terça-feira, 18 de maio de 2010

Pessoas Indestrutíveis.

Não seria foda ser indestrutível?

Digo, saber que nada no mundo pode te matar, que você é tão durão quanto um filho gerado pelo amor proibido de Mr. T e Chuck Norris, que se um míssil o atingir na barriga (mais sobre isso daqui a pouco) você simplesmente vai sentar e tomar um chá enquanto os médicos ao seu redor gritam “PUTA MERDA!!! PUTA MERDA!!!”

Pois saiba que ser indestrutível não é privilégio dos heróis de quadrinhos ou do Mick Foley. Há pessoas reais, no nosso mundo real, que já passaram por provações piores do que assistir a doze horas seguidas de Domingão do Faustão e sobreviveram.

Assim sendo, reuni alguns exemplos de pessoas que são nossa melhor chance de defesa caso a Terra seja invadida por alienígenas hostis, gigantes e pederastas um dia.

E antes que alguem mais me acuse de plágio, aqui está o artigo que me inspirou a escrever sobre este assunto.

HUNF!!!

Agora, acompanhem-me!

Vesna Vulovic

Vesna era uma aeromoça na década de 1970. Você sabe, aquelas garotas gentis, sempre sorridentes, que nos trazem amendoins, fones de ouvido e afofam nossos travesseiros mesmo quando querem nos sufocar com eles.

Um belo dia ela foi escalada para fazer um turno extra, o que era bom, pois ela ganharia uma graninha a mais no fim do mês, o único problema é que neste exato dia, o avião em que ela estava foi seqüestrado por terroristas.

Santa fatalidade, Batman!

Pra piorar as coisas, estes seqüestradores pertenciam a Organização Cobra, pois nada mais explica o fato de que eles EXPLODIRAM O AVIÃO ENQUANTO ELE ESTAVA NO AR!!!

Digo, devem haver coisas melhores para se fazer com um avião sequestrado, mas se o seu chefe é o Comandante Cobra, não há muito o que discutir.

Ok, uma explosão aérea é algo muito grave, mas de alguma forma, Vesna sobreviveu a isso... para cair de uma altura de 33 mil pés de altura e bater em velocidade terminal na encosta de uma montanha.

Ouch!

Vesna quebrou alguns ossos e ficou em coma por algum tempo, o que é muito pouco, se considerarmos que ela sobreviveu a algo que transformaria a maioria de nós em uma mancha na paisagem.

Quando despertou, ela descobriu que estava paralisada da cintura para baixo. Ao invés de chorar e se lamentar como a vida é injusta, ela usou de sua força de vontade capaz de dobrar o Galactus e voltou a andar.

E mais, ela continuou trabalhando como aeromoça por muitos anos vindouros, o que demonstra que ela é imune a traumas psicológicos também... uma capacidade que nem mesmo Batman possui.

Sim... uma aeromoça conseguiu superar o Batman.

...

Nem sei mais o que dizer depois dessa.

Joseph Guzman

Era uma noite comum em Nova York, Joseph Guzman e seus amigos saiam de uma despedida de solteiro quando algo inesperado aconteceu... ele e seus amigos começaram a trocar tiros com a polícia.

Os tiras aparentemente chamaram o Robocop para dar auxílio, pois é a unica explicação para o fato de Guzman ter sido baleado DEZENOVE VEZES!!! Só Alex Murphy gastaria tantas balas com uma pessoa só.

Os policiais começaram a se parabenizar, abriram uma nova caixa de Donuts, mas antes que pudessem dar a primeira mordida, perceberam que Guzman ainda estava vivo. Neste momento, eles o levaram para o hospital o mais depressa possível, pois você não vai querer deixar um homem que sobrevive a 19 balaços acordar na sarjeta, ele não precisa de mais motivos ainda para querer se vingar.

No hospital, os médicos descobriram que as balas o atingiram nas pernas, peito, abdômen e no rosto. Sim, ele levou um tiro na bochecha! E você aí reclamando de uma espinha inflamada no canto da boca.

Os médicos ficaram tão chocados com a quantidade de ferro incrustada no rapaz que fizeram a única coisa que lhes parecia lógica no momento: deram-lhe uma injeção anti tetânica.

Sim, porque se você leva 19 tiros, o risco de tétano deve ser a maior preocupação dos médicos.

Enfim, as balas e o tétano não puderam detê-lo, e hoje, Guzman ronda as ruas de Nova York olhando feio para os policiais, que sabem que suas armas nada podem contra ele...

Channing Moss

Quando eu falei do tiro de bazuca na barriga no início do artigo, aposto que você ficou curioso. Deve ter pensado “Ora, estás apenas querendo me enrolar, não é Alface? Ninguém sobrevive a um tiro de bazuca na barriga!”

Stallone sobrevive, mas não é sobre ele que vou falar hoje e sim de Channing Moss.

Veja bem, Moss era um soldado Americano no Afeganistão e sua missão era lutar contra o Talibã sabendo que seu país não dá a mínima para ele e que se perder um membro em combate, vai viver de uma pensão ridícula o resto da vida e nem vai ganhar um filme em sua homenagem.

Acredito que foi este tipo de pensamento que o fez adquirir sua resistência sobre humana, pois um belo dia, seu pelotão foi emboscado por soldados inimigos portando lançadores de foguetes, do mesmo tipo que você usa pra explodir carros em GTA IV.

Pois bem, um míssil foi disparado contra o veículo que Moss pilotava e neste momento ele sentiu uma sensação estranha no lado do Abdomen. Certo de que não era fome ou paixão, ele olhou para descobrir o que era, quando viu que um míssil havia perfurado a lataria de seu veículo e penetrado em sua barriga.

Quando resgatado, todos ao seu redor começaram a correr de um lado para o outro e gritar “PUTA MERDA!!! PUTA MERDA!!!” Pode parecer meio cuzão da parte dos médicos e militares, mas sinceramente, o que você faria se seu colega aparecesse na base com um míssil não detonado enfiado na pança?

Eventualmente, um dos médicos foi durão o bastante para se aproximar de Moss (provavelmente era o Dr. House) e constatou que o explosivo principal do míssil não estava mais no projétil. Seguros de que o pior havia passado (não para Moss, claro), os cirurgiões começaram a trabalhar.

Ao remover o míssil, os médicos também precisaram tirar pedaços de tecido e equipamentos que Moss carregava consigo na hora que foi atingido. Por incrível que pareça, nenhum órgão vital do rapaz foi afetado, o que mostra que ele tem uma sorte dos diabos, ou a capacidade de rearranjar suas entranhas de acordo com a situação.

E nem consigo decidir qual destes poderes é mais impressionante.

Phineas Gage

Phineas trabalhava nas primeiras estradas de ferro do mundo, quando homens de verdade abriam caminho através do país com suas mãos, bebida e prostitutas baratas.

A especialidade de Phineas era explodir rochas, abrindo buracos nelas e jogando dinamites acesas dentro. Como isso não era macho o suficiente para aquela época, ele ainda precisava colocar terra sobre o buraco com a dinamite e socá-la com uma barra de metal.

Para surpresa de todos, um dia a dinamite explodiu (algo que jamais deveria acontecer quando um homem a cutuca com um pedaço de ferro) o que propulsionou a barra que Phineas segurava para o alto... e através de sua cabeça.

