Hoje quero discutir sobre um assunto que já me rendeu muita encheção de saco, aloprações e encosto: paixões por personagens virtuais.Se você freqüenta o blog há algum tempo, deve saber que não faço questão de esconder meus sentimentos de adoração por mulheres animadas, desenhadas ou poligonais. De fato, escrevi a respeito disso não uma, nem duas, mas TRÊS vezes.
E também teve aquela vez que eu falei de ruivas.
E percebo que isso é algo razoavelmente comum. Vários leitores meus já demonstraram (de formas veladas e escancaradas) passar pelo mesmo e se apaixonarem por uma personagem ou outra de vez em quando.
Leitoras minhas admitiram se apaixonar por personagens de vez em quando, como uma certa moçoila que costuma deixar comentários e não esconde sua admiração por um certo andróide que trabalha na Enterprise, sob o comando do Capitão Charles Xavier.
Mas como eu disse, quem admite ser apaixonado por personagens sempre é atormentado por amigos ou desconhecidos.
Eu mesmo já fui muito aloprado por camaradas, que sempre usavam variantes da frase “Ah Amer, é só um desenho, deixa de ser nerd/otaku/otário.”
De facto, uma garota tonta entrou aqui uma vez e fez um enorme discurso nos comentários, porque me achava “doentil” e um mau exemplo para todos os que liam, que corriam o risco de ficar como eu.
Uau... queria ser tão influente assim...
Mas querem saber? Há um motivo perfeitamente aceitável para as pessoas se apaixonarem por desenhos, não é uma coisa de nerds abobados, solitários e masturbadores crônicos.
...
Bom, também pode ser, mas não exclusivamente.
Mas seja como for, todos aqueles que se apaixonaram por mulheres/cara virtuais, UNI-VOS!!!
Provarei hoje que não há nada de errado com nossas paixões e que todo o resto do mundo é composto de mandioqueiros hipócritas!!!
Pra começo de conversa, que atire a primeira pedra aquele que nunca foi apaixonado pela moça pernuda acima!Tem até uma comunidade no Orkut chamada “Na intenção com a Chun Li” ou coisa do tipo. Esta comunidade prega que todo mundo já deu um “Pause” estratégico enquanto jogava com a moça e se... satisfez olhando para ela.
Basicamente, a comunidade deixa claro que 75% dos homens que jogaram Street Fighter II já bateram uma pra Chun Li.
Os outros 25% mentem.
Mas por que tanta gente se apaixona por ela? Bem, ela é bonita, a personagem foi criada para ser fisicamente atraente, com traços que são considerados quase que universalmente agradáveis para a população masculina.
Eu poderia passar horas descrevendo a gostosura da moça, mas isso me faria parecer um tarado imenso... se bem que a essa altura, vocês já devem saber dos 10 gigas de pornografia que tenho no PC...
Enfim, a mesma leitora sábia que gosta de andróides criados por Gene Rodenberry declarou que “A Chun Li é uma Chinesa com corpão de Brasileira” e acho que isso define bem porque ela é tão atraente.
Pelo menos na parte física, há também a personalidade da moça.
Chun Li é uma policial durona da Interpol, do tipo que não aceita merda de ninguém e discussões com ela normalmente são resolvidas com concussões causadas na pessoa que ousou levantar a voz.
E mais, após o fim de Street Fighter II (e IV, aparentemente) Chun Li decidiu atender a seus instintos maternais. Como ela fez isso? Procurando um sósia do David Boreanaz, fornicando e gerando várias miniaturas suas?
NÃO!!!
Ela adotou um monte de crianças cujas aparências variavam de “obesas e horrendas” a “adoráveis e seqüestráveis” e passou a treiná-las para lutarem kung fu. De facto, sua missão em Street Fighter III é resgatar uma de suas filhas que foi capturada por um dos vilões do jogo.
Mãe protegendo a cria, não tem como criar uma personagem feminina mais forte.
Enfim, ela é uma personagem muito forte, não apenas fisicamente, mas em sua personalidade também. Muitos caras (e muitas garotas, tenho certeza) admiram a personagem não apenas por sua beleza, mas por sua coragem, determinação e capacidade de fazer frente a verdadeiros monstros humanos.
Um personagem é uma idéia no papel. Quando um autor cria um ser, ele está idealizando o mesmo e colocando nele características que ele considera agradáveis ou desagradáveis, pois isto definirá a personalidade do sujeito.
