segunda-feira, 27 de julho de 2015

Crítica do Amer: Série F.E.A.R.


Nos bons e velhos tempos... Em 2008... Quando eu adquiri o primeiro de três Xbox 360 que teria ao longo de minha vida, eu era um fiel adepto “daqueles” jogos.

Vocês sabem. “AQUELES” jogos, que o dono da loja escondia embaixo do balcão, pra não ser pego pela polícia federal, e que nós pedíamos com uma piscadinha quando chegávamos ao estabelecimento. Piscadinha essa que era mal interpretada, éramos arrastados para o fundo da loja e tínhamos a bunda comida. E só depois deste ato nefasto, o comerciante perceberia seu erro e todos ririam do evento. Ele, dez Reais mais rico e nós, com um jogo novo e um saudável caminhar de John Wayne que acabou de descer do cavalo.


Nesta época, acumulei uma quantidade absurda de jogos. Títulos dos mais variados gêneros, e que nunca me interessaram, mas que eu comprei simplesmente porque eram mais baratos do que os serviços de uma Ladyboy na Tailândia.

...

Não que eu já tenha ido à Tailândia e possua experiência neste assunto para saber.

Pois bem, passei as últimas semanas trancafiado em casa me recuperando de uma cirurgia de remoção da vesícula, e não consegui pensar em uma maneira melhor de passar meu tempo do que desenterrar meu velho Xbox 360 destravado e com problemas na bandeja, pra jogar alguns dos discos Verbatim espalhados pela minha casa e que um dia eu valorizei mais do que minha própria vida.

E comecei por nada menos que a série F.E.A.R.

Então apertem os cintos, seus ararutas! Pois vamos nos divertir com uma crítica quádrupla hoje!

Mas não se acostumem, pois isso não vai se tornar um hábito.


F.E.A.R.

O primeiro game da série foi lançado em 2005. E eu acredito que foi criado às vésperas do prazo que seus designers tinham para entregar um projeto original para o estúdio em que trabalhavam. A esta altura, os sujeitos já devim ter se conformado de que não tinham ideia nenhuma que prestasse e que seriam demitidos no dia seguinte. Assim, decidiram aproveitar seu último dia empregados, fazendo uma maratona de filmes japoneses de terror, comendo alcaçuz e peidando muito.

Em algum momento da noite, quando já haviam assistido todos os filmes da série O Chamado e preparavam-se para colocar O Grito 2 no DVD Player, um dos dois programadores teve uma epifania, que descreverei a seguir:

Programador 1: Cara, essas japas cabeludas desses filmes são tipo, mó assustadoras.
Programador 2: É, cara. São tipo, medonhas. É por isso que eu só trepo com AMERICANAS! UH YEAH!!!
Programador 1: Mas véio, tipo. Por que a gente não faz o nosso game com uma dessas japas? Ia ser assim, louco pra cacete!
Programador 2: CAAAAAAAAARA! Que ideia foda pra caralho! Bora! Fechou! Massa!
Programador 1: E que gênero vai ser nosso game? Vai ser tipo, de sobreviver no horror, que nem aqueles Resident Hill e os Silent Evil?
Programador 2: Nada, véio! Esses games são tudo viados! Vamo fazer um First Person Shooter, porque eu sou AMERICANO, e amo atirar na cara das coisas com a minha ARMA!!!
Programador 1: ISSAÊ, FODA-SE OS GAMES DE VIADO!!!

E depois disso, ambos botaram os pintos pra fora e começaram a batê-los um contra o outro em celebração, sem perceberem a ironia deste momento.

Visto aqui, de forma não irônica: MUHRICA!!!

Então, o que é F.E.A.R.? É um FPS que tenta desesperadamente ser um filme de terror japonês e não percebe o quão esquizofrênico é isso, pois são duas coisas tão opostas quando Taylor Swift e Die Antwoord.

E onde entra  o terror japonês em uma clone de Doom? Através da figura de Alma, uma garotinha com poderes psíquicos que foi submetida a experiências horríveis por uma corporação do mal que queria criar um exército de super soldados que pudessem ser controlados telepaticamente a distância por seu superior.

Claro que tudo deu errado, e Alma tornou-se um fantasma... Ou aparição... Ou projeção telepática... Ou algo... Que causa alucinações, ou distorce a realidade... E eu não faço a menor ideia do que xavascas ela é, exceto uma tentativa de capitalizar na súbita popularidade que o terror japonês desfrutou no ocidente durante a metade da década de 2000.

Enfim, F.E.A.R. pertence aquele estranho período de tempo quando todos os First Person Shooters tentavam desesperadamente ser mais como Half-Life, que mesclou uma história envolvente com ação frenética. E como tantos outros, este é um game que errou na fórmula.

