terça-feira, 25 de novembro de 2008

Uma análise das Meninas Super Poderosas Geração Z!


E hoje, um artigo rápido para passar a semana!

Não sei por que ainda falo isso... sempre que anuncio um texto rápido e/ou curto, ele acaba saindo do mesmo tamanho dos outros.

...

Ah, well. Fazer o quê?

Muito bem, vamos ao tema de hoje.

Se você tem Cartoon Network em casa... e se você o assiste... já deve ter percebido as propagandas do novo desenho Meninas Super Poderosas Geração Z.

Bom, é um anime que adapta as Meninas mais ao gosto do público Nipônico e que toma certas liberdades com as menininhas de olhos esbugalhados combatentes do crime favoritas da America.

Antes de me aprofundar na versão "Z", vamos relembrar um pouco da versão original.



Ok, as Poderosas como vieram ao mundo!

Não são adoráveis?

...

Claro que são! Elas foram criadas para ser o ápice da fofura! Elas são pequenas, cabeçudinhas, tem olhos enormes do Gato de Botas e não tem dedinhos nas mãos. Sempre que eu falo de Pokémon, menciono o fato do Raichu não ter dedinhos como fator decisivo em sua fofura.

E tem o ponto de que elas são menininhas e menininhas sempre cativam mais as pessoas que menininhos.

Provavelmente porque as pessoas tem aquela ilusão de que meninas sempre são docinhos de coco quando crianças e todo menino é um capeta em forma de guri até uma certa idade.

Claro, sei por experiência própria que essa teoria é bosta de cavalo.

Mas o fato inegável é que elas são adoráveis e fofinhas.

Só que a série não teria durado dez anos no Cartoon Network caso se sustentasse apenas na doçura das meninas. Não.

Algo que pouca gente saca é que as Super Poderosas satirizam tudo que podem no tocante a Super-Heróis, Ficção Científica e filmes de monstros.

Raios, o maior inimigo delas é um macaco que fala e gesticula de forma similar ao Dr. Gori! Lembremos que Spectreman foi sucesso na América nos anos 70 e o criador das Poderosas Craig McCracken, com certeza assistia.

Três meninas fofinhas e adoráveis enfrentando um diabo gay e monstros que pareciam saídos de um filme do Godzilla? Comédia pura!

E além do mais, o desenho é atraente para todas as idades!

Crianças assistem porque... bem, porque são crianças e assistirão qualquer coisa animada que colocarem na frente delas, adultos assistem porque acham bonitinho e inofensivo e nerds assistem... enquanto esperam seus amigos ficarem online para jogar World of Warcraft.



A série fez um sucesso absurdo por aqui. Basta ir em uma loja de material escolar e ver a quantidade burlesca de tralhas das Super Poderosas à venda.

E você acha que este foi um feito que só aconteceu no Brasil?

NOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!

Se repetiu pelo mundo!

Então não é surpresa que os Japoneses decidiram fazer sua própria versão da série em um dado momento.

Ao invés de pegar o desenho que já existia e modificar apenas o bastante para dar a impressão de ser uma série nova (como eles vivem fazendo com Transformers), os Japoneses decidiram partir do zero e usar a série original apenas como base para seu desenho.

Já vimos as Meninas Z na abertura do artigo, mas vejamos de novo:



Certo...

Dá pra se notar algumas diferenças.

Perdeu-se o charme ultra-fofo de bonequinhas de pano que as meninas tinham na versão original. Elas se tornaram personagens comuns de anime como já vimos um gazilhão de vezes.

Enquanto no desenho original elas são crianças em idade pré-escolar, aqui elas já estão no ginásio.

E mais, elas tem identidades secretas!!!

Florzinha se chama Momoko, adora doces e é uma Otaku!!! De fato, ela é especializada no gênero "Menina Mágica", onde colegiais japonesas comuns ganham poderes imbecis e saem defendendo o mundo de ameaças gays.

Como... este anime sobre o qual estamos falando!!!

Lindinha se chama Miyako e diferente da versão original é a mais madura e maternal das três, de fato, ela é a mais bem-educada das três meninas. Ela é maluca por moda e quer ser uma estilista quando crescer.

Certo...

Docinho se chama Kaoru e é uma típica "tomboy."

Pra quem não está familiarizado com o termo, "tomboy" é uma palavra em inglês usada para descrever meninas que curtem coisas de meninos sem necessariamente serem do tipo que curte colar velcro.

