quarta-feira, 7 de junho de 2017

As Armas/Poderes/Personagens mais Overpower dos games


Me avise se a cena seguinte lhe parece familiar.

Você está lá, jogando seu game favorito, a caminho da fase final, quando subitamente percebe uma caverna/casa/puteiro que nunca tinha visto antes, seja pelo déficit de atenção inerente a pessoas de sua geração, ou pelo puro e simples mongolismo mesmo. Disposto a completar 100% do game, você adentra este nunca antes desbravado território, disposto a desvendar todos os seus segredos.

Então você avança, mata tudo que encontra no caminho com os mais bisonhos requintes de crueldade, até que finalmente chega no chefe secreto do lugar: Uma coisa indescritível, com HP de oito milhões, que simboliza a privação sexual do programador que passou oito meses sem inalar um pentelho alheio, unicamente para terminar o jogo no prazo.

Após muito sofrimento e determinação, você encontra no YouTube um vídeo que lhe ensina a matar o chefe, e graças as dicas de um jogador muito mais habilidoso e honesto, você supera este desafio e ganha sua devida recompensa. No caso, uma arma especial.

Vamos batizá-la de "Os Chatos de Miley Cyrus".

E quem diria, é uma arma totalmente desequilibrada, capaz de matar qualquer inimigo com um único ataque, e que transforma até mesmo o temível chefe final em um ser ainda menos assustador que um moleque de 15 anos que sai gritando "BOLSOMITO" pelo Facebook.

Acontece muito e nos mais variados gêneros. Sempre existe uma arma... Ou item... Ou personagem... Que é totalmente quebrado com relação ao resto do jogo. Seja porque ele existe como recompensa para jogadores determinados que jogam sua vida social fora em prol de um joguinho eletrônico, ou porque algum programador não revisou o game o suficiente antes de decretá-lo como completo.

Assim, hoje veremos algumas destas armas/poderes/personagens que nos fazem sentir tão invulneráveis e poderosos quanto uma fusão do Superman e da Mulher Maravilha... Que doravante chamarei de Super-Maravilha, a Hermafrodita Cósmica.

E o artigo de hoje está cheio de GIF's, porque eles me fazem sentir importante.



Mega Man 2 – Metal Blade

Mesmo quem nunca jogou Mega Man sabe como é o funcionamento da série: Controlamos um menino azul e gordo, que atravessa diversos mundos e adquire as armas de seus inimigos assim que os derrota e bebe suas almas. Cada arma tem um poder específico, que mostra-se eficaz contra um chefe igualmente específico e de maneira totalmente previsível. O canhão de fogo derrete o inimigo de gelo, o raio de água causa curto no chefe elétrico, e a rajada de bom senso mostra-se ineficaz se usada em Kanye West. As armas especiais também possuem munição limitada, para impedir aquele jogador que gosta de abusar dos Socos Matadores de Tudo sempre que encontra um hamster ou travesseiros pela fase.

Falemos então da Metal Blade, arma que acaba com qualquer senso de desafio que o jogo possa ter. Ela pode ser adquirida com Metal Man, um adversário que pode ser facilmente derrotado com o disparador de limões com o qual nosso herói inicia a aventura. Uma vez com esta arma, Mega Man pode entrar em um pegapácapá com Deus e sair ileso.

Pra começar, a Metal Blade pode ser disparada em todas as direções e possui um campo de ação enorme. Não apenas isso, ela causa dano massivo a maioria dos inimigos e pode eliminar gangues maiores que os Baseball Furies com meia dúzia de disparos.

Como a cereja do milk shake de Ovomaltine que era a única razão pra você ir ao Bob's, mas que agora é vendido em todo lugar, o que deve ter feito os lucros do Bob's caírem em 900%, quatro dos oito chefes iniciais são vulneráveis a Metal Blade, e podem ser destruídos em questão de segundos quando atacados com esta arma, o que demonstra uma confiança demasiada do Dr. Wily em Metal Man, já que ele claramente acreditou que Mega Man jamais conseguiria se apropriar de sua arma.

"Mas Amer-li, e a munição? A Metal Blade tem sua própria barrinha de energia, não?"

Sim, meu projeto de retardado! Mas seu gasto é quase nulo e pode ser facilmente reposto com todas as recargas de energia que os inimigos deixarão pelo campo de batalha após serem sumariamente exterminados.

Assim, não existem desvantagens no uso da Metal Blade. Keiji Inafune percebeu isso e nunca mais criou outra arma tão eficiente quanto ela. Do terceiro game em diante, todo armamento adquirido com um chefe é algo extremamente eficiente mas que só pode executar três disparos antes de ficar sem energia, ou é algo econômico e tão útil quanto camisinhas no bolso de um jogador de League of Legends.


