quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Mês das Festas: Games Natalinos


NATAL!!! OH, QUE ÉPOCA GLORIOSA!!!

Sim, aquele dia do ano onde você se reúne com toda a família na casa da vó, e reencontra parentes que não vê desde o último mês de dezembro. Seu tio reaça, sua prima justiceira social de cabelo verde, sua outra prima que de repente virou uma gostosa, e a tia Lurdes, que parece ter se desligado do mundo depois do divórcio.

Então, chega a hora da ceia e vovó serve os quitutes que passou doze horas em pé preparando. Um peru suculento e fofinho, batatas assadas douradinhas e crocantes, arroz tão branco que mais parece uma montanha de cocaína na mesa de Tony Montana (e sem passas, porque passas são coisas do Satanás), e para sobremesa, aquele pavê que desperta as sinapses na mente do seu tio e o força a disparar a mesma piada sem graça que repetiu nos últimos dez natais, acompanhada de chocotone trufado e sorvete de pistache... Porque gente velha adora sorvete de pistache, sabe lá Deus porquê.

Após a ceia, todos se agrupam na sala, ligam a tevê no especial do Roberto Carlos e deixam o rei como ruído ambiente enquanto colocam a fofoca em dia. Tudo corre bem, até que João Reaça solta um “BOLSOTRON PRESIDENTE 2022”, o que faz Maria-Pós Moderna retrucar com “EU FECHO COM MADURO”! Logo a família está batendo boca sobre política, com observações cada vez mais desinformadas e burras, e a vó tentando aliviar a tensão oferecendo bala de leite dura para os presentes... Porque gente velha sempre tem uma tigela de bala de leite dura na mesa da sala, sabe lá Deus porquê.

Subitamente, João Reaça ACUSA a tia Lurdes de ser UMA MUNDANA!!! E por isso seu casamento acabou. Lurdes começa a chorar copiosamente, e é quando outro dos homens presentes (talvez o tio Cazalbé, responsável pelas piadas anuais do pavê) entra em CONFLITO CÓSMICO com o tio João. E o resto da noite é recheado com gritos e ameaças de morte, enquanto  Lurdinha chora, a vó tenta confortá-la, e todas as crianças presentes olham com aquela cara de “como diabos isso foi acontecer”?

É quando você vai até a cozinha e é seguido pela sua prima Tina Tesuda, com quem você cresceu em Piracicaba. Vocês dois concordam que a melhor coisa a fazer é sair dali, e seguem até a casinha dos fundos que costumava ser o escritório do seu avô. Longe da briga, vocês colocam a conversa em dia e se lembram de como as férias no interior eram gostosas. Vocês passam um tempo tão bom juntos, que na hora de ir embora, você reza para que ela encontre uma caixa de pílulas do dia seguinte debaixo da árvore de Natal.

...

Pensando melhor, talvez seja preferível ficar em casa. Acompanhado de uma bela lasanha congelada, de seu pinheiro de plástico de 10 Reais comprado na loja do senhor Shang Tsung, e das reprises de Esqueceram de Mim na Globo.

E claro, dos video games. Que melhor companhia um solitário, alcoólatra, delirante, depressivo e suicida pode ter nesta época do ano?

Agora, o Natal é uma época normalmente ignorada pelas produtoras de games. Enquanto você pode rechear seu Halloween com Resident Evil, Splatterhouse, Castlevania e o game da Hanna Montana, não existem muitas representações digitais do velho Nicolau, suas renas, neve, Tina Tesuda e tudo aquilo que torna esta época tão mágica. Provavelmente porque você pode realocar um game de terror para qualquer época do ano, enquanto jogar um game do Papai Noel no meio de fevereiro faria qualquer um se sentir um idiota.

Mesmo assim, vez ou outra um programador intrépido é penetrado pelo espírito natalino, e tomado pelo amor desta época, ele decide liberar suas benção sobre os games que está produzindo e... Era pra ser um eufemismo sobre sexo. Sobre o cara gozar o espírito de Natal dele sobre uma pilha de cartuchos. A piada fracassou miseravelmente e eu vou passar pro parágrafo seguinte.

