quinta-feira, 24 de março de 2011

Capas Horríveis de Discos!

Antes de começar este artigo, quero deixar clara uma coisa: sou um ignorante musical.

Entendo muito pouco de música e do universo em que seus artistas vivem. Não sou o músico da família, este papel é do meu irmão.

Claro, eu gosto muito de música. Rock n’ Roll All Nite, Two Minutes to Midnight, Like a Rainbow in the Dark, Iron Man, Breaking the Law, The Final Countdown e muitas, MUITAS outras ecoam eternamente em meu cérebro e sempre que tenho a oportunidade, eu paro pra escutá-las. No entanto, nunca fui aquele cara que compra todos os discos de uma banda e acompanha sua história desde a formação até a overdose, nada contra quem curte seguir esse estilo, só não é a minha.

Ok, admito que conheço muito bem a história do Kiss, mas pelo amor de Deus, olhe pros caras! Eles parecem personagens de desenho animado! Gene Simmons é praticamente um espírito maligno preso em um loop temporal que o impede de perceber que os anos 70 acabaram!

Mesmo assim, crescer com um músico me fez ser exposto a este universo. E se tem uma coisa que eu sempre gostei, é de apreciar a arte nas capas de discos.

As capas deveriam refletir o conteúdo do disco, o tipo de emoção que o artista quis transmitir com seu trabalho... mas grande parte das vezes, elas transmitem apenas testosterona adolescente e um ego imenso, o que gera resultados duvidosos.

E é sobre eles mesmos que falarei hoje.

Mas que fique bem claro que vou criticar apenas AS CAPAS DOS DISCOS, não o trabalho dos artistas. Então por favor, não vá entrar aqui me xingando depois porque eu “falei mal do Manowar, a melhor banda do mundo, ablué-ablué-ablué!!!”

Ok, provavelmente eu vou malhar metade dos artistas sobre os quais escreverei hoje. Se não gostar, passe mel na cabeça e a enfie numa toca de urso! Vá ver se eu me importo!

E pelas barbas de Odin, vista umas calças!

Furr

E começamos muito bem, com uma banda que tenta descaradamente copiar o estilo do Kiss. Eu nunca escutei Furr e pretendo continuar assim, mas é mais do que óbvio que eles tentaram copiar o estilo “Drag Queen da Quinta Dimensão” que foi popularizado por Paul Stanley e Cia.

Ma bene, Furr me parece uma daquelas bandas que compensam a falta de talento utilizando algo que remeta a uma resposta Pavloviana de seu público, que inconscientemente os vê com bons olhos por causa disso.

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Eles copiam algo conhecido e popular, o que desperta emoções positivas nas pessoas, que por associação com o produto plagiado, acabam gostando por tabela do trabalho da banda, não importa o quão ruim seja.

Aquilo que o Black Kids faz com desenhos animados Oitentistas.

De fato, acredito que a conversa para decidir como seria a capa foi mais ou menos assim:

Zebedeus: Então, tipo, precisamos decidir como vai ser a capa da nossa banda.
Jobriah: É, é, sim, precisamos!
Zebedeus: Cara, precisamos seguir aquilo que tá na moda, que as pessoas curte! O que faz sucesso hoje em dia?
Jobriah: É, é... OH, sucesso? Hãããã, Kiss! Eu acho.
Zebedeus: Beleza, me dá um disco do Kiss, deixa ver!
(Jobriah passa o disco Destroyer para Zebedeus)
Zebedeus: ISSO! É ISSO QUE PRECISAMOS! Esse visual, essa idéia, essas poses! Muito foda! Mas precisamos usar uma pegada tipo, Salvador Dalí, pra ninguém achar que copiamos!
Jobriah: É, é... OH, tipo, eu tenho uma prima que estuda artes, ela pode desenhar a capa pra gente!
Zebedeus: Que prima? A Arianantes?
Jobriah: É, é! Ela mesma!
Zebedeus: Cara, ela não estuda arte porra nenhuma, ela só tem um estojo de caneta hidrocor!
Jobriah: É, é... OH, mas cara, tipo, ela desenha e tal! E ela não vai cobrar! Tipo, você tem grana pra pagar um artista profissional?
Zebedeus: Pode crê... não. Beleza, fala pra ela desenhar então.
Jobriah: Só tem um problema, você vai ter que dar um trato nela depois.
Zebedeus: O QUÊ??? MANO, CÊ PIROU??? ELA PESA 205 QUILOS E TEM CHEIRO DE COXINHA!
Jobriah: É, é... mas ela tá encalhada faz anos! Vai quebra o galho dela, faz favor?
Zebedeus: ... já sei, manda ela desenhar a capa e chama o Aquiles! Ele queria entrar na banda, diz que comer sua prima é o teste pra se tornar membro!
Jobriah: Mas meu, o Aquiles não sabe tocar nada!
Zebedeus: Beleza, ele pode ser o baterista então!

Essa é minha versão e me apegarei a ela.

Manowar – Anthology

As capas dos discos do Manowar podem ser consideradas as mais fodas, ou mais cretinas de toda a história da música, depende apenas se a pessoa que as está olhando já saiu da puberdade ou não.

Os membros da banda parecem eternamente presos a idéia de que o que eles consideravam MASCULINIDADE aos catorze anos, mantém-se igual pelo resto de suas vidas adultas. Isso explica porque todas as capas de álbuns da banda retratam sujeitos imensos avançando ameaçadoramente, possivelmente cercados de mulheres peladas, porque se há uma coisa que aprendi com Manowar, é que toda mulher em um raio de 100 km tira a roupa quando um bombado cabeludo e ameaçador vem em sua direção.

Então a banda decidiu lançar sua antologia e a dúvida bateu: “Como ilustrar a capa do álbum que traz nossos maiores trabalhos? Precisamos da imagem mais DE MACHO de todos os tempos!!!”

Alguém então sugeriu que os membros da banda ficassem semi nus, se cobrissem de óleo e deixassem que alguém tirasse uma foto, pois seria a imagem perfeita para o trabalho.

E o Manowar acreditou.

Agora, deixa explicar uma coisa, esta capa parece que exala MASCULINIDADE, mas é exatamente o contrário, ela absorve. Praticamente, um anti-Hokuto no Ken.

Eu sempre digo que se ler Hokuto no Ken, a pura MASCULINIDADE da série transformará seu corpo. Rapazes ficarão mais altos, peludos e sua voz se tornará mais graves, enquanto meninas... provavelmente engravidarão ao fim do primeiro volume da série.

Esse disco é o oposto, praticamente um vampiro de MASCULINIDADE. Se o tiver em suas mãos por tempo demais, rapazes se transformam no Ney Matogrosso e meninas viram a Rainbow Brite.

Ted Nugent – Scream Dream

Por mais ridículas que sejam as capas do Manowar, é compreensível que sejam feitas deste jeito, a banda é Inglesa. Enquanto líamos A Moreninha na escola, eles estavam lendo Senhor dos Anéis. O apego dos Britânicos com a fantasia medieval é algo plenamente justificado.

Totalmente ridículo, mas justificado.

Não é o caso de Ted Nugent, a encarnação de tudo que há de mais Redneck nos Estados Unidos, um cara que provavelmente acredita que guris de 11 anos devem andar armados com carabinas, para se defenderem contra ataques de urso, mesmo que vivam no meio de Nova York e em pleno século 21.

