segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Causas comuns de mortes em games.

Ahhh sim, video games! Existe coisa melhor que jogar um bom video game?

...

Sei que milhões (E MILHÕES) entre vocês pensaram em sexo, mas ainda não foi comprovado cientificamente que sexo é melhor que games.

Veja bem, games muitas vezes são melhores quando praticados em solidão extrema, algo que não pode ser dito de sexo, e a maioria dos títulos lançados para consoles de hoje em dia costumam durar mais de vinte minutos.

...

É, não mente pra mim não.

Mas eu não estou aqui pra falar de sexo (hoje) mas sim de games. Mais especificamente, todas as maneiras que os games tem para nos matar.

Games são grandes amigos em momentos de solidão e tédio, mas tambem são filhos da puta sádicos com inúmeras maneiras de nos matar, humilhar e estressar, arruinando o que poderia ser um fim de semana perfeito longe de todos aqueles cretinos da escola ou dos babacas do trabalho.

Verdade seja dita, a graça dos games esta em vencer desafios, pois quando um título se torna fácil demais, ele deixa de ser divertido. Qual seria a graça de Super Mario Bros se aquela vadia da Princesa Peach estivesse logo no primeiro castelo?

Sim, logo no primeiro castelo, só de lingerie, em uma cama no formato de coração e aguardando de... braços... sim, braços... abertos, o seu salvador Nova Yorquino sujo, ensebado e bigodudo...

Claro, existem alguns jogadores bichinhas que compram Codebreakers, Pro Action Replays e outros dispositivos que os permitam trapacear nos jogos para terminá-los mais rápido, mas a maioria dos gamers tem mais bolas que isso e preferem terminar seus titulos no braço.

Antes que perguntem, eu abracei minha falta de colhões e tenho os dois dispositivos que mencionei acima. Já perdi as bolas terminando Contra, não tenho mais nada a provar pra ninguém.

Pois bem, hoje compartilharei com vocês alguns dos acontecimentos que fazem com que uma tarde de diversão se transforme em uma versão digital de Faces da Morte.

Coisas como...


Abismos!!!

Começando com a causa da morte de nove entre dez heróis das gerações 8 e 16 bits.

Todos passamos por isso, você avança pela fase, joga magistralmente bem e não sofre dano algum quando DE REPENTE... chega ao primeiro lance de abismos do game.

Não importa quem você seja, assim que se deparasse com os abismos da fase, havia um momento de contemplação. Aqueles segundos que pareciam hoas, quando se encarava o abismo e começavamos a fazer cálculos matemáticos sobre a distância e o impulso necessário para que o salto fosse perfeito.

Na verdade, era só o medo de perder o progresso do jogo e todos os power ups adquiridos até então, mas independente do motivo, faziamos uma pausa diante do penhasco quando ele surgia.

Então olhavamos para o abismo e o abismo olhava de volta para nós e neste momento... nos tornávamos homens e iamos escutar Led Zeppelin pela primeira vez.

Independente do fundo musical, em algum momento paavamos de encara o abismo, finalmente o salto era dado e SUCESSO!!! Alcançavamos a outra ponta do precipício e toda nossa insegurança ia embora!

"Oras merda, não foi tão difícil" era o que pensavamos e então, com a coragem renovada, de peito estufado, um sorriso nos lábios e uma sensação de triunfo no coração, nos preparávamos para os próximos saltos de longa distância que teriamos de dar.

Abismos não nos deteriam e logo estaríamos um passo mais poximo de chutar o abo do Bowser/Drácula/Dr. Wily e salvar a Vagabunda Peach/a Europa/o mundo futurista e colorido de anime dos anos 80.

E no meio do salto... um inimigo voador nos acerta e caímos em direção a nossa mote.

OH!!!

Acho que não preciso descrever a desilusão que todos sentiamos nestes momentos. Você com certeza está com um vazio no peito só de me ouvir descrever a cena.

Pois era batata, todo maldito game fazia isso. Como se saltar um abismo já não fosse pressão psicológica o bastante sobre uma pessoa, sempre tinha um inimigo lanfranhudo que aparecia NO EXATO MOMENTO EM QUE CRUZAVAMOS O ABISMO.

Nem antes nem depois, mas NO EXATO MOMENTO.

E sempre era um inimigo mequetrefe, daqueles para quem não dariamos bola se encarassemos no decorrer normal do game. Uma cabeça de Medusa em Castlevania, pássaros em Ninja Gaiden e os mais variados tipos de robôs sorridentes em Mega Man.

A única maneira de sobreviver era atingi-los com precisão cirúgica durante o salto. Errar por um nanoclique nos tornaria alvos ainda mais faceis para o filho da puta e estragaria nossa alegria mais rápido do que ver uma loira sádica afogar um saco de cãezinhos.

As vezes não tinha nenhum inimigo no meio da travessia e o salto simplesmente era mais difícil que comer a Lindsay Lohan sem acabar com verrugas genitais.

Mesmo com a mudança do 2D para o 3D no fim dos anos 90, ainda haviam games que nos torturavam com saltos desgraçadamente difíceis que erravamos por milímetros.

Todos vocês jogaram o primeiro Tomb Raider, tenho certeza.

E também tenho certeza que em alguns momentos, se cansaram de tentar fazer aqueles saltos hemorróidicos do fim do game e passaram simplesmente a jogar Lara nos abismos para ver a animação dela se estatelando lá embaixo.

Admita, era a coisa que você mais fazia em Tomb Raider, depois de encostar Lara na parede e girar a câmera pra ficar encarando seus magumbos.

Pois é, o Amer sabe o mal que existe no coração dos homens...

Capangas que nos atrapalham na hora de enfrentar um chefe.

Lá está você, jogando um beat'em up e enfiando a porrada em todos os bandidos que aparecem pelo caminho.

Com facas, pedaços de pau, canos, katanas, serrotes, salsichões e próteses penianas, você causa cortes, lacerações, fraturas, concussões e desmaios em todos que cruzam seu caminho, em uma busca incessante pela JUSTIÇA!!!!!!!

Sim, a Justiça! Que dama mais nobre... e sexy... hmmmmmmm... oh como eu quero uma dose de justiça... ahhhhhh siiiiiiiimmm... justiça quentinha e molhada...

...

... mas que maldição, preciso tomar meu remédio e parar com esses devaneios...

Pois então, após passar um bom tempo massacrando vagabundos que se repetem aleatoriamente pela cidade, você chega ao final da fase e encara o chefão da mesma. O canalha e fascínora que subiu na profissão da bandidagem e que pode colocá-lo um passo mais perto de seu objetivo de mandar o grande líder dos bandidos para o quinto dos infernos.

E quando está ponto para lhe enfiar a porrada e ensinar o que significa a expressão "fio terra," novecentos capangas do miserável aparecem e começam a te surrar por todos os lados.

Normalmente, capangas de todos os lados não seriam um problema. A base dos games de porrada do estilo é cercá-lo de bandidos por todos os lados e ver como você faz pra escapar de uma situação que na vida real povocaria uma fuga em alta velocidade e uma evacuação anal.

O problema é que enquanto nos livramos dos capangas, o chefe da fase faz da gente sua putinha medieval.

E isso é algo que acontece em paticamente todos os beat'em ups do mundo. De Final Fight a Streets of Rage e passando por Crime Fighters e Knights of the Round.

Tudo que você quer é enfiar o cacete (no sentido violento da palavra... o que também acaba tendo cunho sexual, por mais que eu tente fazer parecer que não) no chefe da fase, mas não tem como, pois está sendo currado por todos os lados por inimigos que ao longo da fase não foram problema algum.

É quase como se eles quisessem fazer bonito pro chefão, pra depois terem motivo pra pedir aumento de salário.

E este é um mal que permanece até os dias de hoje. Games atuais com um pé no beat'em up (como Batman: Arkham Asylum ou X-Men Origins: Wolverine) ainda nos obrigam a enfrentar dezenas de capangas quando tudo que queremos é nos concentrar no chefe.

Então você pensa: "Ora Aldebaran, este é um problema de fácil resolução! Basta jogar com um amigo que ele se encarrega dos capangas enquanto você bate no chefe! Seu escroto, recluso e solitário da porra!"

Puxa vida, que solução brilhante! Não vejo falha alguma neste raciocínio!

Bom, na verdade vejo uma...

Seu amigo decide que é mais divertido bater em você.

Eis uma coisa que encerra mais amizades que comer a namorada do melhor amigo.

Não, sério! Eu conheço um cara que comeu a namorada do melhor amigo inúmeras vezes seguidas... e acabou sendo perdoado pelo corno.

Eu não perdoaria meu amigo, iria até a casa dele com um saca rolhas e ácido clorídico e então... vou deixar que vocês imaginem o resto da cena.

Mas este não é o ponto da questão, o ponto é: seus amigos podem matar seu cachorro, comer sua mulher, roubar seu último pudim e espancar sua irmã, mas nunca devem bater em você em um video game cooperativo.

E todos sabemos que NÃO bater no amigo em um beat'em up é mais dificil do que achar algo engraçado no Casseta & Planeta.

Uma voadora ou cacetada aleatória vai errar o alvo e atingir o camarada, que vai proferir a célebre frase "Para de me bater!" sempre que isso acontecer.

Meu amigo de TWO METROS costuma dizer que esta era a frase que definia as amizades dos anos 90. Sábias palavras as dele, devo acrescentar.

Eventualmente, os golpes que acidentalmente ocorriam vão se tornar cada vez mais frequentes e meras voadoras irão se transformar em sequências de socos completas. Antes que você perceba, seu amigo vai estar te arremessando em abismos.

Aqui temos duas variantes de amigos: o cuzão e o cuzão dissimulado.

O cuzão vai dar risadinhas estufadas, aquelas que o sujeito não abre a boca pra soltar e ouvimos um ruído que pode ser descrito como um "peido estampido" toda vez que isso acontece. Ele não vai admitir inicialmente que está querendo nos matar, mas também não faz questão de disfarçar suas intenções, que serão confessadas mais tarde quando estivermos tomando café com leite e pão com melancia.

O dissimulado vai negar até a morte que estava tentando te foder. Mesmo nos momentos em que não tiver mais ninguém na tela e ele começar a atirar em você com o rifle que acabou de encontrar em um barril.

Quem é que deixa rifles AR-15 em barris pela cidade? Talvez as mesmas pessoas que deixam pernis assados e temperados dentro de pilhas de pneus.

Este tipo de coisa deve ter causado tantos problemas políticos e econômicos, que houve um momento que todos os beat'em ups do Super Nintendo passaram a vir com a opção de desligarmos a possibilidade de levar porrada do amigo.

