Kizuna Encounter, e roubou todos os holofotes para si. O jogo da SNK foi relegado aos cantos escuros dos fliperamas, enquanto batalhões de adolescentes passavam suas tardes fazendo a Vampira beijar a Cammy.

... Não posso culpá-los...


5 º Lugar - Shock Troopers

Na década de 1980, diversos shooters com temática militar foram lançados. Games onde um guerreiro solitário enfrentava legiões de inimigos equipado apenas com uma metralhadora infinita e o suor de seus mamilos.

Claro, tal febre era inspirada pela overdose de filmes machos que infestavam os cinemas da época, como Rambo e Comando para Matar. Naqueles dias, a indústria de games apenas copiava aquilo que via nas telonas e modificava o produto o suficiente para não ter de pagar direitos autorais a Hollywood.

Que bom que a indústria de games amadureceu e não faz mais isso. Apenas lançam capítulos novos dos mesmos games todos os anos, e produzem reboots, versões remasterizadas de jogos clássicos, e remasterizações dos reboots.

No auge da febre dos shooters militares, a Capcom lançou Commando, que era uma merda, a Sega lançou Rambo III, que era fezes, e a Data East lançou Heavy Barrel, que era... Bom, na verdade era muito legal.

A SNK arriscou a mão com a série Ikari Warriors, que era o “não” para a pergunta “existe Deus”? E mais tarde lançou Guevara, o já mencionado game sobre a Revolução Cubana, que contra todas as leis da realidade, conseguia ser um título decente.

Então, em 1997, quando ninguém se importava mais com militares, exceto por caipiras norte americanos xenofóbicos e Michael Bay, a SNK passou a bola pra Saurus, que produziu um dos melhores games de ação já criados.

No enredo, um grupo de soldados altamente treinados são os únicos que podem resgatar um cientista das garras de um exército maligno e OH MEU DEUS DO CÉU! Mas todo jogo militar em que a SNK se envolvesse consistia de resgatar alguém de um exército maligno. EU não ficaria surpreso se ao fim de Guevara, fosse revelado que a Revolução Cubana foi resultado de uma missão para resgatar o Chespirito e a Smurfette das garras de Fulgêncio Batista!

No começo de cada sessão de jogo, você pode escolher por dois modos de jogo: Lonly Wolf (assim, escrito errado mesmo) ou Team Mode. No primeiro, você escolhe um dos oito (SIM, OITO) personagens e joga com ele até o fim, ou até gastar um continue, e no segundo você escolhe TRÊS personagens e pode trocá-los quantas vezes quiser durante a fase.

Alguns dos personagens são mais rápidos, ideais para desviar de enxurradas de tiros, enquanto outros são mais fortes, e perfeitos pra destruir um tanque inimigo a dentadas. E claro, sempre que usar um continue, você pode trocar todo o seu time e criar quantas combinações de soldados quiser!

Você é eclético? Crie um grupo com um personagem equilibrado, um ágil e um tanque. Você é uma feminista? Então monte uma equipe só com garotas e mostre que tem ovários de aço! Você é um inseguro que frequenta a página do Orgulho de Ser Hétero? Então monte um time com três bombadões! Porque ninguém vai questionar sua hombridade se você se cercar de machões o tempo todo, não é verdade?

Além disso, o jogo lhe oferece três rotas para chegar até a fase final: Pelas montanhas, pela selva ou através de um vale, todos com fases próprias e bem distintas. E quando chegar à metade do game, pode escolher outro caminho que seja mais de seu agrado.

E para complementar a diversão, Shock Troopers é um dos games mais desnecessariamente violentos que eu já vi. Sabe como em Contra, o soldadinhos inimigos somem em uma explosãozinha marota sem grandes efeitos sempre que são alvejados? Pois aqui eles perdem braços e caem no chão gritando e jorrando sangue, ou tem o bucho aberto a bala e capotam tentando segurar as tripas dentro do corpo, ou ainda, se forem metralhados por tempo suficiente, eles EXPLODEM...

...

Não havia nada mais que eu pudesse escrever na frase anterior e que fosse capaz de incrementá-la.

E existem tantas armas sensacionais a sua disposição! Metralhadoras giratórias, lança chamas, lasers imensos e todo tipo de equipamento para mutilar e assassinar dezenas de soldados inimigos que queriam apenas ganhar um contra cheque no fim do mês para alimentar suas famílias.

Sei que a metade de vocês nunca experimentou Shock Troopers, então vão jogar, já! Neste instante! Na verdade, terminem de ler este artigo, e depois vão jogar. Vai ser como perder a virgindade de novo!

Se você ainda é virgem, jogue Shock Troopers e saberá como é a sensação de transar, e se vale a pena pagar 300 Reais por ela.


4º Lugar – Metal Slug 3

Mesmo hoje, quando videogames tornaram-se uma das mais fortes mídias narrativas de que se tem notícia, ainda existem pouquíssimos games cujo foco seja a comédia. Acredito que isso acontece porque humor é uma das formas de arte mais difíceis de serem dominadas, enquanto para todas as outras há uma saída fácil.