Sim, uma estaca de mais de um metro atravessou a cabeça do sujeito e ele nem teve a sorte de Channing Moss, cujos órgãos não foram afetados pelo míssil. Se uma barra de ferro atravessa seu coco, seu cérebro com certeza será afetado.

Agora, estamos falando de um tempo pouco após o Velho Oeste, época em que o tratamento medicinal mais avançado consistia em masturbar uma mulher até livrá-la da “histeria”.

Eu juro que isso é verdade, outro dia conto essa história.

Uma vez que Phineas não estava histérico, os médicos removeram a estaca de sua cabeça, a enfaixaram e o mandaram beber um copo de água gelada quando chegasse em casa. Eventualmente as bandagens eram removidas para se limpar a ferida, mas de resto, Phineas estava entregue a própria sorte.

Demonstrando que talvez tivesse genes em comum com James Howlett, Phineas se recuperou e voltou ao trabalho poucos meses depois. Claro, ele não ficou muito tempo empregado, pois despirocou completamente e passou a ser grosseiro com os amigos, família, velhinhas aleatórias e com as cordas de pular.

Mas considerando que uma parte de seu cérebro foi tratada como um inimigo do Blade e trespassada por uma estaca, até que ele saiu no lucro.

E agradeço a Nanda, por ter me explicado em maiores detalhes o destino de Phineas... o X-Men que o mundo esqueceu...

Os Irmãos Meng

Meng Xianchen e Meng Xyaniou trabalhavam como mineradores de carvão na China, o que já é por si só um trabalho estupidamente perigoso e másculo. O problema maior é que a mina em que operavam era ilegal e era tão segura quanto sexo sem proteção com a Paris Hilton.

Um dia, quando simplesmente queriam acabar seu turno (provavelmente de 22 horas) e ir para casa assistir um pouco de Pokémon, a mina desabou sobre eles. Grupos de busca vasculharam o local (provavelmente por 22 minutos) e logo desistiram.

Os colegas de trabalho dos irmãos então pegaram suas picaretas e partiram ao resgate dos amigos... quando prontamente foram presos por mineração ilegal.

Minha nossa.

Como salvar vidas humanas não parece ser uma prioridade na China, os irmãos foram dados como mortos, ao ponto de terem uma cerimônia funerária conduzida em sua honra.

O único problema é que os dois ainda estavam vivos e perceberam que se quisessem voltar para casa e ver Ash e Pikachu mais uma vez, teriam de fazê-lo com suas próprias mãos. Assim, armados com uma picareta, suas mãos e uma determinação que faria o saco do Kurt Russel secar e cair, os dois cavaram em busca da liberdade.

O problema é que não existem lanchonetes do Burger King debaixo da terra e os dois precisaram improvisar para não morrer de fome. Assim sendo, os irmãos beberam a própria urina e comeram pedaços de carvão para tapear a fome.

E o Pica Pau achava que sofria com ela.

E sabe o que mais? Eles disseram que “o carvão era delicioso”, o que eu acho que é uma forma positiva de se encarar a situação, quando sua única outra opção é matar e comer seu irmão.

Então, sem luz, sem água, sem comida, quase sem ar, mas ainda vivos, os irmãos cavaram por cinco dias até finalmente chegarem a liberdade e fazerem todos na área entrarem em pânico achando que este era o início de um ataque de zumbis.

Felizmente, eles não foram baleados na cabeça ao saírem do chão.

Nos dias que se passaram, os irmãos se reuniram a suas esposas, celebraram a vida e ingeriram quantidades abissais de All-Bran para expelir todo carvão que comeram.

Poon Lim

Lim trabalhava em um navio Inglês durante a Segunda Guerra Mundial. Haviam muitas formas disso acabar mal, o que de fato aconteceu quando ao Alemães bombardearam a embarcação, algo que sem dúvida estragou a noite do rapaz.

O navio se encontrava longe de terra firme e Lim teve de se virar com uma jangada, onde ficou a deriva e sem previsão de resgate.

Inicialmente havia comida e água na jangada, mas logo acabaram. Ficar a deriva, sem ter o que fazer e com a morte o observando por cima de seu ombro sem duvida deve deixar um homem ansioso o bastante para comer tudo ao seu redor.

A maioria de nós cairia em posição fetal e cantaria “Unforgettable” até morrer no caso de ficar sem comida em uma jangada, mas não Poon Lim. Ele improvisou anzóis com pregos, latas e hombridade e passou a pescar sua comida.

Em um momento de extremo tédio, Lim decidiu que os peixes apenas não bastavam e que ele precisava de algo com um pouco mais de sustância... foi quando ele decidiu caçar UMA PORRA DE UM TUBARÃO!!!

Pense nisso por um minuto, sim?

...

...

...

Pois é.

E mais, para não morrer de sede, ele abatia pássaros e bebia o sangue deles. Não senhor, nada de beber urina para o senhor Poon Lim.

Eventualmente, sua jangada veio parar em águas Brasileiras, onde ele foi resgatado por pescadores. A população de tubarões festejou por três dias seguidos quando Lim finalmente chegou a terra.

Hoje, a marinha norte americana ensina as técnicas de sobrevivência de Poon Lim para seus homens, na esperança de que um dia eles tenham bolas do tamanho de um touro, igual a esse rapaz franzino.

Continuem tentando, rapazes!

Aaron Ralston

Aaron era um sujeito como eu ou você, que em suas horas de lazer, gostava de escalar montanhas, desafiando a Mãe Natureza e a chamando de puta em todos os momentos que podia.

...

Pensando bem, ele não se parece nada com você ou eu.

Enfim, em uma de suas escaladas, a Mãe Natureza cansou de ter sua castidade ofendida e fez com que uma rocha enorme caísse cobre Aaron. Infelizmente, a pontaria da velha puta era terrível e a rocha esmagou apenas o braço do rapaz.

Por cinco dias, Aaron tentou empurrar o rochedo para se salvar, mas infelizmente super força não era um de seus poderes. Neste momento ele precisou tomar uma decisão drástica: SEU BRAÇO TINHA QUE MORRER!!!

...

...

...

Não literalmente claro... oras merda, você me entendeu!

Assim sendo, ele puxou seu leal canivete e começou o trabalho demorado de cortar seu braço fora.

Primeiro, ele quebrou o próprio braço contra a pedra onde estava preso, para não precisar serrar através do osso, o que demoraria muito. Depois ele precisou cortar a carne, o que levou mais tempo que o necessário, uma vez que seu canivete era uma daquelas merdas sem corte que podemos comprar em tabacarias, ao invés de um artigo genuíno.

Finalmente, a faca não conseguia cortar seus tendões... ele precisou usar um alicate para isso.

...

E você que geme quando tem uma unha encravada... FRACO!!!

Sem seu braço (que Aaron declara, já estava apodrecendo e pastoso quando finalmente se soltou), ele buscou socorro. No hospital ele recebeu o tratamento necessário e provavelmente comeu todas as enfermeiras, que eu duvido que tenham conseguido resistir a tamanha demonstração de masculinidade.

Eventualmente, Aaron substituiu seu braço por um martelo para escaladas. E hoje, parte homem e parte Transformer, ele continua a desbravar montanhas e chamar a Mãe Natureza de puta bem na sua cara.

E Mãe Natureza nada resta, exceto chorar feito a putinha barata que é...

