quarta-feira, 13 de abril de 2011

Grandes Casais dos Games!

Hoje é dia do beijo!

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Não, sério? Dia do beijo??? Com mil demônios!!!!! Queria saber quem é que inventa esses feriados tão esdruxulos! “Dia do beijo”, “dia da toalha”, “dia do refrigerante de milho”, “dia de cair no chão e se arrastar com os dentes até a padaria”, pelo amor da mãe do guarda!!!

E pior é ver que as pessoas aceitam estas datas sem pensar duas vezes!!! Assim sendo, façam-me um favor, quando virem um casal se beijando na rua hoje, dêem uma voadora neles e depois os joguem em um bueiro!!! Isso vai ensiná-los a se beijarem na frente de transeuntes solit... *ARRAM* ...

O que? Acha que odeio o dia do beijo porque não tenho com quem comemorar? TOLICE! FANTASIAS SEM NENHUMA PROVA!!! EU SOU MAIOR DO QUE ISSO!!! SOU MELHOR QUE TODOS VOCÊS QUE ESTÃO CASADOS E NAMORANDO!!! EU TENHO UM TAMANDUÁ IMAGINÁRIO E O BATIZEI DE SCOTT PIPPEN!!!

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Oh Deus... que solidão...

Enfim, pra celebrar um pouco esta data, resolvi separar alguns dos casais mais queridos que já ví nos games. Eles nos mostram histórias de romance fofo e adorável e até mesmo de como mesmo um final trágico não é o suficiente para derrubar um amor verdadeiro.

E sim, reconheço que este artigo seria mais adequado no Dia dos Namorados, mas não poderei postá-lo nessa época, pois estarei lamentando o quanto todos esqueceram meu aniversário e quão pouco todos se importam comigo, mesmo que eu não diga a data em que faço anos para ninguém.

Sim, eu sou o pior tipo de Diva que existe.

Mas chega disso, vamos ao artigo de hoje.

Ken & Eliza – Street Fighter

Sejamos muito francos, Street Fighter não é uma franquia que nos dá muito em matéria de enredo e desenvolvimento de personagens.

Guile é um militar que quer chutar a bunda do Bison por este ter matado seu camarada, Dhalsim busca a iluminação e a paz interior causando concussões em estranhos, Juri é uma psicopata sádica que TENHO CERTEZA é uma ninfomaníaca e Thunder Hawk... é um indião enorme.

Sério, se você busca personagens elaborados e profundos, tá no lugar errado. A graça de Street Fighter é que todos os membros do elenco são clichês que podem ser resumidos em uma palavra, mas que são tão carismáticos e bem executados que não temos como não nos apegar a eles.

Mas mesmo em um oceano de superficialidade, vez ou outra um exemplo se destaca e é caso do senhor Ken Masters.

Lembra quando você terminou Street Fighter II pela primeira vez e Ken se casou com uma moça nariguda no final? Era Eliza!

Então, em Street Fighter Alpha 2, Ken enfrentava seu oponente na festa de aniversário dedicada a sua então namorada. Não existe forma melhor de provar seu amor por uma garota do que causando fraturas em chinesas pernudas na frente dela.

Em Street Fighter III, Ken e Eliza continuavam muito bem casados e agora com um pimpolho, que o casal carrega pra cima e pra baixo, acompanhando a participação do papai em torneios.

E em Street Fighter IV, Eliza está grávida do primeiro filho do casal!!!

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Espera, o quê???

Ah bem, SF IV se passa antes de SF III. Não tente entender aritmética da Capcom, vai deixá-lo vesgo.

Pois então, Eliza começou como uma personagem coadjuvante de rápida participação, mas se tornou uma constante na vida de Ken. Em qualquer jogo que ele tome parte, lá está ela, o dando apoio e o incentivando.

Não é um Irmãos Karamazov, mas não deixa de ser uma história legal.

Todos os personagens de Street Fighter podem ter sua personalidade resumida em uma simples frase e no caso de Ken ela é: “Marido e pai dedicado que luta de vez em quando por diversão.”

E é bem melhor que a frase que define Ryu: “Mendigo andarilho que briga por aí e atiça a saliência de colegiais de 30 anos.”

Guybrush Threepwood & Elaine Marley – Série Monkey Island

Eis um casal cujas qualidades complementam um ao outro.

Ok, Guybrush é um idiota. Suas qualidades mais marcantes são a habilidade de prender a respiração por dez minutos, sua engenhosidade quase infinita e a sorte de estrelar em games para a família, onde absolutamente ninguém morre.