Enfim, a tentativa de Nugent de “ser medieval” fracassou de tantas formas que nem sequer tem graça. Ele quer passar MASCULINIDADE com esta imagem? Fracassou miseravelmente, pois tudo que vejo é angústia.

Isso mesmo, Ted Nugent grita de frustração, pois suas mãos se transformaram em guitarras, o que ironicamente o impede de tocar qualquer instrumento e continuar ganhando a vida como músico. Bem como ele não mais pode brincar com armas, pois precisa de polegares para disparar desde uma mísera pistola a um rifle... ou besta, em seu caso.

Pior ainda, ele terá de passar o resto da vida vestindo essa tanga, pois guitarras como mãos não são os membros mais adequados para se vestir uma calça jeans ultra apertada.

Oh, a ironia.

Adendo de algumas horas depois da postagem original: Acabo de descobrir pelos comentários, que Manowar é uma banda Americana e não Inglesa. Assim sendo, ignorem TUDO que leram neste parágrafo, pois tá errado. Agora vou me entregar a Vampira Docinho para que ela me espanque pelo engano.

Hmmmmm... Vampira Docinho...

Country Church

E no outro lado do espectro, temos os caipiras mais chatos do mundo posando para uma foto.

Digo, estas devem ser as pessoas menos interessantes de todo o universo. O momento de maior brilho na história desta família, foi o dia em que o bigodudo do meio viajou até a cidade grande e bebeu uma Schnapps de morango, algo que eles recontam aos parentes todos os Domingos na Igreja, para a perpétua estupefação de todos.

A menos... que isso seja apenas uma fachada.

Se aprendi algo com filmes de terror, é que toda família do interior Norte Americano, que mora no meio da nada, é um agrupamento de assassinos seriais em potencial. De facto, tenho certeza que a mãe espancou seus três filhos a vida toda, para que crescessem puros e bons servos do Senhor.

Hoje, eles raptam adolescentes transviados e os torturam de forma cruel, a fim de expurgar toda a saliência de seus corpos e fazer deles indivíduos justos e tementes a Deus! E mais, toda mulher é um ser vil e imundo, que espera apenas uma chance de tomar sua castidade e os afastar do bom caminho! Sim senhor, toda mulher... menos a Mama!

E tão vendo aquele celeiro ao fundo? Se prestarem atenção nos sons que vêm dele, escutarão uma menina torturada, ensangüentada e chorando, enquanto pede para ir pra casa...

...

MINHA NOSSA!!! POR QUE NINGUÉM BOMBARDEIA O MEIO-OESTE AMERICANO DE UMA VEZ???

C.J & Company – Devil’s Gun

C.J & Company é uma banda Disco… e… hmmmm… hããã... é. Nada mais tenho a dizer sobre eles.

Devil’s Gun foi seu maior sucesso e provavelmente único disco que alguém além dos pais dos músicos escutou. Acho que ninguém no planeta dá a mínima pra C.J & Company hoje em dia, nem mesmo historiadores musicais obcecados com a era da Disco.

E na capa temos BARBARELLA, símbolo sexual da década de 1960 e personagem mais popular de Jane Fonda, na época em que era a mulher mais gostosa do planeta.

Digo... o único personagem conhecido de Jane Fonda. Alguém se lembra de mais alguma coisa que ela fez, fora essa bobagem psicodélica?

E ainda digo mais, como Barbarella é chato, puta que pariu! Tentei assistir uma vez e fiquei mais entediado do que quando assisti o filme do Popeye! Isso mesmo, aquele filme abominável com Robin Williams no papel do marujo caolho e com elefentíase é mais interessante que esta idiotice estrelada por Jane Fonda.

“E o que isso tem a ver com a capa do disco, Aburamu?”

Não sei!!! Alguem achou que seria uma excelente idéia estampar a figura de Barbarella no álbum, nove anos depois do lançamento do filme. Hoje em dia é compreensível, pois o filme atingiu um status de Cult, mas em 1977, ainda não existia mercado de DVD para tornar filmes ruins em obras cultuadas devido aos milhares de cinéfilos que assistem bombas e acham que só eles entendem a genialidade por trás delas... CAAAAAAARAAAAAAA!!!

Sério, em 1977 as pessoas estavam mais interessadas em ver Obi-Wan se referir a Anakin como “Darth”, do que lembrar da cena da “Maquina de Orgasmos” presente em Barbarella.

É muito menos legal do que parece, confie em mim.

E a tal “Devil’s Gun” do título provavelmente é a arma que Jane Fonda segura heróicamente. Ahhhh, década de 1960 e suas armas laser que pareciam bombas para aumentar o pênis. Não é como hoje, que nossas armas laser parecem... Magnuns e Desert Eagles... só que disparando lasers ao invés de balas...

Algo me diz que as pessoas de 2050 vão rir muito das armas laser que aparecem nos filmes atuais.

Black Sabbath - Sabotage

Eu não entendo o sentido desta capa, eu juro.

Digo, os músicos estão em frente a um espelho, que magicamente não reflete suas bundas, colunas e clavículas. Tenho certeza que há um sentido oculto nesta imagem que eu nunca fui capaz de entender e para o qual não dou a mínima.

Mas não é por isso que este disco está aqui, e sim por... bem, Ozzy.

O QUE DIABOS O OZZY TÁ VESTINDO???

Claro, este disco foi lançado na década de 1970 e todo mundo se vestia feito um babaca naqueles tempos. Mesmo assim, os demais membros da banda estão trajados de forma razoavelmente sóbria, por que cacetes o Ozzy tá usando as roupas de uma prostituta babilônica?

Parece que ele tomou um porre, se encheu de açúcar, então molestou sexualmente o armário da Kelly Osbourne. 24 horas depois, ele se recuperou e foi correndo para a sessão de fotos que geraria a capa do disco, onde teve de enfrentar os olhares confusos e o silêncio desconfortável de seus colegas de banda.

E querem saber uma coisa engraçada? Meu irmão tem esse disco, e por anos eu achei que o nome da banda era “Sabotage”.

Queen – The Miracle

Um dia, Freddie Mercury teve a idéia de fazer uma apresentação em Chernobyl. Que se dane a radiação, pro inferno com as mutações, foda-se o perigo, O PODER DA MÚSICA A TUDO VENCE!!!

Uma semana depois, ele descobriu que Brian May peida muito enquanto dorme e John Deacon e Roger Taylor brigam pelo Amendocrem toda manhã.

Oh vida.

Village People – Do You Wanna Spend the Night?

Eu vou confessor pra vocês, adoro Village People!

Eles são divertidos, criativos e a música possui O ÚNICO ritmo do mundo que seria capaz de me fazer levantar a bunda gorda do sofá e dançar um pouco. Não que um dia tenha conseguido isso, mas Village People tem melhores chances de sucesso que qualquer horror que toquem hoje em dia nas baladas.

E então a década de 1970 acabou e levou consigo os poderes do grupo. Ninguém mais estava interessado em ver um índio, um policial e um operário pularem no palco enquanto cantam canções cheias de insinuações sexuais.

O grupo então pensou, “o que está fazendo sucesso hoje em dia?” Logo descobriram que a molecada havia largado a música Disco e agora se dedicava ao New Wave, bem como o mundo estava de joelhos (sem entender muito bem porque) para Boy George.

O Village People decidiu misturar ambos, na esperança de duplicar o sucesso de apenas um... e fracassou miseravelmente.

