Antes de começar, darei uma justificativa.
Sei que ando deixando a peteca cair no tocante a atualizações do blog (tanto este quanto o de games) e peço desculpas por isso. O negócio é que eu ando extremamente cansado nas últimas semanas.
Ando com um horário de trabalho bastante hardcore, saio de casa pouco antes das 8 da manhã e só volto depois das 9 da noite. Como consequência, nos finais de semana eu estou tão fodidamente exausto, que não consigo reunir a força de vontade e criatividade para escrever um novo artigo.
Assim, optei por qualidade ao invés de quantidade. Não posso prometer mais artigos semanais, mas farei o possível para que o blog não fique largado por muito tempo e pra que as atualizações valham a espera.
E agradeço por não me abandonarem e irem em fila indiana até os blogs de um de meus inimigos. Eles podem atualizar com mais frequência, mas não amam nenhum de vocês, eu garanto.
MUITO BEM! Vamos ao artigo de hoje.
Como vocês bem sabem, eu amo games de forma bastante intensa. Oras pipocas, já escrevi sobre as garotas mais duronas dos games, os maiores machões, as personagens mais sensuais e as mais adoráveis, sem mencionar minhas listas de melhores games para o Nes, Super Nes, Mega Drive e Sega CD.
E Dreamcast.
E mesmo que não mais trabalhe com eles, minha paixão pelo meio não diminui, eu pessoalmente acredito que games serão a próxima grande mídia, capaz de bater de frente com o cinema e sair sem nenhum arranhão.
O que explica o ódio que certos cinéfilos tem pelos games.
Enquanto esse dia não chega, fico feliz de ver que os games já se tornaram, em seu pouco tempo de vida, uma mídia mais madura que o cinema. Como? Simples, neles podemos encontrar muitos personagens gays, tratados de forma digna e em pé de igualdade com o herói.
Isso sem mencionar que certos games que lhe dão a chance de fazer do herói um homossexual.
Quantas vezes vimos um personagem gay como protagonista em um filme? E sem ser um drama biográfico onde o sujeito acabava morto? Quantas comédias românticas tem um gay como herói?
Pois é.
Não quero dizer que não existam estereotipos e clichês quando personagens gays são colocados em video games, mas no geral, eles são retratados de forma muito mais respeitosa e com maior variedade de papeis do que Hollywood costuma mostrar.
Assim sendo, decidi criar uma lista com aqueles que eu acredito, são os melhores personagens gays já criados para games. HOORAY!!!
E permitam-me sair do personagem um minuto para mandar um aviso aos homofóbicos e intolerantes: vão chupar um cavalo! Não me encham o saco com suas bobagens, porque qualquer comentário odioso será deletado como se não houvesse amanhã.
Agora, vamos em frente!
10º Lugar: Erica Anderson – Catherine
E eu já começo com o que pode ser considerado um Spoiler violento para um game novo que nem todo mundo jogou. Boa, Amer.
Bão, quem não quiser ver uma revelação mínima do enredo de Catherine, pode pular para a nona colocação, não se preocupem que eu não fico magoado. Se bem que assim que eu descobri a verdade sobre Erica, eu a publiquei no meu Twiter (HU-HU), acho que todo mundo que me segue já leu a respeito, então... hããããã... he he he he.
Erica é a sexy garçonete de fartos dotes que trabalha no bar Stray Sheep. Ela é alegre, flerta com absolutamente todo mundo e sua mera presença é mais que o suficiente para criar inúmeros novos clientes para o estabelecimento de enebriação.
Além disso, ela é uma amiga bem próxima de Vincent, protagonista da história, e de seu grupo de amigos. De facto, ela cresceu com eles e compartilha de muitas histórias de infância e adolescência.
Pois bem, o foco do jogo são relacionamentos, traições e as consequências deles. Todos os homens que traem suas parceiras, ou envolvem-se em um relacionamento sem amor, puramente pelo sexo, passam a ter pesadelos tenebrosos, dos quais muitos acordam mortos.
Na verdade... se morreram eles não acordam, eu quis dizer que eles amanhecem mortos. Vocês me entenderam e não vão encher meu saco por causa de semânticas, não é verdade?
Eventualmente, Erica tira a virgindade de Toby, caçula e novo membro de sua turma de amigos, e inicia uma relação de “WOO-HOO, VAMOS BRINCAR DE TESTAR A RESISTÊNCIA DESSA CAMA” com ele.
Como entra em um relacionamento de puro prazer e sem amor, Erica passa a ter os mesmos pesadelos que praticamente todos o homens da cidade.
...
...
...
ELA ERA UM CARA!!!!!
Você pode cortar fora seu Johnson, comprar magumbos novos e tornar-se uma coisinha sexy e ruiva, mas quando as forças sobrenaturais começarem a caçar homens, elas não se deixarão enganar pela sua bundinha empinada e voz sedosa.
Este pequeno detalhe não é entregue aos jogadores em uma bandeija de prata, não senhor. Na primeira vez que a maioria das pessoas jogarem Catherine, tenho certeza de que sequer perceberão que Erica já foi um mano. A menos que sejam extremamente perspicazes e reunam todas as poucas pistas que o jogo dá, ou que sigam um linguarudo pela internet (OLÁ! SOU EU!).
Mas mais importante, mesmo que agora não use mais o mesmo banheiro que os meninos, ela ainda é parte da turma. Vincent e os demais passam muito tempo no bar, conversam com ela e desfrutam sinceramente de sua companhia. Prova disso é que ela é tão alvo das piadas do grupo quanto os demais.
