terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Crítica do Amer: Star Wars Episódio VII - O Despertar da Força


ATENÇÃO: Este artigo traz possíveis spoilers sobre o enredo. Se ainda não assistiu ao filme, você tem probleminhas.

Não faço nenhum segredo de que eu fui um grande fã de Star Wars durante a infância e a adolescência, mas que passei a odiar a franquia, graças a todas as fofalhas que George Lucas fez a ela com o passar dos anos.

Então, veio a notícia de que aquele ser repelente e flanelado, havia vendido sua propriedade para a Disney. E como todo o planeta, soltei um suspiro de alívio e me permiti ter um lampejo de esperança.

Alguns anos depois, surgiu o primeiro teaser do novo filme da saga: Star Wars – O Despertar da Força. E pela primeira vez em sabe-se lá quanto tempo, fiquei feliz e ansioso pela chance de poder aproveitar a série mais uma vez.

Bom, eu finalmente assisti Episódio VII. E devo dizer que achei...

...

Querem saber? Se quiserem descobrir se minha opinião valida a de vocês (o que no fundo, é a única função de um crítico) terão de ler o artigo inteiro.

Zim!

Muito bem, se está lendo isso, é porque clicou no “Leia mais” e decidiu se tornar parte de algo maior do que você.

Ou você me viu Twittar o link para este artigo e veio direto até ele.

Seja como for, parabéns. Você é melhor que a maioria das pessoas.

Joinha do BB-8 pra você

A história se passa trinta anos após os eventos da trilogia original. O Império caiu, mas de seus destroços surgiu a Primeira Ordem, um grupo muito mais violento e eficiente, que visa derrubar a República e restaurar a gloriosa era em que Palpatine mandava na galáxia.

Imaginem aqueles loucos que fazem passeatas pedindo a volta da Ditadura Militar no Brasil, só que em maior número, mais bem armados e competentes, e vocês entenderão o espírito da coisa.

Mas a Primeira Ordem também pretende destruir qualquer resquício dos Jedi que tenha sobrado.  Ou seja, eles estão atrás do Luke (Mark Hammil). E a Resistência tem um mapa que indica onde ele está.

O mapa vai parar nas mãos de Poe Dameron (Oscar Isaac), um piloto da Resistência, que o entrega para BB-8, seu Droid pessoal, antes de ser capturado. O robozinho vai parar nas mãos de Rey (Daisy Ridley), uma sucateira que vive no planeta deserto de Jakku, e que se torna alvo de temido Kylo Ren (Adam Driver), um dos líderes da Primeira Ordem e um guerreiro poderoso no uso do Lado Sombrio da Força.

Mas Rey não embarca sozinha nesta canoa furada, pois ela tem o auxílio de Finn (John Boyega), um Stormtrooper desertor, que vê nela e na Resistência uma chance de se libertar da Primeira Ordem.

E nesta aventura, eles têm a chance de conhecer todos os heróis que salvaram a galáxia há tantos anos atrás: Han Solo (Harrison Ford), Leia Organa (Carrie Fisher), Chewbacca (dois caras imensos que se revezavam dentro da roupa de Wookiee), e mais três pessoas.

É GLORIOSO!!!

Passear por aí com Indiana Jones e com o Lhasa Apso mais
famoso do mundo é sempre glorioso

Em minha opinião (e eu sou um profissional, portanto minha opinião é sempre certa), três fatores foram responsáveis pelo sucesso original de Star Wars.

Primeiramente, George Lucas (que até então, ainda não havia se tornado a encarnação do mal) e sua equipe conseguiram criar um universo extremamente convincente. Cada novo cenário visitado pelos heróis parecia uma localidade legítima, com suas devidas funcionalidades, e onde podíamos imaginar pessoas vivendo. Isso facilitou a imersão do público na história.

Segundamente, os personagens eram bem construídos. Embora se baseassem em arquétipos comuns a ficção (geral, não científica), todos eram tridimensionais, e foram devidamente desenvolvidos ao longo da saga.

