segunda-feira, 15 de maio de 2017

Crítica do Amer: Persona 5


Ok, como posso começar minha crítica de Persona 5?

Bem, é o melhor RPG que joguei na última década.

Yep! Melhor que Mass Effect, Dragon Age e Fallout. De fato, consegue ser superior até mesmo a seus antecessores, Persona 3 e Persona 4. Acho que poucos games do gênero conseguiram atingir tamanha excelência naquilo que se propuseram a fazer.

Assim sendo, vá comprar! Agora! Já!

Como assim “preciso buscar meus filhos na natação primeiro”? QUEM SE IMPORTA COM SEUS FILHOS??? DENTRO DE CEM ANOS ELES SERÃO PÓ, APAGADOS PELA ENTROPIA, E PERSONA 5 CONTINUARÁ SENDO DEBATIDO EM UNIVERSIDADES!!! VOCÊ QUER SER DEIXADO DE FORA DESTE MOMENTO HISTÓRICO?

Oh! Você precisa de mais motivos que isso pra se tornar um pai negligente e abandonar seus rebentos em prol de um videogame? Não seja por isso, acompanhe-me e prometo que em duas semanas uma assistente social baterá à sua porta enquanto você funde monstros na tentativa de conseguir um Jesus motorizado!

Visto aqui: Um cara lindo, não o Jesus motorizado.
Jesus motorizado vem só no DLC.

Em Persona 5 você controla ESSE CARA!!! Um japonês lindo que faz as vezes de protagonista silencioso, como é o padrão na série. Uma bela noite, nosso herói viu uma moça sendo molestada por um piranho e interveio em sua defesa. Infelizmente, o projeto de estuprador era um político bastante influente, que usou seus poderes pra ferrar com a vida do rapaz. Nosso herói acabou sendo fichado por agressão, foi expulso de sua escola e teve de mudar pra Tóquio em liberdade condicional, sob a supervisão de um guardião legal que não gosta muito dele.

Pois é. A vida deu um belíssimo sanduíche de bosta para o rapaz. Mas vocês acham que ele reclamou? NÃO!!! Como bom japonês estóico, ele agarrou sua refeição fecal, deu uma dentada cheia de entusiasmo, e com os dentes marrons e com fragmentos de milho, abriu um sorrisão e disse: “Manda mais que eu aguento!”

E a vida mandou. Uma bela noite, nosso herói se viu na Velvet Room. Um lugar entre sonho e realidade, habitado pelo estranho Igor e suas assistentes mirins, Justine e Caroline. Lá, ele descobre que precisa passar por um processo de “reabilitação”, para evitar uma desgraça vindoura. Logo, um estranho aplicativo surge em seu celular e lhe permite viajar para o Metaverso, onde os desejos distorcidos dos humanos criam palácios infestados de monstros e demônios. Lá, o protagonista conhece um misterioso gato falante chamado Morgana, que lhe explica que existem tesouros dentro destes lugares que, quando roubados, causam uma mudança no coração corrupto de seus criadores.

Convenientemente, o protagonista e seus amigos sempre acabam se encrencando com algum calhorda. A única maneira de se safarem é organizando um grande assalto ao palácio do camarada, roubando seu tesouro e torcendo para que a mudança proporcionada por este ato lhes beneficie.

O grupo então toma gosto pela coisa e passa a se chamar de “Os Ladrões Fantasmas”, que roubam o coração das pessoas e eliminam o mal que existe nelas, o que é tão poético quanto parece. E claro que eles não realizam este trabalho vestidos como os estudantes desnecessariamente lindos e descolados que são. Uma vez no metaverso, eles tem acesso a seus “Personas”, entidades que representam o lado mais oculto de suas personalidades e que lhes garantem poderes sobrenaturais... Além de roupas incrivelmente maneiras, que o povo que frequenta evento de Anime vai ficar doido pra transformar em cosplay assim que vir.

Assim a história prossegue. Nossos heróis encontram um alvo, normalmente alguém que vive de fazer sujeira, visitam o metaverso atrás do palácio criado pelos desejos desta pessoa, o invadem e tentam roubar seu “tesouro” dentro de um prazo previamente estipulado. Novos personagens entram para o grupo a cada capítulo, trazendo não apenas novas habilidades, mas novas interações para o enredo.