Final Fantasy VI – Combo de 8 hits que mata tudo

A série Final Fantasy oferece infinitas possibilidades de apelação. Armas, equipamentos e poderes capazes de reduzirem Sephiroth a um amontoado de gritos de terror. Tudo como recompensa para o jogador que dedicou dias de sua existência a série, abandonando sua vida sexual e deixando suas gônadas mais secas que Lampião fazendo maratona na caatinga no processo.

Obviamente, Final Fantasy VI também permite roubalheiras safadas, e minha favorita envolve uma sequência de oito golpes seguidos, com dano máximo em cada um deles, o que pode eliminar chefes ou telas inteiras de inimigos em um piscar de ânus... OLHOS, OLHOS!!! EU QUIS DIZER OLHOS!!!

Para isso, o jogador precisa de três equipamentos: Ultima Weapon (originalmente traduzida como Atma Weapon, porque Ted Woolsey estava com pressa pra terminar o trabalho, ir pra casa e espancar os filhos), Ragnarok (a espada, não o Magicite e não, não vou explicar o que é um Magicite) e a Genji Glove.

Conseguir estes itens é muito simples, basta abrir o Youtube e procurar um vídeo que o ensine como encontrar tais equipamentos. Vídeo este que provavelmente será narrado por um gordo ofegante com péssima dicção e microfone ainda pior, que nunca aprendeu como editar de forma apropriada.

Falando em gordos ofegantes, já visitaram o CANAL DO AMER??? Let's Plays e podcasts com piadas de cunho sexual que o farão de arrepender de não usar fones de ouvido ao navegar na internet! Vídeos novos sempre que a AIDS me permitir.

Agora, após passar horas de sua vida juntando este monte de tralha, é preciso usar tudo da maneira apropriada. COmece equipando a Genji Glove, que lhe permite usar uma arma em cada mão, pois em Final Fantasy VI, os personagens não percebem que possuem dois membros capazes de segurar espadas a menos que mágica esteja envolvida. Feito isso, dê a Atma Weapon e a Ragnarok para o herói escolhido usar. Atma Weapon causa dano equivalente ao seu HP, e a Ragnarok usa seu MP para turbinar os ataques. Sob as condições certas, cada golpe causará perto de 5000 de dano.

Esta apelação pode ser usada com qualquer personagem, mas se o jogador não sofrer de dano cerebral, irá usar Terra nesta função. Isso porque ela possui a habilidade especial Morph, que dobra o pode de todos os seus ataques e que lhe permitirá aplicar oito espadadas com 9999 de dano cada uma. Mais que o suficiente para fazer Kefka ter flashbacks com seu padrasto abusivo durante a batalha final.

Mas por mais safada que seja esta combinação de equipamentos, em termos apelativos ela sequer se compara a...


Final Fantasy VII – Knights of the Round

E agora fiz centenas de mesinhas darem um pulo, graças a ereção massiva que causei em em meus leitores. Dito isso, por que raios vocês estão lendo este artigo em um desktop? Ninguém exceto tarados e programadores coreanos usa desktop hoje em dia? Por que não estão usando um notebook, como todas as crianças legais? Ou lendo no celular, a caminho do trabalho, para que suas ereções causem constrangimento (ou curiosidade) as velhinhas sentadas próximas no busão?

Knights of the Round é possivelmente o poder mais excessivo e desnecessário de toda franquia Final Fantasy. Quando usado, os Cavaleiros da Távola Redonda surgem, atacam o inimigo um de cada vez, e lhe perguntam qual a velocidade de vôo de uma andorinha solteira, antes que o Rei Arthur desfira o golpe final.

Claro, obter este poder não é fácil. A Materia (esferas que os personagens de FF VII podem equipar e que lhes permitem usar magias) de Knights of the Round encontra-se em uma ilha remota, onde não é possível sequer aterrissar com uma aeronave. Não, a única maneira de se chegar lá e com um Chocobo dourado.

Sim, Chocobo! Aqueles pintinhos anabolizados que os fãs de Final Fantasy amam por nenhum motivo lógico. Nove entre dez nerds já deram um Chocobo de pelúcia pra suas namoradas e onze entre dez meninas tiveram que fingir que gostaram do presente, enquanto fantasiavam como seria namorar um homem de 36 anos que não gasta toda sua renda com brinquedos japoneses.

O Chocobo dourado é o tipo mais raro desta ave. Vejam, cada cor de Chocobo tem um poder específico, o Azul pode correr sobre as águas, o marrom pode escalar montanhas, o verde faz posts no Facebook sobre como os veganos são seres mais evoluídos e por aí vai.  que o jogador tem de fazer é ir até o rancho dos Chocobos, alugar estábulos, alimentar os bichinhos com ervas especiais e tocar Barry White para eles até que façam uma orgia.

