sexta-feira, 30 de julho de 2010

Animes violentos e bacanas!

Allonz enfants!!! Como estão vocês?

Se vocês se lembram de meu último artigo, eu afirmei ter redescoberto meu amor por Animes, que estava dormente há pelo menos uma década. Desta forma, gastei as últimas duas semanas enchendo o rabo de animação Japonesa, de todos os tipos e todos os jeitos.

Ooooohhhhhh sim, que coisa gloriosa!

Mas não busquei qualquer Anime, fui atrás dos mais violentos que poderia encontrar. Vejam vocês, o aspecto que me atraiu para a animação Japonesa em primeiro lugar foi a falta de pudores da mesma em mostrar sangue e morte.

Claro, eu adoro He-Man, mas as vezes eu queria que ele matasse os moradores da Montanha da Serpente ao invés de simplesmente jogá-los na lama. Se ele cravasse a Espada de Grayskull no crânio do Homem Fera, eu tenho certeza que isso seria uma tremenda pá de cal nos planos do Esqueleto.

Quando percebi que GENTE MORRIA em desenhos Japoneses, imediatamente fiquei fascinado pelos mesmos. Mas com exceção de Vampire Hunter D (que eu acredito, foi o terceiro Anime que assisti na vida), raramente eu encontrava animações que extrapolavam os limites da violência.

Até agora...

Sim, hoje em dia é muito mais fácil encontrar séries cheias de vísceras, decapitações e desmembramentos e assim sendo, passei os últimos dias apreciando animações tão brutais que fariam Rob Zombie acenar em silenciosa aprovação caso as visse.

E é sobre estas séries que falarei hoje! CONTEMPLEM!!!!!

Antes de prosseguir, devo avisar que há imagens bastante sanguinárias no artigo de hoje. Se você é sensível ou simplesmente uma bicha fã do Restart, é melhor deixar passar o artigo de hoje e ler o da semana que vem.

...

Ou o que será publicado em duas semanas, o que considerando meu atual ritmo, é uma expectativa muito mais realista.

Enfim, sem mais delongas, vamos nós!!!

Bludgeoning Angel Dokuro-Chan

E já começamos bem, com um Anime que eu nem consegui assistir.

A verdade é que só descobri este Anime após duas semanas de busca, a esta altura meu HD já está lotado e como meu PC tá tão bichado no momento que nem me deixa gravar DVD’s pra aliviar espaço, bem...

Não me olhe assim, você faz a mesma coisa! É SIM, VOCÊ MESMO SEU ENRUSTIDO!!!

Mas eu assisti quilos de vídeos sobre esta série no Youtube, então acho que posso falar brevemente a seu respeito sem me envergonhar muito.

Pois bem, aqui temos o jovem Sakura Kusakabe (nada de bom pode vir de alguém chamado “Sakura”), um estudante comum, que está destinado a fazer da Terra o MUNDO PEDÓFILO, ao criar uma tecnologia que impede as meninas de envelhecerem após completarem 12 anos.

... só no Japão mesmo...

Deus fica enfurecido com isso, pois o garoto indiretamente criou a imortalidade. Para remediar a situação, é enviada uma anjinha assassina chamada Dokuro, para reduzir o menino a uma névoa vermelha e marcas de digitais.

Espera... o menino vai criar uma maneira de fazer as mulheres pararem de envelhecer pra poder encaixar o Lego com crianças pelo resto da vida e Nosso Senhor Todo Poderoso fica puto por causa da imortalidade que isso gerou? A pedofilia não o incomoda nem um pouco?

...

...

...

Que seja!

Enfim, Dokuro não quer matar o menino e resolve colocá-lo no bom caminho, para isso ela o provoca impiedosamente e lhe mostra sua calcinha sempre que tem a oportunidade, o que marca este como o melhor estilo de reabilitação já criado.

Eventualmente a série se torna uma daquelas comédias estilo harém, onde um babaca sem atrativos passa a morar com várias meninas adoráveis e lindas, eventualmente se apaixonando por aquela que dá nome ao desenho.

E por que este desenho abre um artigo sobre Animes violentos? Porque em todo maldito episódio, Dokuro mata Sakura de alguma forma horrível, seja arrancando sua cabeça com uma porrada, seja o estrangulando por acidente, seja o partindo no meio com outra porrada ou arrancando seus olhos sem querer ao brincar de “adivinha quem é?”

Ela o ressuscita segundos depois (com o incrivelmente fofo mantra Pi-piru-piru-piru-pi-piru pi!), somente para eliminá-lo de maneira ainda mais grotesca conforme a história prossegue.

E... é.

Tsutomu Mizushima, diretor desta série, também foi o responsável por diversos longas metragens de Crayon Shin Chan. Considerando sua experiência para lidar com crianças animadas sociopatas, não consigo imaginar ninguém mais adequado que ele para o trabalho.

Agora, quero falar dos Animes que realmente assisti nas úlltimas semanas, antes que o resto de minha credibilidade jornalística vá pro ralo.

Ninja Scroll

Desse aqui você ouviu falar, tenho certeza! Qualquer moleque que curtia Anime nos anos 90 e que honrava suas bolas assistiu Ninja Scroll. De fato, este, Street Fighter II, Ghost in the Shell e Akira eram os quatro Animes que TODO MUNDO tinha em casa na época.

Bons tempos, bons tempos.

Ninja Scroll é cria de Yoshiaki Kawajiri, aclamado diretor de animação que nos deu pérolas como Wicked City, Vampire Hunter D Bloodlust e dois episódios de Animatrix (Program e World Record). Ele também trabalhou em bostas como Highlander: The Search for Vengeance e X... mas ninguém é perfeito.

A história nos mostra Jubei, um espadachim errante que tem assuntos a tratar com um lanfranhudo que o ferrou e a seus companheiros de batalha no passado. Temos uma disputa entre o governo e o lanfranhudo em questão por causa de uma mina de ouro e no meio do caminho, muita gente morre de formas horrendas. Jubei conhece também Kaede, uma linda ninja (o tipo de beldade que só Kawajiri consegue criar) que se torna sua companhia relutante ao longo da história e que é a personagem mais interessante do longa.

Pra ser muito sincero, não entendi muito bem a história do longa até hoje, não que seja mal escrita, mas por muito tempo só tive acesso a cópias dubladas em Inglês. Qualquer um que tenha tido o desprazer de assistir a uma dublagem Americana de Anime sabe o quanto elas podem ser ininteligíveis:

Vilão: gAh ChyUbay! wE wANs datH SoRD, AiT’S wORf Et LIS dhU anDReD pISCis oV gUld! HAHAHAHAHA!
Jubei: U Gand Asg Doo Andred Bissus Ó Gol Vo A Sôd! U Asgin Doo Mach! U Da Foo!
Vilão: dAYn iT, ChyUbay!

Recentemente consegui uma cópia legendada, mas ainda não tive paciência pra assistir. Mesmo que agora vá compreender a história, é difícil me convencer que esta não será a mesma experiência frustrante das outras 28 vezes.

Ninja Scroll tem belíssimas cenas de ação que sempre acabam mal pra um dos envolvidos, ou alguém acaba com uma lâmina enfiada no crânio, ou perde os braços, ou é partido ao meio. Mortes limpas não são uma constante aqui.

Mas definitivamente, a cena que fica gravada a ferro em brasa na memória de todos que assistem Anime é o estupro de Kaede.

Veja bem, sempre que presenciamos um estupro em um Anime, a vítima fica corada e geme bastante. Me corrijam se eu estiver errado meninas, mas estes são os sinais universais que demonstram que a mulher está gostando do ato sexual.

Kaede não tem essa reação. De fato, ela faz a cara de nojo mais notável que já vi em uma Animação, como se estivesse apertando os dentes com toda a força pra não morder a própria língua. E os únicos sons que saem de sua garganta vêm do esforço astronômico que ela faz pra não vomitar durante esta provação.

Nenhuma das mulheres presentes em minha vida foi estuprada (graças a Deus), mas imagino que esta, ESTA é uma representação bastante realista do que uma mulher sente quando um homem com o triplo de seu tamanho a imobiliza e a força a fazer este tipo de coisa.

Claro, Kaede é eventualmente salva por Jubei, mas ela não esquece do que lhe aconteceu assim que a cena muda. No momento que informa seu superior que sua missão fracassou, o sujeito está com uma prostituta, bem em meio ao ato. Kaede recebe novas ordens dele (que em momento algum interrompe o que está fazendo) enquanto vê com extrema repulsa o político movendo sua pélvis contra a da outra garota.

E em seguida, em um dos raros momentos de fraquezas demonstrados por ela, Kaede se curva no chão e chora, com nojo de si mesma e de todos, devido ao que lhe aconteceu. Novamente, uma atitude que me parece bastante realista para uma mulher que foi violada de forma tão brutal.

Curiosamente, Kawajiri dirigiu Wicked City (lançado aqui no Brasil como Poderes Eróticos) alguns anos antes. Esta obra pode ser considerada a animação erótica de maior orçamento já lançada no Japão e possui algumas das cenas de sexo mais bem feitas e excitantes de todos os tempos.

É um daqueles desenhos que o sujeito tem de assistir com uma almofada no colo, caso tenha amigas presentes. Mas como este é o sinal universal da ereção inconveniente... que se dane, deixe que elas vejam, elas vão saber o que está te acontecendo de uma maneira ou de outra.

Diabos, quem sabe você dá sorte?

...

De um parágrafo que defende e entende mulheres vítimas de abuso a outro que estimula os leitores a assediarem suas amigas. Acho que cruzei um limite terrível em menos de cinco minutos.

Enfim, Wicked City possui uma cena onde a heroína é estuprada e sua reação é a típica do gênero: gemidos, suspiros e cara de quem está tendo doze orgasmos por segundo.

Em algum momento, uma das mulheres da vida de Kawajiri deve ter assistido a este Anime, o puxou de lado depois e disse “Viu, não é assim que uma mulher reage quando é estuprada!” Prontamente, ele decidiu corrigir o erro em sua obra seguinte e o fez com grande maestria! Bravo, Kawajiri-San!

Eu só gostaria que Wings of Honnemiase tivesse tratado estupro com a mesma seriedade.

Ninja Resurrection

Ninja Resurrection é provavelmente um dos animes mais injustiçados de todos os tempos, a começar pela sua origem.