Han Solo era o pilantra de bom coração, cansado do mundo e eternamente em fuga da própria vida, mas que não pensaria duas vezes se precisasse se arriscar para salvar um amigo. Leia era a garota de origem nobre, que foi forçada a amadurecer e se tornar auto-suficiente cedo, para sobreviver como figura política em uma galáxia tomada por fascistas estelares. E Luke era um caipira sociopata.

Não, sério. Assistam Episódio IV novamente e revejam a cena onde ele encontra os esqueletos carbonizados do tio Owen e da tia Beru. Eram as pessoas que o criaram, e ele não dá A MÍNIMA ao encontrá-los mortos e sua casa destruída. No instante seguinte, ele já tá planejando viagens espaciais com o mendigo do deserto com quem fez amizade na última hora.

Maldito Jeffrey Dahmer do espaço.

Finalmente, a história trazia um senso de aventura, ao colocar os personagens com os quais aprendemos a nos identificar, em cenários fantásticos, mas ainda plausíveis. Havia a sensação da descoberta, do perigo, e a cada sucesso dos heróis, nos sentíamos triunfantes, como se estivéssemos vivendo esta jornada junto deles.

O Despertar da Força segue a risca a receita de sucesso dos filmes originais, e nos oferece algo novo, mas com uma sensação de familiaridade.

Os novos protagonistas possuem motivações simples, mas sólidas, que permitem que eles se desenvolvam e cresçam ao longo da história. Começamos com Finn, que se rebela contra o condicionamento mental que recebeu da Primeira Ordem desde que era criança, e inicia sua jornada ao buscar sua própria identidade, e consequentemente, uma nova vida.

Rey vive em Jakku, eternamente esperando pelo retorno da família que a abandonou. Ela vive no passado, e teme pelo futuro, mas não toma uma iniciativa real para mudar seu destino até ser perseguida pela Primeira Ordem. Sua aventura começa como uma luta pela sobrevivência, mas logo se torna uma viagem que a transformará em uma heroína como a das lendas que ouviu enquanto crescia.

E tem Poe Dameron... Que não faz muito no filme. Digo, ele pilota naves e é cool, mas... É.

Pelo menos ele fez mais que a Capitã Phasma.

Em compensação, Kylo Ren é o melhor vilão que este filme poderia ter. Um alívio após anos aturando Darth Maul, conde Dooku (pfffffft, HA HA HA) e General Grievous, seres tão interessantes quanto uma aula sobre frações no Telecurso 2º Grau.

Ren é um vilão trágico. Um jovem que perdeu seu caminho e que como Rey, também venera o passado. Em seu caso, a figura de Darth Vader. Ele está perdido em dor, angústia, medo, e no fundo, não parece ter a certeza de ter tomado a decisão certa. Mas ele também acredita que não pode mais voltar atrás.

Ren é brutal, mas ainda possui um lampejo de empatia. Enquanto Vader simplesmente esganava um oficial do Império quando se sentia frustrado, Ren destrói equipamento e vez ou outra agride um de seus subordinados, nunca de forma fatal. Ele quer se entregar completamente para o lado sombrio, mas algo nele o impede de fazê-lo.

Claro, a internet explodiu em memes evolvendo a figura de Kylo Ren, e ele foi rotulado como um emo chorão por toda uma geração de jovens cuja vida se resume a Tumblr e 9gag. Mas a verdade é que ele é um personagem fascinante, e seu potencial de crescimento é enorme.

Mas sejamos francos, todos sabemos quem é o verdadeiro astro deste filme.

O Boba Fett da nova geração

Agora, eu não seria um bom panda se não mencionasse os problemas do filme. Star Wars – O Despertar da Força tem DOIS grandes problemas, que discutirei extensamente e em parágrafos separados, para obrigá-los a ficarem mais tempo na página.

Porque como jornalista, eu sou totalmente desprovido de escrúpulos. Fiquem felizes que eu não faço uso de clickbait no dia-a-dia.

Muito bem, o primeiro problema do longa é que ele não traz muitas idéias novas à mesa. Seu enredo é uma versão requentada, mas em maior escala de Uma Nova Esperança. E não fui o único a ter esta impressão, pois todos os meus amigos do Country Club pensaram a mesma coisa.

...

Ok, não faço parte do Country Club. Eram meus amigos de bar mesmo.