Em uma nota mais pessoal, devo dizer que como introvertido, orgias me soam incrivelmente desinteressantes.

Feita a putaria, o jogador deve voltar ao estábulo e ver se ela lhe trouxe um Chocobo Dourado. Caso contrário, só lhe resta resetar o jogo e usar Tom Jones como trilha sonora da suruba, para quem sabe ter resultados mais positivos.

Após horas (ou dias) de tentativa, finalmente pipocava um Chocobo Dourado, capaz de cruzar oceanos e escalar montanhas, pois de acordo com a Square-Enix, um passarinho de dois metros folheado a ouro é tão bom quanto um Jesus alpinista. De posse desta criatura o jogador finalmente pode viajar até aquela enigmática ilha e adquirir a Knights of the Round.

GLORIOSO!!!

Ou você pode matar o Ruby Weapon e ganhar um item especial que pode ser dado ao Silvio Santos em troca de um Chocobo Dourado. Algo que você só descobre após passar dois terços de sua juventude estimulando orgias galináceas.

Acontece.

O único problema é que isso só pode ser feito quando cerca de 85% do jogo já foram completados. Ter a magia mais poderosa do universo perde um bocado de sua importância quando a única coisa que falta é matar o chefe final, assistir aos créditos do jogo e ponderar sobre todas as coisas mais produtivas que poderíamos ter feito nas últimas 70 horas de nossas vidas.

Mas verdade seja dita, a Knights of the Round existe mais como uma medalha de honra ao mérito do que qualquer coisa. Tê-la em seu arsenal é como a prova de sua devoção a Cloud e sua turma de amigos com sexualidade questionável, e de como você não desistiu do game até dominá-lo por completo.

De novo, 70 horas que seriam mais bem gastas trabalhando em uma ONG de animais, preparando marmitas para moradores de rua, ou pingando nitrato de prata na uretra.


Resident Evil – Rocket Launcher infinito

Houve um momento na carreira de Charles Bronson em que ele decidiu que meros revólveres, espingardas e armas pra caçar elefantes não eram suficientes para saciar sua sede de sangue. Foi quando ele começou a explodir criminosos com tiros de bazuca, primeiro em Desejo de Matar III, depois em Desejo de Matar IV, e sim, também fico espantado de saber que fizeram quatro destes filmes.

Em algum momento durante a produção do primeiro Resident Evil, Shinji Mikami deve ter feito uma maratona de Desejo de Matar regada a Cup Noodles, café e cigarros, e pensou que seu game de terror claustrofóbico precisava de mais bazuca. O resto é história.

A Rocket Launcher é um presente reservado a aqueles jogadores com TOC, que não se dão por satisfeitos até decorarem a localização exata de cada mancha no papel de parede dos laboratórios da Umbrella, e que conseguem optimizar suas partidas até terminarem o game em doze minutos ou menos. De certa forma, Resident Evil é o responsável por toda uma geração de speedrunners que nos impressiona com sua habilidade para terminar Totally Rad, Holy Diver e outros jogos que ninguém no planeta jamais teve interesse em completar.

E como funciona esta arma? Bom, ela mata qualquer inimigo com um único disparo, explode grandes agrupamentos de zumbis de uma única vez, e acaba com qualquer sensação de terror que o game possa ter, transformando o que era um Survival Horror em uma galeria de tiro que abriria um sorriso em Clint Eastwood.

Digo, se ele fosse capaz de sorrir, é claro.

As desvantagens da arma é que sendo um trambolho do tamanho da SUA MÃE, ela é pesada demais e possui tempo de reação um pouco lento. Seus disparos também podem causar dano ao jogador caso ele esteja próximo demais da explosão. Mas nada disso tira a graça de matar um chefe do tamanho da tela com um único tiro, jogando fora o trabalho de dezenas de programadores que gastaram semanas criando linhas de código para todos os padrões de ataque de um inimigo que passou a oferecer menos resistência que um guardanapo sendo jogado em uma piscina.

Não tenho mais nada a dizer sobre a Rocket Launcher, então encerrarei este parágrafo com uma pergunta: Entre Jill Valentine e Ada Wong, qual garota você preferiria levar à um jantar a luz de velas?

Não faço a mesma pergunta para as garotas, porque já li fanfics suficientes para saber que a resposta sempre será Leon S. Kennedy... Maldito boy-magia com franjinha de DiCaprio dos anos 1990...


