sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Crítica do Amer: Doutor Estranho


Assim que Doutor Estranho começou, percebi algo de diferente.

Lembram do logotipo da Marvel? Aquele em que páginas de quadrinhos são viradas e aos poucos formam MARVEL, e depois Studios na tela, pra encher nossos corações de alegria e nossos sovacos de suor?

Pois então, agora temos diversas cenas de todos os filmes do estúdio, que nos são apresentados em rápida sucessão, até formarem MARVEL STUDIOS tudo junto bem lindão, para sobrecarregar nossas sinapses de endorfinas e nossos olhos lacrimejarem e se arregalarem até caírem das órbitas.

Pode não parecer uma grande mudança a primeira vista, mas para mim é como se simbolizasse a vontade do Marvel Studios de se apresentar como uma entidade diferente da editora. Ambos dividem personagens, mas nada além disso.

Considerando a catástrofe que anda a editora, e o fato de que mesmo as bolas fora do estúdio são divertidas (sim, até Homem de Ferro 2), acho muito justo.

E sim, isso significa que Doutor Estranho é outro acerto do Marvel Studios.

...

E agora vocês não precisam mais ler a crítica, pois já sabem minha opinião.

MARDIÇÃO!!!

Mas fiquem! O artigo de hoje tá cheio de Cumberbatch!
Vocês gostam de Cumberbatch, não?

Conheçam Stephen Strange (Benedict Cumberbatch), neurocirurgião extraordinário! Um cara tão bom em sua profissão, que ele é capaz de remover pensamentos impuros de sua mente utilizando uma pinça e dois ovos cozidos. Claro, ele também é um babaca arrogante que você quer pisotear na garganta após cinco minutos de conversa... Mas acho que isso é algo que vem com o cavanhaque, quando você é herói da Marvel. Tony Stark também era assim.

Exceto que Strange não usava cavanhaque enquanto era cirurgião, ele deixa crescer durante seu treinamento.

... Hãããããã... Spoilers...

Ma bene, Strange é um cretino lanfranhudo, até que sofre um acidente de carro tenebroso, porque decidiu sair pilotando feito Ayrton Senna na chuva. A pancada do carro estraçalha suas mãos e o impede de continuar exercendo sua profissão.

Desesperado e implodido, Strange gasta tudo que tem em meses de tratamento que não resultam em nada. Sua antiga namorada Christine (Rachel MacAdams) tenta ajudá-lo como pode, mas a obsessão de Strange em curar suas mãos acaba por afastá-la.

Eventualmente, ele descobre um camarada que anos antes ficou paraplégico, mas voltou a andar misteriosamente. Strange vai até ele, e o sujeito diz que a cura que ele busca está Kamar-Taj, que fica no Himalaia. O doutor procura no Atlas e não encontra nada, mas após descobrir que esta é uma das muitas locações mundiais fictícias criadas por Stan Lee (Como Genosha, Madripoor e Guarulhos), ele dá uma vasculhada no Marvel Wiki e descobre para onde precisa ir.

Ao chegar lá, ele é saudado por Karl Mordo (Chiwetel Ejiofor), que o apresenta ao Ancião (Tilda Swinton).. Ou seria Anciã? Essas traduções de termos que originalmente não possuem gênero sempre me deixam mais confuso que texano num restaurante vegano. Logo, Strange inicia um duro treinamento nas artes místicas, que lhe permitirão curar suas mãos... Ou lhe darão a chance de realizar um bem muito maior do que seria capaz como médico.

Enquanto isso, Kaecillus (Mads Mikkelsen), antigo discípulo da Anciã que tornou-se um vilão do mal que odeia o bem, tenta trazer um horror ancestral à Terra. Somente nosso feiticeiro com cara de fuinha pode detê-lo!

Ah, parem de reclamar, Benedict Cumberbatch é feio que dói!

Pois bem, temos aqui uma história de origem, e ela segue a mesma fórmula de todos os filmes do Marvel Studios que não são uma continuação: Enredo simples e de fácil digestão, com um protagonista bem definido que vemos enfrentar suas próprias limitações, até se tornar o herói que sempre estava destinado a ser.