Reza a lenda que o estúdio Phoenix Entertainment estava mal das pernas e precisava de uma grana extra urgente para concluir a sua obra de arte, o OVA de Robô Gigante. Desta forma, decidiram lançar uma série de orçamento mais baixo, baseada em um famoso romance da época do Shogunato e que supostamente resolveria seus problemas financeiros.

Não deu certo e a produtora precisou rodar bolsinha na esquina pra descolar a grana necessária para financiar o resto de Robô Gigante, cujos sete episódios levaram quase uma década para serem lançados.

Aliás, a série nunca foi completada, apenas dois episódios existem.

Ninja Resurrection foi baseado no romance Makai Tensho, de Futaro Yamada, publicado em 1967 e que usa o cenário da Rebelião de Shimabara como pano de fundo para a história. Basicamente, foi uma revolta de Japoneses Cristãos contra o governo, em que eles foram liderados por Amakusa Shiro Tokisada.

Sim, AQUELE Amakusa que você não conseguia derrotar no final de Samurai Shodown.

Pois bem, no romance, Amakusa não fica na dele depois de morto, como aconteceu na vida real. Ele DESPIROCA E ENLOUQUECE FEITO A LOUCA DOS GATOS após o massacre e se alia ao capeta pra obter sua vingança. Mais ainda, ele traz de volta a vida personagens históricos e lazarentos para auxiliá-lo nessa missão.

Devo dizer que Ninja Resurrection foi o Anime mais grotesco no fim dos anos 90, um período que eu pessoalmente considero extremamente frozô para os Animes. As coisas mais pesadas que um sujeito podia assistir nesses sombrios tempos eram Ah! My Goddess e Video Girl Ai.

Ok, no primeiro episódio, Jubei Yagiu, o samurai mais usado da história do Japão, junta seu pelotão de soldados ninjas e ataca a rebelião de Shimabara sozinho, fatiando todo mundo que encontra pelo caminho. Duas crianças fofinhas são mortas no processo e Jubei usa suas cabecinhas decapitadas como forma de distrair Amakusa a fim de lhe dar o golpe fatal.

Isso só no primeiro episódio.

No segundo, temos um estupro que parte uma garota ao meio (oh, você pensa que eu estou brincando), desmembramentos, um guerreiro estripado que usa seus intestinos como tentáculos para matar seus agressores e Amakusa renascendo como um demônio.

Agora, quando eu falo “renascendo”, entenda isso literalmente. Uma garota é fecundada, tem uma gestação completa em segundos e Amakusa sai de dentro dela já adulto... de facto, ele força uma cesariana na menina pra sair.

É, pois é.

Aliás, a distribuidora Americana rebatizou Makai Tensho como Ninja Resurrection e divulgou a série como se fosse a continuação de Ninja Scroll. Como a animação é muito inferior e as duas histórias não tem absolutamente nada a ver uma com a outra (exceto pelo herói de ambas se chamar “Jubei”), a resposta dos fãs não foi das mais positivas. De fato, os desafio a encontrar UM review sequer deste Anime que fale bem dele.

O que marca que provavelmente sou o único fã que este OVA tem no mundo. Ai de mim...

Baoh – The Visitor

Conversemos então de um OVA totalmente obscuro, sobre o qual acredito que muita gente sequer ouviu falar.

Baoh é uma criação de Hirohiko Araki, que alcançou fama no meio ao criar a gigantesca e incompreensível série Jojo’s Bizarre Adventure, que todos nós só conhecemos porque a Capcom lançou um game de luta bem bacana baseado nela para o PsOne e o Dreamcast.

Você sabe, aquele game cujas únicas personagens femininas são uma odalisca semi nua e uma morena em cujo Special seus peitos inflam, explodem e disparam tachinhas no adversário.

É... então.

Mas Baoh é o produto de uma época em que Hirohiko ainda não recebia cheques de Royalties da Capcom e estava lutando pra ganhar o pão nosso sem recorrer a produzir pornografia. Baph nos prova que as vezes é melhor desenhar o bom e velho entra-e-sai-entra-e-sai-de-novo do que criar algo novo.

E quando eu digo “novo” estou sendo extremamente gentil.

Lembra quando você era pequeno, brincava com seus amigos e ia inventando uma história pra acompanhar a partida? Você misturava coisas de filmes, seriados e desenhos que gostava e ia inventando conforme avançava?

Pois é, o mesmo que M.Night Shayamalan parece fazer na maioria de seus filmes.

Em Baoh, boa parte do enredo foi roubado do Kamen Rider original, o resto foi copiado de filmes de Hollywood, com uma pitada de coisas genéricas encontradas em ficção científica Japonesa.

Aqui temos Ikurou, um rapaz que é seqüestrado por uma organização DO MAL e que tem um parasita implantado em seu cérebro, o que lhe dá super poderes e o torna praticamente invencível. Logicamente ele foge, faz amizade com Sumire, uma menina sensitiva (o que seria do Cyberpunk Japonês sem P.E.S?) e mata todos os capangas que os vilões mandam contra ele.

O Mangá durou um ano e gerou míseros dois encadernados, fracasso que demonstra que os Japoneses tinham pouca tolerância a cópias no passado. Como Bleach faz sucesso, acho que esse tipo de postura mudou em algum momento entre 1984 e 2001.

Eventualmente Hirohiko aprendeu a desenhar a e escrever sem roubar (muitas) idéias dos outros e fez sucesso com o já mencionado Jojo. Baoh foi eventualmente varrido para os anais da obscuridade Mangática.

Mas como no Japão as pessoas cagam dinheiro, alguém achou que seria uma boa adaptar uma cópia medíocre de Kamen Rider em um OVA, o que prova que QUALQUER COISA pode virar uma animação no Japão.

O Anime de Baoh não é ruim, mas passa uma enorme sensação de “eu já vi isso antes”, pelos motivos que eu já expliquei. E pra um longa de pouco mais de 50 minutos, os personagens passam um bocado de tempo conversando, se apresentando e contando de suas vidas uns para os outros.

De fato, só existem quatro cenas de ação em Baoh, dos quais apenas uma é realmente boa.

Dito isso, devo dizer que conheci este Anime quando fiz uma busca por “Violent Anime” no Youtube. Baoh é cheio daquela violência exagerada, gratuita e totalmente desnecessária tão presente em Animes das décadas de 1980 e 1990 onde pessoas derretem, são incineradas, desmembradas, temos um bocado de decapitações e um sujeito é usado como aríete para derrubar uma parede.

Baoh também conta com a fêmea fatal mais mal usada da história da animação Japonesa. O vilão tem uma secretária linda que possui apenas duas cenas de destaque: quando ela tenta sem sucesso capturar Sumire no começo do longa e quando morre estupidamente no fim, empalada por uma estalactite.

Diga-se de passagem, a mulher não consegue capturar uma menina de nove anos, o que lança sérias questões sobre como ela arranjou esse emprego.

Não sei se a cena da morte da moça (cujo nome nem faço questão de lembrar, tamanha a sua importância) foi feita com a intenção de chocar, mas eu ri pra cacete quando a vi. De fato, a achei tão hilária que as escolhi pra abrir o artigo. Sempre é bom começar com uma piada.

Apesar de tudo, Baoh – The Visitor é extremamente bem produzido para a época. Eu recomendaria para fãs de Anime ruim dos anos 80, mas como sei que vocês só querem ver a cena em que o herói mata uma tropa de militares, aqui vai.

De nada.

Violence Jack

Quem acompanha meu blog há algum tempo já deve ter percebido que sempre que eu falo de Manga, dou um jeito de enfiar Go Nagai no meio.

Pois bem, Go Nagai é uma lenda do mercado Japonês de quadrinhos. Como Osamu Tezuka, ele se aventurou em todo tipo de gênero disponível para Mangas, de séries de ação com robôs gigantes a terror apocalíptico, de sagas com heroínas gostosas semi nuas a... sagas com heroínas gostosas completamente nuas.

Claro, nem todas as suas obras foram sucessos gigantescos como Mazinger Z, Devilman e Cutey Honey, ao longo de sua carreira, Nagai teve de engolir uma boa dose de fiascos também, como Violence Jack e Rambo Sensei.

Sim, existe um mangá chamado Rambo Sensei. Não, eu não sei sobre o que se trata e tenho muito medo de descobrir.

Violence Jack por outro lado tem uma história interessante. Não seu enredo, mas a história por trás da produção e lançamento do Anime.

O quadrinho foi lançado, parado e reiniciado por Nagai diversas vezes ao longo das décadas de 1970 e 1980 e era uma semi continuação de Devilman. Supostamente, Violence Jack é Akira Fudo, herói de Devilman e o mundo devastado onde se encontrava era uma nova realidade criada por Deus onde Satã seria eternamente humilhado pelo Slum King, uma entidade criada por ele mesmo como forma de se punir por ter matado Amon/Akira, enquanto isso, Jack é uma das três partes de Devilman e só poderá se tornar completo se unir-se com as demais porções de seu ser, uma mulher e uma criança que neste mundo desolado assumiram a forma de dois pássaros, então... AAAAAAARRRRRGH!!!

Go Nagai, vá se foder bem na orelha!!!

Nada disso está presente no Anime, o que é bom, mas nenhuma outra história foi escrita para substituir a original, o que é mau. O enredo do OVA normalmente consiste dos seguintes fatos: Jack aparece, pessoas falam palavras, atrocidades acontecem e o herói da história mata todos os maus de maneiras abomináveis.

Três episódios foram lançados com as aventuras de Jack: Harem Bomber, Evil Town e Hell’s Wind, nesta ordem. Evil Town foi o primeiro a ser lançado nos Estados Unidos, o que faz muita gente acreditar que seja o episódio inicial da animação, por outro lado, mas acredito que a distribuidora Americana (Manga Video, a quem interessar possa) capitalizou nele por ser o mais polêmico da série e o que tinha maior potencial para atrair público.

Em Evil Town, conhecemos uma cidade que foi soterrada pelo “grande terremoto” e se dividiu em três setores: A, cheio de estupradores dissimulados, B, cheio de estupradores óbvios e C, com as mulheres do Setor A que foram estupradas e conseguiram fugir do lugar.

Classudo!

As pessoas desta cidade cavam diariamente na esperança de conseguirem achar uma saída para o mundo superior. Nos intervalos da escavação, estupram e matam umas as outras porque... bem... é.

Um dia, encontram um cara imenso, com costeletas ainda maiores, enterrado em uma parede. É o Jack e ele decide ajudar as mulheres do Setor C porque são as únicas personagens da animação que não são odiosas a partir do momento que abrem a boca.