Para minhas leitoras, explicarei agora um conceito básico da amizade masculina: Homens alopram, caçoam e devastam um ao outro sempre que estão juntos e a oportunidade aparece. Após um certo tempo de convivência, nos sentimos confiantes o suficiente para fazer piadas com nossos camaradas, simplesmente pela graça que isso proporciona.
Erica não é poupada das brincadeiras, muito pelo contrário, o que demonstra que ela não foi alienada pelos camaradas mesmo após a machadada que levou na mesa de cirurgia. E em um game tão claramente adulto quanto Catherine, é agradável ver amizades entre pessoas com opções sexuais tão gritantemente diferentes sendo mostrada de forma madura. Mais pessoas na vida real deveriam agir como Vincent e sua trupe neste aspecto.
E sim, eu paguei um pau violento pra Erica quando a vi e não mudei minha opinião. Ela é ruiva, o que vocês querem de mim?
9º Lugar: Venom – Guilty Gear
Lamento desacreditá-los em tudo que vocês acham que sabem sobre Guilty Gear, mas Bridget não é gay. Ele é só um menino que teve o azar de nascer em uma vila de jecas, que acreditam que o nascimento de garotos gêmeos é um mau agouro.
Assim, ele foi criado como menina, para que os aldeães deixassem sua família em paz e não o jogassem para a Marlene Matos comer. O fato dele se vestir de freira, bom, é o tipo de roupa que ele usou a vida inteira, pra que mudar?
Mas o Venom, ele sim é gay. Total e completamente, os criadores da série até já confirmaram isso.
O que acontece é que ele era um menino órfão, que acabou adotado por um grande sindicato de assassinos. Até aí tudo bem.
Com o passar do tempo, Venom foi treinado na fina arte dos assassinatos e tornou-se extremamente letal com um taco de sinuca... que por algum motivo incompreensível para qualquer pessoa sóbria, é a arma de escolha do sindicato que o adotou.
Logo, Venom era um dos assassinos mais perfeitos do mundo, exceto pelo pequeno detalhe que não querer matar ninguém.
Espera, o quê?
Sem nenhuma vontade de lidar com este rompante de rebeldia adolescente, os líderes do sindicato optaram por matar Venom, o que faz muito pouco sentido se você me perguntar. Quer dizer que eles gastaram milhões em Dólares, Ienes, Reais, Bolovo, ou seja lá qual for o dinheiro nesse mundo, para treinar um sujeito e assim que ele demonstra um pouco de personalidade própria, matá-lo é a única solução em que conseguem pensar? Por que não o remanejaram pra contabilidade da empresa? Tenho certeza que em duas semanas ele mudaria de idéia quanto a santidade da vida humana.
ENFIM... na última hora, sua vida foi salva por Zato-1, que era o ex-chefe do sindicato e o tomou como seu aprendiz. Venom tornou-se imensamente leal a Zato por isso e aos poucos apaixonou-se por ele.
E aqui acaba todo o pouco de sentido que a história de Venom poderia ter. Deste ponto em diante, sua vida torna-se uma bagunça que faz muito pouco sentido e que é reescrita a cada nova vers... atualização da série Guilty Gear.
Aliás, é o que acontece a todos os personagens, que se tornam mais estímulos visuais coloridos e muito bem animados, do que seres com algum enredo do qual possamos aproveitar.
Sei que dezenas de fãs de Guilty Gear discordariam, mas sinceramente, não dou a mínima.
E se me dão licença, falarei de estereotipos novamente. Vejam vocês, o elenco de Guilty Gear não possui histórias de fundo muito desenvolvidas, de fato, a maioria deles pode ser relacionada a um arquetipo de personagem normalmente encontrado em games. Sol-Badguy é o típico herói Japonês de temperamento agressivo e pavio curto, Ky-Kyske é seu rival e completo oposto, May é a menina fofinha e chave de cadeia capaz de segurar as pontas com qualquer brutamontes...
...
Essa última frase não soou como devia.
O que eu quero dizer é, neste oceano de personagens prontos, Venom poderia ser mais um homossexual ultra estereotipado, que se veste como um membro do Village People e a maioria das pessoas não veria um problema algum nessa história.
Ao invés disso, recebemos um personagem profundo (feito um pires, exatamente como os demais), que não é definido pela sua sexualidade. Ninguem pensa no fato de Sol-Badguy ser hétero quando joga com ele, por que com Venom deveria ser diferente?
Bom trabalho, Arc System Works!
8º Lugar – Hana Tsu Vachel e Rain Quin: Fear Effect
Fear Effect é a melhor série para o PsOne que ninguém jogou. Já falei dela uma dezena de vezes e falarei mais milhares, até que a realidade se distorça e a série seja lançada para Ps3, Xbox 360, o raio que o seja.
Recapitulando, Fear Effect é um adventure Cyberpunk, que coloca o jogador na pele de um grupo de mercenários razoavelmente amorais, que acabam sempre envolvidos em tramas sobrenaturais. Os games são ultra violentos, possuem excelente roteiro e múltiplos finais, com reviravoltas capazes de pegar o jogador de calça arriada enquanto escova os dentes.
Hana é uma mercenária e assassina profissional, que apesar de sua linha de trabalho, tem um coração de ouro e sempre ajuda os menos afortunados quando tem a chance. Ela conheceu Rain ao fim de uma missão, quando a encontrou sozinha em um cemitério, a levou para casa e o resto é história.
