Allonz enfants!!! Como estão vocês?Se vocês se lembram de meu último artigo, eu afirmei ter redescoberto meu amor por Animes, que estava dormente há pelo menos uma década. Desta forma, gastei as últimas duas semanas enchendo o rabo de animação Japonesa, de todos os tipos e todos os jeitos.
Ooooohhhhhh sim, que coisa gloriosa!
Mas não busquei qualquer Anime, fui atrás dos mais violentos que poderia encontrar. Vejam vocês, o aspecto que me atraiu para a animação Japonesa em primeiro lugar foi a falta de pudores da mesma em mostrar sangue e morte.
Claro, eu adoro He-Man, mas as vezes eu queria que ele matasse os moradores da Montanha da Serpente ao invés de simplesmente jogá-los na lama. Se ele cravasse a Espada de Grayskull no crânio do Homem Fera, eu tenho certeza que isso seria uma tremenda pá de cal nos planos do Esqueleto.
Quando percebi que GENTE MORRIA em desenhos Japoneses, imediatamente fiquei fascinado pelos mesmos. Mas com exceção de Vampire Hunter D (que eu acredito, foi o terceiro Anime que assisti na vida), raramente eu encontrava animações que extrapolavam os limites da violência.
Até agora...
Sim, hoje em dia é muito mais fácil encontrar séries cheias de vísceras, decapitações e desmembramentos e assim sendo, passei os últimos dias apreciando animações tão brutais que fariam Rob Zombie acenar em silenciosa aprovação caso as visse.
E é sobre estas séries que falarei hoje! CONTEMPLEM!!!!!
Antes de prosseguir, devo avisar que há imagens bastante sanguinárias no artigo de hoje. Se você é sensível ou simplesmente uma bicha fã do Restart, é melhor deixar passar o artigo de hoje e ler o da semana que vem.
...
Ou o que será publicado em duas semanas, o que considerando meu atual ritmo, é uma expectativa muito mais realista.
Enfim, sem mais delongas, vamos nós!!!
E já começamos bem, com um Anime que eu nem consegui assistir.
A verdade é que só descobri este Anime após duas semanas de busca, a esta altura meu HD já está lotado e como meu PC tá tão bichado no momento que nem me deixa gravar DVD’s pra aliviar espaço, bem...
Não me olhe assim, você faz a mesma coisa! É SIM, VOCÊ MESMO SEU ENRUSTIDO!!!
Mas eu assisti quilos de vídeos sobre esta série no Youtube, então acho que posso falar brevemente a seu respeito sem me envergonhar muito.
Pois bem, aqui temos o jovem Sakura Kusakabe (nada de bom pode vir de alguém chamado “Sakura”), um estudante comum, que está destinado a fazer da Terra o MUNDO PEDÓFILO, ao criar uma tecnologia que impede as meninas de envelhecerem após completarem 12 anos.
... só no Japão mesmo...
Deus fica enfurecido com isso, pois o garoto indiretamente criou a imortalidade. Para remediar a situação, é enviada uma anjinha assassina chamada Dokuro, para reduzir o menino a uma névoa vermelha e marcas de digitais.
Espera... o menino vai criar uma maneira de fazer as mulheres pararem de envelhecer pra poder encaixar o Lego com crianças pelo resto da vida e Nosso Senhor Todo Poderoso fica puto por causa da imortalidade que isso gerou? A pedofilia não o incomoda nem um pouco?
...
...
...
Que seja!
Enfim, Dokuro não quer matar o menino e resolve colocá-lo no bom caminho, para isso ela o provoca impiedosamente e lhe mostra sua calcinha sempre que tem a oportunidade, o que marca este como o melhor estilo de reabilitação já criado.
Eventualmente a série se torna uma daquelas comédias estilo harém, onde um babaca sem atrativos passa a morar com várias meninas adoráveis e lindas, eventualmente se apaixonando por aquela que dá nome ao desenho.
E por que este desenho abre um artigo sobre Animes violentos? Porque em todo maldito episódio, Dokuro mata Sakura de alguma forma horrível, seja arrancando sua cabeça com uma porrada, seja o estrangulando por acidente, seja o partindo no meio com outra porrada ou arrancando seus olhos sem querer ao brincar de “adivinha quem é?”
Ela o ressuscita segundos depois (com o incrivelmente fofo mantra Pi-piru-piru-piru-pi-piru pi!), somente para eliminá-lo de maneira ainda mais grotesca conforme a história prossegue.
E... é.
Tsutomu Mizushima, diretor desta série, também foi o responsável por diversos longas metragens de Crayon Shin Chan. Considerando sua experiência para lidar com crianças animadas sociopatas, não consigo imaginar ninguém mais adequado que ele para o trabalho.
Agora, quero falar dos Animes que realmente assisti nas úlltimas semanas, antes que o resto de minha credibilidade jornalística vá pro ralo.
Desse aqui você ouviu falar, tenho certeza! Qualquer moleque que curtia Anime nos anos 90 e que honrava suas bolas assistiu Ninja Scroll. De fato, este, Street Fighter II, Ghost in the Shell e Akira eram os quatro Animes que TODO MUNDO tinha em casa na época.
Bons tempos, bons tempos.