Digo, olha só pra ele! Em qualquer outra série ele já teria sido transformado em buchada! Ele tem um rosto extremamente socável, é o tipo de cara que eu e você agarraríamos pelos pés e usaríamos de cotonete.

Elaine por sua vez, é a antítese de Guybrush. Pra começar, ela é ruiva, e todos vocês sabem o que isso significa. E mais, ela é infinitamente durona, capaz de chutar quilos de bundas se a necessidade aparecer.

Vejam bem, ela é a governadora de uma ilha de piratas, indivíduos que normalmente são foras da lei e se recusam a reconhecer qualquer tipo de autoridade governamental. Exatamente, ela fez uma ilha cheia de gente assim ELEGÊ-LA como governadora.

Mas apesar de sua dureza infinita, Elaine escolheu um homem como Guybrush para ser seu cônjuge e acredito que tenho a resposta pra isso. Debaixo das camadas de estupidez, chatisse e comentários sem graça, Guybrush é um homem gentil e carinhoso. Simplório, mas gentil e carinhoso.

E é justamente isso que atraiu Elaine, pois após passar um dia inteiro rosnando para piratas sanguinários que bebem querosene, o que ela mais quer é voltar pra casa e receber uma boa massagem de seu marido devotado.

O que prova minha teoria de que homens gentileza e carinho fazem uma diferença gigantesca na hora de se conquistar uma moça. Especialmente uma durona, que só quer um pouco de carinho.

Pode me chamar de babaca otimista romantilóide, mas este é o MEU BLOG e eu falo o que quiser nele.

E você luta como uma vaca!!!

Mario & Peach – Super Mario Bros

Ok, vamos por partes. Mario é um encanador que vez ou outra exerce medicina ilegalmente. Peach é a princesa de um reino composto por fungos e passa a maior parte de seu tempo correndo de kart ou jogando tênis e não dá a mínima para seus súditos de penicilina.

Mario tem 52 anos e Peach não tem mais de 19, o que faz do encanador um quase pedófilo. Mario tem o físico de um jogador de Pôker e um bigode que já estava fora de moda em 1912. Peach... bom, digite o nome dela no Google e desligue o filtro de busca. Você vai entender o que quero dizer.

E mesmo com tamanhas discrepâncias, os dois se dão maravilhosamente bem. Peach até faz bolos para ele de vez em quando e se veste de enfermeira para ajudá-lo quando ele resolve bancar o médico pra dar golpe em planos de saúde..

Claro, há a questão de que Mario salva Peach TODA SEMANA, quando Bowser a seqüestra. Se um encanador oleoso e pobretão a resgata constantemente dos ataques de um jacaré gigante cuspidor de fogo, uma princesa não tem escolha exceto se tornar namorada dele.

Mas... vocês sabem o que penso de Peach e duvido muito que os “seqüestros” sejam reais. Acho que ela curte mesmo é o Bowser e namora com o Mario apenas pra manter as aparências, uma vez que seus súditos não aceitariam seu romance com um jacaré assassino.

Como se cogumelos assexuados tivessem o direito de julgar quem é diferente!

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Por que diabos tou super analisando isso... DE NOVO? Oh Deus, eu preciso urgentemente de uma namorada!!!

Joker & EDI – Mass Effect 2

Joker é o piloto da Normandy, a nave DA Comandante Shepard (pois em meu mundo, Shepard jamais será um homem) e um cara mais capaz e seu trabalho do que Han Solo jamais foi. EDI é a inteligência artificial da nave, apresentada em Mass Effect 2, com o intuito de auxiliar a tripulação com tarefas do dia a dia e situações de perigo.

A relação dos dois inicialmente é antagônica. Joker se refere a EDI como “isso” e EDI o chama formalmente de Sr. Moreau. O piloto acredita que naves estelares podem funcionar muito bem sem uma inteligência artificial e não faz questão de esconder seu descontentamento, que é ignorado solenemente pelo computador... computadora.

“Computadora?” EDI tem personalidade feminina, o termo está correto?

Enfim, com o passar do tempo, a relação entre os dois melhora e eles começam a trocar farpas bem humoradas, como colegas de trabalho normalmente fazem. Mas é quando a nave é invadida PELO MAL e todos os tripulantes (menos Joker) são capturados, que o piloto e EDI começam a se dar muito melhor, de fato, passam a ter uma relação quase platônica e flertam um com o outro abertamente.