...

Tá bom, eu não tenho amigos. Eu debati isso com o segurança do puteiro. Eu conversei sobre Star Wars COM O SEGURANÇA DO PUTEIRO. Estão felizes agora?

Pois bem, eu falei que a história nos oferece algo novo, mas com uma sensação de familiaridade, não? Então, acrescente aí muitas colheres de familiaridade, pois em alguns casos, parece que tentaram simplesmente clonar Uma Nova Esperança.

Em Episódio IV, o Império está atrás dos planos que foram roubados pela Aliança Rebelde, aqui, a Primeira Ordem quer o mapa que revela a localização de Luke Skywalker. No original, os vilões tem a Estrela da Morte, uma estação espacial capaz de destruir planetas, aqui eles tem a Base Starkiller, capaz de destruir galáxias. No passado, Obi Wan Kenobi foi o mentor da garotada, aqui é Han Solo quem faz o papel de velho aventureiro que passa a tocha para a nova geração, e por aí vai.

Não que O Despertar da Força seja uma cópia em carbono do original, mas bebe o suficiente de sua fonte para criar certas discrepâncias. Por exemplo, como a Primeira Ordem tornou-se tão grande e forte? Para um grupo de extremistas que visam ressuscitar o Império após sua queda, eles parecem muito mais bem armados e preparados do que seus antecessores jamais foram (seus Stormtroopers PRESTAM, o que já é um grande avanço). E como diabos eles forçaram a REPÚBLICA se tornar praticamente um grupo de guerrilha, com meia dúzia de gatos pingados escondidos em bases secretas espalhadas pela galáxia?

Se me permitem, eu tenho uma teoria. Acredito que todas estas escolhas foram propositais.

O fato é que as últimas duas décadas foram extremamente cruéis com os fãs de Star Wars. Seja por causa das prequels, com seu enredo sem pé nem cabeça e diálogos horrendos (“Do meu ponto de vista, os Jedi são maus), ou de todas as mudanças que George Lucas fez na trilogia original.

Claro, existem os fãs que tratam Star Wars como uma religião, e amam ABSOLUTAMENTE TUDO que George Lucas tenha feito. De fato, tais fãs fariam um colar com a bosta do George Lucas e desfilariam por aí com ele se pudessem.

Mas pra cada fã psicótico como este, temos um que é uma pessoa normal, e se afastou da série assim que ela se tornou a mera carcaça daquilo que um dia havia sido.

Desta forma, acredito que J.J Abrams e os produtores optaram por tornar O Despertar da Força o mais atraente possível, para o maior número de pessoas que pudessem. Graças a isso, temos um roteiro simples, que remete muito ao filme original, para fisgar os saudosistas que ainda lembram o quanto ele foi mágico (antes de ser atropelado 25 vezes por George Lucas em um basculante), mas com elementos novos suficientes para cativar toda uma nova geração, que quer ter seus próprios heróis, e não apenas curtir os de seus pais.

Mesmo o fato da ascensão da Primeira Ordem (e claro, a queda da República) não ter sido explicada, pode ter sido um passo extremamente calculado, para distanciar os novos filmes o máximo possível das prequels.

Lembram de todas as cenas envolvendo Padmé, Bail Organa e o conselho Jedi, onde os personagens ficavam discutindo política? Lembram como tais cenas eram tão divertidas quanto chegar ao dentista duas com duas horas de antecedência, e ter de passar todo o tempo de espera tendo como única companhia o som distante da broca?

Pois então.

Acredito que a missão de O Despertar da Força era provar ao mundo que Star Wars ainda podia ser divertido. Com esta missão cumprida, a Disney terá mais liberdade em expandir a história deste novo universo que estão criando.

E lançando uma produção por ano, oportunidades não irão faltar.

E antes que possamos perceber, esse cara estará fazendo mais
aparições nos filmes dos outros do que o Nick Fury

Quanto ao segundo problema... Oh bem, precisamos falar da Rey.

Ela é uma Mary Sue.

É...