Então, por cinqüenta minutos, crianças são mortas, pessoas são desmembradas e evisceradas, temos MUITAS cenas de estupro (nenhuma mulher da história escapa intacta), Jack dispensando a justiça tardia tão em voga nos Animes do estilo, quando ele pune os maus da maneira que causa mais sujeira possível no cenário e pra fechar com chave de ouro, uma cena de canibalismo.

Aliás, os estupros aqui não são nem um pouco discretos, há genitálias e penetração claras, o que torna este um dos poucos materiais criados por um autor de renome do Japão que pode ser considerado Hentai. Claro, existe o famoso mosaico eletrônico de baixo orçamento presente nestas cenas... mas as coisas tão lá, é só olhar pra ver.

Graças a péssima decisão do diretor de transformar Violence Jack em pornô pós apocalíptico de baixo orçamento, a série foi horrivelmente censurada nos Estados Unidos e demorou muito para que os fãs Ocidentais tivessem de ver todas as atrocidades presentes nesta abominação.

E já que eu mencionei a direção, o responsável por ela foi Ichiro Itano, que trabalhou na série clássica de Macross e criou os belíssimos combates aéreos da mesma. Foi ele quem desenvolveu os “balés de mísseis zigue-zagueantes que atingem tudo menos uns aos outros”, uma das marcas registradas da franquia.

O roteiro da série foi adaptado do Mangá por Sho Aikawa, que eventualmente desempenharia a mesma função em um Anime que vocês talvez já tenham ouvido falar: Fullmetal Alchemist.

Todos tem um passado...

Aliás, a dupla também foi responsável por Angel Cop, certas pessoas demoram até acertar o passo na carreira.

Com exceção de Evil Town, Violence Jack é um Anime bastante chato. Se tiver curiosidade em conhecê-lo, preocupe-se em assistir apenas este episódio... ou melhor, leia, aqui e aqui, é bem mais rápido.

E como podem ver, coloquei uma moça semi-nua na imagem acima, embora eu acredite que seus intestinos expostos chamam muito mais atenção que seus peitinhos. Não dou mais a mínima pra mostrar moças animadas semi nuas aqui! Me processem!

E já que eu falei de Angel Cop...

Angel Cop

... devo dizer que este é um dos piores, mas mais inexplicavelmente divertidos Animes que já assisti.

Não é algo no estilo de Transformers: Revenge of the Fallen, que reconhecemos como abominável e sentimos muita vergonha de nos divertirmos com ele. Angel Cop é ruim, tem uma péssima história, resoluções estapafúrdias, personagens nada críveis e a protagonista de Anime mais odiosa que alguém já teve o trabalho de criar.

E mesmo assim, não há outra maneira de descrever a série além de SUPER FODA PRA CARALHO!!!

Ok, o enredo.

A história se passa na década de 1990 e o Japão é a maior potência mundial. Um grupo terrorista chamado Red May causa diversos atentados com a intenção de promover os planos do partido Comunista no país e os únicos que podem detê-los são os membros da S.S.F.

Imagine o BOPE, mas com apenas cinco membros e que não requer uniforme. Desta forma, temos oficiais que andam por aí com jaqueta aveludada e sem camisa, e moças que vestem camisa regata com o farol aceso durante o cumprimento do dever.

Enfim, os membros da S.S.F tem permissão para usar de todo e quaisquer meio disponível para se livrarem dos malfeitores e é exatamente isso que Angel, heroína da história o faz. Logo em sua primeira cena, ela executa uma secretária com dois tiros no peito e dois na cabeça, espalhando os miolos da moça pela parede.

E mais, em um bate papo com seu parceiro Raiden, ela afirma que não hesitaria em atirar caso um terrorista usasse uma criança como escudo. Dane-se o pimpolho, o que importa é cumprir a missão a qualquer custo.

De fato, em uma cena a moça se depara com este impasse e não hesita em atirar no terrorista e na criança. Felizmente um sensitivo deteve as balas a tempo com sua telecinésia e salvou o guri.

ESPERA, O QUÊ???????

Sim, há um trio de sensitivos neste Anime, que se auto batizaram Hunters e caçam terroristas com seus poderes. Entre eles estão Freya, uma menininha da cabelos cacheados que é pirocinética, Ashura, que parece um membro reserva do Twisted Sister e que possui a já mencionada telecinésia além de teletransporte, e Lucifer, uma loira boazuda e bombada parecida Brigitte Nielsen (você sabe, a mulher do Ivan Drago) e que pode se conectar fisicamente a computadores, algo que faz muito pouco sentido em uma era pré internet.

Aliás, Raiden cai violentamente de sua moto em uma cena (algo para o qual Angel não dá a mínima, ela simplesmente continua a perseguição aos suspeitos) e é reconstruído como um cyborg.

Em poucas palavras, Angel Cop começa como um Anime policial razoavelmente plausível e descamba para o Cyberpunk ensandecido conforme avança. Eu juro, Itano e Aikawa tomaram doses de ácido homéricas quando conceberam a história.

Calma, ainda não contei a melhor parte do enredo! A organização Red may estava apenas obedecendo ordens de uma coalizão Judáico-Americana que visava destruir o Japão!

SHALOM!!!

Eu não assisti Angel Cop completo, pois há um limite para a quantidade de histeria que meu cérebro aguenta, mas nos três episódios iniciais pessoas são baleadas, incineradas, viradas do avesso, esmagadas e sofrem acidentes de carro espetaculares.

Em uma cena especialmente memorávell, os chefões do S.S.F torturam o líder do grupo Red May. Como? Eles amarram uma fita em seu braço e cortam sua circulação por alguns dias, o que faz com que o membro fique gangrenado. Quando ele já está razoavelmente apodrecido e cheio de feridas, despejam água fervente nele.

E você achando que o Capitão Nascimento era foda com o saquinho plástico dele.

Um dia pretendo reunir a coragem necessária para assistir aos três episódios restantes, mas desde já lamento o fato de Angel Cop possuir apenas seis episódios. Tenho certeza que a heroína seria forçada a enfrentar um Rabino Cibernético no sétimo episódio caso este tivesse sido produzido.

OY VEY!!!

Genocyber

Genocyber foi exibido no Brasil pela finada Rede Manchete, em seu ainda mais finado horário U.S Manga Corps, onde exibiam OVA’s da distribuidora Americana homônima nas Sextas Feiras, após Shurato e Samurai Troopers.

Eu achei que ninguém se lembrava deste Anime, mas qual minha surpresa ao ver que TODO MUNDO que eu conheço assistiu essa porcaria e ainda guarda lembranças dele. Não exatamente lembranças boas... mas lembranças mesmo assim.

Falando em lembranças, alguém se recorda dos dias finais da Rede Manchete? Teve uma ocasião que a emissora saiu do ar e um sinal pirata entrou em seu lugar, onde funcionários insatisfeitos da empresa colocavam cartazes de protesto em frente a câmera, em uma tentativa de fazer o público ver o perrengue pelo qual estavam passando.

Um dos cartazes dizia “A Manchete não está nos pagando” enquanto outro declarava “estamos passando fome”. Este último foi colocado por uma mão feminina segurando um cigarro, o que dá uma conotação irônica ao mesmo.

Digo, não tem dinheiro pra comida, mas a grana do tabaco é sagrada.

Mas voltando, Genocyber foi produzido pelo estúdio ARTMIC (que faliu em 1997, podemos perceber um tema recorrente aqui) e dirigido e escrito por Koichi Ohata.

Ohata é responsável pelo infame M.D Geist, que também foi exibido aqui pela Manchete e nada mais é que uma fábula pós apocalíptica ultra violenta e sem enredo algum, sobre um homem que é a máquina de guerra suprema.

Genocyber por sua vez, é uma fábula Cyberpunk ultra violenta e sem enredo algum, sobre irmãs gêmeas que quando unidas, se tornam a máquina de guerra suprema.

Grande diferença.

O negócio é que Ohata parece ter escrito roteiro o suficiente para preencher dez episódios de uma série animada, mas recebeu orçamento só pra cinco. Assim sendo, ele cortou tudo que podia do enredo para fazer tudo caber na animação e compensou os buracos da história com ultra violência.

Ok, Elaine e Diana são irmãs gêmeas. A primeira tem a inteligência de um animal (ou de uma criança pequena, a série a mostra agindo como ambos e não explica qual a personalidade “real” dela) e a segunda é aleijada e precisa de um corpitcho cibernético apenas para poder se locomover.

O pai das duas estava desenvolvendo o projeto “Vajura” que aparentemente é uma forma superior de Percepção Extra Sensorial. Um cientista DO MAL mata o sujeito, se apossa de sua pesquisa, “adota” as meninas e as transforma em experimentos.

Elaine foge, faz amizade com um menino de rua, Diana é enviada para capturá-la, as duas lutam, Elaine é aparentemente desintegrada no combate, mas na verdade ela se funde a Diana. Em um corpo só, elas se transformam em Genocyber e destroem Hong Kong ao enfrentar monstruosidades mecânicas enviadas para capturá-las.

Agora, este é o resumo do que EU entendi da história. Genocyber não perde tempo com o enredo, o desenho simplesmente acontece e é preciso prestar uma atenção brutal a tudo que rola na tela para se poder extrair um mínimo de sentido da série.

Os episódios 2 e 3 são um pouco mais coesos. Elaine (ainda unida a Diana e agora usando seu corpo cibernético) vai parar em um porta aviões onde estão fazendo experiências com outro Vajuranoid. O bicho enlouquece, mata toda a tripulação exceto a menina e a médica que cuidava dela e temos mais cenas de carnificina explicita até que Genocyber aparece pra matar o vilão.

O quarto e quinto episódios mostram que Genocyber passou 100 anos lutando contra o mundo e devastou a civilização. Sobrou apenas uma cidade, em que uma menina sensitiva cega e seu namorado tentam sobreviver, mas a ditadura local só fode com a vida deles. Obviamente, a protagonista deste episódio se funde a Elaine e Diane e forma uma versão ainda mais devastadora de Genocyber e no final... nada faz sentido.

Eu juro, Genocyber é um dos Animes mais incompreensíveis de todos os tempos.

Quanto à violência, é uma das mais desnecessariamente gratuitas de todos os tempos. Pessoas morrem de formas horríveis e nojentas simplesmente “porque sim”. Em uma cena, Elaine é levada para um hospital e um pelotão de caras DO MAL entra no lugar e mata TUDO lá presente, só para reaver a menina. O detetive que a estava vigiando é amarrado em uma cama, tem o torso aberto e os órgãos expostos e é largado lá, ainda vivo.

