quarta-feira, 27 de março de 2019

Games Antigos que Amo: The King of Fighters 95-96-97


 Eu disse antes e digo de novo: O Neo Geo só se tornou o console mais desejado das crianças dos anos 1990, porque ninguém tinha condições financeiras para comprá-lo. Um aparelho tão caro que só os três maiores reis podiam tê-lo em casa, e com um jogo apenas cada um. Mais do que isso e o mundo entraria em uma crise econômica permanente.

Sim, sim... Já posso ver vocês, teclando o mais rápido que seus dedos de salsicha lhes permitem, criando manifestos de 400 páginas (nos quais 287 delas conterão apenas a palavra “desgraçado” repetidas centenas de vezes) para tentar me convencer de que o Neo Geo era um sistema excelente.


Bem, ele SE TORNOU excelente. Os primeiros games do aparelho eram tragédias como Nam-1975, Burning Fight, Mutation Nation e Robo Army, todos soníferos que deixariam um frasco de melatonina com inveja.

Mas eventualmente, a SNK acertou o passo e descobriu seu verdadeiro talento: Jogos de luta! E era o momento certo para isso, com o mercado tornando-se sedento por este gênero após Street Fighter II ter dado ao público o gostinho de chutar uma chinesa na cabeça até ela esquecer como se usa um absorvente.

Assim, tivemos Fatal Fury... Que era uma bosta... VOCÊ NEM TENTE ME CONVENCER DO CONTRÁRIO! A JOGABILIDADE DAQUELE GAME ERA UMA TRAGÉDIA E VOCÊ SABE DISSO!!! Enfim, depois tivemos Art of Fighting, que era “meh”, Fatal Fury 2, que era bom, Art of Fighting 2, que era genuinamente bom, mas mais difícil do que encontrar gente saudável na reunião anual dos jogadores de League of Legends, e Samurai Shodown, que era inclusivo suficiente para ter em seu elenco um ninja de dois metros e 900 quilos, que só podia passar despercebido entre uma manada de elefantes, ou em um torneio de League of Legends... O que derrubava todo o propósito de ser um ninja.

Mas o importante era quebrar padrões.

Como naquela época a SNK não podia soltar um peido sem que um novo game de luta rolasse pelas pernas de suas calças, alguém dentro da empresa decidiu que seria uma boa colocar todos estes personagens em um único título, e foi assim que nasceu The King of Fighters ’94!

Que era uma bosta!

...

Ninguém reclamou. Parece que concordamos em algo afinal.


E King of Fighters 94 era o sonho molhado de todo virgem impúbere da época, que um dia se tornaria um hirsute igualmente virgem e jogador de League of Legends. Aqui era possível colocar Terry Bogard pra lutar contra Ryo Sacanagem, Yuri, Mai Shiranui e King formavam um time e podíamos arrancar a roupa de DUAS destas três moçoilas (todas não, porque até abuso sexual precisa de limites), Kim Kaphwan fora promovido de coadjuvante alegre para líder de equipe tremendão, e a SNK até se deu ao trabalho de resgatar personagens de jogos incrivelmente velhos, como Clark e Ralf, de Ikari Warriors, e Athena e Kensou, de Psycho Soldier.

O game até tinha seu próprio protagonista: Kyo Kunaágua e seus amigos, Polnareff e Takeshi Jr.

E claro, na época nem ligamos pro Kyo. Quem se importa com um Yusuke Urameshi gnérico quando podemos jogar com TERRY HUMPHREY BOGART!!! PUTA QUE PARIU, ME BEIJA!!!

Pois é.

Só tinha um problema.

Em um jogo com um elenco tão imenso (para aqueles tempos), como raios a empresa faria para que seus personagens se tornassem memoráveis? Claro, Os elencos de Fatal Fury e Art of Fighting já vinham com pedigree de suas respectivas séries, mas os demais eram um ilustre bando de desconhecidos, e a menos que despertassem algum tipo de interesse nos jogadores, esta nova série de luta entre times talvez não vingasse.

