segunda-feira, 23 de junho de 2008

Mês de Cybertron - Games de Transformers!!!


Muito bem!!!

Este é o ultimo artigo do mês temático de Transformers e decidi fechar com chave de ouro!

Agora, já falei um bocado de Transformers, falei do filme de 1986, do filme de 2007, apresentei curiosidades da série e elegi os melhores personagens, o que falta falar?

Dos video games, claro!

Ao longo dos anos, foram lançados alguns games com os robozinhos para diversas plataformas e fora um ou outro, a maioria permaneceu bastante obscura, sem grandes destaques na mídia especializada, de forma que só completos nerds os jogaram.

Bem... eu joguei a maioria...

E hoje divido este conhecimento com vocês!

Acompanhe-me nesta jornada tortuosa onde games de merda dividem lugar com games medianos e alguns ótimos!

Maximizar!!!



Transformers - Convoy no Nazo

Este aqui foi o primeiro game que eu aluguei para meu recém ganho NES em 1991!

Não lembro se ganhei o NES no meu aniversário, Natal ou dia de Guy Fawkes, mas sei que eu tava de olho neste game havia muito tempo. Transformers já não passava em nossas televisões há pelos menos quatro anos, mas eu não tinha como me esquecer de Ultra Magnus.

E assim que o ví na capa do game, fui fisgado! Aluguei o cartucho sem pensar duas vezes e esperei um mundo de ação, aventura e emoção, muito além do que os olhos podem ver...

Mas ao invés disso, recebi uma diarréia relâmpago universal!!!



Contemplem!!!! Ultra Magnus de merda!!!!!!!!!!

... não que ele fosse grande coisa na série, já debati isso inúmeras vezes antes.

Mas enfim, do que se tratava o game?

É um side-scroller, o que mais? O jogador controla Ultra Magnus e tem de sobreviver a ataques incessantes de Decepticons alados para chegar até o fim da fase e enfrentar o chefão.

O único problema é a dificuldade... Convoy no Nazo é estupidamente difícil. E aquele difícil ruim, não o difícil bom.

Ok, vou exemplificar: Ninja Gaiden no Xbox é um game difícil, mas ele te dá os recursos necessários para avançar na história. Se estiver cercado por dez ninjas inimigos, há pelo menos duas formas de sair do cerco enquanto se mata metade dos inimigos e se poe Ryu em posição para eliminar os que sobraram.

É difícil fazer isso, requer habilidade e treino, mas o jogo oferece a possibilidade e os mecanismos para tal.

Esse é o difícil bom, onde há uma saída possível e executável, embora complexa demais pra ser descoberta com simples esmagar de botões.

Convoy no Nazo é ruim porque o controle é duro, os inimigos são mais rápidos que você e um mísero tiro o mata, sendo que é preciso refazer toda a fase se isso acontecer.

E graças aos gráficos primitivos do jogo, na maioria das vezes é quase impossível ver os tiros dos inimigos e você simplesmente morre a toa, como se a providência divina tivesse causado isso.

Aliás, Ultra Magnus pode se transformar em caminhão, mas não há muita vantagem em alternar as formas. No modo robô ele é lento, mas pode atirar, enquanto no modo caminhão é mais veloz mas não tem armas e é um alvo mais fácil para os inimigos.

É como escolher entre enfiar o pinto numa tomada ou num moedor de carne: você está fodido de qualquer forma.

Bom, é razoavelmente fácil encontrar esse game pra download na net ou em pacotes de roms para emuladores, então vale uma olhada se você tiver oportunidade. O último chefe é uma insígnia Decepticon gigante.

Pois é, não faz o menor sentido pra mim também.

Como curiosidade, existem mais dois games de Transformers para o NES, mas ambos são hacks de Super Mario.

O primeiro coloca Bumblebee no lugar do encanador em Super Mario Bros 1 e substitui os cenários na terra dos cogumelos por terrenos mais Cybertronianos.

O segundo usa Super Mario Bros 2 e substitui Mario, Luigi, Toad e Peach pelos Dinobots.

Criativo.

Se tiver um pacote de roms do NES pra jogar no seu emulador, dê uma vasculhada que você encontra.

Não houveram games de Transformers para a era 16 Bits, o que pode ter sido uma benção disfarçada.

Na geração seguinte no entanto...


Beast Wars Transformers

Estamos agora em 1996, o Playstation era mais quente que a Elizabeth Hurley tomando sol numa praia de nudismo e Beast Wars era uma série animada de sucesso na televisão.

Sucesso lá fora isto é, pois aqui no Brasil, Beast Wars sofreu mais abusos nas mãos da HBO e Record do que as meninas de Kiss Players costumam sofrer em suas histórias.