Depois, os dois cyborgs DO MAL que trabalhavam para a corporação DO MAL, matam todos o pelotão de caras DO MAL presente no hospital, por nenhum motivo aparente.

E não vamos esquecer das dedadas vaginais que um cientista DO MAL usa para torturar Diana em uma cena. Ela está atrás de uma tela de Raios X neste momento, mas é muito claro o que acontece.

Mesmo com suas falhas IMENSAS, não posso evitar de ter um xodó por este Anime. Me apeguei a história dessas duas irmãs que foram vítimas de abuso a vida inteira e nunca puderam receber carinho de seus pais, como toda criança merece.

Pra acentuar este sentimento, os créditos do episódio final mostram ilustrações adoráveis de quando as duas ainda eram bem pequenas e não estavam servindo de cobaias de teste ainda, o que passa uma sensação de perda ainda maior ao vermos o que as duas pobrezinhas se tornaram.

É o meu lado paizão falando... o que posso fazer?

De fato, graças a este Anime, não quero mais ter uma filha só, quero gêmeas... o que torna minha busca por uma parceira ainda mais difícil.

É mais fácil eu construir minhas filhas mesmo, vou começar a estudar engenharia!

Aliás, Genocyber tem a música Fairy Dreamin', um dos melhores temas de encerramento de Anime que já escutei. Claro, o link providenciado te leva até a canção, mas também mostra as piores e mais horrendas cenas de violência do desenho... mas você aguenta, não é verdade?

Elfen Lied

Inicialmente, eu estava com um pé atrás com esta série. Simplesmente porque não curto o estilo Moé nela presente.

Pra quem não conhece, Moé é um visual bastante popular no Japão atualmente, onde garotas possuem traços infantis, olhos mais enormes do que o normal e são tão adoráveis e doces que diabéticos caem fulminados sempre que as vêem.

Mas após assistir, devo dizer que Elfen Lied recuperou minha fé no atual mercado de animação Japonesa.

O mangá foi criado por Lynn Okamoto, que até o momento não lançou nenhum outro trabalho de destaque. A série animada foi magistralmente dirigida por Mamoru Kanbe, que soube adaptar muito bem mais de 60 capítulos do Manga em 13 episódios, além de dar um bom final original para o Anime.

E aqui vai algo chocante: Kanbe também dirigiu o Anime de Card Captor Sakura.

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...

A redenção está ao alcance de todos os homens, realmente.

Elfen Lied narra a história das Diclonius, meninas com chifres (sejamos francos, são orelhas de gatinho) que são mostradas como o novo passo evolutivo da raça humana. Elas possuem o poder de controlar braços invisíveis chamados “Vetores”, com os quais podem segurar objetos, se locomover ou despedaçar e fatiar pessoas, o que acontece várias vezes ao longo da série.

De facto, os dez minutos iniciais do primeiro episódio são a mais violenta apresentação de uma série animada que eu já vi. A protagonista Lucy foge do cativeiro onde esteve presa por anos e caminha calmamente (peladinha, diga-se de passagem) até a saída, estraçalhando todos os que tentam detê-la.

Em uma cena que desafia tudo que eu pensava saber sobre Anime, uma das vítimas de Lucy é uma secretária atrapalhada e engraçadinha, que tinha tudo para ser o contrapeso cômico da série. Mal entra em cena e a menina é decapitada e seu corpo usado como escudo contra os guardas.

Durante a fuga, Lucy leva um tiro na cabeça e cai no mar. Eventualmente ela vai parar em uma praia, sem memória, agindo como uma criança muito pequena e repetindo a palavra “Nyu” o tempo todo. Ela é encontrada pelo casal de primos Kohta e Yuka, que decidem cuidar dela.

Apesar de se comportar de forma inocente e fofa a maior parte do tempo, vez ou outra “Nyu” volta a ser Lucy, então pessoas são fatiadas e desmembradas até que a menina reverte a sua forma mais inocente e inofensiva.

A série não mostra apenas violência física, mas psicológica também. Lucy explica que as Diclonius são violentas e só pensam em matar humanos, mas vemos ao longo da série que elas sofrem inúmeros abusos nas mãos dos humanos, sendo submetidas a experimentos que não podem ser considerados menos que tortura desde uma tenra idade. As Diclonius são assassinas frias, mas não passam de um produto do meio em que foram criadas.

Lucy sofreu preconceito das crianças em seu orfanato durante toda a infância, o que chegou ao seu ápice no dia em que os meninos do lugar mataram seu cachorrinho a pauladas bem na sua frente. Por outro lado, Nana, uma Diclonius que foi submetida a experimentos desumanos também, é doce e não quer ferir ninguém, algo que provém do fato de um dos cientistas responsáveis por ela a tratar como uma filha, lhe dispensando o carinho que ela tanto necessitava enquanto aprisionada.

E não são apenas as Diclonius que sofrem na série, o resto do elenco também pasta um bocado. Uma das personagens mais marcantes é Mayu, uma menina que fugiu de casa e que sobrevive das cascas de pão que ganha da dona de uma confeitaria, com o pretexto de que são para alimentar seu cachorrinho. Ela era abusada sexualmente pelo padrasto e simplesmente não agüentou mais.

E a série não segura nenhum soco contra o espectador! Mayu tem flashbacks de seu passado e somos obrigados a ver um sujeito mandando uma menina de 12 anos tirar a roupa e ficar de quatro pra ele. Junto com Ninja Scroll, é esta é uma das cenas de abuso sexual mais aflitivas já vistas em um Anime.

Grande parte da tensão vem justamente do fato que todos os membros do elenco principal sofreram traumas terríveis e nos apegamos a eles. Só queremos que eles tenham um pouco de felicidade, pois é o mínimo que merecem após todas as provações que passaram. Infelizmente temos a sensação de que algo horrível vai acontecer a qualquer momento e isso nos mantém pendurados na cadeira o tempo todo.

Não quero falar muito mais da série, assista se tiver a chance, que não vai se arrepender.

Ah sim, há um pouco de fanservice besta na série, como o momento que Kohta acerta o cotovelo no peito de Nyu, a menina fica com tesão e o força a boliná-la, mas nada que afete a experiência total da animação.

É um fato científico que sem fanservice, a economia do Japão quebra. É inegável.

Hokuto no Ken - Gekijōban Seikimatsu Kyūseishu Densetsu

Que maneira melhor de encerrar o artigo do que com o longa metragem de Hokuto no Ken?

E sim, eu sei que tenho o péssimo e dispensável hábito de escrever por completo os longos nomes originais de todos os produtos baseados na série. Com Hokuto no Ken, sou um puta de um purista babaca.

Mas reconheço minha falha e isso me torna humilde.

...

Eu espero.

Seja como for, já contei a história de Holuto no Ken e não pretendo repeti-la. Se você ainda não a conhece, que vergonha, QUE VERGONHA! Tem um link permanente na lateral do blog de onde você pode baixar o Manga inteiro pra ler! COMO? COMO É POSSÍVEL QUE VOCÊ AINDA NÃO TENHA LIDO? VOCÊ! VOCÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ!!!

*ARRAM*

O longa metragem foi lançado em 1986, época em que Hokuto no Ken estava no auge de sua popularidade e diversos autores (como Masami Kurumada) tentavam sem sucesso replicar suas doses infinitas de macheza. Nesta produção, o enredo da série é resumido até o ponto em que Kenshiro e Raoh se enfrentam pela primeira vez, vários personagens são modificados e outros (como Toki e Mamiya) são totalmente limados da história.

Agora, Hokuto no Ken sempre foi violento, mas o Manga possuia uma elegância difícil de explicar. Claro, pessoas explodem, mas não é algo tão grotesco quanto a descrição faz parecer. Se você ler a série, entenderá o que quero dizer.

O Anime ainda continha boas doses de violência, mas muito dela foi amenizada. Sempre que alguém ia explodir, ele se tornava um vulto e em seguida viamos apenas sua silhueta sofrendo os efeitos do nosso querido Hokuto Shinken

Mas no longa metragem... pelo amor de Benji, os produtores perderam a noção.

Ok, na cena que Heart é derrotado, sua pança infla antes de explodir, como em todas as versões da história. Mas no longa metragem seus intestinos são expelidos por um furo em sua barriga ao longo da cena e então serpenteam em frente a câmera por um segundo.

Quando Jagi é derrotado, a cabeça dele explode em close... como podem ver na imagem acima.

Finalmente, tem o confronto entre os exércitos de Kiba e Raoh, onde centenas de pessoas são cortadas em pedaços e podemos ver camadas de pele, gordura e ossos antes de chegarmos aos órgãos internos de cada vítima.

O longa metragem é tão terrivelmente violento que é um dos raros casos onde uma animação feita para o cinema recebeu filtros que borram as cenas mais violentas. Alguns fãs acreditam que uma versão sem o dito filtro foi lançada em Hong Kong e na Itália e eles estão dispostos a pagar fortunas por fitas VHS das mesmas no Ebay.

Eu? Eu fico feliz com meu DVD remasterizado digitalmente, mesmo que censurado. Muito obrigado.

Aliás, sabiam que esta é a animação favorita de John Cena, astro da WWE? As vezes me perguntam como eu posso gostar dele, bem, ele reconhece o valor de Kenshiro e homens assim devem ser admirados.

E por hoje é só. Sei que ainda tem muito mais coisa sanguinária no Japão, mas ficarão para um próximo artigo. Após duas semanas assistindo só cenas de morte, ódio e desmembramentos, eu preciso de uma folga. Vou assistir algo fofo pra me desintoxicar um pouco.

Alguma amiga deve ter Honey Honey pra emprestar.

Que foi? Honey Honey detona!

Seu inseguro!

Cheers!!!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Os Melhores Personagens de Dragon Ball!

Hooray!!!

Sim, eu sei, não tenho feito atualizações com a mesma freqüência do passado e peço desculpas por isso. Fazem semanas que questões pessoais vem dinamitando meu ânimo e minha inspiração, e infelizmente é o blog quem sofre por isso.

Agradeço a todos que estão sempre checando o blog em busca de novidades, obrigado por me fazerem sentir que meu trabalho vale a pena. Se não fossem vocês, eu acho que já teria parado de escrever há muito tempo, nos blogs e profissionalmente.