Ninja Scroll é cria de Yoshiaki Kawajiri, aclamado diretor de animação que nos deu pérolas como Wicked City, Vampire Hunter D Bloodlust e dois episódios de Animatrix (Program e World Record). Ele também trabalhou em bostas como Highlander: The Search for Vengeance e X... mas ninguém é perfeito.
A história nos mostra Jubei, um espadachim errante que tem assuntos a tratar com um lanfranhudo que o ferrou e a seus companheiros de batalha no passado. Temos uma disputa entre o governo e o lanfranhudo em questão por causa de uma mina de ouro e no meio do caminho, muita gente morre de formas horrendas. Jubei conhece também Kaede, uma linda ninja (o tipo de beldade que só Kawajiri consegue criar) que se torna sua companhia relutante ao longo da história e que é a personagem mais interessante do longa.
Pra ser muito sincero, não entendi muito bem a história do longa até hoje, não que seja mal escrita, mas por muito tempo só tive acesso a cópias dubladas em Inglês. Qualquer um que tenha tido o desprazer de assistir a uma dublagem Americana de Anime sabe o quanto elas podem ser ininteligíveis:
Vilão: gAh ChyUbay! wE wANs datH SoRD, AiT’S wORf Et LIS dhU anDReD pISCis oV gUld! HAHAHAHAHA!
Jubei: U Gand Asg Doo Andred Bissus Ó Gol Vo A Sôd! U Asgin Doo Mach! U Da Foo!
Vilão: dAYn iT, ChyUbay!
Recentemente consegui uma cópia legendada, mas ainda não tive paciência pra assistir. Mesmo que agora vá compreender a história, é difícil me convencer que esta não será a mesma experiência frustrante das outras 28 vezes.
Ninja Scroll tem belíssimas cenas de ação que sempre acabam mal pra um dos envolvidos, ou alguém acaba com uma lâmina enfiada no crânio, ou perde os braços, ou é partido ao meio. Mortes limpas não são uma constante aqui.
Mas definitivamente, a cena que fica gravada a ferro em brasa na memória de todos que assistem Anime é o estupro de Kaede.
Veja bem, sempre que presenciamos um estupro em um Anime, a vítima fica corada e geme bastante. Me corrijam se eu estiver errado meninas, mas estes são os sinais universais que demonstram que a mulher está gostando do ato sexual.
Kaede não tem essa reação. De fato, ela faz a cara de nojo mais notável que já vi em uma Animação, como se estivesse apertando os dentes com toda a força pra não morder a própria língua. E os únicos sons que saem de sua garganta vêm do esforço astronômico que ela faz pra não vomitar durante esta provação.
Nenhuma das mulheres presentes em minha vida foi estuprada (graças a Deus), mas imagino que esta, ESTA é uma representação bastante realista do que uma mulher sente quando um homem com o triplo de seu tamanho a imobiliza e a força a fazer este tipo de coisa.
Claro, Kaede é eventualmente salva por Jubei, mas ela não esquece do que lhe aconteceu assim que a cena muda. No momento que informa seu superior que sua missão fracassou, o sujeito está com uma prostituta, bem em meio ao ato. Kaede recebe novas ordens dele (que em momento algum interrompe o que está fazendo) enquanto vê com extrema repulsa o político movendo sua pélvis contra a da outra garota.
E em seguida, em um dos raros momentos de fraquezas demonstrados por ela, Kaede se curva no chão e chora, com nojo de si mesma e de todos, devido ao que lhe aconteceu. Novamente, uma atitude que me parece bastante realista para uma mulher que foi violada de forma tão brutal.
Curiosamente, Kawajiri dirigiu Wicked City (lançado aqui no Brasil como Poderes Eróticos) alguns anos antes. Esta obra pode ser considerada a animação erótica de maior orçamento já lançada no Japão e possui algumas das cenas de sexo mais bem feitas e excitantes de todos os tempos.
É um daqueles desenhos que o sujeito tem de assistir com uma almofada no colo, caso tenha amigas presentes. Mas como este é o sinal universal da ereção inconveniente... que se dane, deixe que elas vejam, elas vão saber o que está te acontecendo de uma maneira ou de outra.
Diabos, quem sabe você dá sorte?
...
De um parágrafo que defende e entende mulheres vítimas de abuso a outro que estimula os leitores a assediarem suas amigas. Acho que cruzei um limite terrível em menos de cinco minutos.
Enfim, Wicked City possui uma cena onde a heroína é estuprada e sua reação é a típica do gênero: gemidos, suspiros e cara de quem está tendo doze orgasmos por segundo.
Em algum momento, uma das mulheres da vida de Kawajiri deve ter assistido a este Anime, o puxou de lado depois e disse “Viu, não é assim que uma mulher reage quando é estuprada!” Prontamente, ele decidiu corrigir o erro em sua obra seguinte e o fez com grande maestria! Bravo, Kawajiri-San!
Eu só gostaria que Wings of Honnemiase tivesse tratado estupro com a mesma seriedade.
Ninja Resurrection é provavelmente um dos animes mais injustiçados de todos os tempos, a começar pela sua origem.
Reza a lenda que o estúdio Phoenix Entertainment estava mal das pernas e precisava de uma grana extra urgente para concluir a sua obra de arte, o OVA de Robô Gigante. Desta forma, decidiram lançar uma série de orçamento mais baixo, baseada em um famoso romance da época do Shogunato e que supostamente resolveria seus problemas financeiros.