Shannon Malloy

A senhora Malloy era uma mulher comum. Cuidava de seu filho, assistia ao programa da Oprah e desenvolvia inúmeras atividades cotidianas comuns, até o dia em que sofreu um acidente de carro.

Sim, acidentes de carros são infelizmente muito comuns e muitos deles causam ferimentos horríveis e de difícil recuperação. No caso da senhora Malloy, ela foi decapitada.

Não totalmente, veja bem. Sua cabeça permaneceu presa ao corpo por pele e músculo, pois todos os tendões que a seguravam no lugar se partiram e assim seu crânio permaneceu solto do resto do corpo pelo que devem ter parecido dias para ela.

Por sorte, sua coluna vertebral estava intacta. Assim sendo, só era preciso colocar sua cabeça no lugar certo e costurar tudo para então dar-se início a um loooooongo e extremamente doloroso processo de recuperação.

Aliás, Shannon foi mantida acordada durante o procedimento de ter seu crânio recolocado na posição certa. Ela declarou que sentiu a cabeça “escapar” da posição certa durante os reparos, o que indica que pessoas com mal de Parkinson podem ser cirurgiãs cerebrais com certa facilidade nos Estados Unidos.

Após o incidente, ela teve problemas para voltar a falar normalmente e passou a sofrer de um grave estrabismo. Mas considerando que Shannon provou ser capaz de sobreviver a um encontro com Sub-Zero, tudo mais pode ser relevado.

Truman Duncan

Truman trabalhava em uma estrada de ferro, o que já vimos que é algo extremamente perigoso e pode acabar em merdas imensas.

Desta forma, não é surpresa que enquanto trabalhava, Truman tenha perdido o equilíbrio e caído de um trem em movimento. Para colocar sal na ferida, as rodas do trem o cortaram ao meio e ele foi arrastado por quase 100 metros até o maquinista chegar a conclusão de que parar a locomotiva era a coisa mais educada a se fazer.

Cheio de testosterona (é a barba, garanto), Truman sacou seu celular e chamou pelo resgate, uma vez que ninguém parecia muito interessado em fazer isto por ele. Enquanto os paramédicos, bombeiros e os Vingadores não respondiam, ele telefonou para a mulher, provavelmente para perguntaro que tinha pro jantar.

Quando o socorro finalmente chegou (45 minutos depois), Truman havia perdido metade de seu sangue, suas pernas, a pélvis e um rim. Os médicos até hoje não sabem como xavascas ele sobreviveu a um acidente tão horrendo, mas eu acredito que foi pelo seu desejo de vingança por todos os trens da face da Terra.

Hoje, Truman tem um trabalho burocrático, tenta ajudar soldados que tenham perdido membros na guerra a reencontrarem o gosto pela vida e treina arremessos de futebol Americano com seu filho com ainda mais força e ferocidade do que no passado.

Faz você se sentir menos homem por todas as vezes que caiu da bicicleta e do skate e ficou chorando feito uma bichinha emo, não é verdade?

Brent Case

Brent trabalhava nas florestas do Canadá, provavelmente fazendo algo másculo como derrubar árvores com ombradas ou cuspir fogo em esquilos.

Uma tarde ele estava pensando em coisas Canadenses como Hockey, panquecas com calda e Celine Dion quando DE REPENTE APARECEU UM URSO NA SUA FRENTE!!!

Eu uso muito a desculpa do urso no dia-a-dia (por exemplo “Eu sei que o prazo da entrega do trabalho era hoje e eu vinha trazendo ele quando DE REPENTE APARECEU UM URSO... e você sabe como é...”) mas no caso dele foi de verdade.

Sabiamente, Brent manteve o sangue frio e tomou o curso de ação que é o mais recomendado quando se dá de cara com um urso: fingiu-se de morto. Por alguma razão, ursos não comem pessoas ou outros animais que já estejam mortos, as histórias do Ursinho Puff nunca explicaram isso, tampouco nos deram um capítulo em que Puff mata e come o menino Cristóvão, o que é uma pena.

Seja como for, ele fingiu-se de morto e o urso não o comeu de imediato. Ao invés disso, ele começou a cutucá-lo e pisoteá-lo.

Um urso de quase 500 quilos começou a cutucar e pisotear e remexer um sujeito de tamanho mediano. Isso seria mais que o suficiente para fazer a maioria de nós soltar um jato de fezes tão potente que nocautearia o bicho... ou o deixaria ainda mais irritado.

Após algum tempo, o urso cansou de cutucar Brent e começou a mastigar sua cabeça.

...

...

...

É...

Brent inclusive declarou que neste momento, ele sentiu como se o bicho estives comendo seu cérebro, o que é uma dedução razoável quando um bicho maior que o Andoré começa a mastigar sua cachola.

Eventualmente, o urso perdeu o interesse em Brent, aplicou-lhe um pilão giratório e foi para casa. Brent aproveitou o descuido da criatura, correu para seu carro e mesmo sangrando feito um condenado e com a impressão de que seu cérebro estava vazando, dirigiu 22Km até o hospital, onde prontamente recebeu milhões de pontos.

Baloo foi procurado para interrogatório, mas Brent disse que não vai prestar queixa, contanto que ele lhe apresente aquela ursa boazuda com quem trabalhava em Tale Spin.

Alexis Goggins

Alexis era uma garota fofinha de sete anos que cursava a primeira série. A típica menina boazinha e adorável que todos adoraríamos ter como filha, enteada, sobrinha, afilhada e por aí vai.

Em uma determinada ocasião, um safado, lanfranhudo, pestilento e sarnento a sequestrou junto de sua mãe. Talvez o surpreenda saber que o miserável era o namorado da mãe da menina.

...

Bom, talvez não.

A mãe de Alexis telefonou para a polícia mas eles avisaram que não podiam mandar ninguém para ajudar. Provavelmente, estavam todos na troca de tiros com Joseph Guzman, não tenho certeza.

Nesse momento, o nível de filha da putisse do sujeito atingiu níveis inimagináveis e ele abriu fogo contra mãe de Alexis. Duas balas a atingiram quando o impensável aconteceu: a menina saltou na frente da mãe e implorou ao canalha para que não a matasse.

Como o sujeito era um vilão real e não um de quadrinhos, ele atirou mais seis vezes.

Não, sério! Mas é preciso um tipo especial de filho da puta pra se atirar numa criança, espero que esse desgraçado maldito esteja na cadeia, sendo enrabado por um mano com dois metros de pica toda noite, porque mesmo isso é pouco pelo que ele fez!

Enfim, os tiros atingiram Alexis no olho, na têmpora esquerda, no queixo, na bochecha, no peito e no braço direito. A polícia chegou logo após a menina ter sido baleada, provavelmente porque a essa altura, perceberam que não tinham como matar Guzman e decidiram salvar uma criança e sua mãe para a noite não ser um completo fiasco.

Alexis não apenas sobreviveu a tiros que matariam Clint Eastwood, como se recuperou e voltou a suas atividades normais de criança de sete anos, como tentar entender por que a Nickelodeon só exibe ICarly ao invés de Bob Esponja e Mighty B!

E claro, quando chegar aos 21 anos, ela herdará o Laço da Verdade e a armadura forjada por Hefesto, e servirá como a emissária de Themyscira ao mundo dos homens.

Se querem saber minha opinião, me parece muito apropriado.