... bom, talvez não mais... mas chegou perto disso...

Enfim, nada mais lógico do que um game de Beast Wars ser produzido para o console da Sony, certo?



Certo!

E era um game de ação em 3D, assim como tantos outros da época... tantos que nem me atrevo a citar alguns...

Enfim, aqui era nos dada a opção de jogar com os Maximals ou Predacons e devo dizer que utilizar os vilões tinha um gostinho especial.

Mas o game tinha problemas, sérios problemas.

Pra começar, os cenários eram todos iguais e o mapa não ajudava grande coisa, era muito fácil se perder e acabar morto de bobeira.

De fato, é muito fácil morrer por quedas aqui. Uma vez que os controles não são muito bons e os gráficos ruins não ajudam na percepção de profundidade e distância, isso causa muitas mortes bestas que poderiam ser evitadas por saltos que pudessem ser bem calculados.

Os personagens também não são muito fiéis ao desenho. Dinobot é um dos Transformers mais poderosos da série mas aqui, ele é tão forte quanto a Sonia Abrão!

Blasfêmia!!!

Falando nisso, é possível se transformar, sim! Aliás, é essencial para a sobrevivência, uma vez que há depósitos de Energon em todos os cenários e permanecer em modo robô é letal para os personagens, assim como na série.

Mas por mais que eu tenha criticado... eu gostei deste game...

Sério, tenho lembranças agradáveis dele!

Até o terminei... com ambos os exércitos...

Acho que eu não tinha muitos games na época... ou simplesmente estava tão desesperado por qualquer coisa de Transformers que me deixei levar por este game!

Só saberei se o jogar hoje em dia! Espere aqui, vou fazer o teste agora!!!

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... pronto...

Puxa... é uma merda mesmo...

Mas sempre o guardarei com carinho em meu coração!!!

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Uau, essa foi gay...



Beast Wars Transmetals

Este foi o segundo game de Beast Wars a ser lançado para consoles e teve uma versões para Playstation e Nintendo 64.

Não joguei a do 64, portanto só posso falar pela do PsOne.

Este era um game de luta, onde podiamos novamente escolher entre Maximals e Predacons e destruir o outro exército pela soberania entre os Transformers.

O bacana aqui é que para tanto, deveriamos andar por um mini-mapa e escolher um local nele, onde seria preciso travar combate com um dos inimigos para tomar aquele trecho de território e se avançar até a batalha final na base inimiga.

Legal não?

O melhor de tudo é que diferente do game anterior, este aqui contava com o elenco de dubladores da série animada para dar vida aos personagens.

Vai por mim, ter Gary Chalk, David Kaye e Scott McNeill emprestando suas vozes para os Transformers dava outra cara ao game.

Mas e a jogabilidade?



Como o cara que assaltou o supermercado em Stallone Cobra, ela é um cocô!

Na verdade, não era tão ruim! Eu pelo menos adorava! Mas realmente, comparando a outros games de luta da época, era bastante fraquinho.

Os gráficos eram bem ruinzinhos, mas o som era muito legal, disparado a melhor coisa do game.

Os cenários eram em 3D e permitiam total liberdade de movimento, o que era uma faca de dois gumes. Ao mesmo tempo que você podia usar os terreno para sua vantagem e esquivar dos ataque sinimigos, o oponente podia fazer o mesmo.

E alguns personagens eram inacreditavelmente apelões, Rampage e Cheetor especificamente.

De fato, jogando com Cheetor só era preciso usar o tiro carregado para derrotar a maioria dos oponentes com um único ataque.

Sinceramente, o melhor motivo para se ter esse game eram as animações em computação gráfica feitas especificamente para a versão de Playstation, que provavelmente foram desenvolvidas pela equipe que produzia a série animada.

E além do mais...



... em que outro lugar você pode ver o Rhinox de Transmetal fazendo joínha?

Eyyyyyyyyy!



Transformers Tataki

Este... foi uma grande decepção...

Lembro de ter visto um preview de UMA mísera imagem em uma edição da Supergamepower (e eu nunca soube se o nome era escrito todo junto), onde um Starscream em computação gráfica manuseava Megatron em seu modo revólver.

E eu quase gozei nas calças ao ver isso.

...

Não pela clara conotação homo-erótica de ver o Starscream apertando o gatilho do Megatron, mas por ver que seria lançado um game para Playstation 2 da clássica G1 de Transformers!

Tanto que por anos não descansei até tê-lo em mãos.


E quando finalmente consegui...


... decepção...

... depressão...