Morou?

Enfim, Kaoru é uma homenagem à Akane de Ranma 1/2 e adora esportes, tanto que é conhecida por ser a menina mais atlética da escola e jogar futebol.

Pois bem.

Aqui, elas eram meninas comuns que foram atingidas pelo "Elemento Z", uma versão mais poderosa do Elemento X e ganharam poderes.

Aliás, elas são amigas de escola e não irmãs.

Sei que seu mundo deve ter caído com esta revelação, mas calma, adaptaram mais gente!



Este é o professor Utônio em versão Japonesa.

...

Ok...

Eu já mencionei que ele não é o pai das meninas, mas não pensem que ele é um cientista solitário que passa os dias tentando construir versões robóticas da Daryl Hannah em laboratório. Ele aqui tem um filho!



Ken Kitazawa é o nome do pivete e ele é um gênio de oito anos de idade.

E foi ele quem liberou o Elemento Z na atmosfera e transformou as meninas em Super Poderosas.

É legal ver que a animação Americana coloca Utônio como um solitário incapaz de sustentar um relacionamento com uma mulher, enquanto a Japonesa mostra que até mesmo o maior dos nerds pode encontrar uma mulher que tope fazer bebês com ele.

Embora a mãe de Ken não apareça em lugar nenhum, o que me faz pensar que talvez tenha rolado uma mera noitada entre ela e o professor, ela o deixou assim que o menino nasceu, ou ela morreu em um horrendo acidente de laboratório quando Ken era pequeno e sobre o qual Utônio não gosta de falar.

Após uma breve visita ao Wikipedia para sanar esta dúvida, descobri que a mãe dele trabalha em uma estação espacial e por isso nunca aparece.

... prefiro minha teoria do acidente...

Mas agora prepare-se para ficar chocado...



ESTE é o Prefeito de Townsville na versão Japonesa!!!

E aliás, a cidade nem se chama mais Townsville! Agora é Tokyo City!!!

Damn! Como se Tokyo já não tivesse problemas o bastante!!!Mas enfim, o Prefeito aqui parece um ser humano normal e embora seja dotado de raciocínio, ainda é tremendamente incompetente, preferindo passar o dia no celular batendo boca com seu irmão a gerenciar a cidade.

A Senhorita Bellum por outro lado, continua uma gostosa que nunca mostra o rosto.

Tá certo que ela ficou com peitos maiores, mas agora ela é loira ao invés de ruiva e todos vocês sabem que isso é uma tragédia de proporções bíblicas em minha opinião.

Mas o que rola nesse desenho afinal?



Seguindo a lógica da série original, cada episódio é dividido em duas histórias curtas onde as meninas enfrentam problemas variados.

Normalmente a história começa em um dia comum de escola e então surge um vilão que deve ser derrotado. As vezes uma trama secundária vai rolando ao fundo do duelo com os vilões, mas independente do que, tudo fica bem no final.



As tramas secundárias aliás, são típicas de animes de meninas.

A Florzinha se interessa por um garoto e tenta marcar um encontro com ele em meio a um ataque de super vilão, a Lindinha tenta ajudar um nerd da escola a ser menos abilolado ou a Docinho quer encontrar seu ídolo esportivo, mas não pode pois um monstro atacou a cidade.

O tipo de coisa que cansamos de ver em Sailor Moon e outras toneladas de animes do mesmo tipo.

E por falar nisso, a série é entupida de "stock footage."

Você sabe, aquelas animações repetidas que surgem em todo santo episódio e que mostram as heroínas se transformando ou usando um ataque especial.

Sim... como em Sailor Moon de novo...

E as meninas aqui possuem armas especiais que tem cada uma seu poder específico...

Sim... como em Sailor Moon mais uma vez...

Ah sim, os vilões da série original aparecem aqui, mas todos foram reformatados também. Por exemplo:



Eis o MACACO LOCO!

Na minha opinião, um dos melhores personagens já criados na história da humanidade!

Ele consegue pegar uma frase de quatro palavras e transformar em um discurso ininterrupto de oito mil caracteres! Ele fala pelos cotovelos e se orgulha disso!!!

...

Igualzinho ao Amer...

...

Muito bem.

Sem contar que ele é um chimpanzé, o que se você me perguntar, é bastante apropriado para um vilão. Ora, chimpanzés são os maiores canalhas entre os macacos! Canalhas, assassinos e canibais!