Quer fazer um game de ação? É só colocar uma arma nas mãos de um soldado anônimo e permitir que o jogador mate o máximo possível de pessoas não-brancas ao longo da fase. Quer fazer um game de terror? É só dar uma arma nas mãos de um herói cuja personalidade foi minimamente desenvolvida e permitir que ele mate o máximo de zumbis ou enfermeiras-monstro gostosas até o fim da fase. Quer fazer um game de luta? Copie Street Fighter.

O caso é que é possível disfarçar qualquer história ruim com boa jogabilidade (Call of Duty vive disso), mas comédia malfeita chama mais a atenção do que aquele cara de chinelo no metrô, que tá com uma micose de unha que mais parece o Venom.

A série Metal Slug é um raro caso de comédia muito bem feita nos games. Mais precisamente, é o que Contra seria se tivesse sido produzido pelo grupo Monty Phyton. Os personagens são ridículos, os cenários são absurdos, e a violência parece mais a cena com o Cavaleiro Negro em Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado, do que com os dez minutos finais de Rambo IV.

Mas qual título da série é o melhor? Para ser sincero, todos são bem parecidos: Escolha seu personagem, avance pela fase, metralhe uma horda de soldados inimigos, tente desviar de um verdadeiro bukakke de fogo inimigo, e enfrente um chefe de fase que ocupa 48% da tela. Repita até terminar o jogo.

E isso não é um problema. Com jogos simples e divertidos como Metal Slug, é bom que a SNK não tenha tentado mudar a fórmula. Por outro lado, é difícil um deles se destacar entre os demais.

Bom, após rejogar a série inteira, digo que o Metal Slug 3 é o melhor de todos. Porque apresenta níveis Terry Gilliam de loucura. De fato, é algo que Terry Gilliam faria, sem o consentimento dos outros Pythons e no qual estouraria o orçamento da obra.

Ele fez isso em Monty Python - O Sentido da Vida. Pesquise pra ver.

Você começa o jogo enfrentando caranguejos mutantes na praia, então vai tretar com zumbis, depois múmias, daí você monta em um camelo e em um elefante, e em seguida sai na porrada com robôs. As coisas então se acalmam um pouco e você luta contra o clássico exército inimigo, quando de repente, um disco voador aparece e abduz todo mundo. Então, um dos outros heróis do jogo sobre num foguete e viaja ATÉ O ESPAAAAAAAÇOOOOOOOO, para confrontar os marcianos e resgatar seus parceiros. E a batalha final é contra o lider dos aliens, uma lula gigante que só pode ser derrotada se você atirar no cérebro (NO CÉREBRO) exposto dela.

PELAS ANÁGUAS DE ATENA!

Agora, eu não uso drogas. Porque sou um homem maçante demais para ter qualquer tipo de experiência que possa me tornar socialmente agradável. Mas se eu quisesse jogar algo enquanto fico chapado, Metal Slug 3 me parece o game perfeito para isso.

Assim, se você resolver queimar um beck enquanto joga Metal Slug 3, e descobrir o sentido da vida no processo, não se esqueça de quem te deu essa ideia.


3º Lugar – Samurai Shodown IV: Amakusa’s Revenge

Este é o ponto do artigo em que dois dos meus três leitores ficarão extremamente decepcionados comigo... Mas tudo bem, aqui vai: Eu nunca gostei de Samurai Shodown.

É, pois é.

Não tenho uma tese de mestrado preparada pra explicar porque desgosto da série. Eu simplesmente nunca consegui me conectar a ela. Enquanto meus amigos ficavam: “OH MEU DEUS, OLHA O HAOHMARU QUE DASÓRA E O TAM TAM QUE MUITO LOCO, E AGORA VOU PEGAR O HATTORI HANZO E TRETAR COM A FRANCESA LOIRA LÁ E QUE MEU PINTO CAIU!”, eu ia pro outro lado do fliperama jogar Breaker’s Revenge.

Claro, eu joguei os dois primeiros games da série, como era minha obrigação civil de virgem, mas no momento que o terceiro chegou aos fliperamas, eu já não tinha o mínimo interesse em acompanhar a série.

Com Samurai Shodown IV, a coisa foi diferente. Vejam bem, crianças, na época que este game saiu, já estávamos na segunda metade da década de 1990, e o Playstation estava chutando o rabo do Saturn em vendas e popularidade. E os donos de Saturn – eu incluso – não queriam admitir que tinham escolhido o lado errado da guerra, assim, nos agarrávamos a qualquer tábua salva vidas que aparecesse.

O caso é que o Saturn tinha mais memória RAM que o Playstation. Melhor ainda, ela podia ser expandida com um cartucho de 2 Mega. Agora, eu não sei o que é memória RAM, nem para o que serve e tenho certeza que alguém vai correr nos comentários para me dar uma explicação que eu jamais vou ler. Tudo que eu sei é que mais memória RAM significava conversões perfeitas dos jogos de Neo Geo.