Que maquiagem pesada é essa? Como eles aplicavam? Abriam uma lata de tintas Suvinil, enfiavam a cara nela, depois rolavam a cabeça em uma mesa com glitter espalhado sobre sua superfície?

Olha que eu sou fã de Kiss, se tou reclamando da maquiagem de alguém, é porque forçaram a amizade.

E mais, as discretas insinuações presentes nas músicas da banda de tornaram declarações de sexo explícito. Uma coisa é cantar sobre a marinha e dar a entender que muitos gays a freqüentam, outra é declarar em ritmo dançante, que o que você mais quer é que um bigodudo lhe pague um boquete à noite, algo que tenho quase certeza, o Village People compôs uma música a respeito.

Felizmente, a nova fase do grupo afundou e eles voltaram à velha forma. Então se mudaram para Vice City e passaram a se apresentar todas as noites em seu clube, onde eram mortos com disparos de Rocket Launcher todas as noites, apenas para voltarem à vida no dia seguinte e serem mortos com lança-chamas.

Vanilla Ice – Cool as Ice

“Sério Vanilla Ice? Sério? Você vai sair de casa com essas calças? Digo, eu sou ridícula, pareço um personagem rejeitado nos primeiros dias de filmagem de O Clube dos Cinco, mas até eu acho que essas suas calças são uma afronta à raça humana!
E você realmente acha que alguém vai pensar que você é durão? Pode se enconstar na moto com óculos escuros e cara de mau o quanto quiser, você sempre será o cara que dançou com os Tartarugas Ninjas!”

E é isso que a garota da imagem está pensando.

John Travolta – Can’t Let You Go

Sim, O John Travolta, antes que os anos 80 apagassem qualquer relevância sua para o planeta e muito antes dos anos 90 a recuperarem.

Pois em algum momento de sua vida, Travolta decidiu se tornar o HOMEM DEFINITIVO e resolveu não apenas ser um astro de cinema como da música e gravou álbuns que suas fãs mais ardorosas devem ter comprado febrilmente, na esperança que cada disco trouxesse um tufo de pêlos de seu peito.

Mas há algo de estranho nesta capa, por que é tão... “enevoada”? E por que Travolta está sem camisa e com esse olhar de...

...

...

... de...

...

...

OH MEU DEUS!!! A capa é o ponto de vista de uma garota em quem o astro aplicou Boa Noite Cinderela!!! Ela está adormecendo enquanto um John Travolta pelado avança sobre seu corpo desfalecido para poder tirar proveito!!!!!

PELO AMOR DA MÃE DO GUARDA!!!!!!!

E pela expressão de Travolta, duvido muito que a menina que ele dopou seja maior de idade.

David Hasselhoff – Night Rocker

Provando que idéias ruins nunca fazem uma única vítima, David Hasselhoff também achou que ser um astro de Hollywood automaticamente o qualificava para ser um herói do rock.

Logicamente, isso causou muita tensão entre ele e K.I.T.T e os dois pararam de se falar. K.I.T.T tentou seguir com sua carreira nos teatros, atuando em Macbeth, mas é muito difícil interpretar Shakespeare quando se é UMA PORRA DE UM CARRO e ele logo se viu sem emprego, tendo de aparecer em humilhantes comerciais de concessionárias de automóveis para poder pagar o aluguel.

Hasselhoff por outro lado, acabou em Baywatch, onde podia passar o dia inteiro olhando para os MAGUMBOS IMENSOS de Pamela Anderson, na época em que ela ainda não era uma hecatombe.

Os dois passaram anos sem se falar, até quem um dia, no programa America's Got Talent (onde Hasselhoff era um dos juízes), uma garota tirou a roupa e começou a se esfregar em K.I.T.T, o que foi mais do que o suficiente para convencer o bom e velho Michael Knight a fazer as pazes com seu camarada.

É tão legal quando um homem e seu carro deixam as diferenças de lado e reatam a amizade, não?

Orion – Reborn

Quem é Orion? Por que picas eu deveria me importar que ele renasceu? E pra renascer é preciso usar essa máscara?

Mas que diabos?

Cattle Decapitation – Humanure

“Viu só, pequeno Timmy? Não é errado comer carne! Se uma vaca tivesse a chance, ela comeria a você e a todos que ama!”

PAN-PAN-PAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAN!!!

Whitesnake – Love Hunter

Whitesnake é pra mim uma das bandas de Metal Farofa definitivas. Não pela qualidade de seu som (isso é discutível), mas pelo fato de que não consigo imaginá-los vivendo em nenhuma outra época além dos anos 80.

Bandas como Poison, Motley Crue e Van Halen se adaptaram razoavelmente bem ao avanço do tempo e embora toquem as mesmas músicas há vinte anos, não dá pra negar que conseguiram se afastar da imagem absurda que tinham naquela década tão cheia de Gremlins.

Mas Whitesnake... não sei como estão hoje, mas não consigo imaginá-lo sem o visual bufante da década de 1980.

E a capa de Love Hunter prova que a banda estava à frente de seu tempo, pois mesmo tendo sido lançada em 1979, ela transborda a cultura do Rock da década seguinte.

Veja só, uma mulher pelada, impossivelmente curvilínea, transando com uma cobra e provavelmente dando a maior gozada de sua vida. Se tem uma coisa que o Metal farofa nos ensinou, é que todas as mulheres do mundo são monstros sexuais, capazes de dominar e transar com qualquer homem ou criatura quando o tesão fala mais alto... e nem mesmo OS DEUSES PODEM SE COLOCAR EM SEU CAMINHO quando isso acontece.

Se este video prova algo, é que esta lição é verdadeira.

E mais, tenho certeza que a garota da capa engravidou e deu a luz ao Twisted Sister. É a única explicação lógica.

Então, uma Feministóide horrenda (ela não se depila, cuida do cabelo ou se veste decentemente, pois acha que mulheres devem se valorizadas APENAS por sua inteligência), com cheiro de gato e que nunca leu nada na vida exceto Crepúsculo, se aproxima a passos largos e com um olhar fulminante:

“Sexismo, puro e simples! Somente homens objetificam a mulher desta forma! Uma mulher jamais usaria sexo de forma tão vil e baixa! Homens são perversos e estupradores! Todos, TODOS ELES!!!”

Hmmm, tenho algo a dizer pra você, criatura abissal que admira a Bella:

OBJECTION!!!

Nashville Pussy – Let Them Eat Pussy

TAKE THAT!!!

Tanto homens quanto mulheres podem ser de um mal gosto incrível na hora que decidem utilizar sexo para vender seus produtos.

Sem mais perguntas meritíssimo.

Dwarves – The Dwarves Must Die

Um anão crucificado e cercado de mulheres peladas oleosas... yep, agora sim eu vi de tudo.

E mais, na contra capa do disco, podemos ver as moças em NU FRONTAL COMPLETO!!! Isso mesmo, com direito a castores e tudo mais!

Eu tenho certeza que este disco vendeu alguns milhares de cópias só pra adolescentes que ficaram excitados com a capa e queriam bater uma pras modelos presentes nela ao chegar em casa. Tenho mais certeza ainda que estes guris escutaram o disco algumas centenas de vezes e tentaram se forçar a gostar da música, só pra terem uma justificativa melhor que uma mísera punheta para terem gasto seu dinheiro com isso.