Não deu certo e a produtora precisou rodar bolsinha na esquina pra descolar a grana necessária para financiar o resto de Robô Gigante, cujos sete episódios levaram quase uma década para serem lançados.
Aliás, a série nunca foi completada, apenas dois episódios existem.
Ninja Resurrection foi baseado no romance Makai Tensho, de Futaro Yamada, publicado em 1967 e que usa o cenário da Rebelião de Shimabara como pano de fundo para a história. Basicamente, foi uma revolta de Japoneses Cristãos contra o governo, em que eles foram liderados por Amakusa Shiro Tokisada.
Sim, AQUELE Amakusa que você não conseguia derrotar no final de Samurai Shodown.
Pois bem, no romance, Amakusa não fica na dele depois de morto, como aconteceu na vida real. Ele DESPIROCA E ENLOUQUECE FEITO A LOUCA DOS GATOS após o massacre e se alia ao capeta pra obter sua vingança. Mais ainda, ele traz de volta a vida personagens históricos e lazarentos para auxiliá-lo nessa missão.
Devo dizer que Ninja Resurrection foi o Anime mais grotesco no fim dos anos 90, um período que eu pessoalmente considero extremamente frozô para os Animes. As coisas mais pesadas que um sujeito podia assistir nesses sombrios tempos eram Ah! My Goddess e Video Girl Ai.
Ok, no primeiro episódio, Jubei Yagiu, o samurai mais usado da história do Japão, junta seu pelotão de soldados ninjas e ataca a rebelião de Shimabara sozinho, fatiando todo mundo que encontra pelo caminho. Duas crianças fofinhas são mortas no processo e Jubei usa suas cabecinhas decapitadas como forma de distrair Amakusa a fim de lhe dar o golpe fatal.
Isso só no primeiro episódio.
No segundo, temos um estupro que parte uma garota ao meio (oh, você pensa que eu estou brincando), desmembramentos, um guerreiro estripado que usa seus intestinos como tentáculos para matar seus agressores e Amakusa renascendo como um demônio.
Agora, quando eu falo “renascendo”, entenda isso literalmente. Uma garota é fecundada, tem uma gestação completa em segundos e Amakusa sai de dentro dela já adulto... de facto, ele força uma cesariana na menina pra sair.
É, pois é.
Aliás, a distribuidora Americana rebatizou Makai Tensho como Ninja Resurrection e divulgou a série como se fosse a continuação de Ninja Scroll. Como a animação é muito inferior e as duas histórias não tem absolutamente nada a ver uma com a outra (exceto pelo herói de ambas se chamar “Jubei”), a resposta dos fãs não foi das mais positivas. De fato, os desafio a encontrar UM review sequer deste Anime que fale bem dele.
O que marca que provavelmente sou o único fã que este OVA tem no mundo. Ai de mim...
Conversemos então de um OVA totalmente obscuro, sobre o qual acredito que muita gente sequer ouviu falar.
Baoh é uma criação de Hirohiko Araki, que alcançou fama no meio ao criar a gigantesca e incompreensível série Jojo’s Bizarre Adventure, que todos nós só conhecemos porque a Capcom lançou um game de luta bem bacana baseado nela para o PsOne e o Dreamcast.
Você sabe, aquele game cujas únicas personagens femininas são uma odalisca semi nua e uma morena em cujo Special seus peitos inflam, explodem e disparam tachinhas no adversário.
É... então.
Mas Baoh é o produto de uma época em que Hirohiko ainda não recebia cheques de Royalties da Capcom e estava lutando pra ganhar o pão nosso sem recorrer a produzir pornografia. Baph nos prova que as vezes é melhor desenhar o bom e velho entra-e-sai-entra-e-sai-de-novo do que criar algo novo.
E quando eu digo “novo” estou sendo extremamente gentil.
Lembra quando você era pequeno, brincava com seus amigos e ia inventando uma história pra acompanhar a partida? Você misturava coisas de filmes, seriados e desenhos que gostava e ia inventando conforme avançava?
Pois é, o mesmo que M.Night Shayamalan parece fazer na maioria de seus filmes.
Em Baoh, boa parte do enredo foi roubado do Kamen Rider original, o resto foi copiado de filmes de Hollywood, com uma pitada de coisas genéricas encontradas em ficção científica Japonesa.
Aqui temos Ikurou, um rapaz que é seqüestrado por uma organização DO MAL e que tem um parasita implantado em seu cérebro, o que lhe dá super poderes e o torna praticamente invencível. Logicamente ele foge, faz amizade com Sumire, uma menina sensitiva (o que seria do Cyberpunk Japonês sem P.E.S?) e mata todos os capangas que os vilões mandam contra ele.
O Mangá durou um ano e gerou míseros dois encadernados, fracasso que demonstra que os Japoneses tinham pouca tolerância a cópias no passado. Como Bleach faz sucesso, acho que esse tipo de postura mudou em algum momento entre 1984 e 2001.
Eventualmente Hirohiko aprendeu a desenhar a e escrever sem roubar (muitas) idéias dos outros e fez sucesso com o já mencionado Jojo. Baoh foi eventualmente varrido para os anais da obscuridade Mangática.