E Samurai Shodown IV foi uma destas conversões perfeitas.

A jogabilidade era rápida, cada personagem tinha movimentos especiais suficientes para justificar uma edição especial da SuperGamePower, e jogando direitinho, era possível terminar a luta em um “Fatality”, que cortava o inimigo ao meio, ou explodia metade de seu corpo, ou abria sua jugular... E o vitorioso sempre reagia a esta violência com o mesmo desinteresse de quem espreme uma espinha.

Quanto a história... Eu não faço a menor idéia do que está acontecendo, pois parei de prestar atenção ao enredo de Samurai Shodown no momento em que escolhi o Galford pela primeira vez no primeiro game. Tudo que sei é que a galera aqui tá tretando, porque todos querem enfrentar um japonesão chamado Zankuro, que é mal e tem uma espadona e que jogar com ele no modo Versus é uma receita ainda mais perfeita pra destruir amizades do que o modo Death Match de World Heroes 2.

Não tenho muito mais a dizer sobre este game, exceto que eu o amo, Mesmo não dando a mínima para o resto da série.

Mas o amor é uma coisa estranha. Um dia você acorda apaixonado pela Xuxa, no dia seguinte seu coração bate pela Angélica. E dez anos depois, você descobre que o que quer mesmo é a Ellen DeGeneres.


2º Lugar – The Last Blade 2

Me digam crianças, vocês já pensaram: “Ahhh, como seria bom se a temporada final de Rurouni Kenshin não tivesse sido tão bosta”?

Bom, infelizmente não há o que fazer sobre isso.

...

Mas me digam crianças, vocês já pensaram: “Ahhh, como seria bom se tivesse um game legal de Rurouni Kenshin”?

Bom, infelizmente todos os games baseados na série são uma merda.

...

Mas me digam... vocês já pensaram: “Ahhh, como seria bom ter um game legal que se passasse NA MESMA ÉPOCA em que acontece a história de Rurouni Kenshin”?

Ok, aí estamos falando. E The Last Blade é pra você.

Eu disse antes que escrever comédia para um game é extremamente difícil, mas o caso é que criar drama não fica muito atrás. Com a dose dramática correta, você tem em mãos um The Last of Us, uma obra capaz de te fazer chorar como se tivesse visto um bebê foca sendo morto a pauladas. Mas se errar na medida, você acaba com um Gears of War 3, que tenta criar cenas emocionais com um bando de fuzileiros entupidos de esteroides e que parecem estar na maior competição de imitadores do Batman do Christian Bale de que se tem notícia.

Mas se você REALMENTE estragar tudo, aí o resultado é Heavy Rain. Um game que a primeira vista parece uma narrativa dramática competente, mas que quanto mais você joga, mais parece algo dirigido pelo Tommy Wiseau.

The Last Blade 2 acontece durante o Bakumatsu, que ocorreu durante o século 19. Este foi o período em que o Japão abriu suas portas para o ocidente, e aos poucos teve a sua cultura subjugada pela influência europeia. Foi um momento de grande mudança e progresso para a sociedade japonesa.

Passar por uma mudança pode ser uma experiência muito positiva e gratificante, mas também pode trazer um sentimento de tristeza. Sair da casa de seus pais para ter a sua própria pode trazer a sensação de se estar deixando para trás uma parte de sua história, junto com todas as memórias vividas naquele lugar.

The Last Blade 2 consegue capturar bem esta sensação, mas em uma escala muito maior. O elenco é composto de espadachins e artistas marciais. Indivíduos que se tornaram obsoletos e muitas vezes repudiados neste novo Japão. Afinal, de que serve uma espada contra uma arma de fogo? Enquanto em Samurai Shodown, todos os personagens são guerreiros honrados com motivações estoicas (ou quase), aqui temos homens e mulheres que desejam apenas resolver seus conflitos pessoais e então descobrir qual caminho seguir na vida. Algo que torna muito mais fácil de nos relacionarmos com eles.

E a trilha sonora, oh a trilha sonora. The Last Blade 2 tem as músicas mais melancólicas que eu já ouvi em um game de luta, todas orquestradas e perfeitamente adequadas para aqueles momentos da vida em que seu namoro termina de forma grotesca.

Não, mesmo. Escute isso e me diga se não é a música de fossa ideal. Aposto que você consegue se imaginar sentado em um banco de praça, todo deprimido, com uma camiseta do Depeche Mode, a maior cara de Milhouse, ouvindo esta música e tentando descobrir onde seu namoro deu errado.

Quanto a jogabilidade, ela é perfeita. Rápida, fácil de aprender e difícil de dominar, como todo bom título do gênero deveria ser. De fato, arrisco dizer que The Last Blade 2 é um dos melhores games de luta já feitos, e é uma pena que não tenha recebido o reconhecimento que lhe era devido.

Em outras notícias, um dos personagens do game de chama Zantetsu Kisaragi, e é um ancestral de Eiji Kisaragi, o ninja de Art of Fighting e The King of Fighters.