Pergunte para um bom biólogo se duvida!

Tudo bem, eis a versão Japonesa:


Pois é... ele é alto...

De acordo com o Wikipedia, ele usa pernas mecânicas para chegar a esta altura, mas mesmo assim é um bocado discrepante da versão original.

Na versão Japonesa, ele continua com seus planos estrambólicos e mirabolantes, além de manter a mania de falar feito um desgraçado.

A diferença principal é que enquanto na versão Americana o macaco é uma sátira aos vilões de seriados e animes japoneses, aqui ele é só mais um vilão genérico de anime.

Aliás, todos os vilões foram adaptados nesta versão, dá uma olhada.



Dá pra saber qual é qual, mas mesmo assim, é meio que um choque ver como os personagens que conhecemos há uma década mudaram ao serem reimaginados do outro lado do mundo.

O "ELE" deixou e ser um diabo bicha e virou um ser parecido com um bobo da corte, Sedusa ganhou um decotão e não se veste mais só com lingerie, a Princesa tem agora um belo afro e a Gangue Gangrena... bom... veja por si mesmo...

O Fuzzy Confusão continua o mesmo, mas um Macaco Loco de um metro e oitenta usando cartola tira um pouco da poesia da coisa.

Após ler tudo isso, você deve acreditar que eu achei este desenho uma das piores coisas já produzidas no Japão e que farei diversas comparações com diarréia e outras coisas nojentas quando der minha opinião definitiva a seu respeito, certo?

Sinceramente... não achei um desenho ruim.



Duas coisas devem ser levadas em consideração aqui: Primeiro, é um desenho para crianças e segundo, é uma adaptação de uma obra original.

Os Otakus mais abilolados adoram dizer que no Japão só se produzem desenhos com temática madura, diferente dos Estados Unidos.

De fato, no Japão se produz muito mais animação adulta que no resto do mundo, mas geralmente, tais produções vão parar nos cinemas ou são lançadas direto em DVD.

Desenhos exibidos na televisão quase sempre tem o público infantil em mente, porque as crianças pequenas são as únicas que passam o dia em casa vendo tevê. Depois de uma certa idade, a molecada Japa passa a ficar o dia inteiro na escola e as coisas só pioram conforme o tempo passa.

Embora tenham um bom público adolescente, Dragon Ball Z, Yuyu Hakusho e tantos outros foram criados para entreter a pimpolhada, pois eles que iam aporrinhar os pais pra ganhar os brinquedos e video games dos desenhos.

Muito bem, Meninas Super Poderosas Geração Z é um desenho para crianças e é bastante competente no que se propõe a fazer. É bobinho, simples e tem efeitos especiais o bastante pra deixar a criançada feliz.

Segundo, é uma adaptação e nestes casos, o autor tem o direito de colocar sua visão sobre os personagens.

Ao meu ver, uma adaptação é quando um escritor pega uma história conhecida e a torna mais digerível para sua cultura ou para sua época.

Os filmes Guerra dos Mundos e Eu! Robô! são adaptações de grandes obras literárias, sabia?

E sabe o que mais é uma adaptação?



Pois é!

O filme mais lucrativo da Disney também é uma versão de outra história! No caso, "Kimba, o Leão Branco", obra de Osamu Tezuka.

Diga-se de passagem, a filha de Tezuka brigou por anos com a Disney para que a corporação desse devido crédito ao criador da obra original e colocasse um "baseado em" na abertura de seu filme.

A Disney nunca deu crédito aos contos originais de onde tirou suas histórias, por que começaria agora?

Mas esse não é o ponto da questão.

Meninas Super Poderosas geração Z é uma adaptação do original. Toma o desenho de Craig McCracken como base e cria seu próprio universo baseado nele.

Como eu já disse, as Meninas Super Poderosas originais satirizam os Animes, com seus olhos enormes, poderes mirabolantes e devastação irracional do cenário enquanto defendem a cidade.

Assim como o humor Japonês de "orelhinhas de gatinho" e "gota no cabelo" não tem a menor graça para nós ocidentais (não importa o quanto os Otakus digam o contrário), o humor Ocidental que alopra a animação Japa com certeza não tem graça para os orientais.

Então... adapta-se o enredo original e o deixa mais digerível para o público que você quer atingir.

E lembre-se, poderia ter sido muito pior! Poderiam ter feito algo assim:



É...

