sábado, 27 de novembro de 2010

Crítica do Amer: Fist of the Northstar: Ken's Rage


Hokuto no Ken, Hokuto no Ken, Hokuto no Ken... eu falo tanto deste Mangá e até hoje nenhum de vocês teve um surto psicótico e veio atrás de mim com um cortador de pizza, Deus sabe como sou grato por isso.

Mas não posso evitar, é meu Mangá favorito de todos os tempos desde que eu tinha dez anos... e olha que assisti ao Anime pela primeira vez quando tinha 15. O Mangá eu fui ler lá pros 18.

Sim, eu era fã da série antes mesmo de conhecê-la. Sim, isso não faz o menor sentido. Não, não vou explicar como isso é possível, pelo menos não hoje.

O fato é que amo Hokuto no Ken e não faço questão de esconder isso. Se um dia o Mangá vier a ser lançado no Brasil, exigirei receber porcentagens de venda, pois garanto que metade das pessoas que comprarem a série, o farão por minha influência.

Desta forma, é desnecessário explicar que Fist of the Northstar: Ken’s Rage foi um dos games que mais aguardei em toda vida. De fato, no momento que este título foi lançado no Japão, passei a contar os dias, horas, minutos e segundos até que fosse lançado no Ocidente.

Lógico, eu poderia ter comprado um Playstation 3 e importado a versão Japonesa... mas isso não vem ao caso agora.

Enfim, a espera valeu a pena, ou minha fé na humanidade e em Kenshiro foi abalada pelo resto de minha fútil e curta vida? Vamos descobrir... AGORA!

WA-TCHAAAAAAAAAAH!!!


Ok, vocês já devem estar de saco cheio de me ouvir contar a história de Kenshiro. Para aqueles que já a conhecem, pulem este parágrafo.


De verdade, vão para o próximo. Não tem nada pra vocês verem aqui.

Para os que ficaram, Fist of the Northstar: Ken’s Rage é baseado em um dos mais populares quadrinhos do Japão: Hokuto no Ken, lançado em 1983 pelo roteirista Buronson e pelo desenhista Tetsuo Hara.

A série se passa em um mundo onde a Guerra Fria não acabou e desencadeou um conflito nuclear em larga escala, que pulverizou a humanidade. Os oceanos secaram, o solo se tornou infértil e uma camada de poeira fica eternamente ao redor da terra, impedindo que a luz do sol entre apropriadamente ao nosso planeta.

Os humanos se reúnem em pequenos agrupamentos, nos locais onde encontram lençóis de água subterrâneos (as únicas reservas de água sem radiação) e precisam se defender como podem de gangues de bandidos e assassinos, que seguem a premissa da Lei do mais Forte e tomam para si o que querem.

É neste cenário que surge Kenshiro, herdeiro da arte marcial Hokuto Shinken, um estilo com mais de 5000 anos que é a forma de luta mais letal do mundo. Basicamente, pessoas que sejam vítimas desta arte tem o equilíbrio de seus corpos destruído e sofrem dores agonizantes, antes de EXPLODIREM.

... masculinidade.

Kenshiro é um cara legal, então viaja pelo mundo, utilizando sua força para proteger os bons e indefesos e esbodegar e defenestrar os lazarentos. Não apenas isso, mas ele busca Yuria, sua noiva, que foi seqüestrada por seu rival Shin. Eventualmente, Ken se envolve com os guerreiros do Cruzeiro do Sul e reencontra seus dois irmãos mais velhos, que também treinaram com ele.

Eu poderia ficar falando o dia todo sobre Hokuto no Ken, quem me conhece sabe. Seu enredo é muito rico e possui personagens extremamente marcantes, não posso recomendar o bastante que as pessoas leiam este Mangá.

Infelizmente, o game não faz jus à história original. Claro, momentos chave de grande importância na série são fielmente retratados aqui, mas os produtores partiram da premissa que quem fosse jogar já seria fã do Mangá (não estão totalmente errados) e não perderam muito tempo reproduzindo 100% das cenas da saga aqui.