"Ô Aburamu, você já mostrou mulheres peladas aqui no blog, como a cena de banho da Chun Li quando falou do longa animado de Street Fighter II. Por que censurou as mulheres peladas que não são desenhos? Isso não é hipocrisia? Felipe Neto é meu herói, HU-HU!"

É o seguinte: em muitos casos, uma mulher animada nua chama muito menos atenção que uma mulher real nua. Não sei por que, simplesmente é assim.

Se eu mostrar uma imagem da Chun Li no banho para as pessoas e depois mostrar uma imagem de Alex Sim-Wise na mesma situação, muitos “se chocarão” mais com a moça real do que com a desenhada.

E eu simplesmente quero evitar dores de cabeça futuras.

Mas enfim, voltando ao disco. Esta capa pelada e oleosa muito parece com um golpe de marketing de uma banda ruim, que quer engabelar os jovens onanistas, pois sabem que seu trabalho é péssimo. Um músico de talento real jamais faria isso, não senhor, não se...

John Lennon & Yoko Ono – Two Virgins

OH MEU DEUS!!! NÃÃÃÃÃÃÃO!!! AAAAAAAAARGH!!!! OS MEUS OLHOS!!! OS MEUS OOOOOOOOOOOLHOOOOOOSSSSSSSSS!!!!!

*GASP, GASP*

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Jesus Cristo, Lennon! Seu sacripanta bestial!!! Você realmente achou que as pessoas tavam interessadas em olhar pra sua piroca de Liverpool??? E Yoko... eu não a culpo pelo fim dos Beatles, mas santo macarrão, isso não quer dizer que a queira ver pelada pra conferir sua não-bunda!

Aposto que agora vocês tão felizes com a presença do Kuririn no artigo, não?

Mas bem, chegamos ao fundo do poço. O que mais falta? Tirarem uma foto da artista cagando e usarem isso como a capa de seu disco?

Millie Jackson – Back to the Shit

AH!!! MÁ VÁ PÁ PUTA QUE O PARIU!!!

Pelo menos, tenho certeza de que agora chegamos ao fundo do poço MESMO.

Herbie Mann – Push Push

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Falei cedo demais, de novo...

Cher – Take me Home

Eu pretendia falar muito mal desta imagem, mas considerando os demais horrores que compartilhei com vocês hoje, até que esta capa não é tão ruim assim. De fato, é bem bacana.

E a Cher é uma mulher muito sexy, devo afirmar. Por mais perigosa que esta armadura possa ser para qualquer ereção que se aproxime, ela ainda está muito bonita aqui, ah sim e como.

Obrigado por ter tornado esse artigo um pouco menos doloroso. Cher, rainha das GILF’s, eu a saúdo!

Scorpions – Virgin Killer

“Ah, qualé Aburamu! Tá viajando agora! Essa capa é besta, concordo, mas não é tão ruim quanto as outras! Me decepcionou! Vou parar de ler seu blog e fazer alguma coisa construtiva como... assistir Superpop!”

Vai em frente, meu nobre! Melhor ainda, que tal fazer um jogo enquanto isso? Ferva água até ela ficar escaldante e toda vez que a Luciana Gimenez falar alguma besteira, você dá um gole! Manda ver, vai ser divertido!!!

E concordo que esta capa não é a pior já lançada para um disco... mas a que ela substituiu sim. Virgin Killer usava uma outra foto, que eu simplesmente me recuso a colocar no blog.

Se não sabe de que estou falando, digite “Scorpions Virgin Killer” na busca de imagens do Google. Vai lá, eu espero.

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Viu?

Pois é, não é?

Eu gosto de me imaginar como um cara de mente aberta. Por mais abominável que um filme, música ou produto possa ser, eu defendo seu direito de existir. Se você não gosta de algo, não compre, simples assim.

Mas quando alguém decide colocar uma menina (que tinha 10 anos na época) pelada na capa de um disco... bom, esse é meu limite. Criança alguma deve ser explorada de forma tão horrível pra gerar grana pra adultos.

Calma, fica pior. A idéia de fazer esta capa veio de um dos produtores da gravadora da banda e há uma chance enorme de que a menina fotografada seja a filha do sujeito.

Agora imagine que um homem adulto mandou sua filha tirar a roupa em um estúdio, em frente a um fotógrafo (uma pessoa estranha para ela) e a falou para se sentar com as pernas abertas, de modo que sua vagina ficasse bem clara na foto.

É.

Tudo bem que os Scorpions são da Alemanha, um país que produziu mais vilões que o Stan Lee, mas qualé, pedofilia deve ser inaceitável até pro Caveira Vermelha e o Barão Zemo!

Eventualmente, chegou aos ouvidos da banda e de seus produtores que colocar uma menina pelada na capa de seu disco não era a melhor maneira de divulgar seu trabalho. A capa original foi substituída então por esta que vocês vêem acima, onde os músicos celebram o fato de que apenas precisaram gravar Winds of Change para escapar das acusações de pedofilia.

E depois de olhar bem pro bigodudo da capa e ver sua expressão abobada, tenho certeza de que o Seu Madruga teve pelo menos um filho ilegítimo na Alemanha.

Mas por hoje é só. Vejo vocês um dia.

Cheers!!!

sábado, 12 de março de 2011

Desenhos Banidos!!!

Acho que todos vocês já sabem que sou obcecado por desenhos animados, não? Bom, se não sabem, fiquem sabendo agora.

Eu amo animação, desde que me conheço por gente. E sempre preferi um bom desenho animado a um filme. Se um amigo me mandar escolher entre assistir Bastardos Inglórios, ou Meu Vizinho Totoro, garanto que Totoro vencerá todas as vezes.

Mas como qualquer bom nerd obcecado por algo, não fico satisfeito apenas em assistir, preciso conhecer a produção destes desenhos tão queridos e a história por detrás deles. E em minhas pesquisas, descobri que a produção de uma animação difere muito pouco da de um filme.

Os produtores de desenhos animados muitas vezes testam o limite de até onde podem ir com suas obras, seja porque acreditam em uma mensagem ou porque simplesmente querem fazer barulho. Seja como for, eles sofrem com censura da mesma forma que qualquer artista que trabalhe com cinema.

As vezes, as coisas são piores para a animação, pois ter o público infantil como alvo não o torna um alvo menos notável para os cães de guarda da censura, não senhor.

Assim sendo, vamos conhecer algumas animações, que por um ou outro motivo, foram tiradas de circulação nos Estados Unidos. Algumas chegaram ao Brasil intactas enquanto outras realmente se perderam, o que só aumenta o interesse sobre elas.

E vamos nós!

Coal Black and de Sebben Dwarfs

Sei que falar de desenhos da década de 1940 é covardia, mas quero escrever sobre esta animação há muito tempo e agora me pareceu uma boa hora.

Coal Black foi produzido em 1943 pela Warner Bros, como uma paródia ao então über sucesso da Disney, Branca de Neve e os Sete Anões.

A história se passa durante a Segunda Guerra Mundial e todos os personagens do conto original foram transformados em estereótipos negros, bastante comuns as produções da época. Inúmeras cenas da animação da Disney foram duplicadas com perfeição, mas com sérias conotações sexuais.

Coal Black and de Sebben Dwarfs faz parte do infame “Censored Eleven”. Onze desenhos produzidos pela Warner Bros durante a década de 1940 e que são considerados extremamente ofensivos nos dias atuais. Hoje estas animações foram recuperadas por motivos históricos, mas não desfrutam da mesma popularidade que outros desenhos da époda perante o grande público.