Cheers!!!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Ascenção e queda de Dead or Alive!

E cá estamos nós, de volta a programação normal do Blog! Após dois meses de Clouds e Megatrons, os artigos sobre assuntos variados, aleatórios e imbecis voltam ao ar!

Rejubilai-vos!

E hoje decidi contar a história de uma série de games de luta que já tive muito orgulho de jogar, mas que hoje causa apenas vergonha: Dead or Alive!

...

Pra ser sincero, a série sempre causou vergonha alheia, mas era boa o bastante para ser jogada junto aos amigos. Aos poucos o fator embaraçoso de Dead or Alive superou de longe sua jogabilidade, até que o game se tornou um daqueles “prazeres culpados” que desfrutamos quando temos certeza que não há ninguém olhando.

De fato, dediquei meses inteiros a narrar as histórias de Street Fighter e Final Fantasy, esforço que claramente acho desnecessário para Dead or Alive. Se isso não prova a grande cagada que a série se tornou, eu não sei o que o fará.

Pois bem, não fiz uma grande pesquisa para escrever este texto e toda informação aqui providenciada vem de meu córtex cerebral. Caso alguma coisa esteja horrivelmente errada, os especialistas em Dead or Alive podem vir aqui me puxar a orelha.

Não que eu ache que algum deles vá fazer isso, admitir que se é especialista em Dead or Alive é o mesmo que assumir ter um doutorado em punheta. Não creio que mais de três pessoas no mundo carreguem esta alcunha com orgulho.

Aliás, eu já tinha intenção de publicar essa história há um bom tempo atrás, em uma semana que permiti aos leitores escolherem qual seria o tema do artigo seguinte.

O artigo vencedor foi "As Maiores Vadias dos Games", o que deixou claro pra mim que voc~es curtiam umas vadias, sim senhor!

...

Não que eu vá julgá-los, entendo muito bem a preferência.

Pois bem, vamos ao artigo de hoje!

Nossa história começa nos escritórios da Tecmo, produtora de games Japonesa responsável por games imensamente populares da geração 8 Bits, séries como Ninja Gaiden, Rygar e praticamente tudo que o Famicom teve com a cara do Capitão Tsubasa estampada no rótulo.

Um belo dia, os chefões da Tecmo viram que estavam com pouco dinheiro no caixa, nem o suficiente para irem a clubes da Yakuza violentar meninas de 14 anos vestidas como a Sailor Mercury e precisavam dar um jeito de ganhar grana rápido.

Claro, se eles parassem de torrar fortunas só pra ter o privilégio de fazer “Creampie” (busque no Google Imagens se não sabe o que é, aproveite e mostre pra sua mãe também, seu panguão) em colegiais, talvez não estivessem em apuros financeiros, mas o que eu sei?

Entra em cena Tomonobu Itagaki, sujeito com marcas no rosto que representam um grave problema de Acne sofrido na adolescência, cabelo comprido, jaqueta de couro e eterno uso de óculos de sol.

O sujeito parecia estar vivendo em eterna adolescência, mas era exatamente isso que a Tecmo precisava.

Itagaki afirmou (com a arrogância de um astro de rock dos anos 80, o que é conveniente) que seria capaz de criar um game capaz de atrair público considerável e que daria lucro o suficiente para que os chefões da empresa pudessem frequentar prostíbulos com cosplayers menores de idade novamente.

Os Japoneses, tão acostumados a ternos e educação extrema e totalmente inadequada, com certeza ficaram chocados demais com as bolas de Itagaki e deram a ele todo o dinheiro que lhes restava. Que outra escolha tinham? O cara usava uma jaqueta de couro, pelo amor de Deus!

Itagaki e seu rosto corroído pelas espinhas começaram a trabalhar. Ele reuniu uma equipe que batizou de “Team Ninja”, provando que tinha a mesma maturidade de um moleque de doze anos, então iniciou a produção de um game de luta inovador.

Dead or Alive seria rápido e chamativo, com lutas que seriam tão agressivas quanto técnicas. Seria um game capaz de chamar a atenção de qualquer um que passasse pela máquina e o tentaria a jogar.

E o elenco do jogo era capcrichado: Ninjas, militares, karatecas DO MAL, velhos bigodudos, clones do Bruce Lee e até mesmo o protagonista de Ninja Gaiden formavam o elenco.

O PORRA DO NINJA GAIDEN ERA UM DOS PERSONAGENS JOGÁVEIS APÓS ANOS APOSENTADO!

Era uma receita vencedora... mas faltava alguma coisa. Dead or Alive precisava de algo mais para se destacar no mercado.

Itagaki usou sua genialidade típica de adolescente recém chegado a puberdade e descobriu o que faltava: PEITOS!!!

MUITOS E MUITOS PEITOS, ENORMES, CHACOALHANTES E QUE DEMONSTRAVAM UM TOTAL E INEQUÍVOCO DESRESPEITO PELAS LEIS DA FÍSICA!!!

E assim foi feito! Os peitos enormes das lutadoras eram algo tão inédito e notável que não havia uma crítica sequer do game que não os mencionasse.

Mas estou me adiantando, falarei um pouco da jogabilidade primeiro.

Dead or Alive era inspirado em Virtua Fighter (como todos os games de luta 3D da história), mas sua jogabilidade era gritantemente diferente.

Virtua Fighter é um game que precisa de tempo para ser dominado. O jogador tem de decorar as imensas listas de golpes de cada lutador e isso apenas não basta, é necessário desenvolver um raciocínio estratégico, saber qual o melhor momento para encaixar cada golpe, avaliar se o momento é propício para tentar um nocaute ou um Ring Out e por aí vai.

Como eu digo sempre, é preciso duas faculdades e um doutorado para se saber jogar Virtua Fighter decentemente.

Dead or Alive é mais focado na velocidade e nos reflexos. Os personagens atacam rápido com combos simples e sua vitória está intimamente ligada a sua capacidade de esquivar e contra atacar.

De facto, este foi o primeiro game de luta do gênero a usar um botão de contra ataque, com o tempo e a precisão certas, é possível segurar o ataque de um inimigo e voltá-lo contra ele. Dois jogadores experientes podem realizar partidas que são verdadeiras guerras dos nervos, onde um espera o outro cometer o menor erro para então usar o contra ataque adequado.

Claro, estas partidas lentas vão contra o princípio do game ser baseado em reflexos e velocidade, mas cada um sabe do que gosta, não?

E mais, os personagens eram bastante diferentes mas podem ser dominados facilmente. Bayman possui agarrões poderosos, Jan Lee ataques secos e poderosos, Ryu Hayabusa é uma máquina de matar ambulante e por aí vai.

Diferente de Virtua Fighter, o jogador não precisa passar semanas dominando um personagem ao ponto da insanidade, algumas horas são mais do que o suficiente para cada membro do elenco.

Dead or Alive também fez dos cenários parte importante da luta. Em Virtua Fighter, o máximo que se consegue de interatividade com o ambiente que cerca os personagens é um Ring Out, enquanto em DoA, há uma zona de perigo que EXPLODE personagens.

Personagens que caiam na zona de perigo EXPLODEM e SÃO ARREMESSADOS PARA O CÉU, onde DEUS EM PESSOA pode olhar para eles e CAÇOAR DE SUA FRAQUEZA!