Em outras palavras, quando nos apaixonamos por um personagem, não é apenas o desenho no papel que nos fascina, mas a idéia por trás dele com o qual nos identificamos. Caras que gostem de mulheres fortes e independentes podem se apaixonar pela Chun Li, ao passo de que quem gosta de garotas sexualmente seguras se sentirá mais atraído pela Mai Shiranui.
E claro, que gosta de colegiais lascivas e cheias de doenças venéreas vai adorar a Sakura.
Acho que já me fiz entender.
“Harlam, você ta inventando isso! Fica tirando raciocínios do cu pra justificar suas nerdisses! Você é um puto mesmo!”
Não estou inventando nada não e posso provar!
Sabe quem é esse cara?...
Não, não é o Morpheus de Matrix se ele fosse velho e branco, é Edgar Morin!!!
Morin é um filósofo e antropólogo Francês, o que significa que estudantes de Jornalismo ouvirão falar MUITO dele ao longo do curso. Significa também que ele tem a mesma profissão da minha amada Bones, o que sem dúvida é um ponto a favor pra ele.
Pois bem, no meu trabalho de graduação, defendi que South Park e outros desenhos animados poderiam ser usados como forma de crítica social e usei o seguinte argumento de Morin como defesa de minha tese:
“O romancista se projeta em seus heróis, como um espírito vodu que habita seus personagens, e inversamente escreve sob seu ditado, como um médium possuído pelos espíritos (as personagens) que invocou.”
E tem mais:
“Esse universo imaginário adquire vida para o leitor e este é, por sua vez, possuído e médium, isto é, se ele se projeta e se identifica com os personagens em situação, se ele vive neles e se eles vivem nele.”
Não lembro qual foi o livro de que tirei este raciocínio. Peço desculpas a todos os quatro fãs de Edgar Morin por isso.
Enfim, o escritor coloca muito de sua personalidade, idéias, sonhos e desejos nos personagens que cria e o público recebe todas estas mensagens e as interpreta como forem melhores para ele.
Mary Jane Watson é a namoradinha do colégio, Selina Kyle é uma mulher independente e dominadora, Ravena é solitária e séria e a Chi Chi é uma dona de casa neurastênica e hipertensa.
Todos estes exemplos são personalidades que realmente existem, não são coisas criadas por artistas solitários e onanistas. Tenho certeza que você conhece pelo menos uma mulher que pode ser definida por uma das características acima.
E mais, não somos só nós fãs que adoramos personagens virtuais. Sabiam que John Byrne uma vez declarou ser apaixonado pela Mulher Hulk?
E quem não seria, não é verdade?Digo, Byrne escreveu uma Graphic Novel em que não apenas a gostosa esmeralda aparecia semi nua em diversos momentos (e seus mamilos podiam ser parcialmente vistos em alguns momentos, algo impensável para a Marvel da época) como também ela perdia sua capacidade de voltar a forma humana fraca e magricela de Jennifer Walters.
Tudo bem que ela já deve ter recuperado essa habilidade, mas isso não importa agora.
O negócio é que Byrne adorava tanto a forma poderosa da heroína que ele não queria mais ter de vê-la como a fracote rosácea que ela era originalmente, o que indica que ele tem uma tara bem óbvia por mulheres grandes, musculosas... e verdes...
Se bem que eu também gosto dessa combinação e todo mundo pode ir pro Inferno.
Mas como podem ver, é perfeitamente normal que sintamos afeto por um personagem e o que ele representa. Vou dar dois exemplos práticos disso agora, um para os meninos e outro para as meninas.
Muito bem, esta é Frankie Foster, uma das personagens principais do desenho A Mansão Foster para Amigos Imaginários.Desenho esse que é ducaralho, devo dizer.
Enfim, Frankie é a neta da fundadora da mansão, tem 23 anos e cuida para que tudo na casa funcione como deve. De facto, em um episódio ela some e a mansão praticamente começa a ruir sem sua manutenção.
Sua companhia mais constante é Mac, o protagonista do desenho, que visita a mansão todos os dias para estar sempre próximo a seu amigo imaginário Bloo. Ou seja, Frankie passa a maior parte do tempo na companhia de um menino e seres imaginários com personalidade infantil.
Como podem ver, ela possui um visual cartunesco. Frankie não foi desenhada para ser sensual, mas sim para representar uma mulher adulta que possui o espírito e a energia de uma criança, o que explica porque ela se dá tão bem com Mac e Bloo.
Mesmo assim...