Claro, a divulgação do segundo game na série capitalizou no fato de que duas de suas heroínas eram um casal lésbico. Uma das imagens mostrava Rain aplicando massagem em Hana, enquanto ambas vestiam apenas lingerie.
Não sei até que ponto isso foi bom pro game. Por um lado, sexo vende, por outro, acho que os adolescentes espinhentos e mao peludas ficaram decepcionados ao descobrirem que não havia tanta colação de velcro em Fear Effect quanto esperavam.
Existe uma dose saudável de fanservice (o que não vejo como problema, contanto que não vire Dead or Alive), mas não é o enfoque do game. Hana e Rain são mostradas como um casal comum, igual a tantas outras duplas de chatos que existem por aí.
As duas estão juntas há algum tempo já, o que é claro pelo nível de conforto que há entre elas quando estão juntas. Hana e Rain se conhecem, se entendem e conhecem muito bem os maneirismos uma da outra. Mas além disso tudo, há problemas no relacionamento delas.
Embora seja mostrado apenas nas entrelinhas, Hana é Bissexual e Rain é homossexual. Como assassina, Hana tem de usar de todas as artimanhas que puder para se aproximar de seus alvos masculinos.
Ok, ela é uma chinesa mestiça dolorosamente gostosa... COMO VOCÊS ACHAM QUE ELA SE APROXIMA DELES?
Pois é. Hana transa com “seus homens”, antes de eliminá-los. Não vê mal algum nisso, inclusive, parece se divertir um bocado com a situação quando ela aparece.
Mas e quanto a Rain? Ela sabe dessas traições ocasionais de Hana? Se sabe, ela aceita porque entende que são ossos do ofício, ou guarda ressentimento que um dia pode destruir a relação?
São perguntas para os quais nunca teremos resposta, mas que mostram a maturidade da série. Hana e Rain tem um relacionamento bastante tridimensional, com as possibilidades de dor de cabeça que existem para qualquer pessoa. O fato de um dos primeiros casais dos games a lidar com o lado ruim da vida a dois ser gay, apenas aumenta sua importância dentro da mídia.
E eu sei que já falei disso tudo antes. Eu sou idoso, tenho o direito de me repetir.
7º Lugar – Cybil Bennet: Silent Hill
Cybil não é uma de minhas personagens favoritas. Claro, gosto dela em Silent Hill, mas assim que o game termina, ela sai de minha mente. Nada contra ela pessoalmente, simplesmente existem outros protagonistas e coadjuvantes de games dos quais gosto mais.
Mas admito que gosto muito do conceito por detrás dela. Cybil claramente é lésbica, o game nunca especifica sua opção sexual, mas basta um olhar que sabemos que não vai rolar NADA entre ela e o herói Harry Mason.
A moça é uma policial na cidade de Silent Hill, que como todos sabemos, é o cu do diabo. Inicialmente ela reluta em aceitar que coisas sobrenaturais estão acontecendo, mesmo com monstros e demônios voando a seu redor. Ou Cybil é uma cética tremenda, ou possui profundo retardo mental.
Apesar disso, ela prontamente aceita ajudar Harry a procurar sua filha e com o tempo, ela supera suas dificuldades de aprendizado e aceita que há algo de muito errado com a cidade. Cybil é a ÚNICA personagem sã no game e a única aliada de Mason na história, o que torna seu confronto com ela no meio da história ainda mais aflitivo.
A melhor parte de Cybil em minha opinião é como ela não foi transformada em mero objeto masturbatório. Novamente, nada tenho contra Fanservice, é algo que já me fez companhia em muitas noites de solidão, mas acho que existe um lugar e uma hora pra tudo.
Embora seja masculinizada (e ela é, não dá pra negar), Cybil é uma mulher bonita. Seria muito fácil fazer dela uma policial vadia com peitos imensos e decote maior ainda, que exibe seus dotes pro herói sempre que pode e que parece mais interessada em provar seu Canoli do que em ajudá-lo a encontrar sua filha.
Esta é uma armadilha do qual muitas personagens femininas não escaparam naqueles dias. Cybil ser uma personagem tão forte e digna é sem dúvida um feito digno de aplausos.
Não sério. Aplaudam! EU OS ORDENO!!!
6º Lugar: Vamp – Série Metal Gear Solid
Diacho, eu não vou tentar explicar a história toda de Vamp. É mais fácil criar um reator nuclear operacional com rosquinhas e perucas do que tentar reunir todas as informações de Metal Gear Solid em um único parágrafo sem que alguem sofra combustão espontânea no processo.
Desta forma, serei breve. Quando criança, ele foi vítima de um atentado a bomba em uma igreja do Romênia. Soterrado por escombros, ele precisou alimentar-se do sangue de sua família para sobreviver.
Anos mais tarde, ele foi implantado com nano-robôs, que lhe deram inúmeras habilidades especiais, como super força, velocidade e agilidade sobre humanas, capacidade de caminhar sobre água e um fator de cura tão nervoso, que mais parecia imortalidade. O cara levou tiros na cabeça e nem ligou, pela santa da aquerupita!
Numa boa, eu sou o único que acha que Vamp era mais legal quando havia a suspeita de que ele fosse um vampiro real? Nano-robôs foram tão usados em Metal Gear Solid que perderam qualquer impacto que pudessem ter, uma explicação sobrenatural para os poderes do personagem funcionaria muito melhor na minha opinião.