Castlevania Simphony of the Night – Crissaegrim

Na mesma noite que Shinji Mikami estava comendo cigarros e fumando macarrão instantâneo enquanto maratonava clássicos de Charles Bronson, Koji Igarashi estava em casa, comendo latas de atum antes que vencessem, e assistindo Fome Animal, na busca por ideias para seu novo jogo. De repente ele viu a cena com o cortador de grama e decidiu que era exatamente isso que precisava.

E esta é a melhor forma de definir a Crissaegrim, como um cortador de grama medieval. Sempre que é ativada, a espada causa quatro cortes seguidos, cujo campo de ação vai da cabeça de Alucard até seus pés. Como podem ver pelo GIF (que me faz sentir importante) acima, isso cria uma espécie de escudo em frente ao vampiro, que chacina qualquer Geisy Arruda que se atreva a aproximar-se dele. Além disso, ela não interrompe o movimento de Alucard, que pode caminhar tranquilamente pelas fases assobiando o tema dos Harlem Globethrotters, enquanto deixa muitos monstrinhos órfãos.

Obviamente, a Crissaegrim só pode ser conseguida após se terminar o game em menos de cinco minutos, na dificuldade mais alta, enquanto um mestre do sapateado reproduz uma cena inteira de Cantando na Chuva em suas genitais, correto?

ERRADO!!!

A arma pode ser adquirida aleatoriamente quando se mata o Schmoo, um inimigo encontrado em uma das primeiras áreas do game. Claro, é um item raro, que pode demorar a aparecer, mas não é como se você tivesse algo melhor pra fazer no sábado a noite, certo? Afinal, a Geruza recusou seu convite pra ir ao cinema e agora tá na balada, brincando de fazer a letra H com dois desconhecidos no banheiro. Você pode passar a madrugada matando inimigos genéricos até descolar uma espada lendária, ou assistir filme do Channing Tatum na Globo... E acho que nem preciso dizer qual é a opção menos depressiva.

E ainda tem mais! Com um pouco de paciência, é possível conseguir DUAS Crissaegrim, equipar uma em cada mão de Alucard, e transformá-lo em um daqueles picadores de legumes automáticos que aparecem naqueles infomerciais da madrugada que são campeões de audiência entre alcóolatras, deprimidos e pessoas com distúrbio do sono.

Os produtores de Castlevania: Simphony of the Night devem ter ficado extremamente orgulhosos com esta arma, pois ela deu as caras também em Aria of Sorrow, no Game Boy Advance, e Dawn of Sorrow, para o Nintendo DS. Rebatizada como Valmanway, ela  lhe permite perpetuar o ciclo de apelação em qualquer lugar, incluindo na balada, enquanto torce para que as duas garrafas de jurupinga ingeridas pela Geruza o tornem atraente o bastante para poder se tornar íntimo das amídalas dela.


World Heroes Perfect – Zeus

"Mas Abner, você já falou sobre o Zeus. Quando escreveu seu incrível e orgásmico artigo sobre os chefes mais poderosos dos games de luta em 2008."

Sim, leitor fiel que nunca me abandonou, ao contrário do porra do Tiaguinho e da piranha da Mariana! Quando escrevi o já mencionado texto, descrevi Zeus como um dos ditos lanfranhudos finais dos games de porrada. O caso é que quando se mantém um site por mais de uma década sendo editor, redator, colaborador e único acionista do mesmo, você acaba se repetindo de vez em quando.

Zeus surgiu em World Heroes, aquela série esdrúxula que coloca figuras históricas pra lutarem umas com as outras, porque algum sádico precisava saber o que aconteceria se Hulk Hogan se degladiasse com Genghis Khan... Se bem que uma criança de quatro anos poderia prever o resultado dessa luta: Hogan bateria o pé no chão pra fingir que seus socos acertaram o rival, e Khan o derrubaria no chão e arrancaria seus intestinos a dentadas, tudo isso cantando "Comer Comer".

Seja como for, o elenco de World Heroes é extremamente colorido e vai desde ninjas tão carrancudos que possuem marcas de expressão aos 21 anos, macumbeiros voadores e jogadores de futebol satânicos até piratas e vikings que mais parecem saídos de um filme de baixo orçamento estrelado pelo Lou Ferrigno.

Em meio a este elenco tão pitoresco, um personagem como Zeus simplesmente desaparece. Ele não passa de um gigante loiro vestindo colete e que carrega o olhar de fúria de quem não caga há uma semana. De fato, a única personagem que consegue ser QUASE mais esquecível que ele é a judoca Ryoko, que só se salva por ser sacarina o suficiente para se tornar a Waifu de metade do público.

E o que torna Zeus especial? Seu Megaton Punch, um ataque capaz de causar 100% de dano no inimigo. Tal ataque pode ser ativado com uma meia lua pra frente e soco.