Enfim, de vez em quando temos games cuja temática bate com as festas de fim de ano, e falarei sobre alguns deles hoje. Assim, fiquem bem confortáveis e preparem seus emuladores, porque vamos ser sinceros, vocês não vão gastar um centavo sequer com qualquer um destes jogos, não é verdade?

Em frente então! Rodolfo! Corredora! Dançarina! Raposa! Cometa! Mileena! Starscream! Putin! Dan Moroboshi! E todas as demais renas de Noel! Avante nesta empreitada mandiocante!


Christmas Nights

Eu não escrevo muito sobre o Sega Saturn aqui, o que é estranho, porque eu sou apaixonado pelo aparelho. Me mantive fiel a ele enquanto o resto do mundo se entregava ao Playstation e tentei me convencer de que um game com strippers japonesas era melhor do que Resident Evil 2.

Mas os proprietários de Saturn tinham uma coisa que os donos de Playstation jamais teriam... Além de uma completa falta de noção sobre como o mercado de games funciona... Nós tínhamos Nights into Dreams... Que deve ser o game mais superestimado de todos os tempos.

É superestimado e você sabe disso. Tudo que o jogador faz é voar pelo cenário, recolher bolas e as enfiar em um saco, o que é bem menos sensual do que parece. Claro, os controles são magníficos e a sensação de voo é uma delícia, mas todas estas novidades perdem a graça quando você percebe que sua única tarefa no game é RECOLHER BOLAS E ENFIAR NUM SACO!!!

Pois bem, Christmas Nights into Dreams foi um disco demo que a Sega lançou em 1996, na época em que as produtoras de jogos davam brindes ao seu público, ao invés de tentarem arrancar até o tutano dos seus ossos com micro-transações como fazem hoje. Na demo, o vilão do game original retorna a vida e os dois heróis da história precisam RECOLHER BOLAS E ENFIAR NUM SACO, até juntarem as partes que faltam da estrela da árvore de Natal, que é a única fraqueza do grande mauzão.

Em outras palavras, a demo mostra que todo esforço dos heróis no primeiro jogo foi uma perda de tempo maior do que tentar encontrar o senso de ridículo da Gretchen.

Sendo um mísero disco demo, Christmas Nights into Dreams traz duas míseras fases, uma pra cada protagonista. E sequer são fases novas, tratam-se apenas das fases de abertura do game original, travestidas com uma temática natalina! É como dar um abraço no Papai Noel e perceber que na verdade era o Caveira Vermelha... E essa analogia fez muito mais sentido na minha cabeça.

Mas calma, tem mais! Christmas Nights into Dreams fazia uso do relógio interno do Saturn, e trazia uma surpresa diferente sempre que fosse jogado em uma data especial do ano!

Não no seu aniversário, animal! Quem disse que seu aniversário é especial? Quem disse que VOCÊ é especial? Você só tá aqui porque seu pai e sua mãe encheram a cara uma noite e seu pai esqueceu de gozar fora da velha! Agora você se acha especial só porque não virou uma mancha no lençol quinze anos atrás? Vá pro diabo que te carregue!!!

Mas como eu dizia, o disco reconhece datas especiais, como o Dia dos Namorados! É quando a tela fica cheia de corações, só pra esfregar na sua cara o virjão solitário dono de Sega Saturn que você é! E em 31 de dezembro, ele te deseja Feliz Ano Novo, contente porque você evitou o suicídio por mais 365 dias.

Pois é!

Sendo uma demo com duas décadas de idade, é de se esperar que Christmas Nights into Dreams alcançasse preços exorbitantes no mercado de colecionadores mas... NÃOPE! Pelo menos até a última vez que chequei (meros segundos antes de escrever este parágrafo) era possível encontrá-lo no eBay por 78 Dilmas... Temers... Moros... Seja lá como nossa moeda vier a se chamar nos próximos meses.

Claro, também tem uma cópia lá sendo vendida a R$ 255... O que ainda é mais barato do que Street Fighter V, outra demo muito popular entre o público gamer.