E claro, não vamos esquecer do evento apocalíptico sobre o qual Igor avisou. Porque não é Persona se o fim do mundo não estiver próximo.

Oh, e tem semana de provas também... Porque a vida é injusta!

*Insira aqui uma piada óbvia sobre como uma prisão espectral é
melhor do que uma prova de álgebra*

Então, como o game fonuncia? Bem, Persona 5 pega os melhores aspectos de todos os os games que o antecederam e os mistura em uma grande caçarola de fantasticabilidade.

Metade do game é um simulador de vida escolar, onde o protagonista (a quem VOCÊ nomeia, para que possa se projetar melhor nele, seu inseguro) vai a escola todos os dias, responde a perguntas em sala de aula, estuda em suas horas vagas e precisa encontrar tempo para sair com os amigos. Afinal de contas, ir ao fliperama com seu amigo delinquente é tõ importante quanto descobrir que a mitocôndria é responsável pela respiração celular e que de fato não tem nenhuma capacidade mutagênica, o que torna todo o enredo de Parasite Eve implausível e burro.

A outra metade é a etapa estilo Dungeon Crawler, em que o herói e seus amigos lindos vestem cosplays mirabolantes e invadem os castelos dos inimigos, ou se aventuram por Mementos, um labirinto imenso que torna-se acessível conforme se progride na história. É nestas etapas que Persona 5 torna-se um JRPG padrão, onde o jogador precisa equipar o grupo e administrar seus recursos a fim de progredir de forma eficiente.

Mas tudo isso custa tempo. A história se passa ao longo de seis meses, e nosso herói precisa gerenciar seus dias de forma produtiva, a fim de cultivar suas amizades, explorar dungeons, passar de ano na escola, e comer sua professora na noite de Natal.

"Falei sério sim. Você. Na minha cama. No Natal."

E por falar em comer a professora, um dos aspectos mais fundamentais do game são os Social Links... Digo, eram chamados assim até Persona 4. Aqui chamam-se Confidants, e você vai passar muito tempo de sua vida com eles.

Ao longo da história, o protagonista conhecerá diversos habitantes da sua cidade e desenvolverá relacionamentos com elas. Estas pessoas vão desde os amigos de escola que tornar-se-ão membros de sua gangue, até cidadãos de seu convívio diário, como seu guardião legal, o ex-político que faz discursos todas as noites na entrada do metrô, a vidente que trabalha no bairro da luz vermelha, o sujeito intimidador da loja de armas, a campeã de Shogi local, a jornalista alcoólatra, e por aí vai. Passe tempo com eles e eles se abrirão para você, contando sobre suas crises pessoais ou profissionais (normalmente, ambas) e lhe dando a chance de ajudá-los. Com as respostas certas, sua relação florescerá e lhe garantirá diversos bônus dentro do jogo, como mais experiência após as batalhas, ataques especiais dentro do combate, mais equipamentos e itens especiais nas lojas gerenciadas por certos confidentes, além da chance de comer sua professora no Natal.

Mas calma! Tem mais!

O herói possui cinco atributos básicos, que precisam ser evoluídos com o passar da história. São Knowledge (Conhecimento), Guts (Coragem), Proficiency (Habilidade), Kindness (Gentileza) e Charm (capacidade de fazer as mina PIRAR). Tais habilidades podem ser aumentadas de diversas formas, como estudando, tomando um cafezinho no restaurante da esquina, assistindo a filmes ou jogando videogame. Melhorar estes atributos é fundamental para o desenvolvimento de certos relacionamentos, pois cada pessoa tem um interesse específico no protagonista. Por exemplo, Futaba Sakura, a hacker antisocial que é mais inteligente que Deus, só prestará atenção em você se seus conhecimentos forem altos o suficiente.

Então aí está.

Finalmente! Um game onde jogar games nos torna seres
confiantes, seguros e comedores de professoras!

Mas calma, que eu nem falei dos Personas!

O que são os Personas, você pergunta? Já falei lá em cima: Entidades que representam o lado mais oculto de suas personalidades e que lhes garantem poderes sobrenaturais.

Mas em termos de jogo, são como os Pokémons do capeta.

Do Satanás.

Do Lucifre.

Do Preula Viva.

Que também estão todos neste game, de uma forma ou de outra.