A velocidade dos combates, os contra ataques e o perigo nas bordas do ringue foram o suficiente para chamar a atenção de muita gente e Dead or Alive foi um sucesso... no Japão, não no Ocidente.

Eventualmente, o game ganhou conversões para consoles, primeiro para o Sega Saturn e depois para o PSOne.

Então um idiota diz: “Por que o console de merda da Sega ganhou uma conversão primeiro? Ninguém tinha o Saturn! Foda-se o Saturn!!! Playstation na cabeça!!! MANOWAR DETONAAAAAAA!”

Normalmente eu não respondo mongolóides machinhos de quinze anos... mas abrirei uma exceção nesse caso: Dead or Alive foi criado com a placa Model 2, que era da Sega, logicamente o console receberia uma versão do jogo antes do PsOne.

A versão de Saturn nunca foi lançada fora do Japão e somente colecionadores radicais/completos tarados fizeram questão de correr atrás do game e adicioná-lo a sua coleção.

Sim, eu o comprei duas semanas após o lançamento e fiz muito bom uso dele.

...

Eu não me orgulho disso.

Enfim, a versão de PsOne foi lançada algum tempo depois e trazia dois lutadores a mais e usava uma engine gráfica diferente da versão de Saturn. Qual das duas possui o melhor visual é uma discussão que deixarei para os nerds mais desocupados que eu debaterem no Orkut e demais fóruns da vida.

Não, sério. Vou fazer trinta anos, minha prioridade hoje em dia é arranjar uma namorada que seja de carne e osso. Já discuti demais por mulheres feitas de polígonos.

E já que falei delas, vamos a aquilo que 98% de vocês querem ler a respeito: PEITOS!!!

Ok, não há como colocar isso de uma maneira mais delicada, então vamos lá: os peitos das lutadoras foram um fator decisivo no sucesso deste game.

Digo, na época de seu lançamento já tínhamos Virtua Fighter e Tekken, por que diabos daríamos atenção a mais um game de luta? Ainda mais um que não parecia superior aos outros dois em nada.

Então coloque algumas garotas com peitos gigantescos que balançam mais do que gelatina nas mãos de alguém com Mal de Parkinson em um terremoto (desculpem, foi a melhor analogia que consegui pensar) e temos em mãos a receita para um sucesso.

Agora, coloque nas versões caseiras a possibilidade de se liberar roupas novas paras as personagens, que variam desde uniformes de colegial com saias esvoaçantes até biquínis que deixam pouquíssimo para a imaginação.

É uma covardia igual a acertar uma voadora num octogenário com câncer, concordo, mas não deixa de ser uma estratégia de marketing muito inteligente.

Considerando que pelo menos 85% do público gamer é masculino (só aceitarei que estou errado se mais de 200 mulheres vierem reclamar aqui) colocar peitudas semi nuas em um game de luta é uma excelente forma de elevar as vendas.

Algo que funciona até hoje. Record of Agarest War é uma prova disso.

Confesso que só comprei Dead or Alive por causa das gostosas, eu tinha 17 anos na época e ainda sentia tesão pela Lara Croft quadrada do primeiro Tomb Raider. Quando vi aquelas moças com formas (relativamente) arredondadas em DoA, como poderia resistir?

Como podem ver, eu não tenho nada contra Fanservice. Lembrem-se disso, pois será importante mais a frente.

Enfim, muita gente pensou como eu. Dead or Alive não foi um sucesso do nível de Super Mario Bros 3, mas vendeu cópias o bastante para permitir que os executivos da Tecmo voltassem as suas orgias pedófilas.

Claro, também permitiu uma continuação.

E em 1999, Dead or Alive 2 chegou aos fliperamas, com mais personagens, mais ação, uma trilha sonora decente e cenários ainda mais dinâmicos que o anterior.

Sendo sincero, a diferença de DoA 2 para DoA 1 é absurda como comparar Jennifer Aniston com Angelina Jolie: uma adota crianças órfãs de diversas partes do mundo e participa de serviço humanitário, enquanto a outra fica sem tomar banho para preservar a água do mundo e não se decide se quer ficar com o Ross ou o Joey.

Enfim, Dead or Alive 2 é infinitamente superior ao primeiro e separei aquilo que ele tem de melhor para exemplificar tal fato.

Primeiro, os cenários se tornaram muito mais dinâmicos. Os ringues e zonas de perigo se foram e as lutas agora acontecem em cenários específicos, pelo menos cinco vezes maiores que aqueles presentes em qualquer outro game do estilo.

Eu diria dez vezes maiores, mas minha matemática é ruim e eu não quero dar vexame.

Enfim, as lutas poderiam começar em locais altos assim como o mostrado na foto, uma porrada bem dada arremessaria o oponente para fora da plataforma e o faria cair cinco metros de altura. Logo em seguida, era possível arremessá-lo de uma segunda plataforma (ou telhado, ou seja lá o que fosse) e fazê-lo cair mais dez metros.

Concordo que após quinze metros de tombo, ninguém ia querer se levantar para o Round 2, mas em Street Fighter já vimos o Ryu acertar socos que derrubariam prédios em loirinhas magricelas, que reagiram a tais golpes como se não passassem de uma mera flatulência... quem somos nós para julgar Dead or Alive?

Fazer o adversário voar feito funcionário público não era a única vantagem destes cenários, cada tombo acrescentava um bocado de dano a eles. Combos bem aplicados mais uma queda eram mais que o suficiente para devastar um oponente e deixá-lo com poucas chances de recuperação.

Nem todos os cenários se focavam em quedas, alguns tinham paredes (idéia que Tekken roubou anos depois) e era possível utilizá-las para combos ou simplesmente para agarrões especiais dos personagens.

Algumas paredes também tinham explosivos, o que fazia algumas lutas se tornarem extremamente estilosas.

Imagine que lá está você, jogando com Ein (um Karateka bonitão do jogo), tomando combos da Tina (a Wrestler cavalona e apetitosa da série), quando com um movimento rápido, você consegue contra atacar, atinge a moça com um combo e finaliza com um socão que a faz voar na parede com explosivos... e quando a atinge, aquela loiraça pernuda EXPLODE E CAI INCONSCIENTE NO CHÃO!!!

E você grita RESPECT MAH AUTORITAH!!!

Pois é.

Em tempo, sou totalmente contra a violência as mulheres, mas reconheço o prazer de se arremessar uma loira de 1,80 em explosivos tanto quanto qualquer um.

...

Ok, a Tina não tem 1,80. Me processe!

Outro acréscimo interessante foi o modo de luta em duplas. Basicamente eram lutas de revezamento, onde o jogador poderia trocar os personagens o quanto quisesse e aplicar combos em dupla mirabolantes para humilhar ainda mais os oponentes.

Parte da graça deste modo era descobrir as “duplas corretas”. Personagens que possuíssem algum relacionamento como Bass e Tina, teriam arremessos especiais e animações de vitória e entrada únicas quando fossem colocados juntos.

Claro, metade das duplas eram óbvias. A tela de seleção de lutadores mostrava duas linhas com os retratos dos personagens, bastava selecionar um personagem e aquele que estivesse alinhado com ele na fileira paralela.

Outras duplas requeriam que o jogador conhecesse um pouco da história da série. Por exemplo, Zack (o mano lutador de Muai Thay que se parece com o Dennis Rodman) é doido pra encaixar o Lego com a Tina... logo... por algum motivo que nem tento entender mais... os dois podem formar uma dupla especial.