E no tocante a adaptações, consigo pensar em uma coisa muito pior que qualquer Super Poderosa Z.

A versão Americana de Godzilla!



Godzilla é um monstro gigante indestrutível que cospe rajadas radioativas e destrói o Japão enquanto luta com outros monstros.

Na versão Americana, Godzilla é um monstro que invade Nova York para colocar ovos, não tem bafo radioativo e é morto por mísseis militares.

MÍSSEIS!!!

MILITARES!!!

GODZILLA É UMA PORRA DE MONSTRO INDESTRUTÍVEL E NO OCIDENTE O TRANSFORMARAM EM UM LAGARTO GRÁVIDO QUE É MORTO POR MILITARES!!!!!!

Ignoraram completamente as características básicas do personagem e criaram um personagem totalmente sem graça baseado nele.

Embora diferentes, as Super Poderosas Z ainda são meninas com poderes fantabulosos que combatem o mal. Apesar de tudo, a essência das personagens é a mesma.

Viu? Pense no Godzilla e verá que as coisas sempre podem ser piores! Vou mostrar os cosplayers de novo para deixar isso bem claro:



Compreendeu?

O negócio é: eu fui assistir à versão Japa das Super Poderosas esperando a pior merda já produzida em toda história da animação e fui surpreso com um desenho bonitinho e inocente.

Bastante diferente do que eu estava acostumado com o original, mas sob nenhuma hipótese ruim, especialmente considerando o público para o qual foi produzido.

E vou frisar que é uma adaptação. Se cada um de nós fosse incumbido de reimaginar as Meninas Super Poderosas, haveriam milhares de versões diferentes das personagens por aí.

A minha seria mais ou menos assim:



Portanto, não julgue a reimaginação de um personagem antes de conhecê-la. Até o universo Ultimate da Marvel tem coisas boas e é uma franquia que mostrou o Homem de Ferro vomitando dentro da máscara.

E considerando que o desenho veio do Japão, vamos dar graças a Deus que as Poderosas Z não acabaram assim!!!

Eu perco o amigo mas não perco a piada!!!

Bom, por hoje é só! Volto no fim de semana para postar o último artigo pré-Mês das Festas!

Cheers!!!

42 comentários:

Bruno disse...

Bom, tomara q nesse anime elas naum fiquem semi-nuas.

Amer H. disse...

Não ficam, graças a Deus.

Breno disse...

Ao menos nenhum dos vilões possui tentáculos... Espere, aquele cabelo da Medusa tem que finalidade nessa versão ?
Oh Céus.

Marcus VBP disse...

eei, eu não ia comentar, mas... qual o seu problema com o universo ultimate da marvel? Ele é muito bom cara :)

Tem um episódio das Meninas super poderosas originais que é incrivelmente bem feito, aliás, ele parece ser uma espécie de mensagem ideológica subliminar ou algo assim, xega até a ser meio assustador. xD

Me refiro ao episódio em que elas cedem seus poderes a um gnomo que promote a elas que livrará townsville do mal. O episódio é todo cantado (é um musical) e o gnomo cantando me lembra um pouco as letras viajosas de Raul Seixas (especialmente aquelas escritas com o Paulo Coelho).

Amer H. disse...

Sinceramente não gosto do universo Ultimate.

Nao curti as mudanças que fizeram em certos heróis, por exemplo, o Hulk canibal e pervertido ou o Capitão América metido a valentão.

Mas isso porque eu cresci com as versões clássicas dos personagens e tenho certa relutância em aceitar uma mudança tão radical neles.

Concordo que são legais pra uma nova geração que está descobrindo o universo Marvel agora e pra quem o mito do heroísmo já não cola como no passado, mas eu pessoalmente não gosto.

Gosto pessoal apenas, dude.

Marcus VBP disse...

você é um conservador, Amer :p. Também cresci lendo quadrinhos. Gosto do universo ultimate por ele ser mais cinematográfico e não ter os excessos do universo 616. Bom, pelo menos inicialmente. :)

É claro que estou comentando sobre o Ultiverso porque não tenho o mínimo interesse nas PPGZ, haueahuehau xD

flw, continue escrevendo assim!

Amer H. disse...

Nem sou tão conservador, na verdade eu sou é chato mesmo...

Cheers!

Gabriel disse...