Pois então, Personas são entidades sobrenaturais, inspiradas em folclores, mitologias e religiões do mundo inteiro. Durante o combate, tais seres podem ser evocados para que enfrentem os inimigos. Cada um deles possui poderes específicos, que podem ser magias ofensivas, de cura ou suporte, ataques físicos, ou diversos tipos de talentos inerentes. Alguns Personas absorvem ataques físicos, os refletem, ou possuem resistência natural a algum tipo de elemento. Da mesma forma, um Persona pode trazer consigo fraquezas específicas, e escolher a criatura correta para acompanhá-lo em combate torna-se uma estratégia tão necessária quanto selecionar o melhor equipamento para sua equipe.

Aliás, combate por turnos, igual Final Fantasy VII. Se nunca jogou Final Fantasy VII e não sabe de que estou falando, por que Satanáses está lendo a crítica de um JRPG? Aqui, lê meu artigo sobre Queen’s Blade que você vai gostar mais, tem peitos lá.

Seu camponês que sequer aprecia a beleza complexa de um menu de batalha!

Existem duas maneiras de adquirir Personas novos, a primeira é durante as batalhas. Ataque seus inimigos com as fraquezas elementais corretas e eles ficarão tontos como um Guile em festival de giratórias. Quando tontear todos os montros presentes, seu grupo o renderá, então você poderá convencer uma das criaturas a tornar-se um de seus Personas (ou pode tentar arrancar grana ou itens deles). Esta é a maneira como conseguirá a metade do seu repertório de monstros.

A outra metade vem através de fusões na Velvet Room, onde Igor e suas assistentes mirins sacrificam seus monstros de formas grotescase horrorizantes, para que estes unam-se em uma nova e mais forte criatura. Caroline e Justine mantém um compêndio com todas as criaturas que você já possuiu, através de barganha ou de fusões, e preencher toda a lista vai mantê-lo ocupado por um booooooom tempo.

Aliás, cada grupo de Personas é regido por um arcano do Tarô, exatamente como seus confidentes... E você já deve ter entendido onde quero chegar... Para conseguir as criaturas mais poderosas do game, será preciso passar muitas horas com seus amigos e camaradas a fim de maximizar seu relacionamento com eles.

Ou seja, Persona 5 foi criado para satisfazer aos jogadores com transtorno obsessivo compulsivo que não desistem de um jogo até fazerem absolutamente TUDO que ele tem a oferecer.

Mas quem precisa de amigos, namoradas, emprego, luz do sol ou todas essas coisas supérfluas quando você pode comer sua professora no Natal?

... Eu preciso de ajuda...

Eu disse que preciso de ajuda, não de uma demônia do sex...
Uma demônia do sexo é exatamente o que eu preciso!

Tudo isso vem embalado em um pacote de primeira categoria! Persona 5 é como namorar aquela menina que curte Marvel e DC, e que ainda parece com a Charlize Theron.

“SEXIS...”

Tá bom! É como namorar o Tom Hiddlestone, que escuta Miley Cyrus e Taylor Swift, e consegue diferenciar as duas. Melhorou?

“Melhorou.”

Ok.

Persona 5 é um dos games mais bonitos da atualidade... Quiçá o MAIS BONITO da atualidade. Em um mundo onde Shooters marrom-cocô são a regra, o mundo habitado pelos Ladrões Fantasmas é incrivelmente colorido e cheio de vida. A pacata vizinhança onde o protagonista reside é extremamente aconchegante, e o centro de Tóquio é movimentado como tem de ser. Nos sentimos parte de uma legítima selva urbana, onde não existem dois barros iguais e cada ponto do mapa oferece uma experiência única.

Os personagens também são únicos, cada um esbanjando estilo, personalidade e carisma. Desde Yusuke Kitagawa, o artista cujas vestimentas discretas entram em direto contraste com seu jeito excêntrico de ser, até Tae Takemi, a médica local que parece ter acabado de sair de um show dos Sex Pistols.

E todos são incrivelmente expressivos. Não apenas o elenco está bem dublado, mas os personagens possuem uma linguagem corporal incrível, além de todo um leque de expressões faciais para acompanhar. Sabemos exatamente quando um de nossos companheiros está bem, ou se precisa de um abraço.