Você aproveitará muito mais o game se já conhecer a história, então dê um pulo no meu blog original e clique no Kenshiro que está na lateral para puxar o Mangá. Vai, faça isso pelo Amer, sua hombridade agradecerá.


Falemos então dos gráficos. Eles são excelentes e graças a Ryuken, não tentam ser realistas.

Fist of the Northstar: Ken’s Rage é baseado em um Mangá e em minha humilde opinião, gráficos que tentassem seguir pelo caminho do foto realismo (como acontece com tantos títulos hoje em dia) seriam um enorme despropósito. Kenshiro tem de parecer com Kenshiro e não com Gary Daniels.

Se entendeu esta referência, você merece um biscoito Scooby.

Pois então, os personagens são muito bem construídos e representam fielmente suas versões em nanquim. Kenshiro possui o jeito estóico e é expressivo feito uma calota polar, Souther possui uma crueldade indelével no olhar e Toki ainda é o enfermo e gentil guerreiro do Hokuto que todos conhecem e amam.

As únicas personagens que foram razoavelmente alteradas de suas versões originais foram Ailee e Mamiya, duas das personagens femininas de maior importância da série. Ambas foram modificadas em prol do Fanservice, Ailee ganhou um decote enorme e Mamiya usa uma tanga enfiada, além de SEMPRE ficar em poses que dêem um close bastante gratuito em sua bunda enorme ou em seus magumbos igualmente gigantescos.

E como as roupas dos personagens se rasgam conforme eles recebem dano... bem... faça as contas.

Vou admitir que nunca achei Mamiya bonita no Mangá e sua aparência melhorou 200%... mas Hokuto no Ken nunca precisou de Fanservice para atrair fãs e acredito que o game deveria ter seguido este caminho.

A animação dos personagens compensa estes pormenores. Todos os movimentos são fluidos e passam a impressão necessária de peso. Cada golpe em um inimigo realmente tem o impacto necessário e sentimos que estamos causando um belo estrago em todas as hordas de bandidos genéricos que se colocam em nosso caminho.

Aliás, mais de 30 personagens na tela em alguns momentos e nenhuma queda no Framerate. Espetabuloso.

O som é bem menos impressionante, toda trilha sonora é composta de Heavy Metal genérico, com temas tocados na guitarra que na maioria das vezes não empolgam. No entanto, a versão Metal do clássico tema Ai wo Torimodose é simplesmente fantástico.

É possível optar pela dublagem original em Japonês ou pela versão Americana. Só vou dizer que Hokuto no Ken não é uma obra que funciona quando os personagens falam em Inglês, entendam isso como quiserem.


No quesito jogabilidade, Fist of the Northstar: Ken’s Rage é um Beat’em Up, ao melhor estilo dos games da série Dynasty Warriors. Diabos, o game usa praticamente uma Engine melhorada desta série.


Para quem nunca jogou nada desta série (QUE VERGONHA), Dynasty Warriors consiste de colocar o personagem do jogador, normalmente um indivíduo ultra poderoso, contra hordas e mais hordas inimigas. Seu trabalho é sobreviver a essa multidão e matar tudo que encontrar até chegar ao chefe da fase.

Fist of the Northstar: Ken’s Rage não é diferente, seu objetivo é guiar Kenshiro (ou os demais personagens, já falo disso) por um cenário específico, massacrar todos os inimigos que cruzarem seu caminho e finalmente devastar o chefe e se aproximar um pouco mais de trazer paz a terra.

O jogo é dividido em diversos modos, mas os principais (e aos quais você dedicará mais tempo) são o Legend e Dream Mode.

No Legend Mode, é preciso guiar Kenshiro através da história original do Mangá. A medida que se avançar por este modo, outros personagens são liberados e é possível jogar trechos específicos da história com os mesmos. Claro, o modo não é infalivelmente fiel à história original e é preciso deixar certas coisas passarem (Mamiya derrotando Raoh? HA!), mas no geral, é um modo principal bastante competente.