Como eu disse antes, First Person Shooters e terror japonês são gêneros que não combinam. Filmes como O Chamado e O Grito (especialmente a versão para televisão deste último) possuem um desenrolar lento, onde a atmosfera é lentamente construida de forma a envolver e sufocar o espectador, que fica ansioso e aguarda o pior a cada momento. Quando algo finalmente acontece, é tenebroso e valeu cada segundo de espera.

É impossível reproduzir este tipo de atmosfera em um game onde você está constantemente se atracando em combate armado com grupos inteiros de inimigos e removendo cabeças, braços e bundas a tiros de escopeta. Ao fim dos combates, o jogador está tão entupido de adrenalina que não se afetaria nem se assistisse a um vídeo de uma super modelo russa pisoteando e bebendo gatinhos.

Então... É. A história é idiota, o terror não funciona e a ação é genérica. F.E.A.R. não me impressionou na época de seu lançamento e não me impressiona hoje.

A única coisa boa a sair deste game, foi o vídeo do Rato Borrachudo, que vocês podem assistir bem... AQUI!!!


F.E.A.R. Files

Eu nunca joguei F.E.A.R. Files. Não é um game propriamente dito, mas um pacote de expansão para o jogo original, e eu me recusei a gastar meus suados dinheiros com aquilo que sequer era um jogo completo.

Isso mesmo! Eu! A puta que comprou todas as expansões de Elder Scrolls, Fallout, Mass Effect e Dragon Age que foram lançadas.

Em algum ponto você tem de colocar um limite.

Pois bem, não posso fazer uma análise objetiva deste game, mas posso lhes contar uma história sobre ele.

Lá estava eu, numa loja que vendia videojogos para aficionados, na companhia de um amigo com o qual não interajo mais, porque ele se mostrou um canalha. Eu ponderava sobre quais títulos levaria para casa, quando ele decidiu, de uma tacada só, comprar F.E.A.R. e F.E.A.R. Files, apenas porque ambos estavam baratos.

Como bom amigo que sou, falei calmamente a meu parceiro: VOCÊ É LOUCO? É BURRO? COMEU BOSTA? VOCÊ NUNCA JOGOU F.E.A.R., SEU RESTO DE ABORTO! COMO VAI COMPRAR A EXPANSÃO ASSIM? É POR SUA CULPA QUE O MUNDO TÁ COMO TÁ! SEU MONTE DE MERDA MALDITA!!!

...

Pensando agora, acho que entendo porque meu amigo posteriormente virou um canalha.

Seja como for, ele não deu ouvido a meus conselhos e levou o jogo assim mesmo. Semanas depois, ele finalmente experimentou F.E.A.R., achou um saco e tentou desesperadamente e sem sucesso, vendê-lo a qualquer um que passasse na sua frente.

E eu sentei-me em meu vaso sanitário, joguei a cabeça para trás e gargalhei feito o Esqueleto.

...

Seis anos depois, comprei NeverDead, um dos piores jogos de todos os tempos, apenas porque o encontrei barato.

A vida realmente dá voltas.


F.E.A.R. 2 – Project Origin

Tomei conhecimento deste game na época em que eu trabalhava como jornalista de games. Uma época em que eu acreditava que esta era uma profissão digna, que tratava os membros de sua comunidade com justiça e respeito.

HA!

No caso, fiz uma tradução para a Revista Oficial do Xbox (eu não trabalho mais nela, não comprem!), onde o game em questão era chamado apenas de Project Origin, e eu nunca entendi o motivo disso. Se você está produzindo uma continuação para seu game de sucesso, não é do seu interesse associá-lo a seu antecessor, e com isso chamar a atenção do público e garantir algumas vendas?

Digo, Project Origin era um nome de produção? Como fazem Hollywood? Vocês sabem, O Retorno de Jedi era chamado de “Blue Harvest” enquanto estava sendo filmado, para soar chato e afastar os paparazzi que poderiam invadir o set e spoilar a diversão de todo mundo.

Mas paparazzi não são um risco para games, pois eles não podem entrar no código do jogo e fotografar seus personagens. E além do mais, quaisquer tentativa de manter o produto final em segredo era estragado pelos materiais de divulgação que não se preocupavam em ocultar a menina psíquica e descabelada que era a marca da série.

Seja como for, o artigo que eu traduzi abria com um parágrafo que enaltecia o quão legal era a animação de um dos inimigos do jogo, que era sistematicamente incinerado e feito em pedaços. Não lembro se era um dos produtores do game, mas se fosse, a empolgação com que descreveu esta cena apenas reforça minha teoria de que a franquia foi idealizada por moleques de 15 anos, ou adultos que nunca superaram a adolescência adequadamente.