Vejam bem, crianças, franquias de luta são grandes celebrações ao legado de seus personagens. Podemos experimentar um título novo por curiosidade, mas a menos que ele tenha lutadores interessantes, não ficará registrado em nossa memória por muito tempo. Por outro lado, uma série pode sobreviver a anos de mediocridade se o público se apegar a seu elenco.

Lembra como os fãs se indignaram ao descobrirem que MK3 não trazia o Scorpion e que haviam substituído o Sub-Zero pelo Sérgio Moro? Lembram como a série continuou viva mesmo após anos lançando batidas de trem como Deception, Armageddon e Sub-Zero: Mythologies? Isso se deve ao carinho que o público tem pelos personagens da série.

Hey! Você aí que tá com a mão dentro das calças, cite... MAS NÃO TOCA NO MEU BLOG COM ESSA MÃO DE PINTO, DEMÔNIO!!! Só é pra citar os nomes de três personagens de Breaker’s Revenge.

Sem usar o Wikipedia.

...

“Gostosinha da aeróbica”, “Bombada da Selva” e “Indiozão” não são nomes, são características, VOCÊ FALHOU!!!

Mas enfim, esse era meu ponto. Elenco que o público gosta faz com que seu game seja lembrado por DECADES!!!

E como a SNK resolveu este problema então? Criando um enredo tão profundo quanto um game de luta permitia, com diversas histórias paralelas atuando como satélites.


KOF ’95 foi o momento que a série começou a ganhar alma, com um desenvolvimento maior do elenco e suas motivações.

Kyo deixou de ser um vagabundo vestindo uniforme escolar muitos anos após deixar o ensino médio, ele era descendente do clã Kusanagi, responsável pelo aprisionamento do demônio ancestral Yamata-no-Orochi, que era inspirado em uma lenda do folclore japonês. Foi neste jogo também que seu rival, Iori Yagami foi introduzido.

Os tontos achavam que ambos eram irmãos.

HÁ!

Outros personagens também ganharam algumas camadas a mais de complexidade. Athena tornou-se uma diva do J-Pop e Kensou o rapaz mais friendzoneado da China, Kim Kaphwan, Chang e Choi tornaram-se os principais alívios cômicos da franquia, descobrimos que a missão dos Ikari Warriors era vigiar o misterioso retorno de Omega Tarcísio Meira e descobrir a origem de seus novos poderes... E Terry Bogard, Ryo Sacanagem e seus respectivos times tornaram-se coadjuvantes de luxo.

COMO DECAÍRAM OS PODEROSOS, NÃO?

Aqui foi introduzida a Saga do Orochi, ainda sem este nome propriamente dito. Tudo que sabíamos neste momento era que Rugal tinha um novo poder, que o consumia ao final do jogo. No final do time de Yagami, o jovem topetudo afirmava que “somente ele podia controlar tal poder”, e o jogador ficava com a pulga atrás da orelha sobre o que raios ele estava falando.

No ano seguinte, muitas mudanças ocorreram no torneio. Ele não mais era organizado por Rugal (que estava agora no céu, comendo pão), mas sim por corporações internacionais que viram na oportunidade de televisionar embates entre times de gente super-poderosa, a oportunidade de ganhar muita grana.

Takuma e Heidern se aposentaram do evento e deixaram que suas filhas assumissem suas posições em seus respectivos times, assim simultaneamente passando a tocha para a próxima geração e sambando na cara do patriarcado.

E agora, a anfitriã do torneio era uma japonesa gata de 1,80 de altura: Chizuru Kagura.

Bom, ela parecia alta pra mim.

Caso é, aqui a trama se complicou. Orochi foi mencionado por nome, com o chefe final, Goenitz, referindo-se a tal entidade pelo nome e mostrando-se seu servo fiel. Kagura revelou-se uma descendente do clã Yata, e que aceitou tomar parte no evento de 1996 para contatar Kyo e Iori e convencê-los a ajudá-la a selar o Orochi quando o mesmo despertasse, como seus respectivos clãs fizeram no passado.

Obviamente, eles não aceitaram trabalhar juntos, foram embora emburradinhos, cada um pro seu lado, o que deve ter feito Chizuru gritar “FILHOS DA PUTA” ALTO SUFICIENTE PRO Mario escutar no Reino dos Cogumelos.