Cara, bom post, eu sempre vejo propagandas desse Meninas Super Poderosas Geração Z, mas nunca vi.
Talvez porque eu só assisto CN de madrugada... Maldito CN, tirou o Homem Aranha pra colocar aquela bosta japonesa genérica...
E eu achei um site aonde compara o Kimba com o Rei Leão, é visivelmente plágio, vejam:
http://www.geckoandfly

Cayo disse...

Aaah, eu crente que você ia esculachar e comparar com aquela versão escrota do transformers D:

Mas enfim, como já disseram, pelo menos ninguém tem tentáculos :V

Amer H disse...

Pois é... a vida é cheia de surpresas...

Victor disse...

Rrrrrrrrrrrgh... OK, você diz que não é ruim para seu público, eu acredito em você.

MAS... Há cada dia que passa gosto menos de anime.

E isso me lembra "Mônica Jovem", o que nunca é bom! <: (

Rodrigo Narcizo disse...

Raios Amer! Raios duplos! Porque você sempre nos faz lembrar daquela aberração chamada "Transformers: Kiss Players"...

Bem, o fato de ser um animê com meninas que não ficam semi-nuas e não são ameaças de estupro por tentáculos ou alguma referência fálica já é um alívio enorme.

E embora não tenha nada a ver com o post, acabei me lembrando de "Nick e Neck"... não faço idéia do porquê...

Amer H. disse...

Monica Jovem... terá sua vez...

Porra, bem lembrado! Nick e Nack era fofinho!

Até os referenciei uma vez em um artigo, mas ninguém se tocou na época.

Quanto a Kiss Players... eu não vou sofrer sozinho! Vocês todos vão penar comigo!!!

Feh disse...

Meu deus, estragaram "Ele".. E aquela garotinha mimada então? O que tem a ver aquele cabelo black power? Eu hein.
Aliás, no início, eu pensei que você iria comparar esse anime à diarréia e coisas nojentas que você sempre fala.. Mas não foi tão ruim assim.

Como sempre, bom artigo, me deu até vontade de ver essas novas PPG, só pra ver como é.

Feh disse...

Ah, esqueci de dizer.. Fiquei revoltada com o fato do Professor ter um filho. Onde já se viu?

Paco D. Lee disse...

Achei bem estranho o prefeito. Nossa, muito diferente. Mas não dava para colocar um pigmeu lá, duh.

Enfim, por favor, me diga, o que não é cópia hoje em dia?

Amer H. disse...

Cópia?

Bom, copiar uma coisa na caradura é uma coisa, mas simplesmente reformar uma idéia que já foi usada... isso é diferente.

Raven disse...

Olá, Amer!

Hm, pode até ser legalzinho, mas acho que prefiro as Powerpuff originais... Pelo menos a minha alter-ego, a Docinho, é mais fofa enquanto bonequinha de pano, para usar a sua expressão. ^^

Sei que não tem muito a ver - na verdade, não tem NADA a ver - o comentário que vou fazer aqui, mas é que eu estive lendo artigos antigos seus e me deparei com... Toxic Avenger!

TOXIC AVENGER!

HUAHUAHUAHUAHUAHUA!!

Estou chorando de rir por conta desse artigo, Amer! Muito bom!

Acredite, nunca assisti a essa pérola do B elevado à enésima, vi apenas o trailer e fiquei meio assim, porque achei que era um filme de zumbi e...
e...
hm...
...eu tenho medo, muito medo de zumbis.

Entretanto, quebrando esse medo todo de zoooombiiieees, certa feita eu assisti a uma outra pérola do cinema B (ou Z, ou seja lá qual classificação for), a qual, se você não conhece, pelamordeDeus, dê um jeito de ver: Fome Animal (Braindead, no original)!!!

É extraordinário! É infame! É maldoso! É nojento! É incrível! É clássico! E é do Peter Jackson!!!!

Eu recomendo!

Cheers!

Amer H. disse...

Por que toda menina que eu conheço gosta mais da Docinho? Sério! Parece epidemia!

Quanto a Vingador Tóxico, fico feliz que você viu que é um filme sobre heroísmo, não sobre zumbis!

Tem mais três filmes dele, pretendo debatê-los aqui em seu devido tempo, embora o primeiro ainda seja o melhor.

Quanto a Fome Animal, eu conheço, lógico! Tenho o DVD que foi lançado no Brasil!

Diga-se de passagem, o DVD nacional é uma merda! A resolução é péssima! Parece que passaram na bunda o filme antes de lançarem!