Seja como for, Vamp não recebeu este codinome devido a suas habilidades vampirescas e sim por seu um bissexual. Ele tinha um caso com o Comandante Scott Dolph, comandante dos Fuzileiros Navais Estadunidenses.
Aquela panca de machão desses sujeitos nunca me enganou.
E o sujeito precisa ser UMA PORRA DE UM BISSEXUAL IMENSO pra que sua preferência sexual seja mais importante que seu gosto por sangue na hora que ele passa a ser chamado de “Vamp”.
Nada mais tenho a declarar.
...
Na verdade, tenho mais uma coisa a declarar. Vamp tornou-se o melhor amigo de Fortune, a filha de Scott Dolph, após sua morte. Ele era o único dentro de seu grupo terrorista (Dead Cell) com quem a garota podia realmente contar e agia quase como uma figura paterna para ela. Mesmo monstros imortais, sedentos de sangue e peludos podem ter um lado mais gentil quando estão com as pessoas certas.
Agora sim, nada mais tenho a declarar.
5º Lugar: Veronica Santangelo e Arcade Gannon – Fallout New vegas
Fallout New Vegas nos premia não com um, mas DOIS personagens gays. HOORAY!
Começando por Veronica, ela é um membro da Brotherhood of Steel, um grupo paramilitar que vasculha o mundo pós guerra nuclear da série, em busca de qualquer artefato tecnológico que possa ser resgatado. Ela trabalhava com a parte mais burocrática do negócio, registrando e arquivando as descobertas de seus colegas.
Um belo dia, ela conheceu Christine Royce e se apaixonou. Tudo ia bem entre as duas, mas o comandante de sua unidade não ficou muito feliz com o relacionamento, uma vez que Christine não era parte da Brotherhood of Steel.
Sinceramente, acho que os demais homens e adolescentes do grupo não viam mal algum em ter duas mulheres trocando saliva pelos corredores da base. Eu pessoalmente não teria.
Hã, o quê? Ah sim, continuando.
Veronica é uma personagem cheia de peculiaridades. Por exemplo, sua escolha primária de ataque envolve correr em direção do inimigo, não importa qual seja e enfiar-lhe a mão na cara. Ela também é uma piadista e faz comentários irônicos o tempo inteiro.
Então, ela pode espancar seu saco como se ele fosse Apollo Creed, enquanto faz comentários humorísticos sobre transformar suas genitais em polpa de frutas.
Apesar disso tudo, ainda existe um lado mais doce nela. O grande sonho de Veronica é ganhar um vestido, algo que ela nunca teve enquanto crescia em um grupo paramilitar de homens suados, por razões óbvias.
Awwwwwnnnn, que fofura!
Já Arcade Gannon é filho de um membro do Enclave outra organização militar, mas composta apenas por lanfranhudos, filhos da puta e lazarentos. Ele precisou fugir para a área do deserto de Mojave com sua mãe quando criança, pois a Brotherhood of Steel estava caçando membros da organização de seu pai e os executando a dentadas sempre que tinham chance.
Gannon é possivelmente o personagem mais inteligente em Fallout: New Vegas, o que é provado pelo seu uso de óculos, todos sabem que apenas gênios usam óculos. Ele também é médico e fala Latim fluentemente, mas estes são meros detalhes. Os óculos, man! Eles que fazem a diferença!
E embora não seja aparente a primeira vista, Gannon é um dos guerreiros mais ferozes da região de New Vegas. Lembremos que ele foi treinado pelos velhos companheiros de seu pai, que eram membros do Enclave, organização que possui alguns dos mais temíveis soldados do mundo.
Uma Quest pessoal de Gannon próxima ao final do game demonstra que ele não é um nerd qualquer, mas um nerd preparado para a guerra. Mas uma vez na vida não darei spoiler, vá jogar e depois me conte o que achou.
Então você me pergunta: “Omelete, qual destes personagens é seu favorito?”
Bom, eu gosto de ambos, mas minha companhia preferida neste game é Lily, a velhinha super mutante. Porque todos merecem uma velhinha fofa de dois metros e meio de altura e com breves surtos psicóticos como vovó!
Vovós detonam!
4º Lugar: Juhani – Star Wars Knights of the Old Republic
E cá estamos com um título da Bioware, empresa que sempre teve mais colhões que as demais e nunca se intimidou no tocante a criar personagens gays para seus títulos. Caso em questão: Juhani.
Quando a conhecemos, Juhani é uma Jedi sombria que vive em auto exílio, após supostamente ter matado sua mestra. Ela ainda não caiu ao ponto de tornar-se uma Sith, mas sua presença era um problema considerável para o Conselho Jedi.
Assim, você é destacado para lidar com ela. Suas opções: matar Juhani, ou adotá-la como membro da equipe.
Aos poucos, você pode ajudar a garota a abandonar as emoções ruins e voltar para o caminho da Luz. Não é uma tarefa fácil, pois ela tem muito ressentimento por tudo que lhe aconteceu de ruim, mas com o tempo, estas emoções são substituidas por coisa melhor.
Se sua personagem for mulher, Juhani começa a eventualmente demonstrar mais afeto para com sua pessoa. Se fizer tudo certo e evoluir sua relação ao máximo com ela, próximo ao final, Juhani vai confessar que está apaixonada por você, que por sua vez, pode retribuir o sentimento.