Algo sobre o qual Shepard pode comentar eventualmente.

Os fãs do game gostaram tanto desta relação, que muitos pediram à Bioware para que EDI receba um corpo robótico em Mass Effect 3, para que assim ela e Joker possam consumar seu romance até então platônico.

Eu concordo e ainda digo mais, não há nada de errado em um homem apaixonar-se por uma inteligência artificial! Robozinhas também merecem amor e TODOS OS QUE DISCORDAM SÃO TECNÓFOBOS IMUNDOS E PIORES QUE HITLER!!!

ROMANCE COM ROBOZINHAS PARA SEMPRE!!!!!!!!!!

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Para de me olhar desse jeito!

Cloud e Tifa – Final Fantasy VII

Minha nossa, como é difícil encontrar uma boa imagem de Cloud e Tifa. Santa santa, santíssima! Ainda mais uma que não seja Hentai e em que os dois não estejam dando uma sapecada na Yuffie.

Enfim, Cloud e Tifa se conheceram quando eram criancinha piquituxas e fofas em Nibelheim, uma vila perdida no meio da montanha, tão inacessível que me faz pensar quem foi o gênio que achou uma boa idéia fundá-la em tal lugar. Quando Cloud decidiu sair da cidade pra perseguir seu sonho, Tifa o fez jurar uma promessa típica daquelas que fazemos quando crianças: que se ela estivesse em perigo, ele viria correndo salvá-la. Aaaaaawwwwnnnnn!!!

O tempo passou, Cloud se tornou soldado de uma mega corporação corrupta e Tifa cresceu para se tornar uma mestre em artes marciais e uma garota tão absurdamente linda que até hoje, onze entre dez fãs são apaixonados por ela.

Agora, não vou entediá-lo com detalhes, mas Cloud é um sujeitinho ferrado. Ele viu dois de seus melhores amigos serem brutalmente assassinados, presenciou quando Sephiroth, seu ídolo, incendiou sua cidade natal e matou a todos presentes e se tornou um fugitivo da mega corporação para o qual trabalhava e com qual sempre sonhou em servir.

Claro, que esta carga de traumas (mais alguns que deixei de fora) tiveram seu peso e fizeram de Cloud um sujeito amargo e frio, que repele a todos, por puro medo de que o magoem caso cheguem perto demais.

Só que nenhum homem é uma fortaleza e todas estas desgraças, somadas a um excesso de memórias reprimidas que uma hora vieram a tona partiram a mente de Cloud. No ato II, o encontramos catatônico e em uma cadeira de rodas, algo que até hoje não foi repetido em nenhum outro game.

Mas sem problemas, TIFA ESTÁ AQUI!!! Embora a primeira parte do jogo a tenha deixado a sombra de Aerith, como um mero instrumento de fanservice, ela nunca desistiu do que sentia por Cloud. Assim, quando o rapaz perde a noção, ela viaja PARA DENTRO DE SUA MENTE e consegue trazê-lo de volta, bem como o ajuda a superar seus traumas e o faz voltar a ser o homem gentil e leal por quem se apaixonou.

O que prova minha outra teoria de que o amor de uma boa mulher é a força mais poderosa do universo. Quando uma garota se apaixona sinceramente por um cara, ela pode puxá-lo de volta do Inferno!!!

DE VOLTA!!!

DO INFERNO!!!

E mais ainda, eventualmente descobrimos que Cloud cumpriu sua promessa de criança para ela. Quando Sephiroth, praticamente um semi deus, destruiu sua vila, matou soldados tremendamente competentes e estava a ponto de deixar sua fúria correr solta pelo mundo... Cloud o empalou com uma espada e o jogou em um abismo.

O quê? O quê poderia ter gerado tamanha fúria no rapaz que ele não temeu encarar um monstro praticamente indestrutível?

Sephiroth havia machucado Tifa alguns minutos antes.

Yep.

E essa era uma das memórias que Cloud havia reprimido, pois achava que era culpa sua que o amor de sua vida havia sido machucada por aquele monstro astro de fanfics.

E para os Shippers que adoram pregar “Cloud + Aerith = KAWAII DESU HU-HU” só tenho uma coisa a dizer: Cloud e Tifa transaram em Final Fantasy VII.

HA-HA!!! SUA FANTASIA ROMÂNTICA FOI DESTRUIDA!!!

Lembra ao final do disco 2, quando o grupo se prepara pra batalha final e cada um vai passar uma última noite com a família? Cloud e Tifa não tinham mais ninguém e passaram a noite juntinhos em um morro, à sombra de sua aeronave.