Mas enfim, falemos de Anime!

escrevi artigos que caçoam impiedosamente dos Animes, mas a verdade é que gosto muito de animação Japonesa. Diabos, quando eu tinha meus nove anos de idade, me acabava assistindo Zillion, Rei Arthur, Honey Honey e Comando Dolbuch, foi uma grande infância.

Então veio a década de 1990 e comecei a colecionar Animes com uma fúria que aterrorizaria até mesmo os deuses. Enquanto meus colegas passavam a adolescência ficando bêbados e engravidando, eu acumulava horas e mais horas de Slam Dunk, Rayearth, City Hunter e Yuyu Hakusho.

Quando entramos no novo milênio, comecei a perder um pouco o interesse por Animes, em parte pelo tipo de material que estava nos sendo oferecido.

Digo, Chobits? Uma série com uma robozinha que tem o botão de ligar na xana, e cujo grande dilema do herói é decidir se transa ou não com ela, pois corre o risco de desligá-la se o fizer?

Duas palavras: sexo anal!

Pela santa da aquerupita!

Enfim, perdi o gosto por causa de séries desse tipo e também por causa dos Otakus. Não vou elaborar o assunto, mas há um limite para o quanto uma pessoa aguenta de “Evangelion tem muito mais profundidade psicológica que Thundercats.”

Enfim, há algumas semanas mudamos o provedor de televisão paga aqui em casa e finalmente tive contato com o canal Animax. Pude então assistir Death Note e constatar que é uma das merdas mais chatas que já assisti na vida, as únicas coisas que eu gostei foram a Misa Misa e a música Nightmare.

Eu juro, Misa Amane é uma das adolescentes de Anime mais bonitas já criadas. Tanto que após ver o desenho, cheguei a conclusão que a Francesca Dani não deve mais fazer Cosplay dela. Da última vez que eu chequei, a personagem não tinha marcas de expressão.

40 anos e ainda faz cosplay de ninfeta! Porra, Pipa! Realiza!!

Mesmo assim, foi a fagulha que eu precisava para reacender meu gosto por Anime e passei as últimas duas semanas assistindo toneladas de desenhos e tirando dez anos de atraso.
sobre o assunto.

“Mas Yamcha, o que esse discurso todo tem a ver com o artigo de hoje?”

Em primeiro lugar, se me chamar de Yamcha de novo eu arranco seu crânio e o uso de penico, seu filho de uma égua! Em segundo lugar, meu Anime favorito de todos os tempos é Dragon Ball e já que falarei de animação Japonesa o mês inteiro (provavelmente), nada melhor que começar pela obra do senhor Toriyama.

E é muito justo que eu enumere quais meus personagens preferidos da série, pois são eles que sustentam a franquia e nos fizeram acompanhá-la com tremendo carinho por mais de dez anos.

Mas chega de enrolação, vamos ao artigo de hoje!

20º Lugar – Mestre Kame

Não torça o nariz, seu mal agradecido, devemos muito ao Mestre Kame.

Pois bem, ele é um dos velhos tarados originais dos Animes. Quando surgiu, a piada de velhos tarados ainda era nova e pioneiros devem sempre ser respeitados.

Tem mais, ele fez a Lunch vestir lingerie sexy e a convenceu de que era uniforme de treinamento. Ainda preciso colocar essa técnica na prática na vida real e ver se tenho o mesmo sucesso.

Finalmente, Kame ensinou que todo homem tem o direito de fazer Paf-Paf.

Você sabe, Paf-Paf. Quando você pega uma garota com magumbos imensos, posiciona sua cara apropriadamente e faz... Paf-Paf.

...

É, Paf-Paf.

...

Quer saber, jogue Dragon Quest VIII. Tem um lugar escondido nas montanhas onde você pode pagar uma moça com bastante recheio pra lhe fazer Paf-Paf.

Fazer Paf-Paf é bom... eu queria poder fazer Paf-Paf de vez em quando...

...

Não se atreva a me julgar! Metade de vocês estaria fazendo Paf-Paf agora se tivesse chance!

Mardição!

19º Lugar – Nappa

Nappa nunca foi o personagem favorito de ninguém. Digo, ele é um brutamontes careca, com bigodinho de arame e tão intelectualmente estimulante quanto um daqueles jogos de computador que vem na caixa de Sucrilhos.

Pois é, Nappa é como aquele seu tio idiota que conta piadas do Ary Toledo sem perceber que elas deixaram de ser engraçadas em 1989, que acredita ser politizado porque assiste o Casseta & Planeta Urgente e que adora narrar em voz alta a operação para remover um furúnculo de sua bunda.

Claro, ele matou o Tenshinhan e o Chaos... mas ninguém nunca deu a mínima pra eles, isso não chega a ser um ponto brilhante de sua carreira.

Mas então, veio Dragon Ball Abridged e tudo isso mudou.

Mas o que? Você não conhece... VOCÊ NÃO CONHECE DRAGON BALL ABRIDGED??? MAS VOCÊ MERECE UMA SURRA DE PAU, SEU SACRIPANTA!!!

Nappa só aparece a partir do episódio 3, mas clique em "episodes" no site e assista tudo, fará bem ao seu espírito. Costumava ter legendado no Youtube mas tiraram do ar então... se vire com a versão em Inglês.

“PELO MENOS NÓS NOS DIVERTIMOS, CERTO VEGETA? VEGETA! VEGETA! VEGETA! VEGETA! VEGETA! VEGETA! VEGETA! VEGETA! VEGETA!"

...

Isso tem muito mais graça depois que se assiste Dragon Ball Abridged, vai por mim.

18º Lugar – Andróide 18

Eu juro, a colocação dela não foi intencional.

Houve uma época que Akira Toriyama só conseguia desenhar um tipo de rosto feminino. Todas as garotas que saiam de sua caneta eram exatamente iguais, exceto pelo cabelo e pelas proporções físicas, dá pra fazer Paf-Paf em algumas, enquanto outras não permitem momentos Paf-Pafantes.

Isso se tornou um problema tão grave (se é que ganhar milhões de dólares com história em quadrinhos pode ser chamado de “problema”) que uma personagem de Dr. Slump usou a inaptidão de seu criador para se disfarçar como outra garota, algo sobre o qual Toriyama protestou em um balão de diálogo ao longo da dita história.

Um belo dia, provavelmente após algumas doses de vodka, Toriyama disse “FODA-SE A POLÍCIA” e após bravata tão poderosa e sem sentido, dedicou-se a desenhar uma menina que diferia das demais moças de seu trabalho.

E assim nasceu a Andróide 18, toda loirinha e linda, com olhinhos puxados e tão bonita que só nos restava ficarmos total e irremediavelmente apaixonados por ela.

Claro, assim que vimos seu irmão gêmeo, ficamos todos muito desconfortáveis, mas isso logo passou.

De qualquer forma, a Andróide 18 participou de grandes momentos da série, como quebrar o braço de Vegeta e fazê-lo gritar feito uma putinha, ser vomitada pelo Cell e dar um fora Olímpico no Kuririn mesmo após ele pedir a Sheng Long que removesse a bomba que havia em seu corpo.

Claro, ela repensou a sua atitude e casou-se com Kuririn pouco depois, mesmo ele sendo um monstrinho careca de um metro e meio, sem nariz e com certeza virgem aos 30 anos.

Em outras palavras, há uma mulher linda a espera de cada um de nós, mesmo que pareçamos com um aborto da natureza. Só precisamos remover a bomba que existe dentro delas para que passem a nos dar bola.

Lógico, o casamento com Kuririn deve ser um saco, pois ela vive emburrada na saga de Majin Buu... mas pelo menos o sexo é bom.

Eu tenho um Manga Hentai que prova isso, Kuririn sabe o que faz... os mais bonzinhos são sempre os mais espertos...

17º Lugar – Majin Buu

Que fique claro que quando falo do Buu, não me refiro ao nanico que destruiu a Terra, tampouco ao bombado que como uma boa atriz pornô, queria os demais personagens dentro dele. Não senhor, estou falando da primeira versão dele, a que usa fralda, uma toalha de mesa amarrada no pescoço e tem uma séria desordem alimentar.

Eu poderia passar horas dando motivos para ele entrar nesta lista, como por exemplo, ser o primeiro super vilão de Dragon Ball Z que não parece nem remotamente perigoso. Freeza era mais feio que o Tião Macalé, e nada de bom pode vir disso, enquanto Cell é uma barata enorme, e nada de bom vem das baratas.

Enfim, eu poderia enumerar milhares de motivos nobres para justificar a entrada de Buu na lista, mas seriam mentiras, MENTIIIIRAAAAAS!!!

O fato é que ele é adorável e isso basta!

Olhe pra ele, ele é todo gordinho e abraçável, e inocente, e fica brincando com o cachorrinho, e faz o Mr. Satan de escravo e transforma pessoas em doces e as come enquanto ainda estão conscientes e sentindo a dor de suas dentadas...

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Ok, isso não é legal, mas não podemos culpá-lo por ser um sociopata de 500 quilos, ele age como uma criança, e todos sabemos que elas são versões mirins de Tony Soprano, esperando o menor estímulo para gerarem uma explosão de sociopatia. Buu não é diferente disso, exceto que sua saga demorou muito menos tempo pra terminar do que Família Soprano e seu final fez muito mais sentido, e irritou bem menos gente.

...

Reconheço que meus últimos parágrafos não ajudaram em nada à causa de Buu, então vou passar para o próximo personagem e fingir que nada disso aconteceu.

16º Lugar – Bardock

Bardock era um homem simples, de uma época menos complicada. Como membro da classe trabalhadora de seu planeta, sua função era devastar civilizações inteiras durante o fim de semana para que Freeza pudesse vender os planetas na Segunda Feira.

Se tivesse nascido na Terra, a carreira mais próxima disso seria trabalhar no Recicla Cidadão.

E Bardock não contava com as firulas dos jovens de hoje, nada disso. Ele não usava Kamehameha, ou Galick Gun, ou Makankosanpou, tampouco outro ataque com nome próprio. De fato, um raio de energia genérico acompanhado de um grito de “MORRA” era mais que o suficiente para ele.

Ainda digo mais, Bardock é de um tempo em que não existia Super Sayajin, nem Super Sayajin 2, Fusão, Sementes dos Deuses ou qualquer uma destas coisas modernas que impedem os jovens de hoje de se tornarem homens de verdade.

Sim senhor, Bardock era tão macho que encarou Freeza sem sequer ter um bordão!

...

E agora ele está morto. De repente, se tornar um Super Sayajin não é tão mal assim.