... muita gente declaradamente cai de quatro por ela.Aliás, essa imagem é o papel de parede do meu PSP.
Se buscar “Frankie Foster” no deviantART, verá dezenas de ilustrações feitas em homenagem a esta ruiva. E mais, as demonstrações de afeto para com ela não param em Fanart, há fóruns unicamente dedicados a ela.
Mas por que isso? Não há nada de atraente na personagem!
Bom, a idéia por trás dela é atraente. Como eu disse, Frankie é uma mulher de 23 anos que passa a maior parte de seu tempo com crianças e amigos imaginários que também possuem um comportamento infantil, e que não parece se interessar muito por romances adultos. Isso tem um significado especial para muitos dos espectadores do desenho.
Por quê?
Oras, porque TODO MENINO JÁ SE APAIXONOU POR UMA MULHER MAIS VELHA!!!
Todo garoto de nove ou dez já teve uma companhia feminina mais velha constante. Fosse a prima mais velha, uma amiga de sua irmã, a vizinha com quem brincava ou mesmo sua professora do primário.
Falo de uma paixão inocente, não de algo sexual. Daquela coisa pura que só uma criança é capaz de sentir por uma pessoa mais velha.
Pois bem, mesmo depois que crescemos, ainda temos uma certa lembrança inconsciente daquela mulher mais velha que passava tanto tempo conosco e de quem gostávamos tanto. Frankie é meio que a materialização em desenho destas paixões e é natural que tantos caras se sintam atraídos por ela.
Há inclusive um episódio em que Mac declara ser apaixonadinho por ela.
Pois é.
Do mesmo jeito que comer um doce que sua avó fazia o lembrará dos bons tempos que passou com ela, uma personagem com a descrição de Frankie o fará se lembrar de forma nostálgica de uma pessoa que foi especial pra você em algum momento.
Viu só? Não há nada de “doentil” nisso.
Agora, falemos de uma paixão platônica feminina.
Sim, é ele mesmo: O Wolverine!Veja bem, Wolverine, não Hugh Jackman. Se bem que é espantoso que tantas mulheres sejam apaixonadas por ele, considerando que hoje em dia o padrão de beleza masculina são aqueles emos andróginos de Crepúsculo e não um sujeito grande e peludo como o senhor Jackman.
Mas voltando, o Wolverine dos quadrinhos é amado por muitas garotas.
Ele é baixinho, peludo, feio, carrancudo, mau humorado, beberrão, boca suja e provavelmente fede, considerando o tanto de álcool que ele ingere e as pocilgas que ele freqüenta.
Mas mesmo assim, muitas garotas são apaixonadas por ele. Isso poderia demonstrar que muitas mulheres sonham em namorar caras que parecem gorilas depilados, mas não é exatamente este o motivo.
O negócio é que mulheres são criaturas inseguras por natureza.
Todas.
De uma maneira ou de outra.
Se um cara quiser devastar a psique de uma mulher, basta ele dizer que ela está gorda. Sete gerações posteriores ainda sentirão mágoa pela ofensa.
Mas enfim, enquanto homens se preocupam com apenas UMA parte de sua anatomia (você sabe de qual estou falando), mulheres se preocupam com o corpo inteiro: cintura, tamanho dos seios, tamanho da bunda, tamanho dos pés, das mãos, volume da voz, se está piscando demais, falando demais, se colocou perfume demais, se sua pele está ressecada, se devia ter usado mais maquiagem, menos maquiagem, se não devia ter usado maquiagem... e por aí vai.
Mulheres passam a maior parte do tempo se sentindo inadequadas, por isso loiras querem ser morenas, morenas querem ser loiras, mulheres de cabelo cacheado fazem chapinha e as com cabelo liso pagam caro para fazer cachos.
Claro, todos somos inseguros em um nível ou outro, mas para as mulheres é diferente. Elas vivem em uma sociedade que constantemente as pressiona e diz que elas são feias, que precisam emagrecer, se bronzear, mudar a cor dos cabelos e não importa o que façam, nunca estarão "na média". Assista dois minutos de comerciais e verá do que estou falando.
Mas se elas estão com um cara seguro, isso tudo perde a importância, porque elas se sentem bem consigo mesmas.
E o Wolverine é um dos caras mais seguros de si que já apareceu nos quadrinhos. Sujeito tem 1,60 de altura (sim, essa é a altura oficial dele) e já peitou Fanático, Hulk, Wendigo e mais um monte de seres que fariam homens maiores e menos peludos cagarem nas calças.