... Vá se foder, Street Fighter V e sua meia dúzia de personagens...


Duke Nukem – Nuclear Winter

Em 1996, a 3D Realms lançou Duke Nukem 3D, um título que revolucionou a indústria dos games.

Bom, na verdade não. Mas era um bom game, e hoje serve como uma lembrança da época em que a 3D Realms não era a mancha de bosta na cueca do destino que ela veio a se tornar em tempos recentes.

Independente disso, Duke Nukem 3D foi um sucesso absoluto, e claro que seus criadores tentaram espremer até o último Dólar da uretra do Duke, antes que o público se cansasse do personagem. Assim, em uma noite de sexta-feira, no final do expediente, um programador exausto e sem ideias se fez a pergunta: “O que combina com um herói misógino, violento, e cujo vocabulário consiste apenas de referências a filmes de Sam Raimi e John Carpenter? JÁ SEI!!! O nascimento de nosso senhor e salvador, Jesus Cristo!!!”

Então ele repensou sua ideia, pois percebeu que um game chamado “Duke defenestra Jesus” não venderia muitas cópias. Ao invés disso, ele decidiu que uma expansão com temática natalina era uma ideia muito melhor, e assim ele o fez.

Basicamente, Duke Nukem: Nuclear Winter é uma expansão safada e imunda, que vem com quatro fases, embora duas delas sejam apenas os estágios iniciais do game original com neve, chapeuzinhos de Noel, gonorreia e outras coisas típicas da época e nenhum armamento novo. Duke sequer tem falas novas e simplesmente repete as mesmas falas que todos já escutaram tantas vezes, que as palavras até perderam o sentido. O que foi, 3D Realms? Não quiseram pagar o cachê de dois McLanches Felizes que o dublador do Duke exige em seu contrato?

Em compensação, as fases novas realmente são inéditas. E trazem novos oponentes também, como homens de neve diabólicos e a milícia das duendes feministas.

...

Espera... Um game onde eu posso explodir feministas até meu coração parar por excesso de felicidade? EU RETIRO TUDO QUE DISSE! DUKE NUKEM: NUCLEAR WINTER, EU TE AMO E QUERO TER SEUS BEBÊS! ME ENGRAVIIIIIIIIIIIIIIIDAAAAAAAAAAAAA!!!

...

E pra todos que se ofenderam com esta piada, fiquem a vontade para mandar suas reclamações para cagoeando@chupameusminduins.com. Responderei a todos no dia em que se incomodarem quando eu fizer piada com um ponto de vista que se oponha ao de vocês.

Continuando, a história nos mostra que os aliens derrotados no game original retornaram em busca de vingança e... De novo? Mesmo plot de Christmas Nights, em que o vilão retorna nas festas de fim de ano pra se vingar pelo chutamento de bunda que receberam dos heróis? Mas que bando de bandidos pagãos são esses, que não respeitam a santidade do Natal?

Mas enfúm, os aliens fazem lavagem cerebral em Noel e o obrigam a destruir ao mundo. Apenas nosso titã-de-testosterona-estadunidense pode salvar o Natal, e ele planeja fazê-lo exterminando Noel e erradicando o Natal para sempre. Contraproducente, mas não vou discutir com um expansão pra jogo de computador com vinte anos de idade.

Eu recomendaria esta expansão aos fãs do Duke, mas tenho certeza que ela não roda em computadores modernos. Pelo menos, não sem o sacrifício de sete gatos e duas universitárias virgens.

E onde vamos encontrar universitárias virgens a essa hora?


Saints Row IV – How the Saints Save Christmas

Ok, é outra expansão. Me processe!

Não. Não me processe, por favor. Eu só tenho uma gata, dois Cup Noodles de frango e meu senso de auto-importância. Não tire essas coisas de mim, são elas que me fazem crocante por fora e macio por dentro... Eu nem sei mais do que tou falando, eu queria um boquete da filha do Donald Trump.

Então, como resumir Saint’s Row em poucas palavras?