E o que há de tão errado nesta animação? A caracterização dos personagens é EXTREMAMENTE preconceituosa.

Sinceramente, eu acho que a maioria das pessoas que prega o “politicamente correto” são só sujeitos hiper sensíveis, que não querem enfrentar um problema real e que procuram chifre em cavalo pra poderem sentir-se um pouco menos medíocres.

Dito isso, EU acho que a representação dos personagens negros neste desenho é racista demais. E isso deve dizer um bocado.

Curiosamente, o diretor Robert Clampett acreditava que esta animação era uma homenagem ao Jazz e a cultura que o gerou. Incrível saber que existiu uma época em que uma paródia racista era o mais próximo que Hollywood conseguia chegar de demonstrar respeito à comunidade negra.

Agora, vejamos alguns desenhos mais modernos e menos racistas.

As Novas Aventuras do Super Mouse

Honestamente, sempre achei o Super Mouse um personagem cretino. Ele e o Vira Lata.

Mas que diabos? Eles são super heróis? Pra que vou querer assistir os desenhos deles se posso ver heróis de verdade no Batman ou Homem Aranha? E se eles são paródias, com certeza são as menos engraçadas que já vi.

Mas isso mudou em 1987, quando o lendário produtor Ralph Bakshi produziu uma nova série com Super Mouse e diacho, fez um trabalho nada menos que brilhante com o personagem.

Aqui, ele foi enviado para a Terra por seus pais, para fugir á destruição de seu planeta (um condomínio condenado, que estava para ser demolido). Já adulto, Super Mouse assume a identidade do repórter Mike Mouse e passa a usar seus poderes para combater o crime sempre que este surgir.

MIKE MOUSE!!! REPÓRTER!!! ÚNICO SOBREVIVENTE DE UM MUNDO CONDENADO!!! É ASSIM QUE SE FAZ UMA PARÓDIA, TÃO VENDO, SEUS IMPRESTÁVEIS???

O desenho era total e completamente insano, com um humor bastante arriscado para a época e que chamou a atenção de muita gente. De facto, muitos indivíduos famosos do meio da animação começaram aqui, como Bruce Timm (produtor de todo o universo animado da DC) e John Kricfalusi (criador de um desenho que daqui a pouco aparece no artigo).

A nova versão de Super Mouse agradou todo mundo e fez um bom sucesso, então... veio o episódio em que o herói cheirava cocaína... e as coisas mudaram um pouco.

Em uma história, Super Mouse está fraco e desanimado, para resolver o problema, ele pulveriza uma flor e a aspira... como que por encanto, ele recupera as forças.

Yep.

A cena foi a responsável pelo cancelamento do desenho, que durou apenas duas temporadas. Bakshi esperneou, reclamou, falou um monte, declarou que desde a época em que produziu Fritz The Cat (primeiro desenho da história Americana a receber a classificação “XXX”) suas produções são mal interpretadas, que qualquer desenho pode ser visto como obsceno e errado se tirado de contexto e blah-di-blah-di-blah.

Por mas que alegue inocência, o alto teor de humor adulto da série deixa bem claro que a equipe de produção quis forçar a barra com esta cena e ver se conseguiriam sair impunes.

Se lascaram, mas ao menos inspiraram toda uma geração de artistas a viverem pelas mesmas leis.

Beast Wars – Dark Glass

Pra quem não sabe, havia uma série bem bacana na década de 1990, chamada Beast Wars. Era uma continuação direta da série original dos Transformers e contava a história dos Maximals e Predacons (descendentes dos Autobots e Decepticons, respectivamente) em guerra em um planeta selvagem e inóspito.

Embora a animação em computação gráfica de Beast Wars tenha envelhecido consideravelmente (qualquer desenho atual em CG da Nickelodeon pode esbofetear Beast Wars com o pinto), os roteiros daa série eram incrivelmente bem escritos e mesmo hoje permanecem um exemplo de como um produto licenciado pode ser bem feito se tiver uma equipe decente.

No entanto, um episódio nunca do papel: Dark Glass. E fez uma falta incrível para a continuidade da série.

Ok, para entenderem o episódio, aqui vai um breve resumo de fatos importantes a ele:

Havia um personagem chamado Dinobot, ele era um Predacon que mudou de lado, pois estava insatisfeito com o comando de Megatron. Ele se aliou aos Maximals e embora fosse rude e tivesse um sério problema de controle da raiva, era um guerreiro honrado... na maior parte do tempo.

Na segunda temporada, Dinobot traiu os Maximals e deu uma ENORME vantagem estratégica para os Predacons. Graças a isso, ele passou a ser alienado pelo resto de seus companheiros quando voltou a lutar junto deles.

Dinobot finalmente se redimiu quando sacrificou a própria vida para salvar um grupo de primatas inocentes de serem chacinados pelos Predacons. Ele morreu como um herói e os fãs bateram continência, enquanto uma lágrima silenciosa corria de seus olhos.

Mas Megatron sempre teve uma obsessão nada saudável com Dinobot e na terceira temporada construiu um clone dele, mais violento que o original e sem nenhuma honra.

Eis que entra Dark Glass. Rattrap, o melhor amigo do Dinobot original, encontra um backup com a memória de seu companheiro no computador da nave, eis que ele fica obcecado em instalar estas memórias no clone, na tentativa de trazer seu camarada de volta.

De acordo com o roteiro que vazou, as duas personalidades de Dinobot duelariam pelo controle do corpo em cenas bastante angustiantes e o próprio Rattrap ficaria bastante perturbado em ver o conflito. Eventualmente, o clone venceria a briga e a mente do Dinobot original desapareceria, nada restaria a Rattrap, exceto se conformar que seu amigo estava perdido para sempre.

Aparentemente, os chefões da Hasbro não gostaram do episódio por ter “pouca ação”. Afinal de contas, sem pancadaria no desenho, as crianças não destroem seus brinquedos, nem vão correndo comprar novos. Pessoalmente, acredito que alguém considerou este episódio sombrio demais e achou melhor deixá-lo na gaveta.

Infelizmente, isso teve conseqüências para a continuidade da série. No episódio final, o clone de Dinobot começa a relembrar de sua vida como um guerreiro honrado e trai Megatron mais uma vez, o que é a chave da vitória dos heróis. Sem as memórias do Dinobot original, esta cena não faz o menor sentido e o que deveria ser um momento definitivo da série se torna apenas um buraco enorme na continuidade.

E aliás, o episódio que tomouo lugar de Dark Glass na produção foi “Go With the Flow”, onde três maximals se envolvem em uma aventura descendo o rio com crianças primatas.

É, um episódio importante pra série foi substituído pelo clássico “vamos fazer uma história em que os heróis são babás”.

Considerando que a Hasbro entregou sua franquia mais preciosa nas mãos de Michael Bay, eu nem devia me espantar.

E acabo de perceber que já escrevi sobre este episódio em um artigo passado... ah bem, acontece. Se não gostou, me processe, vamos, eu o desafio!!!

Gárgulas – Deadly Force

Na década de 1990, a Disney resolveu produzir uma série animada de ação mais séria, provavelmente influenciados pelo sucesso que a Warner Bros desfrutava com as animações de Batman e Superman. Assim nasceu Gárgulas, uma série que mostrava uma família de monstros medievais vivendo na Nova York do presente.

A série era muito bem escrita, seus escritores tinham muito cuidado com a continuidade e diversos temas sérios eram tratados, como analfabetismo e paternidade, algo incomum para produções da Disney.