Não é “compleeeeeeexo” e “sombriiiiiiiiio” como Batman V. Superman, mas também não é uma bosta, e isso sempre uma vantagem!

VOU XINGAR BATMAN V. SUPERMAN ATÉ O FIM DA MINHA VIDA!!! QUEIMA NO INFERNO, ZACK SNYDER!!!

"Venha cá, jovem. Vamos falar dessa raiva que você
sente por um homem que nem conhece."

Sendo muito honesto, fiquei preocupado quando anunciaram Doutor Estranho, pois a história do personagem é muito parecida com a de Tony Stark: Um lanfranhudo milionário que é o melhor em sua área se lasca e torna-se um herói enquanto busca uma forma de consertar sua vida. Tive medo de que o filme acabasse sendo um mero repeteco de Homem de Ferro, só que com doses de David Copperfield ao invés de Steve Jobs.

Felizmente, não foi o que aconteceu. Apesar de possuir uma temática semelhante a de seu antecessor, Stephen Strange é seu próprio personagem, e isso se deve a impecável atuação de Benedict Cumberbatch, que fez de seu personagem um homem arrogante e frio, mas com enorme talento, e lampejos de bondade e nobreza que tornam-se mais evidentes a medida que ele progride em sua jornada.

Minha única reclamação é que o desenvolvimento de Strange ocorre de forma muito acelerada. Mal ele sofre o acidente e já está em Kamar-Taj, e mal ele chega na cidade e seu ceticismo já é abalado pelas habilidades da Anciã. Não é algo que prejudique o filme, mas me questiono por que não tiveram com Strange o mesmo cuidado que demonstraram com o outros heróis neste aspecto.

Em outras notícias, sempre tenho a impressão que Benedict Cumberbatch está sendo dublado por um cara de dois metros e meio de altura, porque eu nunca vi uma voz combinar tão pouco com seu dono. Ele devia falar igual ao Gilbert Gottfried, ou o Gallagher... E vou parar de citar comediantes americanos que ninguém conhece agora.

Chiwetel Ejiofor... E eu espero ter escrito esse nome certo... Também faz um ótimo trabalho como Karl Mordo, o primeiro amigo que Strange faz ao chegar em Kamar-Taj. Vocês sabem, o cara que entrega a senha do wi-fi para ele no trailer. Mordo é um personagem rígido, preso as regras que ditam o mundo da mágica, mas ele transmite grande dignidade e sabedoria. Algo que fará muita diferença no futuro quando...

OOOPS!!! QUASE SOLTEI SPOILER!!!

Mas quem rouba a cena é Tilda Swinton como o Ancião... Anciã... Daquele Kuririn em Level 999, pronto! Dizem que bons atores desaparecem em seus papéis e bem... Aqui é como se ela nunca tivesse sido algo além da feiticeira suprema responsável por proteger o mundo e treinar as próximas gerações de magos. A personagem está sempre envolta em um notável aura de gentileza, mas jamais duvidamos que ela pode partir os céus e a terra se julgar necessário.

O único que deixa um pouco a desejar é Mads Mikkelsen, não por fazer um trabalho ruim, mas porque seu personagem não possui motivações fortes e falha em se tornar marcante. Verdade seja dita, este é um problema compartilhado por vários vilões do Marvel Studios, como Darren Cross, Malekith e Ronan, que foram pouco desenvolvidos e serviram apenas para dar aos heróis alguém a quem socar.

Bem, reconheço que a Marvel sempre teve vilões mais fracos que a DC, salvo raras exceções. Mas eu vou ficar extremamente infeliz se Thanos receber o mesmo tratamento dos demais antagonistas do estúdio.

Está me ouvindo, Kevin Feige? Ou você acerta seu passo, ou serei forçado a tomar medidas drásticas, como escrever centenas de Tweets raivosos e cheios de palavrões, como bom gordo virgem de 62 anos que coleciona bonequinhos da Funko!

E já que mencionei o Twitter, um pensamento me ocorreu enquanto eu assistia o filme.