Visto aqui: Narrativa e drama, de acordo com os criadores da série

Ok, falemos da história de F.E.A.R. 2 – Project Origin. Aqui, o jogador controla um homem branco musculoso sem nenhum traço de personalidade discernível, exceto a capacidade de arrancar membros dos outros com tiros de escopeta. Ele faz parte de uma organização paramilitar, que precisa resgatar uma magnata das garras de outra organização paramilitar, e que possui motivações muito pouco claras.

Magnata esta que tem um interesse especial em Alma, porque... Eu não faço a mínima ideia pois parei de prestar atenção no enredo quinze minutos após ter começado.

E claro, Alma está de volta. E agora ela quer ter um bebê... COM VOCÊ!!!

Então... A menina fantasma, que morreu aos doze anos... Volta agora, com uma aparência adulta... Vezes gostosa e vezes decomposta... E quer encaixar virilhas com o protagonista e ser fecundada por ele.

E vou te falar que o herói da história tem o esperma mais poderoso do mundo, porque no fim do game, ele ENGRAVIDA UMA FANTASMA!!!

Aliás, o parágrafo acima tem spoilers. Não leia se ainda não jogou F.E.A.R. 2 – Project Origin.

Visto aqui: Uma garota morta sentada no colo do protagonista e coletando o material genético dele em seu receptáculo fantasmagórico.

Agora, eu caçoei do produtor do game que se empolgou ao destacar o nível de violência do game na entrevista, mas devido crédito a quem merece, a sanguinolência aqui presente é muito satisfatória. É aquele nível de brutalidade tão excessiva que se torna cômica, e não tem como não abrir um sorriso durante a partida.

Lá está você, caminhando pelo cenário despreocupadamente, quando um inimigo corre na sua direção. Sem cerimônia alguma, você remove a perna do meliante com alguns tiros bem colocados e o vê saltitar como um Saci belicista, esguichando sangue pra todo lado antes de cair morto.

Ou então, o sujeito avança contra sua pessoa e toma um tiro de escopeta a queima-roupa que o reduz a uma poça de sangue e alguns pedaços de carne espalhados pelo chão, como se uma 12 tivesse o poder de obliterar um ser humano de tal forma.

Ou ainda, surgem aqueles caras enormes que carregam um tanque de combustível nas costas. Eles não estão armados com lança-chamas, mas decidiram que era uma boa ideia ir para o meio de um fogo cruzado com dois litros de gasolina como peça do vestuário. É uma delícia explodir esses sujeitos e ver suas carcaças despedaçadas voando pelo cenário.

Fora os trechos que o jogador pode controlar um robô imenso e com armamento suficiente para ser uma ameaça até pra Deus. Os oponentes infestam o cenário tentando derrubá-lo e você lá, de boa na lagoa, reduzindo todo mundo a strogonoff com munição infinita desenhada pra derrubar aviões e veículos blindados. É como ter seu próprio ED-209 particular.

Então, se me perguntarem, F.E.A.R. 2 – Project Origin é um ótimo game, talvez um dos melhores First Person Shooters dos últimos anos. A apresentação (ou seja, gráficos e som) é muito boa, a jogabilidade é excelente e a ação é de primeira. Minha maior reclamação seria sobre a pouca variedade de armas presentes, mas aquelas que o game oferece dão conta do recado.

Quanto ao terror, como eu disse acima, é difícil entrar no clima para alguns sustos depois de participar de uma sessão de fogo cerrado. E aqui pilotamos UMA PORRA DE UM ROBÔ GIGANTE COM MUNIÇÃO INFINITA. A aparição de uma garota descabelada, flutuante e nua não vai ter o efeito desejado após uma coisa dessas.

Visto aqui: Uma garota morta e muito grávida colocando a mão do protagonista em sua barriga para ele sentir o bebê fantasma e... AAAAAAAAAARGH!!!

Mas pelo menos, Alma causa uma explosão nuclear (psíquica? Não sei ao certo) e destrói uma cidade no processo. E podemos passear pelos escombros e socar os restos mortais dos civis que foram incinerados pela catástrofe.

Diversão.


F.3.A.R.

Em sua crítica deste game, Ben “Yahtzee” Croshaw disse que trocar letras por números ao se dar nome a algo, é algo que apenas babacas fazem.