Wolverine é um cara durão de verdade e sabe de uma coisa?
Caras durões tem coração mole.Não falo de pit boys ou de machinhos de academia, falo de caras durões de verdade como motociclistas, ex-membros de gangues, soldados ou demais caras que passaram por coisas tão escabrosas que eu e você JAMAIS conseguiremos compreender.
Caras assim não tem nada a provar, eles não se importam com a opinião dos outros e não se gabam por serem durões, eles simplesmente são. Assim sendo, eles não se importam de serem gentis com aqueles que precisam, tampouco tem vergonha de demonstrar que são sensíveis quando é preciso.
O melhor exemplo que consigo pensar disso na vida real é o Rescue Ink. Um grupo de motociclistas imensos e ex-criminosos cheios de tatuagens que formaram um grupo que protege animais e investiga maus tratos aos mesmos.
Voltemos ao Logan, mesmo capaz de fatiar pessoas e sendo mais poderoso que um coma alcoólico, ele bancou a figura paterna pra inúmeras meninas sem orientação que conheceu ao longo dos anos.
Só pra citar as mais importantes: Kitty Pryde, Jubileu, Vampira e X-23.
Sem mencionar algumas personagens secundárias que ele salvou do perigo e com quem foi extremamente gentil, apesar de sua perpétua carranca.
E não é de se admirar que muitas garotas se sintam atraídas por um sujeito durão que consertaria seus carros pela manhã, jogaria bola com a molecada à tarde e mais a noite... as deixaria com um sorriso de orelha a orelha.
É, pois é.
Enfim, o ser humano é uma criatura social e não importa o quanto nos isolemos, sempre sonhamos com um companheiro perfeito.
Pode acreditar, eu me isolo e tento não pensar a respeito, mas mesmo assim, não consigo evitar.
Muitos personagens preenchem aquilo que consideramos ser o ideal em um companheiro e enquanto não encontramos alguém com tais características, é plenamente normal que sintamos um afeto especial por um ser em acetato ou polígonos.
Claro, afeto demais, como tudo na vida, pode ser um grande problema.
Por exemplo:
No Japão, existem travesseiros grandes que vem com imagens de heroínas de Animes impressas de corpo inteiro neles.Pode parecer estranho, mas pense por esse ângulo: um fã de One Piece pode querer comprar um destes travesseiros com a Nami, para acrescentar a sua já grande coleção de produtos da série e valorizá-la ainda mais.
Entendo tal sentimento perfeitamente. Como fã de Hokuto no Ken, eu queria comprar uma daquelas estátuas em tamanho real do Kenshiro que são vendidas a 50 mil Dólares cada no Japão.
... um dia... um dia...
Mas enfim, se um cara compra um destes travesseiros para aumentar o preço de sua coleção (que será vendida no Ebay por sua viúva um dia após sua morte), é perfeitamente normal, mas um cara que carregue o travesseiro pra cima e pra baixo como se fosse uma namorada... bem, aí temos um problema.
Há muitos Otakus que compram tais travesseiros e os tratam como pessoas reais, passeando com eles e agindo como se fossem companhia vivas.
E isso é um problema grave. Do tipo que deve ser acompanhado por médicos especialistas e do qual não deveríamos caçoar.
... muito...
E há um outro exemplo sobre o qual penso sempre que toco neste assunto: Raksha!
Sim, Raksha! A fã abilolada da G1 (a série original de Transformers da década de 1980) e que conseguiu se alienar de praticamente toda a comunidade de colecionadores e fãs dos robozinhos.E ela também carrega uma cobra de borracha pra todo lugar que vai, pra mostrar a “tremenda gótica” que é.
Raksha defende que só a G1 presta e tudo mais que foi feito com o nome “Transformers” é uma afronta a memória da série original.
Ela não é a única, claro. Conheço um certo fã quarentão que desligava o MSN na minha cara sempre que a conversa entrava em Transformers e eu provava que ele estava errado em tudo que dizia.
Bons tempos...
Mas o caso dela é bem mais grave. Raksha declarou que os Decepticons são “seres predatórios” e destruir a Terra para se aproveitarem de seus recursos é tão natural quanto um leão se alimentar de carne. E que os Autobots são fascistas por tentarem os impedir e por isso devem ser vistos como os verdadeiros vilões da série.
Raksha chegou ao cúmulo de chegar em David Kaye, um dos dubladores mais queridos das novas séries animadas e o agrediu verbalmente na frente de todo mundo.
“E o que isso tudo tem a ver com o tema do artigo, Harlem?”