Mas como no Japão as pessoas cagam dinheiro, alguém achou que seria uma boa adaptar uma cópia medíocre de Kamen Rider em um OVA, o que prova que QUALQUER COISA pode virar uma animação no Japão.
O Anime de Baoh não é ruim, mas passa uma enorme sensação de “eu já vi isso antes”, pelos motivos que eu já expliquei. E pra um longa de pouco mais de 50 minutos, os personagens passam um bocado de tempo conversando, se apresentando e contando de suas vidas uns para os outros.
De fato, só existem quatro cenas de ação em Baoh, dos quais apenas uma é realmente boa.
Dito isso, devo dizer que conheci este Anime quando fiz uma busca por “Violent Anime” no Youtube. Baoh é cheio daquela violência exagerada, gratuita e totalmente desnecessária tão presente em Animes das décadas de 1980 e 1990 onde pessoas derretem, são incineradas, desmembradas, temos um bocado de decapitações e um sujeito é usado como aríete para derrubar uma parede.
Baoh também conta com a fêmea fatal mais mal usada da história da animação Japonesa. O vilão tem uma secretária linda que possui apenas duas cenas de destaque: quando ela tenta sem sucesso capturar Sumire no começo do longa e quando morre estupidamente no fim, empalada por uma estalactite.
Diga-se de passagem, a mulher não consegue capturar uma menina de nove anos, o que lança sérias questões sobre como ela arranjou esse emprego.
Não sei se a cena da morte da moça (cujo nome nem faço questão de lembrar, tamanha a sua importância) foi feita com a intenção de chocar, mas eu ri pra cacete quando a vi. De fato, a achei tão hilária que as escolhi pra abrir o artigo. Sempre é bom começar com uma piada.
Apesar de tudo, Baoh – The Visitor é extremamente bem produzido para a época. Eu recomendaria para fãs de Anime ruim dos anos 80, mas como sei que vocês só querem ver a cena em que o herói mata uma tropa de militares, aqui vai.
De nada.
Quem acompanha meu blog há algum tempo já deve ter percebido que sempre que eu falo de Manga, dou um jeito de enfiar Go Nagai no meio.
Pois bem, Go Nagai é uma lenda do mercado Japonês de quadrinhos. Como Osamu Tezuka, ele se aventurou em todo tipo de gênero disponível para Mangas, de séries de ação com robôs gigantes a terror apocalíptico, de sagas com heroínas gostosas semi nuas a... sagas com heroínas gostosas completamente nuas.
Claro, nem todas as suas obras foram sucessos gigantescos como Mazinger Z, Devilman e Cutey Honey, ao longo de sua carreira, Nagai teve de engolir uma boa dose de fiascos também, como Violence Jack e Rambo Sensei.
Sim, existe um mangá chamado Rambo Sensei. Não, eu não sei sobre o que se trata e tenho muito medo de descobrir.
Violence Jack por outro lado tem uma história interessante. Não seu enredo, mas a história por trás da produção e lançamento do Anime.
O quadrinho foi lançado, parado e reiniciado por Nagai diversas vezes ao longo das décadas de 1970 e 1980 e era uma semi continuação de Devilman. Supostamente, Violence Jack é Akira Fudo, herói de Devilman e o mundo devastado onde se encontrava era uma nova realidade criada por Deus onde Satã seria eternamente humilhado pelo Slum King, uma entidade criada por ele mesmo como forma de se punir por ter matado Amon/Akira, enquanto isso, Jack é uma das três partes de Devilman e só poderá se tornar completo se unir-se com as demais porções de seu ser, uma mulher e uma criança que neste mundo desolado assumiram a forma de dois pássaros, então... AAAAAAARRRRRGH!!!
Go Nagai, vá se foder bem na orelha!!!
Nada disso está presente no Anime, o que é bom, mas nenhuma outra história foi escrita para substituir a original, o que é mau. O enredo do OVA normalmente consiste dos seguintes fatos: Jack aparece, pessoas falam palavras, atrocidades acontecem e o herói da história mata todos os maus de maneiras abomináveis.
Três episódios foram lançados com as aventuras de Jack: Harem Bomber, Evil Town e Hell’s Wind, nesta ordem. Evil Town foi o primeiro a ser lançado nos Estados Unidos, o que faz muita gente acreditar que seja o episódio inicial da animação, por outro lado, mas acredito que a distribuidora Americana (Manga Video, a quem interessar possa) capitalizou nele por ser o mais polêmico da série e o que tinha maior potencial para atrair público.
Em Evil Town, conhecemos uma cidade que foi soterrada pelo “grande terremoto” e se dividiu em três setores: A, cheio de estupradores dissimulados, B, cheio de estupradores óbvios e C, com as mulheres do Setor A que foram estupradas e conseguiram fugir do lugar.
Classudo!
As pessoas desta cidade cavam diariamente na esperança de conseguirem achar uma saída para o mundo superior. Nos intervalos da escavação, estupram e matam umas as outras porque... bem... é.
Um dia, encontram um cara imenso, com costeletas ainda maiores, enterrado em uma parede. É o Jack e ele decide ajudar as mulheres do Setor C porque são as únicas personagens da animação que não são odiosas a partir do momento que abrem a boca.