De fato, precisei criar um blog sobre cinema quando tava na faculdade (já desativei faz tempo, nem me peçam o endereço), fiz uma resenha enorme sobre esse filme.

A cara de nojo da professora ao ver as fotos cuidadosamente escolhidas para o texto valeram os quatro anos que fiquei naquela joça!

Cheers!

lance disse...

"Claro, sei por experiência própria que essa teoria é bosta de cavalo."

Vc tem filhos Amer?O.o


"ela é especializada no gênero "Menina Mágica", onde colegiais japonesas comuns ganham poderes imbecis e saem defendendo o mundo de ameaças gays."

Que frase genial, não se importe se eu adotar a teoria.


Sei la Amer...como tu disse o desenho se perde pq deixou de ser uma sátira pra virar um produto genérico...mas achei o estilão e a animação muito obsoleto.

Parece aqueles desenhos japoneses velhos antigões...antes de ter esse bando de Otakus por ai se achando especiais.

Amer H. disse...

Não tenho filhos... mas já fui criança e conviví com muitas meninas.

Uma delas era a encarnação do mal, pior que a Megan do Drake & Josh.

Mas isso é passado.

E Super Poderosas Z parece um desenho sem graça e baratão por que é exatamente isso. É um desenho de baixo orçamento, como a maioria do que se produz para a tevê no Japão.

Paco D. Lee disse...

É, então, tudo de certa forma é cópia hoje em dia.

Os cinemas estão adaptando mais HQs e livros do que nunca, tudo sendo adaptado ao 'estilo mangá', programas de TV imitando outros, comerciais imitando outros.

Claro, como tudo esse movimento tem seus prós e contras. Mas ainda acho que é meio que por causa da grande sopa cultural que vivemos hoje, praticamente inexistem culturas locais, agora tudo está se inserindo em uma cultura global.

Bem, whatever, é claro que estou sendo bem generalista; Juno foi uma produção praticamente independente que arrecadou dezenas de vezes mais do que se gastou para produzi-lo. E foi original.

Amer H disse...

South Park colocou uma vez que absolutamente todas as idéias já foram usadas e então, isso sinceramente não importa.

Eu pessoalmente acredito que não é a idéia que você tem, mas como a executa.

Os quadrinhos nacionais são uma tragédia sem tamanho, pois quando não copiam Live Action japonês, usam idéias incrivelmente batidas de animes.

Spawn por outro lado era um amontoado de clich~es que tinha uma ou outra boa idéia perdida em seu interior.

Spawn não era uma obra de arte, definitivamente, mas comparado a Blue Fighter, temos a certeza que Spawn pelo menos TENTAVA ser algo novo.

Os filmes de heróis eu não considero "cópias", mas o surgimento de um novo gênero cinematográfico. verdade seja dita, filmes de super-heróis do jeito que são produzidos hoje em dia são algo relativamente novo e Hollywood tá fazendo o possível para aproveitar esse filão antes que as pessoas percam o interesse nele.

Enfim, esse é um assunto complexo demais, mas minha opinião é mais ou menos essa.

kadu hammett disse...

nunca pensei em ver e continuo sem pensar :D
por outro lado sempre escrevendo bem,pior q agora eu fico vindo aqui no blog sempre,ta virando rotina hehe

aproveitando q eu sempre venho aqui,da uma passadinha no meu blog amer? :D

e quem mais quiser tomém

http://kaduparanoid.blogspot.com/

Feh disse...

Aliás, eu prefiro a Lindinha, eu sempre era ela nas brincadeiras de quando eu tinha uns 5 anos.. Eu e minhas amigas lutávamos contra latas de lixo recicláveis, se querem saber. Era realmente uma falta de consciência ecológica.

sergio disse...

a certo tempo acompanho seu blog,e normalmente naum posto nos blogs que vejo,na verdade nem vejo muito blogs mas adorei o seu blog.

Paco D. Lee disse...

Hanram, é evidente que no caso da 'adaptação' (que não deixa de ser uma cópia, mas como esse termo de certa forma passou a ser ofensivo, whatever) o mais importante é o modo como ela vai ser empregada.

Existem os casos de adaptações de coisas extremamentes ruins e malfeitas que ficaram perfeitas, e o contrário. Claro que o pseudo-cult sempre vai dizer que o original de 1930 era melhor, tss.