POIS É!!! O MOVIMENTO MAIS MUNDANO DA HISTÓRIA DOS GAMES DE LUTA ATIVA UM ATAQUE CAPAZ DE ARRANCAR TODA ENERGIA DO ADVERSÁRIO DE UMA SÓ VEZ!!!

E ainda digo mais, o Megaton Punch também pode ser usado como anti-aéreo. E existe uma versão "Super" dele, que só pode ser usada com a barra de Power cheia, que deve causar um ataque cardíaco em quem estiver jogando contra você.

Uma das poucas formas de se sobreviver a este ataque é sendo tonteado por ele, o que pode acontecer por volta do quinto ou sexto hit (e neste ponto, a vítima já sofreu um dano de 60%) e torcer para que Zeus respeite a lei do fliperama, que decreta: "Não baterás no inimigo que está grogue ou serás amaldiçoado por Noé."

Spoilers: Zeus nunca respeita esta lei.

Curiosamente, Zeus é tratado como um trapaceiro bichinha por seu próprio jogo. Assim que se encerra o primeiro round da luta contra ele, Neo-Dio aparece, mata o loiro e toma seu lugar como verdadeiro chefe final do game, o que não seria diferente de descobrir que a Clarabela é a inteligência dominante da Shadaloo.

Na versão original de World Heroes Perfect, Zeus só pode ser acessado através de magia negra e com o sacrifício de duas colegiais virgens (boa sorte em tentar encontrar). Ele só seria jogável por meios legais anos depois, quando o game ganhou uma conversão para o Sega Saturn, porque as duas pessoas que tinham este console precisavam ser recompensadas de algum jeito.


SNK vs Capcom Chaos – Athena

Sim, eu também falei da Athena no meu artigo sobre chefes. Falarei de novo e com sorte conseguirei não repetir um texto de quase uma década atrás.

A personagem a qual me refiro veio de SNK vs Capcom Chaos, o crossover menos interessante da trilogia organizada pelas duas produtoras. Ao contrário da crença popular, Athena Asamiya (de The King of Fighters) e essa Athena aqui não são a mesma personagem, A primeira é uma menina comum, estrela do J-Pop, dona de poderes psíquicos, e de acordo com os mangás do estúdio Saigado, uma ninfomaníaca que já trocou fluídos corporais com todo o elenco da SNK, enquanto a segunda é uma semi-deusa que guarda os portais do céu usando um biquini dos anos 1980 que mostra que tangas estilo Ney Matogrosso ainda podem ser sensuais.

Mas também de acordo com o estúdio Saigado, a Athena divina já desceu à Terra ao menos uma vez para descobrir a quantidade máxima de sêmen que seu estômago pode comportar... mas estou divagando.

Athena é um dos dois chefes secretos de SNK vs Capcom Chaos (o outro sendo Red Arremer, de Ghosts N' Goblins) que podem ser enfrentados após o adversário final, caso o jogador consiga atingir alguma condição arbitrária e virtualmente impossível de alcançar, como vencer todas as lutas com Perfect ou convencer a Nickelodeon a produzir mais uma temporada de A Lenda de Korra. Atingidas essas condições, Athena surgiria em toda sua glória de gostosa pançudinha, e chutaria sua cabeça até você achar Saint Seiya Omega uma boa série.

Nos fliperamas, Athena era uma personagem exclusiva do computador (eu acho), mas assim que as versões domésticas de SNK vs Capcom Chaos chegaram ao mercado, a menina tornou-se uma lutadora jogável, para minha alegria e do Jão do ponto de ônibus, os únicos seres humanos que jogaram essa desgraça em casa.

Então, o que torna Athena especial?

EXATAMENTE!!!

"Especial" é a palavra, pois especiais é tudo que ela tem.

"Mas Ameríndio, todos os lutadores de todos os jogos de luta tem ataques especiais. O Ryu..."

Não é disso que estou falando, bebedor de herpes. Quando digo "especial", não me refiro ao Hadouken comum da padaria, mas sim a sua versão gourmet, que acerta cinco vezes e faz a tela brilhar, que o Ryu só pode usar após injetar Whey direto no olho. TODOS os ataques da Athena são nesse estilo.

Imagine ataques especiais que alcançam quase toda tela, causam um dano obsceno e que não precisam de uma barra de especial para ser usados, o que permite que o jogador abuse deles como um padre da igreja católica faz com seus coroinhas. Isso é o quanto Athena quebra o jogo.

Em outras notícias, como podem ver pela imagem acima, a Poison foi pro céu. Assim, deduzimos que a Bíblia está errada e que mulheres com pinto podem sim passar pelos portões celestiais. GLÓRIA ALELUIA, SENHOR!!! Venha cá Poison e celebremos, vou abocanhar seu shênis até sua virilha ser apresentada ao meu almoço!!!