Então, por cinqüenta minutos, crianças são mortas, pessoas são desmembradas e evisceradas, temos MUITAS cenas de estupro (nenhuma mulher da história escapa intacta), Jack dispensando a justiça tardia tão em voga nos Animes do estilo, quando ele pune os maus da maneira que causa mais sujeira possível no cenário e pra fechar com chave de ouro, uma cena de canibalismo.
Aliás, os estupros aqui não são nem um pouco discretos, há genitálias e penetração claras, o que torna este um dos poucos materiais criados por um autor de renome do Japão que pode ser considerado Hentai. Claro, existe o famoso mosaico eletrônico de baixo orçamento presente nestas cenas... mas as coisas tão lá, é só olhar pra ver.
Graças a péssima decisão do diretor de transformar Violence Jack em pornô pós apocalíptico de baixo orçamento, a série foi horrivelmente censurada nos Estados Unidos e demorou muito para que os fãs Ocidentais tivessem de ver todas as atrocidades presentes nesta abominação.
E já que eu mencionei a direção, o responsável por ela foi Ichiro Itano, que trabalhou na série clássica de Macross e criou os belíssimos combates aéreos da mesma. Foi ele quem desenvolveu os “balés de mísseis zigue-zagueantes que atingem tudo menos uns aos outros”, uma das marcas registradas da franquia.
O roteiro da série foi adaptado do Mangá por Sho Aikawa, que eventualmente desempenharia a mesma função em um Anime que vocês talvez já tenham ouvido falar: Fullmetal Alchemist.
Todos tem um passado...
Aliás, a dupla também foi responsável por Angel Cop, certas pessoas demoram até acertar o passo na carreira.
Com exceção de Evil Town, Violence Jack é um Anime bastante chato. Se tiver curiosidade em conhecê-lo, preocupe-se em assistir apenas este episódio... ou melhor, leia, aqui e aqui, é bem mais rápido.
E como podem ver, coloquei uma moça semi-nua na imagem acima, embora eu acredite que seus intestinos expostos chamam muito mais atenção que seus peitinhos. Não dou mais a mínima pra mostrar moças animadas semi nuas aqui! Me processem!
E já que eu falei de Angel Cop...
... devo dizer que este é um dos piores, mas mais inexplicavelmente divertidos Animes que já assisti.
Não é algo no estilo de Transformers: Revenge of the Fallen, que reconhecemos como abominável e sentimos muita vergonha de nos divertirmos com ele. Angel Cop é ruim, tem uma péssima história, resoluções estapafúrdias, personagens nada críveis e a protagonista de Anime mais odiosa que alguém já teve o trabalho de criar.
E mesmo assim, não há outra maneira de descrever a série além de SUPER FODA PRA CARALHO!!!
Ok, o enredo.
A história se passa na década de 1990 e o Japão é a maior potência mundial. Um grupo terrorista chamado Red May causa diversos atentados com a intenção de promover os planos do partido Comunista no país e os únicos que podem detê-los são os membros da S.S.F.
Imagine o BOPE, mas com apenas cinco membros e que não requer uniforme. Desta forma, temos oficiais que andam por aí com jaqueta aveludada e sem camisa, e moças que vestem camisa regata com o farol aceso durante o cumprimento do dever.
Enfim, os membros da S.S.F tem permissão para usar de todo e quaisquer meio disponível para se livrarem dos malfeitores e é exatamente isso que Angel, heroína da história o faz. Logo em sua primeira cena, ela executa uma secretária com dois tiros no peito e dois na cabeça, espalhando os miolos da moça pela parede.
E mais, em um bate papo com seu parceiro Raiden, ela afirma que não hesitaria em atirar caso um terrorista usasse uma criança como escudo. Dane-se o pimpolho, o que importa é cumprir a missão a qualquer custo.
De fato, em uma cena a moça se depara com este impasse e não hesita em atirar no terrorista e na criança. Felizmente um sensitivo deteve as balas a tempo com sua telecinésia e salvou o guri.
ESPERA, O QUÊ???????
Sim, há um trio de sensitivos neste Anime, que se auto batizaram Hunters e caçam terroristas com seus poderes. Entre eles estão Freya, uma menininha da cabelos cacheados que é pirocinética, Ashura, que parece um membro reserva do Twisted Sister e que possui a já mencionada telecinésia além de teletransporte, e Lucifer, uma loira boazuda e bombada parecida Brigitte Nielsen (você sabe, a mulher do Ivan Drago) e que pode se conectar fisicamente a computadores, algo que faz muito pouco sentido em uma era pré internet.
Aliás, Raiden cai violentamente de sua moto em uma cena (algo para o qual Angel não dá a mínima, ela simplesmente continua a perseguição aos suspeitos) e é reconstruído como um cyborg.
Em poucas palavras, Angel Cop começa como um Anime policial razoavelmente plausível e descamba para o Cyberpunk ensandecido conforme avança. Eu juro, Itano e Aikawa tomaram doses de ácido homéricas quando conceberam a história.
Calma, ainda não contei a melhor parte do enredo! A organização Red may estava apenas obedecendo ordens de uma coalizão Judáico-Americana que visava destruir o Japão!
SHALOM!!!