Mas veja, Alice no País das Maravilhas foi um livro de grande sucesso, e ainda é, mas sua adaptação da Disney, apesar de não totalmente fiel, o que seria impossível, foi digna e muito bem feita! E agora está em produção uma adaptação de Hollywood com Burton e Depp, que provavelmente ficará tão ou mais foda do que qualquer coisa já feita sobre essa obra!

Não sei até que ponto é verdade e até que ponto é boato, mas dizem que depois de quebrar a cara com várias produções mega-milhardárias, Hollywood decidiu apostar em fórmulas que, na pior das hipóteses, vão ter um grande público garantido (adaptações de games, HQs e até mangás).

Sei que tô sendo chato, nos primordios do cinema eles adaptavam trechos da bíblia ou de romances de faroeste.

Esse acaba sendo um complexo de gerações, tipo, você sempre achar que sua geração é a mais mal-educada, menos criativa, sei lá. E esquecer que essa história sempre se repetia. A criatividade está aí, é só saber procurar antes dela ser adaptada, ahahahahahahahaha. (filme REC que vai ser adaptado, provavelmente mal, pelos Stades, como exemplo).

No fim acaba sendo como você disse. É o modo como ela é feita.

Sim, usei cinema porque é o que entendo um pouco ainda, mas se aplica a todas manifestações de cultura.

Rodrigo Narcizo disse...

Pedindo licença para me intrometer nesse papo de adaptação cinematográfica, elas são um óttimo filão para os estúdios.As chances de prejuízo um filme cujas histórias e personagens já foram "testados" com sucesso em outras mídias são menores (mesmo que o filme seja ruim).

Só para constar das 20 maiores bilheterias mundiais de todos os tempos no cinema, 7 são adaptações de livros de autores ingleses e 3 são filmes de super-heróis das HQs.


E na minha opinião, uma boa adaptação não é uma cópia literal da obra original (até porque é impossível, pois mídias diferentes resultam em narrativas diferentes), mas sim quando ela é fiel à essência dos personagens e da história.

Acho que é por isso que eu tenho tanto asco do filme "V de Vingança". Se fosse um filme "baseado em nada" até seria interessante , mas o problema é que é vendido como uma "adaptação da graphic novel de David Lloyd". No entanto, o filme não respeita a essência dos personagens(aliás, todos os meus amigos que viram o filme antes da HQ gostaram do filme, mas mudaram de opinião ao lerem a história original).

Por exemplo, na HQ a Evey é uma adolescente ingênua e assustada que mesmo sendo proletária decide se prostituir para sobreviver, amadurecendo a partir dos seus encontros e desencontros com o V. Mas no filme a essência dela é totalmente descaracterizada... e por aí vai.

Bom, desculpem a intromissão e a divagação.

Amer H. disse...

Eu acho V de Vingança um bom filme, mas é necessário esquecer totalmente a existência da HQ para pensar algo de bom sobre tal produção.

Humanizaram o personagem "V", o que na minha opinião desvirtuou um bocado a obra.

Mas como o Rodrigo disse, quadrinhos e cinema são meios diferentes e assim sendo, tem público diferentes.

Por exemplo, eu achei o filme do Justiceiro muito fraco. Acho que o personagem deve ser retratado como nas histórias escritas por Garth Ennis: um sujeito brutal ao extremo, pra quem matar bandidos se tornou algo mecânico, pois ele não tira mais nenhum alívio disso.

Deveria ser alguem atormentado e excessivamente brutal e não o "Batman homicida" que nos foi dado, que arma um plano mirabolante e genial para que o Jhn Travolta mate a esposa e o melhor amigo.

Mas reconheço que esta visão sobre o personagem afugentaria grande parte do público. As pessoas vêem que um filme foi adaptado de um personagem de quadrinhos e esperam efeitos especiais, super-vilões e cenas de ação cheias de explosões e não um ex-boina verde que atira com uma 12 à queima roupa na cabeça das pessoas.

Mídias diferentes, públicos diferentes.

Assim, esta versão das poderosas é como eu disse no texto uma adaptação do desenho original, que por ser uma sátira dos animes, não deve ter caído no gosto de todo o público Japonês. Cria-se um produto mais digerível para seu território e não se perde o filão.

Assim sendo, acho que toda adaptação é válida, contanto que não desvirtue a essência do original.

Kiss Players desvirtua Transformers de maneiras inimagináveis.

Poderosas Z por outro lado, não faz isso.

Enfim, é isso que eu acho!

uau! Não esperava que esse artigo fosse gerar comentários tão inteligentes! Estou orgulhoso de vocês, pessoal!

lance disse...