Faça o teste. Jogue uma hora de Persona 5, depois vá brincar com qualquer RPG estadunidense dos últimos anos. Garanto que você irá se sentir como se estivesse no museu Madame Tussauds no dia em que todas as estátuas de cera criaram vida e resolveram destruir a humanidade.

E caso você tenha apenas um Playstation 3, não tema! A versão de Persona 5 para o vehinho da Sony ainda é linda. O pessoal da Atlus fez um excelente trabalho e a queda de resolução de uma versão para outra é praticamente imperceptível.

Digo, aquele seu amigo autista com cheiro de Polenguinho que escreve em um blog sobre os diferentes tipos de cabo de vídeo vai reclamar sobre cada detalhe que tornou-se menos visível com a queda de resolução. Mas a verdadeira pergunta é: por que você ainda ainda com esse cara? Vocês não estão mais no colégio, você não precisa dele pra atrair a atenção dos bullies e com isso evitar surras! Já não está na hora de se livrar dele e arranjar novos amigos que pelo menos cheirem a salmão?

E eles nem precisam cheirar a salmão logo de cara. O Ryuji tem o maior
cheiro de miojo e é o melhor amigo que um cara lindo pode ter

Quanto a trilha sonora, ela é ESPETABULINDA!!! Não sei vocês, mas já estou de saco cheio de todas as orquestras utilizadas em games hoje em dia. Foi legal no começo, quando os jogos passaram a vir em CD e permitiam esse tipo de coisa, mas hoje tornou-se lugar comum, todas as trilhas sonoras parecem iguais.

Parecem sim. Foda-se você.

A música de Persona 5 ficou a cargo de Shoji Meguro, que decidiu usar uma mistura de jazz e soul na hora de dar vida ao game. Os temas cantados (pela incrível Lyn Inaizumi) bem como os instrumentais, complementam perfeitamente todas as cenas. De fato, a música funciona mesmo sem ter o jogo para apoiá-la, como vocês podem ver:


E agora você vai ficar com esta música na cabeça PARA SEMPRE!!!

Não, sério. Jogue Persona 5 por uma tarde, e conseguir o álbum da trilha sonora irá se tornar sua nova obsessão.

OUVIU ISSO, TRILHA SONORA DE RISE OF THE TOMB RAIDER??? SUA COISA INSÍPIDA, INODORA, INCOLOR, INFLÁVEL E INFLAMÁVEL??? EU TE AMALDIÇÔO E A TODOS OS SEUS DESCENDENTES!!! EU CUSPO NA CARA DOS SEUS PÚTRIDOS DESCENDENTES!!! *RRRRRUUUAAAAAAC-TCHUF*

A dublagem também é esplêndida. Algumas vozes se adequam melhor a seus personagens do que outras, mas na maioria dos casos elas são adequadas. Mesmo assim, o áudio original em japonês está disponível como DLC gratuito, para aqueles que preferem a forma de atuar dos Takeshis e das Kaoris ao invés dos Jonathans e Jenniferes.

**PATINETE**

Persona 5 é incrível! Fantástico! Maravilhoso! Debutante! E todos devem jogá-lo! Fãs de RPG’s principalmente, ainda mais se já conhecem os demais títulos da série.

E fico muito feliz em ver que o mercado japonês de games está se reerguendo. Nioh, NieR: Automata e agora Persona 5, mostram que a indústria da Terra do Sol Nascente está aos poucos saindo da estagnação que fez com que tantos de nós nos afastássemos de suas produções nos últimos anos. E isso acontece enquanto o mercado ocidental entra em declínio, com suas franquias com episódios anuais, heróis desinteressantes, foco excessivo em DLC’s, reboots que ninguém pediu... Enfim. Talvez a nova safra de títulos vindos do Japão sejam a lufada de ar fresco que a indústria como um todo tanto precisa.

Mas se não for, só Persona 5 já me basta por enquanto.

Vá lá jogar.

E coma a professora.

Que Deus me ajude...

Cheers!!!

12 comentários:

Sala de Leitura disse...

Análise muito boa, como sempre. Aliás, foi graças a você é seu blog aí é passei a curtir a série Persona é a franquia Shin Megami Tensei, há pelo menos uns 8 anos atrás. Enfim, achei oportuno agradecer. Continue com o bom trabalho!

PS: não consegui comer a professora. Meu fracasso social transcende as barreiras entre virtual e real... Triste.