Nem me olha assim, que eu sei que você também caia de boca na Poison se pudesse. Você não tá enganando ninguém seguindo a Orgulho de ser Hétero, ouviu?


Mass Effect – Biotics

Muitos RPG's dão ao jogador a opção de escolher sua classe de personagem. Normalmente podemos optar por guerreiros, que são escolhidos pelos jogadores preguiçosos que acham que bater nos inimigos com uma tora até liquefazer seus órgãos é a melhor solução para conflitos, magos, que assumem uma postura mais intelectual e que elucubram sobre os mistérios do cosmo enquanto liquefazem os órgãos de seus inimigos a cajadadas, e tem sempre uma terceira classe. AQUELA classe, normalmente ladrão, clérigo ou baixista do Legião Urbana, que é escolhida apenas por fariseus que ocupam os lugares preferenciais do metrô mesmo quando estão a caminho do Encontro Internacional dos Cidadãos da 3ª Idade.

Em Mass Effect não existem guerreiros ou magos, mas temos soldados e Bióticos, que são praticamente a mesma coisa só que NO ESPAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAÇO!!!

Para todos os efeitos, Bióticos são como Tetsuos militarizados, que podem usar seus poderes mentais de todas as formas possíveis imaginárias. Na teoria, eles foram criados para dar suporte ao resto do grupo durante o combate, mas na prática a história é outra.

Os poderes mais básicos dos Biotics são Lift e Throw, que se forem minimamente desenvolvidos (e como são praticamente as únicas habilidades do jogador no começo do game, é impossível não gastar alguns pontinhos neles), podem imobilizar os adversários, tornando-os alvos fáceis para o resto do pelotão, que pode fuzilá-los enquanto eles questionam as escolhas de vida que os levaram a este fim ingrato.

Além disso, Biotics podem adquirir o poder Barrier, que cria um escudo de proteção em torno dos membros da equipe e que em níveis avançados, a torna invulnerável a qualquer tipo de dano. E não vamos esquecer do Singularity, que não apenas nocauteia os inimigos por alguns segundos, como também os “puxa” para perto uns dos outros e os torna alvos fáceis para uma granada.

Assim, um grupo formado por uma Shepard Biótica, Liara e Kaidan (os dois NPC's bióticos da equipe) devidamente evoluídos é praticamente invencível. Exceto pelo fato que ninguém gosta do Kaidan e deixá-lo morrer em Virmire é a melhor decisão que todos podemos tomar na vida.

"Aborígene... Eu gosto do Kaidan. Eu salvei ele e até namoramos na minha quest principal..."

... SAIA DO MEU SITE... JÁ...

Claro, toda essa apelação está presente apenas no primeiro Mass Effect. O povo da Bioware percebeu que os Bióticos eram mais desequilibrados que vítima de AVC e diminuiram muito seus poderes nos games seguintes.

Para nos compensar, aumentaram os peitos das garotas e o volume da virilha dos rapazes. Todos vencem!

Exceto em Mass Effect: Andromeda. Ninguém venceu com aquele jogo.


Metal Gear Solid V: The Phantom Pain - Quiet

Acho que poucas séries nos oferecem tantas possibilidades de apelação quanto Metal Gear Solid. De Bandanas de munição infinita a tralhas que nos tornam invisíveis, a obra de Patife Kojima dá aos jogadores inúmeras maneiras de tirar a graça do jogo.

Mesmo. O objetivo do jogo é se infiltrar em uma base inimiga sem ser visto e evitar combate direto, pois seus recursos são limitados. Ser uma Sue Richards com mais munição que o Rambo definitivamente derruba o propósito de se jogar um game assim.

Desta forma, optei por uma das apelações menores da série: Quiet.

Isso mesmo, aquela moça cheia de deliciosidade, que vai pro campo de batalha usando biquini e meia calça arrastão, porque de acordo com Kojima ela "respira pela pele e não pode usar roupas ou sufocaria e..." PELO AMOR DE DEUS KOJIMA, VOCÊ SÓ QUERIA SER SAFADO E TASCAR UMA GOSTOSA SEMI-NUA NO JOGO! PELO MENOS ASSUMA ISSO, NINGUÉM VAI TE JULGAR!!!

Digo, ninguém exceto o Tumblr... E feministas do Twitter... E YouTubers com inclinação política, que o chamarão de "fascista" até a palavra perder o sentido, e usarão Quiet como a prova definitiva de que games são responsáveis por toda opressão no mundo.