Assim: “É uma cópia de GTA”.

Ok, como resumir em um pouco mais de palavras?

Bem, Saints Row foi um dos primeiros games lançados para o Xbox 360. Era um sandbox, assim como o game da Rockstar e colocava o jogador na pele de um bandido que buscava subir na vida do crime. A história era séria e dramática, com reviravoltas, traições e e um futuro incerto para o herói e seus aliados.

O segundo game da série traz mais do mesmo, mas dá pra jogar com uma mulher. Progresso, eu acho.

No terceiro game, os produtores disseram: “Foda-se tudo! A série é uma comédia agora! E chama o Burt Reynolds!” Assim foi feito e este tornou-se um dos melhores jogos da sexta geração de consoles.

No quarto game, os produtores disseram: “Foda-se mais ainda! Vamos explodir o mundo!” Assim foi feito e o jogo coloca os heróis em uma simulação de computador no estilo Matrix, onde eles usam super poderes bisonhos pra enfrentar os aliens que destruiram a Terra.

E tem também o quinto game, onde nossos heróis vão pro inferno enfrentar o capeta.

É.

E se este mega resumo não te fez querer gastar a poupança da faculdade dos seus filhos comprando a série inteira, então eu espero que a Margot Kidder brote de debaixo da sua cama e chupe seu dedinho enquanto você dorme.

Então... O que acontece nessa expansão? Bem, os aliens pederastas que explodiram o mundo constroem um clone maligno de Papai Noel. Porque mesmo tendo armamento capaz de destruir um planeta, eles claramente precisavam de um velho obeso movido a leite e biscoitos para levarem adiante seus planos. Cabe então aos Saints (os heróis da série, por isso ela se chama Saints Row, dã!) derrotarem o Noel mau, salvarem o Noel bom, e assim resgatarem o espírito do Natal.

O que não faz a menor diferença, pois lembrem-se, a Terra foi destruída e todo mundo morreu. Mas quem liga pra história? Certamente, não o Zack Snyder!

E o mais importante é que How the Saints Save Christmas traz armamentos novos, roupas exclusivas, cenários inéditos, a possibilidade de chupar uma bengala de Natal (DUPLO SENTIDO! HA-HA!) por dez minutos em troca de uma conquista/troféu, e eu tenho absolutamente mais nada a dizer sobre este game, então vou passar par o próximo.


Daze Before Christmas

Aqui temos um game que a maioria das pessoas do planeta não conhecem. Talvez por estarem mais preocupadas com falta de comida, casamentos forçados, ou a possibilidade de serem usadas como mísseis por algum louco que resolveu iniciar uma guerra civil porque não encontrou bolinho Ana Maria quando foi ao mercado.

Mas mesmo no ocidente, onde a maior preocupação de uma geração inteira é acusar o Super Mario de sexismo, pouca gente ouviu falar de Daze Before Christmas, o que é uma pena, porque onde mais você pode jogar com um Papai Noel que vira um demônio espancador de esposas sempre que bebe café?

Mas estou me adiantando.

Tudo começou em 1994, na sede da produtora norueguesa Funcom.

Sim, também fiquei surpreso ao descobrir que faziam games na Noruega. Achei que as únicas coisas que se produziam lá eram loiras, arenque, e aqueles gordos que competem nos torneios de homem mais forte do mundo.

Pois bem, estavam todos trabalhando na Funcom, quando a rainha Elsa subitamente invadiu o lugar. Ela disse então: “CESSAI AS ATIVIDADES E PRODUZI UM JOGO DE SÃO NICOLAU PARA VOSSAS CRIANÇAS!” A equipe acatou a ordem imediatamente, pois estava atordoada demais com a visita de um personagem de desenho animado que não viria a existir por mais duas décadas para desobedecer.

Então o jogo foi concluído. A rainha Elsa deu uma olhada nele e proclamou: “Pois, de fato, está completo. Mas ninguém verá a majestosa beleza e horror nela capturados! Para o lugar debaixo dele irá!”