UNIVERSO COMPARTILHADO, BITCHEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEES!!!


1º Lugar – Real Bout Fatal Fury

Sim, é a Blue Mary pagando peitinho em um game oficial da série.

Não, eu não vou explicar o contexto desta imagem nem como se consegue isso... Agora. O farei depois.

E nem adianta pular para o fim deste parágrafo, pois não será lá que tocarei neste assunto. Vou integrá-lo organicamente a alguma parte deste parágrafo e vocês terão de ler tudo até chegarem à parte em que estão tão interessados. Isso se chama “manter os leitores como reféns”.

A história da série Fatal Fury até este ponto, era mais ou menos assim: Dez anos antes dos eventos do primeiro game, Geese Howard chegou para Terry e Andy Bogard e perguntou: “Hey meninos, querem ser mais parecidos com o Batman?” e então matou o pai deles a sangue frio.

Então, quando Geese voltou a cidade e organizou um torneio de artes marciais, fazia sentido para os irmãos Bogard entrarem na competição, a fim de vingar a morte do pai. E também se vingarem por Geese não ter explicado que é preciso ser milionário para se tornar o Batman. Sem grana, o máximo que um órfão pode se tornar é uma Chiquitita.

Então, ao fim do torneio, Terry (ou Andy... Ou Joe Higashi, que nada tinha a ver com a história, mas se envolveu porque era um puta arroz de festa) derrotou Geese e o jogou do alto de sua cobertura na cidade.

E nunca foram presos por isso. Claro que o Geese é um vilão, mas até onde eu sei, jogar uma pessoa de um prédio ainda é ilegal na maior parte do mundo.

De acordo com o final de Fatal Fury, Geese morreu no hospital, algumas horas depois da queda... E é exatamente por isso que ele aparece em Fatal Fury 3.

Procurando pergaminhos que vão lhe garantir imortalidade.

E ele encontra.

Então, no game seguinte (Real Bout Fatal Fury, no caso), ele organiza um novo torneio, para se vingar dos irmãos Bogard... E é prontamente jogado do alto do prédio pelo Terry de novo.

E ele morre de vez.

O filho da puta tinha pergaminhos da imortalidade e não os usou antes de enfrentar seu maior inimigo, no mesmo lugar em que foi morto na vez anterior. Má vá pa puta que o pariu, Geese! Vai ser burro assim na casa do caralho! Se você tivesse usado os pergaminhos, poderia ter caído do prédio, e na hora que o Terry chegasse ao saguão, ia dar de cara com você, que podia apontar pra ele e dizer: “TOMA TROUXA! EU SOU IMORTAL AGORA!”

Mas nããããããããããããão! Você nunca faz nada direito, seu porra.

Enfim, tudo neste jogo é incrível. Os gráficos são ótimos, a trilha sonora espetacular, o elenco é sensacional e a ação é veloz e impecável. Mas uma coisa destaca RBFF dos demais games da série: As paredes destrutíveis.

Veja bem, cada cenário tem um tipo de “parede”. No metrô são as pessoas que pararam pra ver a luta, no cais é um monte de equipamento elétrico de um lado e caixotes do outro e no ringue de madeira são... Bom, paredes mesmo. Se prensar o adversário contra uma delas, cada golpe que ele receber, bloqueando ou não, irá causar dano a parede atrás dele, até finalmente quebrar. O que permite que ele seja derrubado para fora da área de combate.

Sim, funciona como um Ring Out em Virtua Fighter ou SoulCalibur. Bom menino, você merece um biscoito Scooby!

Alguns personagens eram ótimos para prensar os adversários contra as paredes e conseguir Ring Outs, enquanto outros eram perfeitos para escapar deste tipo de estratégia. Isto deixou ainda mais clara a linha que separava lutadores defensivos dos agressivos. Sem contar que jogadores habilidosos aprendiam a usar os ataques de seus oponentes contra eles, para ganhar Ring Outs fáceis e virar lutas inteiras.

Além do mais, toda vez que derrubasse um adversário da área de luta, você tinha uma cena cômica em mãos. No metrô, era divertido derrubar o adversário dentro de um vagão e vê-lo ter um chilique enquanto o trem partia. Já no cenário do ringue de madeira, se Blue Mary e seu adversário caíssem juntos, mas ele atingisse a água antes, a loirinha saltaria da água sem o top por um segundo, antes de se esconder dos olhares lascivos de todos os otakus ao redor.

...

Viram como eu inseri esta informação de forma orgânica e natural no texto? Viram? É por isso que este é o melhor site de todo o universo!
Mas veja bem, se você derrubar Mai Shiranui na água, a bunda da menina é a única parte que ficará visível, com todo o resto de seu corpo submerso... O que dá a entender que ela se afogou, e temos em mãos uma clara tentativa de fanservice que deu errado.

A menos que você sinta tesão por japonesas mortas. Não vou te julgar, todos temos nossos fetiches.

