quarta-feira, 28 de abril de 2010

Crítica do Amer: Super Street Fighter IV


Ano passado, a Capcom lançou Street Fighter IV, realizando o sonho de milhões de fãs de games de luta que se encontravam quase órfãos nesta geração de games.

Houve muita alegria! Finalmente poderíamos jogar com Ryu, Ken, Chun-Li e outras figuras queridas de nossa juventude em um console atual! Poderiamos voltar as boas épocas de virar noites na casa dos amigos, tirando partidas “de contra” infinitas e sobrevivendo a base de Coca Cola sem gás e pizza dura.

E ao longo do ano que se passou, todos imaginamos o que a Capcom acrescentaria ao jogo. Com HD’s em nossos consoles e a possibilidade de baixarmos contudo novo, era questão de tempo até que um pacote de lutadores novos fosse anunciado, não? Quem seriam? Alex? Elena? Q? MIKE HAGGAR???

Então, a Capcom anunciou que não lançaria nenhum conteúdo para download e sim, uma versão nova e revisada do jogo.

OHHHH!!! A INFÂMIA!!! COMO OUSAM???

E os nerds se inflamaram em ódio! Armaram-se, foram até as ruas e causaram mortes, destruição e prisões de ventre, gerando a Terceira Guerra Mundial e o fim da raça humana.

... ou assim eles sonharam... tudo que fizeram foi entrar na internet e reclamar, reclamar e reclamar mais um pouco.

Todas as reclamações cessaram quando a Capcom liberou os primeiros vídeos do game, então todos passaram a tratar Super Street Fighter IV como a segunda vinda de Jesus.

Típico.

Mas seria o Upgrade do game que nos acabamos de jogar ano passado um investimento sábio? Há melhorias o suficiente para justificar sua compra?

É o que vamos descobrir!


E vamos começar pela história. Em Super Street Fighter IV, tudo gira ao redor de Seth, homem pelado de metal com uma bolota em sua pança e que organiza um grande torneio porque... bem, por que não? O vilão anuncia este grande evento de porradaria e logo, lutadores do mundo inteiro respondem ao seu chamado, cada um com uma motivação particular para espancar pessoas das mais variadas nacionalidades.


Ryu quer provar que é o melhor do mundo, Akuma quer encher Ryu de porrada, Gouken quer encher Akuma de porrada, Chun Li quer porradear a todos para honrar a memória de seu pai, Honda tem por meta provar que o Sumô é a maior arte marcial de todas deixando uma pilha de corpos amassados em seu caminho e Ken luta porque vai ser pai e assim sendo... hããã... é... hehehe...

Sejamos francos, o enredo de Street Fighter nunca foi seu ponto forte. Os personagens são carismáticos e gostamos deles por sua aparência e por aquilo que representam, mas eles só passaram a ser razoavelmente tridimensionais graças as animações produzidas na década de 1990.

Assim sendo, Super Street Fighter IV não perde muito tempo com caracterizações excessivas. T. Hawk é um indiozão... digo, um Nativo Americanozão que busca se tornar digno de chefiar sua tribo ao mesmo tempo que tenta descobrir o paradeiro de Juli (a morena peituda vestida igual a Cammy em SF Alpha III), isso é tudo que nos basta para gostarmos do personagem.

O pouco de história que temos no jogo é contado através das cenas animadas que iniciam e encerram o modo Arcade para cada personagem. As animações aqui presentes são muito mais bem feitas e agradáveis que as presentes na versão anterior do game.

Street Fighter não se tornou pretensioso como King of Fighters e eu dou graças a Optimus Prime por isso.

N.E.S.T.S? Clones de Kyo? Metrossexuais psicopatas? Ash Crimson roubando poderes dos outros? Ahhh, pelo amor de Shao Kahn!!!


A apresentação do game é fantástica, como não poderia deixar de ser.


Os personagens são extremamente bem construídos e bem animados. Muita gente pode protestar que Street Fighter não tinha que usar gráficos poligonais, mas é difícil imaginar um game totalmente em 2D, com sprites de animação e que pudesse ser tão bonito quanto este.

As melhorias feitas ao visual foram mínimas, uma melhora na iluminação aqui, um reflexo a mais ali, podemos notar que Seth recebeu um brilho mais metálico, o que diminui ainda mais sua humanidade, mas no geral, Street Fighter IV já era tremendamente bonito e não havia muito o que melhorar.

Destaques vão para os novos lutadores, o sempre oleoso Hakan e a atlética e sexy Juri, com sua cara de assassina serial ninfomaníaca.

Há três novos cenários e o que falta em quantidade neste setor, sobra em qualidade. A fase de Metro City mostra aparições de vários personagens de Final Fight (e uma estátua gigante de Mike Haggar ao fundo), enquanto o cenário da África tem hipopótamos que se aproximam cada vez mais dos lutadores conforme a luta prossegue.

Sortudos que possam jogar em uma HDTV (como eu joguei ... por duas horas) enorme vão se deliciar com o banquete visual que é este game.