Em outras palavras, Juhani é a primeira personagem lésbica do universo de Star Wars! WOOPIE-DOO! Não existem gays nos filmes e embora eu nunca tenha lido nada do universo expandido (fodam-se aqueles livros bem na orelha), suspeito seriamente que neles o heterossexualismo impera.
Um ponto a mais para a tolerância nos games!
O romance fica apenas no diálogo, pois na época de lançamento de KOTOR, os games ainda estavam começando a se arriscar no tocante a temáticas mais adultas. Mesmo assim, este já foi um grande passo.
E aliás, as duas outras opções de romance em KOTOR eram piores que diarréia! Bastilla é uma Jedi que mais parece um buraco negro capaz de absorver toda a diversão de um recinto e Carth Onassi consegue ser mais genérico que refrigerante em convenção de Anime.
Como bônus final, Juhani é Cathar, uma raça de humanóide com características felinas. Não só ela é muito mais interessante do que os demais interesses amorosos de KOTOR, como há uma enorme chance de que ela faça “purrrrr purrrrr” se coçarmos sua barriguinha.
OH MEU DEUS, É MUITO ADORÁVEL!!!
3º Lugar: Anthony Prince – Grand Theft Auto IV: The Ballad of Gay Tony
O senhor Prince é definitivamente um dos coadjuvantes de maior importância na série Grand Theft Auto. E um dos que tem mais sorte, pois encerrou o jogo vivo.
Tony é um empresário e dono de casas noturnas em Liberty City. Ele foi abriu o primeiro clube gay na cidade e tornou-se uma notória figura na agitada vida boêmia da cidade. Infelizmente, Tony se envolveu com gangsters, agiotas e todo tipo de escória que a cidade tinha a oferecer e a bomba de livrar seu rabo das dividas caiu no colo de Luis Fernando Lopez.
Luis, o protagonista da expansão, tem uma relação de pai e filho com Tony. Ele foi abandonado por seu pai ainda criança, enquanto o empresãrio dificilmente poderá ter filhos, devido a sua idade (50, embora ele diga 45) e opção sexual.
Além dos problemas financeiros, Luis precisa lidar com os faniquitos de seu mentor, que é uma verdadeira rainha do drama. Tony não é má pessoa, só tem um talento especial para atrair as pessoas erradas e colocar-se como uma vítima do universo quando as coisas não saem do jeito que ele queria.
Tony é um dos personagens mais carismáticos de Grand Theft Auto IV, mas o motivo principal dele ter entrado na lista, é que ele é a prova cabal das bolas gigantescas da Rockstar. Ainda hoje, um produto que tenha a palavra “gay” em seu título atrairá muita atenção negativa sobre sí, das pessoas que sempre estão dispostas a torcer o nariz para algo do tipo.
Sempre disposta a dar a cara a tapa, a Rockstar não apenas deu destaque e importância enormes a um personagem homossexual, como também colocaram seu nome na capa dele. Claro que a empresa adora polêmica e beneficiaria-se da atenção que viriam com isso, mas posso citar dezenas de outras produtoras de games que preferirira evitar tal atitude, mesmo com toda a publicidade grátis que viria.
Assim Gay Tony, por ser uma prova da eterna coragem da Rockstar e de como o meio dos games é mais audacioso do que lhe damos crédito, eu o saudo!
2º Lugar: Kanji Tatsumi – Persona 4
Kanji é um dos personagens mais fascinantes já criados, o que não é surpresa nenhuma, já que ele é oriundo de Persona 4.
Jogue Persona 4!!!
Seu primeiro contato com Kanji, é quando ele aparece na televisão e você descobre que ele é um estudante que já tem passagem pela polícia por brigas de rua. Gangues de motoqueiros costumavam tirar rachas na avenida próxima a sua casa e não deixavam a mãe de Kanji dormir. Sua solução foi ir de encontro a gangue e espancá-la.
Pois é, sozinho ele bateu em UMA PORRA DE UMA GANGUE DE MOTOQUEIROS!!!
Eventualmente, o herói e seus amigos encontram-se com ele e descobrem que ele é realmente um sujeito assustador, grandalhão e violento, que acha que a forma mais fácil de se resolver um conflito é causando hemorragias internas.
Então, o rapaz desaparece dentro do Midnight Channel, um canal de televisão sobrenatural, que gera um labirinto baseado nos desejos mais bem guardados daquele que se encontra no interior. No caso de Kanji, o labirinto tomou a forma de uma sauna gay.
Yep.
Após ser resgatado e tornar-se amigo dos membros do grupo, descobrimos mais a respeito dele. A família de Kanji é dona de uma loja de tecidos há inúmeras gerações, desta forma, ele sabe costurar e trabalhar com pano melhor do que qualquer um em sua idade.
Mais ainda, ele adora bichos de pelúcia e coisas fofas, e é especialmente habilidoso em confeccioná-las.
De onde vem a postura de delinquente então? Bem, quando era pequeno, ele viu a mochila de uma de suas colegas de escola rasgar, bom menino que é, ele fez o favor de costurá-la e devolvê-la nova em folha. Ao invés de receber agradecimentos no entanto, a menina caçoou dele abertamente e Kanji tornou-se alvo de chacota de toda classe.
Logicamente, ele assumiu essa fachada de sujeito durão apenas para se proteger de humilhações futuras. Com o passar da história, ele adquire auto-confiança o suficiente para demonstrar mais seu lado gentil e confiável.