Aliás, sabiam que Bardock foi o único personagem criado para um especial do Anime, que Akira Toriyama gostou tanto que deu um jeito de acrescentar no Manga? Pois é, o próprio criador da série admitiu que o velho do Goku é legal o suficiente para fazer parte da obra original.

E aliás, ele parece ser capaz de se reproduzir por bipartição, pois em nenhum momento vimos a mãe de Goku na série. Os Sayajins descartam as mães depois que as crianças nascem?

O que é bastante curioso... esponjas se reproduzem desta forma... e o dublador Brasileiro do Goku também dubla o Bob Esponja, desta forma...

...

OH MEU DEUS!!! SEMPRE ME QUESTIONEI POR QUE GOKU E BOB ESPONJA NUNCA FORAM VISTOS JUNTOS!!! AGORA TUDO FAZ SENTIDO!!!

15º Lugar – Pan

Posso quase ouvir o “Ahhhhh, qualé” coletivo que todos os odiadores da Pan soltaram neste momento, por acreditarem que ela não merece fazer parte da lista e por acharem que só a acrescentei ao texto porque estou chapado.

Nada disso, eu adoro a Pan e não fumo mais maconha... porque meus olhos já melhoraram.

Que foi? O médico que receitou.

Enfim, boa parte do ódio destinado a menina vem dos fãs inconformados com GT, que se sentiram enganados pois a série não era tão boa quanto Dragon Ball Z e que decidiram direcionar sua frustração a tudo que viesse dela.

Deixa adivinhar, vocês se acostumaram com a ação, bom humor e lutas sencacionais presentes na série tradicional certo? E quando assistiram GT, ficaram decepcionados porque tudo isso... continuava a fazer parte da série como sempre foi?

...

Vocês são retardados por acaso?

Dragon Ball GT é mais de tudo aquilo que amamos em DBZ, só que com canções de abertura e encerramento melhores. Somente um completo idiota purista de meia tigela declararia ódio a um desenho que possui exatamente o mesmo conteudo da obra que ele tanto ama.

Você também é fã purista da G1 de Transformers? De alguma forma, isso não me surpreenderia.

Mas voltemos ao assunto em questão.

Pan é fofinha e moleca e completamente adorável. Tudo bem que ela caça namorados com dez anos de idade, mas quantos de vocês não fizeram isso?

Não se atrevam a desligar o monitor e sair de fininho pra comer doce de leite na cozinha, vocês não me enganam seus taradinhos!

Claro, ela nunca se tornou Super Sayajin, mas isso foi culpa do Toriyama, que não sabia como uma mulher poderia ficar caso atingisse esse nível de poder.

Felizmente os caras de Dragon Ball Multiverse o fizeram! HUZZAH!!

...

Você não conhece Dragon Ball Multiverse também? Pelo amor de... aqui, apenas leia, sua besta babilônica, antes que eu mande o Belo Ursinho Fritz até aí!

Uau, fazia tempo que eu não falava dele, não?

E já que eu mencionei Deus Ex Machina alguns parágrafos acima...

14º Lugar - Vegito

Eis minha fusão favorita de toda a série.

Pra falar a verdade, a única fusão da série de que gosto. Nunca vi graça em Gogeta e detesto Gotenks com todas as minhas forças.

Ok, Vegito. Poucos personagens conseguem ser tão exageradamente fortes como ele. Dragon Ball é cheio de sujeitos que tem tantos poderes diferentes e estapafúrdios que até Cavaleiros do Zodíaco parece um desenho mais dosado em comparação, e mesmo assim, Vegito extrapola todas as normas do bom senso quando aparece na história.

De fato, acredito que ele estrelou apenas meia dúzia de episódios justamente por isso. Se continuasse na série, ela acabaria mais cedo e Toriyama deixaria de receber cheques enormes semanalmente.

Agora, os fãs adoram se questionar sobre qual fusão é a mais poderosa: Gogeta ou Vegito.

Pois vejam só, ELES SÃO O MESMO CARA!!! A única coisa que muda neles é a roupa!

Lembra aquela regra da multiplicação que você aprendeu no primário? “A ordem dos fatores não altera o produto?” Pois é, mesma coisa.

E... eu não tenho mais nada a dizer sobre ele, então vou passar para o próximo.

13º Lugar – Freeza

Freeza é o mais próximo que Dragon Ball tem de um Lex Luthor.

Ele é um empresário DO MAL, presidente Organização de Troca de Planetas, cujo principal trabalho é erradicar raças inteiras e descolar um troquinho vendendo seu mundo desabitado e devastado.

Claro, isso levanta todo tipo de pergunta. Quem compra planetas devastados e desabitados? Por que? Quem são os acionistas da empresa? Eles pagam com o que? Ouro? Comida? Mulheres? Euros? Figurinhas da Copa?

E mais, se existe gente com mais dinheiro que o Freeza no universo, por que ele não os mata e simplesmente toma suas fortunas? Daria menos trabalho do que despovoar planetas e tentar convencer o comprador que todos aqueles cadáveres espalhados pela superfície não são um problema pois “com o tempo isso sai”.

Outra característica muito legal de Freeza é sua educação, ele definitivamente é um dos personagens mais refinados de Dragon Ball.

Se o encontrasse na rua, Freeza lhe daria bom dia, perguntaria como vai sua família eo que você conta de novo, sempre com um sorriso no rosto... então ele mataria seus filhos, torturaria você e se tivesse uma genitália, estupraria o cérebro da sua esposa.

Aliás, Freeza, assim como os Silverhawks, nos ensinou que a nudez aumenta a força de um indivíduo. Qual a primeira coisa que ele faz quando resolve encarar os amigos do Goku? Arranca seu colete e fica peladinho, é aí que ele mostra todo seu poder.

Digam o que quiserem, mas estar pelado ao se espancar uma pessoa torna a surra muito mais humilhante

E apesar de ser um sádico nudista filho da puta, Freeza é o chefe perfeito, pois só se importa com a eficiência de seus funcionários. Se ele não liga para as firulas das Forças Especiais Ginyu, ele definitivamente não se importaria comigo amassando uma lata de refrigerante na testa.

...

Eu fiz isso logo na minha primeira entrevista de emprego...

...

Apesar de tudo, consegui o trabalho, o que de certa forma faz de mim o Capitão Ginyu.

12º Lugar – Cooler

Apesar de Freeza ser o patrão com qual todos sonhamos, ainda acho o Cooler mais legal. Sei lá por que, simplesmente acho.

De fato, sempre que jogo Dragon Ball Z Budokai, a primeira coisa que faço é escolher o Cooler e dar uma surra no Freeza.

É.

E vamos para o próximo.

11º Lugar – Goten & Trunks

Novamente, eu detesto Gotenks. Acho o um dos personagens mais intragáveis, sujos, pestilentos e sarnentos, gato polar de toda a franquia.

Moleque só pode ficar transformado por meia hora e ao invés de matar o porra do Majin Boo de uma vez, enrola por 12 episódios. Todos sabemos que no mundo de Dragon Ball, meia hora dura só 11 episódios, com mil cacetes!

Mas Goten e Trunks sim, estes são divertidos.

Veja bem, os acrescentei como um personagem só, pois eles só tem graça quando formam sua dupla dinâmica mirim de sociopatas, que consegue dar um jeito de escapar de todo tipo de punição quando seus pais não estão por perto.

Eles fizeram gato e sapato da Videl no segundo longa metragem do Broly, encheram o saco dos guerreiros biológicos no terceiro longa metragem do vilão e espancaram Hitler no especial do Gogeta.

Eu não decoro os nomes dos longas, me refiro a eles pelo item de maior destaque presente em sua história. O que gerava alguma confusão quando eu não sabia o nome do vilão ou quando nada que merecesse atenção acontecesse no episódio... mas estou divagando.

E assim como todos nós, se reunirem as Esferas do Dragão, ambos não pedirão porra nenhuma que preste. Nada de desejar a paz no mundo, tampouco acabar com a fome do planeta ou ressuscitar alguém morto injustamente, eles vão é pedir doces e brinquedos em quantidades burlescas.

E quer saber? Ambos são de famílias ricas! Trunks é herdeiro da empresa que detém o MONOPÓLIO MUNDIAL sobre todos os meios de transporte do planeta, enquanto Goten é filho de uma princesa.

Chi Chi é filha do Rei Gyuma, então logicamente é uma princesa e cheia da grana, mesmo que viva no meio das montanhas com um caipira que nunca trabalhou e acha que esbofetear homens feios interplanetários é um modo honesto de ganhar a vida.

Enfim, os dois poderiam pedir o que querem para suas mães, mas eles preferem utilizar os poderes milenares de um deus sagrado para ganharem doces que comerão em meio segundo e brinquedos que logo estarão jogados debaixo da cama com todos os outros.

Isso aí meninos! Com uma atitude como essas, vocês com certeza serão membros produtivos da sociedade!

10º Lugar – Bulma

E chegamos aos dez principais! Huzzah! Celebremos!

Pois bem, Bulma! Por que ela merece fazer parte da lista?

Bom, ela foi a força que colocou a história em andamento. Se ela não tivesse encontrado Goku na montanha e o convencido a percorrer o mundo atrás de esferas sagradas para que ela arrumasse um namorado, nosso querido montanhês ainda estaria morando no meio do mato, pescando peixes enormes para o almoço.

Sem mencionar que ele ainda seria mais virgem que o Kuririn.

Ela também nos agraciou com uma boa dose de fanservice. Pudemos vê-la no banho, sem calcinha e com os peitinhos de fora em público, o que involuntariamente salvou o Yamcha quando ele lutou com o homem invisível.

Isso tudo faz muita diferença para um moleque de 15 anos desesperado em uma época sem acesso a internet e pornografia infinita, acreditem em mim.

E verdade seja dita, ela foi um dos poucos personagens da série que mostrou alguma evolução. Bulma começa Dragon Ball como uma adolescente mimada e cheia de saliência, se torna uma adulta... mimada e cheia de saliência.

Ela desfilava de calcinha na frente do Kuririn, quando os dois estavam sozinhos em uma nave espacial. Uma mulher precisa de muita saliência pra provocar um super virgem desta forma.
Para falar a verdade, Bulma só amadurece de verdade após o nascimento de Trunks, quando se torna mais paciente, dedicada e carinhosa com a família e os amigos... embora ainda tenha uma certa saliência.

Você realmente acha que foi o Vegeta que tomou a iniciativa no relacionamento? Pois eu tenho um Hentai que prova que não, definitivamente! Ele nem sabia como alegrar uma mulher!