Muita gente reclamou que Tilda Swinton, uma atriz branca, foi escalada para viver o Ancião, um personagem originalmente asiático. Estas pessoas alegaram “whitewashing” e que Hollywood estava assim apagando a presença de outras etnias em seus filmes... Ou qualquer bobagem politicamente correta do tipo.

As mesmas pessoas ignoraram o fato de que Karl Mordo, um personagem romeno nos quadrinhos, recebeu um intérprete negro no filme.

Bom, é a internet internetando. Eu nem devia mais ficar surpreso.

"Apropriação cultural. Tu tá roubando o espaço que devia pertencer a uma fuinha."
"Vá pro diabo que te carregue!"

Doutor Estranho também adiciona um elemento até agora pouco explorado no MCU, que é a magia. Quase todos os personagens lidam com heróis que são fruto da ciência, mesmo em Thor, os asgardianos são tratados mais como alienígenas do que como os deuses mitológicos que Stan Lee copiou... SE INSPIROU, foi isso que eu quis dizer. Sim.

Pessoalmente, gosto muito disso. Um dos pontos fortes da Marvel sempre foi a perpétua mistura de gêneros que acompanhamos nos quadrinhos. Feiticeiros, cientistas espaciais e vigilantes urbanos sempre dividiram o mesmo ambiente e conviveram em perfeita harmonia.

Exceto naquelas graphic novels onde um herói tem de matar todos os outros, porque algum roteirista acordou se sentindo subversivo e a Marvel decidiu que era uma boa ideia deixar uma publicação na mão desse cara.

Além disso, a magia apresentada no filme consiste principalmente da manipulação do espaço e do tempo. Como os outros heróis irão reagir, quando se depararem com alguém que pode mudar a história se assim o desejar? O verão como um aliado, talvez um possível conselheiro? Ou ficarão perpetuamente alertas, apenas esperando o momento em que o feiticeiro supremo sairá do controle?

E quando veremos o Shuma-Gorath? Toda uma geração de moleques que desperdiçou o PIB da Suíça em fichas de fliperama precisa saber!!!

Se querem minha opinião, acho que ele vai aparecer em Doutor Estranho 3. E deveria ser interpretado pelo Robert De Niro. Al Pacino poderia fazer o Coração Negro, eles seriam uma dupla dinâmica da trevosidade e passariam muito menos vergonha do que quando trabalharam em As Duas Faces da Lei.

Meu Deus, vocês trabalharam em O Poderoso Chefão! Como a carreira de vocês chegou nesse nível?

"Até eu estou em filmes melhores. E olha que eu sou só um estereótipo!"

Pra encerrar, gostei muito da maneira que a magia foi representada neste filme.

Após tanto tempo assistindo Harry Potter, nos acostumamos a ideia de que mágica consiste apenas de voar em vassouras, encontrar Salas Precisas pra dar umazinha com a Luna entre as aulas, ou transformar David Thewlis em um lobisomem de computação gráfica que tornou-se ultrapassado menos de uma década após seu lançamento.

Aqui, a coisa é mais complexa. Magia envolve a manipulação do espaço e do tempo, além do conhecimento e contato com seres de infinitas dimensões. Feiticeiros aprendem que o mau uso de seus poderes pode trazer consequências terríveis para o resto da humanidade. É uma lufada de ar fresco ver um filme onde magia não é tratada como algo mundano.

E os efeitos visuais são extremamente criativos. Em duelo, os feiticeiros criam uma espécie de “Mundo Compacto” (e eu espero estar usando este termo de forma correta), que cria uma duplicata do ambiente ao seu redor, que pode então ser manipulado a vontade pelo mago, sem causar danos ao mundo real. É como A Origem, mas dez vezes maior e não o deixará entediado ao ponto de contrair câncer.

De fato, eu recomendo a vocês que assistam a este filme em 3D se puderem.

E vejam bem, eu ODEIO FILMES 3D! ODEIO COM TODO ÂMAGO DO MEU SER! Se o diabo aparecesse na minha frente e oferecesse erradicar os filmes 3D da face do planeta, em troca da alma do meu primogênito, eu mandaria ele a bosta e diria não. Então ensinaria meu pimpolho a odiar filmes 3D também, porque é isso que você faz quando é pai: Você passa a tradição.