Entra o episódio Deadly Force, criado especialmente para mostrar às crianças o perigo das armas de fogo.

Os Gárgulas tinham amizade com Eliza Maza, uma policial de Nova York que era o único contato do grupo com o mundo. Uma noite, ela recebeu a visita de Broadway, o mais infantil dentre os gárgulas do grupo. Eliza deixou sua arma sobre a mesa, Broadway adora filmes de detetives... e dois erros não fazem um acerto.

Exato, uma policial é alvejada por um tiro acidental em um desenho da Disney. Você não achou que viveria pra ver este dia, tenho certeza!

A moça vai pra cirurgia, Broadway se desculpa com ela e tudo fica bem, mas este episódio trouxe inúmeras conseqüências para a série. Posteriormente, Broadway cria total aversão a armas de fogo e fica furioso (até para os padrões do grupo) sempre que vê um bandido armado. Eliza por sua vez, aprende a cuidar melhor de suas armas e a vemos trancando seu revólver em uma gaveta em um episódio futuro.

Mesmo com a mensagem óbvia de que armas são perigosas e devem ser tratadas com cuidado, a Associação de Pais Desocupados da America declarou que o episódio era violento demais e ordenou seu banimento. Deadly Force ficou fora de circulação por oito anos, quando todo o sangue presente nele foi removido e a Disney pode trazê-lo de volta do limbo.

E o que aprendemos com essa história? Que não importa a boa intenção dos animadores, pais e mães desocupados sempre atacarão desenhos animados ao invés de tentarem... você sabe... educar seus filhos e assumirem responsabilidade por eles.

Haverão mais exemplos disso ao longo do artigo, não tema.

Pokémon – Férias em Acapulco

Sim, tem um episódio de Pokémon que remete a um episódio do Chaves. Certas coincidências dão muita graça à vida.

Mas bem, Pokémon tem sua cota de episódios banidos, mas todos no Ocidente. No Japão a maior parte deles circula livremente, exceto por um sobre o qual falarei daqui a pouco.

Enfim, no episódio de Acapulco, Ash destrói o barco de um transeunte inocente durante uma de suas brigas de galo glorificadas. Disposto a reparar o mal que fez, ele prontamente inscreve Misty em um concurso de biquíni, na esperança de que a ausência de curvas da amiga desperte o pedófilo interior de cada um dos juízes presentes e ela ganhe o prêmio em dinheiro.

Infelizmente, Jesse e James também estão interessados na grana e se inscrevem no concurso também. Ok, Jesse é uma gostosa por mérito próprio, mas James é um cara, como ele se inscreveu nessa merda e ninguém notou algo de errado?

Simples, ele apareceu com peitos IMENSOS no concurso. De fato, com o toque de um botão ele fez os peitos inflarem e ficarem ainda mais... aconchegantes. Claro, peitos infláveis devem ser uma comodidade muito fácil de ser encontrada no Japão, mas isso não explica como raios ele ficou com curvas femininas também.

E mais, quando os juízes preferem ele a Misty (oy, melhor curtir travesti que ser pedófilo), James aperta seus peitos e diz para a menina “é isso que faz as pessoas gostarem de você”.

É, boa mensagem.

Mas os poderes de tesão de James não adiantam, pois no fim a mãe do Ash compete também e leva o prêmio, o que mostra que todos curtem uma MILF.

O episódio foi banido por anos nos Estados Unidos, até que uma versão editada dele chegou ao país. Nela, o concurso de biquínis foi removido e o troféu que a mãe de Ash recebe no final diz “melhor mãe do mundo”.

Não sei se este episódio foi exibido em versão editada por aqui, mas todo fansubber que se preza o tem a disposição de seu público.

Sim, estou ciente de que todo mundo já assistiu este e aos demais episódios banidos de Pokémon! Vai encher o saco de outro, eu escrevo sobre o que quiser, ok?

Seus bichas!

Pokémon – A Lenda de Dratini

Sim, mais Pokémon. Acostume-se.

Neste episódio, Ash e seus lacaios chegam a Zona do Safari, aquela área do game que nos fazia gastar uma grana e um tempo miseráveis na esperança de que pudéssemos capturar um Dratini. Quando finalmente conseguíamos, passávamos dias o treinando para ele evoluir para Dragonite... e então descobríamos que o Dragonite era um bosta mais frágil que uma flor.

Mardição.

Na Zona do Safari, os heróis dão de cara com um velho que acha que é parte do elenco de Por Um Punhado de Dólares, e que aponta um revolver para todos que vê. De fato, ele ameaça dar um tiro na cara de Ash logo que o conhece.

Algo que todos já quisemos fazer ao menos uma vez, tenho certeza.

Eventualmente, a equipe Rocket chega ao lugar e Jesse mantém o velho refém sob a mira de um revólver também. Tudo acaba bem no final, mas não antes de várias situações que pareciam saídas de um filme de Robert Rodriguez.

O episódio foi banido por um motivo óbvio: ARMAS! Mostrar um adulto ameaçando uma criança com um revólver é algo impensável para a censura Americana, por conseqüência, nunca vimos cor desta história por aqui também.

Novamente, os Fansubbers distribuem este episódio livremente, pois grupos de fãs que legendam Animes não se importam muito se crianças estão sob a mira de revólveres empunhados por velhos psicologicamente instáveis.

Pokémon – Porygon! O Soldado Elétrico!

Eu gosto de Pokémon! E daí?

E sim, este é AQUELE episódio que fez a molecada ter ataques epiléticos no Japão.

Todo mundo conhece a história, então serei breve. Ash e seus lacaios entram em um computador para deter um Pokémon virtual, em um certo momento, o dito Pokémon dispara mísseis neles e Pikachu os detona com o Choque do Trovão, o efeito especial usado na cena fez a molecada Japa ter convulsões na frente da televisão e nunca soubemos se o Pikachu ganhou Level por este feito.

Por razões óbvias, este episódio nunca foi exibido nos Estados Unidos e foi permanentemente banido no Japão. Só Otakus terminais que o gravaram em sua exibição original possuem cópias do mesmo.

Novamente, alguns Fansubbers o distribuem, por menos sábio que matar seus clientes possa ser.

“Mas Ambrosia, isso tudo não é frescura? Digo, quem garante que a sequência de luzes do episódio foi o que fez mal pra molecada Japa? Até onde sabemos, pode ter sido a quantidade de tentáculos diários que elas precisam agüentar quando vão pra escola!”

Não posso afirmar quanto aos tentáculos, mas assisti a dita cena e não me senti muito bem depois. Claro, eu a vi sete vezes seguidas e muito próximo ao monitor do PC, mas mesmo assim, não foi algo agradável.

A cena está disponível no Youtube, para quem quiser ver. Não coloquei o link aqui porque... bom, não quero ser responsabilizado caso algum de vocês caia no chão espumando e balbuciando em dialetos antigos.

Mas quem quiser, vá em frente! Procurem, assistam e tentem me mandar suas opiniões quando estiverem no C.T.I.

A Vida Moderna de Rocko – Humor testicular

Rocko é um daqueles desenhos que forçava a amizade sempre que tinha a chance. Tudo bem que a Nickelodeon dava bastante liberdade a seus artistas (não consigo imaginar Hey Arnold em outra emissora), mas o criador Joe Murray parecia querer testar todos os limites do canal.