Quanto a sua sexualidade, Kanji permanece em dúvida o game todo. Ele ainda não tem certeza sobre o que prefere, garotas ou rapazes e este conflito é grande parte do seu desenvolvimento na história.
De fato, ele tem uma tremenda queda por Naoto Shirogane, menina andrógina que se veste e age como um garoto. Kanji parece sentir um certo alívio ao descobrir que ela é mulher, ele inclusive é um dos que mais a estimula a participar do concurso de biquini que acontece em sua escola, possivelmente para descobrir se ainda se sentiria atraído por ela ao ver seu corpo exposto.
Eu gosto muito de Kanji, arrisco dizer que ele é meu personagem favorito de Persona 4 depois de Nanako. Ele não só segue o arquetipo de “gigante gentil” (que eu pessoalmente adoro), como a questão de seu conflito é tratada de forma leve e bem humorada, mas madura.
Acredito que muitos homens gays devem passar por um período de dúvida, onde descobrem quem são e qual sua real preferência e Persona 4 abordou esta temática com uma classe e brilhantismo invejáveis.
Pelo amor da mãe do guarda! O que vocês tão fazendo aí parados? Vão logo jogar Persona 4, antes que eu mande o Belo Ursinho Fritz violá-los analmente!
1º Lugar: Hawke – Dragon Age II
“Ah Abilolado, agora tu forçou a barra! O Hawke não é nada! Tu que decide se ele vai ser gay ou hetero! Cê é mó errado, otário e xexelento, e não manja nada de games! Viva o Felipe Neto! HU-HU!”
E assim eu percebo o quanto sou desatualizado, pois ninguém mais dá a mínima pro Felipe Neto e eu o usei como piada assim mesmo. AICH! Na próxima reclamo do PC Siqueira, prometo.
Bem, meu caro cão ignóbil, em uma coisa você está certo. Hawke não é hetero ou gay inicialmente, os jogadores que decidem qual será sua opção sexual... E ESSE É JUSTAMENTE O MALDITO PONTO!!!
Pra quem não tá entendendo porra nenhuma, é o seguinte: Dragon Age II permite ao jogador criar seu próprio personagem, como normalmente acontece em games da Bioware. Seu herói (vulgo “Hawke”) pode ser um mano ou uma mina, mas é você quem toma todas as decisões por ele.
Assim, existem quatro personagens que entram em seu grupo e podem ser cortejados: dois homens e duas mulheres. Independente do sexo de seu protagonista, você pode namorar quem achar melhor.
Ou seja, se jogar com um cara e quiser receber cafunés na barba do mago Anders, o game permite. Por outro lado, se quiser ver sua menina se agarrando selvagemente com a pirata lasciva Isabela (HOORAY!!!), vai que é tua, campeão!
No meu caso, criei uma Hawke bissexual, que namorou Isabela e não dispensou a oportunidade de realizar um menage com ela e Zevran, elfo lascivo do primeiro game, quando a mesma apareceu.
THAT'S HOW I ROLL!!!
Não foi a primeira vez que a Bioware nos deu a opção de jogar com um personagem gay (vocês viram o caso de Juhani acima), mas foi definitivamente o game em que mais elaboraram sobre esta possibilidade.
Não há um membro específico do grupo para personagens gays namorarem, todos estão liberados para quem quiser consumi-los. Ampliarem as opções de jogadores homossexuais, ou mesmo de heterossexuais que tem vontade de usar personagens diferentes, é uma postura admirável por parte de uma empresa.
O único problema é que absolutamente ninguém no mundo gostou de Dragon Age II. Não se pode ganhar todas.
E o Personagem Gay Supremo dos Games é:
Poison – Final Fight
A história de Poison é fascinante.
Confusa e retardada em alguns momentos, mas fascinante mesmo assim.
Final Fight foi lançado no Japão em 1989 e foi um sucesso absoluto. Milhares de pessoas gastavam fortunas nos fliperamas para terem a chance de espancar membros da gangue Mad Gear e resgatar Jessica, antes que ela fosse estuprada por uma dúzia de criminosos e pelo Garoto Enxaqueca.
Um dos inimigos era Poison, uma garota muito bonita e acrobática, que se vestia feito uma vadia e nos fazia soltar enfáticos “YAY” sempre que parte de seus peitinhos aparecia durante a luta.
Então, quando o game estava para chegar nos Estados Unidos, os executivos da Capcom acharam que seria de mal gosto mostrar um game em que uma mulher apanha para o público Ocidental. Socar, chutar, esmagar, graturar e esfaquear homens era OK, mas bater EM UMA VILÃ estava fora de questão.
Assim, Poison virou um travesti. Desde então, a história da personagem é uma confusão só, com fontes declarando que ela é uma mulher no Japão, e um homem no Ocidente.
Eventualmente, Yoshinori Ono, produtor de Street Fighter IV, declarou que “na América, ela é um homem que fez a operação para tornar-se uma mulher, enquanto no Japão, ela é só um cara que esconde a tromba para sentir-se mais feminina.”
Então aí está, de uma forma ou de outra, ela é um cara.
Mas mais fascinante que tudo isso, é a o desenvolvimento da personagem ao longo de todos estes anos. A Capcom não é notória por dar profundidade ao elenco de seus games de luta e é incrível o quanto Poison, uma vilã coadjuvante, mudou com o tempo.