... angústia...

... encosto...

Aqui temos um beat'em up onde se escolhe um personagem e outros dois o seguem por um campo de batalha em que é necessário enfrentar a uma tonelada de clones.

Como... COMO puderam juntar Transformers e beat'em up e lançar um game de merda?

Bom, temos gráficos horrorosos, controles atrozes e um som que dá até vergonha. 

É estranho, pois este game foi lançado somente no Japão, mas todas as cenas foram dubladas em inglês. Mal dubladas isto é... parece que um cara só foi contratado para fazer todas as vozes e se virou o melhor que pôde, usando de recursos como uma lata vazia de Neston para fazer a mecanização da voz de Soundwave.

Aliás, é novamente possível se transformar a hora que o jogador bem entender, mas isso gera muitas cenas burlescas.

Por exemplo, se estiver jogando com Megatron e se transformar, ele vira um revólver gigante que fica flutuando pela tela, enquanto Soundwave vira um radiozão enorme que... ofusca... o inimigo com sons e luzes...

... Jesuis...

Este game vale como curiosidade, mas é uma afronta ao bom nome da G1!!!

Ironicamente... uma continuidade fraca de Transformers geraria um game muito melhor.



Transformers

Este aqui foi lançado quase que simultaneamente a Transformers Tataki e por Primus... é MUITO superior.

Apesar do nome, este game é baseado na série Transformers Armada, conhecida por alguns fãs como Poké-Formers, devido a premissa da história onde os Autobots e Decepticons duelavam para tentar pegar todos os Mini-Cons.

Temos de pegar! Temos de pegar!

Temos que fumar! Temos que fumar!

De qualquer forma, Transformers é um ótimo game.



Excelentes gráficos, excelente som, ótimos controles e se transformar em veículo é bastante útil, pois permite que seu robô alcance locais normalmente inacessíveis.

Ok, falei que os controles são excelentes, mas muita gente reclamou dos mesmos. O negócio é que os robôs são grandes e apesar dos controles serem precisos, há sempre uma sensação de peso quando os movimentamos, talvez para simular melhor a sensação de se controlar um ser metálico de oito toneladas.

Aliás, os Mini-Cons servem a um propósito específico neste game: dar habilidades extras aos heróis.

Conforme se avança no game, é possível encontrar diversos Mini-Cons diferentes e acoplá-los ao personagem, o que pode aumentar seu poder de fogo, sua resistência, sua capacidade de salto e até o permitir planar por breves períodos de tempo.

Junte isso a animações excelentes dubladas pelo elenco da série e uma tonelada de tralhas de bônus e você terá um excelente game de ação nas mãos.

O único problema de Transformers é que fica extremamente difícil em alguns trechos, mas nada insuportável, basta ter perseverança! Lider Optimus nunca desistiu de primeira!

E é uma pena, mas só dá pra jogar com os Autobots... não se pode ter tudo.



Transformers - The Game

Ok, só mais um título pra falar e é o recente game baseado no filme de 2007.

Este aqui é uma espécie de GTA com robozões, você pega seu Transformer e pode vagar livremente pelo cenário, passeando alegremente ou devastando tudo impiedosamente, dependendo da facção selecionada, quando quiser fazer uma missão, basta seguir para o ponto marcado na tela.

Pois é!

Claude Speed fez escola!



Este game é bastante divertido. Não é nenhuma obra-prima, mas é competente em sua proposta: um game que matasse a vontade que os nerds estavam sentindo de ver o filme.

Missão cumprida.

Os gráficos são ótimos, com modelos perfeitamente representados dos robôs cheios de peças móveis do filme, especialmente pra quem jogar a versão do box 360 ou do Playstation 3.

O som não é nada notável, mas possui algumas faixas heróicas que lembram bastante à trilha sonora do filme. Pra ser sincero, o melhor do som neste game é a voz de Peter Cullen no Líder Optimus! Certas coisas nunca perdem a graça!

Os controles são bons, mas não perfeitos. No modo robô é fácil controlar o personagem, mas aqueles que se transformam em carros são um pouco ruins de manobrar e acabam derrapando demais em alguns momentos, um problema que não acontece com os personagens que viram veículos aéreos.

Falando nisso, jogar com os Decepticons e ter liberdade de pulverizar os cenários é uma maravilha!

Experimente!

Garanto que vai alegrar seu dia!

Talvez não tanto quanto arrancar a cabeça de alguém com um machete em Manhunt, mas vai abrir um sorriso em seu rosto assim mesmo.