Muito do humor do desenho era sutil, feito de forma que a molecada não entendia, mas que era óbvia para seus pais, como o episódio em que Rocko arranja emprego como operador de Tele Sexo ou quando ele e Vacão se hospedam em um motel de beira de estrada e o gerente pensa que os dois são um casal gay.

Mas algumas piadas eram mais óbvias que outras, como a masturbação do Vacão e a vez que Rocko comeu o testículo de um urso.

...

...

...

Sim, você leu direito.

Em um episódio, Vacão dorme em uma fazenda, na área onde ficam as outras vacas. Um fazendeiro então conecta uma mangueira a ele, na esperança de ordenhá-lo e... é.

Aqui, dê uma olhada.

E em outro episódio, Rocco e seus amigos estão no campo e Rocko arranca uma frutinha circular de um arbusto e a come. Em seguida um urso sai de trás do arbusto e corre, com expressão de dor nos olhos e as mãos na virilha.

... é...

Não estou certo sobre a masturbação de Vacão, mas a cena do arbusto foi cortada do episódio original e nunca mais foi exibida na televisão Americana. Tenho certeza que pelo menos a primeira passou por aqui, pois os censores da televisão Brasileira são inacreditavelmente relapsos em seu trabalho, algo pelo qual agradeço a Deus diariamente.

Mas sei que vocês pararam de prestar atenção a tudo que escrevi assim que leram que Rocko comeu um testículo de urso. Ah bem, aqui está a cena.

Feliz? Agora volte a prestar atenção no artigo! Foco, vamos!

Ren & Stimpy – Man’s Best Friend

Se Rocko tentava enganar a censura de forma sutil, Ren & Stimpy cagava na boca dela e ainda dizia “isso não é mousse de chocolate, é bosta mesmo!” A série contava as aventuras de Ren, um chiuaua neurastênico e violento, e Stimpy, um gato semi retardado que era seu companheiro e eterno saco de pancadas.

O humor de Ren & Stimpy baseava-se em escatologia, violência extrema e um machismo tão descarado que cada episódio lançado fazia os direitos da mulheres regredirem em dez anos.

Permitam-me um adendo para explicar melhor o quanto a série é barra pesada.

Eu me considero um cara razoavelmente vivido em relação a desenhos animados. Já assisti centenas de pérolas da animação ao longo da minha vida, desde obras de qualidade inquestionável como A Bela e a Fera e Akira, até horrores como Heavy Metal 2000 e Apocalypse Zero.

Diga-se de passagem, Apocalypse Zero é uma animação onde uma mulher gigante e obesa de 900 quilos que não depila a virilha e anda por aí vestindo apenas faixas de couro, agarra uma ninfeta e a espreme até a menina expelir os intestinos pela boca.

Em outras palavras, não existe muita coisa capaz de me chocar em um desenho animado.

Pois bem, Ren & Stimpy... eu não consigo assistir a maioria dos episódios até o final.

Só pra citar um exemplo, há uma cena em que todos os dentes de Ren caem e ele começa a puxar os nervos expostos com uma Pinça.

...

A série é cheia de momentos assim.

Mas o limite supremo foi atingido com o episódio Man’s Best Friend. Nele, um maluco chamado John Liquor adota Ren e Stimpy e começa a adestrá-los. O treinamento do cara é pura e simples tortura, mas nem é o pior da história, não senhor.

Ao final do episódio, Ren imobiliza John, apanha um remo e começa a espancar o homem com uma brutalidade excessiva até mesmo para os padrões da série. A cada close no rosto de Liquor, ele fica mais disforme, enquanto Ren gargalha alucinadamente durante a surra.

Kricfalusi finalmente conseguiu apertar o botão vermelho dos chefões da Nickelodeon e foi demitido da empresa. Ren & Stimpy foi cancelado e a carreira do animador foi pro brejo, tudo que lhe restou foi dirigir dois episódios do Zé Colmeia para o Cartoon Network (porque algum dos chefões do canal deve tê-lo visto pedindo esmolas e se condoeu), fazer a animação de um clipe da Bjork e depositar todas suas fichas restantes em Ren & Stimpy: Adult Party Cartoon, uma versão ainda mais extrema de suas criações e que terminou de afundar o pouco que restava de sua credibilidade.

O episódio Man’s Best Friend está presente no DVD de Adult Party Cartoon, com outros cinco episódios que parecem ter sido criados apenas para chocar ao público. O conteúdo destes episódios era tão horrendo, que Billy West, um dos dubladores originais do desenho, se negou a participar deles, com medo de que isso machucasse sua carreira.

Todos os episódios de Adult Party Cartoon foram exibidos no Brasil pelo Canal VH1 e contavam com os dubladores da época que a série era exibida na Nickelodeon.

Lamento muito por todos eles.

Buzz Lightyear e o Comando Estelar - Supernova

Eu sempre me perguntei se Tim Allen, o ator que dubla o Buzz nos filmes de Toy Story, também tinha emprestado sua voz para a série animada. Acabo de descobrir que não, foi Patrick Warburton que o fez.

Boa Tim Allen, bancando o superastro! Até parece que sua carreira é lá grande coisa pra dispensar o trabalho em uma série animada. Sir Patrick Stewart dubla desenhos, QUEM VOCÊ PENSA QUE É?

Aliás, eu odeio Matt LeBlanc! Você sabe, o Joey, de Friends! E por que? Porque escutei uma entrevista dele em Dezembro para o programa de Opie & Anthony, em que ele fala com enorme desprezo de uma colega sua que saiu de uma série da HBO e “não era grande coisa como atriz, por isso agora dubla desenhos”.

VÁ SE FODER, MATT LEBLANC!!! VOCÊ NÃO MERECIA FICAR COM A RACHEL E FICO FELIZ QUE SUA SÉRIE “JOEY” TENHA SIDO UM FRACASSO!!! ESPERO QUE VOCÊ TENHA CÂNCER NA LÍNGUA E SEU MAXILAR CAIA!!!

...

...

...

Eu levo dublagem muito a sério.

...

...

...

Mas voltando ao desenho, Buzz Lightyear e o Comando Estelar supostamente é a série que Andy assiste e que o fez querer o boneco de Buzz Lightyear no primeiro Toy Story. Por que só o Buzz e não os demais personagens, jamais vou saber, não existe uma criança no mundo que fique satisfeita em ter apenas o Duke quando começa a gostar de G.I Joe.

Enfim, no episódio em questão, Buzz e seus amigos atendem um chamado de emergência de uma nave médica que está prestes a explodir. O dia é salvo graças a Mira (a garota azul linda e sexy do grupo), que assim como Kitty Pryde, pode se tornar intangível e atravessar objetos. Ela “entra” no cristal que energizava a nave e o estabiliza, o que resolve todos os problemas.

Infelizmente, ao fazer isso, a menina recebe uma descarga de energia que a deixa... “animada”. Eventualmente, o efeito da descarga passa e ela volta ao cristal para receber mais uma dose, logo, Mira passa a entrar escondida na nave para receber uma dose nova por hora.

Buzz e os demais percebem o vício de Mira e tentam ajudá-la, mas ela não dá bola, diabos, o pai da menina tenta fazê-la perceber o problema, mas ela acredita que ele está sendo o velho super protetor de sempre.

No fim do episódio, o vilão Zurg captura Mira e usa seu vício para fazê-la manter estável o cristal que abastecia uma de suas armas. O Comando Estelar a salva e seu pai revela a Mira que ele passou pelo mesmo problema no passado, por isso sabe o que a filha anda aprontando, é então que Mira percebe que tem um problema e aceita ajuda.