Agora vejam bem, crianças. Na época, não tínhamos a internet e milhares de sites a nossa disposição. Toda informação que recebíamos sobre a história vinha do (pessimamente traduzido) enredo do jogo, e talvez de uma ou outra leitura complementar, como os manuais de instrução dos jogos ou revistas importadas... Que provavelmente estariam em japonês.

Nos anos 1990, saber ler japonês e andar com uma turma que curtia King of Fighters, era garantia de muitos boquetes.

Assim, para entendermos o que diabos se passava na série, precisávamos montar um quebra cabeça. Assistíamos o final de um time aqui, líamos um texto traduzido ali, passávamos horas investigando cada ilustração presente nas galerias de imagens das versões de Sega Saturn e Playstation dos jogos da série, e finalmente comparávamos todas as nossas descobertas com os amigos, na esperança de que juntos obtivéssemos um panorama completo.

Era GLORIOSO!!!

Então... The King of Fighters 97 saiu... E pelo Spectreman, foi o evento da década!

Não, espera... O evento da década foi quando uma colega de faculdade me levou até o carro dela em uma rua erma e passou a mão em mim dentro do veículo. Foi quando eu decidi cumprir meu papel de homem e voltar pra casa antes que ficasse tarde e minha mãe se preocupasse!

Sim! Não tinha outra forma deste evento se desenrolar!

De qualquer forma, KOF (“Como a bebida, mas escrito diferente) ’97 era a culminação de todo o mistério que passamos os anos anteriores tentando desvendar. O final de Leona no último game dava a entender que ela descendia do Orochi, aqui ela tinha uma forma furiosa e descontrolada, possuída pelo poder das trevas, tal qual Iori. Chizuru retornava, para mais uma vez tentar se unir aos dois lanfranhudos lendários e selar o demônio que tanta dor de cabeça lhe causara. Billy Kane voltava após um ano longe, desta vez unido a Androide 18 do Wrestling e Ryuji Yamazaki, QUE TAMBÉM TINHA O SANGUE DO OROCHI, mas que não corria o risco de ser possuído como os demais membros da linhagem, pois sua insanidade excedia qualquer tipo de controle que um capeta ancestral pudesse ter sobre ele.

Finalmente, tínhamos o trágico time New Face, um trio de amigos que entraram no evento de alegres e uma vez dentro dele, descobriram ser três dos quatro Reis Celestiais do Orochi (o primeiro era Goenitz) e os responsáveis por trazerem a besta de volta a vida.

Este foi o título que deu uma forma a Orochi, a de um sujeito enorme e flutuante, com penteado de esfregão do zelador da escola, e uma calça jeans tão apertada que ele precisaria de dois homens fortes com pés de cabra toda vez que resolvesse ir ao banheiro.

Todos os times tinham finais meio genéricos e pouco satisfatórios (eu mesmo parei de prestar atenção aos finais do time Fatal Fury em 1995), mas quem fosse sábio suficiente para escolher o time Três Artefatos Sagrados, composto por Kyo, Iori e Chizuru, assistiria a aquele que ao menos em minha concepção, é o final canônico desta saga:



Não é impressionante para os padrões atuais, quando temos cinemáticos de dez minutos que foram interpretados por atores reais, depois cobertos com gráficos tão fotorrealistas que podemos tirar água dos poros no rosto de cada personagem, mas Deus do céu... Esses dois minutos e meio conseguem ser muito mais emocionantes que duas lésbicas feias se beijando em um celeiro no pós-apocalipse.

Pronto, falei. Foda-se a polícia.

E em uma cena incrivelmente curta (novamente, para os padrões atuais), os produtores do jogo conseguiram colocar TANTA PERSONALIDADE!!!