Enfim, MGS V: The Phantom Pain oferece companheiros bastante pitorescos para auxiliarem Big Boss em suas missões, como um cachorro de tapa olho e um robô que mais parece um carrinho de bebê com pernas. Digo, é estranho que um super soldado lendário como Big Boss precise sempre de alguém segurando sua mão no campo de batalha, mesmo quando isso não foi necessário em qualquer outro jogo da série.

Mas deixe estar, ignoremos esta enorme contradição pelo bem dos fanboys do Kojima, cuja pressão dispara sempre que alguém critica a redundância talento claramente limitado do programador... OOOOPS, acho que causei algumas embolias com este parágrafo!

Pois bem, a melhor companheira do jogo é Quiet, e não apenas porque ela tem uma bunda mais atraente que a do cachorro. Aumentando o vínculo entre ela e Big Boss, a moça quebra o jogo no joelho e faz com que seja praticamente impossível falhar em uma missão.

Com a opção “Cover Me” (liberada quando se atinge 50% do “Buddy bond”), Quiet irá alvejar todos os soldados inimigos presentes na fase. Em muitas instâncias, a garota irá neutralizar todos os soldados presentes em uma base inimiga, mesmo antes de Big Boss conseguir infiltrá-la. E se estiver equipada com um rifle tranquilizante, ela permitirá que quartéis inteiros possam ser facilmente recrutados.

E não para por aí, Quiet também ajuda Big Boss a evitar alarmes, uma vez que ela imediatamente atira em qualquer soldado inimigo que o tenha localizado. E se a garota não utilizar um rifle com silenciador, todos os inimigos presentes voltarão suas atenções a ela, o que permitirá ao jogador investigar a base inimiga inteira sem maiores problemas, uma vez que os soldados estarão ocupados demais tentando se conformar que estão sendo baleados por uma modelo da Playboy.

Finalmente, se receber o rifle Sinful Butterfly, Quiet pode destruir tanques e helicópteros.

Vou repetir pra ficar bem claro: QUIET PODE EXPLODIR TANQUES E HELICÓPTEROS COM UM RIFLE!!!

Resumindo, mesmo que Big Boss seja perseguido pela Organização Cobra, os Decepticons e a Super Vicky, ele pode ficar tranquilo, pois Quiet irá balear toda essa galera com mesma eficácia de um adolescente deprimido que entra armado em uma escola americana.

Assim, quando alguém te perguntar porque você sempre escolhe a gostosa semi-nua como sua parceira, você terá uma ótima desculpa pra dar.

Além da enorme mancha branca na frente da suas calças.

Cheers!!!

20 comentários:

Três Malucos e Um Controle disse...

Sensacional Mestre Amer!!!

Pedro Braga disse...

Adorei o artigo, Amer! Espero que esteja melhorando!

Danilo Silva disse...

Excelente artigo!

Grato pelas justificativas para usar a Quiet.

mr.Poneis disse...

Feliz aniversário!

Até mais ver
mr. Poneis

mr.Poneis disse...

Eu sou velho o suficiente para lembrar quem era a Super Vicky e desmemoriado o bastante para não lembrar como a séries terminou... alguma alma boa, com uma boa memória sabe se o final passou no Brasil?

Até mais ver
mr. Poneis

Leandro"ODST Belmont" Alves the devil summoner disse...

Belo texto como sempre Hammer.

Já zerei Megaman 2 duas vezes e nunca tinha reparado na eficiência da metal Blade. Whatever para mim, já terminei a hexalogia do Nes do Blue bomber, nada mais tenho a provar.

Sim, já fiz essa combinação de armas no FFVI, O Kefka mal aguentou 3 turnos com essa apelação da Atma, ragnarok e Genji.

Devo ser uma das poucas pessoas no mundo a achar a quest do Chocobo dourado uma desgraça pra fazer, mesmo com um uber mega detonado. Eu sequer tinha isso é tive que descobrir tudo na raça. Mas pelo menos a Knights of Rounds Vale o esforço de fazer aqueles pintos malditos correrem.

Nunca joguei RE4.

Antes jogava com a Crissaegrim, mas hoje, Mato o Dracula de SOTN com a faquinha ou mesmo desarmado. Alucard fica overpower a partir do LV 70, pelo menos comigo. É jogo a versão do Sega Saturn.

Não sabia que tinha o Zeus no World Heroes Perfect no Sega Saturn. Aposto que a apelação absurda só funciona contra a máquina, mas vou testa-lo.

Nunca joguei SNK vs CAPCOM... por falta de oportunidade (ou por preguiça ) mesmo. Algum dia, quem sabe.

Já joguei com bióticos no Mass Effect, paralisava os inimigos e dava headshots neles. Era muita apelação realmente, mas só joguei até o segundo jogo. É fui sábio a não comprar o terceiro.