Um outro fator torna este game curioso em minha opinião, e é ver como se deu a evolução de certos personagens. RBFF é uma continuação direta de Fatal Fury 3, e personagens que estrearam nele, ainda estavam sendo desenvolvidos aqui.

Por exemplo, Ryuji Yanazaki ainda era retratado como um simples Yakuza durão que faz luzes no cabelo. Ele ainda não havia se tornado o psicopata ensandecido que viria a ser na série The King of Fighters.

E Blue Mary mesmo, ainda estava na etapa de sua vida em que ela era uma versão mais sensual da Andróide 18. Ela ainda não tinha o ar de “garota cool amante de Blues” por quem todos nos apaixonamos.

Pessoalmente, adoro ver este estágio de transformação dos personagens, para melhor entender como eles evoluíram. E vocês?

Não?

Bah. Vocês não sabem de nada.


O Game Supremo do Neo Geo: The King of Fighters ‘98

Ahhh, The King of Fighters. A franquia de luta favorita da América Latina.

KoF era bastante popular no Japão, e razoavelmente ignorada nos EUA. Mas na América Latina? Era o gospel pelo qual muitos de nós rezamos ao longo de nossas bizarras adolescências.

E KoF trazia um excelente enredo par uma série de games de luta, numa época que a maioria dos títulos se resumia a: “Hey, aquele ditador/imperador/monstro quer dominar o mundo, e para conseguir isso, ele organizou um torneio de luta, onde foram reunidas as únicas pessoas que podem derrotá-lo em um combate de um-contra-um! E ele desafiará o vencedor para uma luta... De um-contra-um...

...

The King of Fighters tinha uma história bem trabalhada, que remetia aos três tesouros sagrados do Japão, e que utilizava um torneio de artes marciais como fachada para que o mal do demônio Orochi se revelasse. E para que assim, os herdeiros dos três tesouros pudessem unir forças e derrotá-lo mais uma vez.

Era épico.

Daí a SNK olhou para seu público e disse: “Mas olha só pra vocês, todos prestando atenção no enredo de uma série de games de luta. O que vocês são? Um bando de NERDS???”

Então eles lançaram The King of Fighters ’98, que era mais uma Dream Match, e não fazia parte do cânone da série.

Mas a verdade é que não sabíamos o que “Dream Match” significava. Então acreditamos que KoF continuava a história da série e começamos a bolar todo tipo de resposta mirabolante para explicar o retorno de personagens que havia sofrido de um grave caso de morte nos games anteriores.

Por exemplo, Rugal, que em KoF ’95 foi DESINTEGRADO ao final do jogo. Não demorou muito para que alguns jogadores estivessem espalhando a história de que na verdade, Rugal fora “teletransportado” ao fim do dito game, e que agora ele estava de volta para se vingar.

O cara que me disse isso, era o mesmo que na época vestia uma camiseta com a Sailor Marte... Sem calcinha... Se oferecendo para quem olhasse pra ela. O sujeito usava essa camisa porque acreditava que isso faria as garotas gamarem nele.

Não, sério.

E é uma surpresa que nunca tenha acontecido. Porque esse cara era um item raro que merecia ser disputado a tapa pelas mulheres. Ora, claro que sim. Como não?

Claro, não posso esquecer dos otakus explicando porque Takuma, Heidern e Saisyu eram um time agora. É porque eles eram amigos de longa data que haviam treinado juntos e... NÃO, NADA DISSO, É PORQUE ERAM TRÊS VELHOS, E O JAPÃO ADORA VELHOS! O PAÍS TEM UMA POPULAÇÃO MAIOR DE VELHOS DO QUE DE BEBÊS HOJE, DAONDE VOCÊS PENSAM QUE VEIO ISSO?

Mas deixemos os delírios de otakus abilolados para lá e falemos com franqueza. Embora The King of Fighters seja uma ótima série, ela também era ridiculamente desequilibrada. É o que acontece quando se pega personagens de diferentes jogos de luta, com mecânicas diferentes e os coloca todo juntos.

Alguns personagens eram tão fortes, que nas mãos de um jogador habilidoso, eram praticamente invencíveis. Quem nunca teve um amigo que escolhia Goro Daimon, Ralf e Clark, e passava o dia inteiro na máquina, com um desproporcional senso de auto-satisfação?

Embora tenha melhorado a série com o passar dos anos, foi apenas em KoF ’98 que atingiram aquilo que para mim, é um equilíbrio perfeito. Personagens que eram excessivamente fortes foram enfraquecidos sem ficarem inúteis, e aqueles que eram Yamchas, foram elevados pelo menos ao nível de Kuririns. Finalmente tínhamos um game de luta justo e competitivo, e aquele canalha que passava o dia jogando com Daimon, Ralf e Clark teria de provar se era realmente bom, ou se apenas abusava de personagens overpower.

... E na maioria das vezes ele era bom mesmo, maldito filho da puta sem vida...