Bom, Raksha também escreve Fanfics e na maioria deles, sua personagem “Nightbird” normalmente faz sexo com Megatron. E nestas histórias, a autora delira descrevendo as “pernas cromadas” de Megatron.
Eu sou fã de Transformers há mais de 20 anos e “pernas cromadas” não é a primeira coisa que me vem a mente quando penso no Megatron.
Aliás, não é nem a última.
Mas o caso é que Raksha e o gordinho que pediu a refeição para dois mais acima são casos muito extremos, em que a paixão pelos personagens e a divisória entre a realidade e a ficção se tornou quase inexistente.
Eles ficaram assim por consumirem os produtos que consomem? Não, provavelmente ambos tiveram vidas solitárias e miseráveis e preferiram se fechar em um casulo de ficção esquizofrênica ao invés de procurarem ajuda e tentarem melhorar.
E não é porque esses dois acabaram assim que todos acabaremos. Citei estes dois casos pra demonstrar que estou bem ciente dos males que paixões extremas por personagens virtuais podem causar.
Mas acredito que a maioria das pessoas não corre esse risco.
Pra finalizar, conheci muitas pessoas que caçoaram de minha paixão por mulheres inexistentes ao mesmo tempo que nutriam uma idolatração aguda por atrizes e demais mulheres de carne e osso que estão na mídia.
Alguns até se apaixonam por Tila Tequila, que acredito que é a versão humana de Uatu, O Vigia.
Pois muito bem.
Pra quem não conhece, esta é Fernanda Souza, uma das duas atrizes Globais por quem tenho enorme... admiração.A outra é a Grazi Massafera, se você estiver curioso.
Pois bem, Fernanda Souza começou criança no X-Tudo e eventualmente foi parar na Globo, onde escalou a pirâmide das atrizes da emissora e foi parar no núcleo de novelas. Hoje ela atua na Novela das Seis... ou das Sete, não tenho certeza.
Antes de prosseguir, gostaria de dizer que assim que começou a trabalhar na Globo, Fernanda era curvilínea, tinha a aparência saudável e as lindas formas femininas que tanto adoro. As revistas de “boa forma” se referiam a ela como gorducha e ela foi forçada a se livrar de todos os quilos que não precisava perder.
Hoje ela não mais tem curvas e se tornou a magricela padrão da televisão Brasileira.
Uma pena, de verdade.
Mas enfim, tenho essa paixonite platônica pela atriz, que muitas pessoas podem considerar “menos prejudicial” do que gostar de uma mulher de desenho.
O negócio é que eu e Fernanda Souza vivemos em UNIVERSOS DIFERENTES. Mesmo ela morando a uma distância geográfica relativamente pequena (se não me engano, ela vive no Rio de Janeiro), há mais chances do Colisor de Átomos Europeu destruir a galáxia ao ser ligado do que o Amer e a atriz que é seu objeto de desejo se trombarem em um Shopping.
E mesmo que por um milagre nos encontrássemos, a chance de nos tornarmos amigos e eventualmente namorarmos seriam ainda menores, pois como eu disse, somos de UNIVERSOS DIFERENTES.
Neste caso, eu admiro apenas uma imagem, pois não sei de fato como ela é na vida real. Ela é (ou era, quando tinha curvas) linda, mas será que é uma boa pessoa ou é uma broaca quando está ao vivo e a cores?
É bem menos nocivo se eu me apaixonar pela Mulher Maravilha, pois estarei apenas me apegando a idéia de uma personagem forte, decidida e que tem um lado muito carinhoso, mas que só revela para poucos afortunados.
Ou seja, sempre estarei atento a uma mulher real com estas características, pois é aquilo que eu realmente quero.
E isso é basicamente tudo que eu tinha a dizer sobre isso, meus queridos.Não tenha vergonha por gostar de personagens. Eu acredito que isso ajuda uma pessoa a definir o que acha valioso em um companheiro e o ajuda a reconhecer melhor as características que tanto admira quando a hora chega.
E foda-se quem achar que você está errado! Declare seu amor virtual o quanto quiser, porque verdade seja dita, essa é a melhor emoção que podemos demonstrar no dia-a-dia.
Cheers!!!













Psylocke, que só existe porque Jim Lee um dia decidiu que queria desenhar uma Chinesa rabuda em posições vergonhosamente insinuantes.




... o Ocidente produziu Spawn, série que me causa diarréia titânica.