O som mantém a ótima qualidade. Ainda há a opção de escolher qual idioma os lutadores irão falar ao longo do game e ambos estão muito bem trabalhados, com vozes que combinam com cada personagem e atores que sem dúvida trabalharam com gosto.

A trilha sonora também é extremamente adequada e mistura temas novos com as excelentes versões remixadas das clássicas músicas dos personagens. Há inclusive uma nova opção (que precisa ser desbloqueada) que permite-se ouvir apenas os temas originais de cada personagem no modo Versus.

Claro, não é algo que mudará sua vida, mas com certeza encherá seus olhos com lágrimas de pura nostalgia.

... puxa vida... o tema do Guile... bons tempos acertando Sonic Boom na cara dos meus amigos até a três da manhã... sniff...


Agora, falemos da maior e mais óbvia adição à jogabilidade: os personagens novos.


Super Street Fighter IV traz dez novos lutadores, dois veteranos de SSF II (T. Hawk e Dee Jay), estrelas de SF Alpha (Adon, Guy e Cody), membros do elenco de SF III Third Strike (Ibuki, Makoto e Dudley) e dois personagens totalmente novos, nas figuras de Juri e Hakan.

Tudo bem que 80% dos personagens já deram as caras em outros games da série, mas vamos concordar: dez lutadores novos é coisa pra caramba.

Todos os veteranos funcionam exatamente como no passado, Cody ainda é um personagem forte e ágil fácil de controlar, T. Hawk é o titã com arremessos devastadores e boa velocidade e alcance para seu tamanho, Makoto é a garota lenta que bate extremamente pesado e pode surpreender com o alto dano que causa e por aí vai.

Os recém chegados também receberam os devidos ajustes para se adequarem ao jogo e estão perfeitamente equilibrados com o resto do elenco.

Quanto aos novos lutadores, eles são um show a parte e acrescentam muito ao já bastante colorido elenco do jogo.

Juri é a primeira lutadora de Tae Kwon Do da série, ela é veloz e extremamente agressiva, com poucos movimentos que funcionem como contra ataque, mais indicada para jogadores que gostem de partir para cima dos inimigos e lhes deixar pouco espaço para se mexer.

E ela é sexy... ahhhhhhhh siiiiiimmmmm... menina má... que maravilha.... hmmmmmmm...

...

...

...

*ARRAM*

Hakan é um lutador de Yağlı güreş (luta livre Turca) e logicamente, seus movimentos mais poderosos são agarrões. No entanto, ele é bem mais pesado que a média para este tipo de personagem e tem menos mobilidade... algo que muda bastante quando ele se cobre de óleo durante a batalha.

A mais importante melhoria de Super Street Fighter IV foi a equilibrada entre a força dos personagens. SF IV possuía discrepâncias muito grandes neste quesito, Sagat era forte demais, enquanto Rose não representava risco nem para o Chaves, só para citar um exemplo.

As lutas no modo Arcade podiam ser um bocado frustrantes. Certos personagens se tornavam extremamente apelões, dependendo de qual momento os enfrentássemos (Crimson Viper e Rufus eram lazarentos as vezes) e lutar contra Seth era muito cansativo, considerando o quanto o chefe era trapaceiro.

Street Fighter IV não perdoava falhas, jogadores que não tivessem precisão cirúrgica ao jogar gastariam muitos e muitos Continues para chegar ao final do jogo. Super Street Fighter IV é mais justo, as lutas perdidas contra o computador ocorrem por falhas óbvias do jogador e não porque a máquina apela mais que o Baby Betinho com esteróides.

“Baby Betinho”... bons tempos...

Para acrescentar mais ao equilíbrio, cada personagem agora possui dois Ultra Moves, dos quais é possível escolher um antes da batalha. Tais movimentos são bem diferentes um do outro e alterná-los modifica bastante a maneira como cada personagem funciona e pode ser uma boa forma de adicionar variedade ao jogo.

O último acréscimo do game são as fases de bônus, ausentes na versão anterior.

Assim como em Street Fighter II, você pode descontar suas frustrações em um carro inocente ou em barris arremessados por um Escocês desocupado. As duas fases emulam muito bem o visual e a sensação dos bônus antigos e são mais um ingrediente perfeito na grande viagem nostálgica que é este game.

Aliás, o carro a ser destruído aqui é o mesmo de Final Fight. Destrua-o com Cody ou Guy para rever um velho conhecido..

Como na versão anterior, existem Trials, que podem ser acessados a qualquer momento. Eles consistem de encaixar movimentos específicos dos lutadores e combos que variam dos simples, até aqueles complexos o suficiente para incendiar suas mãos. Dominar todas estas sequências requer um bocado de dedicação e paciência, mas sem duvida o ensinará combinações eficientes e que irritarão tremendamente seus amigos/irmãos/namorada.

Finalmente, existe o elemento Online e tudo que tenho a dizer é que não o testei, porque odeio jogar Online. Mas vi rodando e garanto que funciona muito bem, com pouca chance de Lag, mesmo que sua conexão de internet seja mais devagar que o Rubinho.


Pois muito bem, Super Street Fighter IV vale seu tempo?


Sim! Cada maldito segundo!