É... pois é...

Apesar de não parecer grande coisa, as lutas em dupla acrescentam muito ao jogo. Passei semanas só duelando em duplas quando comprei este game.

Finalmente, Itagaki achou que seria uma boa colocar um enredo no jogo, pois é o que a SNK estava fazendo com King of Fighters e de repente todo mundo começou a achar uma boa idéia.

Veja Darkstalkers, que esperou até o terceiro game da série para tentar criar um enredo... com resultados questionáveis.

Aqui, descobrimos que Kasumi era uma ninja fugitiva de seu clã, que estava em busca de seu irmão perdido e que era caçada implacavelmente por Ayane, sua meia-irmã... embora só fossemos descobrir oficialmente sobre o parentesco das meninas alguns jogos depois.

Tina Armstrong queria se tornar uma modelo profissional e seu pai Bass queria impedi-la de virar puta (sim, porque ser lutadora semi-nua em DoA é mais digno que desfilar em passarelas, claro).

Jann-Lee queria dar porrada, Lei Fang queria agasalhar o Jan Lee (entenda isso como quiser), Helena queria vingar sua mãe, Zack queria espirrar maionese na esfiha da Tina e ficar rico (não sei se uma coisa está relacionada a outra), Leon queria ser o maior durão do mundo para atender os desejos de uma morimbunda, Gen Fu queria ser velho e Ryu Hayabusa não precisava de motivos para participar do evento porque ele era O PORRA DO NINJA GAIDEN!!!

É... mais ou menos isso. Pode não parecer grande coisa, mas acredite quando eu digo que ficamos empolgados pra cacete com a história do jogo e tentávamos desvendar tudo que podíamos com os fragmentos de roteiro que nos eram dados.

E mais, a trilha sonora era foda!!! Com temas que iam do puro e simples Rock até Techno maravilhosamente levado por solos de violino.

Os gráficos são infinitamente superiores, com personagens mais detalhados, cenários mais bem feitos e os peitos mais realistas já mostrados em um vídeo game.

Itagaki e sua equipe desenvolveram uma engine gráfica devotada unicamente a fazer com que os peitões das lutadoras se movessem realisticamente. Se atacassem, defendessem, corressem ou simplesmente andassem, seus peitos iriam se mexer de forma a refletir a ação do resto do corpo sobre eles.

Como eu queria estar brincando.

Eu diria que este é o maior desperdício de grana desde Waterworld, mas o caso é que DoA 2 foi um tremendo sucesso. De facto, conheço pessoas que compraram um Dreamcast simplesmente para poder jogá-lo infinitamente.

DoA 2 é considerado por muitos como o ápice da série e seus criadores concordam, tanto que o refizeram mais duas vezes, uma para o Ps2 e outra para o Xbox original. A versão para o console da Sony contava com dezenas de roupas novas para os personagens, em especial para as garotas.

Tina tinha um Tailleur (é assim que se chama um terno executivo feminino) todo rasgado, que fazia parecer como se ela tivesse escapado de um estupro... e por alguma razão, eu achava esta roupa incrivelmente sexy...

...

... estou muito envergonhado neste momento...

Aliás, falarei sobre a versão do Xbox um pouco mais a frente no texto.

E foi neste período que a Tecmo assinou um contrato de exclusividade com a Microsoft. Quem quisesse jogar DoA precisaria comprar um Xbox, pois por um bom tempo, seria o único console onde as peitudas de Itagaki trabalhariam.

Pois então, como sempre acontece quando alguma coisa atinge o auge, a série logo entrou em decadência. Vamos então aos anos sombrios de DoA, pois é aí que a coisa fica ofensiva e engraçada.

Não sei se mais ofensiva que engraçada, deixo que os tribunais decidam isso.

Não sei por que... mas essa imagem sempre me faz pensar no Pedobear.

Não que a Lei Fang seja uma adolescente... digo... pode até ser, nada mais me impressiona depois do Kids Choice Awards em que a loirinha do ICarly parecia ter tomado Hormônio de Crescimento Bovino.

Digo... minha nossa senhora do ALF! Que aconteceu com aquela menina???

Enfim! DoA 3 foi um dos primeiros games a chegar no Xbox original, aquele trambolho preto que ninguém queria e que fazia as pessoas terem sérias dúvidas sobre a capacidade de Microsoft de causar algum impacto no mercado de games.

HA-HA! Quem está rindo agora?

Depois da avalanche de melhorias que DoA 2 recebeu ao ser portado (palavra que uso por falta de uma melhor) do Dreamcast para o Ps2, a terceira versão do game parecia um bocado magra.

Claro, tínhamos novos personagens, um video que mostrava uma das lutadoras peladinha no banho, um disco de expansão com roupas extras e uma abertura cantada pelo Aerosmith... mas nem de longe era o bastante. O jogo era bom, mas ficamos mal acostumados graças a DoA 2.

Mas uma coisa em Dead or Alive 3 chamou muito a atenção.

Uma das novas personagens do jogo era Hitomi. Uma Japonesinha de olhos azuis (um de seus pais era Alemão, aparentemente) cuja premissa era tornar-se a mais forte em sua arte.

Basicamente, ela é aquela personagem clássica das histórias Japonesas, que busca o aperfeiçoamento pessoal, como Ryu, Goku e tantos outros.

Sim, comparei a Hitomi com Ryu... em que mundo vivemos...

Como todas as mulheres feias do mundo de Dead or Alive foram levadas até campos de concentração e mortas, Hitomi é obviamente bonita e gostosa, mas bem menos apelativa que as demais personagens do jogo.

Enquanto o final de Kasumi mostra uma folha caindo em seus peitos enormes logo no começo, o de Hitomi coloca a menina em um flashback, de quando derrotou seu Sensei, (um cara três vezes maior que ela) e iniciou a jornada para se tornar mais forte.

Claro, o fanservice sempre estaria presente na série, Dead or Alive sempre seria conhecido por suas mulheres esculturais e as diversidades de roupas com os quais podíamos vesti-las, mas Itagaki parecia estar aprendendo a respeitar as mulheres e não mais tratá-las meramente como material masturbatório.

De repente, o mundo parecia um lugar mais otimista e belo!

Então a Tecmo lançou Dead or Alive Xtreme Beach Volleyball e centenas de fadas e feministas morreram repentinamente.

Digo, Dead or Alive nunca foi uma série preocupada em não desrespeitar as mulheres, mas pelo menos fingia isso.

Claro, haviam as gostosas semi nuas e uma engine gráfica criada unicamente para os peitos das moças, mas haviam homens em jogo também. Para cada moça de biquíni, havia um sujeito vestido de Teletubbie do espaço e assim por diante.

Sem contar que era um game de luta bastante competente. Lingeries e bundas expostas estimulam o interesse em um game, mas se a ação contida no mesmo não conseguir satisfazer o público, o mesmo desaparece na obscuridade.

Para provar isso, pergunto se algum de vocês já jogou X-Blades.

...

...

...

Foi o que eu pensei.

Pois bem, Dead or Alive Xtreme Beach Volley nem tentava disfarçar que só existia como uma forma de excitar pervertidos como o Quagmire, o próprio comercial do jogo deixava isso claro.

...