Num primeiro momento, o trio checa os escombros do local onde acabaram de confrontar o Orochi, a entidade surge, enfraquecida mas não destruída e tenta controlar Iori para que mate os demais, o tiro sai pela culatra quando Iori usa o que resta de sua força para imobilizar o monstro a sua frente, eis que as vozes do clã Yasakani, ancestrais dos Yagami, pedem a Kyo que liberte o rapaz da maldição que é obrigado a carregar. É o momento que o jovem rebelde e grosseiro aceita seu papel como herói, e em um golpe final, destrói o Orochi e liberta seu odiado rival do horror que seu sangue carregou por tanto tempo.

O triste olhar final com que Iori fita Kyo, como se lamentasse a vida de ódio que levou, e como gostaria de reescrever sua existência se tivesse a chance, sela este como um dos melhores momentos de narrativa dos games.

As pessoas adoram debater sobre qual é o game dos anos 1990 que possuía o melhor roteiro. Normalmente caem no lugar comum e falam de Final Fantasy VI, Chrono Trigger, Ocarina of Time e diversos outros RPG’s da época. Não vou criticar nenhum destes jogos, todos são excelentes, com personagens memoráveis e cujas histórias resistiram muito bem ao avanço do tempo. Mas sinceramente acho uma injustiça que os jogos que englobam a Saga do Orochi não entrem nessa discussão.

Com muito menos tempo pra criar uma narrativa (pois um jogo de luta não tem o luxo de poder se estender por 60 horas), os produtores de KOF conseguiram realizar uma crônica que nos manteve cativos por anos, e que gerou algumas das figuras mais reconhecíveis do gênero de pancadaria digital.


Até hoje, nenhum enredo em um game de luta conseguiu despertar meu interesse e minha imaginação como a trilogia KOF 95-96-97 o fez, e fico muito feliz de ter acompanhado esta saga na época de seu lançamento.

Claro... KOF ’99 estragou tudo... Mas isso é uma outra história...

Cheers!!!

14 comentários:

Sergio Sampa disse...

Não acredito que vi o Kamen Rider Decade quando cliquei em DECADE...

Realmente nenhuma outra saga conseguiu ter o mesmo impacto da Saga Orochi...

E eu ainda quero saber que maldito poder do dragão é aquele que citam em kof 2001....

Bier disse...

Artigo lindo!!!

Leandro"ODST Belmont Kingsglaive" Alves the devil summoner disse...

"Cite o nome de três personagens de Breakers Revenge sem usar a Wiki"

Tia, Rila, Pierre, Abdul e Sho.

A gostosa que fazia academia e sabia lutar por algum motivo, uma versão bombada do Blanka e RUIVA (e mais pegavel também ), Um zorro francês afetado que era uma apelao desgramado quando era a CPU que usava, Tem o árabe estereotipado e barrigudo que parece um Extra de "Alladin" ou um Cosplay tosco "Lawrence da Arabia" e o protagonista que era um Ryo Sakazaki com golpes melhores e mais funcionais.

Me lembro desses personagens no Breakers. É na minha opinião de virgem de 30 anos socialmente inepto, era quase um "Street fighter 2" da SNK. era uma cópia, claro. Porém honesta

julio disse...

Vou concordar com você Amer, em gênero, número e grau, aliás, vou além, se hoje houvesse uma lista das 5 melhores histórias em jogos, a Saga de Orochi de The King of Fighters estaria nessa lista fácil, tirando todos os Final Fantasy (exceto o 6), Chrono Trigger e outros jogos cultuados, mas que entregaram menos com muito mais tempo para desenvolver sua trama!!!

Bem, dito isso, excelente artigo Amer, e tomara que a SNK volte a produzir histórias desse gabarito, talvez (pelo menos essa é a minha impressão) esse rumo volte com o novo Samurai Shodown, que chega logo em junho... Enfim, veremos em breve!

Nicholas Lemos disse...

Agora queremos artigos bombas de como foram as sagas Nests, Ash e qualquer coisa que veio depois disso, pq sinceramente eu não faço ideia.

Não entendi sua colocação sobre FFVI, Julio. Você está dizendo que ele não merece estar no topo de histórias dos anos 90?

Cheers

Éder disse...

Que texto foda , Amer , Kof 96 foi o primeiro game de luta joguei na minha vida . E devo admitir que o roteiro da saga orochi é sensacional . Mudando de assunto você pretende falar sobre phantasy Atar ?