Claro que isso diminuia um bocado a diversão de tais títulos, mas impediu que toda uma geração de jogadores acabasse danificando suas amizades por causa de games.

Tudo que lhes restou pra fazer isso foi comer as namoradas uns dos outros.

Heróis frágeis feito uma flor.

Você já assistiu Comando para Matar? Aquele filme em que bandidos sequestram a filha do Arnold e exigem que ele faça algo para eles para ter a pimpolha de volta?

E o que o Arnold faz? A invés de ceder as exigências dos pilantras, ele arranca a camisa, pega armas o suficiente para fazer o Robocop parecer um missionário Cristão e mata metade do planeta até encontrar sua filhota e levá-la para casa sã e salva.

Vejam vocês, o Arnold enfrentou UMA ILHA INTEIRA CHEIA DE SOLDADOS DO MAL e ao fim do filme tinha apenas alguns cortes, hematomas e sangue seco no canto da boca.

Ele enfrentou o equivalente a toda Organização Cobra em menos de duas horas de filme e olha que o Arnold é só um ator!

Então por que picas alguns heróis de games são tão frágeis quanto um Pequeno Pônei nas mãos de um primo malvado?

Temos o Arthur de Ghouls N' Ghosts, Dirk de Dragon's Lair, Spencer de Bionic Commando, Joe Musashi em Shinobi e seu filho em Shadow Dancer, Albatross e Leila de Rolling Thunder, Bill Rizer e Lance Beam em Contra e eu poderia continuar indefinidamente, mas quero acabar este artigo logo pra ir comer um rolinho de presunto.

Meu ponto é: como heróis supostamente bem treinados e armados podem morrer tão facilmente?

Um tiro, UM MÍSERO E DESGRAÇADO TIRO é tudo que basta pra mandar a todos estes heróis de volta para o começo da fase.

Sim, porque todos sabemos que personagens de video games quando morrem reencarnam exatamente como eram, mas de volta ao começo da fase. O que faz com que a maioria dos heróis se tornem versões digitas de Bill Murray em Feitiço do Tempo.

Mas o pior nem é levar tiros, mas sim morrer por ter encostado em um capanga. Veja você, isto não faz a menor porra de sentido!

O miserável estava com um colete eletrificado por acaso ou era portador do vírus Ebola? Talvez todos os heróis descritos acima são germófobos terminais que sofrem uma trombose cerebral ao meramente encostar em pessoas que eles acreditem estar sujas!

Imagine como seria se todas as pessoas da vida real morressem ao menor contato que tivessem com outros seres humanos! Andar de ônibus seria transformado em pena capital contra neo nazistas que passassem as noites pisoteando criancinhas com solas de aço.

Mas pelo menos resta o conforto de saber que se um cara facote como Arthur conseguiu virar rei, ou um caquético como Joe Musashi se tornou ninja, então ainda há esperança para todos nós!

Certo?

Heim?

Certo?

Perigo por todos os lados!

Isso é algo que acontece muito em Shooters, ou como muitos de vocês gostam de falar: "jogos de navinha."

Sacripantas bestiais...

A primeira fase é tranquila. Há uma quantidade alta de inimigos e balaços vindo em sua direção, mas não é muito dificil desviar de tudo, basta reflexos e coordenação motora, e isso você tem de sobra, certo?

Após atravessar a primeira fase sem nehum arranhão, com uma boa quantidade de pontos e power ups, vocês está preparado para encarar os demais desafios do jogo. Nada pode detê-lo, ao seu canhão de plasma que dispara em três direções e as inúmeras bombas que foram acumuladas para serem descarregadas nos chefes.

De repente, algo parece ter mudado... os inimigos estão um pouco mais velozes e atiram um pouc mais, ficou mais dificil desviar de tudo mas nã é nada que não pos.. OH MEU DEUS, A TELA SE ENCHEU DE NAVES, TEM TIRO PRA TUDO QUANTO É LADO, PELA SAGRADA MERDA DO MICKEY MOUSE, O QUE É AQUILO VINDO EM MINHA DIREÇÃO? É UM CINTURÃO DE ASTERÓIDES!!! TEM NAVES, TIROS, ASTERÓIDES E BUNDAS VINDO DE TODOS OS LADOS, OH, A HUMANIDADE!!!!!!!!!

E a menos que seja um estudante Coreano, você não terá reflexos rápidos o suficiente paa escapar de tudo isso e verá a necessidade de usar as preciosas bombas que guardou paa os chefes.

Gastar cada uma é como levar uma punhalada no coração...

E finalmente, você chega ao chefe de fase. Só lhe restam suas armas normais, mas devem ser mais que o suficiente para derrotá-lo, correto?

INCORRETO!

Na primeia saraivada de tiros o chefe tem uma chance muito boa de matá-lo e o que acontece em seguida é algo digno do mais puro filme de horror: sua nave volta a vida no exato local em que foi destruída, mas sem os power ups...

E lá está você, encarando um chefe que é mais difícil do que aguentar programação dominical na televisão e sem tiros elevados a sétima potência, sem escudos e com a velocidade mais baixa, o que não lhe permite sequer desviar dos gazumbilhões e tiros que o inimigo dispara pela tela.

Até suas vidas acabarem, você sempre voltará a surgir em frente ao chefe, sem nenhuma vantagem e pronto para morrer de novo, como se os programadores do jogo fossem filhos da puta sádicos que se alimentam de seu sofrimento.

Nada lhe resta a não ser desliga o video game e ir brinca lá fora com as outras crianças, que nem sua avó vem te mandando fazer há vinte anos, mas agora é tarde demais, pois você passou tanto tempo em casa jogando que não tem um amigo sequer, nem nunca beijou uma menina aos 35 anos de idade!

Que vergonha!

Eu?

Eu beijei um monte de meninas!

Uma tonelada, milhares delas!

Verdade!

Suando? Eu? Não seja ridículo!

Save Points distantes um do outro.

Quase que a totalidade dos games atuais não lhe dá um número limitado de vidas, você tem acesso a uma quantidade infinita de repetecos sempre que morre, precisando apenas carregar o último Save que fez.

Títulos como Oblivion e Fallout 3 te dão a mamata de salvar quando bem entende, então é possível ter um save literalmente a alguns minutos do ponto onde se partiu desta para melhor e não se perde tempo tentando corrigir o erro que levou seu personagem a uma morte prematura.

Claro, esta não é a regra.

Alguns games ainda colocam Save Points tão vergonhosamente longes uns dos outros, que cada vez que salvar o jogo, é preciso se preparar para uma jornada.

Isso é algo especialmente notório em Resident Evil. Me diga se a cena a seguir lhe parece familiar.

Você acabou de salvar seu jogo, se equipou e está carregando todos os itens que pode no momento. O próximo Save fica há uns quarenta minutos de distância e não há como saber que tipo de monstro vai estar no seu caminho.

Claro, você sempre pode ler um detonado... mas cada vez que faz isso, uma fada morre.

De repente você vira uma esquina e dá de cara com um Hunter, Licker, Ganados ou seja lá a porra que Resident Evil joga nas crianças hoje em dia. Metade da sua munição vai pro saco no embate e pelo menos um item de cura virou passado devido ao encontro.

O Save Point ainda está longe e tem pelo menos mais três inimigos do mesmo tipo no caminho, você se arma de coragem e vai em frente, preparado pra tudo. Após muito sofrimento, todos os monstros perigosos da fase foram eliminados e você tá na porta do gol, prestes a salvar o jogo e recuperar suas forças... quando um zumbi normal sai detrás de uma estante, te morde e você morre a morte mais besta que alguém pode ter neste game.

É o mesmo que ter câncer, sobreviver a todos os tratamentos e um dia depois de estar curado, escorregar no sabonete durante o banho e morrer de um tombo besta.

Nada lhe resta a não ser recomeçar do seu último save e enfrentar TODOS OS PERIGOS de novo.

E se você pensa que agora que sabe quais são os inimigos será tudo mais fácil, se engana redondamente. A simples frustração de ter morrido fará com que você jogue muito pior e na maior parte das vezes, não conseguirá chegar nem perto do ponto onde morreu a primeira vez, o que elevará sua fúria a níveis inimaginaveis e o fará proferir blasfêmias que fariam Tony Soprano pedir perdão ao Papa.

Mas morrer ainda é menos ruim do que ter de refazer todo o camiho porque esqueceu um item de importância vital antes de sair da sala dcom o Save Point.

Todos já passamos por isso: voltar um quilômetro de cenário vazio só pra pegar aquela chave que deixamos no baú ao lado da máquina de escrever.

Em alguns casos, a morte é uma alternativa melhor. Nos faz sentir menos burros...

Câmera lazarenta.

Este é um problema que a essa altura do campeonato, os designers de games já deveriam ter aprendido a contornar.

Você esta lá, jogando freneticamente, lutando contra o mal e afastando o temporal, quando de repente é cercado por uma horda de asseclas do grande vilão da história.

"Sem problema" você pensa, pois já derrotou os mesmos inimigos ao longo do jogo e aqui eles simplesmente estão em maior número. Não haverão maiores problemas.

Quando falei dos capangas que atrapalham na hora de enfrentar o chefem, mostrei que inimigos normais que já despedaçamos ao longo do game podem se tornar um problema enorme em momentos específicos. Aqui é parecido.

Pois bem, lá vem os miseráveis, você saca sua espada, começa a atacar e... de repente não vê mais que porra está acontecendo, pois se moveu para onde não devia e a câmera está focalizando uma estátua que encobre toda a ação, ao invés de segui-lo e permitir que enxergue a luta.

Antes que peceba, estara baendo em um ponto vazio, enquanto os inimigos te dão uma surra tão fodida que você vai ficar gemendo até a continuação do game sair.

E quando a maldita continuação sai, a câmera continua uma merda e te fode muitas e muitas vezes mais.

Matar é a parte mais grave, claro, mas quantas vezes a câmera nos impede de encontrar AQUELE colecionável que falta para fazermos 100% do game ou de encontrar AQUELE Save Point menos óbvio logo na porta que leva ao chefe final do game?

Acho que é algo óbvio mas a câmera NÃO DEVERIA FICAR ESTÁTICA EM UM PONTO LOGO ATRÁS DO HEROI! ELA DEVE SER MÓVEL PARA NOS PERMITIR ACOMPANHAR A AÇÃO DIREITO!!!

Qualquer coisa menor que isso é simplesmente ofensiva.

E pusilânime.

E patética.

COOOOOOBRAAAAAAAAAA!!!

...

Desculpem, eu precisava colocar isso pra fora.