Um dos produtores da Funcom perguntou a Elsa por que ela estava falando igual ao Thor. Ela respondeu com um número de canto e dança que durou quinze minutos, e o sujeito que a questionou foi assado, temperado e servido para a Anna.

E no fim das contas, Daze Before Christmas foi lançado só na Austrália, para o Mega Drive.

Então, os Australianos olharam pro game e disseram: “AY NAY! NAY QUEREMOS ESSE JOGO AQUAY! PAPAY NOWAY, ENFRENTANDO MONSTRAY! LEVE ISSO DE VAYTA AO SEU CONTINENTAY! SHEILAS!”

...

Olha, eu sei lá como tentar reproduzir um sotaque australiano em português. Eu tentei, ok? Não tou vendo você fazer melhor, seu molestador de coalas!

Eventualmente, o Super Nintendo também recebeu uma versão de Daze Before Christmas, que foi lançada também na Europa. Haviam planos para um lançamento americano, mas foram cancelados, porque a Elsa queria que o game atingisse apenas os mercados mais restritos do planeta, o que mostra que o conselheiro real dela deve ser o Sven.

Seja como for, você não jogou Daze Before Christmas, porque nossos televisores de tubo dos anos 1990 funcionavam em uma frequência diferente daqueles produzidos na Europa e na terra de Paul Hogan. Mesmo que conseguisse uma cópia do game, ele não iria funcionar aqui, então poupem-me das balelas.

Porque sempre tem um baleleiro que adora se gabar de como jogou um game que não existe. Posso ver suas mentiras chegando A UM QUILÔMETRO DE MINUTO!!!

DE DISTÂNCIA! Foi isso que eu quis dizer.

Mas até o momento escrevi 507 palavras e não falei uma pícara sequer sobre o jogo. Pois então, Daze Before Christmas é um sidescroller, porque este é um dos seis gêneros que os consoles de 16 bits eram capazes de reproduzir; Os outros eram corrida, luta, puzzle, RPG e adaptações cagadas de séries de tevê e filmes, que nossas avós nos dão de presente porque não entendem chongas de videogame e que temos de fingir que adoramos pra não magoar a velha.

Aqui, um homem de neve DO MAL sequestrou todas as renas e duendes de Noel, e cabe ao bom pedófilo a tarefa de salvá-los e ao Natal. O principal ataque de Nicolau são seus poderes cósmicos, que ele utiliza para transformar os asseclas do vilão em presentes e OH MEU DEUS!!! Quer dizer que toda tralha recebida por uma criança no Dia de Natal fora antes um ser vivo? Aquele boneco do Han Solo que eu decapitei quando tinha sete anos pode ter sido um cara chamado Romervaldo??? É ISSO MESMO???

... Ah, foda-se o Romervaldo. Aposto que ele era fã de Naruto.

“Mas Advil, e essa história do Papai Noel bater na mulher? Que papo é esse?”

Sempre que recolhe uma xícara de café, Noel fica vermelho, ganha um par de chifres e não mais usa mágica para transformar seus inimigos em presentes. Ao invés disso, ele os esmaga com seu SACO ENORME, provavelmente quebrando todos os brinquedos que se encontram dentro dele e causando muita dor a todos os Romervaldos que agora tem sua alma perpetuamente aprisionada em um pedaço de plástico.

E embora não hajam cenas que mostrem o o velho Noel espancando sua esposa, se ele se transforma em capeta toda vez que bebe café, acredito que não é exagero imaginar que ele lubrificou as amídalas da velha com sêmen todas as vezes que eles foram aos Starbucks.


Batman Returns

“NADA A VÊ, ABILULA! É O BÁTIMA! BÁTIMA NUM TEM NADA A VER OM NATAL! BATMAN MATA, ESTROMPA E FODE TODO MUNDO! VOCÊ É BICHA E VAI TOMÁ NO CU!”