Concordo 100% e ainda digo mais, é o tipo de coisa que universitários cretinos fazem em seus TCC’s, na tentativa de impressionar a junta de avaliação e passar com uma boa nota. No final, esses estudantes são aprovados por pena, pois seus professores reconhecem que eles não passam de medíocres que nunca conseguirão nada na vida e passarão o resto de seus dias produzindo vídeos patéticos para a internet e se vangloriarão disso, como se fosse algo importante.

Aliás, vocês já viram o meu Canal do Youtube? É muito legal! Cheio de Let’s Plays e... Só.

...

Onde eu estava mesmo? Ah sim, F.3.A.R.

E o enredo deste game foca-se nos filhos de Alma. Aqueles que já se tornaram adultos grisalhos e cheios de ódio, não aquele que a menina estava esperando ao fim do segundo game.

Então, é. Alma teve três filhos. E eu não me lembro de momento nenhum apontar para estas gravidez... Gravidezes... Gravidades? Hã... Para estas gestações como tendo acontecido quando ela estava adulta. Então, vou deduzir que os vilões a fecundaram enquanto ela ainda tinha doze anos, me enrolar numa bolinha e gritar toda vez que pensar nesta série.

E agora, os filhos adultos de Alma... Um deles um fantasma, porque TERROR, precisam enfrentar uma legião de soldados inimigos e massacrar o equivalente a população da Europa para encontrarem sua mãe e a confrontarem com... Algo.

Sei lá. De novo, parei de prestar atenção ao roteiro antes de terminar a primeira fase. Vai ver os dois irmãos não gostaram de saber que sua mãe está transando com soldados por aí, na idade dela e sofrendo um caso inegável de falecimento. Alguns filhos simplesmente não são compreensivos.

Vistos aqui: Os heróis de F.3.A.R., que são totalmente originais e de forma alguma idênticos a todos os outros protagonistas genéricos de First Person Shooters.

Ok, a história é ruim. E quanto à atmosfera? Meninos e meninas, é ainda pior.

F.E.A.R. e F.E.A.R. 2 são tão assustadores quanto aquele vídeo do Homem-Aranha se estatelando em uma festa infantil. Mas podíamos notar um esforço sincero de seus criadores em criar um game de terror genuíno. Claro, eles fracassaram miseravelmente, mas ao menos tentaram.

F.3.A.R. foi desenvolvido por uma equipe diferente, em uma produtora diferente. E esta gente deve ter assistido a O Albergue e achado que era a maior obra de terror já criada, pois parece que a única compreensão que tinham desse gênero era: “Uau, saiu pus do olho daquela mina.”

Assim, F.3.A.R. ... E eu juro que fico mais burro a cada vez que escrevo este nome... É um game que não possui moderação nenhuma. Você desfila pelo cenário e encontra pentagramas desenhados a sangue, algo que não faz o menor sentido, porque Alma é um espírito psíquico sem relação com o diabo, pessoas inocentes são massacradas aos borbotões porque “cadáveres no cenário = OH", além de todos os recursos baratos que se esperam de um filme feito direto pro mercado de vídeo. A série nunca conseguiu ser assustadora, mas este é o ponto em que ela começa a ofender a inteligência do público com suas tentativas cagadas de ser um artigo de terror genuíno.

Visto aqui: Um fantasma levando um tiro de 12 na cara. Porque nos EUA isso é uma maneira aceitável de se lidar com uma manifestação espiritual

Quanto a jogabilidade, colocarei da forma mais delicada que posso: Ela é fezes.

F.3.A.R. ... Maldito seja este nome... Foi idealizado como um game cooperativo. Cada jogador controla um dos filhos de Alma e juntos eles partem em busca de uma conclusão para sua turbulenta história. Tudo muito bom, tudo muito bem.

Mas se você for como eu, que construí uma carreira em ofender as pessoas e hoje não tenho um amigo sequer no mundo para dividir o fardo que é esta evacuação anal em forma de game, então você está lascado. Mesmo na dificuldade mais fácil, F.3.A.R. foi feito para acomodar dois jogadores, então boa sorte quando tentar se livrar de legiões de inimigos sem nenhum filho da puta pra te dar cobertura.

“Ain! O Ameríndio reclamando de dificuldade de jogo. Ain, você é mó ruinzão! Eu termino esse game e platino ele com o saco amarrado nas costas.”

...

Eu te xingaria agora, mas honestamente, não sei como responder a isso.

Pra colocar sal na ferida, F.3.A.R. tem aquele irritante sistema de energia “auto-recuperante” que tornou-se o padrão em shooters modernos. Você leva meia dúzia de tiros, a tela fica vermelha, então você se esconde em algum lugar e em segundos, tudo volta ao normal.