Guilherme Filipe Pereira de Santana disse...

Ai sim hein... Você finalmente comprou um ps4? Ou está fazendo igual eu jogando na casa de amigos ? rs. Estou cogitando em comprar esse jogo e o Catherine para ps3, sempre uso seu blog como guia para comprar games desde 2009, só pude ter um ps3 a dois anos atrás, então fui atrás de splatter house,Darksiders e Mass Effect. E não me arrependi.

A apresentação do game lembra abertura de anime, a música realmente é muito boa. Por falar em anime o que vc está achando de Dragon Ball Super? Vai rolar analise algum dia? Vi vc cantando abertura da primeira abertura no seu let´s play do game do Dragon Ball Z.

Bom acho que falei demais já! Até+! E vida longa ao seu blog!

Leandro"ODST Belmont" Alves the devil summoner disse...

Por esse e outros jogos que a Sony está dando uma surra no XONE. Persona 5 tem tudo para ser o GOTY desse ano, mas ainda creio que vai ser o novo Zelda do Switch que irá levar. parabens pela analise, Ameríndo. quando tiver um PS4, Persona estará com Bloodborne e Nioh no topo da lista


enquanto isso o Xone...somente Halo 5 é relevante. ou o novo Gears of War para alguns

disse...

Tenho uma pergunta que me fará menos popular do que... bem, não é como se isso pudesse acontecer, mas enfim... joguei Persona 3 e adorei o conceito. Combinar uma visual novel assaz bem escrita com Dungeon Crawl é o que eu sempre quis encontrar na manhã de natal. Ok, fine. O problema é que eu achei o grinding do dungeon crawl insanamente tedioso a ponto de me fazer desistir do jogo por mais que eu tenha gostado das partes que não envolviam a mesma masmorra aleatória. Sim, eu sou um fariseu flamejante.

Minha pergunta é: em Persona 4 e 5 isso é melhorado ou eu ainda tenho que exercer uma profissão de fé par conseguir chegar as partes legais do jogo?

Galomortalbr disse...

Persona:Jojo Bizarre adventure so que menos Bizarre

Ramon Giostri disse...

Homem! Você tem seu lugar reservado no paraíso, espero jogar Persona 5 nem que seja no PS3.

Marco Antonio disse...

Eu tenho ele no meu HD no PS4 desde o lançamento, mas ainda não joguei. Estou insistindo em Mass Effect, que ao contrário do mundo inteiro, eu gostei (é, eu sou aquele tipo de sujeito estranho e do contra). No entanto, tenho que logo jogar Persona 5. Comecei a jogar Persona 4 por causa de uma análise tua no finado blog de Games, me apaixonei pela franquia, pelos personagens, joguei o três também, comprei a porcaria de um PSVita só para jogar o Golden (é, eu tenho probleminhas com consumo impulsivo).

De resto, sensacional a análise, como de costume. Abraços, Hammer!

Unknown disse...

Tá ai um post que....



to be continued .....

Adriano Neto da Silva disse...

Ha, nunca tomei nenhum jrpg como, de fato, um rpg. Matar monstros e ganhar xp com isso, o bom e velho rpg de mesa sempre foi além disso. Nunca acreditei em rpg eletrônico, até o dia no qual joguei Fallout 2. Que jogo maravilhoso! Até hoje, ainda não joguei nenhum dito rpg eletrônico que se aproximasse tanto do rpg de mesa. Ah, mas sim, comecei falando de jrpg... Bem, nunca botei fé nesse jogos como rpg - ainda que me divertia bastante com Chrono Trigger, Valkirye Profile 2 e Resonance Of Fate, ainda eram jogos anos -luz do rpg de mesa. Mas eis que jogo Persona 3... Nossa, que jogo maravilhoso! Estariam os nipônicos finalmente entendendo como rpg de mesa realmente funcionava? Não me digam que era mera limitação de hardware, bastardos, pois Fallout 2 já fazia muito nesse sentido... E o jogo é de 1998... Mas, voltando ao Persona 3, tirando o pobre sistema de combate e exploração de masmorra, era um jogo que permitia, de fato, interpretar um padrão. Não, nada daquele esquema fracassado de Final Fantasy, onde o protagonista conversa com o npc e se abre apenas uma pobre caixa de diálogo com duas opções de respostas - isso até jogo do Mario fazia - Persona realmente permitia uma interação com os ditos personagens da CPU. O personagem tinha uma vida a viver que não fosse rodar um mapa cheio de inimigos randômicos. Não joguei Persona 4, tampouco jogarei o 5 (a não ser que esteja disponível no PC), mas pelo que o homem da bunda grande e peluda falou, parece que o jogo reúne elementos dos Personas 1 e 2 (sim, joguei esses!). Pela crítica, parece ser um jogo realmente foda pra caralho! Mas vi o anime baseado nesse jogo (no caso, promocional do jogo). O que foi mostrado nesse anime não me soou animador, mas, graças a crítica do Marreta, fico feliz em saber que Persona 5 é um jogo que merece a minha atenção.