Chefes mais resistentes que o Stallone.

Todo jogo de tiro em primeira (ou terceira) pessoa te dá um arsenal de armas bem legais pra poder brincar.

Tudo começa com uma faca, cano ou pé de cabra que você nunca vai usar, além daquele revolverzinho idiota que não serve pra nada exceto lhe dar uma falsa sensação de segurança. As coisas eventualmente melhoram e você descola uma Shotgun e uma metralhadora, depois disso o game passa a te dar armamentos cada vez mais burlescos.

Bestas, idiotas, rifles laser, metralhadoras giratórias, lança chamas, lança granadas, lançadores de fezes, arremessadores de menininhas, raios da Xuxa e por aí vai.

E todos temos aquele instinto de guardar as armas mais fodidamente poderosas para usar nos chefes de fase. Claro, não resistimos a atirar em um zumbi de vez em quando com um detonador termo nuclear só pra ver o que acontece, mas em geral, separamos nosso melhor armamento para atirar no Hitler ou em algum equivalente espacial.

Chega então a esperada hora de enfrenta o ultimo vilão e começamos a gastar toda nossa munição sem pena! Lá se vão os lasers, mísseis, granadas, fezes e a Xuxa e... O MALDITO CONTINUA VINDO EM NOSSA DIREÇÃO!!!

É quando você percebe munição espalhada pelo cenário, o que demonstra que os programadores são um bando de eunucos sádicos que criaram o chefe para não ser morto com quantidade nenhuma de munição com que você chegasse na tela, seria necessário gastar mais do que 100% da suas balas para mandá-lo pro Inferno.

Que coisa mais cruel.

E lá vai você, correndo pelo cenário, recolhendo munições em desespero, levando tiros no cu e rezando para que a munição que recolheu seja o suficiente. Quando finalmente tem as balas necessárias, seu personagem gasta três segundos em uma animação totalmente desnecessária que o mostra recarregando a arma... tempo mais que suficiente para o chefão desferir o tiro final contra você e fazê-lo tombar numa poça de seu próprio fracasso.

Imagino até a cena do chefão no bar contando a história para os amigos dele:

- Não, você precisava ter visto! Eu tava em casa, relaxando, assistindo Hora do Rush 3, quando de repente pinta esse mano vestido de militar, gritando e atirando com uma metralhadora giratória.
- E aí?
- Aí que ele gastou todas as balas que tinha e eu simplesmente parti pra cima dele. O sujeito começou a jogar granadas, nitrogênio líquido e tudo mais, mas nada adiantou, a armadura que eu comprei no Mercado Livre é boa mesmo, me salvou o couro!
- E o que você fez?
- Na hora que o cretino começou a pegar as munições que eu deixo espalhadas pelo meu aparamento, enchi os cornos dele de bala! Sujeito demorou pra recarregar a arma e eu espalhei as tripas dele pela sala. Ficou uma puta sujeira, mas a empregada que se preocupe com isso, é pra isso que ela é paga.
- Por que você deixa munição espalhada pela casa?
- Heim?
- Por que você deixa munição espalhada pelos cantos da sua casa? Digo, se você tem inimigos ao ponto de um deles entra atirando na sua sala de estar com uma metralhadora giratória, não acha que é uma má idéia deixar munições espalhadas aleatoriamente pelo seu apartamento? Digo, e se ele tivesse tido tempo de recarregar a arma, eu estaria no seu funeral agora ao invés...
- Porra Cirilo! Tá vendo porque ninguém gosta de você? Puta corta barato!
- Não, eu só quis dizer...

Nada mais tenho a dizer sobre este assunto, pois meu rolinho de presunto está esfriando.

Rpg's onde você sempre é mais fraco que os inimigos.

Jrpg's normalmente trazem histórias épicas do bem contra mal, amadurecimento, sacrifício e amizade que transcende o tempo e o espaço.

Mesmo assim, muitas pessoas tem convulsões e projetam vômito quando vêem estes games.

Bom, todo o mal se resume a uma palavra: "Grinding."

Isso nada mais é do que passar horas e horas andando a esmo pelos cenários, enfrentando inimigos aleatórios e ganhando Level para poder enfrentar os inimigos de igual para igual.

Agora, como bom jogador de Jrpg's, afirmo que em boa parte deles é possível evoluir os personagens o bastante para avançar um pedação do jogo sem precisar fazer grinding de novo, mas existem outros casos que testam nossa sanidade...

Por exemplo, Dragon Quest VIII.

Aliás, para os quatro de vocês que não assistiram a série de Rocky Balboa e nunca aprenderam, "VIII" é "8" e numerais romanos.

Cães ignóbeis!

Comecei o game, cheguei na cidade que estava sofrendo com O MAL e então fui até uma caverna próxima recuperar a bola de cristal que um monstro tinha roubado do Mr. Satan.

O bom de um game cujo Character Design foi Akira Toiyama, é que todo mundo se parece com personagens de Dragon Ball. Por associação você cria afeto pelos personagens, mesmo que sejam carismáticos como um pacote de Ruffles.

Voltando, fui recuperar a bola de cristal do Mr. Satan e para isso teria de derrotar o primeiro chefe. Primeiro chefe de um Jrpg não serve pra nada exceto treinarmos nossas habilidades para as batalhas mais inacreditavelmente fodidas que enfrentaremos ao longo do game.

E qual minha surpresa quando o primeiro chefe do jogo LIMPOU O CHÃO COM A MINHA BUNDA!!!

Então voltei para meu último save e passei boas duas horas batendo em inimigos aleatórios, ganhando level, juntando grana e comprando equipamentos novos. Então, voltei até a cavena, mais forte, com novas habilidades, armas e cheio de ódio no olhar, ponto para fazer o chefe pedir penico em vinte e cinco línguas!

E veja você, tomei outra surra.

Basicamente, gastei mais de cinco horas da minha vida evoluindo meus pesonagens para matar O PORRA DO PRIMEIRO CHEFE!!!

No meio do game tem um chee que é preciso enfrenta duas vezes seguidas, sem tempo pra rcuperar as energias. E o sujeito usa mais do que as opções "Attack" e "Splash Water" quando o enfrentamos.

Consegue perceber o tamanho da tortura?

Agora, entendo que os Japoneses se divirtam trabalhando e achem que só mereçam a recompensa de derrotar um chefão após passarem 52 horas evoluindo seu grupo de personagens, mas aqui na AMERICA (FUCK YEAH!) não temos tempo a perder!

E é por isso que eu tenho Pro Action Replay, Codebreaker e demais apetrechos de trapaça, porque não sou Japones e não tenho tempo infinito pra ficar evoluindo meus personagens no braço!

Também não tenho mais dezesseis anos e não vejo sentido em ficar contando vantagem sobre ter mais de duzentas horas de jogo em Chrono Trigger.

E veja você, Suikoden tem 108 personagens recrutáveis e evoluíveis.

"Evoluíveis" é uma palavra existente ou eu acabei de inventar?

Não importa.

Enfim, de repente não pareço mais tão bichinha por usar apetrechos trapaceantes nos meus rpg's, não é verdade?

AJOELHE-SE FILHO DE JOR-EL! AJOELHE-SE PERANTE ZOD!!!

Não gosto dos filmes do Super, mas adoro essa frase!

Aliás, qual o oposto de Christopher Walken?

...

Christopher Reeve!

Waka-Waka-Waka!

(Oh Deus, eu vou pro Inferno...)

Chefões finais ao estilo da SNK.

Já usei um artigo inteiro pra reclamar deste tema, mas não custa nada lamentar mais um pouco.

Nos bons tempos dos fliperamas, era costumeiro tentar usar uma ficha só para se chegar ao chefão final dos games de luta.

Considerando claro que nenhum trombadinha ultra viciado entrasse contra e o tirasse da máquina as vésperas da luta final.

Malditos trombadinhas de fliperama...

Enfim, não importa qual game fosse, era só chegar ao chefe final que seriamos vítimas de um combo inacreditavelmente estrambólico que arrancaria 78% de nossa energia. O fiapo de vida que sobrava era a maneira do jogo caçoar de nós e de nossas tentativas fúteis de vencer.

E pode escrever, no momento que conseguissemos atingir o chefe com um especial, ele revidaria com o dele, que sempre era impossível de esquivar e causava dano tão alto que nossos narizes começavam a sangrar no fim do round.

Só os games da Capcom nos poupavam deste mal. Pyron, Apocalypse, aquela coisa verde com três formas do final de Marvel vs Capcom 2, eram todos fáceis de derrotar.

Acho que a Capcom pretendia reestabelecer o equilíbrio kármico que a SNK abalou com seus chefes que transformariam o Dalai Lama em um homicida enfurecido que arremessa porquinhos da índia pela janela.

Claro que depois a Capcom fez Street Fighter III e criou o Gill... mas acho que já haviam equilibrado as balanças do universo a esta altura.

A maldita fase do gelo.

Vocês sabiam que isso viria, não tinha como evitar. Aquela suja e pestilenta fase do gelo, Deus do céu, que desgraça...

O que tornava a fase do gelo tão desgraçada e causadora de impotência? Uma série de fatores, para ser muito franco.

As fases do gelo combinavam uma porrada de perigos que quando espalhados pelas demais fases já eram uma coisa do Satanás, mas quando reunidas em um único estágio, eram como Satanás, Belzebu e o Ozzy sapateando sobre suas genitais.

Sabe aqueles abismos desgraçados? Aqui são piores, porque além dos inimigos que vem voando em sua direção, muitas vezes tem vento te empurrando pra trás.

E sabe a platafoma onde você tem de cai após o salto? Ela escorrega, o que pode fazer com que saltos perfeitos também acabem em morte.

Aliás, a fase INTEIRA escorrega, portanto você deslizará em direção aos braços calorosos do inimigo e receberá dano gratuito de uma maneira totalmente estupida muitas e muitas vezes.

E quando os inimigos e o chão escorregadio se unem? O bandido atira em você, que patina pelo gelo e acaba caindo em um abism ologo atrás que tinha acabado de saltar.

Sem contar que normalmente é preciso terminar estas fases duas vezes, pois algum item ou arma importante SEMPRE está preso em um bloco de gelo que não pode ser derretido até muito mais tarde no jogo.

Claro, na segunda vez é mais facil... mas o trauma da primeira vez sempre fica conosco por muito tempo.

...

Sim, ainda estou falando de games.

E por pior que seja a fase do gelo, tem uma outra que consegue ser ainda mais desgraçada e blenorrágica...

A porra da fase da água.

Não sei que tipo de mente doentia cria tais fases, mas posso tentar traçar um perfil.