O episódio tinha uma mensagem anti drogas MUITO clara. A menina bonita do grupo se vicia e se deteriora (algo que chama mais atenção do que se o viciado fosse o alien grandão e gordinho) ao ponto de ajudar involuntariamente seu inimigo, só pra conseguir outra “dose”, um tema bastante sombrio para um desenho Disney. Mais ainda, o episódio mostra o pai de Mira como um ex-viciado, que o que mostra que as pessoas podem superar seu problema com drogas, contanto que o reconheçam e busquem ajuda.

Os executivos da Disney devem ter ficado muito satisfeitos com este episódio e sua mensagem, mas infelizmente, a associação de pais desocupados da América mais uma vez bateu o pé e declarou a história inadequada, pois “podia estimular seus filhos a usarem drogas”.

...

É.

Super Nova foi exibido apenas uma vez em 2000 nos Estados Unidos e nunca mais viu a luz do sol depois deste ano. Não sei se o episódio foi exibido no Brasil, pois no começo da década de 2000, eu tinha coisas mais importantes pra fazer do que assistir Disney Cruj (terminar Chrono Cross pela 16º vez consecutiva por exemplo).

Pedirei ajuda às forças superiores para sanar esta dúvida: Guilherme Briggs, se estiver lendo este artigo, você se lembra de ter dublado este episódio?

*Senta e aguarda resposta enquanto joga Project Diva 2*

Tiny Toon – One Beer

Qualquer pessoa que cresceu na década de 1990 tem lembranças muito carinhosas de Tiny Toon, um dos primeiros desenhos animados produzidos para a molecada, mas que era inteligente o bastante para agradar os espectadores mais barbados.

Tiny Toon também era uma série que forçava a barra inúmeras vezes e teve mais episódios banidos (como Night of the Living Pets, sobre o qual falarei em outra ocasião). Claro, não era como Animaniacs que vez ou outra sexualizava a imagem infantil de Dot e que fez a baixinha proclamar que fazer fio-terra no Prince era uma má idéia.

Eu juro.

Mas mesmo assim, Tiny Toon forçava a barra mais do que os demais desenhos da época e a gota d’água veio com o episódio One Beer.

Aqui, Perninha encontra uma cerveja na geladeira de sua casa e resolve dividi-la com Plucky e Presuntinho. Após UM GOLE os três se transformam em mendigos fedidos e desdentados, que vadiam pela cidade e são inconvenientes ao extremo.

Os três tentam passar um xaveco em Lilica, Fifi e Leiloca, mas o bafo de birita deles afasta as garotas. Eles então roubam uma viatura de polícia e saem fazendo barbeiragens, até que finalmente se jogam de um precipício e morrem.

No fim, os três são vistos tirando as roupas de anjinhos (eles morreram e foram pro Céu, claro) e vão embora dos estúdios da Warner, enquanto Perninha declara: “Espero que as crianças tenham entendido a mensagem.”

O episódio foi banido do Cartoon Network, mas eventualmente voltou a circular através da Nickelodeon, que era muito mais liberal em relação a seus desenhos do que as demais emissoras.

Novamente, pais se revoltaram contra o episódio, pois acreditaram que “estimularia seus filhos a caírem na bebida”. Além da fala final de Perninha, ele ainda diz no começo do episódio que “hoje mostraremos os perigos do álcool”, o que deixa óbvio que a história era uma crítica. Não adiantou, pois todos sabemos que desenhos animados estimulam as crianças a se tornarem alcoólatras e não o fato de verem o papai entornar litros e litros de cerveja todos os dias.

No Brasil, o episódio foi exibido sem problemas, pois a Rede Globo não dá a mínima para o que exibe em sua programação infantil. Se fosse o caso, a molecada da minha geração não teria sido forçada a agüentar a Xuxa por mais de uma década.

Dexter’s Rude Removal

Ahhhh sim, Dexter’s Rude Removal! O desenho que me levou a escrever este artigo!

Dexter’s Rude Removal não é exatamente um episódio banido, pois nunca foi produzido para exibição pública. Ele existe apenas para ser desfrutado por funcionários do Cartoon Network em festas da empresa.

Mas ele foi exibido publicamente uma vez, na Comicon, durante uma palestra de Genndy Tartakovsky, criador de Dexter.

Ao fim da palestra, uma funcionária do Cartoon Network pediu a todos os menores de 18 anos para levantarem as mãos e então disse para saírem da sala, pois não poderiam assistir o que viria a seguir (cada um deles ganhou um presente exclusivo do Cartoon Network, como compensação), depois, ela alertou aos que ficaram que não queria ver NINGUÉM FILMANDO, pois estava autorizada a confiscar qualquer câmera presente.

Claro que ela não tinha esse poder, mas intimidar nerds não é difícil.

E em seguida, começou a exibição de Dexter’s Rude Removal... e logo no título, Dexter exibia a bunda pra platéia enquanto DeeDee mostrava o dedo do meio.

No episódio, Dexter constrói uma máquina capaz de remover a maldade de uma pessoa, para que assim possa se tornar o menino perfeito. DeeDee invade o laboratório, mexe na máquina, merda acontece e gêmeos malignos dos dois são criados.

Os gêmeos DO MAL nocauteiam o Dexter e a DeeDee originais e então começam a disparar uma enxurrada de palavrões um contra o outro. A DeeDee maligna chama o clone de Dexter de “Seu necrófilo do caralho” em uma cena.

Então, a mamãe os chama pra jantar, os dois vão até a cozinha (ainda proferindo mais palavrões que um personagem de Quentin Tarantino) e sentam para comer, o que fazem disparando peidos e arrotos em uma velocidade incrível.

Mamãe pergunta se o jantar está bom, o que leva Dexter a dizer “essa merda tá boa pra caralho” e gera a resposta “não fala caralho na frente da porra da mamãe” de DeeDee.

A mãe desmaia, os gêmeos do mal continuam xingando e é quando o Dexter verdadeiro surge com outro invento e os neutraliza. Ele prontamente suspira de alívio e declara “que bom que os detemos antes que fizessem mal a alguém”.

É quando mamãe aparece, com uma barra de sabão na mão e um olhar furioso! A câmera fecha em Dexter que só pronuncia “Ai, porra” e o episódio acaba.

Agora, qual a veracidade dessa história e quais as chances deste episódio existir mesmo?

Não sei, sinceramente. Ví mais de um relato pela internet de pessoas que dizem ter visto este desenho na Comicon, mas é difícil de acreditar que esta pérola realmente existe e nunca vazou na internet (nada mais fica em segredo muito tempo hoje em dia).

Se querem minha opinião, acho que existe apenas UMA CÓPIA desta animação e Tartakovsky a guarda muito bem em casa. O artigo de hoje já deixou claro que existem muitos babacas moralistas nos Estados Unidos e se este episódio vazasse de repente, poderia custar muito ao senhor Tartakovsky.

Acredito que eventualmente este desenho vai aparecer no Youtube, mas por hora, devemos ser pacientes.

Paciência Padawan. Coisas boas vêm para quem espera.

E por hoje fico por aqui. Queria encerrar o artigo com uma mensagem de boa fé e relevância, mas direi apenas Yammi-yammi-yammi-yamma!

É, isso.

Cheers!!!

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