Pois eu te pergunto, ser que foi expelido pelo ânus do Fofão... Deus o tenha... Em que época se passa a história de Batman – O Retorno? Exato! No Natal! Em uma cena, o Bruce Wayne tá lá na mansão, assistindo ao discurso do Pinguim na tevê, comendo uma cenoura e vestindo um suéter ridículo, enquanto o Alfred tá lá no fundo, camelando pra enfeitar o pinheiro de doze andares que seu mestre insistiu em comprar, mesmo sendo o Batman e não dando dois putos para o Natal.

Então sim, Batman – O Retorno é um filme de Natal. E seu game é um game de Natal. E se alguém não concordar, tou esperando lá na catraca da estação da Sé! Vou enfiar minha botina tão fundo no seu rabo que a água do meu joelho vai matar a sua sede, malandro!

Certo? CERTO? CERTO??? Então tá certo.

Batman Returns foi lançado para 56203976597365402963597 consoles diferentes. A versão a qual me refiro aqui é a de Super Nintendo, que foi produzida pela Konami na época em que a empresa ainda não era a manifestação física da decepção.

No game, assumimos o papel de Bruce Keaton, bilionário, playboy, filantropo, que teve seus pais assassinados por Tim Burton e que hoje veste uma roupa de borracha dura e arremessa palhaços na parede como forma de superar seu trauma. Aqui, como no filme, o Pinguim surge dos esgotos, determinado a fornicar com todas as debutantes de Gotham. Simultaneamente, a Mulher-Gato aparece do nada e faz “miau”, o que imediatamente a transforma em uma criminosa de alta periculosidade. Nosso herói olha pros dois e diz: “Melhor eu bater a cabeça dessa dupla contra um bloco de concreto até que deixem de ser uma ameaça, não concorda, Alfred?” ao que o velho respondeu: “Por favor, me ajude com esta árvore, patrão Bruce! Eu tenho 112 anos, eu não devia mais subir escadas! Se cair, eu quebro feito um suspiro!”

O que temos então é um beat’em up que só pode ser resumido pela palavra “delícia”. No controle do Cruzado Embuçado, o jogador atravessa Gotham e espanca os criminosos circenses do Pinguim... Porque o Tim Burton achou que faria mais sentido dar o controle de um circo de assassinos para o Pinguim ao invés do Coringa.

Então você anda, soca, chuta, dá cabeçadas, e arremessa os inimigos contra a parede, o que é incrivelmente satisfatório. E como 90% dos adversários são palhaços, Batman Returns pode ser incrivelmente terapêutico para quem sofre de coulrofobia.

E em outras notícias, que outro game lhe dá a chance de enfiar a porrada na Michelle Pfeiffer e Danny Devito? E no Vincent Schiavelli!!!

Vincent Schiavelli. O fantasma do metrô em Ghost – Do Outro Lado da Vida. Ele é o capanga que toca o realejo em Batman – O Retorno.

E aqui, você pode espancá-lo até seu coração se dar por satisfeito.

Que Deus abençoe a todos!


Home Alone

É claro que esta lista não estaria completa sem o game baseado em Esqueceram de Mim! Sim, o filme que todos assistimos incessantemente no final do ano enquanto ignoramos que ele destruiu a vida de Macaulay Chocookie!

Agora, assim como Batman Returns, Home Alone recebeu 509634095673676236523765497628754928456235458624975602365092364509723450962304756465854683457260462083650923654092359797639572096452934650296540972634572634975643056209365 versões diferentes. E exatamente como aconteceu com o Batman, a maioria absoluta delas é merda frita. A única que se salva é a do Mega Drive, que todos ignoramos na época, porque a versão do Super Nintendo partiu nosso coração em mais pedaços do que a Mariana, quando riu na nossa cara no dia em que a pedimos em namoro.

Oooohhhh... Mariana, sua monstra sem sentimentos com peitos enormes...

Então, como se joga essa desgraça? Bom, começa com o Kevin quebrando as leis da física, ao deslizar de tobogã pela rua sem nenhum método de propulsão. Subitamente, nosso herói aloirado que um dia viveria a humilhação de interpretar o Riquinho avista o furgão dos Bandidos Molhados. Os facínoras estão a espreita na vizinhança e pretendem rapelar todos os bens e dinheiros que os membros desta comunidade camelaram para acumular com seus anos de trabalhos.