Eu não assisti Angel Cop completo, pois há um limite para a quantidade de histeria que meu cérebro aguenta, mas nos três episódios iniciais pessoas são baleadas, incineradas, viradas do avesso, esmagadas e sofrem acidentes de carro espetaculares.
Em uma cena especialmente memorávell, os chefões do S.S.F torturam o líder do grupo Red May. Como? Eles amarram uma fita em seu braço e cortam sua circulação por alguns dias, o que faz com que o membro fique gangrenado. Quando ele já está razoavelmente apodrecido e cheio de feridas, despejam água fervente nele.
E você achando que o Capitão Nascimento era foda com o saquinho plástico dele.
Um dia pretendo reunir a coragem necessária para assistir aos três episódios restantes, mas desde já lamento o fato de Angel Cop possuir apenas seis episódios. Tenho certeza que a heroína seria forçada a enfrentar um Rabino Cibernético no sétimo episódio caso este tivesse sido produzido.
OY VEY!!!
Genocyber foi exibido no Brasil pela finada Rede Manchete, em seu ainda mais finado horário U.S Manga Corps, onde exibiam OVA’s da distribuidora Americana homônima nas Sextas Feiras, após Shurato e Samurai Troopers.
Eu achei que ninguém se lembrava deste Anime, mas qual minha surpresa ao ver que TODO MUNDO que eu conheço assistiu essa porcaria e ainda guarda lembranças dele. Não exatamente lembranças boas... mas lembranças mesmo assim.
Falando em lembranças, alguém se recorda dos dias finais da Rede Manchete? Teve uma ocasião que a emissora saiu do ar e um sinal pirata entrou em seu lugar, onde funcionários insatisfeitos da empresa colocavam cartazes de protesto em frente a câmera, em uma tentativa de fazer o público ver o perrengue pelo qual estavam passando.
Um dos cartazes dizia “A Manchete não está nos pagando” enquanto outro declarava “estamos passando fome”. Este último foi colocado por uma mão feminina segurando um cigarro, o que dá uma conotação irônica ao mesmo.
Digo, não tem dinheiro pra comida, mas a grana do tabaco é sagrada.
Mas voltando, Genocyber foi produzido pelo estúdio ARTMIC (que faliu em 1997, podemos perceber um tema recorrente aqui) e dirigido e escrito por Koichi Ohata.
Ohata é responsável pelo infame M.D Geist, que também foi exibido aqui pela Manchete e nada mais é que uma fábula pós apocalíptica ultra violenta e sem enredo algum, sobre um homem que é a máquina de guerra suprema.
Genocyber por sua vez, é uma fábula Cyberpunk ultra violenta e sem enredo algum, sobre irmãs gêmeas que quando unidas, se tornam a máquina de guerra suprema.
Grande diferença.
O negócio é que Ohata parece ter escrito roteiro o suficiente para preencher dez episódios de uma série animada, mas recebeu orçamento só pra cinco. Assim sendo, ele cortou tudo que podia do enredo para fazer tudo caber na animação e compensou os buracos da história com ultra violência.
Ok, Elaine e Diana são irmãs gêmeas. A primeira tem a inteligência de um animal (ou de uma criança pequena, a série a mostra agindo como ambos e não explica qual a personalidade “real” dela) e a segunda é aleijada e precisa de um corpitcho cibernético apenas para poder se locomover.
O pai das duas estava desenvolvendo o projeto “Vajura” que aparentemente é uma forma superior de Percepção Extra Sensorial. Um cientista DO MAL mata o sujeito, se apossa de sua pesquisa, “adota” as meninas e as transforma em experimentos.
Elaine foge, faz amizade com um menino de rua, Diana é enviada para capturá-la, as duas lutam, Elaine é aparentemente desintegrada no combate, mas na verdade ela se funde a Diana. Em um corpo só, elas se transformam em Genocyber e destroem Hong Kong ao enfrentar monstruosidades mecânicas enviadas para capturá-las.
Agora, este é o resumo do que EU entendi da história. Genocyber não perde tempo com o enredo, o desenho simplesmente acontece e é preciso prestar uma atenção brutal a tudo que rola na tela para se poder extrair um mínimo de sentido da série.
Os episódios 2 e 3 são um pouco mais coesos. Elaine (ainda unida a Diana e agora usando seu corpo cibernético) vai parar em um porta aviões onde estão fazendo experiências com outro Vajuranoid. O bicho enlouquece, mata toda a tripulação exceto a menina e a médica que cuidava dela e temos mais cenas de carnificina explicita até que Genocyber aparece pra matar o vilão.
O quarto e quinto episódios mostram que Genocyber passou 100 anos lutando contra o mundo e devastou a civilização. Sobrou apenas uma cidade, em que uma menina sensitiva cega e seu namorado tentam sobreviver, mas a ditadura local só fode com a vida deles. Obviamente, a protagonista deste episódio se funde a Elaine e Diane e forma uma versão ainda mais devastadora de Genocyber e no final... nada faz sentido.
Eu juro, Genocyber é um dos Animes mais incompreensíveis de todos os tempos.
Quanto à violência, é uma das mais desnecessariamente gratuitas de todos os tempos. Pessoas morrem de formas horríveis e nojentas simplesmente “porque sim”. Em uma cena, Elaine é levada para um hospital e um pelotão de caras DO MAL entra no lugar e mata TUDO lá presente, só para reaver a menina. O detetive que a estava vigiando é amarrado em uma cama, tem o torso aberto e os órgãos expostos e é largado lá, ainda vivo.