Mas os efeitos visuais de Doutor Estranho parecem uma enorme viagem de ácido, e não consigo pensar em uma maneira melhor de otimizar esta experiência do que vendo-a em três dimensões. É como se os anos 1960 ejaculassem em seus olhos!

...

Ok, analogia horrível. Calma que eu posso fazer melhor.

É como se o Paul McCartney ejaculasse em seus olhos!

...

Como assim “que nojo”? Ele é um Beatle, pelo amor de Deus!!!

Visto aqui: O resultado de um infeliz encontro com Sir McCartney

Recomendo Doutor Estranho, sem sombra de dúvida. E fico muito feliz que o Feiticeiro Supremo agora é parte do MCU.

Uau, que viagem foram estes últimos dez anos. Quem diria que Homem de Ferro iniciaria todo um universo compartilhado, que ainda está em expansão e não dá sinais de fraqueza? E vocês não tem ideia de como eu fico feliz de viver em um tempo onde todos podem desfrutar dos heróis que eu tanto amo desde a infância.

E é um alívio saber que mesmo na Hollywood sem criatividade e obcecada por reboots que temos hoje, ainda existem aqueles que são capazes de entregar uma experiência mágica a seu público.

Literal e figurativamente no caso de hoje.

...

Bom, este foi o final da crítica. Se me dão licença, vamos falar de negócios.

Já visitaram minha página no Padrim? Pois com uma colaboração mensal que custa menos que um exame de próstata, vocês ajudam a financiar não apenas o Blog, como também meu canal do Youtube! E também me darão os meios para iniciar novos projetos, como podcasts e filmes pornôs!

Contribua! Ajude o Amer a ampliar seu império!

...

Agora sim, o artigo acabou mesmo.

Cheers!!!

19 comentários:

Shadow Geisel disse...

Acabei de voltar do cinema e ainda não li, mas eis minha opinião sobre o filme. O roteiro é bom, os efeitos são fantásticos e o vilão tem uma motivação clara e que faz sentido. Mas o excesso de piadas minou o potencial desse filme, que podia ser uma excelente história de origem. A construção do personagem também é super apressada. Mas de resto gostei bastante.

Ricardo Santos disse...

Concordo com sua opinião dos vilões da Marvel. Apesar de terem feito excelentes filmes e séries, os únicos vilões que se destacaram até agora foram o Loki e o Homem- Púrpura. Espero que não errem com o Thanos. Coração Negro deve aparecer na série dos Defensores, já que seu pai Mefisto vai ser o vilão da série

Fernando Ribeiro disse...

Amer, tem um tempo que quero te perguntar uma coisa mas não havia uma oportunidade, e ela apareceu hoje, é sobre o whitewhashing, o que vc acha sobre? nesse caso uma atriz branca interpretou uma asiática e um ator negro interpretou um romeno que eu imagino que na obra original era branco. Eu acho isso de muito mal gosto, acho que os personagens deviam manter suas caracteristicas tanto fisicas quanto de personalidade, acho que os personagens deviam ser interpretados por suas respectivas étnias. E o que vc acha da escolha da Scarlet Johanssen como a Kusanagi no live action de Ghost in the shell? sei que vc não gosta muito do Ghost in the shell como vc disse em um artigo, acredito que foi na lista de melhores mulheres dos animes, mas eu gostaria de sua opinião. Eu acho de muito mal gosto a adaptação de Ghost in the shell ter o elenco majoritariamente asiático mas a protagonista ser branca, a obra original se passa no japão e os personagens são óbviamente japoneses, e nessa live action os personagens serão a maioria japoneses com a protagonista branca, ao menos é o que parece. Tem até uma petição pra retirar a Scarlet do papel, e já conta com mais de 100.000 votos, mas ai eu acho extremismo tentar tirar a vaga da Scarlet. Os que defendem a escolha da Scarlet dizem que a personagem ser branca não é errado porque o corpo inteiro dela é cibernético, se não me engano apenas o cerebro dela é biológico, e então a personagem não seria necessariamente japonesa, mas eu discordo, o corpo da personagem é cibernético mas imita as caracteristicas de uma mulher japonesa, logo seria melhor uma atriz japonesa a interpretando. Se ao menos o elenco inteiro fosse ocidental e a história se passase nos Estados Unidos talvez não fosse tão ruim, mas ao que parece a história vai se passar no Japão com o elenco japonês e a protagonista branca. O que vc acho sobre isso Amer?
O texto ficou legal, detesto qualquer coisa relacionada a super heróis, mas mesmo assim leio seus textos pois escreve muito bem.