É sobre a Quiet, prefiro a Sniper Wolf e o Otacon concordaria comigo.

Galomortalbr disse...

10/10

Hyper Emerson disse...

O Symphony of the Night
-tem um monte de armas com propriedades apelativas e comandos secretos
-o próprio Alucard tem um punhado de poderes secretos que funcionam desde o princípio
-equipamentos que te tornam imune a ataques de vários elementos
-poções que aumentam seus atributos temporariamente
-se combinar certa arma com certo escudo, você se torna invencível e causa uns 255 de dano várias vezes por segundo ao encostar nos inimigos
-depois de terminar o jogo, pode comprar um item que torna infinitos todos os items de uso limitado

Chega a ser triste ver o quanto os Castlevanias posteriores foram removendo essas coisas. Se você terminar o Aria of Sorrow com 100%, ganha um anel de MP infinito. Anos depois, no Order of Ecclesia, o anel equivalente é bem menos potente.

Layne Staley disse...

Megaman X tinha o Hadouken. Matava todos os chefes com 1 golpe hahahaha
Belo artigo, Abílio.

Eder Souza Mendes disse...

Ótimo texto mestre Hammer . Não tenho mais nada a dizer

Bier disse...

Lembrei daquela pedra/poção do Final Fantasy: "Hero".
Conferia imortalidade ao personagem até o final da luta. Também, dependendo da versão, mantinha alguns status, como por exemplo o Limit Breaker...
Aí, se vc tinha um chefe muito impossível pra matar, a mão que libera a Hero chegava a tremer.

Ah, excelente, como sempre, Amer!

Ero Lucas disse...

Ótima lista amerildo, mas só acho que faltou o Cidolfus Orlandu de FFT aí. Pior que o próprio jogo te dá ele na história e é absolutamente quebrado.

Nova Andrew disse...

Olá Amer. Armas quebradas sempre me lembra qualquer coisa com arpões e crossbows. Sempre são armas quebradíssimas. Em Half Life 2, a besta dispara barras de ferro incandescentes que prendem os malditos combines na parede a quilômetros. Pena que tem munição limitada. Aliás, prender inimigos na parede com arpões em qualquer jogo sempre foi uma diversão sádica para mim.

Andrei 'Ashura' Melo disse...

Uma trívia: a Crissaegrim sempre se chamou Valmanway, pelo menos no Japão. Vários itens tiveram os nomes modificados na localização em inglês. Depois do SOTN, as traduções dos Castlevanias ficaram mais fiéis às versões japonesas.

Adriano Meurer disse...

"Mas Abner, você já falou sobre o Zeus. Quando escreveu seu incrível e orgásmico artigo sobre os chefes mais poderosos dos games de luta em 2008."

Caramba acabo de perceber que já acompanho esse blog a 10 anos, uma década, um terço da minha vida... PQP

desde quando eu fazia direito( um curso que não terminei) e usei o artigo do killdozer para ilustrar um trabalho e depois começar a procurar outra coisas e descobrir que era um blog de comedia
obrigado por todo esse tempo e rizadas que você me proporcionou Amer, você é o cara!!
que venham mais dez anos de blog e que você fique rico e feliz!!!

Marcelo Eduardo Rodrigues disse...

Demorei bastante pea ler esse, mas isso não vem ao caso.
O artigo, como sempre, está sensacional. Concordo com todas as colocações e ainda faço mais uma: Noob Saibot em Mortal Kombat 3 Ultimate. Ele tem um combo infinto!
Estou esperando o podcast da E3!
Cheers!

Cesar Lima disse...

Bem, eu deixaria como menção honrosa a P.R.L de Resident Evil 4 e as armas infinitas de Resident Evil 5, aquilo ali é muita apelação, aliás, qualquer armas com munição infinita é apelação mas essas pra mim ficariam como menção por serem liberadas apenas com certas condições tipo zerar no profissional, entre outras coisas

Patrick José disse...

Um artigo sem menção honrosa... Ta caindo o nivel... Mas tudo bem... Poderíamos dar menção honrosa pra Fierce Deity Mask... Aquilo sim é apelabilidade sem fim pro mundo de Zelda...

Cesar Lima disse...

Outra arma apelona que me lembrei foi a bazuca que você ganha em crash 3 após derrotar o 4° chefe do game; ela mata qualquer inimigo com um tiro apenas, o que diminui bastante a dificuldade e certos inimigos que deveriam dar trabalho acabam não dando

Makoto Bakura disse...

Obrigado por me fazer lembrar o nome... Super Vicky!
Eu lembrava da série, da garota-robô, da voz dos personagens, mas não lembrava do nome