Depois, os dois cyborgs DO MAL que trabalhavam para a corporação DO MAL, matam todos o pelotão de caras DO MAL presente no hospital, por nenhum motivo aparente.
E não vamos esquecer das dedadas vaginais que um cientista DO MAL usa para torturar Diana em uma cena. Ela está atrás de uma tela de Raios X neste momento, mas é muito claro o que acontece.
Mesmo com suas falhas IMENSAS, não posso evitar de ter um xodó por este Anime. Me apeguei a história dessas duas irmãs que foram vítimas de abuso a vida inteira e nunca puderam receber carinho de seus pais, como toda criança merece.
Pra acentuar este sentimento, os créditos do episódio final mostram ilustrações adoráveis de quando as duas ainda eram bem pequenas e não estavam servindo de cobaias de teste ainda, o que passa uma sensação de perda ainda maior ao vermos o que as duas pobrezinhas se tornaram.
É o meu lado paizão falando... o que posso fazer?
De fato, graças a este Anime, não quero mais ter uma filha só, quero gêmeas... o que torna minha busca por uma parceira ainda mais difícil.
É mais fácil eu construir minhas filhas mesmo, vou começar a estudar engenharia!
Aliás, Genocyber tem a música Fairy Dreamin', um dos melhores temas de encerramento de Anime que já escutei. Claro, o link providenciado te leva até a canção, mas também mostra as piores e mais horrendas cenas de violência do desenho... mas você aguenta, não é verdade?
Inicialmente, eu estava com um pé atrás com esta série. Simplesmente porque não curto o estilo Moé nela presente.
Pra quem não conhece, Moé é um visual bastante popular no Japão atualmente, onde garotas possuem traços infantis, olhos mais enormes do que o normal e são tão adoráveis e doces que diabéticos caem fulminados sempre que as vêem.
Mas após assistir, devo dizer que Elfen Lied recuperou minha fé no atual mercado de animação Japonesa.
O mangá foi criado por Lynn Okamoto, que até o momento não lançou nenhum outro trabalho de destaque. A série animada foi magistralmente dirigida por Mamoru Kanbe, que soube adaptar muito bem mais de 60 capítulos do Manga em 13 episódios, além de dar um bom final original para o Anime.
E aqui vai algo chocante: Kanbe também dirigiu o Anime de Card Captor Sakura.
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A redenção está ao alcance de todos os homens, realmente.
Elfen Lied narra a história das Diclonius, meninas com chifres (sejamos francos, são orelhas de gatinho) que são mostradas como o novo passo evolutivo da raça humana. Elas possuem o poder de controlar braços invisíveis chamados “Vetores”, com os quais podem segurar objetos, se locomover ou despedaçar e fatiar pessoas, o que acontece várias vezes ao longo da série.
De facto, os dez minutos iniciais do primeiro episódio são a mais violenta apresentação de uma série animada que eu já vi. A protagonista Lucy foge do cativeiro onde esteve presa por anos e caminha calmamente (peladinha, diga-se de passagem) até a saída, estraçalhando todos os que tentam detê-la.
Em uma cena que desafia tudo que eu pensava saber sobre Anime, uma das vítimas de Lucy é uma secretária atrapalhada e engraçadinha, que tinha tudo para ser o contrapeso cômico da série. Mal entra em cena e a menina é decapitada e seu corpo usado como escudo contra os guardas.
Durante a fuga, Lucy leva um tiro na cabeça e cai no mar. Eventualmente ela vai parar em uma praia, sem memória, agindo como uma criança muito pequena e repetindo a palavra “Nyu” o tempo todo. Ela é encontrada pelo casal de primos Kohta e Yuka, que decidem cuidar dela.
Apesar de se comportar de forma inocente e fofa a maior parte do tempo, vez ou outra “Nyu” volta a ser Lucy, então pessoas são fatiadas e desmembradas até que a menina reverte a sua forma mais inocente e inofensiva.
A série não mostra apenas violência física, mas psicológica também. Lucy explica que as Diclonius são violentas e só pensam em matar humanos, mas vemos ao longo da série que elas sofrem inúmeros abusos nas mãos dos humanos, sendo submetidas a experimentos que não podem ser considerados menos que tortura desde uma tenra idade. As Diclonius são assassinas frias, mas não passam de um produto do meio em que foram criadas.
Lucy sofreu preconceito das crianças em seu orfanato durante toda a infância, o que chegou ao seu ápice no dia em que os meninos do lugar mataram seu cachorrinho a pauladas bem na sua frente. Por outro lado, Nana, uma Diclonius que foi submetida a experimentos desumanos também, é doce e não quer ferir ninguém, algo que provém do fato de um dos cientistas responsáveis por ela a tratar como uma filha, lhe dispensando o carinho que ela tanto necessitava enquanto aprisionada.
E não são apenas as Diclonius que sofrem na série, o resto do elenco também pasta um bocado. Uma das personagens mais marcantes é Mayu, uma menina que fugiu de casa e que sobrevive das cascas de pão que ganha da dona de uma confeitaria, com o pretexto de que são para alimentar seu cachorrinho. Ela era abusada sexualmente pelo padrasto e simplesmente não agüentou mais.