Em termos básicos, Mary Sue é a personagem “perfeitinha”. Ela não possui defeitos (ou se os têm, eles nunca atrapalham o seu sucesso), é cheia de talentos e habilidades totalmente irreais, e é sempre querida por todos, muitas vezes sendo o alvo do afeto de todos os homens que a cercam.

Se a primeira personagem que veio à sua mente foi Bella Swan, parabéns. Seu prêmio é absolutamente nada!

E aliás, personagens masculinas deste tipo também existem, e normalmente são conhecidas como “Gary Stu”.

Voltando a Rey, ela preenche muitos dos requisitos de uma Mary Sue. Ela sabe consertar quase todo tipo de máquina, na primeira vez que pilota uma nave ela realiza manobras que deixariam Max Sterling de calcinhas encharcadas, ela é uma exímia lutadora, íntegra, todo mundo a adora e ela já é capaz de controlar a Força na sua segunda tentativa, e sem nenhum treinamento formal.

Ok, para ser justo, parte dessas habilidades são facilmente explicadas se analisarmos o contexto em que ela cresceu. Rey viveu por anos como catadora de sucata, e os objetos resgatados precisavam estar em bom estado, ou ela não conseguiria vendê-los. Assim, ela precisou aprender a consertar de tudo, ou morreria de fome.

Da mesma forma, dois terços do seu planeta deviam querer comê-la (literal e biblicamente) todos os dias. Acredito que em um ambiente desses, uma garota aprende bem rápido o valor de saber causar concussões.

Mas nada disso explica suas outras habilidades, tampouco o fato de que todo mundo a adora como se ela fosse um gatinho de dois meses de idade.

Já viu um gatinho de dois meses? ELES SÃO ADORÁVEIS!!!

Felizmente, o carisma natural de Daisy Ridley faz a personagem funcionar. Nas mãos da atriz errada, Rey poderia ter se tornado a Bella Swan 2.0, e eu agradecerei eternamente aos céus por isso não ter acontecido.

Sim, porque uma escolha de elenco acertada é algo pelo qual devo ser grato até o fim de meus dias. É o quanto minha vida é patética.

Claro, com mais dois filmes no forno (da nova trilogia, fora os spin-offs), a Disney tem tempo de elaborar a história de Rey e torná-la menos perfeita. E honestamente, eu espero que façam isso, pois carisma nenhum é capaz de salvar uma Mary Sue de se tornar intragável.

E se você acha que minha opinião sobre o assunto é sexista, por favor, fique a vontade para me contatar em eunãodouamínima@váprodiabo.com. Prometo que lerei e responderei nunca.

Nós te amamos, Rey. Por favor, não se torne uma Bella... Ou uma Anastasia...

Acho que a melhor maneira de descrever o que sinto por O Despertar da Força, é com uma analogia vinda do senhor Gabriel Morton, do podcast Let’s Drown Out:

“Imagine que você ficou amarrado em uma cadeira o dia todo, e que a cada hora, um sujeito entrava na sala e te dizia que a noite, você seria obrigado a comer um prato de merda. A cada minuto você fica mais ansioso, esperando pelo momento desta provação.

Então anoitece. O sujeito entra na sala e coloca um prato na sua frente. Mas nele não há um monte de merda, e sim um misto quente.

Nada chique, nada especial. É só um misto quente. Mas o mero alívio de saber que você não vai comer merda, torna aquele o misto quente mais especial do mundo.”

Bom, O Despertar da Força é exatamente isso. Um misto quente simples e delicioso, que aproveitamos muito mais porque George Lucas fez o favor de enfiar merda pela nossa goela adentro desde que lançou A Ameaça Fantasma.

Claro, espero que os próximos filmes sejam refeições mais completas. Mas por hora, este sanduíche gostoso e reconfortante me basta.

Cheers!!!

28 comentários:

Carlos Eduardo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Amer H. disse...

Veja por este lado.

Kylo Ren tinha levado um tiro de plasma NA BARRIGA. Tiro de uma arma que o filme fez questão de mostrar várias vezes que era letal na maioria dos casos.

Ele lutou contra um ex-Stormtrooper, um cara que foi treinado desde a infância pra ser uma máquina de matar, e com uma garota que sobreviveu sozinha em um planeta em que tudo podia matá-la.