Sim, eu tenho esse game, fiquei louco atrás dele até conseguir. De fato, fiz um amigo trazê-lo dos Estados Unidos para mim.

...

Diggity.

E qual era o pretexto que se passava por enredo aqui? Bem, o Zack (aquele mano que queria furar o bolo da Tina) ficou trilionário e comprou uma ilha.

Como todo cara cheio da grana, ele decidiu que o ideal a fazer era se cercar de gostosas. Uma vez que não estava a fim de gastar dinheiro com prostitutas (como qualquer um de nós faria), Zack convidou todas as suas colegas de pancadaria para passarem duas semanas de férias em sua ilha.

Todas as meninas foram... acreditando que se tratava de mais um torneio de luta, o que denota quanta credibilidade Itagaki dá a inteligência das mulheres.

Uma vez lá, as meninas tiveram o comportamento normal de mulheres que foram enganadas para viajarem até um paraíso Voyeuristico: passaram a dar longas caminhadas na praia, tomar sol na piscina, brincar em balanços e escalar árvores para dar excelentes visões de suas bundas a quem estiver embaixo.

Como naquelas fitas que vinham com a Revista Sexy, lembra? Você comprava a revista (ou mais provavelmente, roubava do seu pai ou irmão) e via uma fita com a Mari Alexandre na capa, pensava “pornô com a Mari Alexandre” e corria pra assistir o vídeo.

Então, a fita só mostrava a Mari Alexandre tomando banho de rio ou deitada no capô de um carro, aproveitando o sol.

Que decepção...

Claro, a Mari Alexandre tava pelada no vídeo... mas mesmo assim, droga...

E como não poderia deixar de ser, o game possui um medidor de relacionamento! Cada personagem pode fazer amizade com uma das outras meninas e lhe enviar presentes, que variam de coisas inúteis como bolos, ursinhos e revólveres até novos biquínis.

Se tiver amizade o suficiente com sua parceira, ela não só se empenhará mais nas partidas de vôlei... algo muito importante durante o jogo. É através das vitórias no esporte que se consegue grana para comprar os itens do jogo, incluindo biquínis e tudo mais.

A meta de qualquer jogador dedicado deste título é fazer com que todas as meninas tenham todos os biquínis do jogo. Cada personagem tem acesso a apenas alguns específicos e para que todo elenco tenha um guarda roupa completo, é preciso jogar muitas e muitas vezes, fazendo amizade com cada uma das meninas e as presenteando com todos os biquínis disponíveis.

Isso tornaria DoA Xtreme Beach Volleyball o game com a maior duração de todos os tempos se todo mundo jogasse assim. Mas a maioria dos jogadores só fazia questão de fazer todas as personagens ganharem o biquíni Venus.

ESTE é o biquini Venus.

...

Acho que nada mais precisa ser dito.

Para ser muito sincero, o game tinha algumas qualidades redentoras. As partidas de vôlei eram divertidas, os mini games eram bacaninhas e o visual do jogo era estúpidamente bom para a época.

Veja só, comprando bronzeador, usando em sua personagem e passando um bom tempo na praia, ela aos poucos ficava queimada de sol. Tipo de peripécia visual que nenhum outro game foi capaz de reproduzir até hoje.

Mas todas as qualidades que o game pudesse ter se perdiam no fato de que ele fora criado meramente para satisfazer jovens solitários.

E falando sério, não acredito que Fanservice prejudica um produto, desde que mantido sob controle. Dead or Alive tem a dúbia honra de se preocupar mais do que deveria com os peitos de suas personagens, mas até Dead or Alive 3, Itagaki e sua equipe tentavam fazer games decentes.

A partir deste, eles perderam a vergonha na cara e só se preocuparam em colocar mais peitos, menos roupa e Steven Tyler em excesso nos jogos.

A jogabilidade decaiu barbaramente, como veremos a seguir.

O Team Ninja produziu então Dead or Alive Ultimate, que nada mais era que o remake de DoA 2 para Xbox que mencionei anteriormente.

As únicas novidades dignas de nota eram a possibilidade de se jogar online (um dos primeiros títulos a fazer uso da Xbox Live) e os estupendamente belos gráficos, que estavam entre os melhores já vistos até então.

Haviam também novos cenários...

... como este, onde hipopótamos eram recipientes da fúria dos personagens, em momentos que fariam o Greenpeace chorar.

Infelizmente, as mudanças não ficaram apenas nos novos visuais e nos cenários, Itagaki achou que era hora de modificar os controles do jogo, o que acabou sendo uma cagada sem tamanho.

Originalmente, havia um único botão usado para segurar os ataques dos inimigos. Aperte-o no momento certo e evitará um golpe, desferindo um dos seus em seguida.

Mas acreditaram que isso não era o suficiente, então aqui é preciso apertar o botão de contra golpe com o direcional para frente ou para trás, o que bloqueará socos e chutes respectivamente.
Muitos podem discordar e achar que estou reclamando a toa, mas isso estragou a jogabilidade de DoA.

O game sempre se baseou em velocidade e reflexos, os personagens atacam de forma rápida e decisiva e é preciso treinar os reflexos para responder adequadamente a isso. Já é uma tarefa hercúlea aprender a prever os movimentos insanos de Ryu Hayabusa ou Kasumi para saber contra atacá-los.

Precisar utilizar um comando específico para isso, dificultou desnecessariamente o jogo. Mesmo veteranos de DoA terão grande dificuldade em jogar nesse estilo e o pior é que ele se tornou o padrão para a série.

Neste momento ficou claro que o Team Ninja estava mais preocupado com Fanservice e em criar um mercado para cosplayers e figuras de resina se espelharem do que continuar coma série de forma decente.

Se acha que eu estou exagerando, que tal isso:

Sem mais perguntas meritíssimo.

Enfim, o tempo passou, a Microsoft decidiu calar a boca de todos que acharam que ela jamais conseguiria ser levada a sério no mercado de games e em 2005, lançou seu segundo console, o Xbox 360.

Que diga-se de passagem, pegou a Nintendo e a Sony de calças arriadas e as duas ainda não se recuperaram completamente da enrabada que levaram.

Logicamente, um novo Dead or Alive não estaria longe.

E o inevitável aconteceu, Dead or Alive 4 era um dos títulos de lançamento do console, mas verdade seja dita, o jogo decepcionou muita gente.

Primeiro, os visuais não eram grande coisa. Claro, o jogo era bonito, mas não muito melhor do que tínhamos visto em DoA Ultimate.

Vale lembrar que DoA Ultimate era ornitorrincamente superior a DoA 2, game em que fora inspirado e lançado em uma plataforma da mesma geração. DoA 4 não conseguia ser melhor que um jogo lançado para um console já ultrapassado.

A impressão que muitos tiveram na época é que DoA 4 estava sendo desenvolvido para o Xbox original, quando foi feito o anúncio do 360. O Team Ninja então correu para adaptar o jogo para o novo console e acabou não fazendo uso de toda a sua potência.

Claro, é uma especulação e nunca saberemos ao certo, mas sejamos francos, faz sentido pra diabo.

Outro problema presente é a falta de criatividade óbvia por parte dos produtores. Os novos personagens consistiam de uma gueixa, um loirinho lutador de Kung Fu e...

... La Mariposa, que nada mais era que Lisa, a personagem apresentada em Xtreme Beach Volley vestida como Luchadora e sendo parceira de ringue de Tina.