Mas acho que o que torna este game tão especial, ao menos para mim, é a época em que ele foi lançado. Quando KoF ’98 foi lançado, eu estava com meus 17 anos, indo para os 18. Eu estava saindo daquela fase da adolescência em que a única coisa em que eu pensava era “como será transar ao mesmo tempo com todas as minhas colegas de classe”, e estava entrando na fase do “oh meu Deus, será que eu escapo do alistamento militar?”

A coisa é que eu estava saindo da adolescência e entrando na vida adulta. E embora adolescentes sejam criaturas horrendas, esta ainda é uma época incrível da vida. É quando descobrimos quem somos, quem queremos como amigos, descobrimos as bandas que vamos escutar pelo resto da vida, experimentamos amores, sexo, corações partidos, arriscamos a tomar uma cervejinha a mais com os amigos, voltamos pra casa de pileque, viajamos com os amigos para lugares que serviriam perfeitamente como cenários de filme de terror e adoramos cada momento, experimentamos fazer todo tipo de cagada... Com a eterna segurança de que nossos pais estarão lá para amparar nossas quedas.

Quando entramos na vida adulta, começamos a sossegar, em parte porque as responsabilidades do dia-a-dia demandam isso, mas também porque poucas coisas trazem aquela sensação de descoberta que tudo parecia ter na adolescência. O mundo deixa de ser tão mágico e se torna um pouco mais cínico. Claro, que ainda podemos ser apaixonados por todo tipo de coisa, mas as apreciamos de uma forma mais adequada, sem a explosão louca de emoções que temos na adolescência.

KoF ’98 simboliza perfeitamente isso para mim. Foi um final perfeito para uma série que foi parte importante da minha adolescência. Claro, a franquia continuou, mas em minha opinião, nunca mais conseguiu atingir o auge a que chegara no passado. Exatamente como a vida adulta não consegue duplicar as sensações que a adolescência trazia.

E é basicamente isso.

Menções Honrosas:


Garou: Mark of the Wolves

Oh Deus, eu amo este jogo. Eu amo tanto este jogo. Eu adoro a forma como ele dá continuidade ao enredo de Fatal Fury e nos mostra as aventuras de um idoso Terry Bogard, do alto de seus 28 anos.

E excluir este game de minha lista foi a coisa mais dolorosa que eu já fiz. Pior do que aquela vez que sacrifiquei meu primogênito em honra de Baphomet.

O único motivo pelo qual Garou: Mark of the Wolves veio parar nas menções honrosas, é que eu escolho apenas um jogo por franquia para fazer minhas listas. E Real Bout já preenchia a vaga que pertencia a série Fatal Fury.

“Mas Arimatéia, quando fez sua lista de melhores games do Super Nintendo, você colocou Mega Man 7 e Mega Man X no artigo. Você já quebrou esta regra antes e...”

Quebrei nada não. Shiu.

“Mas...”

Shiu.


Double Dragon

Vocês sabiam que Double Dragon teve uma versão para Neo Geo?

E vocês sabiam que era baseada naquele filme horrendo estrelado pelo Mark Dacascos e por uma cebola nos papéis de Billy e Jimmy Lee?

Sabiam que este game é muito bom?

Infelizmente, está um passinho atrás de World Heroes 2. Ahhh, sinto muito irmãos Lee. Mas não é nada que uma noite de putarias com a Marion não vá resolver.

A Marion transa com os dois irmãos Lee, sabiam?

Se não sabiam, que bom que eu pude destruir este pedacinho de suas infâncias.


Mutation Nation

Como eu disse antes, o Neo Geo não era o lugar mais adequado para os fãs de beat’em ups. Mas vez ou outra o console soltava uma pérola.

Mutation Nation... Era quase isso. Com protagonistas que pareciam um Kyo Kusanagi ruivo e canadense, e um rapaz que estava se esforçando demais pra parecer a fusão entre o MC Hammer e o DJ Jazzy Jeff, era um game que exalava anos 1990 por todos os seus poros.

Infelizmente, ele sofria de uma falta de personalidade terrível. Depois de todos os Beat’em ups da Capcom e Konami, que se preocupavam em nos apresentar personagens carismáticos e histórias envolventes...

...

... Na verdade, os beat’em ups de ambas as empresas tinham enredos que mais pareciam Mulheres de Areia com pancadaria. De fato o Cody até se parece com o Tonho da Lua em versão urbana.

De fato, estou envergonhado de não ter usado esta piada em meus Let’s Plays de Final Fight.

Seja como for, os personagens de Mutation Nation sequer tem nome. É difícil se apegar a um game estrelado por criaturas mais genéricas do que lingerie bege.


Sengoku 3

Agora estamos falando. A SNK passou uma década fazendo beat’em ups tão sem sabor quanto aquele bolo que sua tia esclerosada leva na festa de Natal, e que todos comem e fingem adorar pra não magoar a velha. Após tanto tempo, ela optou por terceirizar sua produção, e deixou que o estúdio Noise Factory assumisse uma de suas franquias do gênero.

E crianças, que ótimo trabalho eles realizaram. Sengoku 3 é bonito, tem um elenco de personagens interessantes, e ação que se assemelha muito a clássicos como Captain Commando ou Cadillacs and Dinosaurs.