Andrei 'Ashura' Melo disse...

Kensou é herdeiro desse poder. Ele pode absorver o ki de outras pessoas e com isso se fortalecer. O chinesinho só recuperou seus poderes graças a ele, que ao que parece vampirizou os poderes de Bao. O clã Hizoku ficou de olho nele, mas isso nunca mais foi abordado nos KOFs seguintes. Ademais, desde o 2002 o friendzone da Athena tem um especial que rouba a energia vital do adversário.

Adan disse...

Como a bebida, mas escrito diferente... essa referência nunca perde o charme.

Bier disse...

Agora que estou com mais tempo, Amer, segue a fita aqui, ó:

Em primeiríssimo lugar: muito boa a tua descrição sobre os eventos dos anos 90, tempo tão querido por mim. Eu respirei, vivi e morri KOF 97, foi puro ouro despejado em uma máquina de fliperama. Oh, essa verdadeira caça ao tesouro pelas histórias dos personagens, minha nossa! Eu era um desses que via todos os finais, fazia anotações, cruzava histórias... e eu não estava sozinho, felizmente.

Em segundo, obrigado por me enviar para aquela época. Isso foi muito louvável!

Ah, e quando você comparou o enredo de KOF com os grandes RPGs noventistas... Deus te abençoe! Sim, KOF era um jogo de luta de respeito.

E, diante de tanta seda, eu gostaria de acrescentar: Aquele RPGzinho massa: King Of Fighters - Kyo, era uma das grandes fontes (em japonês) que nos ajudava a preencher um pouco da história. Não que seja um pecado não falar dele. KOF 97 estava vivo, roubando descaradamente as fichas de Super mega ultra Street Fighter II Boket edition...

Não concordo que o 99 tenha estragado tudo, mas realmente eram tempos sombrios... muito sombrios.

Enfim, cara, muito obrigado por expor essa visão tão magnífica do game que definiu uma Era!

Leandro"ODST Belmont Kingsglaive" Alves the devil summoner disse...

Bier, concordo que na saga dos "Nests" eram tempos diferentes, era tempos mais high tech e menos enredo de anime de salvar o mundo. Já a saga do "Ash e os tesouros sagrados", essa sim foi complicada. E a SNK achava mesmo que fazer um protagonista afetado e ser o vilão era uma otima ideia...que teve gente fez festa quando ele se fodeu na KOF XIII.(Eu incluso)

Lui Belmont disse...

Leandro"ODST Belmont" Alves the devil summoner eu tinha um NEO GEO CD e adorava BREAKERS e acho exatamente o mesmo que vc, joguei muito antes do meu Neo Geo CD quebrar. Acho uma injustiça que esse jogo seja praticamente desconhecido, como vc disse realmente era uma copia de SF2, mas tinha muitas qualidades boas: a animação era muito boa, as vozes dos personagens, era gostoso de jogar, Tia Langray que era bem carismatica. O problema é que não tinha nenhuma inovação, mas mesmo assim eu nunca me esqueci desse jogo e acho que merecia reconhecimento

RGCampos disse...

Muito bom xerife...artigo homenagem de primeira. E gostei da chamadinha do The Green Mile

Bier disse...

É uma satisfação conversar com você, Leandro"ODST Belmont"!
De fato, a maneira como a SNK tentou trazer a Saga Orochi foi... um pouco catastrófica... precisava fazer toda aquela corja do "These from Past" e no fim das contas revelar só 5? Queria ter visto toda essa galera em combate, mesmo. Pelo menos o Ash deixou a existência e quase todo o rastro de decepções que deixou. Minha história com Ash era de gostar e detestar, eu gostava do tom irônico, mas ele estava avançando relativamente rápido demais em cima dos tesouros sagrados (ele ter sacaneado o Iori foi demais pra mim)!

Já a segunda tentativa (KOF XIV) de trazer a Saga Orochi de volta foi mais interessante, mas com ainda menos explicação. Será que o Ash vai voltar?
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Mm disse...

Mto bom