O sujeito fez faculdade de Ciências da Computação ou algo do gênero e pretendia usar sua alta inteligência em prol do bem da humanidade. Ele tentou trabalha na NASA, FBI, CIA e com os GI Joe, mas nada conseguiu. Fosse por falar muito alto, cheirar mal ou simplesmente por ser Judeu, nosso amigo esperançoso foi dispensado em todos os lugares onde se apresentou.

Joes antissemitas...

Eventualmente, as contas começaram a se acumular e ele não tve escolha exceto ir trabalharcom games, algo que sempre desprezou, mas não tinha escolha agora. Quando o cinto aperta, o orgulho afrouxa.

Então, lá foi nosso amigo criar games. Ele ganha uma bolada com o que faz (pois lembremos que tal profissão só existe nos EUA e Japão, países que pagam bem seus funcionários) mas está em constante depressão, pois gasta seu intelecto com coisas que serão aproveitadas por pessoas obesas, solitárias e que apitam quando falam.

Quando chega em casa, nem mesmo seu ultra HDTV, aparelho de Blu Ray e prostitutas que parecem a Ana Hickman e que custam 2000 dólas a hora podem animá-lo... e ee chora até dormir em sua cama folheada a ouro com lençóis de seda.

E... com suas prostitutas muito caras aos quais já me referí...

A única forma do sujeito se senti um pouco melhor é foder com a vida dos gamers que ele tanto despreza e ele sabe exatamente como fazer isso: criando uma fase onde a física nomal do jogo não se aplique, onde cada salto e tiro seja totalmente desequilibrado e crescentemente frustantes, uma fase em que o único afetado seja o jogador e onde os inimigos continuem letais como sempre foram.

E é assim que nascem as fases da água.

Todo pulo é alto demais, o que sempre nos fará bater com a cabeça no teto, que sempre terá alguma coisa letal esperando nossa superfície craniana.

Nosso herói se move de maneira bem mais lenta, o que torna mais dificil esquivar dos ataques inimigos... exceto se pularmos, o que nos fará bater a cabeça nas estacas do teto e morrer instantaneamente.

E embora video games não sejam poços de física, alguns titulos nos impedem de usar as armas elétricas e de fogo embaixo d'água, o que desfalca ainda mais nosso agora inútil arsenal.

Ah sim, tem jogos onde os personagens não podem ficar muito tempo submergidos sem se afogar, o que amplifica ainda mais nosso desespero para terminar a fase e aumenta a possibilidade de erros quando enfrentamos os inimigos que como mencionei, não são afetados pelas condições do ambiente da mesma maneira que nosso herói.

E todo este sofrimento abre um sorriso no designer sádico responsável por esta fase, que se vê como um agente do caos e fica dizendo "Why so serious?" para as prostitutas caríssimas que contratou.

Elas não fazem idéia do que ele quer dizer, mas tão recebendo dois paus por hora, então querem mais que se foda.

E acho que já reavivei traumas o suficiente de suas juventudes, portanto encerro o texto de hoje por aqui.

Aliás, ando meio exausto mentalmente, portanto vou tirar férias do blog em Setembro. Volto em Outubro com o já tradicional Mês das Bruxas, com artigos sobre filmes que vocês nem acreditarão que existem.

Acho que nenhum deles vai superar Robo Vampire, mas não custa tentar.

O Blog de Games continuará sendo atualizado normalmente (porque me dá muito menos trabalho pra escrever do que o Blog normal) portanto continuem aparecendo por lá.

E não precisam chorar pela minha ausência. Caso não aguentem de saudade do Amer, podem comprar a revista Old! Gamer, que já está disponível e com uma porrada de matérias minhas!

Caso não encontrem nas bancas, podem adquirir um exemplar bem aqui!

E por hoje é só! Cafuné nas meninas e Ovomaltine pros camaradas!

Nos vemos em Outubro!

Cheers!!!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Heroínas de quadrinhos mal-adaptadas!

Todo mundo gosta de filmes de super heróis!

Ou pelo menos deveriam gostar.

O que pode ser melhor do que ver um sujeito de roupa colorida, com poderes que sempte sonhamos ter, chutando a bunda de inúmeros vilões e fazendo do mundo um lugar menos putrefato?

Pois é, nada consegue ser melhor! É por esse motivo que filmes de super heróis são a melhor coisa do mundo.

E se você não gosta deles, você é um cuzão.

Sim! Isso mesmo! Um cuzão enorme! transatlânticos, aviões e a Amelia Earhart desaparecem dentro do seu rabo, seu miserável! É o quão cuzão você é!

Onde eu estava? Ah sim, filmes de heróis.

Embora a qualidade das adaptações tenha melhrado muio nos últimos anos, ainda há uma boa cota de cagadas que são feitas durante a produção dos filmes. Temos Thomas Jane como Justiceiro, Ben Affleck como Demolidor e Nicholas Cage... fazendo qualquer coisa que não seja se trancar em sua casa e nunca mais mostrar a cara na janela.

Mas por mais que a indústria ainda cague em alguns heróis, quem sofre mesmo são as heroínas.

Pode ser machismo ou puro azar, mas as mulheres dos quadrinhos muitas vezes acabam sendo adaptadas com muito menos cuidado para outras mídias. Os produtores devem acreditar que se a personagem título tem um par de peitos e aparece vestindo só lingerie em pelo menos uma cena, será o suficiente para terem um campeão de bilheteria.

Mas na maioria das vezes eles estão errados... muito errados...

Acompanhe-me e eu provarei.

SHAZAM!!!

Susan Richards

Ah sim, a Mulher Invisível. Uma das personagens mais poderosas da Marvel e uma das maiores mães da história.

Sue Richards é a cola que une o Quarteto Fantástico. Ela consegue trazer Reed Richards para a realidade dos problemas comuns, aguenta a vida de baladeiro imbecil de Johnny Storm e tem moral o bastante para mandar em um gigante de pedra de 500 quilos que tem a maturidade de um artista de quadrinhos Brasileiro.

E Sue não só é durona e sexy (MUITO sexy), mas ela de fato tem um dos maiores poderes de todo o universo Marvel: ela pode gerar campos de força invisíveis.

Tal poder pode ser usado para gerar escudos de proteção, plataformas flutuanes, esferas que sirvam para se entrar em locais inóspitos como o interior de um vulcão e muito mais coisas.

Diabos, ela pode criar um campo de força invisível do tamanho de uma célula dentro da cabeça de um vilão, expandi-lo e causar um derrame no meliante ou sei lá... EXPLODIR A MALDITA CABEÇA DELE!!!

Se o Doutor Destino ainda está vivo, é simplesmente porque ele não encheu o saco de Sue Richards os suficiente.

Sue Richards é uma das personagens femininas mais duronas a estrelar uma história em quadrinhos, mas quando chegou a vez de adaptarem o Quarteto Fantástico para o cinema, ela acabou assim:

Pois é...

Agora, nada contra Jessica Alba. Eu a acho uma graça e já caí em depressão mais de uma vez por saber que ela não pretende jamais aparecer nua em um filme.

E admita que você pagou um pau pra ela em Sin City.

...

Pois é.

Meninas, admitam que algumas de vocês também pagaram pau.

...

Pois é.

Se bem que vou admitir que gostei mais da participação da Carla Gugino (a terapeuta do Marvin) já que ela aparece pelada em quase todas as suas cenas.

Mas então, qual o problema de Jessica Alba como Sue Richads?

Bom, Sue Richads é praticamente o ideal da beleza ariana: loira, de olhos claros, alta e de pele bem clarinha.

Jessica Alba por sua vez, é latina.

BEM latina, do tipo morena de olhos escuros e bem bronzeada.

Até aí, colocaram Michael Clake Duncan como o Rei do Crime. o Wilson Fisk original é um branquelo enquanto nosso querido John Coffee não é.

Eu pessoalmente não achei isso um problema, mas simplesmente porque ninguem tentou transformar um afro americano em nórdico para estrelar como o vilão do filme.

Já Jessica Alba pecou contra a natureza.

Eu já ví coisas estúpidas, mas transformar uma atriz latina em uma loira de olhos azuis com certeza leva o prêmio! Não seria mais fácil contratar uma loira natural para o papel?

Não, porque uma atriz branca sem dúvida cobra mais caro que uma latina e todos sabemos que o orçamento dos dois filmes do Quarteto Fanásico foi uma caixa de paçoquinha.

E nem daquela paçoquinha quadrada que tem um coração na embalagem, daquelas cilíndricas que nem marca tem e que parecem feitas de poeira e areia de praia e não amendoim.

Mas sinceramente, o visual "Faux Blonde" (sim, sou mais chique do que você) ficou uma bosta. Ela não parece uma garota morena bonita que gostariamos de levar pra jantar, mas uma stripper barata que levariamos para trás do ponto de taxi por vinte reais depois do show.

...

Tá bom, como se vocês nunca tivessem feito isso.

E já que eu falei em Sin City, Jessica Alba tava loira lá também e qual era seu papel?

Sem mais peguntas, meritíssimo.

Aliás, em Quarteto Fantástico devemos acreditar que a personagem dela é uma cientista brilhante, tão brilhante que foi convocada para toma parte em uma missão espacial.

Mas basta Reed Richards mandá-la tirar a roupa em público para atravessar uma multidão sem ser vista (já que ela não conseguia deixar suas roupas invisíveis) que sem pestanejar, a moça aceita.

Veja bem, ela aceitou FICAR PELADA NO MEIO DA RUA para atravessar uma multidão sem ser vista e alcançar o Coisa... plano esse que não serviu pra nada, pois Reed e Johnny atravessaram a mesma multidão em segundos e sem precisarem arrancar as roupas.

Acho que o Reed só queria ver se a Sue era imbecil o bastante pra ficar pelada no meio da rua caso ele bolasse um plano claramente inútil e a garota caiu.

Mas mesmo que desconsiderássemos todos esses pormenores, Alba não é a melhor pessoa do mundo para interpretar uma super heroína, pelo simples fato de que na maior parte do tempo, ela parece não fazer a menor idéia de como usar seus poderes.

Ela parece alguem que treinou para usar suas habilidades especiais? Claro que não, parece menina que tá se defendendo quando o irmão mais velho encapetado resolve bater nela quando ambos estão sem supervisão adulta.

Claro, um irmão mais velho que descarrega feixes de protons, mas você me entendeu.

Mas mesmo assim, as coisas poderiam ter ficado bem piores.

Se bem que...

Fênix Negra

Aqui temos um caso sério.

A Fênix Negra dos quadrinhos é uma entidade cósmica quase onipotente que se apossou do corpo de Jean Grey em uma missão espacial que deu errada.