mr.Poneis disse...

A coisa com persona é que eu tenho a certeza que se eu fosse um NPC neste mundo com acesso a um Social Link (ou Confidant) seria um XII - the Hanged Man, quando os mais legais sempre são do 13 para cima... Isso se não for um 2 de paus da série de arcanos menores que o jogo nunca se interessou em abordar porque são as pessoas cujo desenvolvimento não faria diferença para os eventos que influenciam o fim dos tempos... Ou algo parecido com isso...

O que me lembra que eu tenho de buscar ver Persona the Animation... mas a minha lista deflacionária de animes para ver ainda é extensa (seriam estes problemas de 1º mundo?)

Até mais ver
mr. Poneis

Jonas Mores disse...

OK. Estava deitado (Com insônia) isso depois de ficar jogando Persona 5 até umas 3 horas da madrugada. Bem li a crítica. E após terminar e ler os comentários, e sem sono, tive que levantar e ligar o PC. Porque? Pela simples vontade de dividir minha opinião. Nesta sexta eu acabei de fazer o Palace da Futaba, eu até fiquei meio com medo. Pois o prazo estava acabando e eu tinha a certeza de um game over. Mas para não dar detalhes, só digo, estava tudo no enredo. E sim. Persona 5 é um grande game. Uma pena que nem todos terão a paciência para jogá-lo, eu mesmo achei que não teria. Sendo bem raso. O game se baseia nestes estilos: Uma visual novel, pois tem muito conversa. A socialização, que é levar a sua vida de estudante. No geral um simulador de vida, onde entra tudo descrito na crítica. E infelizmente não são todos que vão conseguir se prender. Porém se tu quer algo novo, algo fora de seu padrão ou de seu conforto. Este é o game. Pois parece simples, e é nessa simplicidade que ele brilha. Tanto no dia a dia que tu leva, ou no tempo que gasta com seus Confidants. Ou apenas melhorando os atributos do seu personagem. Esse é o brilho que vem com os personagens, com a trama. Sem mencionar o estilo, muito atraente, que não cansa. Eu sempre penso, e bato na tecla. Qual jogo não é repetitivo? Fazendo uma alusão, o que em nossa vida não se repete? O que importa é gostar e estar bem. Os mementos são ótimos para treinar e colher dinheiro e itens. Nos games anteriores, pelo que sei, não se podia ver quem no seu social link iria subir de nível. No caso aqui você consegue ver quem subirá de nível. Cada Confidants é importante, fazendo com que sua exploração e batalhas fiquem menos complicadas. Não sei se tem como completar todos Confidants, mais estou indo. E tô no caminho de tentar conquistar a professora (Ou como dito: Comer a professora na noite de natal) porém faz tempo que ela não surge com a opção de que seu nível subirá. Pois é me alonguei e até divaguei com minha alusão. Mais está ai a crítica é direta e cativante, PS3 ou PS4. Dê uma oportunidade a este jogue, e saia da sua zona de conforto. Games hoje em dia são mais do mesmo, não que seja ruim. Cada um ao seu gosto e estilo, eu mesmo tenho. Só que se liberte e conheça um game que tem muito potencial. Tu podes jogar, zerar e chegar a sua conclusão. Afinal não se pode agradar a todos, mais não se arrependerá.

Marco Antonio disse...

Que jogo espetacular.Terminei hoje e já comecei um outro no New Game+. A música da Abertura é ótima, mas eu estou viciado em Rivers on Desert...ouvindo no repeat eterno.