Infelizmente, Sengoku 3 foi lançado em 2001, época em que salvo a franquia King of Fighters, nenhum outro produto da SNK estava chamando a atenção dos fãs e a empresa estava na bancarrota e foi para a cama com a Playmore, como qualquer atriz iniciante faz se quiser trabalhar na Globo.

Não, as atrizes da Globo não transam com empresas japonesas pra conseg... FOI UMA METÁFORA! Jesus Cristo de Moicano, eu tenho que explicar tudo por aqui?


3 Count Bout

Como único jogo de wrestling “puro” do Neo Geo, 3 Count Bout poderia ter sido brilhante. Mas a preguiça dos programadores estava óbvia, tanto na jogabilidade porca do game, quanto no elenco de lutadores, que repetia metade dos personagens, mas colocava máscaras neles e dizia que eram indivíduos diferentes.

Mas haviam ideias interessantes aqui, como lutar em um estacionamento, detonar um dos caros e quando o dono do veículo viesse reclamar, usar ele como arma pra espancar o adversário.

A felicidade é composta por pequenos momentos, como este.


Burning Fight

Quando os produtores de um game nem tentam disfarçar que o lutador japonês de seu beat’em up é uma cópia do Guy de Final Fight, isso já diz muito sobre a qualidade do produto.

Verdade seja dita, Burning Fight não era ruim. Tinha momentos divertidos, mas ficava entediante rápido e conseguia ser muito pouco memorável.

Em contrapartida, um dos inimigos tentava lhe causar dano com boquetes. Só isso já vale uma menção honrosa.

Oh, vocês pensam que eu estou brincando. Crianças ingênuas.

E por hoje é só. Agora vou gravar alguns Let’s Plays.

Cheers!!!

10 comentários:

Diogo Lopes Bastos disse...

Ótima lista Amer, realmente o Neo Geo possuía arcades sensacionais, mas o console acabava sendo muito caro, tanto que só vi um na casa de um amigo do meu irmão e a versão CD nas lojas do Mappin.
A maioria dos games citados na lista só fui conhecer através do Emuladores, da lista tive a chance de jogar o Art of Fighter 2 que é infinitamente melhor que o primeiro game e a versão do Super Nintendo, Shock Troopers foi uma bela surpresa principalmente pela violência apresentada e a possibilidade formar times, Metal Slug 3 também é o melhor da série na minha opinião, tendo as criaturas mais bizarras, possibilidade de seguir caminhos diferentes e armas e veículos fodas.
Real Bout e The King of Fighters 98 são ótimos games de luta, mas no meu coração o primeiro lugar continua com Garou: Mark of The Wolves.

Jaburtufo disse...

Excelente analise Amer, lista tá ótima. Joguei muito Real Bout Fatal Fury nos Arcades e no meu Saturnão. Acrescentaria nessa lista também Gouketsuji Ichizoku: Matrimelee; World Heroes Perfect, AOF 3, NINJA MASTER, Waku Waku 7 e por ai vai.
Valeu.

Azrael_I disse...

Sim Amer, a placa das máquinas de Arcade (principalmente da SNK e da Sega) eram na verdade versões turbinadas (em termos de tamanho) do Neo Geo, por isso as conversões para o console eram perfeitas, quem tinha um Neo Geo jogava EXATAMENTE O MESMO GAME da máquina. A diferença é que, quem tinha o console, podia jogar muito mais games (afinal era complicado transferir a placa de memória de uma máquina para outra; o dono do bar onde eu jogava às vezes fazia isso e acabava queimando a placa, inutilizando o game ou a máquina inteira). E claro, se o cara (ou melhor, seus pais) tinha recur$o$ para ter um Neo Geo, claro que tinha também para vários cartuchos. Uns três.

E concordo realmente, KOF 98 é o melhor game da franquia. Ele só peca justamente por não continuar a história, mas na minha opinião a SNK fez isso porque os caras se embebedaram, drogaram e farrearam tanto com a grana que se entupiram do KOF 97 que acabaram perdendo o prazo pra escrever a história e resolveram fazer o 98 como um genérico de todos os games lançados até então que só continuaram no 99 (muito porcamente, diga-se de passagem).

Rafael Uchida disse...

A mão da nostalgia chega a tremer.

Leandro" Leon Belmont" Alves the devil summoner disse...

por esse post não esperava, muito bom mesmo.

Nunca gostei muito da série Art of Fighting. tirando Ryo e Robert (talvez Takuma e a King) não tem muito personagem a se gostar nessa série.

Shock Troopers tenho até no celular e acho trocentas vezes mais divertido que Metal Slug. (a partir do terceiro jogo) faço o terror com um gordinho chinês lá. e perco poucos continues jogando.

eu tenho no Coração o Samurai Shodown 4, para mim, foi o apíce da franquia...e que você não tinha que vender a alma ao diabo para conseguir zerar, bastava ser habilidoso. penso que a partir desse game, a Neo geo deixou de ser tão mercenária e baixava a dificuldades dos seus jogos. Samurai Shodown 3 era uma piada cruel na habilidades da CUP.