Seu poder aumentou pra cacete, ela se tonou uma ameaça para todo o universo e no fim das contas, Jean acabou tomando a própria vida para que a Fênix Negra fosse destruida e não ameaçasse mais ninguém.

Qualquer indivíduo que tenha lido esta saga sabe o quanto ela foi emocionalmente carregada e o que significou para os fãs.

Então resolveram basear X-Men 3 na saga da Fênix Negra, e... minha nossa, por onde eu começo?

Pra começo de conversa, a Fênix do filme não é uma entidade cósmica, mas uma segunda personalidade de Jean Grey, que simbolizava para seus instintos mais básicos e primitivos.

Em outras palavras, a Fênix Negra do filme é o super tesão acumulado de Jean Grey.

Pois é... é nisso que dá namorar o Ciclope.

Enquanto a Fênix dos quadrinhos passava seu tempo consumindo planetas e se deliciando com o desespero das civilizações que dizimava (o que também é uma espécie de super tesão, mas menos escancarado e mais assustador que no filme), no filme ela passa o tempo transfomando as pessoas em orégano e tentando comer o Hugh Jackman.

Bom, acho que metade das minhas leitoras não verão nada de errado na segunda opção, mas enfim.

Também é difícil de acreditar que Jean Grey tem esse supremo poder de transformar tudo ao seu redor em caldo Knorr, mas vai embora passiva com o Magneto quando o vilão a convoca. Meu Deus, o diretor não estava nem tentando!!!

E lógico tem a escolha da atriz.

Nada contra Famke Janssen, ela é uma boa atriz e muito charmosa, mas também é... meio velha pra fazer o papel de pupíla precoce favorita de Professor Picard.

Um amigo meu definiu com perfeição: "a Jean Grey do filme parece a mãe do Ciclope."

E eu concordo. Acho meio dificil engolir o namorico adolescente dos dois (pois é o que eles tem nos quadrinhos desde os anos sessenta) quando apenas um membro do casal tem idade para agir como alguém que ainda acedita que o amor é mais que uma reação química do cérebro.

Então você pergunta: "Pelas barbas de Odin, Hamlet! Já que você é tão esperto, quem poderia interpretar a Jean Grey?"

Simples, Laura Prepon!

Quem?

Ela:

Heim, heim?

Não sei se ela faria bem o papel, mas diabos... ela é uma ruiva natural de um metro e oitenta. Por mim ela poderia interpretar todos os papéis em todos os filmes do mundo pelo resto da eternidade.

Mulher Gato

Imagino que muitos de vocês devem ter se levantado em uma fúria gloriosa, prontos para virem até a frente da minha casa com sabonetes enrolados em toalhas e ansiosamente delegarem a doce justiça do Texas.

Calma, não estou falando da Michelle Pfeifer em Batman: O Retorno.

Isso, isso... sente-se, respire fundo e tome um copo de Tubaína Baré. Não se sente melhor agora?

Não senhor, eu adoro a Michelle Pfeifer naquele papel. Digo, a personagem não parece nada com a Mulher Gato dos quadrinhos, mas é um filme do Tim Burton e eles sempre valem a pena, pois nos mostram como é viajar com LSD sem que necessariamente precisemos nos drogar.

Enfim, estou falando de outra Mulher Gato.

Pois é.

Em primeiro lugar, a cagada não é a escolha da atriz. Eartha Kitt era negra e interpretou magistralmente a Mulher Gato do seriado dos anos 60.

E se queriam uma atriz negra no papel da nova Mulher Gato, ninguem melhor que Halle Berry.

Pois como diria meu amigo de TWO METROS: ELA É BOA PRA CACETE!!!

O problema aqui é... bem... essa personagem é a versão mais inacreditavelmene esmerdeada da personagem.

Pois bem... no início do filme ela salva a vida de um gato e quase cai de um prédio por causa disso. Mais adiante no filme ela acaba assassinada por pessoas DO MAL e o bichano que ela havia salvo devolve sua vida e lhe dá os poderes de um gato.

Vejam bem, o bichano era na verdade um emissário de Bast, deusa Egípcia dos gatos e uma vez que ficou comovido com a dedicação com que a moça quase perdeu a vida para salvá-lo, ele resolveu recompensá-la.

É, pois é.

Pelo menos é o que diz no Wikipedia, eu sofri três derrames após ver o filme e não me lembro direito de sua história.

Pois então, Halle Berry ganha os poderes dos gatos e quais seriam esses? De acordo com o filme, agilidade sobrenatural, reflexos e sentidos aguçados e... super força?

Ok, eu não tenho gato, mas acredito que nunca ví um felino arremessar um humano longe, tampouco parar um carro com uma cabeçada. Peço aos donos de gatos que lêem meu blog para contarem dos feitos sobre humanos de seus bichinhos caso eu esteja errado.

Enfim, nossa heroína usa seus poderes para deter a indústria dos cosméticos e se comportar feito uma vadia pelo resto da duração da película. De fato, do momento em que ela se transforma até o fim do filme, a câmera dá closes na bunda e nos peitos da moça sempre que pode.

Agora, nada contra closes estratégicos em Halle Berry (OH MEU DEUS, COMO EU A AMO), mas se eu quiser ver um filme pelas bundas e peitos contidos nele, vou assistir pornogafia.

Afinal, é unicamente pra isso que existe a internet.

O filme recebeu diversos "prêmios" do pessoal do Golden Raspberry, que é o Oscar dos filmes ruins, para os incultos entre vocês que não sabem.

Halle Berry foi receber o prêmio de pior atriz em pessoa e agradeceu a Warner por tê-la escalado para um filme que conseguia ser pior que um trem descarrilhado carregando lixo tóxico que cai sobre um orfanato de cãezinhos.

Pelo menos ela sabe a bomba de que participou.

Ou será que sabe mesmo???

Birds of Prey

Birds of Prey narra as histórias da Caçadora, Canário Negro e Oráculo, três heroínas duronas que passam suas noites chutando bundas de bandidos em Gotham City para aliviar um pouco a barra do Batman.

Digo, ele trabalha demais, prendendo o Coringa, sendo o protagonista de três séries animadas e uma série de filmes, aparecendo em festas de aniversário infantis e dublando a sí mesmo em Family Guy, o sujeito precisa de uma folga de vez em quando.

Enfim, a Caçadora e a Canário Negro passam seu tempo livre reduzindo criminosos a polpa de frutas, enquanto a Oráculo fica na base e sabe absolutamente tudo sobre todo mundo.

E claro, como grande parte dos leitores de quadrinhos são homens solteiros desesperados, elas tem a obrigação de estarem inacreditavelmente gostosas em todas as cenas que apareçam.

É...

Graças a esta premissa, a Warner decidiu fazer uma série com as personagens e...

... UAU!

Digo... UAU...

Não vou falar absolutamente nada de ruim daz atrizes. Elas são onitorrincamente lindas e o casting do elenco não poderia ter acertado mais!

O problema é que a série era imbecil.

Não tão imbecil quanto Smallville, mas imbecil assim mesmo.

Bom, não se pode esperar muito de uma série que tenta se basear na libído de adolescentes solitários para fazer sucesso, em algum momento eles vão cansar de ver atrizes semi nuas que apenas provocam e partirão pra internet a fim de ver lésbicas japonesas se atracando.

Afinal, é só pra isso que a internet serve mesmo.

Ok, vou deixar estas meninas em paz, afinal de contas uma delas é ruiva e isso já me basta.

Aliás, a ruiva é Barbara Gordon, que deixou de ser a Batmoça e se tornou a Oráculo depois que foi aleijada pelo Coringa.

Só uma informação grátis para aqueles que pararam de ler quadrinhos em 1986.

E já que falei na Barbara Gordon...

Batgirl

Aqui temos o melhor produto para o qual Bruce Wayne já licenciou sua marca!

Digo, uma ruiva escultural que é capaz de chutar a bunda de dezenas de bandidos e ainda é um gênio? É praticamente minha idealização da mulher perfeita.

Mas ela deixou de ser Batgirl, pois como eu disse antes, foi aleijada pelo Coringa.

Só que isso a deixou ainda mais determinada e ela se tornou a Oráculo, que como eu também disse acima, sabe tudo sobre todo mundo no universo DC.

Se o Superman quiser prender o Metallo, ela sabe onde ele está.

Se o Darkseid tiver uma rede de agentes na Terra unicamente para vasculhar as lojas de pornografia do planeta (e de acordo com uma história ele REALMENTE tem), ela sabe quem serão seus membros.

E se o Zan (dos Super Gêmeos) quiser se transformar na água da banheira da Mulher Maravilha, a Oráculo pode informá-lo exatamente que horas a Princesa Amazona toma seus banhos.

Enfim, ela provou que moças em cadeiras de rodas podem ser mais eficientes que gostosas vestidas de morcego... e tremendamente sensuais também.

Então Joel Schumacher decidiu fazer Batman e Robin... e o resto é história.

OK, Alicia Silverstone é uma graça... ou pelo menos era, antes da sua carreira afundar e ela precisar produzir a série Sorriso Metálico e dublar sua protagonista pra não morrer de fome.

E eu pessoalmente adoro o close que a câmera dá em sua bunda quando ela veste o uniforme pela primeira vez... mas fora ter o melhor rabo da Bat Caverna, ela foi uma Batgirl lastimável.

Mas serei justo... TUDO NO FILME é uma diarréia megatrônica. O filme é tão ruim que parece ter sido escrito pelo próprio Batman, pois quem mais seria tão foda ao ponto de destruir a reputação do Homem Morcego com apenas um filme?

Exatamente.

Então acho que o filme faz parte de um plano intrincado para confundir os internos do Arkham...ou pelo menos mantê-los rindo por alguns dias e sem vontade de fugir do lugar.

Brilhante, brilhante! Por isso que ele é o GODDAMN BATMAN e nos somos apenas seus leitores!

Ok, vamos para outra heroína da DC!

Supergirl

Eis que surge a prima do Superman, Kara!

E... pra ser sincero, nem sei mais qual a história dela.

Digo, ela morreu na Crise, mas recentemente ressurgiu como uma adolescente fofinha que passa a maior parte do tempo semi nua enquanto aprende sobre os costumes da Terra e então descobrimos que a Poderosa é na verdade a Supergirl que deveria ter morrido durante a Crise, daí a DC reseta todas as séries DE NOVO e tudo que pensávamos saber sobre seu universo vai por água abaixo, exceto que a Zatanna é uma feiticeira pernuda que apagou a memória do Batman e...

... vou parar por aqui, pois acho que não sobrevivo a um quarto derrame.