Originalmente, ela era uma criminosa que trabalhava com a Mad Gear simplesmente por sua paixão por envolver-se em brigas (sua maneira de manter-se em forma) e porque os contatos da gangue a mantinham fora da prisão.
Eventualmente, ela mudou sua atitude e iniciou uma jornada de redenção como a guardiã de Hugo. Vocês sabem, o Andoré que aparece em Street Fighter III.
Hugo é um bom menino, que sonha em ser lutador de luta livre e achou que trabalhar para a Mad Gear seria uma forma rápida de concretizar seu sonho. Tudo que ele ganhou no entanto, foi ficar com o cheiro do rabo de Mike Haggar impresso em suas narinas após receber inúmeros pilões.
Mesmo assim, ele não desistiu de seu sonho e após abandonar a vida do crime, decidiu permanecer nos Estados Unidos para tentar realizá-lo. Mas apesar de ser do tamanho de uma casa, Hugo é ingênuo e pode ser facilmente enganbelado por qualquer um com um pouco mais de lábia.
É aí que Poison entra, com sua malícia e outros dons que aprendeu pelas ruas, ela protege Hugo das más influências, ao mesmo tempo que tenta dar a partida definitiva em sua carreira como lutador.
Claro, há o interesse financeiro, se o gigante se der bem, ela se dá bem. Mas Hugo e Poison costumam ser retratados como amigos genuínos (ou tão genuínos quanto podem ser, sem se chamarem Ryu e Ken), que cuidam, apoiam e gostam muito da companhia um do outro.
Se querem minha opinião, esta é uma forma muito digna de representar a personagem. O simples fato de Poison ser uma transsexual que chegou tão longe sem se tornar uma piada, talvez demonstre que vivemos hoje em um mundo um pouco melhor e mais tolerante do que o de algumas décadas atrás.
E sejamos francos, não há como não sentir FELICIDADE quando olhamos para ela. AHHHHHH SIIIIIIIIIIIIIIIIM!!!
Menções Honrosas:
Flea – Chrono Trigger
Então, após um quilo de batalhas com monstros, caveiras, diabos, a Dilma e Cruz Credos, você chega à fortaleza de Magus, lanfranhudo supremo do mundo, que lidera uma guerra contra a humanidade no ano de 600 D.C.
Todo mundo sabe que Chrono Trigger envolve viagens no tempo, não? Digo, nenhum de vocês morou debaixo de uma pedra nos últimos vinte anos, eu espero.
Eis que, ao adentrar no castelo, Crono e seus amigos são recebidos por uma menina lindinha, com cabelo cor de rosa preso em uma trança, com sorriso sapeca, que flutua, manda bitocas e que quer arrancar seus ovários pelo nariz.
E se os inimigos forem homens, ela usará sua magia para que brotem ovários neles, para DEPOIS arrancá-los pelo nariz.
Então, descobrimos que essa fofurinha sádica... É UM CARA! PAN-PAN-PAAAAAAAAAANNN!!! Como Flea mesma diz quando a encontramos: “Homem, mulher, qual a diferença?”
Muitas, minha filha. Acho que seus pais nunca conversaram com você sobre abelhas, passarinhos e Ovomaltine.
Flea não é a personagem mais importante de Chrono Trigger, de fato, sua participação se resume a duas aparições. Mas ela foi uma das primeiras a não ser um mero estereotipo ambulante, o que seria muito mais fácil para os criadores da história.
E antes que alguem comente que “ela é esteriotipada sim, olha as roupas dela”, os lembro que o character design deste game foi feito por Akira Toriyama. Tem alguem que se veste de maneira não bufante aqui?
Sem mais perguntas meritíssimo!
Ela é bonita, divertida e uma feiticeira bastante poderosa. Lembremos que Flea era uma das três principais subordinadas de Magus, que até o meio do game, é o demônio em pessoa e jamais permitiria pessoas fracas em seu círculo pessoal.
Mais ainda, ela se sente bem confortável consigo mesmo. E se querem saber minha opinião, acho essa uma mensagem bem legal a se passar.
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A de sentir-se bem consigo mesmo, não a de trabalhar pro capeta. Que fique claro.
Enfim, pela quantidade de texto que preparei pra ela, vocês podem reparar que Flea quase fez parte da lista principal. Infelizmente (pra ela), me lembrei de Erica no último minuto e o resto... é silêncio.
Rudolph Gartheimer e Damian Shade – Groove on Fight
Groove on Fight era parte da série de games de luta Power Instinct, franquia que tornou-se infâme por seus personagens ridículos (um bombado fantasiado de cachorro, MA QUE PORRA?) e por sua dificuldade absurda, que fazia sua bunda comer a cueca ao fim da sessão de jogo.
Groove on Fight se passava no futuro, ou em uma linha de tempo alternativa da série, não sei ao certo. Foi lançado para fliperamas e Sega Saturn e era mais ou menos assim.
Como as lutas eram disputadas por duplas, cada personagem tinha seu parceiro próprio. No caso de Rudolph, um Alemão imenso com sérias tendências de BDSM, era Damian, seu amante gay de 17 anos.
Pois é. Groove on Fight foi possivelmente o primeiro game da história a trazer um casal de homens gays devidamente assumidos. HOORAY!!!
Eles só não entraram na lista principal porque diabos... EU JOGUEI SÓ UMA HORA DESSE GAME EM TODA A MINHA VIDA!
Na casa de um amigo.
No dia que ele comprou.
É.