Foi aí que a mágica aconteceu.

Tanto que no dia seguinte quando os dois voltam a aeronave, Tifa vê que todos os demais já estavam lá, cai de joelhos e pergunta em choque: “VOCÊS VIRAM???”

O que ela e Cloud poderiam ter feito que causaria tamanha reação de horror na moça?

E mais, Yoshitaka Amano confirmou que sim, eles passaram a noite encaixando o Lego. A palavra de Deus é suprema!

TOMA ESSA AERITH!!! SUA PATRICINHA BESTIAL QUE OBRIGAVA O ZACK A PUXAR CARROÇA!!!

Zidane & Garnet – Final Fantasy IX

Eu realmente não entendo o desgosto que tanta gente tem por este game, digo, Final Fantasy IX pode não ser perfeito, mas é MUITO superior a parte VIII, com certeza. Squall e Rinoa é a minha bunda! A MINHA BUNDA!!!

Eis que aqui temos Zidane Tribal e a Princesa Garnet. Zidane é um ladino metido a conquistador, que se gaba de quantas mulheres já conquistou e que desfrutou dos prazeres femininos do mundo inteiro. Atitude essa que grita “SOU VIRGEM E ESTOU DESESPERADO”, e que todo homem já usou ao menos uma vez.

Garnet é uma princesa que levou uma vida extremamente abrigada. Ela conhece o mundo exclusivamente por livros e quer viver algumas aventuras agora que se aproxima da vida adulta. Os dois se conhecem, tornam-se companheiros de viagem e aos poucos se apaixonam.

Zidane, com sua eterna insegurança, tenta massagear o próprio ego afirmando para si mesmo que é um garanhão e que sem dúvida a conquistou com as coisas profundas que disse, enquanto Garnet, emocionalmente mais imatura, adora sua companhia, mas demora mais para perceber o que de fato sente por ele.

Aí se encontra grande parte da graça deste relacionamento, Zidane e Garnet são muito jovens, o jogo não deixa clara a idade dos dois, mas eles parecem estar saindo da adolescência. O “namoro” dos dois é muito reminiscente do primeiro amor que sentimos na vida, quando não sabemos nada sobre nada e se tivermos sorte, descobrimos como as coisas funcionam junto da pessoa querida. E por mais imperfeita que esta relação possa ser, é dela que lembramos pelo resto da vida e muitas vezes aquela em que baseamos os nossos romances futuros.

Final Fantasy IX também forma um casal entre adultos, nas figuras de Steiner e Beatrix, militares de alta patente no exército da mãe de Garnet e que encaram um relacionamento de forma um pouco mais cínica no começo. Algo bastante natural para pessoas mais velhas e que já possuem suas cicatrizes emocionais.

Este contraste lança ainda mais brilho na relação entre Zidane e Garnet e sinceramente, acho que deveríamos nos esforçar mais para relembrar o otimismo que tínhamos na juventude. Acredito que nossas relações seriam muito mais simples desta forma.

Mas bem, estou especulando. O que eu sei?

Hana & Rain – Fear Effect 2 Retro Helix

Fear Effect é uma daquelas séries que foi esquecida pelo grande público com o passar do tempo. O primeiro game teve um sucesso razoável, mas o segundo foi lançado no fim da vida do PsOne, momento em que todos estavam mais empolgados em jogar Tekken Tag Tournament e The Bouncer no Playstation 2. Mas falarei mais deste título em um artigo futuro, no momento, quero contar um pouco sobre as adoráveis moças da imagem acima: Hana e Rain.

Hana é uma ex-prostituta que largou o velho trabalho e tornou-se uma assassina profissional, Rain é um gênio em computação, capaz de burlar qualquer sistema eletrônico usando pouco mais que fita adesiva, chiclete e o Nelson Ned.

As duas se conheceram em um cemitério, num dia de chuva, ficaram amigas e logo se tornaram amantes. De fato, acredito que Hana e Rain formam o primeiro casal gay da história dos games.

Mas o mais interessante é que a relação das duas é tremendamente complexa, ainda mais para um jogo de sua época. Rain é claramente homossexual, mas não é representada como o estereotipo da “lésbica militante e musculosa” tão comum ainda hoje, ela é delicada, feminina, adorável e a cabeça fria da dupla, sempre tentando colocar algum bom senso em Hana quando ela deixa a raiva ou os hormônios tomarem suas decisões.