Legal que vi um episdodio delas que homenageia os Beatles.

Eles até aparecem no episódio e muitas falas são os títulos das musicas.

Marcus VBP disse...

eu vi este episódio dos beatles também. É um dos meus preferidos, e provavelmente a maior prova de que o desenho não foi feito só para as crianças, mas para seus pais também.

Heverton disse...

adorei a sua versão Amer! hehehehe

cara, já pensou em fazer um review de invader zim? Gosto muito do desenho, apesar de não acompanhar mais há um bom tempo, nem sei se produzem mais ele, mas acho bastante engraçado.

Outro que pelo o que eu sei só teve um episódio mas foi muuuito bom foi Korgoth Of Barbaria. Nunca vi ninguém comentando sobre esse último, e ele é MUUUITO bom!

lance disse...

iNVAZOR ZIM ERA BOM...
aLIÁS TEVE UMA GRANDE LEVA DE DESENHOS BONS QUE PARARAM DE PRODUZIR:s

Caralho de capslock¬¬

Bom ainda to querendo saber pq pararam de produzir o Mecha XLS.

Felipe disse...

Oi Amer,

cagaram com as superpoderosas!

Vc ja assistiu o novo anime da Manglobe?

Michiko e Hatchim (ou algo semelhante). Assisti os 2 primeiros episódios e fiquei com uma impressão ambigua. Gostei de retratarem o Brasil de uma maneira bacana. Os cenários são genialmente bem feitos, assim como os figurinos. Porém tenho a impressão q o alvo principal deles é o universo feminino (apesar de a protagonista ser uma puta gostosa). Seria legal saber a sua opinião sobre a série.

Grande abraço.

RICARDO disse...

Você imaginou as meninas superpoderosas como personagens tetudas-gostosas-de-hentai-mostradoras-de-calcinhas?

Bastardo!

Não me assustaria se as meninas superpoderosas japonesas tivessem um robô gigante, pra enfrentar esse macaco-louco nipônico aí

Amer H disse...

Sim... mas não as imaginei como um hentai.

Tá mais pra um desenho como Ikki Tousen, onde as personagem ficam peladas sem nenhum motivo todo o tempo.

Vou deixar claro que essa versão sexy das Super poderosas não fui eu quem desenhei.

E até onde eu assisti o desenho, elas não tem um robô gigante.

Mas lembre-se que as poderosas originais tem...

Kaléo disse...

Oi Amer, curti o artigo, só devo discordar de alguns pontos:
1- Os japoneses não ligam se vc zoa a cultura de massa deles. Pra falar a verdade existe uma linha estética de autores que só trabalham fazendo isso(superflat). Procure baixar puni puni poemi e vai entender bem o que quero dizer.
2- concordo que é uma adaptação, mas o trabalho como um todo poderia ser mais esforçado.
Se possível pesquise pelo filipino Bleedman. 2 anos antes dos japoneses lançarem a versão anime das Super poderosas ele já havia adaptado magistralmente as mocinhas pra mangá.
As histórias não são nada profundas, mas ao meu ver são bem mais divertidas do que a geração Z, além do rapaz ter feito um crossover bacana pra cara¨%$ com todos os personagens do Cartoon Network.

Jaciara Saraiva disse...

Parei na sua página por um acaso, estava procurando uma imagem e resolvi ler o artigo e só quero dizer que gostei muito do seu jeito de se articular e das suas ideias e do seu ponto de vista sobre as coisas ^^ Muito bom o artigo.

Leandro" Leon Belmont" Alves the devil summoner disse...

muito bom esse artigo sobre as Powerpuff.

não gostava muito da série original, tinha uns episódios que achava nojento.

como aquele que tinha um amiguinho de sala que comia cola....arrrgghh.

em suma, boa analise

Jacob Freez disse...

Até hoje lembro do Guilherme Briggs dublando "Ele"... E agora não sei se ele dublou no anime também :p

Lucas Carvalho disse...

Sobre os japoneses produzirem mais series amadas adulta eu não diria isso e sim que eles produzem mais series adultas de " drama " e o ocidente produz mas series animadas adultas de comedia

Lucas Carvalho disse...

Sobre os japoneses produzirem mais series amadas adulta eu não diria isso e sim que eles produzem mais series adultas de " drama " e o ocidente produz mas series animadas adultas de comedia