No Dream Mode, é possível controlar não apenas os personagens do modo Legend, mas os principais vilões da história também, com histórias paralelas ao melhor estilo “o que aconteceria se...”, e onde cada guerreiro tem um final próprio.

Mas vamos ao que interessa: a porradaria.

O jogador tem a sua disposição um ataque fraco e um forte. É possível criar combos utilizando apenas o fraco, ou o utilizando em diversas combinações com o ataque forte. Durante os combos, pode-se usar o direcional para... bem... “direcionar” o personagem, desta forma, se eliminar os adversários a sua frente por exemplo, é possível virar o personagem para os inimigos ao redor, o que evita desperdiçar golpes no ar.

Os personagens também possuem Signature Moves e Hyper Signature Moves. O primeiro tipo são ataques especiais de variado alcance e dano, alguns são extremamente destrutivos, enquanto outros fazem pouco mais que atordoar os inimigos, eles podem ser comprados como Upgrades ou adquiridos ao longo do modo Legend. Hyper Signature Moves normalmente são devastadores, matam oponentes comuns instantaneamente e causam dano absurdo em chefes. Eles ficam disponíveis conforme se compra Upgrades.

Sempre que derrotar inimigos, seu personagem ganha um ponto de Karma, ao se juntar o suficiente, este Karma é convertido em pontos de “Skill” que podem ser usados entre as fases para se adquirir os já mencionados Upgrades, que podem aumentar sua força, resistência e energia, ou lhe garantir novos combos ou Signature Moves.

Diga-se de passagem, o Legend Mode e o Drem Mode funcionam de formas bem diferentes.

No Legend, tudo que o jogador precisa fazer é guiar o personagem pelo cenário, em um caminho bastante linear e sobreviver até chegar ao chefe. O Dream Mode é um pouco mais complicado e funciona mais como os games clássicos da série Dynasty Warriors: é preciso tomar bases inimigas, prestar atenção as condições de vitória ou derrota e encerrar a batalha antes do tempo acabar.

Cada personagem funciona de forma bem diferente do outro e você vai levar um bom tempo jogando se quiser dominar todos. Kenshiro é equilibrado, Rei é bastante veloz (assim como os demais guerreiros do Nanto), Raoh é força bruta pura e por aí vai. Você vai preferir alguns em relação aos demais, mas é bastante divertido testar cada um deles e descobrir seus pontos fortes e fracos.

Uma falha grave do jogo são suas sessões com plataformas e Puzzles, nenhuma delas é especialmente bem executada ou necessária, e ambas diminuem desnecessariamente o ritmo do jogo. Se o game se focasse apenas na pancadaria, tudo correria muito bem, mas infelizmente, Beat’em Ups puros são encarados com certo cinismo pelos jogadores de hoje.

Outro problema são os chefes de fase. Alguns são demasiadamente fortes, conseguem evitar ou bloquear todos os seus ataques e retribuem com uma força absurda. Certas batalhas vão enfurecê-lo, especialmente quando estiver próximo ao final do jogo.

Vez ou outra, também é possível montar em Koku-Oh (o cavalo gigante de Raoh) ou em uma moto. O controle de ambos não é muito bom e embora seja divertido atropelar dezenas de inimigos de uma vez, a graça logo se perde e você vai preferir contar com seus punhos de novo.


Então, como fã obsessivo de Hokuto no Ken, qual meu veredicto final? O game vale a pena?


Sim, vale cada centavo... para quem curte a série em que ele foi baseado. O ponto forte de Fist of the Northstar: Ken’s Rage é seu Fanservice, todas as horas de trabalho investidas no game para que ele fosse um tributo a obra original, e para alguém que não conhece a série, tudo isso se perde.

Há atrativos suficientes para fãs de Beat’em Ups e aqueles que não conhecem a série podem gostar o bastante do game para se interessarem em ler a história original. Mas recomendo que o experimentem na casa de um amigo antes de mergulharem de cabeça nele.