E ele fez isso com um rombo do tamanho do Acre na barriga, dando socos no ferimento pra se encher de adrenalina e poder ignorar a dor.

Ele é um super badass, e em condições mais favoráveis, teria limpado o chão com a Rey e o Finn.

Carlos Eduardo disse...

Cara aceite minhas humildes desculpas 3 noites em claro nublam ate o melhor dos julgamentos concordo que ele lutou ferido e foi foda mas de uma saudade do velho darth e toda sua fodacidade mas claro o garoto tem tudo pra ser um puta vilão visto que matando o proprio pai corto um dos poucos laços de bondade que ele ainda tinha........e cara so novo aqui entao peço paciencia com algumas merda que eu fala e sou teu fã conhece teu blog me tiro de uma maldita depressão que me assolava a um tempo

Amer H. disse...

Não tem porque se desculpar, tamos batendo papo. E não precisava ter excluído seu comentário, você só deu sua opinião, não foi grosseiro, e isso é o que importa.

Giovanni Seiji disse...

Grande Amer!
Estava esperando pela sua crítica desse filme!!
Eu gostei muito do filme, e exatamente pelas razões que vc listou acima, e creio que a semelhança com o Episódio IV seja, como você disse, uma forma de chamar todos os públicos para então nos próximos poder se distanciar. pelo menos é nisso que pretendo acreditar....
E o filme realmente renovou a minha animação com relação a Star Wars, é serio, nos últimos anos eu tenho me tornado muito distante com a franquia (principalmente quando eu relembrava o Anakin e e o Jar Jar....URGH....) e esse filme me fez relembrar o quanto essa série pode ser divertida, e sou muito grato a isso.

Parabéns pelo Post! Estarei esperando pela crítica do Episódio VIII, IX e os spin off malucos que estão por vir.

TRAITOR!!!!

Unknown disse...

Eu discordo sobre a Rey ser uma mary sue, digo, não vejo o fato de que um moleque de 9 anos como o anakin seja um eximio mecanico, montar um robo sozinho, ser um piloto profissional, roubar uma nave que por acidente acaba trazendo vitoria para os rebeldes e conquistar a atenção de uma moça uns 10 anos mais velha, ser taxado como gary stu. No maximo vão falar que a culpa é do roteiro esburacado do Lucas, mas nunca um esteriotipo de gary stu.

E sobre todos gostarem dela bem, o Finn gosta dela pq foi a primeira "boa pessoa" por assim dizer que ele conheceu e bem, hollywood tem uma mania insuportavel de achar que "homem conhece mulher" é o suficiente pra rolar um romance. Obrigatório na verdade. É chato mas acontece o tempo todo. Eu pelo menos gostei de que a amizade entre eles se sobresai ao romance.

O Kylo sempre deu muita enfase sobre o fato dela ser uma garota (a garota que todos falam). Sinto que ele saiba alguma coisa muito importante sobre ela ou seu passado.

E sobre o Han, ele deve ter admirado seu conhecimento em pilotagem/mecanica. Um deslize bobo creio eu. Meio forçado, mas nada se mais.

Adimito que ela salvar o bb-8 e formar uma afeição por ele tão rapido a ponto dela optar por não vende-lo por comida, bem forçado. Mas acho que foi culpa do roteiro corrido. Tinha muita coisa acontecendo ao mesmo tempo

Carlos Eduardo disse...

Cara quanto a questão da afeição pelo droide acho que foi meio que uma escolha tipo "so me fodi ate agora e esse robozinho e a primera coisa boa que me acontece" e de se pensar ....embora eu teria vendido o droide na hora

Carlos Eduardo disse...

Valeu man

Miguel Massolar de Carvalho Pimenta disse...

Olá acompanho o seu blog já faz tempo e queria lhe dizer que todos os seus posts são incríveis, apesar de não ser um grande fã da saga de star wars este filme foi sensacional! Continue com este incrível trabalho!

Galomortalbr disse...

Foi um bom filme,mas meu a rey e uma Mary sue pesada,nem me incomodo dela te dominar a força tão rápido,mas p**** derrotar o vilão do primeiro filme,esforçado demais.

Ace Of Spades disse...