Paulo Araujo disse...

Fernando eu não sou o Amer mas gostaria de opinar também, eu acho que manter o personagem fiel a sua etnia sempre é uma boa mas existem muitos casos que a etnia do personagem não influi em nada na composição do mesmo, temos o próprio exemplo no filme tanto Mordo como a/o anciã(o) são personagens cuja a construção poderia ser feita com qualquer etnia que não iria influir na obra.

Outro ponto complicado é o fator financeiro, produtores de cinema querem fazer dinheiro, e como essas criaturas tendem a ser tão criativos quanto o avô religioso que vai na missa todo santo dia eles preferem apostar onde vai ter grana certa do que tentar lucros maiores com riscos. Geralmente isso implica em apostar em caras já conhecidas mesmo que elas sejam completamente fora da etnia do personagem que deviam retratar. Fora que animes sempre foram tratados com receio aqui pelo risco de serem um fracasso retumbante (Dragon ball por exemplo). Por isso escalaram a Scarlet, pois eles sabem que mais gente irá ver o filme pq ela está nele do que gente vai deixar de pagar pq ela é de uma etnia diferente.

Fora que Hollywood é terrivelmente racista então temos muitos atores pegando apenas papeis estereotipados e de baixa relevância e só quando eles conseguem realmente brilhar neles que eles conseguem sair desse circuito. Atores de comédia tendem a sofrer uma forma similar deste tipo de preconceito, por isso mesmo eles quase nunca escapam do nicho que entraram.

E tem mais n fatores, sendo o próprio consumidor o culpado disso também afinal a gente que dá lucro pra essas pessoas.

Não dá pra simplesmente ser fora da realidade como os "social justice warrior" que acha que o mundo é uma extensão do reduto deles no tumblr. O maior problema dos SJW é que eles cobram mudanças mas não dão o feedback correto pra fazer elas durarem ou serem decentes, a "All new, all SJW Marvel" está vendo o resultado disso no bolso.

Então é algo a se analisar pois nem todas as mudanças étnicas são obrigatoriamente ruins, mas é sempre um sinal de que o ator terá de trabalhar dobrado para encarnar o personagem, do contrário será indubtávelmente criticado.

Agora o whitewash existe? Sim, Deuses do Egito é a prova viva de que ainda perdura(sério, até cristianizaram a porra da cultura do Nilo!! Pelo amor de Osiris!!meus deuses escravizaram o seu!!) mas felizmente o fracasso de bilheteria que ele foi vai fazer com que os produtores e todo o resto envolvido pensem duas vezes antes de fazerem tamanho absurdo novamente.

No mais perdoe meus erros de ortografia e é isso.

C disse...

A questão do Ancião é mais complicada do que SJW na verdade. Colocar um protagonista do Nepal prejudicaria seriamente o filme na China, porque os chineses não se bicam com os tiozinhos do Himalaia. Possivelmente nem seria exibido, porque o governo da China tem dessas. Então a Marvel não podia dar um tiro no próprio saco desse jeito que é arrumar briga com o maior mercado consumidor do mundo.

Colocar de outra etnia asiatica seria tão ofensivo quanto, porque a manchete aí seria "para a Marvel asiático é tudo igual". Então eles tocaram o foda-se mesmo e vai um cidadão branco mesmo. E para os SJW não espumarem até morrer, colocaram uma mulher então.

Mas o ponto é que originalmente a culpa, dessa vez, não é do politicamente correto

luiz cláudio disse...