Santa preguiça mental, Batman!

E claro, não vamos esquecer do absurdo personagem usando uma armadura Spartan, uma maneira de puxar o saco da M$ e agradar os fanboys de Halo.

De acordo com o Team Ninja, é uma mulher dentro desta armadura.

Considerando como são as mulheres do universo de Dead or Alive, nunca mais olharei pro Master Chief do mesmo jeito.

Mas o maior problema do game não são os gráficos fracos, tampouco os personagens sem criatividade. A jogabilidade conseguiu piorar ainda mais, ao ponto de prejudicar totalmente o aproveitamento do jogo.

Dead or Alive sempre foi um game com jogabilidade extremamente velos, como eu disse no início do artigo, foi um dos pontos que o diferenciou de Virtua Fighter e o destacou no mercado. Suas batalhas eram ferozes, não estratégicas.

Mas DoA 4 exagerou neste aspecto, o jogo é excessivamente veloz e ridiculamente difícil, mesmo na primeira luta e jogando-se no “Easy”. Pra piorar as coisas, o computador consegue bloquear pelo menos metade dos seus ataques (novamente, no início do jogo, conforme se avança na história isso piora) e drena enormes porções de sua energia quase sem esforço.

Com isso temos um game muito frustrante, onde a vitória depende mais da sorte do que da habilidade.

E eu nem vou falar do chefe final do game.

Vamos dizer apenas que ela está entre os maiores lazarentos que já enfrentei em um game.

Em Dead or Alive 4, o Team Ninja perdeu completamente o foco. A jogabilidade foi extremamente comprometida e ao invés de se preocuparem em arrumar isso, Itagaki e sua equipe preferiram satisfazer suas insanidades sexuais com o jogo.

Claro, Dead or Alive sempre teve gostosas e fanservice, mas era em um nível razoavelmente tolerável (embora feministas desocupadas com certeza discordem). DoA Xtreme Beach Volley era um prazer culpado, pois o único motivo que poderia fazer alguém se interessar por tal jogo eram as beldades semi nuas, mas a série principal sempre foi muito sólida.

Não a partir de DoA 4, onde este antes tão querido jogo se tornou algo muito embaraçoso para seus fãs.

Exemplos:

Christie veste uma jaqueta sem nenhuma peça de roupa por baixo.

Esse é o tipo de coisa que espero desenhado no caderno de um garoto de quatorze anos entediado na aula de história... na verdade, nem mesmo um moleque do tipo desenharia algo assim! Ele estaria ocupado demais desenhando um foguete em forma de pica, ou monstros em forma de pica ou mesmo o Robocop como o "Robopica - O Policial de Pau Duro".

Uma mulher vestindo só uma jaqueta sem mais nada é infantil demais até pra alguém que acabou de entrar na puberdade.

E se este exemplo não é o suficiente, que tal alguns vídeos do jogo?

Este é o final da Kasumi.

Este é o final da Lei Fang.

Este é o final da Christie.

E este é o final de Hitomi, que eu considero especialmente embaraçoso.

Hitomi, a personagem que começou cheia de dignidade na série... a que foi reduzida, pobrezinha...

E a série não seria estragada apenas aí...

Logo teriamos DoA Xtreme Beach Volleyball 2, para o Xbox 360.

Novamente, os gráficos não seriam melhores que os da versão original, mas a jogabilidade seria muitas vezes inferior. As partidas de volei são quase impossíveis de serem vencidas, o computador é um trapaceiro quase tão pestilento quanto em DoA 4.

Ou seja, nem o prazer de jogar para juntar grana e deixar as meninas cada vez mais peladas nos temos mais.

E por falar nisso, todo o cuidado destinado a física dos peitos das meninas foi para o espaço. Aqui eles se movem de forma independente e de ainda menos realista do que a apresentada no primeiro título da franquia.

O DoA mais recente lançado para um console da geração atual tem físicas mais falsas e difíceis de engolir do que algo lançado há mais de uma década para um console menos potente em um momento que ninguém ainda sabia trabalhar com polígonos. Que motivo temos para sequer colocar este jogo em nossos consoles?

Ah sim, claro.

E o que mais o destino reservou para Dead or Alive?

Um filme inacreditavelmente imbecil, estrelado pela Japinha bochechuda que interpretou a Miho em Sin City e por várias outras atrizes bastante bonitas, algo surpreendente considerando que o orçamento do filme foi um daqueles óculos de plástico com um bigodão e um saco de bala 7Belo.

Pra ser sincero, não é o pior filme de games que já ví, este título ainda pertence a Street Fighter: A Lenda de Chun Li.

Oh Deus... o horrooooor...

Dead or Alive é estupido mas tem bons momentos, como quando Bass encontra Tina e Christie dormindo na mesma cama, acha que a filha é lésbica e tenta ser um pai compreensivo ao mesmo tempo que um bom futuro sogro.

E é engraçado ver o Kevin Nash interpretando o Hulk Hogan.

...

...

...

Acabo de perceber que só três pessoas no mundo vão entender este comentário, mas fazer o quê?

Mas bem, além do filme temos também...

... toneladas de Hentai!

O que se considerarmos o conteúdo do jogo, chega a ser algo redundante.

Mas a trajetória de Dead or Alive nos games ainda não estava acabada...

... um novo título, DoA Paradise foi lançado para o PSP.

Por alguma razão, meu PSP se recusa a rodar este game. Pode ser porque o meu console é de uma versão jurássica ou ele simplesmente quer me poupar do horror, o que automaticamente o torna meu melhor amigo em todo mundo.

Considerando que os produtores consideram um sucesso o fato do jogo ser utilizado como auxílio masturbatório, podemos ver o quanto a preocupação com sua qualidade caiu a níveis quase criminosos.

Mas o que pode ter acontecido, que levou a tamanho descaso por parte da Tecmo com uma de suas séries mais rentáveis?

Antes de responder a isso, uma imagem comparativa que não faço idéia de onde veio, mas que decidi usar como ilustração assim mesmo.

O que é isso? Uma cosplayer? Uma coincidência enorme? O que diabos?

Bom, não importa.

O fato é que houveram muitos problemas por trás da série. Tomonobu Itagaki foi acusado de assédio sexual por uma de suas colegas da Tecmo, depois saiu da empresa e entrou em uma briga judicial por bônus em dinheiro que lhe foram prometidos (algo assim, não lembro exatamente e não vou pesquisar agora) e a série eventualmente saiu das mãos do Team Ninja e se tornou responsabilidade de outra equipe.

O pior é que nem podemos culpar o novo time de produtores sobre o fiasco que a série se tornou, pois o Team Ninja já havia largado mão da jogabilidade e apenas elevou o fanservice a um nível ultrajante.

Não sou contra personagens serem objetificados sexualmente em games (a televisão e o cinema fazem isso o tempo todo com pessoas reais), sejam homens ou mulheres. Mas quando isso se torna a única força motriz por trás da produção de um jogo, então é hora de sacrificá-lo e manter sua dignidade.

Por menor que seja ela.

Pra encerrar, uma tira do site Ctrl+Alt+Del sobre a atual situação de Dead or Alive.

Se querem saber, me parece muito apropriada.

E eu preciso parar de colocar artigos no ar na madrugada de Domingo pra Segunda Feira... isso tá acabando com a minha vida...

Cheers!!!

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