Eu concordo completamente com a sua opinião, e gostaria de levantar um problema bem babaca mas só pra cagar regra mesmo, aqueles monstros lá que o Han Solo tinha capturado no começo do filme, todos os cara que eles pegam, eles devoram em seguida, mas no caso do Finn eles mudaram seu modus operandi, não consideraria isso uma Kurumadisse, mas eu fiquei sendo um um cusão nesse momento e falando que isso tava errado, não me orgulho disso e em minha defesa, foram pouquissimos segundos, até pq eu chorei o filme inteiro de emoção, principalmente na aparição do Luke!

Leandro" Leon Belmont" Alves the devil summoner disse...

"Este artigo traz possíveis spoilers sobre o enredo. Se ainda não assistiu ao filme, você tem probleminhas."

então devo ter Amer, pois não vou gastar quase 30 contos no shopping para assistir quase um remake da "Uma Nova Esperança" com outros atores e sem contar a pipoca e o refri. sério, quase todo cinema da minha cidade ERA OBRIGATÓRIO a ver o filme em 3D, só para cobrar mais caro. o filme pode ter efeitos de cair a bunda, mas não para aqueles SÓ QUEREM ASSISTIR A DROGA DO FILME, devia ter a opção de assistir em 2D normal.

enfim, assistirei quando puder. e agora o pessoal tem um novo xodó, o BB-8, que fãs já arrumam treta a quem ainda prefere o R2-D2.

Adan Ribeiro disse...

Gostei do filme.
Gostei das críticas. Gostei da sua crítica.
E isso é tudo que eu tenho a falar sobre isso... [fecha a caixa de bombons]
Tenha um ótimo dia.
Zim!

Marcus VBP disse...

Cara, concordo com o que você escreveu na sua crítica.

Acho inclusive que as semelhanças com os filmes antigos foi proposital, em parte, porque sabem que apenas uma parcela muito pequena dos que nasceram nos anos 2000 para cá irão assistir os filmes clássicos.

Eu tenho um meio irmão de 9 anos. A mãe dele perguntou se ela poderia leva-lo para ver o filme sem antes ver todos os anteriores. Eu disse que ela pode ir sem medo, pois não é necessário.

Marcus VBP disse...

Sobre o próximo filme, fiz uma elucubração no meu twitter (@marcusvbp) sobre o que acho no que vai acontecer no próximo filme, com base em absolutamente nada:

- Kylo Ren e Rey vão aparecer muito pouco no filme, pois ambos irão estar treinando. Provavelmente veremos highlights desse treinamento.

- A Primeira Ordem vai tá em frangalhos, e veremos a capitã phasma juntando o pouco dos recursos que sobraram + os cavaleiros de Ren para ir atrás da Resistência, dando o troco pessoalmente.

- Cap. Phasma vai ser vencida pelo Finn (que vai ser meio que o protagonista principal desse filme), com um grande custo envolvido (talvez o Poe Dameron bata as botas, ele é um excelente personagem para isso).

- Os cavaleiros de Ren serão foda, provavelmente usarão sabres de luz ou laminas sônicas, mas não serão usuários da Força. Eles vão causar um grande estrago na Resistência, e no fim serão detidos pela Rey e pelo Luke, que interromperão o treinamento para ajudar os amigos, e espero que seja uma luta INCRÍVEL.

- Quando todo pensou que tudo iria acabar bem, aparece o Kylo Ren e talvez o Snoke para tretar com a galera. Léia tenta falar com o filho, mas é morta pelo Kylo Ren sem nenhum tipo de dó, só para mostrar que o treinamento deu resultado.

- Luke meio que perde o controle e deixa Rey sozinha contra o Kylo, enquanto luta com Snoke. Talvez o Luke bata as botas ou fique mto ferido, e Rey escapará por um tris. O filme deve terminar assim, com os personagens meio acabados.

=====

eu até gostei desse exercício mental, mas não vou mentir que a estrutura lembra demais O Império Contra Ataca, hehehe.

Nerd Rangers disse...

Eu adorei o filme e as minhas críticas são exatamente as suas.

LUCAS DE ANDRADE TEIXEIRA disse...