Pois nos anos 80, quando ainda era possível conhecer a Supergirl sem sofrer tombrose cerebral, decidiram fazer um filme sobre ela, simplesmente para aproveitar o embalo dos filmes do Superman e o resultado...

... não foi dos piores, sinceramente.

Mas mesmo assim, eu não gosto!

E por quê?

Porque detesto a série de filmes do Superman com Christopher Reeve.

Pois é, agora vocês sabem e saber é metade da batalha!

Sei que muitos devem estar considerando o suicídio agora que me ouviram dizer isso, enquanto outros repensam a decisão de vir até minha casa com sabonetes enrolados em toalhas... mas deixem o Amer explicar seu desgosto antes de o espancarem como se ele fosse Vincent D'onofrio no exército.

Vejam bem, no primeiro filme o Lex Luthor o aprisiona em uma piscina, o que demonstra que higiene é um dos pontos fracos do filho de Jor-El.

Então a Lois Lane morre e o Superman faz o tempo voltar paa salvá-la, o que me faz pensa "MAS COMO?" desde quando eu tinha quatro anos de idade.

No segundo filme, ele arranca um "S" de celofane do peito e o arremessa no General Zod, algo que me faz dizer "MAS COMO?" com ainda mais fúria do que o fato de Kal-El ser seu próprio Delorean.

O terceiro filme tem o Richard Pryor e todos sabemos que ele só é eficaz quando colocado junto ao Gene Wilder.

E Superman Returns mostra que mesmo sendo o maior herói da Terra, o Super não está acima de dar no pé do planeta quando descobre que engravidou a Lois Lane, ou você realmente acreditou que ele tinha ido embora pra procurar sobreviventes de seu povo?

O melhor filme da série é Superman 4, pois neste o Super sai na porrada com um supervilão e acaba martelado no solo da Lua como se fosse um Looney Toon!

Portanto, não gosto desses filmes e a Supergirl simplesmente entra no mesmo balaio porque sim.

Mas pelo menos ela não é uma vadia.

Não é verdade?

Mulher Hulk

E aqui temos a prima de Bruce Banner. Em algum momento da história da Marvel, um dos editores percebeu que seus leitores são caras que não transam e tem fascínio por mulheres coloridas e super poderosas.

...

...

...

Sim, eu leio Marvel Comics.

Pois bem, apesar de ser um dos melhores espécimes de fêmeas a surgir nos quadrinhos, ela não fez muito na sua vida, exceto ser a paixão platônica de John Byrne, participar de histórias ainda mais cheias de clipes sem conexão com o enredo do que Family Guy e enfrentar monstros que cuspiam fogo, torravam sua roupa e a deixavam peladinha, facilitando a vida daqueles leitores que curtiam seus quadrinhos no banheiro.

E claro, ela transou com o Fanático em uma história tão ruim que a Marvel fez todo o possível para negar sua existência desde então.

Pois bem, nos anos 80 a Marvel percebeu que o seriado do Hulk, onde um cara magrinho constantemente se transformava em um Lou Ferigno de peruca Chantecler, fazia muito sucesso.

E o que pode ser melhor que um gigante verde? Uma MULHER gigante e verde!

Mas o melhor que eles conseguiram foi Brigitte Nielsen vestida como membro reserva do Motley Crue.

Aliás, Brigitte Nielsen era aquela loira enorme e fantabulosa que interpretou a esposa do Ivan Drago em Rocky IV e que recentemente pagou micos imensos em uma edição do Surreal Life no canal VH1.

Mas pelo menos ela nadava pelada no Surreal Life.

Quanto ao seriado da Mulher Hulk, aparentemente não passou do piloto. Não sei quais os motivos precisos que levaram os produtores a achar que o filme era uma má idéia, mas arrisco dizer que eles simplesmente viram a foto acima, decidiram cancelar o seriado e juraram nunca mais tocar no assunto.

Elektra

Ahhhh sim, Elektra, uma das mais queridas personagens de Frank Miller, a representação suprema da fêmea fatal e uma das maiores vadias já criadas em toda história dos quadrinhos.

Não sério. Frank Miller já admitiu que a copiou completamente da personagem mais vadia que Will Eisner inventou.

E ele também disse que o Eisner sabia e disse que "tava ok."

Então tá ok!

E o senhor Eisner também concluiu o raciocínio dizendo que "a vadia da esquina sempre é mais interessante que a moça boazinha que nossas mães nos apresentam."

Nisso ele tem razão. Todo homem do mundo passa por um período de sua vida onde a vagabunda da classe, aquela que já transou com toda turma do fundão, é muito mais interessante que aquela colega fofinha com quem fazemos os trabalhos em grupo.

Pelo menos até a fofinha crescer, virar um mulherão e parar de nos dar bola... o que sempre acontece.

Enfim, Elektra é uma vadia de marca maior e é isso que dá contraste ao seu relacionamento com o Demolidor. O rapaz é um advogado cego que trabalha praticamente de graça pra ajudar aos necessitados e de noite se veste como demônio e atua como vigilante.

E depois disso tudo, ainda se confessa com o padre da igreja.

É o genro que toda mãe pediu a Deus.

E Elektra... é a nora com quem as mães tem pesadelos e pânico notuno.

Então saiu o filme do Demolidor que focava bastante no relacionamento de Elektra e de um pedaço de madeira vestido como o Homem sem Medo. Pouco tempo depois, os produtores acharam que a personagem merecia um filme solo e então o lançaram.

Em ambos os filmes ela foi interpretada pela mesma atriz:

Ahhhhhhhhh siiiiiiiiiim, Jennifer Garner...

Vou admitir que ela é uma das atrizes por quem tenho uma paixão platônica inegável. Digo, ela é tão atlética e durona e capaz de chutar a minha bunda, mas ao mesmo tempo é tão fofinha e adorável.

Digo, é por causa dela que De repente Trinta e um dos meus filmes favoritos de todos os tempos.

Sim, é melhor que Cidadão Kane.

Lá ela está tão sexy e gostosa, mas ao mesmo tempo tão inocente e adorável, que mesmo que ela ficando metade da história com decotes sensacionais, eu fico com vontade é de apertar suas bochechas.

E esse é o problema, ela é gracinha demais para o papel.

Veja você, já ficou bem claro que a Elektra é uma vadia e que o Demolidor deve ter passado semanas tenando se livrar dos chatos que pegou dela quando os dois namoraram.

Viu só? É uma puta paga do caralho, cheia de gonorréia!!!

E a Jennifer Garner parece uma vadia?

Heim?

Parece?

PARECE???

VAMOS, ME DIGA!!! ELA PARECE UMA VADIA???

ELA SE PARECE COM ISSO?

PARECE???

HEIM, ELA SE PARECE????????????

...

Sem mais perguntas, meritíssimo.

Mary Jane Watson Parker

Nada mais justo que finalizar com a esposa do nosso querido Homem Aranha! Puxa vida, que cagadas fizeram com elas nos filmes.

Pra começar, quero deixar bem claro que adoro os filmes do Homem Aranha. Fizeram uma mudança aqui e alí, o Aranha não é piadista e no terceiro filme ele se transforma no Austin Powers, mas de qualquer forma, é uma ótima série.

Exceto pela Mary Jane.

Nos quadrinhos, MJ é uma das pessoas mais importantes da vida do Aranha. Ela esteve ao seu lado quando Gwen Stacy morreu, foi sua melhor amiga por anos e anos a fio, aguenta diariamente a barra de ser casada com um cara que pode ser morto a qualquer momento e ainda divide o fardo imenso que o senhor Parker carrega por ser um dos maiores heróis do mundo.

E diabos, ela é uma super modelo que poderia se casar com quem quisesse... mas escolheu o nerd bonzinho que conheceu no colégio.

O que indica que TODOS NÓS podemos estar destinados a encontrar uma mulher perfeita, basta que não sejamos completos babacas quando conhecemos garotas.

Enfim, ela é a ruiva suprema de todos os tempos.

Mas nos filmes... ela é... isso...

Nada contra Kirsten Dunst, ela é bonita e... bem equipada... mas sua MJ é uma bosta.

No primeiro filme ela e uma vadia. Começa namorando o Flash Thompson e menos de duas hoas depois, já passou na mão do Harry e do Peter.

Tá, tudo bem. O filme conta o que se pass ao longo de um ano e pouquinho... mas dura duas horas e ela trocou de namorado três vezes nesse período.

Rampeira!!!

No segundo filme, ela só reclama que o Peter não lhe dá atenção e resolve namorar com um astronauta pra fazer ciuminho nele.

E no terceiro filme, mesmo sabendo que seu namorado é um cara que já salvou a cidade 247 vezes ao longo da trilogia, ela tem raivinha porque ele está mais concentrado em salvar pessoas e fazer o bem do que apoiá-la com sua carreira de atriz.

Ora! Como ousa salvar vidas, diminuir a criminalidade e ser um exemplo de vida para todos quando sua namorada está sendo criticada por ser uma atriz medíocre? Que atrevimento!!!

Em nada lembra a personagem forte e decidida que ilustra os quadrinhos do aracnídeo há quarenta anos.

Pra complementar, acho Kisten Dunst bonita, mas ela é muito... patricinha. Não me inspira confiança para interpretar a esposa durona do maior herói da Marvel.

E novamente, tenho uma sugestão melhor para o papel.

Bryce Dallas Howard.

Olhe só, é uma ruiva natural que até fisicamente ela lembra mais a MJ dos quadrinhos do que a Kirsten Dunst.

E alguns dentre vocês devem esta pensando: "Peraí... é a menina que interpretou a Gwen Stacy em Homem Aranha 3!!! Gondor, qual é a sua? Você é fodido da cabeça, seu pau no cu do caralho?"

Possivelmente, mas essa não é a questão.

Sam Raimi disse que a Gwen de seu filme deveria ser uma garota com enorme fibra moral. Lembram que ela se desculpa com a MJ depois do papelão que o Austin Parker dá no clube de Jazz?

Pois é, Bryce passa essa impressão, de ser alguém que tem um codigo de conduta pessoal muito bem definido.

Lembremos também que ela foi a ceguinha de A Vila, única personagem do filme que teve bolas pra sair do buraco onde morava e buscar ajuda pra salvar Joaquim Phoenix e se casar com ele e seu lábio leporino!

Veja só, ela não só é moralmente forte... como também passa a imagem de ser alguem com coragem muito além do normal. Algo necessário para se estar casada com alguém que enfrenta sujeitos elétricos e marombados simbióticos diariamente.