Errata, o personagem foi criado pelo o Steve (sumido) Ditko

Gi Procopio disse...

Bom, eu assisti o filme e gostei bastante principalmente como a historia e contada, os motivos do vilão são bem convincentes, a forma em que tudo no filme acontece e principalmente na transformação do personagem principal que mudou sua crença de não existir magia etc...

Leandro"ODST Belmont" Alves the devil summoner disse...

Legal a resenha amblim. Eu só queria o Shuma Gorath ( aquele polvo verde de um olho em Marvel Super Heroes) num segundo filme do Doutor "Sherlock". onde esse deu trabalho para os vingadores mais de uma vez... mas seria pedir demais.

Leandro"ODST Belmont" Alves the devil summoner disse...

E como previ, Doutor Estranho esta sendo ovacionado como uma nova divindade e nA net já tem os pseudos-fãs a declararem fa do personagem que só viu em filme. É o próximo filme da DC, da Mulher "magérrima, porém simpática" Maravilha vai receber críticas absurdas de ruins onde 80 por cento delas vai ter os nomes "feminazi" ou que ela "mata" os vilão, sendo ela uma deusa guerreira...

Essa guerra de Marvel vs DC já tem padrões previsíveis, É só enxergar

Bier disse...

Olá, Amer!

Gostei de tudo que li aqui, me sinto mais motivado a ir ver o filme agora.

Acho que você vai concordar comigo se olhar para trás e ver que vivemos uma era e tanto: vimos os videogames evoluírem do Atari para o PlayStation4 , os quadrinhos virarem temática de cinema, os Transformers ganharem filmes live Action (apesar de Michael B.), vimos computadores reduzidos para caber em bolsos... que era!

Eu venho ao seu blog para resgatar tesouros oitenta e noventistas e sempre que posso tento te dizer: obrigado por isso, cara!

Ah, sim... o Dr. Estranho...
Nunca me chamou a atenção. Nunca achei ele muito relevante. Até ler esse seu post.
Tomara que o filme mude minha opinião.

Gabriel Santos disse...

Se bobear atores brancos, pelo menos com um pouco de maquiagem, estão mais pra antigos egípcios que os egípcios modernos, arabizados desde que o Islã dominou o norte da África. Ramses II era ruivo:

https://en.wikipedia.org/wiki/Ancient_Egyptian_race_controversy#Position_of_modern_scholarship

Em suma, bobagens políticas disfarçadas de uma falsa preocupação com acurácia histórica.

Gabriel Santos disse...

"A questão do Ancião é mais complicada do que SJW na verdade. Colocar um protagonista do Nepal prejudicaria seriamente o filme na China, porque os chineses não se bicam com os tiozinhos do Himalaia. Possivelmente nem seria exibido, porque o governo da China tem dessas. Então a Marvel não podia dar um tiro no próprio saco desse jeito que é arrumar briga com o maior mercado consumidor do mundo.

Colocar de outra etnia asiatica seria tão ofensivo quanto, porque a manchete aí seria "para a Marvel asiático é tudo igual". Então eles tocaram o foda-se mesmo e vai um cidadão branco mesmo. E para os SJW não espumarem até morrer, colocaram uma mulher então.

Mas o ponto é que originalmente a culpa, dessa vez, não é do politicamente correto"

Yup, se tem algum "racismo" no caso é por parte dos chineses, a quem a Marvel studios e associados decidiram acomodar visto que seus filmes vendem bem lá.

Galomortalbr disse...

Gostei bastante do filme,gostei dos personagens e os efeitos especiais são uma lufada de ar fresco,cansado de explosões e lasers

Gutembergue Lucas Vila Nova disse...
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Euclydes disse...

Amer, seus comentários como sempre são a alegria colorida e saborosa de um mundo sempre neutro, pastoso e de cor caqui.

Continue assim,
Fui

Paulo Araujo disse...

Aguardando sua crítica à Animais Fantásticos e Onde Habitam

Paulo Araujo disse...

Aguardando sua crítica à Animais Fantásticos e Onde Habitam

Gutembergue Lucas Vila Nova disse...
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Gutembergue Lucas Vila Nova disse...
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