Eu tava dando uma olhada em Clone Wars é surreal como ele é MUITO melhor que a trilogia prequel, sério, pena que Rebels não é tão bom quanto mas tomara que fique melhor, e é uma pena que o show foi cancelado para fazer Rebels já que dando uma olha da nos arcos nunca feitos seriam ótimos.Para quem não viu o desenho 3 D aqui tem ele numa ordem para torná-lo melhor para assistir, já que ela começa ruim e o filme é horrível, quando chegar nele se quiser ver apenas a primeira meia hora já que ele é ruim, embora tem 1 episódio depois que é continuação de uma trama que começou depois no filme:

https://www.reddit.com/r/StarWars/co...episode_order/

Você poderia fazer uma review dele.

Hao Cinis disse...

Eu relevo personagens Mary Sues quando são gostáveis, então aprovei a Rey. Ao menos ela não é aquele tipo de personagem que é "forte à força" e quer se impor a todo mundo.

Acho que ajudou bastante o Finn ter sido o protagonista de facto desse primeiro (?) filme, quando todo mundo achou que ele seria o parceiro cômico inútil, mas ele consegue ser efetivo e genuinamente divertido. O que é mais do que posso dizer do Poe no momento.

Casa disse...

"Luke era um caipira sociopata"

E piora, claro, afinal, se considerarmos os prequels, o Luke foi convencido e treinado por um dos maiores filhos da puta da hstória de Star Wars. Porque é isso que o Obi Wan do Ewan McGregor é, pois só sendo um filho da puta para cortar os braços e pernas do seu aprendiz que você viu crescer desde os 10 anos de idade e achar misericordioso deixar ele morrer queimado lentamente em um planeta vulcanico.

Maldito George, the hutt... ¬¬

Abs, Katchiannya

Ps- Concordo com o Hao Cinis XD Mas sou suspeita.

Unknown disse...


Shadow Geisel disse...

Obrigado por existir, Ammer. Eu já estava babando verde de tanto ler e ouvir pessoas analisando este filme como a segunda vinda do messias, ignorando suas visíveis falhas em prol de saudosismo e euforia nerd. Felizmente você fez uma análise justa e sem exageros, mostrando tanto falhas quanto qualidades (apesar de que você pegou meio leve nas falhas, mas é só a minha opinião). Ótimo texto.

Twero disse...

Amer, eu assino fortemente embaixo eu comentário a respeito da Rey.
Na primeira vez que eu vi, eu tinha me apaixonado por ela, mas quando fui ver pela 2ª e 3ª vez, notei que ela não errava NUNCA. E os erros dela jamais afetavam o andamento da história.

E no final de tudo ela foi a personagem que mais saiu ganhando nisso tudo. Pode fazer o saldo aí o que ela ganhou e verão que ela nem fez tanto pra merecer tudo isso

Espero que explorem melhor o passado dela e deixem que ela falhe mais, porque se só deixarem ela mais TOP, vai ficar ralado.

Agora, em contrapartida, eu AMEI o desenvolvimento do Finn. Ele queria acima de tudo fugir da Primeira Ordem. A gente via o medo estampado na cara dele em diversos momentos. Mas ele ganha espaço e cresce no filme. Ver ele encarar o Kylo Ren foi o ponto lato desse amadurecimento pessoal dele. Ele formou coragem para enfrentá-lo e ficou muito emblemático isso.

Em outros aspectos, os efeitos especiais ficaram deslumbrantes, mas de tanto copiarem o episódio IV a gente não sentia tensão nenhuma em nenhuma parte da história. Apesar das cena dos caças ser orgásmica, a gente já sabia o que iria acontecer.

E só uma pequena correção: A Starkiller só destrói sistemas inteiros, e não galáxias (que é formado por milhões ou até bilhões de sistemas). Salvo engano, Star Wars se passa em apenas uma galáxia muito, muito distante.

Daniel Farias disse...