Pra encerrar, Bryce não tem pinta de piriguete que sairia sem calcinha pra ser fotografada pelos paparazzi e depois reclamar disso no programa da Ellen DeGeneres. Por este simples motivo, ela seria muito mais indicada para interpretar a MJ que qualquer outra atriz que conheço.

E se você discorda, vá se foder.

Agora, eu fico por aqui.

Mas lembrem-se sempre, por mais horríveis que todas essas heroínas tenham ficado, as coisas sempre poderiam ser piores.

Ok, a Pamela Anderson lá no começo não foi um bom exemplo, então aqui tem um melhor:

Nada como um cosplay pra colocar as coisas em perspectiva, não é verdade?

Cheers!

domingo, 16 de agosto de 2009

Uma análise de G.I Joe: A Origem de Cobra

Há algum tempo atrás, fiz uma análise de Transformers: Revenge of the Fallen e acabou sendo um dos artigos mais populares do blog.

Quem diria?

E como já me pediram, decidi fazer uma outra análise, desta vez do primo belicista de Transformers: G.I Joe.

Muita gente se mostrou um bocado cética com este filme, devido aos trajes aceleradores mostrados no trailer, ao fato do Duke ser um molecão, Snake Eyes ter uma boca esculpida em sua armadura ou o que mais pudessem arranjar.

Vou admitir que não estava dando muita bola para este filme, como fanático por Transformers aqui de casa, eu optei por dedicar toda a minha atenção a Optimus e Bumblebee e sua segunda jornada as telonas do mundo todo.

... algo que ainda me causa terror noturno as vezes...

Enfim, quando G.I Joe estreou, busquei a opinião do meu irmão, que conhece muito bem a franquia e seus personagens, e ele falou muito bem do filme. Isso me incentivou de uma vez por todas a assistí-lo.

E o que eu achei? Eu gostei muito, bem mais do que de Revenge of the Fallen.

...

Maldito Michael Bay...

Enfim, sem mais delongas ou demoras, vamos a análise!

Que aliás, será por tópicos, exatamente como fiz com Revenge of the Fallen.

YO JOE!!!

O que gostei:

Atores bem escolhidos.

Embora possa não parecer em uma primeira olhada, o elenco foi muito bem escolhido.

Fisicamente falando, os atores se assemelham muito aos personagens que representam. Dennis Quaid ficou ótimo como o durão General Hawk, Sienna Miller está perfeita como a Baronesa, Rachel Nichols ficou uma gracinha como Scarlett e Channing Tatum nasceu para interpretar o Duke.

Olha só pro rapaz, até a cabeça dele tem o formato exato da cabeça de um boneco Falcon! Ele parece uma action figure ambulante!!!

É bom ver que a produção teve tamanho cuidado ao escolher os atores, o que mostra um certo nível de seriedade na produção, ao invés do típico "vamos jogar qualquer merda no elenco porque o público nem vai notar" que tantos diretores usam em filmes que sejam "imaturos."

Ou você engoliu o Thomas Jane de Justiceiro?

Pois é!

Os personagens são bastante fiéis ao material original.

Muitos podem discordar disso, mas eu acredito que a qualidade de uma adaptação está intimamente ligada a fidelidade que ela possui para com o material que a inspirou.

Claro, não é possível adaptar com fidelidade 100% de uma história para o cinema, tenha ela vindo de quadrinhos, desenhos animados ou livros, mas não custa tentar fazer um bom serviço.

Imagine se os filmes de Harry Potter se passassem no Texas ao invés de na Inglaterra e a Hermione não fosse a CDF do grupo, mas a menina tonta e sexualizada que sente tesão pelo Draco Malfoy e precisa ser salva pelo Harry em todo filme.

Pois é, mataria a adaptação cinematogáfica, não? Qual o sentido de se adaptar uma obra se o diretor vai se afastar da idéia original dela? Não seria melhor escrever uma história original?

Mas estou divagando.

Meu ponto é que os personagens foram muito bem adaptados de suas versões originais aqui.

Duke é o típico cara nobre e bem intencionado que quer fazer a diferença no mundo. Um boa praça que todos gostaríamos de ter como amigo.

Scarlett é tremendamente inteligente e sabe lutar muito bem, mas também é uma garota adorável, a típica namoradinha com quem nós, bobões românticos sonhamos dia e noite.

A Baronesa é a vilã sensual que é tão letal com um olhar quanto com um detonador termo nuclear e por aí vai.

Você pode debater que isso é legal unicamente para quem já é familiarizado com os personagens, mas também acho que é algo válido para o público que irá conhecê-los.

Mantiveram a personalidade auto-sacrificante do Peter Parker nos filmes do Homem Aranha e o jeitão de playboy egocêntrico arrependido de Tony Stark em Homem de Ferro. Ambos as decisões provaram ser muito boas no final das contas.

Se um escritor já definiu a personalidade de um herói, o diretor não precisa mudá-la quando o adaptar para o cinema. O mero fato do personagem ter sido escolhido para estrelar um filme já mostra que ele é bastante popular e isso se deve ao fato de sua personalidade já ser boa o bastante para cativar as pessoas.

Pense no Optimus Prime incrivelmente violento de Michael Bay e tente se lembrar da encarnação original do personagem, que dizia "Liberdade é o direito de todos os seres vivos."

Entendeu aonde eu quero chegar?

Pois é, não é?

A premissa original da serie foi mantida.

A idéia original de G.I Joe era reunir um grupo de soldados super treinados das mais diversas nações, a fim de combater a organização terrorista Cobra.

Preste atenção, eu disse: SOLDADOS DAS MAIS DIVERSAS NAÇÕES!

Embora a primeira vista, G.I Joe pareça ser uma ode ao militarismo americano e a superioridade do país de Wild Bill Clinton em relação aos invasores externos (que poderiam supostamente estar repesentados pelos Cobra), o pelotão do General Hawk é formado por soldados das mais diversas nacionalidades.

Em outras palavas, G.I Joe sempre pregou uma idéia de inclusão, unindo pessoas das mais variadas origens e culturas e com os mais diversos talentos em prol de um bem maior.

O filme poderia ter sido uma avalanche de nacionalismo barato, colocando os heróicos AMERICANOS combatendo a TIRANIA IRLANDESA de Destro e seus amigos, mas Stephen Sommers decidiu seguir pelo caminho mais nobre aqui.

E nestes dias de xenofobia, onde todo árabe é pintado como um terorista em potencial, é bem legal ver que um blockbuster coloca um personagem marroquino entre os heróis e como um membro bastante importante da equipe ao invés do "estrangeiro atrapalhado que serve para nos fazer riiiiir!"

Quem diria? G.I Joe tem mais consciência do que diversas outras produções para o qual as pessoas não torcem o nariz!

Nada mal para um "filme baseado em brinquedos."

As mulheres do elenco são sensuais sem ser vulgares.

Ah uau, isso é algo que vale ouro.

Ok, todos sabemos que sexo vende. Se uma propaganda de refrigerante colocar uma morena com peitos enormes e de biquini bebendo o poduto que é divulgado e fazendo cara de que está tendo um orgasmo durante o processo, as chances de milhares de homens se levantaem do sofá para irem comprar a dita bebida são enormes.

Bem maiores do que se colocarem um gordão peludo, suado e de cueca no comercial.

Da mesma forma, porque você acha que Megan Fox está se tonando uma atriz tão badalada hoje em dia? Simplesmente porque metade dos adolescentes do planeta se masturba pensando nela.

Então temos no filme Sienna Miller e Rachel Nichols, que são duas atrizes belíssimas. Temos em mãos mais um filme que irá explorar as boas formas de suas mulheres com cenas que envergonhariam até mesmo Ron Jeremy, certo?

ERRADO!!!

Não me entenda mal, a roupa da Baronesa de fato destaca as suas curvas e em um certo momento vemos um belíssimo decote da moça.... mas é isso.

Tanto a Baronesa quant Scarlett são mulheres sensuais, mas isso vem em segundo plano, pois elas primeiro nos são apresentadas como pessoas FORTES. E boa parte de sua sensualidade vem do fato que elas não são meros joguetes em um mundo dominado pela "superioridade masculina."

Como Michael Bay fez em Revenge of the Fallen.

Maldito...

Enfim, é bastante revigorante ver que mesmo no mundo de hoje, onde mulheres são objetificadas até para vender games ruins, ainda há lugar para uma sensualidade feminina que não seja vulgar.

De fato, é um filme bastante seguro para levar seus pimpolhos, pois nenhuma personagem troca de roupa no meio da rua por nenhum motivo aparente.

E já que eu toquei neste assunto.

O humor também é bastante inocente.

Então temos Marlon Wayans no elenco, um dos responsáveis por Todo Mundo em Pânico 1 e 2, filmes cheios de piadas envolvendo ejaculações agressivas, necrofilia, consumo de drogas excessivo, homicídios causados por pênis e todo tipo de grossura que você puder imaginar.

E então você pensa: "Essa não, G.I Joe terá pelo menos uma piada em que ele pede pra ver os pentelhos da Scarlett pra descobrir se ela é ruiva natural, certo?"

Fico aliviado em dizer que não.

O humor do filme é bastante família e não vai deixá-lo envergonhado em momento algum.

Em uma cena, Stom Shadow diz para a Baronesa "Siga-me!" e então sai saltando em meio aos escombros do lugar onde eles estão, daquele jeito que só ninjas conseguem fazer.

A Baronesa olha para ele com cara de Owen Wilson e responde "Tá, até parece!" como uma pessoa que não é ninja normalmente faz nestas situações.

Pode parecer bobinho e de fato é, mas eu gostei muito deste humor ingênuo e simples. De fato, rí mais com esse filme do que com diversas comédias atuais que tentam ficar cada vez mais cabeludas, grosseiras e envolvendo sêmen.

E vamos ser francos, G.I Joe originalmente é uma linha de brinquedos e foi um desenho animado, produtos normalmente direcionados para crianças. Fazer um filme cheio de grosserias e piadas escatológicas seria uma pedida muito ruim e um tremendo dedo do meio para com os pais que levarão seus filhos ao cinema.

Que bom que Stephen Sommers não é o Michael Bay.

...

Revoltado, eu? De onde tiraste essa idéia?

O romance também é ingênuo.

Uma das sub-tramas do filme é que Ripcord está interessado em Scarlett e passa metade do filme tentando chamar a atenção da ruiva.

Digo... olha só pra ela... não podemos culpar o rapaz por tentar.

Mas enfim, diferente do que acontece em muitos filmes (e todos eles envolvendo atores negros, que coincidência) Ripcord não tenta impressionar Scarlett contando a ela quantas xanas já comeu, ou do tamanho monstruoso de seu pênis, ou de que ele respeita sua parceira e até DEIXA que ela goze durante a transa... não, ele não faz nada disso.