“O MEU CU QUE VÃO!” Grita Maltado Chocookie, cheio de heroísmo e amor pela bandeira norte americana.

E como se joga essa esbórnia? Bem, você tem um tempo determinado (20 minutos na dificuldade Kate Perry, 40 na dificuldade Steven Seagal) até a polícia aparecer e levar Joe Pesci e seu cúmplice para a cadeia, onde virarão as putinhas de algum chefão do tráfico. Até isso acontecer, seu trabalho será invadir as casas dos vizinhos antes dos bandidos e entupi-las de armadilhas, em tentativas inocentes e bem humoradas de causar homicídios. Se gerar dor suficiente em seus inimigos, eles abandonarão a casa onde estão e tentarão a sorte na do vizinho, e o ciclo de tortura e destruição perpetuado por Chocookie se reinicia.

E além das armadilhas, Kevin pode confeccionar armas com os itens que estiverem a sua disposição! ZIM!!! Com alguma criatividade e boa vontade, você pode criar uma espingarda de imãs... Ou de gelo, o que seria bem mais prático. Assim, quando Joe Pesci estiver sendo tostado por um maçarico, você pode posicionar-se bem diante dele e disparar neve em suas genitais, causando-lhe um choque térmico e destruindo seu sistema nervoso central! OH! REJUBILAI-VOS!!!

Então, se ama o Natal e toda violência representada por esta data, dê uma chance a Home Alone do Mega Drive. Ele tornará sua celebração muito mais especial.

E acabei de lembrar que na época de lançamento de Esqueceram de Mim, não existia uma garota que não fosse apaixonada pelo Macaulay Chocookie. De fato, eu tinha um colega na escola que era a cara dele, e agora estou pensando na quantidade inimaginável de himens aos quais ele teve acesso por ter acertado na loteria da genética.

Mas isso é assunto para outro dia.

SMURFBOT-DOG!!!

Cheers!!!

11 comentários:

C disse...

Pois é, doido lembrar de um tempo em que as empresas dava demos de jogos em um CD (o que era o oposto de ser grátis). Hoje nós temos que pagar para testar os jogos para eles. Alguma coisa muito errada aconteceu aqui...

Galomortalbr disse...

Cara hoje em dia só jogo emuladores,os games tão muito caros por pouco conteudo

Henrique de Matos disse...

Caraca, nem sabia que havia tantos jogos relacionados com Natal, coisa louca :O

Leandro"ODST Belmont" Alves the devil summoner disse...

Ainda aguardo um post falando dos jogos do Saturn, Hamlet.

luiz cláudio disse...

''Salvo com maduro'' Isso é um chamado para o muro na fronteira

Unknown disse...

Ainda aguardo um post falando dos jogos do Saturn, Hamlet.(2)

BrunoCaesarBC3 disse...

Deveria por os australianos com sotaque de gaucho, sei lá.
E pelos sete ! Como Saints Row tem DLC e expanções !!

Eder Souza Mendes disse...

Feliz natal Abner.E muitíssimo obrigado pelo seu ótimo trabalho . Fora o jogo do Batman eu não conhecia nenhum destes jogos. Vou ver se tem algum deles no emulador de megadrive e super nintendo pra PlayStation 2. E graças aos seus comentários sobre a atual geração dos videogames percebo que sou muito feliz com o play 2 . Obrigado por tudo e até breve

@BrunoOuttaHell disse...

É uma pausa de 12 minutos entre um parágrafo e outro até parar de dar risada

Fabiano Forte disse...

Cara, artigo muito bom, parabéns!
Quanto às tretas familiares de Natal... meu, aconteceu lá em casa! Meia-noite e meia, minha irmã começa a fazer um discurso vegano, com base no "matar para comemorar a vida"... Só não quebrei a cara dela porque era Natal!

Bier disse...

Demais, Amer!
Eu até gostei do Esqueceram de mim do Super Nintendo. Vou experimentar o do Mega Drive.