Já Hana... gosta de mulheres E homens. De facto, ela não vê mal algum em usar o corpo para se aproximar de seus alvos homens. Mais ainda, ela sempre transa com eles antes de matá-los e não parece ter problema com isso, muito pelo contrário. Ficamos então com a dúvida: Rain sabe dessas puladas de cerca de Hana? Se sabe, ela deixa pra lá, pois sabe que são “ossos do ofício” ou simplesmente porque não se importa que Hana durma com homens?

Mas mesmo com essas traições ocasionais, é muito claro que Hana é totalmente apaixonada por Rain, o que é demonstrado de forma bastante singela. Na última etapa do jogo, nos encontramos diante de Rain e uma “clone” sua e precisamos balear a falsa para vermos o melhor final.

Como sabemos qual é real? Fácil, a Rain verdadeira é canhota, algo que a própria Hana diz quando é perguntada como sabia em qual das duas atirar.

E este é o tipo de detalhe que acredito, aprendemos em uma relação amorosa longa. Você conhece tudo sobre a outra pessoa, qual o seu ritmo de manhã, o seu jeito de caminhar ou comer, e mesmo em uma multidão você consegue destacá-la das demais.

O relacionamento de Hana e Rain não é o romance perfeito fantasiado por Hollywood, mas graças a suas arestas, consegue ser muito mais real e palpável para a maioria de nós.

Sério, vá jogar Fear Effect. Você me agradecerá depois.

Wanda & Mono – Shadow of the Colossus

Wanda e Mono viviam pacificamente em uma aldeia, até o dia em que Mono foi sacrificada, pois os anciões acreditavam que ela traria infortúnio para a região.

Inconformado, Wanda roubou a espada sagrada de sua vila e levou o corpo de sua amada até o vale proibido. Lá, ele fez um pacto com uma voz desencarnada, que aceitou trazer Mono de volta a vida caso o rapaz matasse os dezesseis gigantes que rondavam a região e sem pensar duas vezes, Wanda cumpriu sua parte do acordo.

Os gigantes não eram monstros sanguinários que clamavam por vítimas, mas criaturas que existiam sem causar danos ou destruição ao vale e que eram assassinados por um rapaz obstinado, sem sequer saber por qual motivo estavam sendo atacados. Cada vitória não trazia glória, apenas a sensação ruim de que aquilo era errado. Mas Wanda não se deixou abater pela culpa e prosseguiu em sua missão, até que todo peso de sua jornada se abateu sobre ele no final.

E é essa a verdade amarga que Shadow of the Colossus apresenta a seu público: as vezes, o amor é egoísta. As vezes, a dor de estarmos longe da pessoa amada é tão insuportável que a queremos de volta e não importa se tivermos de pecar contra a natureza para conseguir isso.

O amor é o mais nobre dos sentimentos, mas mesmo ele não justifica atos perversos, pois não há redenção para muitos deles. Eis o que aprendemos com esta aventura.

E o CQC tem a pachorra de me mostrar videogames como se fossem brinquedos de luxo, pelas barbas de Odin...

Dom & Maria – Gears of War 2

Já escrevi sobre este casal quando fiz o artigo sobre os grandes momentos de tristeza dos games, mas diabos, preciso falar deles de novo, é necessário!

Uma coisa que todos precisamos ter em mente ao falar de Gears of War, é que a série é escrita e produzida tendo moleques de 14 anos em mente.

Sim, ela é. Cale a boca, sacripanta.

E o que um moleque de 14 anos com os hormônios a flor da pele gosta? VIOLÊNCIA!!! SANGUE!!! MUTILAÇÃO!!! PUS!!! BLALALALALALALALALALALALALALALALALAGH!!!

Nessa idade, um garoto consegue assistir filmes como O Albergue e se divertir, enquanto todos os adultos ao seu redor percebem como Eli Roth transformou sessões de tortura na coisa mais tediosa do mundo.

Guris de 14 anos são imbecis. Meninas nessa idade são loucas... mas meninos são simplesmente imbecis. E é por isso que a relação entre Dom e Maria parece tão alienígena quando colocada em um ambiente como o de Gears of War, onde super machos com bíceps maiores que a própria cabeça gritam, atiram e despedaçam tudo ao seu redor enquanto correm feito uma manada de mastodontes pelo cenário.

Pois então, Dom e Maria são outro casal que se conheceu quando criança e vivenciou o romance de filmes da década de 1980 com o qual todos sonhamos ao menos uma vez na vida. Um caso imprevisto de gravidez na adolescência os forçou a assumir as responsabilidades da vida em casal antes do que esperavam, mas seu amor não se abalou por isso.