O grande problema que isso traz, é que em muitas situações, a tela fica tão infestada de inimigos que é IMPOSSIBURU encontrar um lugar seguro pra parar e esperar a energia recuperar. Tem gente atirando em você, gente te batendo com um pé de cabra, homens-bomba explodindo, e você correndo pelo cenário feito uma galinha sem cabeça, atirando pra todo lado, e torcendo pra matar todo mundo antes que te matem, e finalmente você consegue e para pra respirar um pou... OH MEU DEUS OUTRA LEVA DE INIMIGOS, JESUS CRISTO ME AJUDE! ME DÊ MUNIÇÃO JESUS! COBRE O FLANCO, JESUS! NÃO ME ABANDONE NESSA HORA, JESUS! NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO!!!

E quando percebe, foi preciso repetir a mesma tela cinco vezes até finalmente ter sorte e sair vivo dela.

NÃO. É. DIVERTIDO.

De fato, eu não consegui jogar mais do que três horas deste game.

...

Três horas.

F.TRÊS.A.R.

Heh! Poético.

Enfim, joguei só três horas desta desgraça e não fiz a menor questão de jogar com ambos os personagens ou ver o final da saga. Até onde eu sei, os dois protagonistas espancaram sua mãe usando o irmãozinho como aríete na última cena da história.

De fato, vou me apegar a esta imagem e nada me convencerá de que a franquia não terminou deste jeito.


Conclusão

Se quiserem minha opinião (e vocês querem, ou não teriam se dado ao trabalho de ler mais de 17 mil caracteres sobre esta série), F.E.A.R. 2 é o único game da franquia que vale seu tempo e seu dinheiro.

F.E.A.R. pode ter sido bom em seu lançamento, mas não envelheceu de forma graciosa como Half-Life 2 ou Far Cry. Hoje ele parece um FPS genérico e incrivelmente datado, que tentou inovar, mas teve pouco sucesso neste quesito.

Claro, ele tem valor nostálgico para quem o usou para impressionar os amigos em 2005 (óia só, meu PC roda F.E.A.R. sem ter queda de frame, HA-HIU), mas pra quem não era parte da PC MASTER RACE dez anos atrás, isso não conta muito.

F.E.A.R. 2 – Project Origin é genuinamente bem feito e divertido até mesmo pra quem não tem o menor interesse na história. O design dos cenários não é perfeito e em alguns momentos é difícil saber pra onde seguir, e lógico, há uma fantasma pelada que talvez tenha doze anos, perpetuamente tentando copular com você.

Mas se estes detalhes não te incomodam, então F.E.A.R. 2 é uma ótima pedida para um sábado de ócio.

F.3.A.R. é tão bom quanto extrair o dente do siso pela bunda.

“Amin, eu sou fã da série F.E.A.R. e acho que sua crítica é ruim, e não profissional. Você perdeu a credibilidade jornalística em minha opinião e me deve um pedido de desculpas.”

Vá chupar a corcova de um dromedário.

Cheers!!!

6 comentários:

Locadora dos Lamentáveis disse...

Admito que, antes desse artigo, meu único conhecimento sobre essa série era o vídeo do rato borrachudo.

E admito que até hoje falo "ele não tá bem não, traz um copo d'agua pra ele" em situações tensas por causa desse vídeo

Guilherme Filipe Pereira de Santana disse...

Eu joguei só o 1°, na época meu pc era FOOOOOODAAAA! Rsrsrsrs, mas eu passo mal jogando FPS então deletei do pc... Sempre recomendava esse jogo pra galera... Muita gente curtiu, mas é bizarro mesmo, a história do 2 parece ter sido feita por moleques que assistiram hentai d+ huahauahauaau. E eu que pensava que bizarrices do tipo só vinham do Japão.

Ana Beatriz disse...

Chupar a corcova de um dromedário é uma ofensa que devo adicionar no meu repertório.

E FEAR prova que é preciso mais que uma garota de cabelo grande na frente da cara para fazer uma série de sucesso.

Ps: Rato Borrachudo 4ever
https://www.youtube.com/watch?v=B0sIitfmj9s

Tuth silva disse...

parabens belo post cara , ta melhor da vesícula?

Nisnast disse...

Mesmo com dois jogadores, F.3.A.R (Nome idiota) continua sendo dificil feito o cão. E isso jogando no modo Normal (ou seja, como o jogo foi feito para ser jogado), não quero nem saber como ele é na dificuldade maxima.

Leandro DM disse...

Posts de videogames e brinquedos seguidos e a curto prazo, agora falta review passo a passo de algum filme ou desenho (preferencialmente muito ruim) para fechar a trindade do melhor do Amer. Vamos lá mantenha essa empolgação.