Street Fighter IV é um excelente game de luta, precisava de alguns ajustes, mas ainda assim era até semana passada o melhor game de luta que a atual geração já recebeu. Super Street Fighter IV arruma todas as pequenas falhas da versão anterior e assim gera um game ainda melhor.

Street Fighter ainda é o invicto rei dos games de luta.

E pode ter certeza que ano que vem receberemos mais uma versão de SF IV.

Ou você acha que deixaram Alex e Elena de fora deste game a toa? Você realmente acha que a Capcom vai parar em UMA versão melhorada? Não aprendeu nada com a história da empresa, meu caro?

E só pra não perder a oportunidade: NÓS VAMOS AO ENCONTRO DO MAIS FORTE!!!

Cheers!!!

17 comentários:

Marcelo Maciel disse...

Achei o jogo beem melhor qu eo original também, mas continuo achando o Seth um dos chefes mais chatos do jogo... poxa, no modo hard eu peguei um mísero continue até chegar ao Seth, quando cheguei, peguei uns 40, sem exageros...

No segundo round então... BAH, o cara quebra super combos com pilão giratório... ¬¬'

Amer, te sugiro fazer um review do Samurai Showdown que saiu pro 360, vi pouca coisa, mas pareceu legal...

Marcelo Maciel disse...

Correção: continuo achando o Seth um dos chefes mais chatos da série...

Avalanche(Lance) disse...

O problema dos Chefes do Street...é que o Bison é um dos melhores chefes da história dos games.

Comparar com ele é foda.

Scariel disse...

Tô só esperando o meu chegar!
Verdade Lance, mas por algun motivo depois do SFIII a Capcom passou a preferir chefes com pouca roupa...

ChuckNoia disse...

otimo review

mais ainda nao tira a sensacao que a Capcom poderia ter lancado o jogo como DLC na live e na PSN

Falando em Final Fight, chegou a conferir o Final Fight: Double Impact que saiu pra PSN e Live?

Sasoriman disse...

...Amer, eu li que as pessoas que tinham Street Fighter IV iam ganhar bônus no SSFIV...

...É verdade?

Amer H. disse...

Sim, algumas cores extras para os personagens.

Horrorosas.

E quem baixou as roupas novas pela XBox Live ou PSN, já começa o jogo com elas destravadas.

É, pois é.

Giordano disse...

SSFIV é muita gota serena! Estava com saudades de porradear o Guy com o Cody.

Rake-Ryu disse...

Pelo oque pude sacar SFIV, més que vem compro o SFIV o/
Amer vc já vio algum jogo que te impressionou ao ponto de você dar 10?

Sasoriman disse...

...Eu achava que quem já tinha o SFIV ia poder jogar com um personagem secreto-ultra-apelão e ganhar uma arena extra "do balacobaco".

...Mas, quem sabe em Ultra Super Street Fighter IV Omega X7 HD Version?

Bia Chun-li disse...

acabamos de comprar um PS 3 e já encomendamos o nosso SSFIV... Por enquanto, tanto eu quanto meu esposo só vimos vídeos e alguns campeonatos, como a última luta de Justin e Daigo.

Mas do que deu para ver na net, quanto ao pouco enredo, a Capcom deixou várias coisas no ar, que podem significar uma continuação (ou não, vai saber).

Bem, estou contando os dias aqui para jogar!!! =D

Thyago disse...

amer, meu caro, eu joguei o online do SF4 e acredite, nao sofria do vvelho problema de pivetada me pertubando na orelha e me mandando ofensas gratuitas. simplesmente pq eu nem deixei essa opção para eles XD.

Eu simplesmente entrava nos ranked matches e pegava alguem pra jogar contra, que normalmente era do meu nivel mesmo, sempre gerando uma luta ÓTIMA e bem equilibrada.

recomendo você fazer o mesmo assim que puder.

e quanto ao samurai showdown q o marcelo maciel citou, jah digo que o game eh um cu. controles imprecisos, graficos de ps2 nos modelos dos personagens... é como jogar um soul calibur que nao presta MESMO (que só prestou, para mim, foi o 3 XD)

The Jack disse...

Eu não joguei nem o SF IV nem o SSF IV, mas eu pretendo fazer isso... Logo...

Enquanto isso eu relembro a minha infância jogando SF II Turbo =(

Rafael disse...

T.Hawk era mexicano no SSFII
SF é equilibrado quando não tem Ken ou Ryu na luta
Eu ainda não joguei o SFIV mas lendo o seu review eu fikei ate feliz tenho odio supremo da SNK com varios jogos bons(Samurai Showdown,KOf,spin offs) que tem uma dificuldade moderada pra dificil ate se chegar nos bosses que são impossiveis pra um gamer casual e que só quer se divertir.

Amer H. disse...

A tribo do T.Hawk foi expulsa de suas terras pelo Bison e teve de se acomodar no Mexico.

E se olhar bem, ele é mostrado como o estereotipo de um índio Americano, não de um índio Mexicano.

vD disse...

“Baby Betinho”... bons tempos...

Parte da minha infância acabou de renascer.

Gabriel // zGABRIELz disse...

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