Pelo contrário, ele se aproxima dela e tenta impressioná-la mostrando o quanto ele é gente fina e quanto faz bem seu trabalho... assim como muitos de nós fizemos para tentar conquistar nossas metafóricas garotinhas ruivas.

Eu não sou o maior fã de romances em filmes de ação, acho que na maior parte das vezes, o amor acaba ficando deslocado na história, como um mero pretexto para convencer mulheres a irem no cinema.

Sim, porque desde 1947, Hollywood acredita que mulheres são incapazes de se interessarem por qualquer outra coisa que não envolva duas pessoas se apaixonando.

De qualquer forma, o romance entre Ripcord e Scarlett é mostrado de forma bastante bonitinha e inofensiva, o tipo de coisa que nos faz da um sorriso e dizer "Ahhhh, que bonitinho" depois do filme. Um trabalho bem executado se quer saber.

Claro, há outros romances no filme em variantes graus de sucesso, mas nenhum deles irá ofendê-lo ou estragar sua experiência no cinema.

Ah sim, os puristas extremos (aqueles piores que eu) podem chiar pelo fato da Scarlett não namorar o Snake Eyes no filme. Claro, é uma mudança, mas é meio difícil escrever um romance entre uma mulher e um cara fechado em uma armadura...

Os trajes aceleradores são bem bacanas.

Acho que tive a mesma reação de muitas pessoas quando ví os trajes aceleradores no trailer: "Oh meu Deus, uma desculpa pra entupir o filme com CG's em absolutamente todos os momentos, que Deus tenha piedade de todos nós!"

Eu não sou fã de CG, acho que são uma saída fácil para diretores que tem preguiça de filmar cenas com efeitos especiais à moda antiga. Claro, tem coisas que só dá pra fazer com computação gráfica hoje em dia... mas não é preciso bancar o George Lucas e colocar tanta CG que a única coisa real na tela são os atores.

... ou será que eles são mesmo?

Não importa, o negócio é que os trajes aceleradores foram bem usados no filme. Parte das cenas de ação os utilizam e aos seus efeitos especiais enebriantes, mas não chegam a abusar da paciência do espectador.

E sinceramente, é uma forma de uniformizar os Joes. Diferente do desenho animado que paecia um concurso de cosplay (o que funciona muito bem em forma animada), tropas militares reais precisam estar uniformizadas.

Fico feliz de ver que o diretor soube escolher bem a opção de unifome e usá-la direito.

E vou terminar este parágafo sem falar nada ruim de Michael Bay.

...

...

...

...

Michael Bay tem hemorróidas.

...

Desculpem, eu tentei.

As cenas de luta são muito boas.

Todo mundo pode reclamar do que quiser, mas a pancadaria deste filme é de primeira qualidade.

Não de admirar, o sujeito que está por baixo da armadura de Snake Eyes é Ray Park, ninguém menos que Darth Maul.

A PORRA DO DARTH MAUL!!!

O personagem responsável pelo único momento da nova trilogia que não acabou causando suicídios, depressão ou abortos.

...

Argh, peço desculpas por este comentário horrível.

O negócio é que as lutas do filme foram feitas ao bom e velho estilo que todos amam: com dublês saindo na porrada e os membos do elenco usando coreografias cuidadosamente ensaiadas que faz parecer com que eles possam chutar nossa bunda no dia-a-dia.

Em poucas palavras, nada de "Cabo-Fu."

Você sabe, aquele estilo de luta cinematográfica que se popularizou com Matrix e que mesmo hoje, anos depois da trilogia ter sido um fracasso, os estúdios de cinema continuam enfiando na nossa goela porque acham que as plateias de cinema são todas compostas unicamente por moleques de treze anos facilmente impressionáveis.

As lutas entre Snake Eyes e Storm Shadow são de longe as mais legais. Relembram os bons tempos em que os diretores de filme dirigiam as sequências de ação ao invés de ficarem contando com o pessoal da CG para arrumar tudo.

E já que eu mencionei isso...

As demais cenas de ação não causam dor de cabeça!

Sabe quando você está assistindo um filme de ação, acompanhando o desenrolar da aventura, quando de repente... A CÂMERA COMEÇA A TREMER E TUDO FICA CAÓTICO E BA-BA-BUUUUUM, GENTE VOANDO, EXPLOSÕES, TIROS, DESGRAÇA, SKADABOOOSH, VEÍCULOS SENDO ARREMESSADOS PARA O SRI-LANKA, PRÉDIOS CAINDO, ESTRONDOS, SHAKA-LAKA-BOOMBAYAHKAH, JOHNNY DEEP, MACACOS, TANQUES DE GUERRA, SANGUE, MORTE, ÓDIO, SHAKIRA, MUKALAKALEIKAH!!!

Você sabe como é, aquelas cenas de ação tão frenéticas que você não sabe o que porras está acontecendo na tela e só lhe resta voltar para casa vazio e frustado porque pagou dez paus pra ver esta zona.

Pois bem, fico feliz em dizer que G.I Joe não é assim.

Claro, tem bagunça, explosões e gente voando pela tela, mas não é difícil acompanhar a ação e você ficará bem satisfeito ao final dela.

E o melhor, o filme não faz uso da MALDITA CÂMERA TREMENDO DE MERDA!!!

Que pra mim, é só uma maneira do dietor dizer "Olha só, eu não sei dirigir um filme, então vou chacoalhar esta câmera da mesma foma que chacoalho chaves para impressionar meu filho recém nascido."

G.I Joe é um dos poucos filmes que não se rendeu aos comodismos dos "diretores" de ação atuais e acho que isso já o faz valer a pena para qualquer um que goste do gênero.

E nada mais tenho a dizer sobre isso.

Modelos não são atrizes, que bom que vocês sabem!

Uma coisa que eu abomino é quando colocam uma modelo em um papel de destaque em algum filme.

Entendo que cinema é uma mídia visual e que pessoas belas normalmente atraem mais público que o Rob Schneider, mas pra tudo tem limite. Trocar uma boa atriz por uma modelo na maioria das vezes acaba sendo uma decisão catastrófica.

Então, quando ví que a modelo Carolina Kournikova faria o papel de Cover Girl, eu tremi.

OH! A INFÂMIA!

Mas meus temores foram aliviados quando ví o filme, pois o tempo total da personagem na tela deve ser de três minutos e meio.

Então, ela estava lá unicamene para fazer figuração mesmo, o que é ok. Modelos devem ser vistas e não ouvidas!

Raios, é disso que elas vivem.

E por ser um filme que não nos obriga a aguentar as tentativas de uma modelo de soltar alguma emoção enquanto usa toda sua capacidade cerebral para lembrar de suas falas, G.I Joe, eu o saúdo!!!

SNAKE EYES!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Acho que não preciso dizer mais nada, é um ninja militar! Todos os ninjas militares são legais!!!

...

...

...

Ok, nem todos...

Ensinaram uma lição aos Franceses, finalmente!

Como vocês já devem ter visto no trailer, em um certo momento a Torre Eiffel é levada a nocaute.

Ver um grande marco da humanidade sendo derrubado sempre é divertido.

NO CINEMA, que isso fique bem claro, ESSAS COISAS SÃO DIVERTIDAS NO CINEMA.

E é legal ver que a França da vida real parece ter levado esa cena na esportiva.

Se o diretor resolvesse destruir o Cristo Redentor, fico imaginando a quantidade de "Brasileiros indignados" que iriam boicotar o filme, sem contar os babacas da Associação de Turismo dizendo que isso prejudicaria a imagem de nosso país lá fora, dando a entender que o Brasil não é um país seguro.

Não claro, Brasil é a terra do algodão doce, cheia de ruas do pirulito, bailainas cor de rosa e la-la-li-la-la...

A ascenção de Cobra.

Se eu contar qualquer coisa vai ser um spoiler violento... diabos, se eu mostrar uma imagem também vai ser um spoiler violento, mas acreditem em mim quando eu digo: a aparição do Comandante Cobra é MUITO LEGAL.

E a maneira que ele forma sua organização também.

Minha única reclamação é que ele não usa a máscara cromada do desenho animado... mas eu sou um fã viadinho de merda.

... e sempre tem a continuação...

Pois bem, eu já disse tudo de que gostei, hora de descrever aquilo que me desagradou.

O que eu não gostei:

Flashbacks em demasia.

Tudo bem que de vez em quando um filme pecisalançar uma luz sobe o passado dos personagens. Alguns o fazem reunindo atrizes velhas em uma mesa e as fazendo falar e falar e falar e falar.

Esses filmes normalmente vão para o Oscar.

Outros filmes fazem uso de flashbacks, de forma bem medida, os colocando em momentos chave da história.

Pois é... G.I Joe não é um dessses filmes.

Aqui temos flashbacks DEMAIS. Cada hora que a câmera der close em um dos personagens, pode ter certeza que veremos uma pequena sequência com seu passado.

Tudo bem que é legal ver a infância de Snake Eyes e Storm Shadow e ter alguma idéa de porque eles se odeiam tanto... mas lá pelo vigésimo quinto flashback, eu dei um suspiro de desânimo e me enebriei com a garrafa de rum com o qual entrei escondido no cinema.

...

...

...

Ok, era Pepsi...

Mas eu suspirei profundamente assim mesmo.

A batalha final é meio... chata.

Não quero elaborar muito pra não estragar, mas eu pessoalmente achei a cena da batalha final no fundo do mar meio chata.

Mas tudo bem, porque o resto do filme compensa este detalhe.

Conclusão:

G.I Joe: A Origem de Cobra é um filme muito legal.

Claro, não vai mudar sua vida, nem trazer a paz ao mundo, mas é bastante divertido e você vai sai bastante satisfeito do cinema.

Exceto se você for daquelas pessoas que vai assistir filmes Blockbuster com má vontade para falar mal em seu blog depois, aí não tem jeito mesmo.

E se você é pai (ou mãe) e que levar seus pimpolhos no cinema, pode assistir G.I Joe tranquilamente. Diferente de Revenge of the Fallen, nenhuma cena o fará temer a presença de uma assistente social quando chegar em casa.

Enfim, era tudo que eu tinha a dizer a respeito do filme, espero que tenha sido útil.

Aliás, já viram os novos brinquedos dos G.I Joe? 50 paus por um boneco que parece ter sido feito em 1960? Continuarei com meus Transformers, muito obrigado!

Agora vocês sabem! E saber é metade da batalha!

G.I JOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOE!!!

Cheers!!!

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