Logo, ocorreu a invasão dos Locust, que para quem não conhece, são alienígenas repelentes que pretendem transformar todos ao habitantes do planeta em sarapatel. Baixas imensas aconteceram graças ao ataque e os filhos de Dom e Maria pereceram neste momento. Maria perdeu a noção por causa do acontecimento e desapareceu.

Dom, mesmo sendo tão grande, bruto e fedido quanto os demais personagens do game, jamais perdeu a esperança de reencontrá-la. De fato, sempre que tinha a chance, ele começava a falar de sua quertida esposa, de quanto a amava e como estava louco pra revê-la, o que deveria encher muito o saco de Marcus Fênix, que queria apenas escutar o som dos próprios bíceps.

Eis que após muita ação, um sem número de tiros e desmembramentos em demasia... Dom encontra Maria. Infelizmente, ela não é mais a mulher por quem Dom se apaixonou. Anos sendo torturada pelos Locust, o trauma causado pela brutal invasão e a depressão pela perda de seus filhos destruiu seu espírito e a transformou em uma mera casca do que havia sido, incapaz de falar, compreender... ou sequer reconhecer seu marido.

Ao perceber que seria impossível ajudá-la e fazê-la voltar ao que tinha sido, Dom tomou a única decisão que podia e a tirou de seu sofrimento. Uma escolha dura e trágica, mas que ao mesmo tempo demonstra o quanto ele colocava o bem estar de sua amada acima do seu. Contanto que ela não mais sofresse, ele podia agüentar qualquer coisa.

Sinceramente, eu não esperava ver uma demonstração de amor tão agridoce em um game criado com o intuito de ser vendido para garotos de 14 anos que deixam poças de testosterona por onde passam. Os criadores da série com certeza perceberam que precisariam de um pouco mais de substância e emoção além de “MATAAAAAAAAAR, GRAAAAAAAAAAAAHHHHH” se quisessem que sua série não se tornasse uma piada.

Isso também explica porque a maioria dos fãs prefere o primeiro GoW. É mais fácil entender grunhidos babentos do que uma história de amor.

Maldita juventude!!!

Chris & Sheva – Resident Evil 5

Ok, Chris e Sheva não são exatamente um casal, mas qualé? Rolou um clima óbvio entre os dois no tempo em que baleavam zumbis.

Eis que um fanboy de Resident Evil cai de para quedas e coloca toda sua sabedoria a prova: “Dãããããããããrrrr... u Chris é nAmoRAdu da Jill, vossê num manjia nADa... divia di sê dimitidU... dãããããããããããrrrrrr...”

Ohhhh, fãs de Resident Evil, como eu os odeio!!!

Mas bem, Chris e Jill são parceiros desde 1996 e nada nunca rolou entre eles. Se em quinze anos os dois nunca brincaram de “esconder a salsicha no burrito”, não vai ser agora que irão começar. Claro, ela se aconchegou no ombro do Chris ao final do primeiro Resident Evil, mas considerando que suas opções eram o Barry e a Rebecca, não é difícil entender sua escolha.

Ok, eu também escolheria a Rebecca, mas isso não é sobre mim.

E diabos, olha só pro Chris e a Sheva! Eles combinam!

Ela é atlética, durona, linda e consegue ser sensual sem vulgaridade. E aliás, ela tem sotaque, o que torna qualquer mulher 87% mais sexy.

Quanto ao Chris... meninas, olhem pra ele! O cara é um deus grego praticamente! Vão me dizer que ele não lhes causa calores?

Sem contar que eles passaram um bom tempo juntos, baleando zumbis, o que em minha opinião é a coisa perfeita para se fazer em um primeiro encontro. Os dois começaram bem, é só prosseguirem daí.

Vamos lá Capcom, não dêem esse fora, c’mon! Vocês já abandonaram Marvel vs Capcom 3 antes da hora, não pisem na bola de novo!!!

E por hoje chega. Vou dormir.

Se gostaram deste artigo, agradeçam não apenas a mim, mas ao Pedro Victor também. Ele me sugeriu esse tema via Twitter.

Se não gostaram... por que diabos viram o artigo até o final? Sério, existem outros sites na internet, por que ficaram lendo algo que não apreciaram? Vocês são retardados por acaso?

Vão pro quinto dos Infernos!!!

Cheers!!!
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