Como ousa comparar a Rey a Bella Swan,desgraçado nunca mais faça isso,kkkkkkkkkk,não é sério concordo com o exagero na parte das Habidades dela,(na verdade só no caso da Força),mas não concordo quando voçê diz que todo mundo gosta dela,como se fosse algo estranho,afinal ela é Foda pra caralho mas mesmo assim é adoravel e até um pouco inocente;os olhos da Rey chegam a Brilhar quando o Han Solo diz que as Lendas que ela ouvia eram reais,não tem como não ama-la,sendo voçê um personagem ou um Espectador.

Agora o Kylo Ren tenho quer ser sincero que fui precocentuoso com voçê Amer,pensei que voçê ia descer o pau no personagem só porque ele é jovem,as vezes eu esqueço que Voçê é um critico ponderado e não se deixa levar por saudosismo ou coisa do tipo,o post Sobre a "Morte dos desenhos Animados" prova isso,(com esse título só poderia pensar que ia ser um texto lixo,mas não era o caso,é claro tenho ressalvas,mas gostei daquele post),enfim o Kylo é um Vilão Foda que dar tanto medo,ou talvez até mais que o Darth Varder,o fato dele ter RESISTIR PRA NÃO SEGUIR O LADO LUZ DA FORÇA o torna um Vilão bem complexo e até compreensível,gostei muito dele.

Outra coisa legal desse filme é mesmo tendo a Fodona da Rey o filme da espaço pra todo mundo tanto os personagens Classicos, quanto os novos,Tipo o Finn não é só um Coajuvante engraçado,ele é de fato o Co-Prtagonista,o JJ.Abrams conseguiu um bom equilibrio aí,isso é bem legal,e embora tenham alguns personagens que não foram tão desenvolvidos como a Capitã Phasma por exemplo,aposto que isso vai ser corrigido nos próximos filmes.Então essa minhá opinião,Star Wars Episódio VII,foi um dos melhores filmes que eu já vi,e essa crítica também foi ótima,um joinha do BB-8 pra VC também Amer...

Rakka of Glie disse...

Deve ser estranho receber um ponto positivo por isto, mas obrigado por não fazer a resenha sobre como o filme é propaganda feminista e marxista. Eu fiquei um tempo sem ler este blog e tinha a impressão de que quando voltasse, isto aqui poderia ter se tornado um centro de retrogresso como muitas pessoas que eu seguia na internet acabaram sendo.

Aqui pelo Rio de janeiro, eu teria que ter ido a um outro cinema longe da minha casa e desistido de vê-lo com o meu pai se quisesse assistir de forma decente, em 2D e sem óculos. Foi a pior característica do filme até agora.

Lucas Sowew disse...

Uau, eu tbm estranhei as super habilidades da Rey
Enquanto assistia, "justifiquei para mim mesmo" que a habilidade da Rey para pilotar tinha como fonte a Força (afinal, Luke e Anakin também eram bons pilotos)

Também pensei em como isso pode ser a natureza cíclica da força, como as coisas se repetem, como se fosse o destino

Falando nisso, o segundo filme nas duas trilogias anteriores, é aquele em que o protagonista Jedi tem uma das mãos decapitadas

Então cuidado, Rey!

Fábio Barrozo Mansur disse...

Não tenho muito a acrescentar ao assunto, mas precisava passar pra dizer que levarei esse ensinamento para minha vida:

“Imagine que você ficou amarrado em uma cadeira o dia todo, e que a cada hora, um sujeito entrava na sala e te dizia que a noite, você seria obrigado a comer um prato de merda. A cada minuto você fica mais ansioso, esperando pelo momento desta provação.

Então anoitece. O sujeito entra na sala e coloca um prato na sua frente. Mas nele não há um monte de merda, e sim um misto quente.

Nada chique, nada especial. É só um misto quente. Mas o mero alívio de saber que você não vai comer merda, torna aquele o misto quente mais especial do mundo.”

SEMI disse...

Imaginem se 40 anos atrás Vader retirasse seu capacete e pudéssemos ver Hayden Christensen dizendo algo como "o maior problema do universo é que ninguém ajuda ninguém!"

Acho que o Kylo Ren perdeu um pouco da sua mística quando retirou a máscara e se revelou um moleque feioso. Mas uma segunda exibição do filme melhorou consideravelmente a digestão.

Pedro Neves disse...

Poxa, eu jurava que o Amer gostava do Darth Maul.