E achar jogos Japoneses de Sega Saturn é um Inferno hoje em dia! Quando finalmente os encontramos, eles custam sua mãe, seus filhos e a menina Maysa.
Que se dane, é o que eu digo!
Yevgeny Borisovitch Volgin – Metal Gear Solid 3
Sempre tem um que não percebeu ou tá em negação, então eu vou gritar: VOLGIN É BISSEXUAL!!!
Ele dava uns craus na Eva e no Coronel Raikov, e fazia ambos com muito gosto.
Volgin só não entrou na lista porque acho o Vamp um personagem muito melhor. E vocês conhecem minha regra de apenas um indicado por franquia.
Tá bem, eu quebrei esta regra ao indicar dois personagens de Fallout New Vegas, mas eu tenho um bom motivo pra isso.
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O que? Eu disse que tenho um bom motivo, não que ia contá-lo.
Eagle – Street Fighter
Sinceramente, eu não tenho certeza se Eagle é gay. Rumores dizem que sim, mas a Capcom nunca negou ou confirmou este fato.
Novamente, considerando o quanto a empresa se preocupa em desenvolver a história de seus personagens (“Ryu = andarilho brigão”), duvido muito que venhamos a ter uma resposta nos próximos dezesseis anos.
Mas esse bigodão sem dúvida é MA-RA-VI-LHO-SO!
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Que foi?
Joachim Valentine – Shadow Hearts II
Shadow Hearts é uma série de RPG’s bem bacana para o Ps2 e que NUNCA verá uma quarta parte em consoles da geração atual. Provavelmente porque vendeu duas cópias no mundo todo, e uma delas foi dada como troco na compra de um pastel.
Mas Shadow Hearts tinha lá sua graça, pois normalmente ocorria paralela a acontecimentos históricos reais e os personagens acabavam trombando com figuras que realmente existiram. Mata Hari, Francis Bacon e o Grande Gama todos participaram da série em algum momento.
Um dos pontos mais interessantes era a família de vampiros Valentine, composta de três irmãos, dos quais um tornava-se seu aliado em cada game. No primeiro, era Keith, que como todo vampiro tradicional, vestia-se como muita classe, já no terceiro, controlávamos Hildegard, que como toda vampira tradicional, vestia-se como uma prostituta Francesa.
Mas em Shadow Hearts II, recebiamos a ajuda de Joaquim Valentine, que inexplicavelmente tinha um nome Latino mesmo vindo de uma família de Vampiros do Leste Europeu e era lutador de luta livre.
Joachim é um personagem divertido, pois não se importava em roubar monumentos históricos e os levar consigo, contanto que fossem pesados o suficiente para serem usados como arma.
O único problema é que ele não chegou nem perto de se tornar meu personagem favorito de Shadow Hearts II. Tinha uma ruiva, uma dançarina morena ultra sexy e uma fofurinha de 14 anos na equipe, vocês realmente acham que eu prestava alguma atenção nesse sujeito?
Jax – Mortal Kombat
“O QUÊ? O JAX NÃO, MANO! CÊ TÁ MUITO LOCO! VAI SE FUDER, OMELETE! SEU MERDA DA PORRA! VOU CHAMAR MEUS AMIGOS E FAZER RODEIO DE GORDA EM VOCÊ PORQUE EU SOU MUITO MACHO PRA CARALHO E VOCÊ É FEITO DE TAMARINDO!”
Calma, projeto de Maguila! Sente-se e coma um biscoito Scooby! Você tá fazendo um papelão ao bancar o machinho pela net. NENHUM ataque desses quando feito pela internet parece vir de alguem durão de verdade, então pare antes que você acabe dando um tiro em seu olho.
Pois então, ninguem na Netherrealm Studios nunca confirmou a opção sexual do Jax, esta é apenas uma teoria que tenho e cheguei a ela após matutar sobre certas coisas.
Primeiro, ele e Sonya são inseparáveis. Os dois estão sempre grudados, salvando a bunda um do outro e jogando criminosos em abismos juntos ou enquanto pensam no outro. Mesmo assim, não existe tensão sexual alguma entre os dois, Sonya está mais interessada em Johnny Cage e Jax parece só se importar com causar fraturas em seus desafetos.
E digo mais, amiguinhos! Qualquer casal que passe tanto tempo junto quanto eles, sempre acaba se deixando levar pelas fricções do amor em algum momento. As coisas podem acabar bem ou mal, mas elas acontecem.
E digo MAIS AINDA, MK 9 tem uma cena que confirma minha teoria de certa forma.
Em um dado momento, Sheeva mantém Sonya como prisioneira, assim que Jax se aproxima para resgatá-la, aquela delícia enorme com quatro braços (HMMMMMMMM!!!) profere: “Afaste-se, esta mulher pertence a Shao Khan”, o que gera a resposta “Ela não pertence a ninguem” de Jax.
Posso estar errado, mas um homem hetero estaria mais interessado em ofender sua inimiga do que defender a honra da amiga, não?
A defesa encerra seus argumentos.
E por hoje fico aqui. Espero que tenham gostado e na próxima semana, inicio o Mês das Bruxas, com o retorno triunfal de Cedrico, Bella e Shark Boy!
VIIIIVAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!
Antes de encerrar, quero agradecer ao João Fangbanger pela ajuda que me deu com este artigo. Bom trabalho, Johnny!
Cheers!!!
















