...

Eu tenho Hentai demais...

9º Lugar – Videl

Sim, sim, Videl! A menina que provou a todos nós que Gohan não é gay, Deus a abençoe por isso.

O legal de Videl é sua simplicidade. Uma garota durona, que não leva desaforo pra casa, teimosa ao ponto de ser linchada por uma besta careca simplesmente por não desistir de uma luta e que ainda acredita que seu pai o maioral.

Mas acho que o mais cativante nela é que Videl traz a inocência da primeira paixão para a série. Ela e Gohan não se beijam, andaram de braços dados uma ou duas vezes em todo o desenho e não exibem muita afeição... pois estamos falando de um desenho produzido no Japão.

Por outro lado, ela confia cegamente nele e quando está toda cheia de fraturas, Videl come uma das Sementes dos Deuses que Gohan lhe traz.

Isso se chama CUMPLICIDADE!!! E na minha humilde opinião, é a coisa mais importante de um relacionamento! O casal não precisa ficar se agarrando e trocando saliva em público pra demonstrar o quanto se gosta, eles confiam um no outro, sentem amizade, carinho e preocupação um pelo outro e DEMORAM pra aprenderem a se gostar.

Lembra como ela não ia muito com a cara do Gohan quando os dois se conheceram? Eles precisaram treinar juntos para que ela percebesse que aquele guri abobado que se vestia de super herói era o cara da sua vida.

Se querem minha opinião (e se não quisessem, não estariam lendo meu blog), mesmo Dragon Ball sendo uma obra de pancadaria descerebrada, o namoro fofinho e adolescente de Gohan e Videl é mais realista do que metade das coisas ultra idealizadas que vejo em Shojo. Eles começam como amigos, ambos possuem falhas e aos poucos, começam a apreciar o que o outro tem de melhor, até que declaradamente se apaixonam, se casam e geram a 15º personagem da lista.

E por colocar esta dose tão improvável de realismo e romance em uma série sobre super arianos que combatem baratas do futuro e ditadores espaciais nudistas, ela mais do que merece nosso carinho e adoração.

8º Lugar – O Grande Saiyaman

Farei uma confissão agora: eu não gosto do Gohan.

É.

Quando aparece na série, ele é um molequinho chato, chorão e mimado, que precisou tomar umas porradas do Piccolo pra criar vergonha na cara.

Então, na saga de Freeza, ele quer ser aquele garoto sério, que tenta agir com maturidade além de seus anos e que sempre morde mais do que pode engolir... como aquele seu amigo que só lê revista Contigo e Harry Potter, mas tenta conversar sobre ciência política com as pessoas.

Daí, vem a saga de Cell, e após perder parte de sua infância treinando com seu pai idiota na Morada do Templo (que criança não adoraria isso?), ele decide combater Cell... só pra tomar uma surra e então cometer o maior pecado dentre os heróis de Anime: fazer um discurso sobre a coragem e a amizade antes de finalmente reagir contra o vilão.

Foi um discurso curto... mas um dircurso mesmo assim.

Então chegou a puberdade, os testículos de Gohan desceram e ele finalmente foi matriculado em uma escola, pois de alguma forma, sua mãe percebeu que ele não seria um grande Acadêmico se continuasse isolado em uma cabana no meio do mato.

E foi neste ponto que ele se tornou interessante.

Durante a infância, Gohan não agia como uma criança normal, ele era mais a criança com o qual os pais sonham: comportado, bonzinho e sempre pronto a fazer a coisa certa.

Argh, é quase como uma versão do Wesley Crusher de Dragon Ball.

Então, Gohan cresceu e qual a primeira coisa que fez? Ele fez cosplay de Machine Man pra poder voar pra escola sem ser reconhecido!

ELE SE TORNOU ABOBADO E ALEGRE COMO O PAI!!! É ISSO AÍ!!!

Acredito sinceramente que, quando criou Gohan, Toriyama ainda não tinha filhos e não fazia a menor idéia de como uma criança de verdade age. Podem ver que Goten é bonzinho, mas parece mais uma criança normal do que Gohan quando tinha a mesma idade.

Por ter nos mostrado que debaixo daquele moleque chato existia um adolescente divertido, devemos todos lhe dar um grande abraço!

7º Lugar – Mr. Satan

SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N, SA-TA-N!!!

Acredito que nada mais precisa ser dito.

6º Lugar – Cell

Quando penso no Cell, me lembro da conversa que tive com um colega na época do cursinho. Foi mais ou menos assim:

O cara: Então, eu tava pensando em um novo vilão pra Dragon Ball.
Eu: Manda.
O cara: imagina, tipo assim, um vilão que tem todas as técnicas de todos os personagens de Dragon Ball.
Eu: ...
O cara: Ele tem o Kamehameha, aquele raio pirulito do Piccolo, dispara as lâminas do Kuririn e tudo mais, e ninguém sabe como vencer ele, porque ele tem todos os poderes dos heróis!!! Como se vence um cara assim??? Ia ser MUITO FODA!!!
Eu: Já inventaram esse vilão, é o Cell.
O cara: *Silenciosa Contemplação*
Eu: *Apenas Silêncio*
O cara: É VERDADE MANO! MUITO FODA!!!

História verídica essa, eu juro. Tenho uma tendência a atrair esse tipo de idiota quando estou em uma instituição de aprendizado... e quero fazer mestrado pra dar aula em universidade, o que mostra que não aprendi minha lição.

Apesar de ter todos os poderes de todos os personagens, não é essa a melhor característica de Cell, é o fato de que ele é o vilão com menos motivação da história da existência.

Ele não quer poder, nem dinheiro, nem fama, nem glória, nem a Xuxa, nem nada. Ele só quer porradear todo mundo pra provar que pode e assim que fizer isso, vai explodir o planeta e ir para outro sistema solar... onde vai espancar mais gente ainda por nenhum motivo que faça sentido.

É quase como uma versão super poderosa do Biff Tannen, o que é muito conveniente, pois ambos viajaram no tempo e foderam com a vida do McFly.

...

Ok, Cell não fodeu o McFly e sim o Trunks. Mas o teria estragado o dia de Michael J. Fox também se tivesse a oportunidade, pode ter certeza.

Pra colocar sal na ferida, a cabeça dele tem o formato do chapéu do Papa, o que pode significar que Bento Palpatine XVI só quer foder com todo mundo e viajar para outros universos para espalhar terror após destruir nosso planeta.

Acabei de imaginar o papa voando por aí e disparando Kamehameha nas cidades, depois de anunciar um torneio de artes marciais onde deseja enfrentar Henry Sobel e o Hulk Hogan.

De repente, minha vida ganhou mais sentido.

5º Lugar – Broly

E chegamos então ao melhor vilão de toda a franquia. Lógico, ele tem o maior trapézio do planeta Vegeta.

Lembro que sempre que assistia um longa metragem de Dragon Ball Z, eu sabia exatamente quando o jogo ia virar. Goku e seus amigos podiam passar horas tomando porrada, que no momento que um deles se transformasse em Super Saiyajin, começasse a gritar mais alto ou quando a música mudasse seria o fim da luta.

Então assisti o primeiro especial com Broly.

Ok, eles se transformaram e continuam apanhando.

Muito bem, eles começaram a gritar... e ainda tão apanhando.

Santa santa santíssima! A música mudou e o vilão ainda tá descendo a lenha neles!!!

Eu realmente temi pela vida de Goku quando vi este longa. Normalmente ele apanha por vinte minutos e vira o jogo, mas após 40 minutos de surra, as chances disso acontecer se tornavam cada vez menores.

Pelo menos até o momento DEUS EX MACHINA em que ele venceu a luta. Dragon Ball tem tanto Deus Ex Machina que uma hora até paramos de ficar ofendidos com isso.

De qualquer forma, Broly chutava a bunda dos heróis e depois a chutava mais um pouco. Quando não estava chutando a bunda de alguém, ele pisava nela pois nenhuma bunda deve ficar sem espancamento.

E outra, Broly é o único personagem da franquia cujos golpes são inspirados em luta livre e não artes marciais. Ele usa muitos agarrões e arremessos, e poucos socos e chutes; nas raras vezes que não agarra alguém, ele usa um clothesline no oponente.

Broly é também o segundo (o primeiro sendo Bardock) a quebrar a barreira dos longa metragens e aos poucos ser enfiado na cronologia oficial da série. Nos próprios games, se os produtores só podem colocar UM vilão de fora da série no jogo, escolhem justamente ele para preencher esta lacuna.

Claro que isso acontece mais por causa dos fãs, mas eu não vejo a mesma coisa acontecendo com o Dr. Wheelo.

Sem mais perguntas, meritíssimo.

4º Lugar – Kuririn

Não há como colocar de outra forma: Kuririn é um perdedor.

Ele é careca, tem um focinho ao inves de um nariz, é pouca coisa mais alto que o Nelson Ned e como eu disse anteriormente, provavelmente perdeu a virgindade com 35 anos.

De fato, ele é tão perdedor que em um episódio foi aloprado pelo Chaos.

ALOPRADO!!!

PELO CHAOS!!!

Ser aloprado pelos heróis ou pelo vilão principal é uma coisa, mas tomar chupada do elenco de apoio é a maior marca de um perdedor.

E mesmo assim, não há como não adorá-lo, porque há um pouco de Kuririn dentro de todos nós.

Todos passamos por aquela fase da vida onde tudo dá errado e nos sentimos totais e completos fracassados. Kuririn foi assim pela maior parte da série, mas permaneceu um otimista que ri das próprias cagadas e que solta uma piadinha quando o universo está pra ser aniquilado.

Sem contar que mesmo sendo a latrina do mundo, ele nunca tentou descontar isso nos outros. Kuririn sempre seguiu o bom exemplo de Goku e se dispôs a ajudar aqueles que necessitavam, assim como poupou a vida de seres que qualquer veterinário colocaria pra dormi sem pensar duas vezes.

E ele é um romântico, algo que tá cada vez mais em falta no mundo. Mesmo que sua única experiência amorosa por um longo tempo tenha sido com uma Maria Gasolina que fugiu dele assim que avistou um cara com uma lancha, ele não se tornou um misógino que dispara Kienzan na cara das moças indiscriminadamente.

Claro, o Karma o recompensou eventualmente, pois ele se casou com a Andróide 18, o que nos ensina que após 35 anos de solidão e virgindade insuportáveis, o universo nos recompensará com uma loirinha linda que está sempre de mal humor.