E a série não segura nenhum soco contra o espectador! Mayu tem flashbacks de seu passado e somos obrigados a ver um sujeito mandando uma menina de 12 anos tirar a roupa e ficar de quatro pra ele. Junto com Ninja Scroll, é esta é uma das cenas de abuso sexual mais aflitivas já vistas em um Anime.
Grande parte da tensão vem justamente do fato que todos os membros do elenco principal sofreram traumas terríveis e nos apegamos a eles. Só queremos que eles tenham um pouco de felicidade, pois é o mínimo que merecem após todas as provações que passaram. Infelizmente temos a sensação de que algo horrível vai acontecer a qualquer momento e isso nos mantém pendurados na cadeira o tempo todo.
Não quero falar muito mais da série, assista se tiver a chance, que não vai se arrepender.
Ah sim, há um pouco de fanservice besta na série, como o momento que Kohta acerta o cotovelo no peito de Nyu, a menina fica com tesão e o força a boliná-la, mas nada que afete a experiência total da animação.
É um fato científico que sem fanservice, a economia do Japão quebra. É inegável.
Hokuto no Ken - Gekijōban Seikimatsu Kyūseishu Densetsu
Que maneira melhor de encerrar o artigo do que com o longa metragem de Hokuto no Ken?
E sim, eu sei que tenho o péssimo e dispensável hábito de escrever por completo os longos nomes originais de todos os produtos baseados na série. Com Hokuto no Ken, sou um puta de um purista babaca.
Mas reconheço minha falha e isso me torna humilde.
...
Eu espero.
Seja como for, já contei a história de Holuto no Ken e não pretendo repeti-la. Se você ainda não a conhece, que vergonha, QUE VERGONHA! Tem um link permanente na lateral do blog de onde você pode baixar o Manga inteiro pra ler! COMO? COMO É POSSÍVEL QUE VOCÊ AINDA NÃO TENHA LIDO? VOCÊ! VOCÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ!!!
*ARRAM*
O longa metragem foi lançado em 1986, época em que Hokuto no Ken estava no auge de sua popularidade e diversos autores (como Masami Kurumada) tentavam sem sucesso replicar suas doses infinitas de macheza. Nesta produção, o enredo da série é resumido até o ponto em que Kenshiro e Raoh se enfrentam pela primeira vez, vários personagens são modificados e outros (como Toki e Mamiya) são totalmente limados da história.
Agora, Hokuto no Ken sempre foi violento, mas o Manga possuia uma elegância difícil de explicar. Claro, pessoas explodem, mas não é algo tão grotesco quanto a descrição faz parecer. Se você ler a série, entenderá o que quero dizer.
O Anime ainda continha boas doses de violência, mas muito dela foi amenizada. Sempre que alguém ia explodir, ele se tornava um vulto e em seguida viamos apenas sua silhueta sofrendo os efeitos do nosso querido Hokuto Shinken
Mas no longa metragem... pelo amor de Benji, os produtores perderam a noção.
Ok, na cena que Heart é derrotado, sua pança infla antes de explodir, como em todas as versões da história. Mas no longa metragem seus intestinos são expelidos por um furo em sua barriga ao longo da cena e então serpenteam em frente a câmera por um segundo.
Quando Jagi é derrotado, a cabeça dele explode em close... como podem ver na imagem acima.
Finalmente, tem o confronto entre os exércitos de Kiba e Raoh, onde centenas de pessoas são cortadas em pedaços e podemos ver camadas de pele, gordura e ossos antes de chegarmos aos órgãos internos de cada vítima.
O longa metragem é tão terrivelmente violento que é um dos raros casos onde uma animação feita para o cinema recebeu filtros que borram as cenas mais violentas. Alguns fãs acreditam que uma versão sem o dito filtro foi lançada em Hong Kong e na Itália e eles estão dispostos a pagar fortunas por fitas VHS das mesmas no Ebay.
Eu? Eu fico feliz com meu DVD remasterizado digitalmente, mesmo que censurado. Muito obrigado.
Aliás, sabiam que esta é a animação favorita de John Cena, astro da WWE? As vezes me perguntam como eu posso gostar dele, bem, ele reconhece o valor de Kenshiro e homens assim devem ser admirados.
E por hoje é só. Sei que ainda tem muito mais coisa sanguinária no Japão, mas ficarão para um próximo artigo. Após duas semanas assistindo só cenas de morte, ódio e desmembramentos, eu preciso de uma folga. Vou assistir algo fofo pra me desintoxicar um pouco.
Alguma amiga deve ter Honey Honey pra emprestar.
Que foi? Honey Honey detona!
Seu inseguro!
Cheers!!!








Hooray!!!
20º Lugar – Mestre Kame
19º Lugar – Nappa
17º Lugar – Majin Buu
16º Lugar – Bardock
15º Lugar – Pan
14º Lugar - Vegito
13º Lugar – Freeza
12º Lugar – Cooler
11º Lugar – Goten & Trunks
9º Lugar – Videl
7º Lugar – Mr. Satan
6º Lugar – Cell
4º Lugar – Kuririn
3º Lugar – Trunks
2º Lugar – Piccolo
1º Lugar – Vegeta
Supremo Colocado: Goku