Bem, acredito ter falado dos principais games de Transformers lançados no mercado. Há alguns bastante antigos que não mencionei, mas sinceramente, não os joguei e portanto não posso fazer um review deles, assim como são tá incrivelmente obscuros que a maioria de vocês não teria a oportunidade de jogá-los.

Mas como este artigo acabou ficando um pouco mais curto do que eu gostaria, vou tacar um bônus, só pra verem que eu amo todos vocês!!!

... de forma platônica e meramente profissional... é claro...



Dream Mix Tv World Fighters

Um belo dia, os presidentes da Konami, Hudson e Takara estavam em uma orgia sadomasoquista com uma colegial num bordel de Tóquio.

Na pequena pausa entre as chibatadas e a tortura com cera quente, um deles sugeriu que as empresas deveriam unir seus personagens mais populares em um game que fosse uma total cópia de Smash Bros, afinal de contas, era esse tipo de coisa que a criançada gostava de jogar hoje em dia.

Algo que provavelmente foi confirmado com gemidos abafados e quase inaudíveis pela colegial amordaçada que ouviu a idéia.



E assim nasceu Dream Mix Tv World Fighters! O game mais pilantra de todos os tempos!!!!

Como a Takara é a dona japonesa de Transformers (como eu disse durante todo o mês, se não sabe disso até agora você é um viado de marca maior) ela enfiou o Líder Optimus e o Megatron como personagens jogáveis aqui.

Outros astros são Simon Belmont, Solid Snake e Twin Bee por parte da Konami, Hugo de Bloody Roar e Master Higgins de Adventure Island por parte da Hudson... e mais um monte de gente que não faço idéia de quem sejam ou qual empresa estejam representando.

Ah, tem também o Tyson do Bayblade.

Vou ser direto e reto: os gráficos são medianos, o som é uma ameba, os controles são nem fú nem fá e o game simplesmente não é atraente o bastante para merecer uma segunda jogada. No máximo você vai jogar até liberar o Megatron (que é personagem secreto) e se dar por satisfeito.



Mas se você sempre teve vontade de atropelar um lobisomem com o Líder Optimus enquanto o Devastador fica olhando, este game é pra você!

E aqui encerro meu mês temático de Transformers! Espero que tenham gostado e a seguir volto com minha programação normal!

E só pra não perder o hábito:

ATÉ TODOS SEREM UM!!!!!

Cheers!!!

12 comentários:

Julia disse...

Vou sentir saudades...

Amer H. disse...

Bom... o blog não vai morrer... só... mudar de assunto...

ATÉ TODOS SEREM UM!!!!!!!!!!!!

david disse...

Esse mês-temático foi bem legal.Na verdade deve ter sido bem mais legal para você, Amer.
Quando eu comprei meu PS2 veio um dvd jam pack com um jogo de Transformers.Não lembro qual, mas eu achei bacana e sempre que chegava no fim da demo eu começava de novo e tentava fazer algo diferente. Talvez eu jogasse tanto por não ter outro dvd, mas isso não importa.
Quem sabe você não pode fazer um especial de fim de ano com os temas que você mais gostou de escrever durante o ano e inclua, obviamente, Transformers.Ou faça algo do gênero, tudo como desculpa para você falar do assunto que tanto gosta.
abraços

Amer H. disse...

Ah, mas eu gosto de muitos assuntos!

Por exemplo, passarei boa parte do mês que vem falando dos consoles da geração 16 bits!

Em especial seus melhores jogos...

KA-BLAM!

BAH disse...

Eu só tenho a lamentar o NES não ter lançado um jogo dos Transformers tão bom quanto o dos G.I. Joe.

Amer H. disse...

É... o dos Joes era booom...

david disse...

Eu sei que tem vários assuntos que você gosta, tipo luta-livre!
Falando nisso, Tava lendo seu post sobre a Beth Phoenix e como ela fez te fez voltar a se interessar sobre o assunto.Achei muito legal.
Mas será que foi o suficiente para fazer você a postar algo aqui?Desde que eu começei a acompanhar seu blog, nunca teve nada de WWE.Dawn!!!
abraços

Amer H. disse...

Conte três artigos a partir do próximo e terá uma surpresa...

Joe disse...

Hey Amer, não se preocupe em relação a Megaman 9, ele não será exclusivo do Wii Ware ;D
Anyway, belo artigo, como sempre =)

Amer H. disse...

Thor te ouça...

julio_dcm disse...

http://img291.imageshack.us/my.php?image=bbeubicq5.jpg

Lembrei do teu blog vendo essa parada broder.

Abralhos

Amer H. disse...

Gyahahahahahahahahahahahahahahaha!!!!!!

Essa vai pro Fotolog!!!

Abração!!!