Last Blade 2 é excelente (embora ainda prefira SS) e tenho boas lembranças dele, eu jogava bem com o Lee. (o lutador de Kung Fu, que o chamava de Fong Sai Yuk, um personagem que o Jet Li fez num desses filmes de porrada)

gosto da Real Bout e para mim, é como se fosse um Reboot da franquia. é bacana, mas prefiro o segundo Real Bout.

tenho antipatia com o KOF 98, pois passei por um perrengue para zera-lo para só me contarem de sacanagem que tudo que aconteceu no game, NUNCA ACONTECEU. tipo, todo meu suor, sangue e lágrimas e humilhações para vencer o Rugal foram por NADA???? PORRA SNK!!!

acho que a partir daí, caguei litros pros KOFs que apareceram.

e acho Garou/Marca dos Lobos o melhor Fatal Fury. Rock Howard é filho do Geese, tem tecnicas do pai, cruzadas com as do seu pai adotivo...não tem como não acha-lo "massaveio".

bem, é isso.

Kaede Monthmore (reserva) disse...

Eu fiquei em terceiro? EM TERCEIRO??? Hora de criar um Last Blade 3.

E Amer, eu também não vejo graça no samurai shodown, só no IV e no V, povo todo no SS3 e no KOF 95 e eu no Double Dragon.

E é só aqui ou os donos arranjavam qualquer jogo em qualquer ordem? Me lembro que KOF 96 só apareceu aqui em 2001, enquanto o 97 apareceu logo no começo de 98, como vamos entender alguma história desse jeito?
E Kizuna faltou somente uma coisa pra dar certo. Lançar um mês depois de MvsSF. Pra quê vou ver Hayate gritar FUUUUUUUUUUYUUUUUUUUUUUNNNNN-KEN! a cada ataque se posso jogar de Vampira?
PS: Eu jogava tanto de Blue Mary no RB que aprendi todos os moves dela. Até hoje é o único personagem secundário em fighting que jogo bem. E tudo por causa das TETAS,TETAS,TETAAAAAAS!!!

Kaede Monthmore (reserva) disse...

Eu fiquei em terceiro? EM TERCEIRO??? Hora de criar um Last Blade 3.

E Amer, eu também não vejo graça no samurai shodown, só no IV e no V, povo todo no SS3 e no KOF 95 e eu no Double Dragon.

E é só aqui ou os donos arranjavam qualquer jogo em qualquer ordem? Me lembro que KOF 96 só apareceu aqui em 2001, enquanto o 97 apareceu logo no começo de 98, como vamos entender alguma história desse jeito?
E Kizuna faltou somente uma coisa pra dar certo. Lançar um mês depois de MvsSF. Pra quê vou ver Hayate gritar FUUUUUUUUUUYUUUUUUUUUUUNNNNN-KEN! a cada ataque se posso jogar de Vampira?
PS: Eu jogava tanto de Blue Mary no RB que aprendi todos os moves dela. Até hoje é o único personagem secundário em fighting que jogo bem. E tudo por causa das TETAS,TETAS,TETAAAAAAS!!!

juubi o primeiro de dez disse...

South Town. Se chama South Town.

Ah, e graças a essa sua descrição, já sei qual era o Fatal Fury que eu joguei quando tinha 5.

Até mais.

Victor Teixeira disse...

Cara primeira vez que comento aqui no blog, depois de ver KOF 98 (entre outros) na lista não deu pra deixar passar. Incrível ver tanta coisa em comum em se tratando de gosto. Cresci jogando em fliperamas e locadoras, lembro quando surgiu o play 1 e meus amigos e eu podíamos jogar as versoes de king of fighters recheadas de telas de loading. Ter exatamente a mesma reação sobre um neo geo. E ficar triste por saber que jogos como last blade nunca mais serão feitos. Kof 98 é perfeito e até recentemente jogava com um amigo meu (que é um monstro usando justamente o goro daimon).
A gente por aqui chegamos a criar um site do nosso grupo do rpg de mesa de street fighter e adaptar todo o elenco da snk num crossover muito doido. Temos uma grande reverência por art of fighting e fatal fury, falando sério mesmo, Tem gurizada que não sabe quão épico é tentar fazer 10 HAOH SHOKOUKEN seguidos pra destravar o golpe hehe Ou perguntar pra um velho onde que anda nossa irmã e ele responder "ask with your power!".
Eu lembro de umas pérolas como Agressors of the dark combat, e ficava imaginando por que raios tinha o Fuuma de world heroes ali. Ou aquela nhaca de fight fever.
Há anos que me divirto com o blog, só pra registrar.
Abraços!

Victor Teixeira disse...

E so pra comentar que estranhei não ter comentado sobre o fetiche do Rugal de empalhar os lutadores, mas acho q tu já deve ter comentado em posts antigos kkkk