E por favor, quando fizerem isso, experimentem o jogo completo, não a Demo. Se Demo servisse pra alguma coisa não era de graça.

Nada mais tenho a dizer hoje, exceto...

ATATATATATATATATATATATATATATATATATATATAH – WA-TAAAH!!!

Omae wa mo... shindeiru...

...

Nunca me canso disso.

Cheers!!!

14 comentários:

Cassio disse...

Muito bom Amer!
Sempre espero suas reviews ansiosamente!
O único problema é que agora estou com os dedos coçando pra jogar esse Hokuto no Ken.
Preciso arranjar logo um xbox!

Felipe disse...

Hmmm, adoro os games estilo Dynasty/Samurai Warriors
creio que vou comprar esse
quando estiver mais barato,
e eu não tiver mais 4 jogos lacrados
pra terminar.
Preciso tomar vergonha e terminar de ler o mangá também.

mr.Poneis disse...

Wa subarashi konna review!

Sobre o paradoxo de tempo... não é o caso de você ter topado com um desses merchandising da série (posters, aqueles envelopes de furikake, um game, ou seja lá o que for...) Procurando por Dragon Ball na Liberdade?

acontecia bastante comigo antes da internet...

até mais ver
mr.poneis

ps.: acredito que estava tendo problema em acessar o site americano no kotaku dia desses...

http://www.us.kotaku.com/

tenta acessar desse endereço aqui, já até salva nos favoritos para evitar a fadiga e tudo mais...

Lucas Sena disse...

Grande review Amer, me deixou com vontade de comprá-lo.

Só uma perguntinha, o jogo dura mais ou menos quanto tempo em cada modo?

Logan disse...

Me corrija se eu estiver errado, mas é baseado naquele game que teve versão pra Mega e depois para Playstation? o do Play acho que joguei, você espancava o chefe e depois fazia umas sequências de botões que aparecia na tela (tipo esquerda, direita, baixo...) e executava o especial, é esse? ou estou enganado?

Matheus.Teixeira disse...

Amer, sei que vc é fã dos games para megadrive/SNES e esse mês lançou Splatterhouse (toh loko pra jogar!!!) vc ira fazer um artigo pro game????????

Rodrigo disse...

Aaaah... jogo Musou, nunca me canso deles, o cara que fundiu o melhor mangá com o melhor estilo é um Gênio.
Alias, 3 palavras para um jogo online perfeito: Dynasty Warriors Online. É gratuito, segue a risca a jogabilidade, nada mais tenho a dizer, vou apenas passar o link dessa perfeição pra quem quiser.


http://dynastywarriors.aeriagames.com/

Neru disse...

Tinha visto que o jogo era bom mesmo
e ja sabia que seria esse o review dessa vez XD

Mas Amer,tem algo que preciso te notificar
Melhor do que WA-TCHAAA!!
o Kenshiro fala ao final do golpe OWATA!!!
tipo....ACABOU!! o que torna tudo ainda mais estiloso e masculo!!

Vi isso numa entrevista que fizeram com o Dublador original....que apesar de estar super velho ainda consegue dublar perfeitamente e provocar lagrimas de orgulho em qqer macho que conhece Hokuto no Ken

Cheers o/

Andressa C. disse...

Sim, eu era fã da série antes mesmo de conhecê-la.
-
Não se preocupe.
Eu sabia qual era meu pokémon favorito aos quatro anos e só joguei o jogo pela primeira vez aos... doze?

Andressa C. disse...

E também nunca assisti o anime.

rubens disse...

Ai amer da pra faser um reviem de Chrono cross só pra relembrar os velhos tempos ;) porfavor :)

Adelheid K. disse...

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-207773549-fist-of-the-north-star-kens-rage-jogo-playstation-3-_JM

O mano deu um Control C + Control V no seu artigo, Amer. D:

Gabriel // zGABRIELz disse...

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Atenciosamente,
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Israel Damasceno disse...

Eu li essa página ouvindo a versão completa de "You a Shock"