E é por isso que me mantenho sorridente... embora eu vá ficar muito puto se não tiver minha própria Andróide 18 daqui a cinco anos...

3º Lugar – Trunks

Sim, eu sei. Coloquei o mesmo personagem duas vezes na lista, bla bla bla, errado, yadda yadda yadda, injusto, humina humina humina, perda de credibilidade jornalística.

Eu responderia a altura, mas após três dias escrevendo este artigo estou muito cansado e vou deixar passar.

Seja como for, drama e precisão científica não são coisas muito comuns no enredo de Dragon Ball. A série se preocupa mais em mostrar gente explodindo de formas espetaculares do que garantir algo que nos mantenha pensando quando não há um espetáculo de show e luzes na tela.

Mas Trunks reúne estas duas características de forma magistral.

Ok, ele voltou no tempo pois seu futuro foi devastado pelos Andróides 17 e 18, e seu objetivo era alertar seus amigos a respeito destes terríveis oponentes, de modo que pudessem se preparar para enfrentá-los.

Normalmente, neste tipo de história, o viajante do tempo tem a esperança de mudar sua era ao afetar eventos do passado. Mas existe uma regra pouco mencionada na ficção científica que diz que é impossível mudar o futuro de onde se veio, pois foi uma certa cadeia de eventos que gerou o indivíduo que está tentando modificá-los em primeiro lugar, o máximo que pode acontecer é a criação de uma linha de tempo paralela onde existe uma outra versão do viajante.

Ok, tome fôlego.

...

Tudo bem? Podemos seguir? Ok então.

Trunks não conseguiu modificar o mundo de onde veio a fim de que ficasse menos esmerdeado. A única coisa que podia fazer, era treinar com seu pai e amigos no passado para ter a força necessária e derrotar os andróides ele mesmo quando regressasse a sua linha temporal.

Sim, após passar um bom tempo na companhia dos amigos e da família que nunca conheceu, só restava a ele voltar para seu mundinho de bosta, onde seria órfão de pai e não poderia passar os dias com os amigos tão queridos que fez no passado, pois já estão mortos em seu tempo.

E com Piccolo morto, nada de Dragon Balls.

...

Você nunca tinha pensado em nada disso, não é verdade?

Como a cereja do bolo, Trunks transformou Freeza em Shish Kebab, em apenas dois episódios! O cara tem de ser muito especial pra fazer uma luta durar menos de um mês em Dragon Ball.

2º Lugar – Piccolo

Piccolo é um daqueles caras que provam que quem nasce pra rei nunca perde a majestade.

Filho de um grande demônio, Piccolo é feito de pura malícia e ódio e vivia apenas para poder confrontar Goku e transformá-lo em um tapete para sua sala de estar.

Depois, ele desenvolveu uma das mais letais técnicas (do começo) da série. Infelizmente leva cinco minutos para se carregá-la, o que é uma desvantagem grave durante uma batalha, mas nada que usar Goku de escudo humano não resolvesse.

Então, após a morte de seu odiado rival, Piccolo adotou Gohan. Aprendemos então que “paternidade” é uma palavra com significado muito diferente em seu dicionário, pois como disse antes, ele espancava o moleque como se não houvesse amanhã.

Finalmente, ele heroicamente se sacrificou, sendo dizimado por um raio de Nappa para salvar Gohan, quando seria muito mais fácil simplesmente tirar o garoto do caminho.

E o resto é história.

Picollo é um dos personagens mais fascinantes da série e acho que isso se deve ao fato dele ser um tanto único. Temos bicas de terráqueos e Saiyajins, mas ele é o único Nameck que pega no pesado durante a série.

Kami-Sama e Dende só ficam na borda do templo, olhando para a Terra e fingindo que estão ocupados. Piccolo é o único que de fato faz alguma coisa.

Sem contar que ele faz entradas dramáticas muito bem. Lá está o Gohan, prestes a virar bacalhau, quando de repente Piccolo aparece, desvia o raio do inimigo e dramaticamente para no topo de uma estrutura alta para que sua capa tremule ao vento.

E não importa onde picas Gohan estivesse, fosse em uma floresta, área vulcânica ou na Nicarágua, Piccolo sabia exatamente onde buscar o guri... o que indica um certo voyeurismo da parte do sujeito. Se fosse o Gohan, eu ficaria muito paranóico cada vez que pensasse estar sozinho com a Videl.

Por falar nisso, Piccolo é um dos personagens favoritos das fãs da série. Existe uma TONELADA de Fanfics eróticos onde ele é colocado como “par romântico” das personagens femininas criadas especialmente para contracenar com ele.

O que é ainda mais perturbador se levarmos em conta que sua espécie é assexuada e ele não tem o equipamento necessário para fornicações.

Tenha medo... tenha muito medo...

1º Lugar – Vegeta

Vegeta é definitivamente o personagem mais trabalhado da série e o que passou por mais mudanças e evoluções ao longo dela, o que quer dizer um bocado, se considerarmos que este nunca foi o foco de Dragon Ball.

O rapaz começa como um psicopata violento, cheio de sadismo e que comete crimes abomináveis como canibalismo. Acha que eu tou brincando? Procure a primeira imagem dele, tanto no Manga quanto no Anime pra ver.

Então ele veio para nosso planeta e assistiu sem nenhuma emoção o massacre que Nappa causava nos humanos em seu caminho. Quando o grandão deixou de ser útil, Vegeta o matou sem nenhuma cerimônia, mesmo ele sendo seu companheiro mais antigo.

Em Nameck, Vegeta continuou o mesmo sádico de sempre e massacrou dezenas de inocentes. Após levar uma surra homérica de Freeza, ele chegou a conclusão de que não era mais poderoso que seu odiado rival Goku e começou a mudar seu estilo de vida para atingir esta meta.

Este foi o primeiro ponto de mudança em sua personalidade. Ele deixou de ser um homicida frio para se tornar um guerreiro mais disciplinado.

Como todo vagabundo presente na série, Vegeta se mudou para a casa da Bulma ao morar na Terra e a garota aos poucos conseguiu se aproximar dele, o que já demonstra alguma mudança em seu caráter. Se isso tivesse acontecido alguns meses antes, com certeza Bulma acabaria entre duas fatias de pão e assada em fogo brando.

Ok, então apareceu o Trunks do Futuro, para quem ele não dava a mínima. Vegeta continuava o mesmo cuzão de sempre e o máximo de atenção que deu a seu filho foi quando os dois treinaram por um ano na Morada do Templo.

Isto é, até Cell matar o rapaz, o que fez Vegeta pirar e foi seu segundo ponto de mudança na série. Ele nunca havia lutado por ninguém além de si mesmo e de repente enlouquecia de fúria ao ver seu filho caído no chão em uma poça de sangue.

Finalmente, vieram os sete anos de paz entre a saga de Cell e Majin Buu. Vegeta não era mais o sociopata perigoso de antes, mas apenas um homem ranzinza e com pavio extremamente curto.

Infelizmente, o mal em seu coração ainda existia e isso permitiu a Babidi controlá-lo, ele voltou a ser o sádico dos bons e velhos tempos... até que se viu diante de seu filho de novo. Neste momento, Vegeta percebe que tem algo mais pelo que lutar além de si mesmo e abraça Trunks antes de se sacrificar, o que é o ponto de mudança final para ele.

Daqui em diante, o personagem que ele era ao começar a série simplesmente desaparece. Ele ainda levaria algum tempo para aceitar que sempre estaria um degrau abaixo de Goku, mas ele não mais lutou com malícia, e sim passou a se dedicar a proteção de seus entes queridos.

De certa forma, vegeta mostra que o ambiente molda o homem. Quando estava entre os soldados de Freeza, ele matava e destruía, pois era algo comum entre essa gente, mas uma vez na Terra, vivendo entre regras e costumes que viam seu antigo comportamento como abominável, ele se modificou até se tornar um rival respeitável do protagonista da série.

Toriyama mesmo admitiu que não esperava que o personagem se tornasse tão popular e com certeza se dedicou bastante para transformá-lo de um vilão sádico em um dos principais heróis.

Estou arrependido de dizer que Dragon Ball é diversão descerebrada...

Supremo Colocado: Goku

Claro, quem mais poderia ser? O Pui Pui?

Acredito que Goku é um dos melhores protagonistas já criados para uma obra. Coloco-o no mesmo nível de Superman, Optimus Prime e Kenshiro, sem medo.

Eu poderia passar horas o dissecando como fiz com Vegeta, mas sinceramente, vou destacar apenas a sua qualidade que é minha favorita: sua bondade.

Hoje em dia tamos em um mundo onde as pessoas idolatram os heróis ultra violentos. Se um sujeito saca uma metralhadora e estraçalha um bandido com sete trilhões de tiros, ele é massa, caso contrário não.

Curto ultra violência tanto quanto qualquer um, adoro o Justiceiro e outros heróis que pensam com balas e granadas, mas isso não significa que heróis que vivam por outras regras mereçam ser automaticamente desprezados.

Goku luta com ferocidade e não hesita em pulverizar um inimigo, mas ele nunca o faz por um desejo de sangue ou violência, mas como uma forma de proteger a Terra e aqueles que não podem fazê-lo.

De fato, ele demonstrou piedade por boa parte de seus oponentes, Piccolo, Vegeta, Freeza e mesmo Majin Buu foram poupados por ele, que não viu necessidade em matá-los uma vez que estavam derrotados e não mais representavam ameaça.

Não acredito que quadrinhos, desenhos animados ou vídeo games possam estimular uma criança ou adolescente a cometer atos violentos, mas sem dúvida acredito que os heróis destes meios podem influenciar beneficamente a aqueles que os acompanham. Um herói piedoso, gentil e que nunca abandonou a simplicidade e a pureza de seu coração é um excelente exemplo pra todos que acompanham suas aventuras, se você me perguntar.

É só não imitarmos seus modos à mesa que tá tudo bem.

Menção Honrosa:

Yamcha

Deixa ver se eu entendi, o sujeito morava no deserto, com um gato voador como única companhia, então deu a sorte INIMAGINÁVEL de conseguir namorar uma das garotas mais gostosas, ricas e taradinhas da série... e foi infiel a ela?

OOOOOOHHHHHHHH, EU O ODEIO!!!

E por hoje é só. Sei que o artigo ficou longo, mas pode demorar um pouco até o próximo, então aproveitem este o quanto puderem.

Agradecimentos ao meu amigo Vulto Amarelo pela ajuda na fase final do artigo, que tava dura de sair.

Cheers!!!

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